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4. Por detrás da Armadura


Fic: Inbetween- Cap 10 COMPLETO


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPÍTULO 4 – Por detrás da Armadura




- E aí Harry? Como foi a conversa à sós com a professora mais linda da escola?

Harry acordou entediado frente a um Rony que animadamente lhe puxava as cobertas e lhe pedia detalhes.

- Não enche, Rony! Ela é minha madrinha! E diga-se de passagem, um porre de madrinha!!

- Ahn... Conta, vai! Eu sempre te falo as coisas!

-Tá... – Harry continuou com uma cara cínica com os olhos quase revirando e deboche: Ela me mostrou um pedaço da lembrança dela e depois disse:


“Creio que você entendeu que eu me importo.”


E me mandou embora. Mas ela não sorriu, nem falou NADA, nem me olhou, como se algo realmente importasse pra ela. Então sabe de uma coisa? Eu também não me importo! Não tive madrinha até anteontem, e não preciso dela agora! – Harry se levantou e se vestia irritadamente. Rony tentou indagá-lo sobre alguma coisa, mas ele não ouviu mais. Saiu do quarto em direção ao Salão Comunal.


Devido ao mal-humor constante de Harry; Rony e Mione sentaram juntos durante a aula de Feitiços que abriu a manhã. Rony mencionou o episódio a ela, que basicamente o censurou por ter se metido num assunto que não o dizia respeito diretamente.

- Harry está sentido com essa descoberta, Rony! Nós temos que apóia-lo, deixá-lo à vontade pra se abrir conosco e não tentar arrancar informações a todo o custo do coitado! Não ajuda você chamar a madrinha dele de gostosa...- A garota lançou a ele um olhar de reprovação.

-Mas ela é...

-Nem comece, Ronald! –disse uma Mione com a pior das caras reprovadoras de todos os tempos.

Rony não tornou a tocar no assunto o resto do dia, o que deixou Harry bem mais sociável. Mas durante o jantar, quando Harry escondia as tortas de amora de Gina, a professora Waracnack se aproximou da mesa da Grifinória com passos decididos, falando automaticamente:

- Harry, me acompanhe.

Ele sentiu vontade de fazer de conta que não era com ele, mas era como se uma força invisível o atraísse. Como se ele pudesse sentir um imã, um turbilhão descontrolado e poderoso que emanava daquela estranha mulher. Sua curiosidade falou mais forte, e quando ele seu por si, já estava na porta da sala de DCAT.

A sala estava mudada. Agora sim alguém poderia dizer que ali havia um ocupante. Harry vagueou o olhar pela sala e viu pôsteres de quase 3 metros. Um deles com figuras de criaturas mágicas de alta periculosidade, outro com figuras dos entes mágicos mais temidos de todos os tempos, ao lado de breves descrições dos seus atos abomináveis. Grindenwald e Voldemort estavam entre eles. Ainda havia um mural com recortes de jornal sobre os acontecimentos recentes que prenunciavam um conflito iminente. Uma prateleira muito alta com livros variados, e outra mais acima com algumas poções tão ou mais gosmentas quanto as que ele se lembrara de encontrar nos estoques do Professor Snape.

Parecia de certo modo a sede da AD, e por um instante Harry se viu achando aquele lugar muito apropriado para a matéria que deveriam estudar. Mas depois se lembrou que ela estava ali. Isso mudava tudo.

-É... Parece que você não está satisfeito com a resposta que lhe dei... – a voz dela o acordou do breve devaneio - Sabe, posso lhe oferecer outra.

Harry demorou um pouco até se dar conta do sentido das palavras de Acácia.


"Oferecer outra resposta?" Como ela podia saber?


Mas, de repente, tudo fazia sentido.

- Eu não gosto que usem Legilimência comigo, professora.- Harry ajeitou os óculos no nariz, tentando parecer mais sério e empertigando sua postura.

- Então por que você não me bloqueia? - isso soou como um desafio no rosto impassível da professora – Severus disse-me que lhe deu aulas de Oclumência durante quase todo o ano anterior. Esperava um melhor desempenho seu, considerando...

- Considerando o quê? – Harry se sentiu invadido, ele odiava aquela mulher, sentia que ela só o estava usando, como a mãe dela podia ser tão tola a ponto de ser amiga daquela...

