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13. O Primeiro Jogo


Fic: Espada dos Deuses - Episódio 1 Azkaban


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPÍTULO 13: O Primeiro Jogo




Harry acordou quieto e visivelmente tristonho. Nem o fato de que os times da casa usariam Firebolts II no campeonato parecia suficiente para animá-lo.

Ele ficou o café inteiro quieto e subiu mais cedo para buscar a Firebolt IV.

No fim do café Hermione procurou Rony.

- E aí? - Perguntou - Ele me pareceu tão cabisbaixo...

- E tá mesmo. Não falou com ninguém.

- Se eu soubesse o que aquela Cho falou pra ele... - Disse Gina em tom de ameaça. - Harry não merece isso!

- Credo, Gina, não precisa chegar ao extremo, "maninha."

- A Cho Chang não merece o Harry - Pontuou Hermione - e parece que ela provou isso ontem.

- Sei lá, mas se o Harry me perder esse jogo, eu...

- Rony - Resmungou Gina - Harry nunca faria isso.

- Ok, ok, tudo bem, mas... - E Rony virou-se para Hermione - Você podia sondar o que aconteceu, né?

- Eu? Por quê?

- Ora, você é a melhor amiga dele!

- Ah, e você é o melhor amigo! Fale você. São homens. Estão na Grifinória.

- Mione, é que... ora. Você é mulher! Ele não vai querer se abrir comigo e falar sobre suas decepções amorosas...

- Engraçado como você lembra que eu sou do sexo oposto só quando te convém, né, Weasley? - Alfinetou Hermione.

- Ah, é lógico, Granger. - Sorriu sarcasticamente.

- ...Eu vou pro campo - resmungou, saindo do salão. - E vê se vocês ganham esse jogo!

- Não se preocupe, querida... - Disse Rony brandamente, dando adeus como se estivesse no cais de um porto dando adeus a um navio. - Vamos vencer mesmo que Cho Chang abra seus olhinhos puxados...

Na torre da Grifinória Harry pegou sua Firebolt IV em seu armário. Enquanto passava um rápido paninho pelo cabo olhava a janela, a torcida terminando de se organizar no estádio. Escutou ao longe o estardalhaço da torcida da Corvinal e prometeu para si mesmo:

- Eu vou vencer esse jogo. - E desceu para o campo.

Na concentração Rony andava de um lado para outro, quase quebrando os dedos por debaixo das luvas, completamente inquieto.

- Muita calma, pessoal. Muita calma nessa hora.

- Tô vendo - Resmungou Gina, sentada nuns caixotes ao lado de Dênis, que quase cochilava apoiado na vassoura. As irmãs Patil insistiam em jogar tarô antes da partida, e Brown estava sentada tranqüilamente pouco atrás de Harry. Olívio chegou animado.

- Prontos, time? Estarei da bancada dos professores vendo vocês! Avante!

Os jogadores levantaram, pegaram os casacos, as vassouras e rumaram para o campo a passos largos e apressados. Rony chegou ao lado de Harry.

- Han... Harry... Você... Tem certeza de que está legal?

- Eu vou capturar o pomo. - Respondeu seco. Montou na vassoura e olhou Rony - Se é isso que te preocupa. - E levantou vôo, deixando Rony para trás.



*



O estádio explodiu em gritos. Lino - convidado especial do ano e comentarista já profissional - quase estourava os pulmões.

- Aí está o time da Grifinória! Lilá Brown, Parvati Patil, Josefa Souza Denis Creevey, os irmãos Gina e Rony Weasley, e... Harry Potter!

Os jogadores se apresentaram numa volta pelo estádio, Parvati foi falar com sua irmã, artilheira da Corvinal, e Rony empacou diante Hagrid e a torcida do sétimo ano da Grifinória ao ver uma coisa realmente inusitada. Hagrid sorriu com um binóculo na mão.

- Rony, você sabe o que é um pontinho verde no meio da torcida vermelha Grifinória? Uma vira-casaca Sonserina...

O rosto de Rony virou um só sorriso.

- Que bom ver você por aqui, Hermione! – sorriu o ruivo.

Hermione retribui o sorriso, dizendo:

- Você não acha que eu seria louca o suficiente para torcer escandalosamente para a Grifinória lá do meio da torcida da Sonserina, acha?

