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9. IX • Mesmo Teto,outra história


Fic: A Honrosa Face do Desejo


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Ver Draco entrar no quarto foi como voltar a um passado que não queria recordar. Estava sono¬lenta devido aos analgésicos, mas assim mesmo não conseguiu evitar a emoção violenta que sentiu. Fazia cinco anos que não via seu marido.
Draco. Havia amado aquele homem, havia sentido tanto a sua falta. Mas a lembrança de sua indiferença e do ódio de sua família acabara matando sua vulnerabilidade. Crescera. Não existia mais a mulher-criança que o adorara.
A atração, porém, ainda existia, ela descobriu, no momento em que viu a figura alta e elegante atravessando pela porta. Teria de escondê-la a qualquer preço. Por Matthew. Era uma mulher indefesa e Draco tinha dinheiro e poder. Se ele descobrisse a verdade sobre o menino, a rejeitaria como já fizera uma vez, e lhe roubaria o filho.
A cena em que ele a empurrara com expressão enojada, na última noite em que vivera sob seu teto, ficara marcada em sua mente.
Abriu os olhos e ele estava mais perto, o rosto mais indecifrável do que nunca. Estava mais velho, mas continuava lindo e másculo Também continuava a usar o mesmo perfume. O único detalhe diferente era a barba.
— Hermione — ele pronunciou, e o som lhe pareceu uma música.
—Draco.
— Como está se sentindo?
Ele parecia tão pouco â vontade quanto ela. Por que o haviam chamado? Ela não conseguia entender.
— O avião sofreu uma pane — murmurou, a sensação de desespero apertando-lhe o peito. — Matthew! Matthew! - co¬meçou a gritar.
— Calma. Procure esquecer. — Ele a fez deitar novamente. — Seu filho está bem. Eu fui vê-lo.
Hermione rezou para que Draco não notasse seu súbito enrije¬cimento. Encarou-o e esperou. Mas ele não fez nenhum comen¬tário sobre a criança.
— Pedi que a sra. Grady cuidasse dele até você ter alta.
— Foi muita bondade sua.
Ele inclinou a cabeça, decidido a tratá-la com toda a gentileza que seu estado requeria.
— Não poderá trabalhar por seis semanas e pelos comentários da sra. Grady você está com problemas financeiros.
— Tive pneumonia durante a primavera. As despesas aumen-taram e não pude trabalhar. Fiquei com algumas dívidas.
— Eu as pagarei. Você não está em condições de trabalhar. Enquanto se recupera, ficará comigo.
— Não!
— O menino, também.
— Não!
— Está decidido.
— Não voltarei com você— retrucou com inesperada firmeza. Nos velhos tempos, nunca discutira com ele. — Em hipótese alguma!
— Vamos para Chicago. Blaise Blain me ofereceu um em-prego de consultor financeiro. Apesar de eu não precisar de di-nheiro, resolvi aceitar para mudar de ares. O apartamento já está montado. Estava descansando alguns dias na fazenda, antes de assumir a nova função, quando o hospital me ligou.
Blaise. O nome lhe era familiar.
— Ele era um dos mercenários. Tinha problemas com a lei.
— Não tem mais. Foi julgado e absolvido. Agora possui seu próprio negócio e emprega os velhos amigos, E o último solteiro do grupo. Todos os outros casaram, até mesmo Shirt.
— Shirt se casou?
— Com uma viúva. Incrível, não? Eu fui ao casamento, no Texas, há três anos.
Hermione não conseguiu olhar para ele. Sabia que Draco jamais comentara sobre seu casamento com os colegas. Odiava-a e tam¬bém não suportava a idéia de estar preso.
Estou feliz por eles. Ainda bem que tem gente que considera o casamento como um final feliz, e não como uma espécie de morte.
— Olhar para trás não vai resolver nada. Nós dois precisamos esquecer o passado, ao menos por enquanto. Não posso abando¬ná-la num momento como este, e a sra. Grady não tem condição de cuidar de você e também do seu filho.
