A Tu Lado
(tradução) – RBD - Composição: Indisponível
Apesar de algumas coisas
e a chuva no caminho
ao seu lado sei que esta o destino
apesar do vento forte
apesar dos naufrágios
ao seu lado sei que estou a salvo
você retorna invencível
não conheço o impossível
se volto.. e te encontro aqui
(deixe-me viver perto de você, sempre ao seu lado)
à beira de um beijo
à beira de suas mãos
deixe-me viver sempre ao seu lado.
ao seu lado
à beira de um suspiro
à beira do teu abraço
deixe-me viver sempre ao seu lado..
sempre ao seu lado..
apesar do tormento
que golpeia nossa barca
ao seu lado sempre estou calmo
apesar de ser difícil
apesar dos tropeços
ao seu lado nada me dá medo
você retorna invencível
não conheço o impossível
se volto..e te encontro aqui
(deixe-me viver perto de você, sempre ao seu lado)
J.K. é a dona, só estou me divertindo. E não estou ganhando dinheiro com isso.
Por favor, não me processe, eu não tenho nada.
Agradeço a todos os bons autores que li. Com certeza muito influenciaram.
E como disse um deles, se você reconhecer algo, não é meu.
Capítulo 40 A Guerra. – Parte 3
E para o seu amor eu lhe darei meu último suspiro.
Shadow And Light - Sombra E Luz - Eloi - 1983
You take fate just like a machine
Você leva um destino igual de uma máquina
unable to react
Incapaz de reagir
with the heart of stainless steel
Com o coração de aço imaculado
you only count the facts
Você só conta os fatos
you fought your soul with all your might
Você lutou com sua alma e com todo seu poder
but do believe it can be a glorious fight
Mas acredita pode ser uma briga gloriosa
cynically you talk to me now
Cinicamente você fala comigo agora
you wish to be seen that way
Você deseja ser visto desse modo
you alone challenging life
Você só vive desafiadoramente
jumping the waves of a day
Saltando as ondas de um dia (Vivendo um dia de cada vez)
you fought your soul with all your might
Você lutou por sua alma com todo seu poder.
but do you believe this can be a glorious fight
Mas você acredita que esta pode ser uma batalha gloriosa.
shadow and light are same
Sombra e luz são iguais,
the shades in between a game
Em meio a um jogo de sombras
you get drunk on stary skies
Você se embebeda em céus estrelados
and inhale the coolness
E inala a frieza.
there's this deepness of sentiment
Há esta profundidade de sentimento
running through you
Traspassando através de você.
the world flowing in streams
O mundo que flui em fluxos
and is the most precious dream
E é seu sonho mais precioso
warm and mild
Morno e suave
and now crystalline clear
agora é claro como cristal
you can face life without fear
Você pode enfrentar a vida sem medo
you're a romantic but scared of yourself
Você é um romântico, mas tem medo de si mesmo.
always suspecting attack
Sempre suspeitando de um ataque.
afraid to be caught vulnerable
Amedrontado de ser pego vulnerável,
unable to react
Incapaz reagir
you fought your soul with all your might
Você lutou com sua alma e com todo seu poder.
but do you believe this can be a glorious fight
Mas você acredita que esta pode ser uma guerra gloriosa.
SSS&NNN
Estava acontecendo. Seria dali a alguns dias.
Segurou a colher com que mexia a poção com mais força.
Morte. Dor. Alguém perderia. Alguém ganharia.
O Senhor Escuro e seus comensais. Então haveria o pagamento para um traidor e sua família.
Só uma questão de quando. Nenhumas ilusões de Nina e Anna sobreviverem.
Apertou os dentes.
Ou Albus. Minerva...Ou Potter e seus amigos irritantes.
E então, se Potter vencesse...
Ergueu a cabeça sem parar de mexer.
Haveria o julgamento e todo o inferno de provar que ele era um espião.
Um comensal “bonzinho”.
Torceu a boca num esgar.
Mas não existem comensais bonzinhos. E tudo o que ele fizera, tudo o que ele queria deixar longe de Nina... Tudo... apareceria.
Fechou os olhos por um segundo.
A não ser que Albus sobrevivesse. E fizesse Potter herói-de-guerra testemunhar.
Fez uma careta de aversão.
Então talvez, só talvez, ele voltasse. Para o castelo. E as crianças infernais.
E para sua... família.
Ainda hesitava em pensar neles dessa forma.
Ele, Severus Snape. Um comensal. Não merecia uma família.
Nunca merecera. Nunca.
Desligou o fogo sob o caldeirão e andou em direção à porta.
De qualquer forma, se fosse assim, haveria a possibilidade dos remanescentes do Senhor Escuro de fora do Círculo interno, que ainda não tivessem certeza de seu papel como espião, terem sua... vingança.
Parou.
Que importava qual lado ganharia?
Saiu.
Ele sempre perderia..
SSS&NNN
Era o dia do baile do dia das Bruxas.
Apertou as mãos, pensando que horas seriam. Apreensiva.
Ouviu algo às suas costas. Virou-se.
Ele havia chegado.
Parou na porta, olhando-a.
Sem conseguir desviar. A porta ainda entreaberta. Observando-a.
Um vestido verde musgo preso pelos ombros, sem mangas, contrastando com a pele.
E que se ajustava ao corpo. O rosto... diferente. O colo à mostra.
Parte dos cabelos presos dos lados da cabeça. Caindo em cascata brilhante. Ela parecia... inquieta.
Ele não tinha dito uma palavra. Os olhos escuros percorrendo-a. Brilhantes.
– Então? – perguntou nervosa, quando não conseguiu mais agüentar seus olhos nela – O que acha?
Ele aproximou-se. Devagar. Uma expressão singular no rosto. Sem conseguir desviar negros.
Levantou a mão, tocando seu colo, numa carícia. Lenta.
– Eu penso. – o dedo continuou percorrendo seu colo – Que tenho negligenciado certas coisas. – pretos – Mas isso pode ser remediado.
Soltou-a. Indo em direção à porta.
– Severus...
– Não saia daqui.
E se foi.
Ela suspirou, sem entender.
SSS&NNN
‘Está demorando.’
Suspirou cansada.
Levantou-se do sofá e foi ver Anna de novo.
Mas ela estava dormindo. O rostinho suave em contraste com o travesseiro.