- Ah, é? E quando jogarmos contra a Sonserina? Você vai ficar onde?

Hermione não respondeu, apenas deu de ombros, pois Rony já voava para sua posição. O jogo ia começar. Harry ficou de frente para Cho, mas estava prestando atenção na movimentação do pessoal lá debaixo. Ergueu os olhos e encontrou com os dela, que sorriu sem jeito.

- Bem... boa sorte.

A goles entrava em campo e o jogo começava. Harry respondeu sem emoção:

- Que vença o melhor. - E zuniu para o lado de Cho. O pomo brilhava em uma das extremidades. Ela não perdeu tempo e disparou atrás.

- Padma continua com a Goles... olha lá vai ela... ninguém segura, lançou e... que defesa, Dênis. Dênis joga para Lilá e - OPS! Rony chega a tempo de rebater o balaço... Gina tem a goles! ... Que leveza, que velocidade! Cuidado... Grande lançamento para Souza! Ela vai costurando, costurando, cuidado com o balaço! Lançou para Gina e... Gol da Grifinória!

A torcida berrou. Não tardou muito e fizeram mais três gols. Gina era incrivelmente ágil no campo.

- É isso aí, Gina! - vibrava Rony usando o bastão como bandeira. - Essa é minha irmã caçu... Uau!

Patil veio a toda velocidade e deu uma pancada num balaço que ia na direção da cabeça de Rony.

- V... valeu...

- Poderia fazer o favor de prestar atenção no jogo, Weasley, capitão? Lugar de torcida é na arquibancada.

Rony sorriu sem jeito e voltou a correr atrás dos balaços.



- Gol, da Corvinal! - anunciou Lino - Mas Grifinória ainda lidera, e com 50 pontos à frente! Patil volta a tomar a goles... tudo bem, Dênis, aquela foi mesmo difícil e... Puxa! Que "gato mia" foi esse para tirar a goles da Patil, Lilá e Josefa? Vocês a deixaram sem rumo! Patil largou a goles, mas Gina a recuperou! Que coisa combinada!... Gina continua com a goles a toda a velocidade... Vai, Gina!

- Lino! - repreendeu Minerva, que fez isso por força do hábito, afinal, ela estava tão compenetrada no jogo que esquecia de mais da metade dos deslizes do garotão. Mais abaixo, Lupin, Sirius e Leah pareciam três crianças felizes pulando na beira da arquibancada, tão animados que dali a um pouco sairiam com o corrimão na mão, tamanha força que eles chacoalhavam.

Gina mantinha a goles firme no braço em direção ao gol, mas teve de frear bruscamente.

ZUM - ZUM

Harry e Cho desciam sem sequer olhar os lados, concentrados no pomo.

- Mas que susto, Weasley! - adiantou-se Lino - os apanhadores dos times estão no pé do pomo de ouro... Ah, não, tomaram a goles da Gina!

O pomo desviou do chão e seguiu rente à grama. Harry e Cho, lado a lado, perseguiam o pomo. Harry tentava a todo custo adiantar-se um pouco, mas Cho também tinha uma firebolt IV, e ele se amaldiçoava a cada segundo por não pegar o pomo logo.

Ao chegar nas balizas, o pomo zuniu inesperadamente para o alto e aconteceu o que Harry não queria. Cho teve um reflexo mais rápido e ficou centímetros a sua frente.

- Droga, droga, droga - resmungava.



- Ah, não, Cho ficou à frente de Harry - lamentou Hagrid, olhando pelos binóculos.

- Unh... - gemeu Hermione, debruçando-se na marquise - eu não posso azarar a vassoura dela não?...

- Hermione, você está deixando os Sonserinos te influenciarem? - riu Hagrid.

- Não, Hagrid, mas é que... Ela não pode vencer...



Harry continuava em linha reta atrás de Cho quando viu Rony voar a toda velocidade em sua direção, numa rota de colisão de frente. Rony veio firme e ergueu o bastão.

- Rony!

- Harry! Abaixe-se! Agora!

Harry deitou na vassoura, em Rony deu um golpe com o bastão com toda a forca e TUM rebateu o balaço que perseguia a nuca de Harry. Lá da frente Harry gritou um "valeu", enquanto Rony olhava Teo Boot, batedor da corvinal, desapontado.

- Fica pra próxima - disse Rony orgulhoso - ninguém nocauteia Harry Potter enquanto Rony Weasley for o batedor da Grifinória.