Hermione não pôde deixar de notar a ênfase que ele deu quando se referiu a Matthew. Melhor assim. Draco deveria continuar pen¬sando que ela o traíra.
— E você tem?
— E uma questão de honra.
— Sim, é claro, honra. Espero passar uma outra lição para Matthew: a de que o amor e a compaixão são mais importantes do que a honra e o orgulho.
A referência à própria falta de honra de Hermione o fez esquecer da promessa que fizera a si mesmo de ser gentil.
— Quem é o pai dele?
— Matthew é meu filho — ela respondeu, desafiadora. Os dias de humilhação e servilismo pertenciam ao passado. — Quan-do você me rejeitou, desistiu de todos os seus direitos sobre mim. O nome do pai não é da sua conta. Você não me quis. Talvez outro tenha querido.
Ele sustentou-lhe o olhar, mas não retrucou. Como poderia? Ela o atingira em seu ponto fraco. Jamais se recuperara da sen¬sação de culpa tanto pela perda do controle que lhe dera a arma para forçá-lo ao casamento, quanto pelo aborto que sofrera.
— Não há possibilidade de mudarmos o que aconteceu.
Hermione odiava-se pelas emoções que seu marido ainda lhe produzia e pela necessidade que ainda sentia de seu amor.
— Por que o chamaram?
— Encontraram nossa certidão de casamento em sua bolsa. — Hermione mordeu o lábio. — Fiquei surpreso por você ainda carregá-la consigo. Partiu odiando-me.
— Não mais do que você me odiava, Draco.
Seu nome nos lábios de Hermione o fizeram lembrar daquela tarde chuvosa, no templo. Apertou os olhos.
— Procurei-a por toda a parte.
— Nunca imaginei que fosse se dar ao trabalho. Não pensei que fosse se importar com minha partida, uma vez que eu tinha perdido a criança. Afinal, um filho seria a única coisa que você valorizaria em nosso casamento.
Ele não falou no desespero que sentiu ao descobrir sobre seu desaparecimento.
— Você era minha esposa, minha responsabilidade.
— Sim, apenas isso. Apenas um dever. Nunca me quis, exceto em um sentido. E depois que nos casamos, nem para isso.
Não era verdade. Ela não tinha meios de saber o quanto lutara para permanecer longe de seu quarto, por receio de criar uma dependência da qual jamais se curaria. Hermione estava em seu sangue até agora. A indiferença, as observações cortantes, tudo fizera parte de um esquema para mantê-la fora do seu coração. Nunca estivera tão perto de conhecer o amor, quanto com ela. Lutara contra isso. Vivera sozinho toda a sua vida e fora totalmente livre. O amor era uma espécie de prisão, um elo. Não o desejava para si. Mesmo depois de se casar não mudara de idéia. Não no início.
— A liberdade era uma espécie de religião para mim — Draco respondeu, distraído. — Nunca me preparei para o casamento.
— Eu sei. Oh, o que fizeram comigo? — ela tentou se virar na cama e não conseguiu. — Ninguém me disse nada.
— Você foi operada devido a uma hemorragia interna e está com uma perna imobilizada, além de outros ferimentos menores. Tiveram de remover um ovário, mas o médico garantiu que ainda poderá ter filhos.
— Não quero um outro filho.
— O que seu amante lhe fez é mais do que suficiente, presumo.
Ela desejaria se levantar e matá-lo.
— Eu te odeio.
O movimento e a tensão lhe provocaram um rito de dor. Draco ignorou a discussão.
— Quer que chame a enfermeira? Precisa de um remédio?
Ela tocou o abdome com ambas as mãos.
— Está doendo muito.
— Mandarei a enfermeira vir aqui. Estou de saída. Preciso providenciar mais roupas para Matthew.
— Oh, eu tinha esquecido. Meu apartamento. As roupas dele estão na cômoda.
— A chave?
— Na minha bolsa.