Voltou ao banheiro, conferindo a maquiagem. Achando-se diferente. Bonita.
– Está linda senhora.
Ficou olhando, quase surpresa.
– Obrigada. – disse ao espelho.
Retornou ao quarto. Ainda vazio.
Foi em direção à lareira.
Olhando as chamas. Vendo-as sem ver.
Imaginando o que ele via quando as olhava.
E por que parecia sentir-se tão bem ao fazê-lo.
SSS&NNN
Ele estava passando, em seu andar rápido.
– Professor!
Parou, voltando-se. A fisionomia deixando claro que tinha pressa.
– Err... – ela estendeu uma caixa com um laço – Será que podia dar isso à Ni... Srª. Snape, por favor?
Ele olhou o embrulho. Pegou-o.
– Obrigada. – ela disse, antes de se virar e ir.
Ele voltou a andar no mesmo passo rápido.
SSS&NNN
Estava pensando... Em tudo que tinha acontecido.
E no fato dele ainda não ter perguntado como ela comprara o vestido.
Imaginou que ficaria bravo quando soubesse que tinha ido à Hogsmeade com Hermione.
Suspirou. Bem. Já estava feito. E tinha sido para ele, afinal.
Queria que ele tivesse uma imagem bonita dela para se lembrar.
Uma pena que pareceu não perceber.
Tinha imaginado o que ele diria quando a visse. Mas com certeza não tinha passado nem perto.
Embora tivesse percebido um brilho em escuros.
– No que está pensando? – arrepiou-se com a voz em seu ouvido.
Não respondeu. Virou-se.
Havia uma caixa em sua mão.
Ele viu seu olhar contente. E o modo como voaram ao seu rosto.
– A srtª. Granger pediu que lhe entregasse isso. – estendeu a caixa para ela.
Ela baixou os olhos, pegando a caixa e virando-se. Tentando disfarçar.
Mas não foi rápida o suficiente para esconder a expressão do rosto.
Abriu com mãos nervosas. Tirou o par de luvas compridas, pretas, com uma exclamação de prazer.
Colocou-as. Não se lembrava da última vez que tinha recebido um presente.
Lembrava. Fora no Natal. Não. Havia a corrente. Bem. Isso não importava agora.
As luvas iam até acima do cotovelo e combinavam perfeitamente com o vestido. Abaixou as mãos.
Resolvendo finalmente encarar pretos. Respirando. Buscando coragem.
– Você não me disse o que achou.
Carvão brilhou; uma sobrancelha se erguendo.
– Pensei ter deixado claro.
Respirou.
– Não deixou. – não desviou de pretos.
Ele percorreu seu corpo e rosto com os olhos. Antes de voltar aos dela.
– Não está bom.
Viu os lábios dela tremerem. Castanhos nublarem.
‘Maldição, Snape!’ – xingou-se.
– Ainda não. – apressou-se a dizer, movendo-se para perto.
Mas o dano já estava feito.
Virou-se, dando-lhe as costas. Piscando, impedindo-se de chorar.
Ouviu quando ele respirou. E um barulho às suas costas.
E então havia algo frio sendo colocado em seu pescoço. Seu cabelo afastado enquanto o prendiam. E mãos mornas que descansavam em seus braços, puxando-a.
– Não me importo de concordar com todos que a virem, quando disserem que você está linda. – disse baixo em seu ouvido; beijou seu ombro – Agora que saberão a quem você pertence. – respirou violetas.
‘Que é minha.’
Minha.
Pretos brilharam. Não conseguiu se impedir de sentir... a posse.
O orgulho masculino. Mesmo que fosse assim... primitivo.
E lidou, de novo, com a surpresa calma da constatação, de que era dele. E ele a queria assim.
Mesmo se não tivesse certeza de ...
Ela não soube se era realmente um elogio, ou só a manifestação de posse.
Tocou o colar, sentindo as pedras sob seus dedos. Ele acompanhou.
Pensou na caixa cheia de jóias em seu bolso.
– Foi de minha mãe. – a voz era baixa, estranha.
Sentiu um arrepio ao escutar.
Era o colar de uma bruxa. O colar de sua mãe. E podia haver dor envolvida.
Percebeu como sabia pouco dele. Mesmo depois de todo esse tempo.
– Onde estava?
Ele se retesou.
– Na casa onde nasci.
‘Casa onde...?’
Virou-se para ele, preocupada.
– Você foi buscá-lo? Como? – percebeu o quanto suas perguntas eram tolas.
Mas a apreensão estava nela. Ele tinha se arriscado. Fora de Hogwarts.
– Flu. – olhou as chamas – Nossa lareira não está na rede. Nunca estive disposto a receber nenhum tipo de... visitas.
Então ele tivera que procurar outra lareira para buscar o colar. Para ela.
Sentiu o peito morno. Sorriu.
– Olhe para mim. – disse doce.
E havia pretos.
– Sou sua esposa. – aproximou-se murmurando – A mãe de sua filha. – muito perto – Sua amante. A mulher que está a seu lado. – os lábios perto dos dele, as mãos enluvadas em seus ombros – Diga que estou bonita. – sussurrou.
Moveu a cabeça para olhá-lo. Carvão. Brilhando.
– Você é bonita.
O tom baixo, sério, emitiu um arrepio através de sua espinha. Voltou a aproximar a boca.
– Estou contente com seu presente. – passou os lábios pelos dele, suave – Mas dizer isso teria sido o suficiente. – sussurrou – Você é importante para mim. E foi para você que me vesti. O resto não importa. E nenhuma jóia pode me dar mais que suas palavras.
Ainda esperou, perto de seus lábios, até que ele entendesse. Beijou-o.
Sentindo o modo como ele correspondeu, trazendo-a para mais perto.
Abraçando-a. Intenso. Forte.
E algo mais. Uma ânsia. Um quase... desespero.
Que há muito tempo ela não sentia nele.
SSS&NNN
Eles chegaram.
O baile já estava começando. Havia a música. E os alunos.
Cadeiras espalhadas; o salão decorado, brilhante, belo; num efeito impressionante.
Sorriu, observando tudo. Sem conseguir deixar de lembrar de algumas imagens antigas.
Sem conseguir deixar de se impressionar. Percebendo os alunos em suas melhores roupas.