Lino Jordan estava cada vez mais empolgado com o jogo.

- Meu Deus, o fenômeno Gina Weasley! Mais um gol, Cristo, ela abriu a primeira centena do placar! 100 a 40 para Grifinória! Eu achava que a Brown seria a cestinha, mas até agora 60 pontos têm o W de Weasley! Ih, olha lá Lisa Turpin com a goles! Acorda, Den.. AI!

Um balaço acertava Dênis no ombro, fazendo ele desequilibrar e descer 3 metros. Mas assim que Lisa atirou a Goles, Denis arranjou força para dar um impulso e rebater a goles com um cabeçada para o lado.

- Olha o g... DÊNIS CREEVEY DEFENDEU!!!!!! Ele ignorou a dor e defendeu! Que goleiro, Olívio, que goleiro!!!

Lino olhou Olívio na "fileira VIP" junto aos professores e aos profissionais. Olívio olhou sorrindo satisfeito e fez um "joinha" para Lino.

O pomo seguia veloz em todos os cantos do campo. Cho ia á frente de Harry. O pomo mais uma vez inverteu o sentido, deixando Cho um pouco mais à sua frente. O reflexo dela parecia ser superior ao dele. E de fato era, o treinamento de uma artilheira do Harpies era justamente esse: um pomo mais rebelde que o comum, para treinar o reflexo dos jogadores.

Era agora ou nunca. O pomo ia veloz em linha reta até uma das extremidades do campo, entre as balizas do gol e a uns 5 metros de altura.

Harry deitou na vassoura e resolveu ignorar Cho, mantendo os olhos no pomo. O pomo de ouro passou pelos gols, ia se chocar contra as arquibancadas.

- Olha os apanhadores! - berrava Lino - O pomo está encurralado! Cho esticou os braços, Harry ainda está pelas balizas, ela vai pegar, ela... OPA!

O pomo fez uma curva fechada e escapou das mãos de Cho, que foi obrigada a zunir na vertical para o alto para evitar trombar com a parede. O pomo inverteu o movimento: ia, agora vinha.

- Não! - exclamou Harry, ao ver o pomo vindo em sua direção, entre as balizas.

O pomo zuniu pela sua cabeça. Harry o seguiu com o olhar e não pensou. Com a mão esquerda agarrou-se à baliza do gol central. O impulso vez Harry voar da vassoura e inverter a trajetória, voltando a toda velocidade. O tranco lhe impeliu uma velocidade incrível, e ele voou a uns 6 metros de altura, na horizontal

Em pleno ar ele esticou a mão antes que perdesse altura... e pegou o pomo.

- Ele pegou! - berrou Hagrid.

- Ele vai cair! - gritou Hermione.

Harry pousou na diagonal, jogando grama pra todo lado, raspando no chão até parar completamente a uns 10 metros de onde iniciou a "freada".

- VENCEMOS! - berrou Rony, rebatendo um balaço para baixo.

- AI! Estúpido! - reclamou Gina, que quase levou o balaço na cabeça quando voava abaixo do irmão. - Cuidado!

Harry ergueu o olhar para as arquibancadas lotadas que gritavam escandalosamente. Ao ver o pomo em suas mãos, ele fechou os olhos e soltou um longo suspiro. Não sabia porque, mas não tinha vontade de comemorar. Não estava feliz. Sentou-se no chão e, antes de tentar levantar, foi erguido pelo colarinho por Rony. O time inteiro o abraçou. Cho desceu da vassoura e veio até ele. Harry desviou o olhar para Padma Patil, que chagava até a irmã, no chão:

- Você jogou bem, mas podia mandar menos balaços na minha cabeça.

- Ordens do capitão, sorriu Parvati.

- Você leu errado, burra! - ralhava Lilá Brown.

- Eu? Você é que não leu meu mapa direito! - protestava Josefa, que tinha lido o mapa astral com Lilá antes do jogo e tinha certeza que o sucesso seria dela. Lilá fez o mesmo com a colega de casa e disse a mesma coisa - não me disse que a Gina Weasley seria a cestinha!

Alguém chegou em Cho, que estava parada olhando Harry, pôs as mãos sobre os ombros dela e deu um beijo na bochecha.

- Não foi dessa vez, amor. Mas é a vida. Ainda não acharam apanhador do nível de Potter!

