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13. O Desaparecimento de Richard


Fic: O Sucessor


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A noite estava escura e sem lua no deserto do Saara, onde os únicos sons que se ouviam era o do vento carregando a areia e os passos e sussurros de sete vultos negros e dois brancos.

-Fiquem aqui até que eu ordene o contrário. –Marcus ordena aos comensais que mantinham suas varinhas acesas com o Lumus .

-O que vai fazer, Marcus? –Voldemort pergunta ao filho, que sorri.

-Apenas revelar o departamento secreto do Ministério Egípcio. –fala com um estranho sorriso maroto nos lábios.

Marcus anda devagar por mais um metro e meio e pára diante de uma entre várias dunas gigantes. Ele fica parado com as mãos nos bolsos da calça, olhando fixamente o ponto à frente, até que um vento muito forte começa a surgir entorno dele, agitando seus cabelos e sua capa.
Logo aquele vento forte foi como uma rajada na direção da duna, fazendo a areia se dispersar pra todos os lados até que cerca de dois minutos depois, toda a duna tinha sumido.

Um homem de pesadas vestes brancas com detalhes em preto e vermelho, surge falando em sua língua e apontando uma varinha. Marcus se vira irritado pro homem, que trazia uma bolinha dourada que emitia luz, tinha o tamanho de um pomo.

- Silencio -sussurra não gostando da interrupção.

O homem abre a boca, mas dela não sai nada, então ele começa a jogar feitiços em Marcus, mas os raios coloridos batem numa barreira invisível e se dissipam. Marcus dá mais dois passos e o homem flutua até ele, parando a sua frente.

- Legilimens -sussurra olhando fixamente os olhos do homem que tentava se debater, mas que parou ao ser atingido pelo feitiço.

Marcus vasculhou o que havia sobre o departamento e depois de satisfeito, voltou a olhar o local onde antes estava a duna, alguns centímetros a esquerda do guarda. Lentamente, o guarda flutuou alguns metros na direção em que Marcus olhava e então explodiu, de modo que todo o sangue e carne voassem contra a parede invisível do departamento secreto.

-Agora, que já vêem, creio que possamos entrar. –fala pra que os comensais ouvissem, enquanto se adiantava até a porta, onde pronunciou algumas palavras na língua local.

-Não há guardas? –Voldemort pergunta, vendo a tranqüilidade do filho.

-Se não houvesse, não teria graça! –fala sorrindo, entrando junto com os comensais.

Um guarda se adiantou e o ameaçou em sua língua, mas Marcus continuou avançando, apenas erguendo a mão e fazendo com que os seis guardas do saguão de entrada virassem cinza, assim como boa parte dos móveis.

-Mas que horror Marcus! Olhe estas paredes chamuscadas, esses móveis revirados! –Salazar fala indignado.

-Desculpe vovô. –fala baixando os olhos.

-Ok, espero que seja mais elegante daqui em diante. –Salazar fala altivo, voltando a caminhar ao lado de Marcus que andava até uma porta que ficava do outro lado do saguão de entrada.

Depois de passarem pela porta, Marcus encosta uma de suas mãos nela, se concentrando uns segundos, transformando a porta em uma parede, como as que haviam no local.

-Vão pegar o livro, eu cuido dos demais. –Marcus ordena e os comensais assentem.

Logo um grupo de cinco bruxos aparece com varinhas em punho, mas Marcus faz apenas um gesto com um dedo, que faz as varinhas saírem das mãos dos bruxos e depois de girarem 180 graus, elas se voltam contra eles, perfurando seus corações.

-Agora está melhorando! –Salazar fala com um sorriso de aprovação, que deixa Marcus orgulhoso.

Hermione abre a porta de casa e entra silenciosamente, estava muito cansada e havia acabado de estar em uma batalha em desvantagem de três pra um. Observou a sala e viu a luz acesa, ouviu gemidos e reparou nas roupas espalhadas pelo chão.

-Virginia Weasley! –fala num tom que lembraria a sra. Weasley pronta a dar uma bronca na filha.

-Hermione! –Gina exclama surpresa, estava com Draco no sofá. Porém enquanto Gina olhava com cara de culpada, Draco a olhava insatisfeito pela interrupção.