Alguns casais já dançando. Uma música... diferente, que o conjunto tocava em um canto.
Olhou para o lado. Sorriu. Hermione estava linda. Em lilás. Com Rony. E havia Luna. Com Harry?!
Desviou os olhos. E a viu. Chegando. Resplandecente.
Os cabelos prata contrastando com o vestido preto. Parecia brilhar.
Ficou quieta. Vendo como a outra estava segura. Linda.
E os vários alunos à sua volta, além de alguns professores. Como abelhas no mel. Sentiu-se triste.
Não ia conseguir que ele se lembrasse dela; mesmo que tivesse se esforçado para estar à altura dele. Queria que ele tivesse orgulho de estar ao seu lado. De exibi-la. De tê-la.
Mas não ia adiantar. Não se ele podia ter tido “ela”. Mesmo que fosse só aparência. Suspirou.
Nunca ia querer ser ela. Ou ser como ela. Apesar de tudo não sentia inveja. Só tristeza.
– Está linda. – disse baixinho.
– Sim. – ouviu o murmúrio estranho ao seu lado – Está.
Virou-se. Para descobrir que carvão brilhava. Diferente. Em si.
Ele não parecia impressionado por Elisabeth. Sequer parecia ter registrado que a viu.
Mesmo que ela soubesse que tinha visto. Castanhos faiscaram.
Sentiu seu coração aquecer. Sorriu com doçura, imaginando se poderia amá-lo mais.
– Eu amo você. – sussurrou só para ele.
Ele se imobilizou. E tragou. Devorando-a com os olhos.
Até que estendeu a mão, tocando seu rosto. E puxou-a com a outra mão para bem perto.
Não se importou se o vissem. Tinha sido um golpe baixo; sussurrar aquilo... ali.
Principalmente hoje. Depositou um beijo suave na boca macia; sentindo o gosto, o calor. Os lábios se movendo nos dela. Afastando-se a contragosto depois. Querendo mais. Vendo os cílios longos que descortinavam castanhos.
– Não faça mais isso! – murmurou para ela, antes de soltá-la.
Ela sorriu, mordendo o canto do lábio. Feliz. Como nunca tinha estado antes.
Ela o tinha abalado! Fazendo com que não se importasse que toda a escola os visse!
Virou-se, apoiando as costas em seu peito.
Sentindo a mão em seu ombro, acariciando-a, discretamente. Enquanto ela observava o baile.
Pensando se era impressão sua, ou ele estava preocupado. Alerta. Todo o dia.
Sacudiu a cabeça suavemente; olhando Hermione inclinar a cabeça no ombro de Rony.
– Espero não ter que tirar pontos de sua casa hoje, Sr. Miller. – ouviu o rosnado perto.
Quase riu, sem se virar. Sem saber o que o pobre Miller tinha feito.
Voltou a observar os pares dançando. Então sentiu algo, atraindo-a... Elisabeth os estava encarando. Uma expressão ruim no rosto. Desviou os olhos.
Voltando a ver como todos se divertiam. Esquecendo-se por um dia, do que estava por vir.
Esquecendo-se... Arrepiou-se. Ele apertou seu ombro em reação.
Não ia lembrar. Não hoje. Sentiu lábios em seus cabelos por um momento. Fechou os olhos.
Abrindo-os depois; para ver Dumbledore e Minerva, que os olhavam.
As expressões mostrando o quanto estavam contentes por eles. Sorriu para a bruxa.
Vendo como ela colocou a mão na boca; como se estivesse emocionada, virando o rosto.
Lembrou do colar em seu pescoço, que ela tinha visto no espelho.
Não se importou mais com Elisabeth. Não se importou com coisa alguma.
SSS&NNN
Cabelos loiros. E longe. Ruivos.
Inclinou-se para falar no ouvido de seu marido.
– Quando Draco se virar, dê um daqueles seus olhares: “Potter eu vou te matar!”.
E se afastou. Sem dar tempo a ele de dizer nada. Ou de impedi-la.
Aproximando-se de Draco e seus amigos.
– Sr. Malfoy. – chamou.
Ele não se virou, mas parou de falar.
– Tenho um recado.
Só então ele se virou para ela.
– Não é dia de trabalho hoje, trouxa. –a última palavra foi dita em voz muito baixa.
Houve risos. Brilhou nele, estreitando os olhos. Sorriu, sem se intimidar.
– Talvez você espere que eu o diga agora. – falou macia – Mas eu penso que não ia gostar.
Ele a olhou com raiva; virando-se então para os que estavam com ele.
– Deixe-meu ver o que a... ela quer. – falou seco.
Eles se afastaram, alguns olhando de forma meio agressiva. Não se importou.
Draco se aproximou.
– Muito bem. – disse arrogante.
Houve um brilho em castanhos.
– Eu posso tentar entender seu comportamento, Sr. Malfoy. – falou dura – Mas eu o aconselharia a tomar mais cuidado. Meu marido... – levantou uma sobrancelha – pode não ser da mesma opinião.
Viu-o comprimir os lábios.
– Qual é o recado? – disse com maus modos.
Nem parecia o rapaz que a tinha ajudado. Que tinha protegido Anna.
– Na verdade... Não há um recado. Mas... – completou rápido quando ele fez menção de se afastar - É sobre uma certa bruxa de cabelos ruivos.
– Por que isso me interessaria? – falou brusco, parando.
Evitou um sorriso.
– Eu lhe direi. Se dançar comigo. – viu o olhar dele – Oh, não se preocupe com seus... amigos. Olhe para Severus, você terá sua desculpa.
Cinzas se desviaram. O olhar estava lá.
– Eles irão pensar que você foi obrigado. – completou suave, estendendo a mão para ele.
Ele ainda hesitou, antes de segurar sua mão; o rosto contrariado.
Começaram a dançar.
– Dança bem, Sr. Malfoy. – provocou.
Ouviu um resmungo em resposta. Continuou movendo-se em uma determinada direção.
– Bem. – começou, quando achou que já o tinha provocado bastante – Essa... bruxa em particular, ficou bastante interessada quando contei de seu... heroísmo com Anna. – ele parou – Não pare Sr. Malfoy, ou vai perder o resto. – ele voltou a se mover – Eu convenientemente a informei de sua... grande ajuda. E o quanto eu e meu marido estávamos contentes com seu desempenho. – ele estava quieto, suprimiu um sorriso – Não quer saber a reação dela? – não pôde se impedir de provocá-lo.
