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2. Confissões (revisado)


Fic: O Sucessor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Sem dúvida não era o que ela esperava, pois além de não usar óculos, ele também não tinha nenhuma cicatriz, apesar do rosto lembrar muito o de Harry, principalmente os olhos, que a olhavam com o mesmo brilho e a mesma intensidade.


Mas esses pensamentos não lhe rondaram muito tempo, porque segundos depois ele voltou a beijá-la, mas dessa vez de jeito mais ousado, deixando bem claras suas intenções.


-Calma… aqui não. –Hermione sussurra com dificuldade, bastante ofegante.


-Onde? –Ele fala igualmente ofegante, olhando-a intensamente.


-Minha casa, vou pegar a varinha e a gente aparata. –Fala tentando afastá-lo, mas ele não deixa.


-Accio varinha -A varinha dela vem para mão dele, que a entrega.


Os dois aparatam na casa dela. Ambos olham nos olhos do outro por um segundo, quando o clarão de um raio ilumina a sala e dá a deixa para um beijo mais urgente e selvagem.


Ele retira o sobretudo que ela botara antes de sair, enquanto ela retira o paletó dele. Ambos andam para trás sem parar o beijo e continuam se despindo, deixando os sapatos para trás. Sem paciência, ela puxa a camisa dele, fazendo os botões voarem longe seguidos da camisa. Isso o deixa mais animado e faz aumentar ainda mais a intensidade do beijo. Ela escancara aporta do quarto que ele tenta fechar em vão e os dois caem na cama, arrancando o pouco de roupa que ainda restava. Eles seguem se amando intensamente, de um jeito insaciável e quase agressivo.


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-Você não vai descansar? –Pergunta divertida ao ver que ele deitava por cima dela e beijava-lhe o pescoço carinhosamente.


-Não paro até a última gota de chuva cair! Procurei tanto por você, sonhei tanto em te encontrar, que gostaria de fazer essa noite durar toda a eternidade. –Declara olhando-a nos olhos e a acariciando suavemente.


-Eu te esperei tanto e te esperaria pra sempre meu amor. –Sussurra retribuindo o carinho dele.


O breve diálogo marcara uma mudança brutal de atitude, agora preocupavam-se em se explorar com carícias suaves, pacientes, buscando provocar o outro, abusar de suas fraquezas, mantê-lo rendido à paixão.


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Já perto de meio-dia, a morena acorda e, ao se mover na cama, percebe que está sozinha. Levanta-se e vê que no banheiro não há ninguém, ficando decepcionada, porém não se abatendo e indo tomar banho.


-Bom dia amiga! Cadê o gatinho? –Gina pergunta provocando-a com um sorriso malicioso.


-Sumiu! Harry acordou mais cedo e se foi! –Diz frustrada, se sentando e pegando uma xícara de café que Gina tinha servido a ela.


-Mione, quando você fala Harry, você quer dizer O Harry? –Gina pergunta preocupada.


-É claro Gina! –Hermione fala entre um gole e outro de café –E se arruma que vamos a Hogwarts, convoquei uma reunião lá para informar que Harry voltou… nem adianta me olhar assim! –Hermione fala terminando o café, deixando Gina mais preocupada.


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Cerca de duas horas depois estavam na sala de Minerva McGonagall, –diretora de Hogwarts desde a morte de Dumbledore, que morreu pela varinha de Voldemort –onde a própria, Draco Malfoy, Severo Snape, Remo Lupin, Ninfadora Lupin (ainda conhecida como Tonks), e chegava via lareira Gina Weasley e Hermione Granger.


-Até que enfim Granger, podemos saber o porque da reunião? –Snape inquire sentado em uma mesa de reuniões, posta para ocasião.


-Claro, eu os chamei aqui por que quero recompor a Ordem da Fênix! –Todos estranham e cochicham entre si.


-Hermione, querida, como assim recompor a Ordem? –Minerva pergunta confusa, da cabeceira da mesa.


