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22. Duelo Mortal


Fic: O Sucessor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Marcus sentia seu corpo pesado e sua cabeça doía fortemente, um zumbido incômodo não deixava seu ouvido. Ouviu risadas familiares e o som do mar, assim como sentiu estar sobre a areia de uma praia.

-Bem vindo, Marcus! Como se sente? –Harry fala de forma irônica, parado de pé a frente dele.

-Quem é você e onde estou? –pergunta irritado e tentando se levantar apesar de se sentir fraco.

-Eu sou Harry Potter e você está dentro do “nosso” corpo, ou eu diria do meu corpo, onde implantaram você. –Harry fala falsamente pensativo, sob o olhar furioso de Marcus.

-Não tente me enganar com uma mentira tão infundada! –fala com dificuldade, a dor de cabeça aumentava.

-Creio que entenderá, assim que se lembrar de tudo que eu e Richard vivemos. –fala de forma paciente, querendo confrontá-lo de forma leal.

As imagens apareciam em velocidade arrebatadora na cabeça de Marcus, como se um lacre se rompesse e tudo começasse a vazar, como a água por uma rachadura em uma represa. Eram lembranças desde o tempo que Harry morava com os Dursley até o momento em que Harry se retirara, atormentado pelas vítimas de Marcus.

Hermione estava preocupada com Marcus/Harry, que estava frio e tinha alguns espasmos. Enquanto isso, Voldemort dava ordens a Malfoy, que havia sido convocado com alguns comensais e se preparava pra atacar Hermione.

Percebendo a movimentação, Hermione apanhou rapidamente a varinha e com um gesto ágil fez um raio cair entre os comensais. Deitou Harry/Marcus no chão, com a face para cima, ficando de pé e encarando os comensais que já estavam se recuperando e prontos para atacar.

-Vocês conhecem a minha fama e como não estou de serviço, saibam que posso matar a todos e devido a lei marcial posso até usar maldições imperdoáveis, então é melhor não se meterem no meu caminho! –Hermione fala de forma ameaçadora, fazendo um olhar que aprendera com Marcus.

-Não dêem ouvidos a essa sangue-ruim e ataquem de uma vez! –Voldemort ordena e os comensais lançam diversos feitiços na direção dela.

Hermione apenas levita a tampa do bueiro e bloqueia os feitiços com ela, depois a lançando na direção dos comensais. Eles continuam a lançar feitiços e Hermione simplesmente aparata pra trás deles e os derrubam com uma explosão, a qual faz pedacinhos dos corpos deles voarem pra todos os lados e uma poça considerável de sangue se formar.

-Malfoy, eu acho melhor você ficar quieto e você também, Tom, porque eu já estou ficando de mau humor. –Hermione fala se aproximando do corpo do amado e vendo que ele agora parecia estar dormindo tranquilamente.

-Não há o que possa fazer! Assim que ele despertar irá comandar o exército negro e matará a todos os sangue-ruins como você! –Voldemort fala quase que em tom profético, fazendo Hermione hesitar por um instante.

-Eu não acredito nisso, mas mesmo que ocorra, eu vou arriscar! –Hermione fala o pegando nos braços e aparatando com ele pra um local seguro.

-E então, já sabe que você não existe? Que você é uma grande e ridícula mentira? –Harry pergunta com um sorriso vitorioso, encarando Marcus, que já estava de pé, tirando a areia da roupa.

-Agora eu sei que você tem muito bom gosto pra mulheres, além de ser um corno! –Marcus retruca com um sorriso malicioso que faz o sangue de Harry ferver.

-Escuta bem seu imbecil, ela estava com o meu corpo, porque me ama! Se ela fez o sacrifício de se “submeter” a sua personalidade horrenda, foi pra te enfraquecer! –Harry fala tentando manter a razão.

-Enfraquecer? –Marcus fala rindo, sem se deixar abalar. –Ela apenas quis garantir que independente da personalidade que vença, ela poderá usufruir desse corpinho que eu deixei irresistível! –fala parecendo pensar bem friamente no assunto.

-Eu nem vou comentar sobre o que disse, tenho plena certeza do amor que ela sente por mim e do desprezo que sente por seres como você. Agora, já que você não vai sumir percebendo o quanto é inútil, vamos acabar com essa conversa idiota, porque com certeza Hermione deve estar sentindo minha falta. –Harry fala tirando o paletó que usava e dobrando as mangas da camisa social até o cotovelo.

-Tem razão quanto ao fato de termos que decidir logo isso, vou te provar que bruxos das trevas podem sobrepujar com facilidade um otário como você. –Marcus fala repetindo o gesto de Harry.

Sem dizer mais uma palavra, Harry partiu veloz e agressivamente contra Marcus, tentando golpeá-lo com um soco na altura do rosto, o qual Marcus defendeu e contra atacou. Em sessões rápidas de soco e chute, os dois se atingiam mutuamente, mas sempre em modo defensivo, evitando um dano muito grande.