Era Olívio, que a largou e veio sorrindo dar dois tapinhas no ombro de Harry.

- Grande pegada, mestre, grande pegada, é por aí.

Nem Cho nem Harry se moveram, continuaram se olhando. Atrás dele, Olívio se abraçava a Rony.

- Grande time, Weasley, grande time. Você também é um grande capitão.

- Eu sei, Olívio, eu sei. – dizia, fingindo modéstia, arrepiando a franja.

Wood se afastou e Rony se apressou em ir de encontro a Gina, Hagrid e Hermione, que também vinham a seu encontro.

- Gina, minha irmãzinha amada! Querida! - ele a abraçou com fora e a encheu de beijos. - Você é demais, demais, demais, garota!

- Ronyyy... - gemia espremida nos braços do irmão.

Harry e Cho ainda se olhavam, até que ela deu as costas e saiu de campo com o time. Harry virou-se para os amigos, próximos.

Rony largou Gina e viu Hermione.

- Ah, Mione! - Ele também a agarrou e deu dois beijos, um em cada bochecha, antes de virar-se para Harry de braços abertos - Ah, Harry, ah, Harry!

Hermione ficou parada no mesmo lugar.

- Algum balaço acertou ele e eu não vi, foi?

- Ele está em êxtase. - Concluiu Hagrid.

- Grande, Harry. - disse Rony.

- Valeu - Respondeu, sem muita emoção.

- Harry, anime-se! - Disse Hermione, agarrando o amigo pelo braço e chacoalhando. - Foi incrível o que você fez!

- Foi mesmo, Harry. - Disse Hagrid - Quando você agarrou o poste para pegar impulso... Quando a Cho viu o que você fez... Por Deus, a oriental abriu os olhos do tamanho de laranjas!

O time inteiro riu, mas Harry só ensaiou um sorrisinho.

- Obrigado, Hagrid. Mas não fiz mais do que minha obrigação.

- Modéstia. - Disse Rony, em seguida olhou o relógio. - Cristo! Dá pra acreditar? Esse jogo durou quase duas horas e meia! Já começa a passar das 11! Vamos tomar um banho pra almoçarmos e comemorar a estréia de ouro!

Todos concordaram e rumaram para o castelo. Era um dia limpo e sem nuvens, mas estava bastante frio. A torcida inteira usava luvas e cachecol.

A mesa da Grifinória no almoço era só festa. A da Corvinal, um silêncio sepulcral. Krum, Olívio e Eunice pareciam extremamente excitados com a estréia do brilhante time que era Grifinória. Mas, por enquanto, todos os holofotes estavam voltados para Harry Potter, que não aprecia estar muito animado com a festa...



*




- Cansado da partida, Harry? - perguntou Sirius, encostado numa parede ao lado de um corredor que dava acesso às escadas das aulas de Minerva. Harry estava atrasado para ela e não tinha mais ninguém no corredor.

- Ahn?... Não muito não... só o tombo... que deixou meu corpo um pouco dolorido, mas... eu já estou legal.

Harry ficou parado de frente para o padrinho, que pôs - se no meio do corredor de braços cruzados. Ele pensou um pouco antes de perguntar:

- Tem alguma te chateando? Você devia estar feliz... Foi uma estréia e tanto.

Harry fitou os olhos do padrinho e gaguejou:

- N... não... tenho nada... só...

- Não quer falar? Tudo bem, eu entendo. Mas... Sabe... Se alguma coisa não está legal... Saiba que eu farei de tudo para ajudá-lo.

Harry olhou o chão e pensou se falaria algo ou não para o padrinho. Só de pensar no que havia acontecido, ele sentia um estranho nó na garganta, um peso no estômago e uma ardência indesejável nos cantos dos olhos.

Sirius entendeu logo e foi sair do caminho do afilhado quando ele falou:

- Eu não sei... Se devo falar com alguém sobre o que aconteceu... E sobre o que eu... Estou sentindo.

Sirius pensou um pouco.

- Bom... - disse calmamente, coçando o curto cavanhaque.- Acho que é bom você se abrir com alguém e pôr as emoções pra fora. Faz um bem enorme para a alma.

Harry ainda olhava o chão.

- Eu... Preciso de tempo. Preciso pensar.

