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16. Fênix X Serpente


Fic: O Sucessor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Naquela manhã, Harry foi ao St. Mungus, onde fez diversos exames e se consultou com alguns medi-bruxos, depois foi ao escritório de Hermione e Gina, onde analisou as fotos da cena do crime e os relatórios. Na hora do almoço, ele e Hermione foram com Gina e Draco a um restaurante em que costumavam almoçar.

-Então o que os medi-bruxos disseram a final? –Hermione pergunta logo depois que a comida chega, tendo certeza de que o garçom não ouviria.

-Que eu estou com uma saúde invejável, que transbordo magia pelo meu corpo, que ganhou uma resistência acima do normal, ou seja, tudo o que já sabíamos. –Harry fala entediado, perdera quase toda a manhã pra ouvir o que já sabia.

-Mas e sobre sua perda de memória? –Gina pergunta um pouco ansiosa.

-Eu disse o que havia acontecido e eles disseram que pode ser algum tipo de resquício do tal Richard, como se ele houvesse tentado “voltar”. –Harry fala fazendo uma careta com a idéia, porque sabia exatamente o porquê do “talzinho” querer voltar.

-Mas se esse cara houvesse tomado o corpo de volta, ele não teria ido atrás da Hermione? –Draco pergunta tentando entender o raciocínio dos médicos.

-Richard fazia mais do que ficar atrás de mim, Draco! –Hermione o corta, fazendo um discreto gesto pra Harry, indicando que aquele tipo de insinuação não era nada boa.

-Hermione, se aquele cara voltar sei lá como, eu não quero que você deixe ele encostar em você, entendeu? –Harry fala com o mesmo olhar duro e frio e com o mesmo tom ameaçador que Richard havia usado quando brigaram, o que novamente não causou uma sensação boa em Hermione.

-Não se preocupe meu amor, eu já disse que é a você que eu amo, será que você não consegue ver? –Hermione fala gentilmente, buscando a mão dele sobre a mesa e parecendo senti-lo se acalmar.

-Desculpe. Eu não sei o que está acontecendo comigo, toda vez que fico nervoso é como se um animal dentro de mim tentasse fugir e atacar todo mundo. –Harry fala passando a mão pelo cabelo e depois tomando um pouco de água.

-Tudo bem, Harry, você passou por momentos muito difíceis, sem falar nos anos sendo Richard, que pelo que me lembro, era a pessoa mais calma e tranqüila do mundo. Vai ver é só raiva acumulada. –Gina fala tentando acalmar o amigo.

-Gina tem razão, ninguém pode ser totalmente pacifico ou totalmente agressivo, é tão impossível quanto ser totalmente bom ou totalmente mau. –Hermione fala acariciando levemente o rosto dele.

-Bom, então mudando de assunto, o que você pretende fazer quanto ao massacre do número 4? –Draco fala e recebe um olhar reprovador de Hermione e de Gina, como que dizendo “Isso é hora de falar nisso?”.

-Vamos ter uma grande reunião hoje, não é, Hermione? –Harry pergunta e Hermione assente –Certo, eu vou presidi-la, vamos montar uma ofensiva pra esse maldito! Se ele quer tanto assim nos desafiar, não nos acovardaremos diante dele, já batemos o pai e vamos bater esse imbecil e mais qualquer um com o maldito sangue de Slytherin. –Harry fala firmemente e obtém o apoio de Draco, enquanto Gina e Hermione apenas trocam um olhar preocupado entre si.


Marcus entra em uma sala úmida e fracamente iluminada por archotes, em seu centro havia uma grande mesa repleta de instrumentos bruxos usado no preparo de poções, as paredes da frente e da direita possuíam grandes armários, o da frente com ingredientes variados pra poções e o da direita, livros. Ele se dirigiu a um caldeirão à esquerda, onde uma poção azul turquesa estava em ebulição, preenchendo a sala com um odor forte de enxofre.

-Papai, vovô! –Marcus chama os dois no tom frio e calmo que usava habitualmente. Os dois fantasmas logo surgem na sala, Voldemort cruzando a parede da direita e Salazar descendo do teto, bem ao lado do caldeirão.

-Já vai seguir pro próximo passo, filho? –Voldemort pergunta extasiado, parecia que Marcus estava realmente empenhado em cumprir seus planos.

-Sim, mas como isso vai me custar bastante esforço, peço que cuidem de tudo no meu lugar enquanto descansarei. Será que posso confiar que os dois se entenderão sem brigas? –Marcus pergunta olhando avaliativamente de um pra outro.