Depois de dez minutos de troca de golpes rápidos e precisos, os dois se encontravam afastados cerca de dois metros, as respirações estavam um pouco ofegantes, mas os olhares determinados a vencer.
Com um movimento rápido, Harry ergueu a mão e sua varinha “apareceu”, já sendo usada pra lançar um feitiço contra Marcus, que com um movimento circular, também fez sua varinha negra aparecer e levantar uma parede com a areia, que bloqueou o feitiço.

-Então já cansou de brincar, Potter? –Marcus fala de modo desdenhoso, parecendo ainda mais certo da vitória.

-Não se sinta em vantagem, eu sei tudo o que você sabe e com certeza não teria ressalvas em usar qualquer feitiço contra você. –Harry responde deixando Marcus um pouco surpreso, mas este consegue não demonstrar.

Ambos ficaram em silêncio e se encararam tentando prever a próxima ação do outro, afinal em um duelo bruxo, todo cuidado era pouco e concentração era fundamental.
Com rápidos gestos, quase sincronizados, os dois lançam feitiços que se chocam no ar e produzem, por segundos, uma esfera de luz que logo se dissipa com uma luz forte, Marcus aproveita pra atacar, mas Harry estava atento e defende sem maiores problemas.

Hermione aparatou em Hogsmeade, no ponto mais próximo a Hogwarts que conseguiu, pois em caso de emergência, a escola se tornaria a sede da Ordem da Fênix e um ponto de resistência contra Marcus. No entanto, encontrou dezenas de zumbis no portão, tentando forçar a entrada, mas sendo repelidos pelos feitiços protetores do castelo.
Sendo impossível entrar por ali, Hermione rapidamente fez um feitiço que conjurou uma cadeira de rodas e depois prendeu Marcus a ela. Os zumbis, que a notaram assim que ela aparatou, já avançavam na direção dela e tentavam atacar a ela ou Harry, até que Hermione terminou de prendê-lo e pôde fazer um feitiço que formou uma parede de fogo entre ela e os zumbis, que depois de uns segundos passavam pela barreira parecendo não se importar com o fato de estarem pegando fogo.
Hermione aproveitou os segundos de vantagem e aparatou para o centro de Hogsmeade, usaria a passagem secreta que levava ao castelo e que usara diversas vezes na época em que estudava em Hogwarts.

“Mas que inferno é esse?” -Hermione pensa horrorizada ao ver o estado em que a cidade se encontrava.

As lojas ou estavam destruídas e queimadas, ou completamente saqueadas. Apesar de estar no inferno, Hermione pôde notar que o frio descomunal que sentia não era normal, conseguindo ver dezenas de dementadores por ali, provavelmente esperando anoitecer pra tentar atacar a escola. O mais preocupante, porém, foram os comensais e dois seres azuis, que supôs ser os demônios de que ouvira falar enquanto estava com Marcus, os quais notaram a presença dela e de Harry.

-Parece que hoje é nosso dia de sorte! –um comensal, que ela desconhecia, fala se aproximando devagar com uma garrafa de uísque de fogo na mão.

-Mesmo que estivesse sóbrio, não teria a mínima chance contra mim. –Hermione fala tentando parecer confiante e tranqüila, enquanto sua mente analisava todas as possíveis rotas de fuga que possuía.
“Se eu estivesse sozinha seria fácil, mas com Harry inconsciente é quase impossível!” -Hermione pensa começando a sentir o medo dominá-la, já que além de tudo ainda havia o efeito dos dementadores sobre si.

-Mas não sou eu quem vai lutar com você, eu só vou observar e depois me divertir quando você não puder mais lutar. –o comensal fala rindo e se afastando um pouco, pra que os dois demônios tivessem espaço pra agir. – Não a matem, nem a firam gravemente, quero só que a enfraqueçam. -ordena em uma língua diferente, que Hermione julgou ser uma linguagem própria dos demônios.

Afastando-se um pouco de Harry, para garantir a segurança dele, Hermione empunhou a varinha e analisou os gêmeos que se aproximavam lado a lado e em movimentos tão iguais, que os fazia parecer um só.

“Talvez eu só precise derrubar um, afinal não quero vencê-los, apenas preciso ganhar tempo.” -Hermione pensa conseguindo calcular onde outrora ficava a Dedos de Mel, loja onde havia uma passagem pra Hogwarts.

Pra surpresa da auror, tentáculos surgiram dos corpos dos adversários e se esticaram de modo a atacá-la como chibatas. Com agilidade, Hermione consegue desviar da primeira sessão de ataques saltando e rolando pra direita, distanciando-se ainda mais de Harry.

- Diffindo -ela traça uma linha amarela com a varinha, que corta os tentáculos, dando tempo pra que pudesse se levantar, antes que os tentáculos voltassem a se recompor. - Estupore -o feixe vermelho dispara em direção a um dos gêmeos, que ainda esperavam os tentáculos estarem inteiros pra voltar a atacar. –Maldição! –fala com um rosnado ao ver o feitiço ser “absorvido” pelo demônio, sem causar nenhum dano aparente.