- Você está atrasado - disse o padrinho abrindo caminho - , vá logo e diga a Minerva que eu o segurei, e qualquer problema é para ela falar comigo. E, se de repente você quiser pensar um pouco e espairecer... As noites estão claras e frias... E você ainda tem o mapa do maroto e a capa de invisibilidade. Quem sabe um passeio noturno não o faz ficar pra cima? Até.

Harry disse um "tá" e apressou-se para a aula da Minerva. Mas ficou com a idéia na cabeça. Ele precisava mesmo ficar longe da agitação da festa. Pelo menos naquela noite.

Sirius foi fazer a curva e descer as escadas quando deu de cara com Leah e deu um pulo de susto, pondo a mão no peito.

- Quando você vai aprender a não dar sustos na gente? - resmungava - Já cansamos de pedir para você não se aproximar sorrateiramente pelas costas. Parece uma assombração!

Sirius ficou olhando o olhar brando e o sorrisinho idiota de Leah. É. Ela parecia mesmo uma assombração.

- Fui treinada para isso. Atacar pelas costas.

- Ah, é... Essa não me pega. Você nunca precisaria atacar pelas costas. Tem poder de sobra pra fazer questão de atacar de peito aberto.

Leah ergueu as sobrancelhas, mas continuou com o idiota sorriso e o olhar de peixe morto.

- Mas fui treinada para isso. Às vezes é útil. Não queria interrompê-los. Harry não parece feliz.

- Ah, é. - Sirius se recuperou do susto e debruçou no corrimão olhando o vazio das escadarias que se movem. - Aconteceu alguma coisa pra ele estar daquele jeito...

- Ouvi a boca pequena que Cho Chang andou conversando com ele ontem à noite. Depois disso...

- Cho Chang - pensou alto Sirius. - Acho que Harry já me falou dela uma vez... acho que ele era meio apaixonadinho nela...

- Coisas da idade. Será que é isso? Harry gosta de Cho Chang, mas Cho Chang namora Olívio Wood.

- Quê? Wood? - espantou-se Sirius. - do Puddlemere United? Amigo e treinador da Grifinória? Mas... Ele sempre foi amigo de Harry... Como é que você soube?

Leah fez questão de voltar a sorrir como idiota e olhar com jeito de peixe morto:

- "Aproximar sorrateiramente. Atacar pelas costas". Como uma serpente pronta pro bote. Como um tigre à espreita da presa. Fui treinada para isso. - Em seguida ela abriu um sorriso de triunfo e deu dois tapinhas no ombro de Sirius. - Tá vendo? Ás vezes é útil.

- Então é por isso. - Sirius voltava a olhar as escadas. - Ele deve ter descoberto isso ontem... deve ter acontecido alguma coisa do tipo... um... fora?

Leah respirou fundo e se encostou no corrimão também, de costas, olhando o teto:

- Uma desilusão amorosa, Sirius Black... Algo muito comum na idade deles. Achei que ele já tinha passado por isso.

- Tem razão... Ele nunca passou por isso antes. Deve estar mesmo sendo ruim. Ele gosta dela há uns bons 4 anos e qualquer coisa... Não acha uma hora oportuna de falar com ele, Leah?

- E... eu? Eu não... Seria muito difícil, Sirius. Ele não tem confiança plena em mim. Seria inviável. Você poderia falar com ele.

- Será? Não seria melhor que ele mesmo resolvesse se abrir?... Acho que seria melhor... Que fosse com alguém da idade dele.

- Rony ou Hermione? - Sirius olhou Leah, como se ela lhe mostrasse a luz do fim do túnel.

- Isso! Eles são os melhores amigos de Harry.

- Acho que Hagrid também...

- Não, não. Hagrid não! Da última vez em que ele levou um discreto pé na bunda ele ficou super mal... - disse Sirius, lembrando do quarto ano de Harry e de Madame Maxime.

- Bom... Então precisamos de um plano B.

- Eu disse a Harry para sair a noite e...

- Isso! Foi mesmo uma ótima idéia... - Leah disse isso ao avistar Filch passando no corredor lá debaixo, com Madame Nor-r-ra em seu encalço, e ela abriu um largo sorriso e acenou para o zelador. Sirius não entendeu bulhufas. - Argos Filch! Há quanto tempo!