-Minerva, você, assim como todos aqui, já deve estar a par desse novo “Lord das Trevas”, que apareceu se dizendo herdeiro de Voldemort. –Todos confirmam.


-Mas não acho que seja motivo pra recompor a Ordem, a final temos muito pouco sobre isso. –Tonks fala seriamente.


- Além disso, nosso trabalho como aurores é justamente esse Hermione! –Draco fala olhando-a como se ela estivesse exagerando.


-Acontece que esse não é o único e nem principal motivo. Harry Potter está vivo, e esteve comigo ontem! –Todos se assustam ao ouvir isso.


-Harry? Como? Onde ele está? –Lupin fala com misto de nervosismo e ansiedade.


-Eu não sei Lupin, estive com ele ontem, mas do mesmo jeito que apareceu ele sumiu! –Fala tristemente, se recostando na confortável cadeira.


-Então você saiu do pub ontem passando mal, teve uma alucinação com o Potter e convocou a Ordem! –Malfoy conclui como se aquilo fosse uma piada.


-Vocês estavam juntos quando aconteceu? –Minerva pergunta.


-Nós fizemos uma reuniãozinha pra animar Hermione, estávamos além de nós três, Lupin e Tonks. –Gina explica.


-Hum, então você teve uma alucinação, mediante o fato de ontem ter sido aniversário do Potter? –Snape pergunta desdenhoso.


-Não, eu não tive uma alucinação, passamos a noite toda juntos, mas quando acordei ele já tinha ido embora e não deixou nenhum bilhete. –Hermione fala entre sem jeito e desanimada.


-Mas que explicações ele deu pra ficar sumido todo esse tempo? –Minerva pergunta apreensiva.


-Ele não estava ferido, estava? –Lupin pergunta preocupado.


-Não, ele estava melhor que nunca, mas eu não sei onde ele esteve e nem tenho ideia de onde ele esteja...


-E como vocês se encontraram, ele te procurou na sua casa? –Tonks a interrompe, tentando ser objetiva.


-Quando sai do pub e estava no beco ao lado, pegando minha varinha para aparatar, alguém me empurrou contra a parede e me beijou, no começo me assustei, mas depois reconheci aquele beijo e me deixei levar. Depois eu pus o rosto do homem contra a luz que iluminava o beco e vi que era ele, apesar de não usar óculos e de parecer enxergar muito bem sem eles… esse rapaz também não tinha uma cicatriz, mas o rosto era o rosto do Harry, os olhos eram os mesmos e todo o resto correspondia.


-Calma aí, esse cara além de não usar óculos não tinha uma cicatriz e você diz que é o Harry? –Malfoy quase ri, mas se segura.


-O que você disse a ele? O que ele respondeu quando você perguntou quem ele era? –Lupin pergunta tentando ignorar o comentário de Malfoy.


-Esse é o problema, eu não perguntei nada. –Fala muito corada, olhando as mãos.


-Mas você não disse que passou a noite com ele? –Minerva pergunta confusa.


-É que fazem quase cinco anos desde que nos vimos e também ontem era um dia muito especial… só tive tempo de aparatar lá em casa e… mais nada. –Fala escolhendo bem as palavras.


-Então você viu esse cara que nem conhecia, achou parecido com o Potter e levou ele pra sua casa pra transar! -Malfoy agora ri abertamente, deixando Hermione mais vermelha.


-Para de brincar com isso. É sério! Eu tenho certeza que era o Harry. –Hermione exige irritada.


-Ela tem razão, quando eu cheguei em casa, estranhei um pouco ver roupas jogadas pela sala, já que nem eu costumo fazer isso, mas então me aproximei do quarto dela e a porta estava entreaberta…


-O quê? Você viu? –Hermione pergunta nervosa, ultrapassando todos os tons de vermelho.