-Claro meu filho, eu e Salazar estamos nos entendendo muitíssimo bem, ultimamente. –Voldemort responde tentando um sorriso.

-Não se preocupe, que apesar de termos diferenças, possuímos objetivos comuns, além de raciocínios estratégicos bem semelhantes. Por isso, não haverá conflitos em qualquer decisão que tomemos. –Salazar garante com seu jeito formal habitual.

-Certo, eu não sei quanto tempo ficarei ausente, mas assim que eu voltar, começaremos a operação Lua de Sangue. –Marcus fala com um sorriso insano, enquanto erguia a manga de um dos braços.

Marcus olhou uma última vez pro pai e pro tio, que o olharam apoiando e incentivando-o. Com a outra mão, fez um corte profundo em seu pulso, mas não houve mudança em seu semblante, que no momento estava concentrado na poção, que parecia mudar de cor ao receber o sangue do bruxo.
Ficou alguns minutos deixando seu sangue tomar a poção e depois fechou o corte com magia. Mexeu o caldeirão algumas vezes no sentido horário e outras no sentido anti-horário, acrescentou alguns ingredientes e novamente mexeu a poção pros dois sentidos, depois recitou algumas palavras representada por hieróglifos egípcios do livro que havia roubado.
No caldeirão, a poção estava roxa e o cheiro de enxofre ainda pior, ela já não borbulhava e estava um pouco densa, mas ainda era líquida. Marcus então fez o caldeirão flutuar e derramou a poção em um pentagrama esculpido no chão, logo depois retornando o caldeirão pro mesmo lugar.

-Quando anoitecer mande alguém abrir a janela e deixem a poção ser banhada pelo luar, depois mandem alguém fecha-la novamente antes que o primeiro raio do sol a atinja. Se alguém errar e estragar minha poção, eu vou ficar imensamente zangado. –Marcus dá as instruções e termina com um aviso.

-Pode deixar, Marcus, garantiremos que o feitiço se concretizará. –Salazar fala seriamente.

-São os únicos em quem confio, portanto, não dêem ouvidos demais ao Malfoy, se ele quiser comandar alguma ação, não deixem, não quero que ele assuma o posto de comandante de nenhum grupo de comensais. –Marcus recomenda já se preparando pra sair.

-Eu acho esta atitude muito prudente, Malfoy sempre foi por demais ambicioso. –Voldemort concorda com Marcus que sorri em aprovação.

-Não vou querer ser incomodado por nada, tenho plena confiança na... posição de ambos. –Marcus fala sentindo-se um pouco zonzo, fazendo uma pausa onde colocou a mão na testa sentindo a visão embaçar. Em sua testa, era possível ver uma marca avermelhada e em forma de raio surgindo em sua testa.

Aparatou sentindo-se confuso e a última coisa que viu antes de desmaiar, foi uma pequena elfa doméstica, vestida com roupas e sapatos.


Eram dez horas da noite quando Hermione chegou, teria apenas tempo pra se trocar antes de ir pra reunião da Ordem da Fênix.

-Senhorita Hermione! –Wink chama por ela, que se vira pra falar com elfa.

-O que houve Wink? –pergunta estranhando a aparência aflita da elfa doméstica.

-O menino Harry, eu o vi aparatar aqui na sala e depois desmaiar. Eu levei o menino Harry pro quarto da senhorita e esperei o menino acordar.

-Ele acordou ou disse alguma coisa? –Hermione pergunta preocupada.

-Não, só parecia muito cansado. –Hermione pensa um instante ainda olhando pra Wink.

-Wink, vá até a sede da Ordem e diga pra alguém, de preferência um Weasley ou Lupin que nós dois podemos nos atrasar um pouco. –Hermione ordena e Wink aparata.

Hermione se dirige ao quarto e entra com cuidado. O quarto estava escuro e com as cortinas fechadas, Hermione as abre pra tentar observá-lo, e realmente vê que ele parecia apenas dormir. Tocou sua testa e ficou novamente preocupada ao senti-lo muito frio.

-Harry, Harry. –ela o chama, acariciando sua face pra tentar acordá-lo. –Vamos, meu amor, você precisa acordar. –ela o chama e ele apenas resmunga algo incoerente, se virando pro outro lado. Hermione sorri e depois se aproxima devagar até alcançar os lábios do noivo, beijando-o devagar, aprofundando o beijo conforme ele ia despertando. –Finalmente bela adormecida! –fala sorrindo pra ele.