Os tentáculos ganharam pontas afiadas e espinhos, o que aumentou bastante o nível de dificuldade pra Hermione, já que ela não poderia ser ferida, pois qualquer arranhão poderia passar a maldição a ela, tornando-a uma zumbi. Os ataques recomeçaram e de forma mais violenta, obrigando Hermione a se desviar e usar magia pra se defender.
Foi desviando para perto da floresta que Hermione teve a idéia de como imobilizá-los tempo suficiente pra contra atacar. Atraiu os tentáculos pra perto de uma árvore enorme e pesada, a qual derrubou no momento exato, fazendo os tentáculos ficarem presos sob seu pesado tronco. Os demônios guinchavam de dor, enquanto Hermione sorriu pronta pra atacá-los, no entanto teve de mudar a tática e rapidamente lançar seu patrono nos cincos dementadores que estavam perigosamente perto de Harry, o que deu tempo para os demônios recolherem seus tentáculos de volta ao corpo.
Hermione começou a correr até onde Harry estava, mas foi interceptada por um dos demônios que se esticou e atingiu-a com um soco, de modo a fazê-la cair entre os dois demônios. Sem que ela tivesse tempo de pensar em algo, os gêmeos começaram a atacá-la com socos e chutes velozes, os quais ela defendia com muita dificuldade, apesar dos movimentos sincrônicos deles denunciarem o ataque do gêmeo que estava às costas dela.

“Eu não posso continuar assim, não vou conseguir agüentar mais nem cinco minutos nesse ritmo.” -ela pensa desviando dos golpes mais graves e se deixando acertar pelos que ofereciam poucos danos, já que evitar ou defender todos era impossível. - “Eles se movimentam da mesma forma e com quase nenhuma diferença de tempo, o que me leva a crer que compartilhem a mente de alguma forma... se eu atacar um o outro ainda vai estar de pé e me atacará não dando tempo de eu fugir e ainda ficará furioso pelo outro... droga eu preciso confundi-los, mas como?!” -seu raciocínio começa a procurar por alguma solução, enquanto seu corpo reage quase que no automático aos golpes.

Talvez por estar pensando de forma tão concentrada, Hermione é atingida na cabeça por um chute e cai dois metros a frente, tendo a queda amortecida pela neve. Os demônios a observam e começam a se aproximar devagar, enquanto a morena aparentava estar zonza.

- Deixem-na, que agora eu cuido dela. -o comensal, que ficara observando tudo, ordena aos gêmeos, que param e observam a aproximação dele. –Agora é hora da nossa diversão auror! Você não tem idéia do quanto eu pensei nisso nos dois anos que passei em Azkaban por sua causa, Granger. –fala com um enorme sorriso satisfeito, enquanto deixa a garrafa de lado e tira o cinto, logo depois se ajoelhando ao lado dela.

Assim que ele a pega pelo ombro e vira, Hermione, que havia alcançado “sua” varinha, lança dois feitiços as costas dele, que chega a rir, dando um tapa na mão dela e a desarmando. Porém dois guinchos agudos e altos o fazem olhar pra trás, onde vê que um dos gêmeos estava preso em uma redoma de fogo e o outro em uma de gelo.

-Pra quem já me conhecia, você não acha que me subestimou? –Hermione fala com um sorriso vitorioso, chamando a atenção do comensal, que não tem tempo de reagir ao golpe que Hermione dá, enfiando a mão no pescoço do comensal e arrancando parte dele ao retirar a mão. –É uma pena que não tenha podido te prender de novo. –fala ao jogá-lo pro lado e se levantar rapidamente, após pegar a varinha.

Outros comensais que haviam visto tudo de longe e os dementadores, correm em direção a ela, que alcança a cadeira de rodas e começa a empurrar rapidamente, tirando uma força que nem sabia que tinha pra tentar chegar à passagem.

Os comensais lançavam feitiços nela, aos quais desviava ou bloqueava com feitiços escudos. Notou que os feitiços nunca eram fortes o suficiente pra atingir a área que ela estava e que também nenhum tentou lançar a maldição da morte nela, concluindo que Voldemort deveria ter dado ordens para matá-la, mas não ferirem Harry, afinal se Marcus morresse, os demônios morreriam junto e todos os planos dele seriam arruinados.

Com bastante esforço, Hermione conseguiu se aproximar dos escombros e lançou um feitiço que “varreu” a maior parte pra longe. Depois novamente fez outro feitiço que transformou aqueles restos que bloqueavam a passagem em uma sólida parede, que bloqueava os feitiços dos comensais.
Levitou a cadeira de rodas pra dentro da passagem e depois entrou, empurrando a cadeira quatro metros antes de provocar uma explosão que fechou a passagem, evitando que fosse seguida.

“Conseguimos, meu amor, agora vamos chegar a Hogwarts e tudo vai ficar bem, vamos descobrir um jeito de te ajudar e acabaremos com essa maldita guerra de uma vez por todas!” -Hermione pensa mais aliviada, enquanto corre com ele pelo túnel.


Harry e Marcus ainda travavam o duelo mágico, que não era nada fácil já que ambos tinham o mesmo nível de conhecimento e de poder. Ainda não haviam conseguido sequer atingir um ao outro, quando Harry notou que Marcus baixara a guarda, era o momento perfeito pra agir.