Esperou.
– Porque você pensa que isso me interessaria? – foi grosseiro, mas continuou a dançar.
– Cuidado, Sr. Malfoy, ou eu não acabo minha pequena... história. – sorriu quando ele bufou.
Olhou por sobre o ombro. Foi mudando de posição, girando, enquanto dançava.
– Na verdade... – falou devagar – Adicionado de um olhar brilhante. A reação, foi a mesma que ela está ostentando nesse exato momento – sorriu – E que o Sr. poderá verificar se olhar por sobre meu ombro direito.
Ele olhou. Vendo um sorriso doce em sua direção. E o rubor intenso que cobriu o rosto da bruxa, enquanto ela abaixava a cabeça, cobrindo parte da face com os cabelos vermelhos.
– Algumas mulheres, Sr. Malfoy, - continuou – Têm uma certa predileção por homens duros. Fortes. Que as protejam. Que matem por elas se for necessário. E alguns sonserinos... – sorriu nele – Estão com sua reputação em alta neste momento. – ele não disse nada, ainda olhando discretamente por sobre seu ombro – Essas mulheres não hesitariam em ir ao inferno; com e por causa desses homens. – ganhou um olhar rápido de cinzas – Enfrentariam qualquer coisa. E você sabe. – finalizou, deixando que ele se lembrasse por um momento – Desde que... – parou, esperando.
Ele voltou os olhos em direção a ela de novo.
– Desde que esse homem valesse esse sacrifício. – encarou-o séria – Não importa como ele é. Ou quem ele é. Mas o que ele faz com sua vida. Enquanto essa vida pertencer a ele. E ele for livre, para tomar suas próprias decisões. Enquanto ele for forte o suficiente para não pertencer a ninguém. Só a si mesmo.
Soube, pelo brilho em cinzas; ele tinha entendido. O rosto jovem estava fechado, duro. Encarou-o.
– Essa bruxa enfrentará qualquer coisa por você. Se você só pertencer a si mesmo.
Viu-o desviar os olhos para o colar em seu pescoço. E depois... para a bruxa ainda às suas costas, pensativo.
– Obrigada pela dança, Sr. Malfoy. – murmurou para ele quando a música terminou – E boa sorte.
Saiu dali. Indo em direção a olhos escuros, que não a tinham abandonado.
– O que você fez? – ele lhe entregou um copo com uma bebida, mas estava sério.
– Nada demais. – provou a bebida, chegando bem perto, olhando em volta para conferir se estavam sozinhos – Só ajudando Draco com uma certa bruxa grifinória. – observou sua reação pelo canto do olho, divertida – E ajudando você a impedir que ele se torne um comensal. – murmurou doce.
Carvão brilhou; a testa franzida.
Ela riu.
NSSNSSNSS
Ele tinha ido lá fora, e voltado, algum tempo depois.
– Tirou muitos pontos? – brincou, levantando-se.
– Humpf!
Evitou rir. Vendo os olhares que se afastaram deles, quando ele moveu o rosto, encarando-os.
Voltou a ficar atrás dela, no canto escuro. Observando os alunos.
Mas ela já o conhecia um pouco; podia perceber. Estava tenso.
Sentiu apreensão. Afastou-a. Não essa noite.
Não depois que ele a beijara, sem se importar que seus alunos pudessem vê-lo.
Olhou para o outro canto, vendo a veela. Levantou uma sobrancelha.
Podia não ser Elisabeth. Mas ia fazer com que ele se lembrasse dessa noite. Sorriu.
Levou a mão para trás, discretamente, espalmando-a. Tocando-o.
Sentindo como ele tragou, imóvel, enquanto o acariciava, sem parar.
A mão em seu ombro apertou.
Ela inclinou a cabeça para trás. Levemente intrigada por ele não a ter impedido ainda.
– Talvez devêssemos tirar cem pontos da Sonserina. – ronronou alto o suficiente para que só ele ouvisse, acima do som da música – Só para equilibrar as coisas.
– Talvez devêssemos ir para baixo. – ouviu em seu ouvido, arrepiando-se – E evitar um espetáculo público. – rosnou bravo e rouco.
Ela tirou a mão, devagar. Sentindo como ele encostou-se nela.
– Acho que vou falar com Hermione. – fingiu se afastar.
– Não se atreva! – sibilou, e a segurou mais forte pelo ombro, levando a outra mão.
– Não precisa se preocupar. – provocou – Sua roupa é... o bastante.
– Cuidado. – avisou em sua orelha – Ou juro que a farei se arrepender.
Ela riu, sentindo seu corpo sendo puxado para mais perto, contente.
– Já pensou que pode ser exatamente o que eu quero? – murmurou devagar provocando-o.
Havia um resmungo; rouco; que ela não entendeu.
Mas que a fez rir de novo.
SSS&NNN
Eles não tinham dançado. Mas ela tinha ido uma vez, apesar de um certo olhar, com Harry.
Que a tinha tirado por insistência de Luna e Hermione. A bruxa tinha sorrido nela antes.
Voltou. Deixando um Harry aliviado retornar para seus amigos.
Não queria sentar. Encostou a cabeça no ombro de seu marido, aproveitando sua presença.
Foi então que viu Lupin, que a cumprimentou com a cabeça, de longe.
Antes de ir rumo à Elisabeth. Que pareceu ficar agradavelmente surpresa com a atenção.
Franziu a testa. Dumbledore olhou em sua direção.
Percebeu o homem às suas costas ficar tenso.
Sentiu. Alguma coisa estava errada. Seu coração perdeu uma batida.
– Severus...
Ele respirou. Segurando-a firme; impedindo-a de mover-se.
– Vou sair agora. Fique aqui. – havia a voz em seu ouvido, diferente, urgente, inquietando, fazendo seu coração disparar – Demore o máximo possível. Ria; como se nada estivesse acontecendo. Não fique até o final. E quando for, Minerva a acompanhará. – a mão apertou seu ombro – Em nenhuma hipótese ande sozinha!
– Severus! – tentou de novo, o coração doendo.