-O que você fez comigo? Eu estou morto. –fala se espreguiçando e depois tentando se levantar com dificuldade.

-Eu? Eu acabei de chegar do trabalho, Wink me disse que você aparatou na sala e depois desmaiou. E, além disso, você está gelado. –fala depois de entregar os óculos pra ele, deixando-o com cara de quem não estava entendendo nada.

-Estranho, será que estou doente? Mas fui ao hospital hoje e eles falaram que eu estava ótimo! –Harry fala confuso, tentando lembrar do que poderia ter acontecido.

-Talvez você tenha comido algo que te fez mal. Como está se sentindo? –pergunta preocupada.

-Fraco, meu corpo está um pouco dolorido e estou com frio. –ao escutar ele falar, Hermione sente mais uma vez sua temperatura, que ainda estava baixa.

-Estranho, mas você acha que consegue ir a reunião? –Hermione pergunta olhando o relógio.

-Claro, eu não perderia isso por nada. –Harry fala afastando o lençol e tentando se levantar, mas se desequilibrando, tendo que ser seguro por Hermione. –Antes que fale algo, não foi de propósito. –fala a abraçando como apoio.

-Eu sei, mas agora vamos que estamos em cima da hora e com sorte, vai ter algum medi-bruxo por lá pra te examinar. –fala o guiando pro banheiro.

-Vamos pro banheiro fazer o que? –pergunta andando ainda abraçado a ela.

-Você precisa de um banho quente, já avisei que chegaremos um pouco atrasados. –fala o deixando sobre o sanitário e começando a encher a banheira.

-Isso realmente me pareceria tentador normalmente, mas no momento eu acho que estou meio incapacitado, então que tal pularmos a tortura e irmos logo. –pergunta olhando-a preparar a banheira.

-Muito engraçado, e você pode não estar sentindo, mas está com um cheiro estranho que parece enxofre e isto não é nada agradável. –Hermione fala se afastando da banheira e indo até ele. –Você poderia me ajudar, sabe? –fala ao começar a tirar a camisa dele. Harry apenas sorri maroto.


Já estavam todos reunidos, quando Harry e Hermione chegaram ao salão onde seria a reunião. Havia cerca de cinqüenta pessoas, entre elas alguns líderes mundiais bruxos.

-Olá, nos desculpem o atraso, mas Harry pegou um resfriado e acabou nos atrasando um pouco. –Hermione fala se sentando ao lado de Harry que estava sentando no centro da mesa principal, e junto deles estava ainda Minerva Mcgonagall. Há um burburinho entre eles, provavelmente comentando o estado de Harry, que pede a atenção de todos.

-Senhoras e senhores, estamos aqui hoje pra tomar uma posição clara diante da nova ameaça que o mundo mágico e não-mágico está enfrentando, além de definir ações de combate ao inimigo e de fuga caso seja necessário. Minha noiva irá lhes explicar nossa visão do cenário atual. –Harry fala seriamente e passa a palavra a Hermione.

-Nós da Ordem da Fênix, com acesso a informações do ministério britânico e de outras fontes, tão fieis quanto, traçamos um mapa das atividades inimigas. –Hermione se levanta e aponta a varinha pra parede atrás de si, onde havia um mapa com vários pontos coloridos. –Os pontos vermelhos marcam lugares onde houve ação direta de comensais da morte ou do próprio Marcus. –eles estavam distribuídos por quase todos os países da Europa, com alguns distribuídos estrategicamente na Ásia e África, e apenas um pontinho nas Américas, em Nova Iorque. –Os pontos verdes marcam a ação de trouxas do submundo, usados pra operações discretas. –estes estavam distribuídos espaçadamente em todos os continentes. –Os pontos laranjas são de conflitos trouxas que estão se aproveitando do momento de turbulência, pra iniciar atividades, mas não estão ligados a Marcus. –estavam nas zonas de conflitos mundiais mais conhecidas. –Os pontos brancos são compostos pelos integrantes da Ordem e seus aliados, e espero que os senhores se incorporem a eles. –diversos pontos estavam aglomerados na Grã-Bretanha, uns bons números pela Europa, mas muito poucos pelos outros continentes. –E finalmente os pontos negros marcam as atividades de aliados de Marcus. –os pontos negros infestavam os mapas, tomando principalmente as regiões afastadas das grandes cidades.

A agitação entre os presentes foi inevitável, então Hermione voltou ao seu lugar e esperaram mais dois minutos, antes que McGonagall chamasse a atenção de todos.