Filch olhou os dois e resmungou, mastigando a língua. Sabia, desde tempos atrás, que adultos que uma vez na vida conviveram com os Marotos, mesmo depois de crescidos, não eram flor que se cheirasse. Sirius ficou se perguntado o que Leah tinha em mente.



*




Harry não participou da festa barulhenta da Grifinória. Foi Gina quem impediu Rony de ficar aborrecendo ele. Todos foram dormir depois da meia noite e meia, já felizes, contentes e com várias garrafas de cerveja amanteigada na cabeça.

Harry, sorrateiramente pegou sua varinha, a capa da invisibilidade e saiu pelos corredores escuros e frios. Não saiu de pijama, ele seria louco, lá fora estava uns bons 8 graus. A lua cheia brilhava no céu limpo e se refletia nas águas do lago. Harry se achou completamente livre e feliz sob a capa. Andou pelos corredores sem parar, olhando o mapa do maroto. Nem sinal de ninguém. Filch e sua gata estavam próximos de Leah, Sirius e Lupin, e ele se perguntou se Filch ainda pegava no pé dos três, mesmo sabendo que agora eram professores. Harry saiu do castelo e ao chegar na margem do lago a tirou, sentindo-se completamente livre, guardou o mapa e a varinha, a noite estava clara.

Andou pelas margens do lago, olhando a lula gigante que parecia cochilar nas águas transparentes. Quando se certificou de estar longe da vista de qualquer um do castelo, agachou-se na beira do lago e abraçou as pernas, olhando a superfície agitada por uma quase imperceptível brisa. Estava tão frio que saia vapor de sua respiração, e ele ficou ali um pouco, escutando o silêncio da noite, pensando no que acontecera com Cho. Ele nunca tinha sentido aquilo antes, e era muito ruim. Doía bastante. Tanto quanto o que ele sentiu ao fim do torneio Tribruxo e Cedrico tinha morrido. Era estranho isso, porque, lá, pelo menos, Voldemort estava no meio, povoando seus pesadelos. Mas agora não. Então não sabia ao certo por que...

- Momentos de meditação? - Harry quase desequilibrou e caiu no lago ao ouvir a voz vindo pouco atrás dele. Ele se levantou assustado para ver quem era. Era Hermione. - Ops... Desculpa... Te asssutei...

- O... O que.. Você está fazendo aqui? - gaguejou Harry. - Já passa da uma da manhã. Você devia estar nas masmorras para não ser...

- Ah, não... - tranqüilizou Hermione - Eu não durmo mais lá. Devolveram-me o antigo quarto da monitoria. Eu não disse a vocês?

Não, não tinha dito, pensou Harry. Bem que ele estava estranhando a amiga estar sempre nas proximidades do corredor da Mulher Gorda. Ele ainda ficou olhando a amiga espantado. Se ela voltou para o quarto de monitor, ela voltou a ser monitora chefe. Como explicar pra ela o que ele fazia ali? Era isso que Rony mais odiava em Hermione, ela era monitora e monitora chefe, e não se preocupava muito em ter de punir ele e Harry, mesmo sendo amigos. Harry gaguejou:

- Eu... Estou só... Bem... Eu.. Eu...

- Não se preocupe, Harry. - disse Hermione, sorrindo e se aproximando da margem, as mãos nas costas e olhando o céu estrelado. - Eu também estou dando um passeio noturno. E estaria ferrada se Filch me encontrasse. Não sei onde ele e aquela gata irritante se enfiaram. - Harry passou as mãos no cabelo e respirou um pouco aliviado. - Ah, por falar em gato... Poderia fazer o favor de dizer ao Bichento para ele voltar para a dona dele? Estou sentindo falta.

Harry parou e ficou olhando Hermione. É mesmo, Bichento continuava dormindo na Grifinória, todas as coisas dele, o cestinho, as vasilhas de comida, tudo estava com Hermione, mas ele insistia em dormir na Torre da Grifinória. Rony não gostava daquele gato gordo e pesado ronronando em seu pé, então fazia um bom tempo em que ele mudara para a cama de Harry - e ficava dormindo ao pé da cama, enroladinho nas cobertas. Harry volta e meia chutava o coitado quando virava na cama.

- Ah, é mesmo... Ele ainda está lá....

- Comigo no quarto dos monitores, ele pode voltar a dormir lá. Ele gostava. Pelo menos até ano passado.

Harry começava a se sentir um pouquinho mais à vontade.