- Isso. – Acácia parecia muito confortável com a visão de um Harry possesso em sua sala - Continue a pensar, me mostre como você me odeia, Harry. Como eu enganei e envolvi sua mãe em laços de amizade escusos. Sinta como eu fui cruel e sou cruel agora falando isso pra você, entrando nos seus sentimentos... Reviva todas as más impressões que os outros já derramaram em seus ouvidos sobre mim...

Derrame isso. Por que só depois de você expor todos os seus pré-julgamentos e puder colocá-los na balança, aí sim você abrirá um espaço ínfimo, onde eu talvez possa te fazer compreender o meu lado. Que não é o seu... e que jamais será sequer parecido com ele...

Seu tom era calmo, como se ela estivesse direcionando uma meditação. Como ela não falou mais nada depois disso, Harry pareceu ainda mais revolto, como se quisesse provar que nada que ela fizesse a redimiria perante seus olhos. Nesse momento a professora entregou a ele uma espécie de caldeirão tampado à prova de tombos.

-Aqui está aquela lembrança, Harry. Gostaria que você se debruçasse sobre ela de vez em quando e tentasse ver um pouco além da sua leitura inicial e superficial. Aí você compreenderá que, sim, eu me importo, e que me importo tanto, que não quero forçar você a gostar de mim depois de todo esse tempo. Só acho que é seu direito compreender as coisas, sem mediação. – Seus dedos se fecharam inconscientemente sobre a Penseira tampada. Acácia a soltou e deu de ombros.

- Qualquer pergunta, você sabe onde me encontrar... - e dizendo isso indicou a porta ao garoto.

***

O Professor Snape se preparava para bater na porta quando Harry a abriu. Ele trajava um avental roxo todo manchado e desbotado que ia até o meio das canelas por cima da roupa habitual. Os olhares se cruzaram com desagrado.

- Potter...- e acenou levemente com a cabeça sem esconder uma ponta de desprezo - Waracnac está?

Harry indicou a porta com o polegar esquerdo enquanto segurava o caldeirão com a mão direita e olhou de esgueira pra trás, enquanto recobrava seu passo emburrado em direção à Torre da Grifinória.


-Acácia, vamos? - Snape parecia entediado de braços cruzados à porta da sala de DCAT

- Severus, já são horas? Creio que ainda temos uns dez minutos. – ela checou um relógio no bolso de sua blusa enquanto abria uma gaveta de sua mesa e colocava um avental semelhante ao dele por sobre a roupa.

-Escute, não poderei me demorar muito hoje - ele disse sério e ergueu a manga da camisa direita para que ela pudesse ver a marca negra que pulsava dolorosamente em seu braço.

-Sei, sei... Dumbledore me disse. – ela disse sem demonstrar nenhuma reação à cicatriz horrenda e viva que habitava o braço esquerdo do Mestre de Poções - Se precisar deixar alguma lembrança por aqui...

-Não é mais necessário. Nesse jogo eu sou quase mestre...-Snape sorriu em meio a careta de dor que perpassava sua face.

-Você disse bem, QUASE. Não podemos arriscar.

Snape sorriu novamente. Acácia depositou o malão e a gaiola no chão depois de retirá-los do canto da sala, se virou e trancou a porta de sua sala, pondo a chave no bolso. Severus se prontificou em levar o malão para ela com o feitiço Mobili. Ele estava consideravelmente mais leve desde o dia anterior. Os dois foram a passos tranqüilos em direção às masmorras.

- E como vai em relação ao Famoso Potter?? – Snape perguntou em tom de deboche.

- Hum... Como era de se esperar... Ele me odeia. É mais um pra lista...

- E o que você pretende fazer à respeito? Contar tudo? – Snape fez uma expressão incrédula.

-Até parece que você não me conhece, Severus. Os conhecimentos que adquirimos são muito mais interessantes e válidos quando descobertos por nós mesmos.

- Você jamais disse nada ao Lupin, nem deu pistas pra que ele pudesse...