-Não, estava meio escuro e eu sabia que se visse você me mataria, então só fechei a porta, mas deu pra ouvir você chamando ele de Harry e ele te chamando de Hermione. Aliás, eu tive que usar um feitiço de imperturbabilidade no meu quarto pra dormir! –Gina não resiste e faz o comentário, deixando Hermione praticamente roxa de vergonha.


-Uau… Hermione, não sabia que você era isso tudo! E, sinceramente, eu assim como qualquer homem esperto, não me importaria de ser chamado por seja lá o que fosse se o prêmio fosse você. –Malfoy insinua com seu sorriso mais cafajeste, a devastando com o olhar.


-Malfoy, por favor! Eu exijo respeito. –Minerva o repreende e Hermione respira fundo antes de continuar.


-Eu tenho certeza que era ele. Eu o conheço melhor que ninguém e apesar dele, obviamente, ter crescido nesses quatro anos e meio, eu sei muito bem que é ele. Os traços, a voz, o corpo, o beijo, todo o resto. É ele. –Diz ainda sem jeito.


-Foi mesmo como antes? –Tonks pergunta interessadíssima, fazendo Hermione voltar a corar violentamente.


-Se você me disser que vocês faziam isso há cinco anos atrás eu caio dura, porque pelo que me lembro pareciam que iam quebrar a cama! –Gina exclama surpresa.


-Deixa de ser idiota Gina, esquece o que você ouviu. E bom, tirando a parte da saudade, foi bem-parecido. –Fala com certa dificuldade, pesando as palavras.


-Você tem alguma prova material disso, cabelos, roupas? –Snape pergunta objetivamente.


-Bom, acho que no lençol… er… bom a gente se empolgou um pouco, então acho que deve ter uns fios de cabelo e um pouco de sangue. –Responde gaguejando, olhando fixamente as mãos, mais constrangida do que imaginava poder ficar.


-Ops! Desculpa Mione, mas quando estávamos saindo, Wink perguntou se podia limpar seu quarto que tava uma bagunça e eu disse que sim. E ela também já tinha recolhido aqueles botões espalhados pela sala. –Gina fala sem jeito, vendo o olhar de incredulidade de Hermione.


-Botões, sangue… nossa! Eu estou começando a ficar empolgado Hermione. –Malfoy diz sedutor.


-Se você não quer que eu te azare é melhor calar a boca Malfoy! –Hermione ameaça entre dentes.


-Ele falou algo? Alguma coisa que só vocês poderiam saber? –Lupin pergunta tentando ajudá-la.


-Er... bom, falar ele falou. –Hermione fica muito constrangida.


-E ele falou o quê? –Minerva pergunta curiosa.


-Eu prefiro não contar. –Hermione diz tentando se recompor.


-Estou perdendo meu tempo aqui. –Snape diz entre irritado e cansado.


-Hermione, queremos acreditar em você, mas precisa nos dar evidências. –Minerva explica, demonstrando entender o constrangimento da jovem.


-Eu brinquei perguntando se ele não ia… descansar um pouco e… ele disse que só pararia quando o último pingo de chuva caísse. –Hermione fala mais para si que para os outros que a olham curiosos e impressionados com aquela informação.


-E qual a parte especial disso? –Gina pergunta confusa, apesar do olhar que a intimaria a relatar os detalhes depois.


-Nós tínhamos um acordo… ele me fez aceitar um pacto onde sempre que… hum… chovesse muito, com raios e trovões, nós faríamos amor. Era um pacto bobo que até hoje não sei como aceitei, mas era algo que só nós sabíamos, por questões óbvias.


-Então sempre que chovia vocês, não importa o que estavam fazendo ou onde estavam, vocês…? –Tonks tenta esclarecer aquilo, apesar de a vontade de rir ser grande.


-É. Por sorte nunca pegamos o meio de uma aula, mas… enfim… dávamos nosso jeito. –Responde resistindo a corar, sem tentar olhar para ninguém e tentando manter o tom o mais frio possível.