-Nós sabemos muito pouco sobre Marcus, ele não deixa sobreviventes por onde passa, tem um ótimo senso estratégico, pois pelo que apuramos passou os últimos dois anos organizando tudo pelas sombras, sem falar na enorme força, pois sozinho aniquilou uma vila bruxa com milhares de habitantes. Também sabemos que ele fez um ritual pra invocar os fantasmas de Voldemort e Salazar Slytherin, eu mesma os vi. –mas outra onda de burburinhos. –Temos uma descrição que pode não ser muito precisa, mais nos diz que ele tem entre 1,80m e 1,90m, cabelos negros curtos. Não temos idéia da idade, mas deve ter no mínimo 22 anos. –Hermione fala com base no material que tinha.

-Agora nós informaremos a vocês todos os planos que temos e pretendemos, com a ajuda dos senhores e senhoras, por em prática de modo a frear os avanços de Marcus, enquanto tentamos localizar a cúpula, que pelas nossa informações é a mesma da época de Voldemort, com exceção dos que estão mortos os presos, apesar do único mais influente com Marcus ser Lucius Malfoy. –McGonagall dá as informações, e depois começa a ler um documento, que continha postos estratégicos, que foram aparecendo magicamente no mapa, conforme ela ia relatando.

Depois de quase cinco horas de trocas de informações e planejamentos, houve uma votação pelo método a se seguir e a assinatura de um compromisso mágico pelos que aceitavam se aliar a ordem. Uma boa parte dos presentes pediu um tempo pra ponderarem se deveriam ou não assumir uma postura tão agressiva, se comprometendo a enviarem uma carta dentro de duas semanas confirmando ou não o apoio.


-Então o que houve com vocês afinal? –McGonagall pergunta ao se sentar com Harry, Hermione, Arthur, Molly, Gina e Draco, a mesa da cozinha.

-Ora, provavelmente a Granger deu uma canseira no Potter! –Draco fala entre risos e Gina o acompanha.

-Você dois se merecem! –Hermione fala não gostando nada do comentário, mas sem evitar corar. –Harry não está se sentindo bem, acho que foi algo que ele comeu, está gelado e com fraqueza.

-Estranho, você parecia tão bem hoje cedo, andou fazendo o que depois do almoço? –Gina pergunta a Harry, que fica pensativo um tempo.

-Não sei, não lembro nem da sobremesa quanto mais do que fiz depois. –fala se sentindo mais confuso e cansado.

-Não me surpreende, você não parece nada bem, está gelado, parece abatido. –Molly fala passando a mão no cabelo de Harry.

-Devia ir pra casa descansar e se alimentar bem. –Mcgonagall fala também parecendo preocupada.

-Pode deixar que vou providenciar isso, mas quanto a reunião, o que acharam? –Hermione pergunta a eles que sorriem.

-Apesar das hesitações, eles sabem que não há escolhas, se não ficarem do nosso lado agora, depois não haverá nenhum lado. –Arthur fala sobriamente.

-Arthur tem razão, eles vão acabar nos dando os reforços necessários. –McGonagall concorda otimista.

-Então vamos, Mione? Eu estou precisando dormir. –Harry fala se levantando, mas cambaleando e tendo que ser seguro por ela.

-Eu vou com vocês pra te ajudar, Mione. –Gina se levanta pra ajudá-la e depois se despedem de todos antes de aparatar.

O restante da noite foi agitado pras duas, a temperatura de Harry oscilava entre quarenta e vinte graus, o sono dele estava agitado e às vezes uma voz diferente, fria e mais grave saía da boca de Harry. Pela manhã, Harry parecia mais calmo, mas Hermione achou melhor ficar em casa e cuidar dele, que permaneceu dormindo pesadamente.

Era hora do almoço e Hermione estava comendo e examinando uns documentos que Gina mandara, informando sobre a movimentação suspeita iniciada pelos antigos colaboradores de Voldemort.

-Boa tarde! –Harry cumprimenta com a expressão abatida, mas parecendo melhor que no dia seguinte, pelo menos parecia conseguir andar sozinho.

-Harry, você não devia ter se levantado! Como está se sentindo? –Hermione fala preocupada, pondo a mão na testa dele e constatando que a temperatura parecia normal.

-Estou melhor, não se preocupe. –fala aproveitando a proximidade dela pra abraçá-la e beija-la carinhosamente.

-Fiquei tão preocupada! –fala o abraçando forte –Depois de todos os anos que fiquei sem você, não poderia aceitar perde-lo novamente, não agora que tudo está melhorando. –fala voltando a olhá-lo, querendo demonstrar que ele era tudo que ela tinha.