- Não entremos nesse assunto, está bem?- ela mirou o chão novamente - Lupin não precisava sofrer mais do que o que ele já passou por minha culpa, não é justo com ele. Quanto menos ele souber, menos ele sentirá culpa, ou pena, ou pressentirá que isso nos torna ligados, predestinados ou o que for. E menos risco eu representarei para ele.

-Você é quem sabe, Acácia... Mas chegará um momento em que a verdade deverá ser revelada...

- Você nunca revelou nada à ela...

- Não se espelhe em meus erros, Waracnac – Ele disse um pouco abrupto – Não sou um modelo de boas escolhas.

- Nisso nós dois concordamos. –ela disse apontando o braço esquerdo de Snape.

Chegaram a uma masmorra desolada, abandonada e imunda; que não era mais utilizada desde que os alunos pararam de sofrer as punições tão admiradas por Argo Filch.

- Parece que vamos ter que dar uma ajeitada boa nesse lugar se quisermos transformá-lo num Centro Avançado de Pesquisas...-Acácia arregaçou as mangas de seu vestido e passou a mão retirando o suor da testa - O que acha?

- Me sinto um elfo-doméstico... - Snape deu de ombros e conjurou um esfregão com a varinha.

***

Harry chegou em seu quarto carregando o “caldeirão” confiado a ele por sua madrinha. Depositou-o sem entusiasmo sobre o criado-mudo e passou levemente os dedos pelas runas que circundavam sua abertura. Ao fazer isso as runas brilharam e a tampa do caldeirão se abriu. E Harry pode ver no liquido prateado que parecia borbulhar naquela pequena penseira o reflexo do rosto da jovem Acácia falando com Dumbledore:

“Eu desejaria Dumbledore, mas estou incomunicável... Nem sei quando sairei daqui. Se sairei algum dia”

Se Dumbledore foi até ela, ela poderia ter saído. Poderia tê-lo criado, e não mostrado essa lembrança estranha que mais parecia encenada por uma péssima atriz.

Harry fechou a tampa do caldeirão com violência. E se deitou irritado. Seus sonhos foram povoados pelo rosto impassível de Waracnac, falando de sentimentos sendo incapaz de emulá-los, como se seu rosto fosse feito de rígida porcelana.

***

A semana estava insuportável. De repente, Hogwarts já não parecia tão amigável à Harry como já fora. Para todos os lugares que olhava ele via alunos que pouco ou nada poderiam saber da dor dele de carregar o peso de liquidar o Lorde das Trevas nos ombros. E havia também ela... Ao menos ela parecia ter parado de tentar ler-lhe a mente, o que não tornava suas aulas mais agradáveis, principalmente pelo fato de que todos a adoravam. A nova sala causou furor nos alunos, que pareciam cada vez mais interessados no que a professora tinha a dizer.

Muitos membros da A.D. vinham para ele no intervalo das aulas para elogiar a professora, sua didática e como estavam ansiosos para praticar tudo o que ela falava com mais freqüência, quando o treinamento com a AD recomeçasse. Em resposta, Harry pensava com raiva que a AD não era um clube de reforço...

Na segunda aula da semana com a turma de Harry, Waracnac começou a discursar sobre situações de perigo:

- O primeiro passo é manter-se calmo. Um bruxo com medo não consegue se concentrar, e o feitiço pode falhar. E isso pode custar a sua vida na atual conjuntura. Em seguida temos que aproveitar o elemento surpresa e também a agilidade, ou vocês acham que num combate sério cabem apresentações e justificativas? O terceiro ponto é variação do segundo: Evite revelar suas atitudes a seu oponente. Todos dominam feitiços não-verbais?

A negativa foi geral.

- Então vocês também entregam de bandeja o trunfo da velocidade na hora de conjurar qualquer coisa... Palavras são muito lentas... Pensamentos, esses sim são dinâmicos.

Treinaram quase todo o resto da aula, mas assim como em Oclumência Harry falhava miseravelmente. Até mais que Neville.

Concentre-se direito Harry, desse jeito você não tem controle de você mesmo. Seja SUA fortaleza.

Harry assustou-se com a voz e quando olhou a professora do outro lado da sala viu que ela tinha um olhar de desafio pra ele.

Irritadíssimo, ele deixou a sala.