-Quem diria que a senhorita aluna modelo e o santinho Potter tinham um namoro tão quente, não?! –Malfoy zomba impressionado, transmitindo o pensamento de todos.


-Agora entendo o porque de você ficar tão estressada quando chove. No começo você saía quebrando tudo e agora você fica acordada a noite toda, bebendo muita água, parecendo estar com calor. Imagino que ontem, sendo aniversario dele, essas situações ficaram piores, não? –Gina fala pensativa.


-É. Nunca tinha chovido nesse dia antes, foi horrível! Era como se eu queimasse por dentro, minha cabeça parecia que ia explodir, foi mi vezes pior que o habitual.


-Mas como você foi aceitar fazer um pacto desses Hermione? Não é algo que você faria. –Minerva pergunta abismada.


Flashback


Harry estava correndo no jardins, se aproximando do lago, quando Hermione, que vinha logo atrás, o chama e se aproxima mais.


-Harry para, eu não sou nenhuma atleta pra ficar correndo por aí! –Hermione pede ofegante ao alcançá-lo.


-Não pedi pra vir atrás de mim, aliás, falei que queria ficar sozinho! –Harry fala ríspido.


-Eu sou sua namorada e sua amiga, são dois ótimos motivos pra não te deixar sozinho se culpando por algo que não é de seu controle! –Hermione fala se aproximando, mas ele se afasta, não permitindo que ela o toque.


-A Toca foi atacada porque os Weasley são meus amigos! Se eles não tivessem nada a ver comigo não estariam na lista de Voldemort, eles até são sangue-puro! –Harry fala com raiva quase sarcástico.


-Pelo menos estão todos bem, ninguém morreu e os ferimentos não foram graves! E mesmo que eles não gostassem de você, fariam parte da Ordem e todo e qualquer um que seja contra Voldemort está na lista dele! –Hermione tenta acalmá-lo.


-Queria ver você falar isso se a SUA casa tivesse sido atacada, afinal o que melhor do que atingir a namoradinha do Potter! O que você acha hein Hermione, já pensou nisso? –Retruca no mesmo tom.


-É claro que já, mas há membros da Ordem cuidando da segurança deles e se vier a acontecer algo, eu vou estar pronta pra enfrentar. Até porque você sabe que não tenho medo de lutar! –Fala firmemente, segura de sua postura.


-Você não vai precisar. Eu vou acabar com isso de uma vez por todas! Amanhã, assim que o sol nascer, eu vou procurar aquele desgraçado e vou matá-lo com minhas próprias mãos! –Harry declara furioso.


-Pare de falar bobagem! Dumbledore e a Ordem vão cuidar disso, nós só temos que ficar quietos, até porque adolescentes de 16 anos nada podem fazer diante do exército negro! –Nessa hora uma chuva forte começa a cair.


-“Aquele que tem poder de vencer o Lord das trevas se aproxima… nascido dos que o desafiaram três vezes, nascido ao terminar o sétimo mês…”.

“E o Lord das Trevas o marcará como seu igual, mas ele terá um poder que o Lord das trevas desconhece... e um deles devera morrer na mão do outro, pois nenhum poderá viver em quanto outro sobreviver... aquele com o poder de vencer o Lord das Trevas nascerá quando o sétimo mês terminar...”


-O que é isso Harry? –Pergunta sem querer ouvir a resposta.


-A profecia que se quebrou. Dumbledore foi testemunha de quando foi feita. Ele sabia e nunca me falou nada! Mas como você pode ver, eu sou o único que poderá vencê-lo. Só eu posso matá-lo e juro que carrego a alma dele pro inferno junto com a minha! –Harry fala com os olhos quase negros de fúria e ódio.


-Não fale bobagens, eu não vou deixar que você morra! Vamos descobrir sobre esse poder e na hora certa você vai vencê-lo. Mas até lá, não faça loucuras Harry, por favor! –Hermione pede em meio a lágrimas, ocultadas pela chuva.