- Ah... É que... Ele me faz companhia... Quer dizer, faz para mim e pro Rony. Com você na Sonserina, ele é a única coisa que nos faz sentir mais perto... - Harry parou na hora e se arrependeu de ter dito aquilo. Não achou que tinha sido legal jogar isso na cara dela. "Agora que você nos abandonou, o seu gato é a única coisa que nos consola" - Harry tava com medo de Hermione pensar isso. Mas ela virou sorrindo.

- Ah, jura?... Que bom... Então... Deixa ele lá mesmo. - em seguida ela ergueu um dedo para Harry – Se você prometer que vai cuidar dele.

Harry, pela primeira vez, deu um tímido mas aliviado sorriso.

- Ok. Sem problemas.

- Que bom que já está um pouco melhor. - Continuou Hermione. Harry voltou a lembrar, e olhou o chão. Hermione notou que não devia ter dito isso. Ficaram uns instantes em silencio, só com os barulhinhos da noite pipocando nos ouvidos. - Harry...

Harry respirou fundo, mas não olhou a amiga. Ela continuou.

- ...Você... Não está precisando conversar?...

Harry sentiu a mesma coisa de antes. O nó na garganta, o coração batendo mais forte, aquela desagradável sensação...

- Bem... Estamos só nós dois mesmo... Se você quiser dizer alguma coisa... Eu... Posso ouvir... Mas se você preferir falar com Sirius ou Rony... Afinal... - Hermione também pareceu "diminuir a marcha" - ...Eu agora estou na Sonserina, e, de repente... Você pode não se sentir confortável em...

Mas ela foi interrompida por Harry, com a voz meio tremula e indecisa.

- Ontem à noite... Cho Chang pediu para falar comigo.

Hermione silenciou. Tinha que escutar o que o amigo tinha a dizer. Harry continuou de cabeça baixa, medindo as palavras, tropeçando nelas.

- Ela... Veio me desejar boa sorte, mas... - ele não tinha certeza se diria ou não – acho que não era essa a intenção dela...

Hermione tentou respirar sem fazer barulho. Ele continuou, cada vez mais difícil e doído de se sair.

- Ela disse que... Gostava de mim... Desde o início. E eu... Também disse o tanto que gostava dela... - Hermione tentou parecer passível, mas Harry insistia em olhar o chão. Não parecia disposto a encará-la. - mas... Eu acho... Que, se ela gostasse mesmo de mim... Ela não estaria com Olívio. E nem tentaria trair a confiança dele... Nem a minha. Mesmo que ela estivesse com ele, mas não gostasse do Olívio... Acho... Que ela não deveria ter feito aquilo... Se sabia de tudo...

Hermione ficou apreensiva com aquilo tudo. Harry ficou em silêncio. Ela não sabia o que dizer. Deu um passo à frente.

- Harry...

- Sabe... - continuou Harry. Agora ele parecia engasgar e respirar a cada palavra. - dizem que... a gente, quando ama de verdade... Só se é feliz quando a pessoa amada é feliz... Mesmo que isso signifique vê-la com outra pessoa... Mas eu... Eu não concordo com isso... Não mesmo... Pra mim... Ser feliz, antes de tudo, é estar feliz consigo mesmo... E se a pessoa que eu amo está com outra pessoa e está feliz... Não vou me sentir bem com isso, porque... Eu só estaria se ela estivesse ao meu lado... Sempre...

Hermione agora estava um pouco boquiaberta, sem ação ou palavras, e olhava Harry, ali, de cabeça baixa, choramingando. Harry continuou.

- Pra mim, que perdi os pais, que vivi com aqueles tios idiotas, só comecei a ser realmente feliz quando vim para Hogwarts... Eu, que nunca fui realmente normal como os outros garotos, tanto no mundo trouxa quanto bruxo... Que nunca tive ninguém para partilhar uma felicidade como todos dizem... Sempre usei como filosofia de vida ser feliz comigo mesmo. Em primeiro lugar... Eu sempre penso em meu próprio bem estar. Não que eu vá prejudicar os outros, nunca, mas... Acho que... De uns tempos pra cá... Eu tenho posto em minha mente que eu só seria capaz de ser feliz com os outros, se antes disso eu fosse feliz comigo mesmo... Mas... às vezes eu penso, Mione... Isso não seria muito egoísmo da minha parte?...