Seus passos o levaram para um lugar muito familiar: a cabana de Hagrid. O meio-gigante não estava, provavelmente entretido com as aulas de Trato das Criaturas Mágicas na orla da floresta. Harry deu a volta no casebre e seguiu até o quintal de abóboras de Hagrid. Sem embargo, se sentou apoiando as costas numa abóbora, que com certeza ganharia algum concurso de tamanho de vegetais em feiras trouxas.

Ser sua fortaleza... Ele sabia que havia tentado, mas não dava certo. Haviam tantos problemas, e parecia que nunca havia uma escolha pra ele. Primeiro Sírius, agora Ela, e havia Voldemort, se esgueirando por todo o país, e preparando uma batalha na qual somente um dos dois sairia vivo. Maldita profecia!! Poxa, ele só tinha 15 anos! Era uma responsabilidade muito grande matar Voldemort.

Rony e Hermione também não sabiam de nada, ele não tinha contado para eles, e a bem da verdade, os estava evitando. Teria que contar sobre a profecia... Teria que tomar alguma providência... Ver uma maneira de cumprí-la. E de sair vencedor. Sirius o ajudaria com algumas idéias... Mas Sírius se fora, por culpa dele. Só havia talvez uma pessoa que o entenderia, alguém que sabia o que era ser um homem marcado por uma maldição.

Pensando nisso levantou-se e bateu ligeiramente a mão nos flancos para retirar a poeira de suas calças, seguiu até o corujal e despachou uma coruja-das-torres. Esperava ter uma resposta até à noite, via flú.

***

À noite, o salão comunal da Grifinória estava calmo. Passava das onze da noite e os únicos companheiros de Harry eram os pingos da chuva fria que fustigava o vitral das janelas da torre. Essa calma duraria pouco tempo... assim que as primeiras provas fossem marcadas Hermione montaria horários de estudos, e provavelmente viraria uma ou mais noites... Assim também seria com os alunos de outros anos. Assim que pegassem o embalo do começo das aulas aquele lugar pareceria mais habitado, cheio de sons de penas arranhando pergaminhos...

Mas ali, pra ele sozinho, o tempo parecia não passar a hora marcada parecia não chegar, e o consolo dele parecia não vir. Será que Lupin apareceria? Podia confiar à ele toda a verdade?
Suas pálpebras pesavam com o tédio do dormitório e não demorou até que Harry adormeceu.

***

- Ei, HARRY! Com certeza você não me chamou para assistí-lo em seu quinto sono! Ande ACORDE!

Harry tomava consciência do lugar onde estava, quando percebeu que a voz conhecida vinha da lareira. Ele tinha vindo! A face de Remo Lupin se destacava em meio às labaredas que crepitavam na torre da Grifinória

- Olá Harry... Recebi sua mensagem... Sobre o que precisa conversar com tanta urgência?

- Preciso de alguns conselhos, professor... Tenho que me preparar para enfrentar Voldemort de novo... Preciso de ajuda.

- Calma garoto... O quê deu em você agora? Você tem que se preocupar em ESTUDAR. Deixe Você-Sabe-Quem conosco. Você ainda é muito novo pra tomar parte numa guerra bruxa.

- Você não entende, Lupin. Eu não fui à guerra. Ela vem até mim a todo instante. E Ele não vai parar de me perseguir, porque ele sabe o que eu sei. Que só eu posso matá-lo...

- Que história é essa Harry?- Lupin parecia preocupado.

- É que... A profecia do ministério, eu a escutei... No fim... Tem que ser eu. A matá-lo.

Lupin silenciou por alguns instantes para absorver a notícia. A princípio as palavras pareciam lhe faltar, como se antevisse um futuro trágico pesando sobre os ombros do rapaz

- Sinto muito, Harry. Mas se é assim , você precisa de ajuda. Urgente. O que seu amigos acham?

- Não pude contar ao Rony e à Mione... Não é justo com eles... Vou colocá-los em perigo. Não posso pedir isso deles...

- Conte a eles Harry, irão ajudá-lo. É bom ter pilares em quem se apoiar em situações adversas. E se isso é sério, você precisa apressar seu treinamento. O que Dumbledore diz à respeito?

- Ele não diz nada. Por isso o chamei. Queria que você me treinasse.