Ele beijou seus cabelos, abraçando-a por trás, pela segunda vez naquele baile; apertando-a, com os olhos fechados. Respirando rápido. Apertou-a forte. Tentando se controlar.
Não pensar nela. Ou em Anna.
Tentando lembrar que as protegia.
Protegia seu futuro. E o de muitos outros.
Ela segurou a mão em sua barriga; não querendo deixá-lo ir. A respiração curta, trêmula.
Sem querer pensar onde ele estava indo. Mas sabendo...
Desde que saiu da enfermaria. Desde que tinha lhe falado naquela sala de aula...
Ela sabia que ele iria.
Havia dor.
Tinha tantas coisas que queria dizer a ele! Tantas coisas. Tantas coisas... Viu tudo ir ficando embaçado.
– Severus... – arfou, a voz dolorida.
– Eu sei. – apertou-a mais, forte, moveu o rosto em seus cabelos – Eu sei! – respirou seu cheiro.
Inebriando-se. Combatendo o que rastejava em seu peito.
E a soltou. Indo. Antes que ela tivesse tempo de dizer mais. Ou que ele...
Esgueirou-se mais rápido. Saindo dali.
Respirou. Várias vezes. Recuperando-se. Tentando não chorar. Perdida.
Vendo Lupin, conversando com Elisabeth, que parecia sedutoramente deleitada. E distraída.
Pensou no que ele estava fazendo. No verdadeiro motivo do baile.
E que cada um teria que representar. Estavam representado. Essa noite.
Suprimiu um soluço. A mente voando até o homem que era seu marido.
As mãos apertadas ao lado do corpo. Um sorriso trêmulo nos lábios.
Rezando.
SSS&NNN
Minerva tinha se aproximado algum tempo depois.
– Agüente, querida. – disse sem olhá-la diretamente, mas protegendo-a dos olhares indiscretos.
Podia ver o pesar nos olhos da bruxa. Mesmo que disfarçado.
– Estou tentando. – os lábios se moveram num sorriso triste, incerto – Ele se foi, Minerva. – a bruxa a olhou, seus lábios tremeram – E eu nem pude me despedir. – soluçou.
A bruxa moveu-se para ela, segurando sua mão, consternada.
– Não querida! Agora não. – os olhos estavam preocupados no rosto rígido, e se moviam, vigiando os arredores – Ainda temos que ficar aqui mais um pouco. – falou mais suave, mas séria – Não é só Elisabeth. Alguns alunos... – percebeu pelo acento; provavelmente sonserinos – têm se comunicado. Informando o que fazemos.
Hogwarts não era mais tão segura.
– E Lupin? – murmurou.
A bruxa respirou.
– Está fazendo a parte dele.
– E... – parou, olharam-se.
Mais uma mulher. Que tinha que permitir que seu homem se sacrificasse.
– Ela sabe. Vai entender. Ele a ama e ela confia nele.
Fechou os olhos por um segundo, sem ver. A respiração rápida.
Pensando em Severus. E de repente havia a imagem dele, quando ela chegou na enfermaria.
Respirar ficou difícil de novo. Minerva apertou sua mão.
– Ele voltará. Sempre voltou. – a bruxa parecia triste ao ver sua expressão.
Gemeu, fechando os olhos por um segundo.
‘Deus! Deus! Deus!’
SSS&NNN
Não tinha parado de rezar. Suportando tudo.
Tentando não pensar. Não sentir.
Até que depois do que pareceram assim muitas horas, Minerva achou que era o suficiente, apertando a mão que a bruxa não soltara todo o tempo, e fazendo um sinal com a cabeça.
Acompanhando-a, enquanto moviam-se sorrateiramente.
As duas dentro de capas com capuz; andando rápidas, até as masmorras.
– Tem certeza de que ficará bem? – a bruxa sussurrou para ela quando chegaram.
Sacudiu a cabeça em resposta abrindo a porta. Minerva a olhou preocupada de fora.
– Não posso pedir Hermione que venha. – continuou – E tenho que voltar, mas talvez...
Respirou, tentando se controlar. Ergueu a cabeça.
– Não se preocupe, eu ficarei bem.
Se ele podia. Ela também.
Suprimiu outro gemido ao pensar nele. Engoliu.
– Vá. – disse à Minerva, tentando dar um sorriso encorajador; os olhos tentando esconder a angústia.
A bruxa ainda hesitou, mas ela começou a fechar a porta; então se moveu, voltando ao salão.
Trancou a porta que dava para o corredor. Sem perceber quanto tempo tinha ficado lá; parada, olhando a madeira escura, as mãos no mesmo lugar que tinham estado quando Minerva se foi.
Sacudiu a cabeça; atravessou o escritório, e depois fechou a outra.
Tirou a capa e dirigiu-se à lareira, acendendo-a inconscientemente, com a poção.
E sentou-se, sem conseguir sentir o calor das chamas.
Percebeu a presença fria. Foi então que as lágrimas vieram.
Colocou a cabeça nas mãos.
E chorou alto.
Não se importando se o Barão estava vendo.
Se estava pensando que ela era fraca.
Que era só uma trouxa tola.
SS&NN
Conseguiu dominar-se. Sem ter certeza se ele ainda estava ali.
Levantou-se, indo ao banheiro. Lavou o rosto, mandando que o espelho se calasse.
Antes de retornar ao quarto, abrindo a outra porta; entrando. Cobrindo Anna. Anna querida que dormia com os roncos de Winky.
Sem deixar de rezar. Todo o tempo. E depois voltando.
Andando pelo quarto, de um lado para o outro. Em desespero. E angústia.
A aflição antiga, dolorida, retornando. A espera.
Foi até a mesa. A maldita espera! O barulho do copo se espatifando na lareira a fez voltar a si.
Olhou rápido para a porta, mas Anna não tinha acordado. Gemeu em desalento.
Continuou andando; abraçando-se. Os pensamentos caóticos. Murmurando às vezes, sem perceber.
Até que parou perto da lareira e encostou a testa na pedra fria, em desespero ao ver as horas.
Lembrando daquelas noites, há muito tempo. O medo apertando seu coração. Junto com a culpa.
A culpa, que voltava sempre. Que ela não conseguia afastar.
Tinha ficado muito tempo assim. Quando sentiu o frio, de novo. Engoliu.