Quando Marcus lançou um feitiço que formou uma esfera roxa e se aproximou rapidamente, Harry usou um contra-feitiço fraco apenas pra fazê-la explodir e se jogou para o lado, tendo a chance de lançar outro feitiço durante a queda, do qual Marcus não conseguiu se defender e acabou sendo atingido no ombro esquerdo, que fez um crack, indicando que a clavícula havia quebrado. Mas para a surpresa de ambos, não só Marcus, como também Harry gritaram de dor, levando a mão ao ombro esquerdo.

-Ora, ora, mas que fator interessante acabamos de descobrir! –Marcus fala apertando o local machucado e vendo Harry fazer uma careta, como se o ombro machucado e pressionado fosse dele. –Eu havia suspeitado durante o nosso combate físico, mas até agora não tinha certeza. –fala ignorando a dor, apesar de permanecer ajoelhado no chão, ofegante e com a mão sobre o ferimento.

-É, parece que como em teoria somos um, somos obrigados a sentir a dor do outro, apesar de meu braço não estar quebrado. –Harry fala demonstrando mais fragilidade a dor que Marcus, já que permanecia na mesma posição que o oponente ferido.

-Então isso significa que se um de nós matar o outro, também iremos morrer como “ato reflexo”, isso é muito interessante não acha? –Marcus fala em tom desdenhoso, como se estivesse prestes a saborear uma vitória.

-Não ache que eu vou aceitar dividir o corpo com você como fazíamos antes. Lógico que a perspectiva de morrer junto com você não me agrada, mas ter que conviver com você é uma idéia ainda mais repugnante! –Harry fala se levantando e ficando em posição de combate.

-Se é assim que você quer, assim será. –Marcus fala desgostoso com a idéia, mas curando o ferimento rapidamente antes de voltar a empunhar a varinha em posição de combate. –Se é pra morrer, que pelo menos seja após um belo combate!

Novamente uma intensa troca de raios coloridos se inicia, agora muito mais tensa, pois ambos sabiam todo mal que fizessem voltaria pra eles.


Hermione saiu pela passagem, já nos corredores de Hogwarts, que nunca lhe pareceram tão sombrios e sem vida antes. Sem demoras, dirigiu-se a enfermaria, onde esperava conseguir os devidos cuidados para Harry, que precisava de roupas secas e possivelmente algum medicamento. No caminho encontrou algumas pessoas que pareciam sem esperanças, mas ao verem Harry e Hermione ganhavam um ar diferente, umas chegavam até a esboçar um sorriso, era essa reação que fazia Hermione se sentir melhor e ganhar mais forças pra seguir em frente.

Quando chegou ao sexto andar, em uma sala que lhe indicaram ficar a nova enfermaria, Hermione entregou Harry aos medi-bruxos que estavam ali e se deitou em uma maca ao lado da dele, pra que pudesse observá-lo enquanto ela mesma era examinada e medicada.

-Hermione! Mal acreditamos quando nos disseram que estava aqui! –Rony fala animado ao ver a amiga, tinha um belo sorriso e vinha acompanhado por Draco e Minerva.

-Achávamos que havia sido capturada pelos comensais e que a essa hora devia estar morta. –Draco fala com um discreto sorriso, demonstrando que também estava feliz por vê-la.

-Mas eu fui capturada pelos comensais, ou melhor, me encontrei com Marcus na noite de ano novo e ele me levou para as masmorras do esconderijo dele, numa tentativa de descobrir onde Harry estava. –ao ouvi-la, os três a olham espantados, enquanto os medi-bruxos pareciam interessado em escutar o resto.

-Vocês, por favor, nos dêem licença. Não se preocupem que nós mesmos cuidamos do Harry. –Minerva fala pros medi-bruxos que assentem e saem de perto, enquanto Rony ia cuidar do amigo.

-Nos primeiros dias fui mantida prisioneira e torturada de modo cruel e frio pelo próprio Marcus. –essa afirmação surpreendeu a todos, principalmente Rony.

-Ele teve coragem de te machucar? –fala olhando para o corpo inconsciente com raiva.

-Isso não importa. –Hermione tenta amenizar, mas não diminui a indignação de Rony.

-Como não importa? O que ele fez com você? –pergunta de forma direta, se afastando um passo da cama onde Harry estava.

-Já disse que não importa, eu consegui fugir com a ajuda de um comensal que teve pena de mim. –com essa observação todos ficam ainda mais perturbados. –Eu matei o guarda que estava no lado de fora das masmorras e peguei a varinha dele, então consegui ler a mente de outro, descobrindo o caminho do quarto de Marcus. Eu cheguei lá sem maiores problemas ou deixar que descobrissem que eu havia fugido, era meio da madrugada e ele dormia. –ela faz uma pausa onde desvia os olhos, visivelmente envergonhada. –Eu estava com a minha varinha apontada pra ele e poderia ter tentado matá-lo, mas eu não consegui, eu o amo demais pra isso. –ela fala começando a chorar, ciente de que havia sido covarde.

-O que aconteceu afinal? Você baixou a varinha e se deixou aprisionar de novo? –Draco pergunta não escondendo a decepção.