Lupin ficou pensativo e com uma profunda expressão de desagrado.

- Temos um pequeno problema geográfico, Harry. Dumbledore é o mais indicado pra qualquer treinamento que você precise receber.

- Ele é... Muito ocupado... – Harry deu de ombros - E provavelmente me mandaria ir ter novamente com o Snape, ou pior, com Waracnac.

- Ora, Harry, Acácia seria ótima para treiná-lo.- Lupin sorriu sem entender - Aprendeu não-verbais no segundo ano! Certa vez apavorou os marotos e nocauteou Pedro com um único feitiço. Ele foi parar na enfermaria...

- Mesmo assim, não gosto dela.

-Ora, Harry... Você ainda nem a conhece...

- Sra. Weasley não gosta dela. – Harry cruzou os braços emburrado

- Molly está com ciúmes. – Lupin o olhou de maneira reprovadora

- Todos na Ordem a olham de lado! – Harry atacou. “Ele não pode defendê-la...Não consegue nem encará-la” pensou consigo.

A face de Lupin no meio das chamas assumiu um tom melancólico como o dia em que Acácia chegou a Grimauld’s Place

-Isso foi... Porque ela sumiu durante a primeira guerra. Precisávamos de mais gente poderosa. Mas ela não voltou de Exumpholis. Provavelmente nem podia.- ele rolou os olhos nas órbitas - E ficou com a fama de covarde. Molly acredita que nosso contingente fosse maior, talvez nossas baixas fossem menores. E isso é crucial. Molly perdeu 2 irmãos na guerra. Então, indiretamente, ela recrimina Waracnac. E ela não é a única.

Harry não iria ceder. A bem da verdade, ele estava inclinado a aceitar a opinião dos demais membros da Ordem. Se ela não voltou quando todos precisavam de ajuda, é porque ela não passava de uma covarde. Mas ele ainda tinha um trunfo:

- Ela vive na companhia do Snape! Tão amiguinhos... Aposto que os dois estão tramando! Não confio nele também...

- Ahn... – O rosto de Lupin parecia tentar sorrir, mas o sorriso saia amarelo, sem graça e seus olhos evitavam os de Harry a qualquer custo. - Quanto a isso, não há nada que se possa fazer. Digamos que os dois têm uma história, Harry. Acácia e Severus já foram... ...bem mais que amigos, se me lembro bem.



O susto de Harry paralizou todo o seu corpo.



- Não... Os dois namoraram???ARG! – Harry fez uma careta primorosa de nojo.



- Acho que nunca chegaram a se utilizar dessa nomenclatura... – Lupin ergueu as sobrancelhas e abaixou os olhos novamente enquanto soltava uma risada sussurrada e rouca

- Por quê? – o rapaz ainda tinha a careta de nojo em seu semblante

- Algumas coisas... ...não são tão simples. O importante é que... - Lupin refez sua expressão séria e firme - Ela é confiável. Dumbledore a apóia e por hora isso deve bastar. Conte a Rony e Hermione sobre a profecia, não se demore. Eles se importam com você e têm o direito de saber. Garanto que se prontificarão a ajudá-lo. Falarei a Dumbledore se me deixaria treiná-lo. Acho que é isso. Bom... Adeus, Harry.

Harry mal teve tempo de responder antes que o rosto de Lupin só deixasse uma impressão corriqueira nas cinzas da lareira do dormitório.


***


Severus Snape não tinha dormido bem. Um sono agitado, com muitos pesadelos nos quais ele relembrava todas as atrocidades das quais tomara parte e a cada vez, parecia doer como se fosse a primeira. Se ele soubesse que as escolhas que fizera o afastariam cada vez mais de seus sonhos, será que escolheria igual?

Nem ele sabia a resposta. E não adiantaria pensar nisso... Ele não tinha mais essa escolha.

Mas ele ainda tinha uma coisa. Algo por que querer mudar a história. Algo que ele ainda podia manter. Resolveu passar para checar a arrumação do laboratório, que Waracnac ficou de terminar depois que ele fora encontrar o Lorde na noite anterior.

A porta estava somente recostada. Ele rapidamente empunhou a varinha e entrou em silêncio.