– Ele se foi, Barão. Está se arriscando de novo. – o tom embargado – E eu sou uma péssima esposa. Porque eu não estou conseguindo agüentar! E porque é minha culpa se ele está lá! – a voz falhou.
Fechou os olhos, mordendo a mão para abafar os soluços.
Ficando ali. Sem conseguir se controlar.
Sentindo-se perdida.
SSS&NNN
Tinha conseguido ir até o sofá. E se enrodilhado fechando os olhos. A dor em seu coração insuportável. A cabeça apoiada no encosto.
... .
– Me desculpe... – lamentou – Eu não queria. Por favor volte... – sussurrou angustiada.
– Nina...
– Severus... – gemeu de olhos fechados, a voz dolorida.
Ele tinha encontrado com o Barão na entrada. E o fantasma só tinha confirmado o que ele imaginara.
– Sim. – respondeu suave, a mão em seu rosto.
Gritou; em terror; chorando mais forte.
– Nina acorde!
Puxou-a para seus braços, apesar de sua dor. Vendo como ela respirava.
– Está tudo bem. – beijou seus cabelos, inalando violetas – Eu estou aqui.
Abriu os olhos. Piscou. Então gemeu, abraçando-o. O rosto em seu pescoço. Murmurando sem nexo.
Afastou-se de repente. Os olhos aflitos. Apalpando seu corpo, em toda parte.
Procurando por ferimentos.
Ele ficou quieto. Contente por ter ido à enfermaria antes.
Por já ter estado com Pomfrey. E Dumbledore.
Agradecendo mentalmente à Minerva, por ter se lembrado de “arrumar” um pouco suas roupas.
Sabendo que ela não agüentaria vê-lo. Não desta vez. Que se sentiria culpada.
– Você está bem! – abraçou-o de novo, mal registrando quando ele se contraiu – Oh, Deus, obrigada! Obrigada! – sussurrava continuamente.
Não disse nada. Colocou os braços à volta dela, trazendo-a para mais junto de s com cuidadoi.
Fechando os olhos.
Querendo esquecer. Tudo o que tinha acontecido. Cujo resutado ainda estava em seu corpo.
“Goyle” tinha sido punido, por se deixar ser pego. E por não ter nenhuma informação adicional.
Apertou-a mais. Deixando que o calor e o cheiro que vinham dela o preenchesse.
Ela suspirou. E levantou o rosto para ele. Tentando suprimir o que sentia, apesar do alívio.
Sabendo do que ele precisava. Sabendo que só tinha conseguido ver seu corpo. Não sua mente.
E sem ter certeza, de ter visto tudo. Levantou a mão para tocar sua face. E beijou-o. Suave.
Enquanto as mãos se moviam. Para a capa.
– Tire. – pediu perto dos lábios dele.
Ele pegou a varinha. E a usou. Vagaroso. Ficando só de calças; apesar do frio.
Ela se levantou; e o puxou para a cama. Notando seus movimentos lentos. E fingindo não os perceber.
Era ela quem cuidaria dele essa noite. Como antes.
Empurrou-o para que se deitasse. Pegando a poção que Pomfrey lhe tinha dado. Quase um creme.
E que ela desconfiava ter sido feito por ele. Colocando-a em suas mãos; sentindo-as formigar.
Inclinando-se sobre ele. Tentando se controlar, quando ele quis evitar o que fazia.
Impediu-o de continuar. Sabia o quanto a poção ajudaria.
– Fique quieto. – sussurrou em seu ouvido – E aproveite. – tentou brincar; beijou seus lábios.
As mãos se moveram. Acariciando-o. Tocando-o. Docemente.
Começando pelo rosto. O pescoço. O peito. Sentindo o calor que emanava de suas palmas.
Fez com que se virasse. Pegando mais creme. Espalhando-o. Suavemente.
Percebendo como ele se contraiu de novo, ao tocar um ponto em suas costas.
Mordendo o lábio. Piscando várias vezes para voltar a enxergar. A mão mais leve, enquanto ela continuava.
Aliviando a tensão. Acalmando. Tirando o que ainda havia de dor.
Não dizendo uma palavra sobre as cicatrizes novas.
Imaginando que ele tinha ido até a enfermaria antes de vir vê-la.
Segurou um gemido. Entendendo agora a resistência dele em deixar que o tocasse.
O peito quase arrebentando de dor, ao imaginar o que ele tinha sofrido de novo.
Estremeceu, parando. Sentindo o gosto de sangue em sua boca; enquanto mordia o canto do lábio para não deixar escapar nenhum som.
Querendo não pensar que era culpa dela. Por aquela idéia estúpida!
Ele pareceu perceber, virando-se para ela. Escondeu o rosto nos cabelos.
Não querendo que ele visse o que havia ali. Respirou. Empurrando-o no travesseiro.
Forçando-se a continuar. Trêmula. Da forma mais leve que conseguiu.
Preparando-se para o que ia encontrar. Aparentando não ver. As cicatrizes. Diferentes.
Fazendo-o lembrar de novo. Que havia alguém. Ali. Para ele.
Tentando mostrar. O quanto tinha sentido sua falta.
O quanto se preocupou. O quanto o queria.
Mas não conseguiu suprimir um soluço. Dolorido. Ao encostar em mais uma nova marca. Grande.
Levou a mão à boca abaixando a cabeça, quando ele se virou e segurou seus cabelos. Sentindo-os, em suas mãos; afastando-os.
Levantou o rosto para ele, trêmula. E não se importou que ele visse suas lágrimas. Ou seu desespero.
Antes de se abaixar e colocar os lábios nos dele, num beijo curto, enquanto se apoiava na cama.
– Durma. – disse meiga; a voz soando incerta.
A mão dele tocou seus olhos; baixando as pálpebras. Limpando as lágrimas.
Vendo o sangue no canto do lábio. Respirou. Ela abriu os olhos. Tentou sorrir. Mas não conseguiu.
Virou-se, fechando o creme; querendo que ele descansasse. Esperando não perturbá-lo mais.
Cobriu-o. E se deitou. A garganta apertada.
Deixando que ele a abraçasse. O corpo quente em suas costas.
Tentando não chorar, para não incomodá-lo.
Sem ter certeza se os olhos escuros estavam abertos.
Ou se ele tinha usado a poção de novo.
Engoliu, suprimindo os soluços. Uma lágrima silenciosa desceu.