-Eu pus minha varinha de lado e... e o beijei, ele correspondeu e... enfim, não voltei pras masmorras. –ela fala depois de uma pausa pra tomar coragem, estava corada e sabia que os outros a olhavam, apesar de não tirar os olhos das mãos.

-Você virou amante daquele assassino? Do cara que matou seus pais! –Rony fala perdendo o controle e ficando feliz por Minerva ter posto um feitiço nas cortinas que impossibilitava os outros de os ouvirem.

-Esse cara deve mesmo ser muito bom de cama pra você não agüentar ficar vestida perto dele! –Draco esbraveja também furioso. –Não dá pra acreditar que enquanto demônios e zumbis matavam as pessoas e destruíam o país, você estava curtindo uma de amante do cara mau!

-Contenham-se! –Minerva fala calando os dois, apesar de também não estar conformada com a atitude de Hermione, a quem sempre julgou ser sensata e responsável.

-Eu sei que eu fui fraca, mas também não estava lá me lixando pro mundo! Eu além de “distraí-lo” dos planos dele, estava procurando um meio de derrotar os demônios e principalmente enfraquecer a mente de Marcus. –Hermione fala tentando se recompor.

-Enfraquecer a mente dele? –Minerva pergunta interessada. –Você quer dizer, tentar trazer o Harry de volta?

-Sim, Harry estava preso na forte mente de Marcus, que por estar feliz com o sucesso de seus planos, por não sofrer remorso ou sequer ter dúvidas sobre seus objetivos, jamais daria espaço pra Harry voltar, nem que por um minuto.

-Mas então como você enfraqueceu ele? Porque acredito que o Potter tenha sido aprisionado depois de ficar com a consciência pesada pelos atos de Marcus, devia estar muito mais fraco. –Draco fala pensativo.

-Sim, eu não poderia fazê-lo se sentir culpado, mas poderia amá-lo tanto e tão intensamente que o fizesse duvidar de seus objetivos e metas... não estou falando de sexo. –Hermione começa e, ao ver o olhar de Draco, rapidamente esclarece as coisas.

-Você acha que há chances reais do Harry tomar o controle? –Minerva pergunta objetivamente.

-Sim. –fala confiante. –Antes de vir pra cá, Marcus estava batendo de frente com o pai, não conseguiu me matar, na verdade as opiniões dele sobre os nascidos trouxas estavam mudando tanto, que ele exigia que todos me tratassem com respeito e proibiu que me chamassem de sangue-ruim. –essa informação deixou todos mais otimistas.

-E será que podemos fazer algo pra ajudar? –Rony pergunta voltando a cuidar do corpo inconsciente.

-Não, apenas temos que manter o corpo vivo. –Minerva fala seriamente, Hermione apenas assente.

Cerca de uma hora mais tarde, Hermione fazia um lanche com alguns membros da ordem, quando um barulho ensurdecedor veio do jardim na parte da frente do castelo. Logo algumas pessoas chegaram correndo apavoradas, dizendo que haviam explodido o portão.

Ao correrem até a janela mais próxima, viram que zumbis invadiam os jardins, dementadores já se espalhavam na direção das torres, e os comensais vinham logo atrás dos demônios gêmeos.

-Parece que essa noite a guerra se decide. –Draco fala friamente, como se previsse que o fim estava próximo.

-Vamos montar as defesas, só os que tem experiência de batalha e estiverem bem vão pra fora, os demais fazem resistência aqui, quero bruxos em todas as janelas, lançando feitiços como loucos pra explodir os zumbis, retardar os demônios e lançar patronos nos dementadores. –Tonks coordena no posto de diretora do departamento de aurores e chefe das operações de campo da Ordem da Fênix.

Snape, Draco, Tonks, Lupin, Rony, Fred, Jorge, Gui, Hermione, Fleur, mais cinco membros da ordem, se encaminharam pros jardins. A desvantagem era de três pra um pros comensais, os zumbis passavam de cem, mas alguns feitiços já atingiam os gramados, provocando algumas explosões que faziam membros e o sangue gosmento voar por toda parte.

-Lucius! Achei que não te veria tão cedo! –Hermione o provoca, falando em tom superior.

-Cale-se sua... –antes que ele falasse mais alguma coisa, Hermione faz um rápido movimento que provoca um corte em Malfoy, dando início a batalha.

Depois de um movimento esquivo pra esquerda, Harry levanta seu punho direito e usa o peso de seu corpo pra desferir uma direita certeira no peito de Marcus, fazendo uma luz azulada aparecer no ponto de impacto. Marcus apenas fora arremessado pro mar revolto à frente de Harry, que via o adversário caindo atrás de onde as ondas se formavam.

“Eu não posso continuar nesse ritmo!” -Harry pensa sentindo o coração bater muito devagar e uma grande falta de ar, talvez houvesse conseguido quebrar ou ao menos fissurar os ossos da caixa torácica de Marcus. - “O desgraçado é muito bom, muito resistente e algo me diz que não temos muito tempo... preciso acabar logo com isso.” –pensa respirando fundo e se erguendo, vendo a figura de Marcus surgir de uma explosão de água e cair em pé a sua frente, apesar de não conseguir esconder o cansaço, ainda demonstrava grande poder.