-Hermione se afaste de mim! Eu não quero ver você nesse mar de sangue, quero que viva feliz, não quero te ver morrer nessa guerra estúpida! –Fala com a voz embargada, vendo que nunca poderiam ser felizes juntos.


-Não fale besteiras Harry!


-Não é besteira! Eu nunca vou poder ser feliz. Nunca tive e nem terei o direito de “viver”!


-Não posso dizer que tudo vai ficar bem e que dias negros não virão, mas posso lhe prometer amor, eterno e incondicional. Enquanto estiver em meus braços você estará salvo das dores, da morte e de qualquer sofrimento da alma. Eu prometo! –Fala envolvendo-o em seus braços e acariciando-lhe o rosto enquanto olha em seus olhos.


-Você não vai desistir? –Harry pergunta tentando não sorrir.


-Nem depois de morta deixo de te amar! –Confirma sorrindo e o abraçando bem forte, encostando sua testa na dele. –Eu nunca vou deixar você, não importa a situação, serei sempre sua! –Fala docemente e o beija de um jeito terno, mas apaixonado.


Os dois estão na sala precisa, nela há uma cama de dosséis com lençóis brancos, uma lareira que iluminava fracamente o ambiente, assim como a luz da lua e dos raios que cruzavam o céu tempestuoso. Ambos estavam em frente à janela, do lado direito da cama, onde despiam um ao outro durante um beijo calmo e carinhoso. Já sem roupa se deitam, mas antes de começar ele pergunta se ela tem certeza de que quer aquilo e ela responde com um sorriso provocante, envolvendo-o num beijo intenso e sensual.


- Agora eu sou todo seu. Você tem meus pensamentos, meu coração, meu corpo. Agora só falta uma algema pra me transformar no seu escravo! -Diz de forma galante, após se deitar de frente para ela.


-Que péssima hora pra me pedir em casamento! -Fala em tom falsamente sério.


-Ah, não pode dizer que não tentei. -Fala decepcionado, mas abraçando-a.


-Quem sabe ano que vem eu aceite? -Insinua tentando animá-lo.


-Nesse caso, eu tenho outra proposta! –Se anima com um sorriso maroto.


-Ai, ai, o que o senhor planeja? –Pergunta desconfiada.


-Eu estava aqui pensando e percebi que nos momentos mais importantes do nosso relacionamento a chuva estava presente, então… o que você acha se fizermos um… pacto, relacionado a ela? –Sugere incerto, mas tentando soar interessante.


-Pacto, como assim? –Pergunta interessada, mas confusa.


-Sempre que chover forte, com relâmpagos e trovões, assim como hoje, nós poderíamos fazer amor. O que acha? –Pergunta esperançoso.


-Acho que você é louco! –Fala entre risos.


-Fui tão mal assim? –Pergunta meio decepcionado.


-Claro que não seu bobo, você é maravilhoso, eu não esperava que fosse gostar tanto. Só que essa ideia é absurda! –Hermione fala seriamente, mas não conseguindo deixar de sorrir ao vê-lo sorrir após seu comentário.


-Mas se você gostou, qual é o problema? –Harry pergunta normalmente.


-Todos! Chuva não escolhe hora pra cair. Se estivermos no meio de uma aula? Ou se estivermos longe? –Fala tentando puxá-lo para realidade.


-Se estivermos longe, eu posso aparatar onde você estiver. Ganhei permissão pra usar magia fora da escola, não foi?!


-Para se defender de comensais e não pra ter “encontros românticos” –Ironiza.


-Eu uso da melhor forma. E quanto às aulas, pensa que só costuma chover assim de noite e durante o verão! Além do mais, onde está seu espírito aventureiro? –Provoca-a.


-Eu guardo ele para nossas aventuras contra o mal!


-Ah, amor… seria algo sagrado, uma união com a natureza. E não estaríamos fazendo mal a ninguém! –Fala voltando a ficar por cima dela, aplicando-lhe beijinhos no pescoço e na orelha.