Enquanto levava lentamente a mão até a boca, mordendo-a.
Fechou os olhos.
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Tinha voltado. Ao horror.
Sua mente que não conseguia se desviar do que vira. E ouvira.
Estremeceu. Sentiu o corpo quente junto ao seu.
Um pensamento cruzando sua mente: não estava mais sozinho.
Ela estava ali.
Essa mulher... Dura. Tempestuosa. Intensa. Completa.
Estava ali. Para ele.
E o queria.
Teria ido ao inferno se ele não tivesse voltado. Procurando-o.
‘ “...não posso prometer... Não usar todos os meios. Qualquer um. ... Para ir até você. Mas prometo pensar... antes de arriscar outras vidas.” ’
Emoção ameaçou tomar seu peito.
Não a merecia.
Não!
Era um Sonserino. Não podia se emocionar tanto por uma... trouxa.
Mas isso não fazia nenhuma diferença agora. Não mais. Respirou.
Tinham colocado Goyle a par das ordens; para o ataque iminente. Situações...
E a vingança contra Severus Snape. E sua família.
A emoção estava lá novamente.
Tocou seus cabelos. Não lutou mais. Só por agora. Ela ainda era dele.
E havia um só pensamento... Não a levariam.
A única coisa boa, pura, que teve em sua vida.
Sentiu algo rastejando em seu peito. Algo que ele não nomearia.
Apertou-a em seus braços.
Era Severus Snape e não ia permitir que a tirassem dele!
Levou a mão. Tocando-a. O rosto mais perto de seus cabelos.
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Acordou. Sendo apertada por braços fortes. E uma mão que a acariciava. Muito suave.
Virou-se. Encontrando carvão. Vendo antes que sumisse, um brilho atormentado neles.
– Eu não queria acordá-la. – mas a voz estava diferente...
Tocou seu rosto. Vendo pretos por entre o cabelo liso. Tentando duro não chorar. O lábio trêmulo.
Pelo que tinha acontecido. E por ele a ter procurado. Pela primeira vez.
Levou a outra mão até sua nuca. Trazendo-o para si.
Os lábios mexendo-se nos dele. Até que ele os abriu.
Puxando-o mais para perto. Movendo-se. As mãos suaves por ele. Acariciando.
Passando os lábios, pelo caminho que as mãos tinham percorrido.
Delicadamente.
Enquanto ele perdia-se nela.
Sentindo somente... Sua presença.
Deixando que o desejo se apossasse dele.
Suavemente.
Fazendo-o esquecer.
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Eles acabaram. Quase... calmos. E ele ainda estava nela; afastando seu cabelo.
Tinha havido muita... suavidade. E sede. E uma doçura... Quase triste.
Pretos. Brilhantes. Pesados.
– Nunca... – as mãos afastaram seus cabelos do rosto de novo.
Olhou-o. Entendendo. Que ele sentia como ela.
– Foi assim... antes. – terminou por ele; tocou seu rosto.
Negros. Em castanhos. Reluzentes.
Ele respirou. Descendo a cabeça até seu pescoço e afastando o corpo, mas abraçando-a..
Suspirou, sentindo-o, fechando os olhos. Colocou em palavras, o que tinha querido mostrar.
– Eu não suportaria perdê-lo. – sua voz estava trêmula.
Como seu corpo. Ele ficou imóvel.
Nunca tinha sentido que pertencia a alguma coisa. Ou a alguém.
E ela o reivindicava. Havia a sensação boa em seu peito. Já velha conhecida. E a outra. Pequena. Incomodando. Avisando-o sempre que não a merecia.
– Eu estarei aqui.
Ficou sério de repente. Quase surpreso. Sentindo que havia uma possibilidade; real. De voltar.
Ela se imobilizou; a respiração suspensa.
Levou a mão ao rosto dele. Moveu-se. Quase deitando em seu peito.
O rosto bem perto. Os olhos brilhando. Em pretos.
– Vou considerar isso uma promessa. – sussurrou solene.
Parou. Não a beijou. Não dessa vez.
Só passou o braço sobre ela, quando colocou a cabeça em seu ombro.
Virou o rosto, enterrando-o nos cabelos macios.
Ouviu-a murmurar alguma coisa. Tocou seu ombro com os lábios.
Continuando a emaranhar a mão em seus cabelos.
Ela deslocou a cabeça de novo. Lenta. Olhando-o.
– “Já que só aos eleitos, é dado o privilégio, de morrer num mesmíssimo instante.” – recitou baixo, pegando sua mão – “Pelo menos que seja você.” – colocou os dedos dele sobre suas pálpebras – “Sejam tuas mãos... a fechar meus olhos”.
Olhou-o. Esperou. A mão em sua nuca puxou seu rosto para o dele.
Lábios sobre lábios.
Depois de um “não” vigoroso dito num murmúrio.
SSS&NNN
“Já que só aos eleitos
E dado o privilégio
De morrer num mesmíssimo instante.
Pelo menos que seja você...
Sejam tuas mãos,
A fechar meus olhos.”
(Autor desconhecido.)
SSS&NNN
Ela o viu no dia seguinte quando foram ao almoço.
Tirando pontos de um dos alunos; como se nada tivesse acontecido.
Como se não pudesse ter... Evitou um gemido. Como sempre devia ter sido. A cada vez.
Em todas as vezes que ele tinha se arriscado.
Este homem, tinha dado uma grande contribuição ao mundo bruxo.
Tinha feito diferença. E se qualquer um estivesse vivo no futuro. Era por causa dele!
E aqueles alunos; todos, nem desconfiavam. Quase ninguém sabia. Tratando-o...
Sentiu a raiva subindo.
Que direito tinham de julgar?! De falar?!
Ela amaldiçoaria o primeiro que ela visse chamando-o de “morcego velho”.
Ou de qualquer outra coisa horrível.
Qualquer um que o depreciasse. Qualquer um que o insultasse!
Sentiu-se como uma guerreira com sede de sangue brandindo sua espada.
Esperando o primeiro que tivesse o azar de dizer a coisa errada.
Ansiosamente.
SSS&NNN
A oportunidade apareceu.
Ela tocou o ombro do segundo ano, afastando-o de seus colegas. Inclinou-se, os olhos cintilando.