Hermione não queria que Draco entrasse em seu apartamento, mas não tinha escolha. Afinal, não havia o que esconder.
Draco lhe entregou a bolsa, pegou a chave de sua mão e depois devolveu o objeto simples ao armário. As roupas eram igualmente baratas. Hermione não tinha nada. Era duro vê-la tão pobre, quando tinha o direito de viver cercada de luxo. Não tivera com quem contar, a não ser consigo mesma. O pai abrira falência pouco antes de morrer.
O apartamento era tão deprimente quanto as roupas que ele vira no armário do hospital. A senhoria não quis deixá-lo entrar. Só mudou de idéia quando recebeu um cheque pagando todos os meses vencidos.
Draco vasculhou o apartamento até encontrar uma sacola, na qual guardou roupas suficientes para Matthew se trocar durante alguns dias. Precisava fazer compras urgentemente. As roupas de ambos pareciam ter sido compradas em liquidações de pe¬chinchas. Por culpa dele, também.
Abriu uma outra gaveta, à procura de mais camisolas e roupas íntimas de Hermione. Sob algumas peças, encontrou uma pequena foto. Apanhou-a cuidadosamente. Era ele em um de seus gara-nhões, usando um chapéu panamá, calça preta e camisa branca aberta no peito. Nas costas estava escrito: Draco, perto de Atitlán. Não havia data, mas ele se lembrava perfeitamente. Fora um dia antes de se refugiarem nas ruínas maias.
Estava devolvendo a foto ao lugar, quando encontrou outra coisa. Um pequeno livro com flores secas, pedaços de papéis e um marcador prateado, entre as páginas. Ele os reconhecia. Flores que havia dado a Hermione quando passeavam pelos campos e o marcador que ele lhe dera por ocasião de seu décimo - oitavo aniversário. Franziu o cenho. Por que Hermione teria guardado aquelas lem¬branças durante tantos anos?
Devolveu tudo à gaveta, arrumou a roupa e obrigou-se a não tentar encontrar explicações.
Decidiu fazer compras na manhã seguinte. Sabia o número de Hermione , mas foi preciso a sra. Grady orientá-lo quanto ao tamanho usado por Matthew. Sentia-se perturbado em comprar roupas para o filho de outro homem, mas não se omitiu em cumprir seu dever. Chegou, inclusive, a escolher uma porção de brinquedos.
A cara do garoto ao ver os pacotes sobre o sofá da sra. Grady o fez sorrir.
Matthew não sabia se brincava com os blocos de madeira, com os jogos eletrônicos ou com o robô movido a controle remoto. Acabou se decidindo por um ursinho que falava.
— Ele sempre teve tão pouco, coitadinho — comentou a sra. Grady, enternecida. — Não por culpa de Hermione, é claro. O dinheiro é que faltava.
Draco não cabia em si de arrependimento ao ver o menino brincar, tão feliz. Não tivesse dito o que dissera a Hermione aquela noite, aquele poderia ser seu filho! Deus será que o remorso nunca lhe daria paz?
— Preciso ir. — Levantou-se bruscamente. — Hermione está precisando de camisolas e eu devo levá-las.
— Como ela está?
— Muito melhor, obrigada. O médico prometeu que em poucos dias poderá ir para casa. Levarei os dois comigo para Chicago. Sei que sentirão sua falta. A senhora foi muito boa.
— Foi um prazer.
— Obrigado pelos brinquedos, senhor — Matthew, de repente, estava a seus pés, os olhos felizes, os braços erguidos pedindo colo.
Mas Draco franziu o cenho e Matthew se assustou, correndo de volta para os brinquedos. Como podia ser tão frio com uma criança inocente? Matthew não tinha culpa.
Evitou o olhar reprovador da sra. Grady, virou-se para a porta e saiu rapidamente...


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Estou gostando muito dos Comentários.|||_________________________
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PS: Não coloquei nos caítulos Anteriores porque postei junto o 8 e o 9.
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