O laboratório havia ficado muito bom. Em três grandes mesas retangulares foram divididas as etapas o processo. Na mesa mais ao fundo, encontravam-se os espécimes animais que utilizariam nos testes, bem como as doses de poções a serem aplicadas em cada grupo de análise. Perto dessa mesa uma estante com ingredientes e poções, a maioria sequer permitidas nas dependências da escola.

Numa segunda mesa perpendicular à primeira, encostada em uma das paredes se encontravam todas as anotações, rolos de pergaminho e livros de mapeamento da maldição. Atrás dessa mesa, pregada na parede, uma linha do tempo com as principais ocorrências. E um manuscrito de muitas páginas detalhando cada uma delas jazia sobre a mesma mesa, recostado na parede, aberto nos dados conhecidos da última ocorrência: A mais séria e peculiar de todas. A que podia alterar todo o histórico. Snape se perguntava se realmente haveria alguma resposta em forma de poção ou o que fosse para aquele enigma. Se houvesse, seria digno de uma Ordem de Merlin, Primeira Classe.

A terceira mesa estava paralela a anterior, próxima à outra parede. Nela repousavam suspensos, 7 pequenos caldeirões para produção simultânea de diferentes compostos a serem testados nas cobaias. E muitos frascos coabitavam a mesa dos caldeirões.

Ela estava debruçada nesta, próxima a um caldeirão de estanho peculiar, entalhado com um brasão da Sonserina. Acácia dormia profundamente com a cabeça apoiada nos braços.


- Você dormiu aqui? – Ele perguntou seco enquanto guardava a varinha.

A professora abriu os olhos extremamente azuis e bocejou delicadamente.
– Não acredito que não pôs proteções de entrada e a deixou destrancada! A quantidade de informações que estão aqui...


-Hum.. Gosto da companhia dos frascos...- a resposta tinha um tom levemente sarcástico - Em Exumpholis, conversava com alguns deles e media as respostas pela quantidade de bolhinhas na superfície dos líquidos...

- Talvez alguns exames no Saint Mungus a ajudem a recuperar a razão.- Snape deu de ombros.

. As proteções, já foram feitas. – ela continuou sem dar atenção à indireta de Severus. - Você só entrou porque tem o meu consentimento... Aprendi muito sobre bloquear entradas indesejadas nos últimos anos...

Ela olhou em volta.

- Bom... a verdade é que se parece muito com minha última casa. Acho que vocês chamam isso de saudades...- Acácia piscou lentamente como para sentir em plenitude o ambiente a seu redor.

-Saudades de isolamento total? Talvez exista em você uma certa vocação para ermitã. Ou monja, quem sabe.

- Igualmente.- Ela se pôs de pé - Mas o que te traz aqui a esta hora da manhã?

-Ontem quando sai... Aconteceram coisas. Ataques. Creio que o Profeta Diário não consiga mais abafar a complexidade que as ações do Lorde vêm tomando. Ele está fechando o cerco, Acácia. – Snape andava lentamente pela sala preocupado.

- Quem foi dessa vez? –As orbes azuis de Acácia encararam o buraco negro e frio dos olhos do Mestre de Poções.

- Os Mansfield, um casal bruxo do circulo íntimo do Ministro trouxa. Dolohov os chantageou para usarem de sua influência com o ministro e seus acessores em prol do Lorde. Ele aplicou uma Imperius no casal quando eles negaram, mas eles eram muito resistentes... logo se rebelaram e puseram tudo a perder.

-Você... – sussurrou melancólica- esteve lá...

- Abreviei ao máximo o sofrimento deles.- Snape disse rapidamente.



Um silêncio mortal se interpôs entre eles por alguns momentos.



- Havia nos documentos deles a escritura e os registros de um certo orfanato em Londres que eles compraram a pedido de Dumbledore. Dolohov levou tudo até o Senhor das Trevas, não pude interferir.

- Hum... interessante, mas não há nada a ser feito. Não agora...- ela retirou seu avental e se dirigiu até a porta do recém montado laboratório. Te vejo na mesa do café.

Snape a seguiu impaciente.Também não notou a presença de um vulto ao lado de uma armadura velha no corredor.




Fim do capítulo
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Notas da Autora: (inspiradas no Claudiomir!!!)