-Potter, como pode ver não há escapatória. Eu recebi todos os seus danos e você os meus! Não há como um de nós sobreviver sem o outro! –Marcus tenta acabar com aquela briga sem sentido, seria muito mais interessante que os dois convivessem.

-Eu sei e já disse que não me importo! Vou carregar você para o inferno pessoalmente! –Harry fala determinado, se havia um jeito de ter vantagem naquela luta, era a vontade que ele tinha de vencer.

-Não seja tolo! Se fizer isso nunca mais vai poder ver nossa morena! Nunca mais vai poder tocá-la, ver seu sorriso...

- Minha ! Hermione sempre foi e sempre será minha! –fala furioso, seus olhos ganhando um tom de verde bem escuro, as lembranças de Hermione com Marcus fazendo seu sangue ferver de ódio.

-Se você me matar, ou melhor, nos matar, vai entregá-la de bandeja para o primeiro que aparecer e ela não será de nenhum de nós! –Marcus apela pros sentimentos de Harry, sabia que haviam chegado a um momento crítico.

-Desista Marcus, eu jamais cederei aos seus argumentos, porque tenho plena certeza de que você não pode sobreviver! –Harry fala mostrando uma determinação crescente em seu peito, sentindo suas forças voltarem e usando-as para se lançar contra o oponente.

Uma luta brutal se iniciou, ambos não usando magia para poder poupar suas forças e, portanto, golpeando-se como boxeadores sem medo. Nenhum deles se preocupava em se defender já que ao acertarem o outro sentiriam o golpe, apenas se fixaram o mais firme possível na areia, usando de suas forças pra não mover seus pés nem um centímetro que fosse.
O punho direito de Harry buscando a face de Marcus, enquanto o esquerdo atingia o corpo na região das costelas como se tentasse afetar a movimentação do adversário. Marcus já preferia golpear apenas o corpo de Harry, queria tentar paralisá-lo, assim com os dois imóveis, ele poderia tentar convence-lo ou em último caso, subjugar a consciência de Harry, bastava deixa-lo exausto e poupar algumas forças pra si.

Cerca de quinze minutos depois Marcus tinha a face esquerda coberta com o sangue que escorria abundantemente pelo corte no supercílio, a região das costelas no lado direito estava crítica, as duas inferiores já haviam se partido totalmente, o restante do corpo também estava muito dolorido, tudo por conseqüência dos golpes de Harry, mas em compensação sentia que seus golpes no corpo de Harry o haviam debilitado muito, tinha certeza de que ele perdera o controle sobre suas pernas, que naquele instante estavam paralisadas, o peso dos socos dele também estava bem menor, com certeza havia perdido 70% de sua potência.

“Mal sinto meu corpo, já não posso mais agüentar essa disputa, tenho que terminar logo com isso.” -Harry pensa já sentindo muita dificuldade em se manter em pé.

Então, numa movimentação simples, Harry faz uma finta com o punho esquerdo, que força Marcus a se desviar para o lado oposto, o que o posiciona perfeitamente para receber o gancho potente e de curta distância que Harry lhe desfere com a direita, usando toda a força que ainda possuía em seu corpo e concentrando-a em seu golpe.

Marcus sente-se jogado pra trás, na queda sentia seu cérebro chacoalhar em sua cabeça, seus membros já não respondiam a nenhum comando, mal pôde sentir quando tocou com violência o solo arenoso, rolando algumas vezes na areia que lhe arranhava o corpo, antes de parar com a face para cima, os olhos focando com dificuldade o pôr-do-sol.

“Acabou... Não há mais nada que eu possa fazer, a não ser esperar pela inexistência ou pela volta triunfal, afinal ele também deve estar como eu, então ainda haverá uma chance de eu acordar em meu corpo, recobrar o controle sobre tudo, já que eu sou mais forte mentalmente...” -Marcus pensa esgotado, os tons de laranja se confundindo conforme sua consciência diminuía, a ponto e não conseguir terminar o raciocínio antes de adormecer.

“Consegui... eu o derrubei.” -Harry pensa tentando sorrir, mas não conseguindo. Havia caído de cara na areia e usara suas últimas forças pra levantar a cabeça a ponto de observar Marcus caído e imóvel. - “Ele deve estar inconsciente agora, completamente indefeso...” -pensa sentindo a visão ficar turva e o raciocínio falhar um pouco, seu corpo pedia, implorava por descanso, apenas algumas horinhas de sono e estaria recuperado, pronto para outra. - “Não! Eu não posso dormir, ainda não terminou... preciso matá-lo.” –Harry se força a ficar acordado, tentando arrumar só mais um pouco de força para cruzar os dois metros que os separavam. - “Só mais um pouco, apenas mais alguns minutos e eu poderei descansar em paz.” -após esse pensamento, Harry se concentrou em mover um dedo da mão, depois tentou mover as duas mãos, só precisaria se arrastar até Marcus, só precisaria chegar até ele e tudo acabaria.