-Não se preocupe, jamais partiria enquanto estivesse te fazendo feliz! –fala acariciando o rosto dela, olhando profundamente nos castanhos –Ver seu lindo e luminoso sorriso é o que me faz viver.

-Então me prometa que vai se alimentar direito, ficar deitadinho na cama, quietinho e me deixar dormir essa noite. –pede ainda preocupada.

-Prometo que farei tudo pra ficar o bom o mais rápido possível, mas quanto a te deixar dormir essa noite já não garanto. –ele responde com um sorriso malicioso que a faz rir.

-Você está ficando obsessivo, sabia? –fala não acreditando no que ele falara.

-Só quero recuperar os cinco anos que nos roubaram. –fala seriamente, encostando a testa na dela.

-Eu te entendo, mas não há como recuperar o tempo. –fala o abraçando mais forte –O que mais desejo agora é viver em paz com você.

-O que mais desejo agora é te jogar em cima dessa mesa, rasgar suas roupas e fazer você arrancar a pele das minhas costas com suas unhas. –fala entre malicioso e sedutor a fazendo rir compulsivamente. Harry apenas a acompanha, permanecendo naquele momento alegre, que estava cada vez menor e mais raro.


Alguns dias passaram, onde Harry se recuperou bem, recobrando sua saúde em cerca de dois dias, mas estranhamente ainda tendo muita dificuldade em fazer magia, o que demorou mais três a se normalizar.

Harry acordou e percebeu estar sozinho na cama, tomou banho e recebeu de Wink, um recado que Hermione deixara, dizendo que deveria voltar tarde por causa de uma reunião no departamento de aurores. Leu o jornal e sorriu ao ver a data, era véspera de natal e ele estava preparando uma surpresa especial pra Hermione.

Passou o dia arrumando a casa, decorando-a com tudo o que o natal pedia, inclusive uma árvore cheia de luzinhas, bolinhas e com uma mágica e brilhante estrela no topo, aos pés havia um único e comprido embrulho. Quando anoiteceu tomou um banho caprichado e pôs um terno novo que havia comprado pra ocasião, a mesa já estava decorada, Gina iria pra Toca e Wink comemoraria com os amigos elfos domésticos de Hogwarts.

-Olá! Nem acredito que consegui chegar em casa hoje! Não sei por que, mas aquele escritório estava um caos maior que o normal... –Hermione falava apressada, enquanto entrava em casa, mas pára ao acender a luz e ver a decoração natalina da sala.

-Já preparei a banheira e sua roupa está em cima da cama. –Harry fala pegando a bolsa e o casaco dela.

-E-eu não demoro. –fala olhando a hora e se apressando.

Meia hora depois, Hermione chega à sala com um belo vestido azul, brincos de brilhantes e uma fina correntinha de ouro, que Richard havia lhe dado. Harry se encaminha sorridente pra ela, segurando duas taças de champanha.

-Eu pensei em fazer desse, nosso primeiro natal em família. –Harry fala ao entregar a taça a ela, que sorri junto com ele.

-Então um brinde ao natal dos Potter. –Hermione fala erguendo a taça.

-Um brinde a nós. –Harry fala tocando suas taças e depois bebendo um pequeno gole. –Espero que não se importe, mas fui eu mesmo que preparei nosso jantar. –fala a guiando até a mesa de jantar, cuidadosamente posta.

-Problema algum, porque pelo que me lembro, você cozinha muito bem. –fala recordando de uns dias que conseguirão passar sozinhos na mansão Black antes do sétimo ano.

-Que dias aqueles! –fala com uma expressão sonhadora que a contagia.

-É, tivemos ótimos momentos juntos, como aquele passeio ao parque. –ela lembra e ele começa a rir, haviam ocorrido alguns acidentes naquele passeio.

Durante o jantar se limitaram a recordar de momentos felizes que passaram juntos, sozinhos ou com Rony, depois dançaram romanticamente, sussurrando juras de amor e desejos pra um breve futuro, juntos. A meia noite ouviram fogos e foram vê-los da varanda.

-Ah, acabaram! Estavam tão bonitos. –Hermione lamenta após alguns minutos.

-É, mas em compensação é hora do presente! –Harry fala e guia Hermione pra dentro, pegando o embrulho que estava aos pés da árvore.

-Ah, desculpe Harry, esses dias foram tão agitados que eu esqueci completamente do natal. –Hermione fala sem jeito, eram tantos pequenos ataques e buscas a comensais que ela havia se esquecido por completo.