-Isso é golpe baixo! –Sussurra quase num gemido.


-Então você aceita? –Pergunta sedutoramente.


-Para de falar e me beija –Pede enlaçando-o com os braços e pernas.


-Eu faço o que você disser, depois do sim! –Sussurra de forma provocante no ouvido dela e entre beijos estrategicamente distribuídos.


-Não sei se é covardia ou tortura.


-É só dizer sim. –Sussurra na boca dela, mas evitando que ela o beijasse.


-Ta bom, sim, sim, mas agora me beija! -Ao terminar de falar ele a beija vorazmente, iniciando mais uma sessão de “carinhos” na noite em que a chuva selou o amor dos dois.


Flashback


-Nós éramos jovens apaixonados e não sabíamos até quando viveríamos pra aproveitar aquele amor. Só queríamos estar juntos. E quando aconteceu aquele ataque a Toca, Harry me falou sobre a profecia, ele queria acabar com aquilo, lutar e morrer se fosse necessário. Também tentou me afastar, discutimos e no final ele viu que não ia conseguir se livrar de mim tão rápido! Estava chovendo muito, estávamos encharcados, porque tínhamos ido discutir no jardim, quando a chuva desabou sobre nós. Nem sei dizer como aquilo começou, mas fomos correndo até a sala precisa… foi perfeito, estávamos envolvidos de um jeito que nunca havíamos imaginado, tínhamos acabado de nos entregar ao outro, ele só olhou pra mim com um sorriso lindo e propôs a coisa mais absurda que já ouvi. Acho que foi um impulso romântico misturado com as sensações do momento, nós nunca haviamos conversado sobre o assunto e simplesmente aconteceu. Acho que ele se empolgou, porque de certa forma a chuva estava muito presente nos nossos momentos mais importantes, como quando começamos a namorar, então ele somou tudo, eu acho.


-Mas e você, porque aceitou isso? Eu não imagino você compactuando com uma ideia dessas Mione! –Gina fala incrédula.


-Na hora não aceitei. Aliás, eu mal acreditei naquilo tudo. Mas aquele covarde se aproveitou da situação, dos meus pontos fracos e da minha disposição no momento, para me arrancar um sim, da forma mais covarde possível –Fala lembrando a situação e tentando não rir.


-Ele seduziu você? –Tonks pergunta incrédula.


-Ele sempre fazia isso, aquele covarde. Não sei como, mas desde a nossa primeira vez, descobriu a maior parte dos meus pontos fracos. –Fala conformada.


-E vocês levavam esse pacto a sério? –Tonks parece mais interessada.


-Harry conseguia até sentir quando ia chover forte, era infalível! –Admite rindo –Se tornou algo biológico, quando começava a chover, ao invés de frio sentíamos calor, a cada relâmpago flashs da gente se amando vinham em nossas mentes, cada trovoada trazia os nossos sons, as gotas de chuva rivalizavam com nosso suor. Era como se nossos corpos se chamassem. Por isso no começo essas sensações se juntavam com frustração, dor, tristeza e se transformavam em magias involuntárias. Hoje eu sinto apenas muito calor, uma forte dor de cabeça e insônia, além dos flash’s de antes. –Fala primeiro levada pelas doces lembranças, depois de forma analítica.


-Ele também se sentia assim? –Tonks insiste ainda interessada.


-Sim, nele era até pior, eu podia ver nos olhos dele a diferença. Não que ele ficasse mais agressivo, só… com mais vontade por assim dizer. Mas ontem certamente vi que ele ainda parecia o mesmo de antes, por isso acho que ele voltará a me procurar logo, ele sabe onde moro, e tenho certeza que ainda me ama, como antes. –Fala esperançosa.


-Então temos que ficar atentos e tentar achar informações. –Lupin diz convicto.


-Você acredita mesmo que o Potter voltou? –Snape fala perplexo.