-O que já falei sobre ficar se agarrando pelos cantos da casa? Eu não preciso ver vocês dois juntos, aliás, não só eu como o Richard também. –fala irritada, olhando os dois, sentados no sofá.

-Mas é que o Richard não está e...

-Ele não está? Tem certeza? –Hermione interrompe Gina, ficando preocupada.

-Tenho, ele não está não. Pensei que houvesse te avisado. –fala estranhando o comportamento dele, não era algo que ele faria.

-Ok, mas vocês dois pro quarto agora! Como podem ver eu não estou de bom humor, só vim trocar de roupa e tenho que voltar pro escritório e preencher um monte de papéis. –ao começar a falar, Gina e Draco reparam que as roupas dela estavam rasgadas e havia pequenos arranhões e alguns hematomas em seu corpo. Quando terminou de falar, o casal aparatou rapidamente pro quarto da ruiva, sabiam que ela estava mal humorada e preencher relatórios era irritante pra qualquer um.

Hermione entrou em seu quarto e foi procurar por algum bilhete que Richard pudesse ter deixado. Ela ouve um estalo e se vira, vendo Wink segurando uma bandeja.

-Wink veio trazer chá pra srta. Hermione! Srta. Hermione muito cansada ultimamente, trabalhando muito, precisa descansar. –a elfa doméstica fala preocupada.

-Obrigada, Wink! Você é mesmo um amor, mas eu estou bem. –fala pegando a xícara de chá e adoçando. –Você sabe onde Richard está? Ele deixou algum recado? –pergunta provando um pouco do chá.

-Não, senhor Richard, não deixou nenhum recado. –fala como se tentasse lembrar.

-Obrigada, então. Pode ir dormir, nem eu nem Gina iremos precisar de você por hoje. –fala atenciosamente, fazendo um carinho na cabeça da elfa, antes que esta assentisse e aparatasse.

“Onde ele está? Porque não deixou nenhum recado... esses desaparecimentos dele são muito estranhos... droga! Odeio sentir isso, mas não consigo evitar esse mau pressentimento.” –pensa preocupada enquanto bebe o chá.

Marcus estava numa sala com Salazar e Voldemort, ele torturava com a maldição cruciatus um homem, que pelas vestes luxuosas, parecia ser alguém importante.

-Com licença, mestre! –um dos comensais aparece à porta.

-O que houve, já pegaram o livro? –pergunta olhando o comensal.

-Temos um problema com isso, parece que há um feitiço muito forte o protegendo, mestre. –o comensal fala receoso.

-Ok, eu vou pegá-lo. –Marcus fala e com um aceno, faz a cabeça do homem explodir.

Chegando à sala que ficava do outro lado do departamento, Marcus pôde ver alguns bruxos mortos e seu grupo em volta de um livro, no chão logo a baixo, estava o corpo mumificado de um dos seus comensais.

-Ele tentou tocar o livro e ficou assim, sem ao menos tocar nele ou no pedestal. –outro comensal fala, bem longe do livro que estava em um pedestal sem qualquer aparente proteção.

-Afastem-se. –ordena e todos se afastam, inclusive os fantasmas.

Marcus saca sua varinha negra e brandindo ela, a transforma na espada que usara em Salém. Ficando a dois passos do pedestal, se concentra olhando fixamente o livro e faz um movimento de corte de cima pra baixo. Parando quando a espada se chocou com uma espécie de campo de força, na altura de seu queixo, um brilho amarelo claro surgiu do contato da espada e do campo de força azul, que também ficou visível com o contato.

Todos olharam pasmos a cena, onde o campo de força tentava repelir a espada e Marcus tentava partir o campo de força. Os músculos do braço denunciavam, mesmo sob a roupa, que ele fazia bastante força, não só física como também aumentava sua força mágica, refletida no brilho verde que seus olhos adquiriam. Então Marcus gritou, simbolizando sua tentativa de vencer o campo de força, e fazendo do choque das forças mágicas surgir uma luz que ofuscou a visão de todos, exceto a de Marcus que nem ao menos piscou.