Hermione estava enojada, pra onde olhava via morte e destruição, os zumbis forçavam os portões de Hogwarts, os comensais duelavam com os membros da ordem, os dementadores eram afastados com fracos patronos, mas logo depois voltavam como se nada houvesse acontecido. Ao olhar ao redor, viu que estava perto dos vestiários de quadribol e sorriu, uma idéia muito promissora viera a sua mente e seria a chance perfeita, só precisaria de um pouco de sorte.

Correu conjurando um feitiço escudo a suas costas e desviando de alguns zumbis até chegar ao vestiário, depois foi ao local onde as bolas e as vassouras da escola eram guardadas, pegando uma das vassouras e montando rapidamente. Havia um bom tempo que não fazia isso, mas era como andar de bicicleta, então desviou com alguma dificuldade dos armários e logo saiu nos jardins, onde parou a três metros de altura. Olhou atentamente o chão, onde alguns zumbis devoravam um comensal ou um de seus colegas, até que viu um corpo que parecia perfeito.

- Reducto -um feixe vermelho se dirigiu até os zumbis e atingiu um deles em cheio, fazendo-o explodir e afastar os outros, que ficaram atrapalhados com as partes do corpo e o sangue gosmento do que explodira. –Desculpe Karl, mas eu preciso fazer isso. –Hermione mergulhara e pegara dois braços ensangüentados do ex-auror, levando-os consigo até os portões da escola, pois enquanto houvesse resistência lá dentro, ainda haveria esperança.

Voando rapidamente e usando muito mais perícia do que tinha, chegou ao portão desviando de dementadores e feitiços inimigos. Ao chegar ao local, começou a voar em círculos, usando o sangue que pingava dos braços para fazer um desenho no portão.
Este desenho consistia em um círculo que usava quase toda a área do portão, dentro deste um triângulo perfeito e no centro deste e do círculo um olho, só que em sentido vertical. Em cada um dos lados do triângulo um símbolo muito parecido com as escritas orientais.
Iniciando uma prece em uma língua estranha, mas de tonalidade sombria, Hermione começou a circundar o castelo, repetindo o mesmo símbolo nas paredes, até voltar a ficar de frente pro portão, onde soltou os braços que havia pegado emprestado, o que chamou a atenção dos zumbis, abrindo um pouco de espaço na frente do portão, espaço este que ela usou para se aproximar, fazendo um corte na palma de sua mão, antes limpa com um feitiço. Ignorando a chance de ser ferida ou mordida por um zumbi, pois sentia que era sua obrigação proteger a todos ali, já que não fora capaz de matar Marcus, apesar de ser capaz de se sacrificar por todas as pessoas que estavam abrigadas ali, dentre elas Harry. Ainda pensando em Harry, Hermione colocou sua mão cortada no centro do olho e proferiu as últimas palavras.

Zuiver -uma luz branca muito forte se formou em volta do castelo e se reuniu no círculo do portão, de onde saiu em forma espiralada, como um potente feixe de luz.

A luz passava sem ferir ou fazer qualquer coisa com os que duelavam para proteger o castelo, mas quando passava pelos zumbis e dementadores, criava uma força de compressão muito forte sobre eles, que explodiam criando uma grande mistura de sangue arroxeado e gosmento dos zumbis, com o vermelho e ralo dos dementadores. Já os comensais atingidos sentiam toda sua força e magia serem sugados e caiam inconscientes no gramado lavado de sangue.

Depois de cinco minutos, a luz se dissipou e Hermione caiu inconsciente no chão. Por todo jardim os “mocinhos” respiravam ofegantes e comemoravam o término de mais uma batalha. No castelo as pessoas gritavam e pulavam de alegria, que estava no jardim, próximo ao castelo, podia sentir o chão tremer levemente.
Rony fora o único que percebera um brilho dourado vir de uma das janelas superiores e depois o corpo de Hermione, caído no chão em meio aos restos de zumbis.


Harry finalmente chegara ao corpo de Marcus, que como imaginara estava inconsciente. Com bastante dificuldade de pôs de joelhos e levou uma das mãos ao bolso da calça de Marcus, retirando a varinha negra do inimigo, transformando-a na bela adaga que o mesmo usara contra Hermione.

-Acabou, você finalmente vai pagar por tudo o que fez! –Harry murmura com dificuldade, enquanto direciona a ponta da adaga para o coração de Marcus, a cravando lentamente no peito do inimigo.

Sentiu a dor de sua carne rasgando e seu peito se abrindo, era incrível que pudesse até sentir a lâmina fria penetrando seu corpo até chegar a seu coração. Uma dor aguda preencheu seu peito, sentiu falta de ar e uma sensação semelhante à de se afogar.

“Desculpe por não ter podido cumprir as promessas que te fiz, Hermione, mas eu precisei fazer isto... por você meu amor.” -o rosto dela sorrindo no natal ao receber seu presente veio a sua mente, fora a última imagem que vira.


Seis meses depois, Draco e Gina estavam em um elegante restaurante saboreando uma bela torta de chocolate e cereja. Tudo parecia normal, a sua volta diversas pessoas trouxas seguiam normalmente suas vidas, como se nada houvesse acontecido.