***POR FAVOR, alguém sabe como colocar itálico e negrito na formatação de texto do FeB??

E Musica??*** (autora arrancando os cabelos)

“Não ajuda você chamar a madrinha dele de gostosa...” – Eu sinceramente ADORO as tiradas da HERMIONE!! E o Rony merece, afinal tem a “profundidade sentimental de uma colher de chá! “
“...talvez possa te fazer compreender o meu lado. Que não é o seu... e que jamais será sequer parecido com ele...” – Realmente, o Harry precisa parar de se achar um coitado...

“Os conhecimentos que adquirimos são muito mais interessantes e válidos quando descobertos por nós mesmos.” – Tá aí algo em que eu acredito. Não basta você dizer que o fogo queima. Tem que mostrar que ele esquenta até não se tornar mais suportável... afinal, o gelo também queima.

“Me sinto um elfo-doméstico...” – ele também merece pagar um pouco de seus pecados... hehehehehheheehehehehe

“Ela sumiu durante a primeira guerra. Precisávamos de mais gente poderosa. Mas ela não voltou de Exumpholis. Provavelmente nem podia.- ele rolou os olhos nas órbitas - E ficou com a fama de COVARDE. Molly acredita que nosso contingente fosse maior, talvez nossas baixas fossem menores. E isso é crucial. Molly perdeu 2 irmãos na guerra. Então, indiretamente, ela recrimina Waracnac. E ela não é a única.” – E FINALMENTE algumas respostas começam a surgir!! ^^

“Acácia e Severus já foram... ...bem mais que amigos, se me lembro bem.” – E algumas revelações são aterradoras!! Verdade?? O.O

*FOI SÓ EU , ou todos também acharam que o Remus encerrou a conversa de forma meio abrupta??

“-Saudades de isolamento total? Talvez exista em você uma certa vocação para ermitã. Ou monja, quem sabe.
- Igualmente.” - Tiração de sarro mútua... hehheehehehe

“ Abreviei ao máximo o sofrimento deles.”- Vixi... ser o Snape não deve ser NADA fácil...
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RESPOSTA AOS COMENTÁRIOS

Claudiomir – Deixar perguntas mais confusas? Bom...isso é uma espécie de costume aqui em casa...kkk . Sério... (Minha mãe pedindo pra pegar algo pra ela: “pega pra mim... aquilo... em cima da... perto do... ahn... aquilo...você sabe...” ) Então por aqui as coisas fluem muito em cima de enigmas de dedução e lógica kkk (Sherlock Holmes que se cuide!)
Bom, a maldição não é bem essa, uma vez que ela está dando aulas de DCAT e ela tem que fazer os feitiços que ensina, mas está bem quente... Realmente...O “Efeito Acácia” é algo surpreendente! ^_^ Tentarei manter uma atualização por semana! É bom saber que você está curioso e gostando da história!

Ana Hel Black – Obrigada pelo comentário! Adoro suas fics (Sim, eu já li quase todas...Tenho que tomar vergonha na cara e comentá-las todas)!Volte sempre!!! ^^

Gabriele Black – Obrigada por todos os elogios, fico feliz que esteja gostando! Eu também estou super empolgada com as aventuras da Christine!! Queri que você atualizasse diariamente!!!
Quanto à Acácia x Lupin e Acácia x Snape eu jogarei algumas pistas nos próximos capítulos mas a “resolução” dos mistérios ainda podem demorar, afinal, nem sabemos qual é a maldição que a moça carrega !!(eu já escrevi essa cena e garanto que é de TIRAR O FÔLEGO...)kkk
Bom, o Harry adolescente é um panaca. Ele nunca pergunta o mais importante, mas o que o que realmente o corrói por dentro. Ele queria uma madrinha presente... Acho que o que mais o incomodaria seria o fato dela não ter voltado e assumido sua criação. Mas como ele não curtiu a resposta... aiaiaiai...
Eu estou fazendo Licenciatura em Artes e estagio em uma escola municipal da minha cidade.

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No capítulo 5 _ Brincadeira Sem Graça

**Um pouquinho de ação, pra esquentar as coisas, e a volta do lobinho preferido da galera! ^^

COMENTEM!!!! ^_^

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