O campo de força desapareceu e a espada novamente voltou à forma de varinha, sendo guardada no bolso interno de seu sobretudo. Marcus avançou um passo na direção do pedestal e apanhou o livro.
O livro tinha a capa de couro marrom escuro, sem qualquer inscrição, mas ao abri-lo, uivos e gritos agonizantes de homens, mulheres e crianças surgiram como se o livro emitisse os sons do inferno. Suas folhas eram feitas de pele humana e os hieróglifos escritos com sangue, também humano.

-Parece, que é o livro certo. –Marcus fala normalmente, fechando o livro e o segurando em uma das mãos.

-Já podemos ir, mestre? –um comensal fala, estava sentindo arrepios naquele lugar.

-Sim, já estão todos mortos. –Marcus fala tranquilamente, saindo da sala e voltando ao saguão de entrada, único lugar onde poderiam aparatar.

Gina almoçava sozinha na sala de jantar, quando Richard aparece, com as mesmas roupas que Marcus usava no departamento secreto egípcio.

-Boa tarde! –Richard a cumprimenta atenciosamente.

-Boa tarde, sumido! Onde estava? –pergunta a ele, observando que havia areia em seu sapato.

-Escrevendo, Mione está? –pergunta olhando a sala e não notando movimento.

-Ela está dormindo, chegou hoje cedo depois de 40 horas perseguindo um grupo suspeito. Sabe, Rick, ela ta ficando obsessiva em pegar os comensais, eu sei que perder os pais foi um choque, mas ela tem que relaxar, senão vai acabar enlouquecendo. –Gina falou pra Richard que respirou fundo e levou uma das mãos aos cabelos, do mesmo jeito que Harry fazia, o que fez a ruiva sorrir discretamente.

-O que acha que devo fazer? Porque mais atencioso, carinhoso e compreensivo que estou sendo não dá pra eu ficar! –fala sentindo-se impotente, sentando em uma cadeira.

-A quanto tempo vocês não fazem amor? –pergunta normalmente, mas fazendo-o corar violentamente.

-Co-como as-sim? –gagueja ainda muito sem jeito.

-Como assim que aposto que desde o que houve com os pais dela, você anda “a respeitando”... não que eu ache errado! –se corrige ao ver que ele iria protestar –Só que eu acho que nesse momento, ela ta precisando de um bom temporal, se é que você me entende. –fala com um sorriso malicioso, deixando-o novamente vermelho.

-Certo, eu vou ver como ela está. –fala se levantando e querendo encerrar o assunto.

Andou até o quarto que dividiam, e ao entrar, observou que ela havia dormido com a roupa com que trabalhou. Na verdade, parecia que ela havia se arrastado até o quarto e se jogado na cama, nem os sapatos havia tirado.

Deixou o seu livro em cima da mesa junto com sua varinha, negra, indo a seguir até a cama, onde se sentou e tirou os sapatos de Hermione. Delicadamente, pra não acordá-la, se levantou e tirou seu blazer, pondo-o na cadeira, perto de suas coisas.

Olhou-a mais uma vez e foi tomar banho, sentia-se estranhamente cansado, não era um cansaço físico, era mais como se houvesse usado muita magia. Isso era estranho, sabia que era bem forte e não imaginava uma situação em que precisasse usar muita magia. Aquelas ausências o estavam preocupando, passava quase o dia todo “fora”. Resolveu esquecer aquilo e se concentrar em Hermione, as atitudes dela o estavam deixando muito preocupado, achava que se continuasse daquela forma, logo estaria tendo uma crise nervosa, era óbvio que a morte de seus pais tinha sido um grande impacto, mas aquela sede de vingança estava ultrapassando todos os limites.

Depois que tomou banho, saiu vestindo seu roupão, os cabelos molhados e despenteados, não que houvesse grande diferença de quando o estavam. Tirou a colcha do lado vazio da cama e se deitou, ainda com o pensamento longe.

-Richard? –pergunta ao sentir a cama se mover a seu lado.

-Mione? Eu te acordei amor? –pergunta em tom de desculpa.

-Tudo bem, onde vo... –ela se virou pra ele para responder, mas antes que pudesse continuar, foi beijada por Richard, que a trouxe pra mais perto de si e depois afastou a colcha do lado de Hermione.

-Você não devia trabalhar tanto, olha só pra você, chegou e se atirou na cama sem ao menos tirar os sapatos! Eu to muito preocupado com você. –fala acariciando-lhe a face.