-Isso tudo é tão irreal! –Gina fala olhando discretamente ao redor.

-Eu sei o que quer dizer, também não consigo me acostumar a essa tranqüilidade, meus sentidos ainda estão alerta como se algo pudesse acontecer a qualquer momento. –Draco fala de modo compreensivo.

-Como eles conseguem? Os trouxas estão levando suas vidas normalmente, mesmo tendo perdido tantas pessoas, foram milhões de mortos. –Gina fala quase que frustrada, pois a dor da perda ainda estava muito presente nela, que havia perdido muitos amigos e um dos irmãos, Carlinhos fora morto na última batalha pela defesa de Hogwarts.

-Talvez porque a explicação que arranjaram para eles tenha os deixado aliviados, com a certeza de que nunca mais aconteceria algo similar, no entanto, todos os bruxos sabem que as coisas não são tão simples. Para nós que sabemos de tudo, que vimos famílias inteiras serem dizimadas, que perdemos pessoas queridas, tudo é mais difícil, porque mesmo sabendo que é muito difícil haver outro bruxo tão poderoso e cruel como Marcus, não é impossível. Por experiência própria sabemos que daqui a cinqüenta anos ou um pouco mais pode aparecer outro Voldemort e isso nos assusta.

-O importante é que desta vez todos estão determinados a não só reconstruir o que foi destruído pela guerra, mas também a não deixar isto acontecer novamente. Tenho certeza de que se aparecer algum outro bruxo das trevas com sede de poder e sangue, todos estaremos preparados para pegá-lo antes que algo sequer parecido com o que houve, volte a acontecer. –Gina fala com esperança de um futuro melhor e com pessoas mais conscientes.

-De todo modo, não foi para falar sobre isso que te chamei aqui, não quero falar mais de assuntos tristes. –Draco fala segurando uma das mãos dela e sorrindo charmosamente para a namorada.

-Então, pra que o senhor me chamou aqui essa noite? –Gina pergunta curiosa e com um sorriso maroto.

-Porque quero lhe fazer uma pergunta muito importante. –fala pegando algo no bolso interno do paletó e depois depositando uma caixinha negra na mesa. –Quer casar comigo, Ginevra Molly Weasley? –pergunta escondendo o nervosismo com um sorriso sedutor, ao mesmo tempo em que olhava a expressão do rosto dela que olhava do rosto dele para o belíssimo anel que havia dentro da caixinha, agora aberta.

-Isso é sério? –pergunta ainda sem conseguir acreditar no que ouvira. Draco apenas acena que sim com a cabeça, ao que Gina rapidamente se levanta e se atira nos braços, do agora noivo, beijando-o com todo amor que sentia por ele.


No dia seguinte pela manhã, Hermione entra em um quarto do St. Mungus, onde um rapaz moreno e com uma cicatriz em forma de raio na testa estava adormecido.

-Bom dia, meu amor. –fala ao se sentar ao lado dele e depois lhe dando um rápido selinho. –Hoje eu vim lhe contar duas novidades. A primeira e mais inacreditável é que Draco pediu a mão de Gina em casamento ontem! Ela estava eufórica quando me contou hoje cedo e já começou a pensar na festa e na data. –fala com um discreto sorriso, mas muito feliz pela amiga. Sua mão acariciava lentamente os cabelos negros e rebeldes do rapaz. –A outra novidade é que antes de vir pra cá eu fui ao médico e ele me disse que como eu havia dito, será um menino! Como eu te prometi, vou dar seu nome a ele, Harry. –Hermione fala emocionada, deixando algumas lágrimas rolarem por sua face, enquanto colocava a mão de Harry sobre seu ventre já bem visível.
Dessa vez eu consegui, eu cuidei do nosso filho, você pode senti-lo se mexer? –pergunta mesmo sabendo que ele não responderia e que provavelmente não estava sentindo nada. –Eu só queria que você acordasse, nem que fosse por uns minutos quando ele nascesse, só para ver se ele será mais parecido com você ou comigo, para que ele pudesse ver ao menos uma vez o sorriso do pai e que pela última vez eu pudesse lhe beijar e ouvir você me dizer que me ama. –Hermione fala se deixando vencer pelas lágrimas e chorando compulsivamente, como sempre fazia quando ia vê-lo, desde que acordara há três meses e soubera que o corpo dele havia sido mantido vivo após uma parada cardíaca, mas que ele não mostrava nem um sinal de consciência e que talvez nunca fosse acordar.

N/A: Oi, demorei mais do que pretendia, mas é o último capítulo da fic então sempre dá uma dorzinha ao escrever.

N/A²: Espero que tenham gostado do capítulo, sei que poderia ter tido mais ação, mas não consegui escrever mais ação sem deixar a leitura cansativa.

N/A³: Antes que me matem haverá um epílogo algum dia, talvez nos próximos meses. No entanto, qualquer dúvida ou curiosidade é só perguntar que eu responderei como um comentário.

Próxima atualização: Portões do Inferno e Harmonia.

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