Harry levantou os olhos já cheios de água para olhar Hermione. E se surpreendeu. Nunca tinha visto Hermione com aquele olhar. Com aquela expressão. Ela o olhava tranqüilamente, com um sorriso brando e um olhar brilhante. Era uma expressão carregada de um carinho e conforto que ele nunca imaginaria que ela fosse capaz de demonstrar, pra quem quer que fosse. Ele ficou parado olhando a amiga nos olhos, sem ação. Ela, então, disse com muita calma e um amor quase fraterno, que Harry nunca tinha sentido antes:

- Harry, você é um menino muito bom... - Harry sentiu seu coração se encher de uma sensação muito estranha e a dor parecia querer fugir de tão espremida. Seus olhos encheram mais de água, e ele engoliu um seco - Você tem todo o direito... E merece ser feliz, mais do que ninguém nesse mundo.

Ele sentiu que não conseguiria mais segurar as emoções, a dor que sentia. Parecia que o mundo tinha caído em sua cabeça, e seus pés haviam chegado na dura realidade que ele tinha transformado em fantasia desde que viu Cho pela primeira vez aos treze anos. Antes que começasse a chorar ele teve o único impulso de passar os braços pelo pescoço de Hermione e puxar a amiga num abraço apertado, escondendo o rosto nos ombros e no cachecol da amiga.

- ...Harry... - Hermione não esperava por isso. Mas se sentiu extremamente feliz por estar ali. Abraçou o amigo e começou a afagar os cabelos dele, dando-lhe um doce beijo no lado da cabeça. - Não se preocupe, isso vai passar...


*



Lupin entrou nos aposentos de Leah lá pelas três da manhã. Estava em Hogsmead e, por ser lua cheia, tinha tomado a poção para não virar lobo. Mas tinha tomado ela um pouco depois do tempo e estava meio mal. Veio pela passagem do salgueiro apoiando-se nas paredes, com uma mão no estômago e uma azia daquelas. Mas quando entrou deu de cara com uma cena que o fez esquecer da dor incômoda.

- Mas que Diabos... - Lupin arregalou os olhos. Leah e Sirius fizeram um "sshhh" com o dedo, e um imenso sorriso maroto. Na mesinha estava Filch, com garrafas de bebidas espalhadas pelo quarto junto com restos de lanches. Argos estava completamente de fogo, debruçado babando na mesa. Ele abriu os olhos grogue e apontou Lupin:

- Vozê... dambém abromdou boucas e boas gobigo. Dambém veio ze redibir? Gobo os zoutros?...

Ele ficou sem reação, olhando Leah e Sirius com cara de adolescentes sapecas. Sirius ergueu uma garrafa de vinho honradamente:

- Esta é uma festinha particular de pedido de perdão de tudo o que fizemos a este nobre e grande homem que é Argos Filch, o zelador. - Bateu nos ombros de Filch e bebeu um gole do vinho.

- Estamos nos redimindo de tudo - Completou Leah- venha participar também, Lupin! Faltava você!

Lupin balançou a cabeça, incrédulo. Se não tivesse vendo ao vivo não acreditaria na cena. Era por isso que não trombara com Filch resmungando em seu encalço pelos corredores. Os dois o tinham tirado de circulação por uma noite. Só faltava, para Lupin, saber qual era o motivo REAL daquela festinha de última hora. Ele cruzou os braços e resmungou, balançando a cabeça, enquanto Sirius e Leah faziam "Tim-Tim" com as garrafas de vinho e Filch babava na mesa:

- Nenhum de nós toma mesmo vergonha na cara, né?... É incrível...

*****

N.A 1: Antes que me perguntem... como eu já disse N vezes, a EdD foi escrita logo após o livro 4. Na época, era MTO dificil achar nomes de eprsonagens pra montar um time de quadribol, afinal, todos os veteranos de Harry no livro 4 NÃO estariam na fic, que se passa no sétimo ano! Então dps de mto fundir a cuca, escrever os capítulos, e nõa achar um ultimo jogador pra Corvinal, eu resolvi aloprar e batizei a dita cuja de JOSEFA. Hehehhe. =)

N.A 2: Mta gente acha essa cena do lago mto fofa e HH. Eu acho fofa, mas não necessariamente HH...

N.A 3: Espero que tenham gostado do primeiro jogo!!! =)

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