-Levantem as mãos quem quer voltar com a ordem e quem acredita na Hermione! –Gina propõe.


Todos com exceção de Snape e Malfoy levantam as mãos.


-Ótimo então temos que escolher um novo líder, já que nosso querido líder morreu e seu sucessor está desaparecido! –Minerva fala um pouco emocionada.


-Eu voto na Hermione. Quem não concorda levanta a mão. –Lupin propõe.


Snape, Malfoy e Hermione levantam a mão.


-Nem ela aceita! –Malfoy diz com desdém.


-Mas ela foi eleita por nós e, ao convocar os antigos membros, vamos propor o nome e eles decidirão. Agora acho que podemos dar a reunião por encerrada. –Minerva fala energicamente.


Apesar dos comentários, todos se vão e Hermione pensa que aquilo era uma loucura que não iria longe.


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O Homem misterioso caminha em um corredor misterioso, com a mesma roupa da noite anterior, inclusive a camisa sem botões. O corredor parece ser de uma mansão luxuosa, as janelas se encontram cobertas por cortinas vermelhas escuras, há poucos quadros, mas todos relatam batalhas. Ele entra por uma porta dupla, de madeira escura, no fim do corredor, dava para um quarto luxuoso, mas decorado de forma sombria, muito preto e vinho, com uma cama de dosséis prateada e com serpentes em alto relevo adornando a cama e os objetos do quarto. Além da cama, havia uma lareira com uma confortável poltrona negra à frente e na parede oposta, uma enorme estante, abarrotada de livros.


O rapaz entra e tira o blazer e a camisa, quando dois homens elegantemente vestidos, entram no quarto.


-Mestre! Por Mérlin, o que aconteceu? –Dolohov pergunta preocupado ao ver as costas do rapaz, muito arranhadas.


-Vejo que foi atacado por uma fera selvagem! –Lucius Malfoy fala maliciosamente.


-Foi uma mulher que fez isso? Me diz onde a encontro, que também quero conhecer! –Dolohov diz maliciosamente, entre risos.


-Calem-se servos vis! Vocês não estão à altura de sequer mencioná-la. –O rapaz fala em tom baixo, mas de modo sombrio e frio, olhando-os com superioridade, fazendo-os tremer e engolir em seco.


-Desculpe-me My Lord! –Dolohov pede se curvando ao mestre.


-Desculpe-me My Lord! Não era nossa intenção ofender-vos! –Malfoy roga de joelhos, sob o olhar de desprezo do rapaz.


-Certo, agora levantem-se. –Ordena friamente, com um olhar severo, a íris verde escura, tornando-o ainda mais sombrio.


-Sim senhor! Posso cuidar desses ferimentos? Dou um jeito neles em segundos! –Malfoy fala como um puxa-saco, erguendo a varinha.


-Idiota! –Ao falar, Malfoy é atirado longe só com um olhar do rapaz –Se eu quiser algo, eu ordeno, seu verme. –Fala duramente –Agora me digam como estão os preparativos dos ataques dessa semana. –Ordena se sentando na poltrona.


-Estão até mais adiantados que o previsto My Lord! –Dolohov fala se ajoelhando e convocando uns papéis que cede ao mestre.


-Ótimo. Então reúnam os comensais selecionados em frente ao meu trono depois do almoço, vamos começar hoje mesmo com os meus planos. –Fala com um sorriso maléfico.


-Isso quer dizer que o Lord das Trevas em pessoa vai liderar os ataques? –Malfoy pergunta se ajoelhando ao lado de Dolohov.


-Vou liderar os ataques 1, 4 e 7, os demais vocês liderarão como já havia determinado. Agora saiam e não deixem ninguém entrar aqui, porque seja lá quem for que passe por essa porta, sem ordens minhas, será morto! E não será indolor. –Avisa sem mostrar hesitação, enquanto os comensais saem rapidamente deixando-o sozinho, e perdido em pensamentos.

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