-Tudo bem meu amor, eu deixo pra você me dar seu presente mais tarde. –sussurra no ouvido dela, enquanto dava-lhe o embrulho.

-Não, eu prometo que vou te dar um ótimo presente, que vai compensar meu lapso! –fala se sentando no sofá e abrindo seu presente, deparando-se com uma caixa e dentro dela um rolo comprido de papel que abriu sobre a mesa de centro.

-É a planta de uma casa que mandarei construir em Hogsmeade, os gêmeos acharam um excelente terreno por lá. –Harry fala ao ver os olhos de Hermione brilhando e enchendo-se de lágrimas.

-Eu não acredito que você se lembrou! –fala pulando sobre ele e se agarrando ao pescoço de Harry.

-E como eu esqueceria da casa dos seus sonhos? –fala rindo da reação dela, estava chorando, mas tinham um sorriso enorme nos lábios. –Ela terá tudo que planejamos, o nosso jardim romântico, a piscina e o parquinho pros nossos filhos e os amiguinhos deles. –ele toca o rosto dela com as mãos e apara as lágrimas, fazendo-a olhar pra ele. –Você queria viver em paz, então eu comecei a construir nosso pedacinho de céu!

-Meu céu já está aqui. –fala apontando pro peito dele, onde ficava o coração –Mas de toda forma, estou muito feliz com isso, meu anjo, muito! –fala sorrindo e depois o beijando apaixonadamente.

Pela manhã, Harry acordou sentindo-se feliz como nunca se sentira antes, aspirou o cheiro de flores e de suor que vinha de Hermione, ele adorava, fazia despertar nele algo primitivo, mas dessa vez apenas depositou um beijo suave no rosto dela antes de se levantar com cuidado, pra não acorda-la. Iria tomar um banho rápido e compraria tudo que era preciso pra preparar um maravilhoso café da manhã.


Marcus chegou ao seu escritório, onde encontrou Malfoy lendo alguns relatórios pra Voldemort e Salazar. Observou por alguns instantes os três antes de fazer perceberem sua chegada.

-Vejo que estão empenhados e isto me deixa muito satisfeito! –Marcus fala aparentando estar bem humorado, apesar de ter a mesma expressão fria e neutra de sempre.

-Ficará feliz em saber de tudo que fizemos durante sua ausência. Mas antes, filho, me diga o porquê de ter ficado tantos dias longe. –Voldemort fala preocupado.

-Meus níveis de magia estavam muito baixos, aquele feitiço me enfraqueceu mais do que imaginava. –responde se sentando em sua poltrona.

-Mas agora já está em condições de iniciar nossos planos? –Salazar pergunta a Marcus que sorri malignamente, sendo uma resposta mais que suficiente.

-Malfoy, me traga os relatórios de ações e do apoio que nos foi proposto, quero por o trabalho em dia. –Marcus ordena e Malfoy faz uma reverencia antes de aparatar.


Hermione acorda e vê um lírio em seu criado-mudo, guardando um bilhete, que leu ao perceber que estava só no quarto.

Bom dia, meu amor!
Fui comprar o necessário pra preparar aquele café da manhã que você adora, volto em vinte minutos.
Um abraço bem apertado e um beijo bem gostoso do seu anjo, sem asinhas!

Hermione apenas riu, Harry sabia como ser um anjo, mas sabia ainda melhor como ser um diabinho. Levantou-se preguiçosamente e foi preparar a banheira, afinal, teria que dar tempo a ele pra ter o seu café da manhã. Assim que saiu do banho, se vestiu com um agasalho, o natal seria frio como sempre, o que lhe dava certa preguiça só em pensar em ir até a Toca, no entanto foi desperta desses pensamentos ao ver que a mesa não estava posta, foi até a cozinha e não havia sinais de Harry, ficou preocupada, pois ele já deveria ter chegado há muito tempo.
Uma hora depois, Hermione chegou a Toca tão preocupada que aparatou na sala mesmo, assustando todos os Weasley, que como todo ano, passavam o natal reunidos.

-Hermione? O que houve? –Gina perguntou estranhando o jeito da amiga, a conhecia muito bem pra saber que Hermione não era de aparatar no meio da sala de ninguém.

-O Harry sumiu de novo! –fala preocupada e aflita, ao que Rony aponta o lugar ao lado dele.

-Como assim, explique isso melhor. –Arthur pede tentando tranqüilizar a todos.