-Eu sei, não vou mais trabalhar tantas horas sem dormir. –fala retribuindo o carinho.

-Promete, amor? –pergunta olhando-a nos olhos.

-O que eu não prometo, com você fazendo essa carinha! –fala sorrindo pra ele, que sorri mais tranqüilo.

Sem deixar que ela falasse mais alguma coisa, ele a beija novamente, mas dessa vez descendo sua mão até a calça dela, desabotoando e descendo o zíper.

-Não, agora não, meu anjo. –Hermione fala buscando a mão dele e pondo na cama.

-Porque não? Não ta com saudades? –fala distribuindo beijos pelos pontos fracos no pescoço dela, tinha certeza que ela não resistiria.

-Não é isso, só não to com cabeça pra isso agora. –fala com a voz falhando, tentando afastá-lo –Você é um covarde! –protesta quando ele mordisca sua orelha.

-Eu sou um homem que não resiste a você! –fala maliciosamente, tirando o roupão e jogando pra um canto do quarto.

Ela dá uma olhadinha pra baixo, e fechando os olhos derrotada, se deixa beijar pelo namorado. –“E depois dizem que eu sou uma santa. Quem me dera!” –pensa, ajudando-o a tirar sua camisa.

Algumas horas depois, Hermione e Richard estavam indo até a sala de jantar, pra comer o lanche servido por Wink e se deparam com Gina e draco aos amassos.

-Nós comemos aí, sabiam? –Hermione fala mal humorada, se referindo a Gina estar em cima da mesa.

-Desculpa, mas achamos que vocês estavam ocupados. –Gina fala com seu sorriso mais malicioso.

-Isso não é da sua conta e de todo jeito, estávamos no nosso quarto . –fala enfatizando bem o local apropriado, e se sentando pra comer.

-Ok, Granger. Mas me diga o que vai fazer no seu dia de folga? –fala olhando pra ela, que parecia surpresa com a pergunta.

-O que isso te importa? –Richard pergunta friamente, apesar de saber que era ridículo, não conseguia evitar sentir ciúmes dele.

-Calma, cara! Eu só queria saber por que eu e Gina também arranjamos uma folguinha hoje e vai rolar uma festinha na casa de um amigo. –fala se defendendo, fazendo Gina rir e Richard ficar um pouco sem jeito por sua atitude.

-Desculpa, Draco, mas eu já tenho planos pra hoje. –Hermione fala olhando significativamente pra Gina, deixando Richard intrigado.

Logo depois do lanche, Hermione e Richard aparatam em Hogsmeade, mas logo começam a caminhar na direção de Hogwarts. Desde que teve certeza de que ele era Harry, Hermione planejara levá-lo onde seu Harry sentia-se em casa.

-Porque quer visitar sua escola hoje? Ainda não entendi. –Richard perguntava enquanto caminhavam de mãos dadas pela estradinha.

-Vai entender quando chegarmos. Agora, mudando de assunto, onde esteve ontem que não dormiu em casa? –pergunta preocupada, aquelas ausências não lhe davam boas sensações.

-Não sei, eu não lembro ao certo, mas eu escrevi mais. Quer ler depois? Quero sua opinião sobre como estou indo, não sabe como ando nervoso com a proximidade do final! –fala demonstrando ansiedade.

-Eu te ajudo, não se preocupe. Mas mesmo assim, não gosto dessas suas ausências, estive com a cabeça cheia, mas amanhã iremos ao St. Mungus examinar isso! –fala preocupada o olhando.

-Não vai dar em nada, mas se você se sentirá melhor, podemos ir. –fala sorrindo pra ela e a puxando mais pra perto, fazendo com que passassem a andar abraçados.

Chegando ao portão, Hermione o empurra e entra nos terrenos da escola. Era a primeira vez que voltava ali desde o fim da guerra, não teria forças pra voltar ali sem saber de Harry, pois seus melhores e mais importantes momentos com ele, ocorreram ali, naqueles terrenos, naquele prédio que transbordava magia.

-Tudo bem? –Richard pergunta ao ver que ela olhava o nada, como se paralisada.