– Você irá procurar o professor Snape. – disse com voz tensa, dura – E vai dizer a ele algo agradável. Talvez sobre o quanto ele é brilhante. Ou... eu posso fazer com que consiga uma detenção. – castanhos brilharam, perigosos – Com Filch. Que receberá a sugestão de uma tarefa para lhe dar. E que eu garanto... – disse dura – Vai persegui-lo em pesadelos.
O garoto a olhou assustado.
– E este será um preço pequeno, pelo desrespeito que você acaba de cometer contra um bom professor dessa Escola. – rosnou – Agora vá!
Ele correu. Os outros atrás.
SSS&NNN
Aquele dia ele não entendeu, quando dois alunos pararam à sua frente de repente. Trêmulos. E em momentos diferentes. Dizendo frases desconexas que ele não teve certeza de compreender.
E fugindo logo depois. Como se algo os perseguisse.
SSS&NNN
Houve mais dessas “aparições”, no dia seguinte.
E quando ele esteve tentado a agarrar um deles, especialmente medroso, e pedir explicações, Nina o impediu, séria, um brilho estranho nos olhos antes de se virar e se dirigir ao salão para o jantar, sem vê-lo franzir a testa.
Sentaram-se e começaram a comer. Enquanto ele pensava que a faria dizer a ele depois.
– Eu devo dar os parabéns, – Dumbledore começou baixo, estendendo o braço para pegar batatas assadas – pelo modo interessante que alguns... desvios de comportamento em nossa escola, – ela gelou – estão sendo corrigidos. – ele pareceu sorrir de seu desconforto, enquanto colocava as batatas no prato – Também gostaria de avisar que um certo sétimo ano grifinório ainda não cumpriu sua última... obrigação. – ele olhou por sobre os óculos de meia-lua, devolvendo a tigela á mesa – Mas vai cumprir.
Uma batata foi colocada em sua boca.
Respirou. Não tinha certeza se podia tirar pontos ou dar detenções sem ser professora.
Mas imaginou que ninguém a impediria de pedir uma punição para quem desrespeitasse um professor.
– Não estou entendendo diretor. – um dos professores mais próximos deles disse.
Prendeu a respiração. Percebendo pelo canto do olho como alguns prestavam atenção.
Inclusive Severus.
– Oh, é mesmo? – sorriu – Quer batatas? Elas estão divinas. Estou pensando que devíamos ter mais desses bailes. Foi realmente muito proveitoso. E divertido. – sorriu de novo.
– Realmente os alunos parecem ter ficado mais calmos. – Sprout confirmou.
A conversa se generalizou. Ela não se arriscou a levantar os olhos.
Comendo seu jantar.
SSS&NNN
Eles saíram.
Um grifinório parou em frente a eles no corredor. Olhou-o.
Lembrava-se dele. Tinha dito a ele, de forma mais calma, o quanto eles eram afortunados por ter como professor um mestre em poções, que tinha suas descobertas citadas em livros bruxos. Mesmo que sem os devidos créditos.
– Professor Snape. – ele começou – Eu gostaria que soubesse como nos sentimos honrados por tê-lo em nossa escola. – a despeito de tudo, ele parecia sincero – E que mesmo que não pareça, vários de nós reconhecemos o quanto aprendemos com o senhor. – pareceu sem graça de repente – É só isso.
– Mas o que diab... – ela o interrompeu, a mão em seu braço.
– Eu fico contente, Sr. Winter, por me fazer sentir tão orgulhosa de meu marido. Novamente.
Apertou o braço dele. Num aviso. E de novo, quando ele ainda pareceu não querer atendê-la.
Até que acenou a cabeça num cumprimento contrariado.
O rapaz correspondeu, voltando a andar pelo corredor.
Dumbledore tinha feito um bom trabalho.
SSS&NNN
Ele entrou. E a segurou pelo braço, ficando à sua frente, impedindo-a de continuar.
– Quero saber o que exatamente está acontecendo.
Não respondeu. Ele cruzou os braços; levantou uma sobrancelha.
– Está certo. – sorriu nele – E eu quero uma ou duas de minhas perguntas anteriores respondidas.
Estreitou os olhos. Lembrando-se de quais eram.
‘Você tocou em alguém depois de mim?’
– Isso não é negociável.
Levantou os ombros.
– Muito bem...
Desviou-se dele indo para a porta.
– Nina... – a voz avisava.
– Você sabe... – ela se virou para enfrentá-lo ainda andando – Como a informação sobre um certo condomínio foi conseguida... Quem a conseguiu... Como...
– Nina! – vociferou para ela.
– Sim, Severus? – respondeu inocente, sem se voltar, girando a maçaneta;
Não era completamente louca.
Ouviu-o bufar enquanto entrava no quarto rápida.
Apertou os lábios para não rir, fechando a porta.
E nem tinha dito ainda que ele podia perguntar a um de seus alunos...
SSS& NNN
Correu pela escola.
Poucos continuaram a se arriscar a falar mal dele nos corredores.
E quando o faziam, olhavam para os lados.
Ele não comentou mais o assunto.
E ela não teve certeza se ele sabia.
SSS&NNN
Demorei, mas voltei!
Risos.
Não coloquei desta vez as respostas aos reviews. Fiquei sabendo que o ff tem uma política contrária a isso. Sinto muito, mas a idéia e reeditar este cap e colocar SIM as respostas. Mesmo que eu tenha sempre respondido via e-mail, acho que todos merecem o direito de ter suas respostas publicadas. Principalmente porque são extremamente gratificantes e se não fosse por esses comentários, essa fic, com CERTEZA, não existiria; já teria, há muito, parado de ser atualizada.
Nina
(Com muitas, muitas saudades de todos.)
Ananinasnape@yahoo.com.br
Ei! Gostou da resposta ao "ATUALIZA!' bilhões de vezes?
Sério. Foi o e-mail mais loongo que eu já recebi. Risos.
Nina
Hiáskara, Bárbara Lambert, Bellatrix Ridlle Heloisa Santos, Fernanda Galvão - Obrigada pelo carinho!
May, Bellatrix Ridlle, Anna Salazar, Natália GAG, Ana Paula, Natércia, Carolina Ornellas, e tantas outras - Obrigada por seus comentários gentis.
São vocês, que me fazem querer continuar.
Carinho.
Nina |