-Há quase duas horas acordei e encontrei um bilhete de Harry no criado-mudo dizendo que ia comprar umas coisas pro café da manhã e que ele voltaria em vinte minutos. Tomei um banho demorado, cerca de meia hora, quando cheguei à sala de jantar não havia nada, procurei pelo resto do apartamento e ele não estava, então peguei um casaco e procurei por perto do prédio, consegui uma descrição afirmativa de que ele havia comprado um monte de coisas e saído a quase uma hora, voltei pra casa e ele não chegou. Pelo que calculei, era pra eu ter sido acordada por ele pra tomar café, não há explicação pra todo esse atraso. –Hermione fala nervosa, gesticulando bastante.

-Calma, Hermione, ele deve está dando uma voltinha de Richard, o medi-bruxo disse que poderia acontecer, não é? –diz Draco, que já não tinha mais família, por isso havia passado o natal com os Weasley.

-Mas se ele estive de Richard estaria preparando o café pra Hermione, isso se não tivesse “matando as saudades”. –Gina fala sem conseguir segurar um riso e recebendo um olhar nada simpático de Hermione.

-Talvez estejam certos. –Rony fala e todos se voltam pra ele –Quer dizer, o Harry não seria seqüestrado, por que precisaria de um exercito pra derruba-lo, eu estive com ele ontem e me pareceu muito bem, portanto pode ser que esse tal Richard esteja mesmo controlando ele de algum jeito, afinal ele passou anos sendo esse cara. –Rony fala pensativo.

-Talvez ele tenha ido passar o natal com a família dele. –Fleur, fala e Gui parece concordar.

-Não, o Richard não tem família, é filho único, o pai dele morreu e eu diria que ele odeia a mãe, apesar de nem saber quem é. –Hermione fala eliminando a hipótese.

-Talvez ele tenha tios, primos. –Fred fala ainda gostando mais dessa hipótese.

-Ou quem sabe filhos. –Jorge completa.

-Não! –Hermione responde como se fosse absurdo. –Ele não tem ninguém, é completamente só. –fala pondo um ponto final naquilo.

-Ele pode ter ido ao cemitério onde o pai está. –Luna fala surpreendendo a todos, afinal, aquela era uma idéia bem plausível.

-Pode ser, mas mesmo assim é bom iniciar uma busca. –Carlinhos fala e Arthur parece concordar.

-Então as mulheres ficam aqui com as crianças, mamãe você fica responsável por reunir mais pessoal, Gina e Draco vão até o ministério e tentam acha-lo com os recursos de lá, incluindo uma pista de onde o pai dele está, Rony e Hermione procuram pelos lugares que o tal Richard gostava de ir, eu e Carlinhos verificamos os cemitérios próximos, Fred e Jorge, vão até Hogwarts e avisem a prof. McGonagall e papai você vai pra sede da ordem e coordena o movimento dos reforços. Todos concordam? –Gui coordena as buscas e todos concordam.


Marcus estava analisando os movimentos dos últimos dias, quando um comensal entra no escritório pedindo licença.

-O que houve pra entrar assim no escritório do mestre? –Malfoy pergunta ríspido ao comensal, que agora se encontrava ajoelhado perante todos.

-Recebemos uma informação de um de nossos espiões, ao que parece a Ordem da Fênix está fazendo uma reunião de emergência, ele não soube nos informar o porque, mas parece que os principais membros estão em movimento. –responde firme e objetivo, mas olhando pra baixo, demonstrando respeito.

-Excelente, fazia tempo que eu esperava pra fazer uma visita a esses vermezinhos. –Marcus fala sorridente. –Malfoy, reúna os cinco melhores comensais a disposição, vou sair daqui com eles em cinco minutos. –Malfoy faz uma rápida reverência e aparata.

-Este será um ótimo aviso de que o fim se aproxima pra eles. –Salazar comenta sorridente, algo raro de ser visto.


Marcus aparatou com seu grupo a frente do Largo Grimmauld, 12, Londres. Olhou pra frente e viu os números onze e treze se afastarem, dando lugar a Mansão Black. Fez um gesto pra que os cinco o seguisse, andou normalmente até a porta e abriu tranquilamente, aquela casa ainda o vazia se sentir levemente mal, o que o deixava com mais vontade de destruir e matar.
Como se conhecesse bem a casa dirigiu-se até a sala de reuniões, onde vinte pessoas estavam em reunião. Antes que pudessem se erguer e puxar as varinhas, os fez bater contra as paredes próximas com um gesto.