-Sim, só estava lembrando de algumas coisas. –fala vagamente o puxando pra dentro, fechando o portão. –Pronto pra conhecer a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts? –pergunta animada, ao que ele apenas sorri.

Eles caminham pela propriedade até chegarem a cabana que pertencera a Hagrid no passado.

-Esse lugar é igual ao que vejo nos meus sonhos, os que passei pro livro! Como pode? –Richard fala olhando em volta, mas principalmente olhando a cabana, que era em todos os detalhes, igual a que via.

-Talvez porque você já tenha estado aqui, você mesmo disse que não se lembra da sua adolescência, talvez possa ter estado em Hogwarts, uma vez que seja. –Hermione tenta instigá-lo e ele parece tentar se lembrar, mas nada lhe vem à mente.

-Não me lembro de nada! Eu acho melhor sairmos daqui. –fala sentindo um incômodo estranho, uma sensação dolorosa, sofrida.

-Não, vem aqui, vamos entrar. –fala se dirigindo a porta, que não estava trancada.

-Mas o dono não vai se importar? –pergunta estranhando a atitude de Hermione.

-O dono morreu durante a guerra contra Voldemort, mas graças a ele, os alunos mais novos e que não podiam lutar conseguiram fugir sãos e salvos. –Hermione fala sentindo a voz embargar, Hagrid lhe fazia muita falta.

-Parece que você gostava muito dele. –comenta percebendo a emoção da namorada.

-Sim, era a pessoa mais gentil que já conheci. –fala limpando uma lágrima –É uma cabana simples, mas passei ótimos momentos aqui, com Hagrid e meus amigos.

-Ele devia ser muito querido, pra não terem mudado nada de lugar. –fala observando os móveis, limpos e conservados, apesar de não ver nenhum objeto pessoal.

-Sim, era. Mas vamos continuar, a escola é enorme! –fala ao perceber que ele não parecia ter lembrado de nada.

-Vamos! –fala aliviado, estava sentindo um aperto grande no peito, como se pudesse compartilhar da tristeza que Hermione sentia.

Andaram calmamente pelos jardins, passando pelas estufas de Herbologia, por alguns estudantes animados, inclusive alguns mais velhos que não tiraram os olhos de Hermione. Chegaram até o campo de quadribol e os vestiários, não havia ninguém lá o que dava a eles privacidade pra conversar.

-Aqui é como nas lembranças também, não é? –Hermione pergunta ao ver o olhar perdido de Richard.

-Sim, lembro de uma tarde chuvosa! –fala com um sorriso malicioso que a deixa corada –Mas é estranho, sinto emoções fortes aqui, como se tudo aquilo fosse real, apesar de ser impossível. –fala levando as mãos aos cabelos.

-Porque impossível? –pergunta olhando pra ele, como se quisesse usar legilimencia.

-Porque eu nunca estive em Hogwarts e porque naquela época você era namorada do Potter . –fala não fazendo força pra esconder o ciúme.

-Então como explica me conhecer de antes? Como explica o fato de estarmos naquele livro, que você não pode negar se passa nesse lugar? –pergunta depois de respirar fundo, tentando se manter calma.

-O livro não se passa aqui, mas quanto a nós, eu não sei, talvez tenha sido apenas um sonho que virou realidade. –fala sentindo-se confuso, sentindo uma pontada forte na nuca.

-Venha que te provarei que o livro descreve exatamente este lugar. –Hermione fala seriamente, sentindo que ele estava a ponto de se lembrar.

Os dois voltam pelo mesmo caminho, mas desta vez entram em Hogwarts, circulando pelas salas de aula, biblioteca, o banheiro da Murta-que-geme, mas que não estava. Terminando na da torre da Grifinória, onde conversaram um pouco com o quadro da mulher-gorda e depois visitaram o salão comunal.

Foram até o salão principal, onde McGonagall os convidou pra jantarem junto aos professores. Até aquele momento, Richard se sentia confuso, sem dúvida era o local em que suas lembranças de dias chuvosos ocorriam. Na verdade as atitudes de Hermione e as perguntas que ela faziam já o estavam deixando em dúvida quanto a se eram realmente reais, apesar disso lhe parecer ilógico.
A conversa com os professores foi estranha, assim como durante o passeio pelos terrenos, tinha uma série de sensações confusas e desconexas, e sua dor de cabeça só aumentava.

Ao fim do jantar, McGonagall os convidou pra irem até seu escritório. Hermione seguiu a frente com a diretora, conversando baixo, então Richard se limitou a segui-las, prestando atenção no caminho, que a cada passo lhe era mais familiar, tanto que quando faltava um andar pra chegarem à sala, tinha todo o caminho em mente, mesmo não sabendo o como era possível.
Chegaram à gárgula e Richard sentiu sem estômago dar uma volta, uma sensação estranha, mas nem um pouco boa começou a se apoderar dele. Pensou em sair dali, mas antes que pudesse, Hermione o puxou sem cerimônias pra dentro.

O que viu o chocou tanto que não percebeu que fora deixado sozinho. Olhou aquele escritório e milhares de sensações boas e ruins tomaram conta dele, balançou a cabeça tentando clarear os pensamentos, mas se assustando ao ver um pássaro vermelho, uma fênix. Caminhou até ela pra vê-la melhor, mas quando chegou perto, a ave pegou fogo e virou cinza, tentou tocar as cinzas, procurar o novo pássaro, mas não havia pássaro ou cinzas, só o suporte era real.
Antes que pudesse fazer algo, ouviu o som de um velho falando. Ele surgira do nada e estava sentado na cadeira que devia pertencer a McGonagall.

“Ele escolheu o menino que parecia representar um perigo maior para ele. E perceba, Harry: ele escolheu não o sangue puro (o qual, de acordo com sua crença, é o único tipo de bruxo que deve existir), mas o sangue-ruim, como ele. Voldemort se viu em você antes mesmo de tê-lo visto e, marcando-o com essa cicatriz, ele não o matou, como pretendia, mas deu poderes a você e um futuro, o que você precisou para escapar dele não uma mas quatro vezes, algo que nem seus pais nem os pais de Neville nunca conseguiram.

Tudo parou, um silêncio profundo tomou o escritório, e ele respirou aliviado. Sentou-se em um das poltronas e tentou relaxar, não queria pensar sobre aquelas ilusões que havia tido. Sua cabeça latejava e respirar estava sendo difícil.

De repente ouviu gritos, eram confusos, mas vinha de todos os lugares do escritório.

“Lílian, leve Harry e vá! É ele! Vá! Corra! Eu o atraso...”

“Os ruídos de alguém saindo aos tropeços de uma sala... uma porta se escancarando – uma gargalhada aguda...”

“Harry não! Harry não! Por favor... farei qualquer coisa...”

“Afaste-se. Afaste-se, menina...”

As vozes pararam. Seus olhos ardiam e sua visão estava embaçando, agora uma dor aguda tomava sua cabeça, um frio lhe percorreu a espinha, caiu de quatro no chão, depois ficando de joelhos, sua respiração ofegante.

Flash’s. Diversos começaram a povoar sua mente, desde cartas voando sobre si numa casa desconhecida, até seus dias de chuva e a guerra. Dezenas, centenas ou milhares de pessoas de pessoas morrendo, homens e mulheres de túnica negra lançando feitiços por todos os lados, gritos vindos de todos os lados, fossem de mulheres, homens e crianças.
Um homem surgiu a sua frente, mas seu rosto não era humano, seus olhos era vermelhos, suas narinas ofídicas, tinha um sorriso frio e maligno na face.

-Ahhhhhhhhh! –Gritou com toda sua força ao ser atingido pela maldição cruciatus que aquele ser lhe lançara.

Hermione e McGonagall ouviram o grito e foram socorrê-lo. Ao entrar encontraram-no em choque, tendo convulsões.

-Rápido, pegue-o e leve pra enfermaria, está tudo preparado pra uma emergência. –McGonagall a instrui, rapidamente. –Vou chamar alguns medi-bruxos que deixei de sobreaviso.

-Ok, estou indo! –fala depois de conjurar uma maca flutuante e aplicar uns feitiços de primeiros socorros.

Chegando à enfermaria, madame Pomfrey logo foi examinar Harry, Hermione insistiu em ficar pra ajudar, apesar de estar aflita, em sua profissão havia aprendido a controlar suas emoções em momentos de tensão.