-Procurem no restante da casa, pus um feitiço anti-aparatação, portanto não quero fugitivos. –Marcus ordena calmamente e os fantasmas de Salazar e Voldemort surgem a seus lados. –Hora da diversão. –comenta com o pai e o tio, ao ver que os bruxos pareciam se recuperar do choque.

- Estupefaça -um bruxo tenta atingir Marcus que apenas rebate entediado, enquanto mais outros três tentam usar mais feitiços estuporantes nele, que faz um feitiço escudo pra bloqueá-los.

-Vocês acham que eu sou algum iniciante? –fala ofendido com a falta de agressividade dos oponentes. –eu sou Lord Marcus, me enfrentem dignamente! –ordena, irritado.

Ele olha pra todos, que parecem paralisados, então um raio amarelo vai a sua direção e ele apenas o bloqueia, atirando o senhor ruivos violentamente contra a parede, os demais olham aquilo tudo aterrorizados.

-E diziam que os membros da ordem eram corajosos e valorosos oponentes, mas vejo que aqui só tem insetos, miseráveis. –fala entediado, erguendo a mão acima de sua cabeça, fazendo todos caírem se contorcendo de dor. –Não vejo nenhum membro da cúpula aqui, parece que chegamos um pouco tarde. –comenta com os fantasmas.

-Pode ser, mas aquele ruivo ali, se chama Arthur Weasley e com certeza é um membro muito importante da Ordem, além de ser influente no ministério. –Voldemort o adverte e Marcus cessa a maldição no ruivo.

-Nesse caso, vamos deixá-lo avisar aos outros que a contagem regressiva pro fim deles começou. –Marcus fala com um sorriso satisfeito, enquanto cessa a maldição nos outros dezenove. –Não fiquem aliviados, apenas vou dividi-los em grupos. –fala e pensa um segundo, olhando pra eles. –Certo, três grupinhos de seis e você fica pro grande final. –fala apontando pra um jovem rapaz, que deveria ter por volta dos vinte anos.
Com um movimento, faz a mesa e as cadeiras saírem do caminho, dando aos três uma visão melhora da sala. - Smelten -no mesmo instante o primeiro grupo começa a sentir fortes dores na barriga. Depois Marcus faz alguns gestos pro segundo grupo, que tem a barriga cortada de um modo fino mais profundo o suficiente pra que seus intestinos saiam, outro gesto e os intestinos começam a avançar como serpentes e se enroscar nos pescoços deles, que tem desesperadamente retira-los dali e coloca-los pra dentro de si novamente. - Ewiger Alptraum . – o terceiro grupo, fica inconsciente. Marcus sorrindo extasiado com os gritos de agonia, deita o jovem de costas forçando-o na posição com o pé e depois enfiando a mão bruscamente nas costas dele, puxando com certa força sua coluna pra fora de seu corpo, mas sem desconecta-la da cabeça e da bacia, depois conjura um pequeno escaravelho e põe na fenda aberta, voltando seu olhar pros os outros dezoito.

-O que você fez com eles, Marcus? –Salazar pergunta curioso, também se deliciando com os gritos de agonia.

-O primeiro grupo está sentindo seus órgãos internos derreterem e serem expelidos pelos orifício de seu corpo, mas é claro que começa pelos não vitais. O segundo grupo vai ser sufocado pelas próprias entranhas. O terceiro vai sofrer de pesadelos eternos, quer dizer, vão ter pesadelos até que alguém piedoso os mate ou até que a idade avançada provoque sua morte. E este rapazinho vai ter um caminho cavado pelo escaravelho até seu cérebro, onde ele começara a se alimentar, até que ele morra. –Marcus explica com um sorriso insano, enquanto ouve risadas psicóticas do pai.

-Muito bom meu filho! –Voldemort fala rindo –Esse feitiço do segundo grupo é ótimo, olhe só como eles ainda tentam por o intestino no lugar, mesmo sabendo que não adianta nada! –Voldemort fala e tanto Salazar quanto Marcus começam a rir também.

Alguns minutos depois, os outros comensais retornam avisando da morte de mais alguns membros. Marcus então se diz satisfeito e vai embora com os comensais e os fantasmas. Deixando apenas Arthur Weasley vivo, apesar de inconsciente.

N/A: Oi, desculpem se tiver algum erro, mas estou sem beta e morrendo de dor de cabçea pra poder re-ler.

N/A²: Finalmente eles descobrirão que Marcus é Harry e vice-versa, o que será que vai acontecer?

N/A³: Eu quero muitos coments com as respostas senão o próximo cap vai demorar! rsrsrsrssrsrsrs *a chantagista*
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