Richard agora se encontrava no jardim de Hogwarts, olhava pros lados, atônito, procurando algo ou alguém.

-Olá! –um garoto com as vestes de Hogwarts, muito parecido consigo mesmo na adolescência, aos seus 17 anos, se aproximou e perguntou a ele. Parecia ser a única pessoa por ali além dele.

-Oi, quem é você? –pergunta achando muito estranha à semelhança, pois com exceção dos óculos e do uniforme, poderia jurar que era ele mesmo.

-Eu sou você! –fala sorrindo.

-Não, isso é impossível, eu nunca usei óculos ou estudei aqui. –fala como se houvesse escutado uma piada sem nexo.

-Como pode afirmar se não se lembra? –Richard o olha com espanto –Vem, deixe eu te mostrar quem você é, no nosso lar! –fala apontando Hogwarts, o que deixa Richard ainda mais confuso, afinal, aquilo era uma escola e não uma casa.

-Tudo começa aqui, quando tínhamos onze anos! –ao falar eles aparecem no salão principal e vêem McGonagall chamar Harry Potter pra seleção das casas.

Depois desse momento, Harry começa a mostrar pra Richard sua vida, seu primeiro dia de aula, seus amigos, a busca a pedra filosofal, um pouco dos Dursley, a família Weasley, os ataques do basilisco, sua luta na câmara secreta, seus jogos de quadribol, suas visitas clandestinas a Hogsmeade, apresenta Lupin, Sírius e Rabicho, sua luta com Hermione pra salvar o padrinho, a Copa Mundial de Quadribol, o Cálice de Fogo, a briga com Rony, o apoio de Hermione, as provas do torneio Tribruxo, a volta de Voldemort, Cho Chang, a AD, o Departamento de Mistérios, seu namoro com Hermione, a morte de Dumbledore, a guerra.

Novamente estavam nos jardins de Hogwarts, seu presente e passado frente a frente, o presente arfante, ajoelhado no chão com a cabeça entre as mãos, emoções misturadas, mas a sensação mais forte era horror.

-Agora diga-me, quem é você? –o garoto de 17 anos pergunta ao homem ajoelhado.

-Eu...eu...eu s-sou... –ele gagueja e respira rapidamente como se ganhasse forças, logo depois se levantando , parecendo mais confiante –Eu sou... Harry Potter! –ao fala isso, o homem e o garoto se fundem e uma luz dourada surge do encontro.

Na enfermaria, o silêncio invade o lugar. Hermione que observava apreensiva os gritos e agitação do namorado, que parecia reviver toda sua vida em apenas algumas horas, se aproxima pra ver se ele estava bem.

Ela fica mais tranqüila ao ver que ele parecia respirar normalmente, sinal que agora deveria estar dormindo, finalmente descansando. Tocou sua testa pra verificar se estava com febre, percebendo que a temperatura estava um pouco alta, mas nada preocupante. Ao retirar sua mão, afastou os cabelos dele em uma carícia, mas se assustou com o que viu.

Hermione saiu correndo, indo ao escritório de McGonagall, onde a diretora estava reunida com alguns membros da ordem, esperando alguma notícia. Ainda eufórica, entra no escritório surpreendendo a todos, que conversavam baixo enquanto tomavam chá.

-Ele voltou! Ele voltou! Harry renasceu! –Hermione falava rapidamente, enquanto tentava normalizar sua respiração.

-Como assim, Hermione? Ele acordou? –McGonagall pergunta ao se levantar, seguida pelos outros que também estavam ansiosos.

-Não, está dormindo, mas a cicatriz está lá! Nítida, em sua testa, como sempre foi. –fala sorrindo, agora com a certeza de que seu Harry voltara.

N/A:Desculpem a minha demora, o cap játava pronto a mais de uma semana, ficou quase uma semana esperando a beta e depois fiquei doente! Fiquei de cama muito feio, então só pude postar hoje, desculpa gente, mas doença infelizmente não dá pra evitar.

N/A²: O Harry VOLTOU!!!! Não acharam que eu ia matar ele né? Agora a Mione tem o Harry verdadeiro e não uma sombra do Harry, que era o Richard.

A Próxima atualização será DAS e ET, sendo que a segunda eu não dou certeza da data, mas DAS sai nesse fds!

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