FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

18. Lua de Sangue


Fic: O Sucessor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Já passava um pouco de meia noite, as pessoas comemoravam alegres o ano que chegara e, depois do show de fogos, começaram a festejar pelas ruas, boates ou festas particulares. No entanto, os membros da Ordem da Fênix andavam vigilantes pelas ruas da capital, procuravam qualquer sinal de Marcus, comensais ou qualquer outra ameaça, além de secretamente, terem a expectativa de encontrar Harry e arranjar um jeito de “curá-lo”.

Foi exatamente no centro de Londres que Marcus apareceu com um grande grupo de comensais e os cinco demônios que invocara.

-Que, neste ano que se inicia, meu reino comece a ser erguido das trevas! –Marcus brada aos seguidores e depois ergue uma das mãos, da qual sai um raio vermelho que atinge uma grande nuvem negra, depois espalhando raios vermelhos pelas outras, até que a lua cheia ganha uma coloração vermelha, as nuvens ficam roxas e tempestuosas, despejando cargas elétricas no céu e às vezes fazendo raios atingirem alguns prédios. –Partam e aumentem meu exército! –Marcus ordena e quatro grupos saem, sendo três deles com um demônio e o quarto com os demônios gêmeos.

Marcus fica no centro da praça e os grupos saem ao seu norte, sul, oeste e leste. Depois de os verem ser ocultos pela noite, Marcus vai calmamente até um banco, onde se senta de frente a uma fonte, observando o reflexo do luar vermelho nas águas.

Não foram necessários nem dez minutos pra que o som de explosões e gritos chegasse aos ouvidos de Marcus, sirenes foram ouvidas ao longe e faíscas vermelhas surgiram no céu, mas tinha certeza de que não eram fogos trouxas e sim pedidos de ajuda de bruxos atacados.

Rony estava andando com mais quatro bruxos por uma região agitada de Londres, mas não havia visto nada além de jovens arruaceiros e ligeiramente embriagados, que queriam começar o ano arranjando confusão.

-A maior agitação que tivemos foi ao separar uma briga de dois caras quase bêbados. Não sei por que não voltamos pra casa pra comemorar o ano novo como todo mundo! –fala um rapaz jovem que aparentava ter cerca de 25 anos.

-Porque algo pode acontecer nessa madrugada e precisamos estar prontos. –um homem mais velho, lá pelos 40 anos fala em tom sério, enquanto observava uma casa trouxa, que estava festejando o ano novo e por isso tinha muito movimento.

-Olhem a lua! –a única mulher do grupo, também jovem, fala apontando o céu.

-Eu acho que nossos problemas acabaram de começar! –Rony fala ao observar a lua de sangue. –Todos em alerta, não só podemos ser atacados como também podemos ter que ir dar apoio a outro grupo!

Mal Rony acabou de falar, eles sentiram uma energia maligna se aproximar e logo depois uma explosão aconteceu do lado oposto da casa, onde estava havendo uma grande festa. As pessoas começaram a correr enlouquecidas pra rua, algumas caíam e eram pisoteadas pelas mulheres histéricas e pelos homens que pareciam ter ficado sóbrios repentinamente, ainda havia alguns com roupas rasgadas e alguns filetes de sangue, como se houvessem sido atingidos pela explosão.
Eles ainda se olhavam como se procurassem algum comensal, quando viram uma figura assustadora sair da casa, parecia um pequeno trasgo com chifres, além de ter garras muito perigosas. O ser rugia ferozmente e, pra surpresa dos bruxos da ordem, com um movimento simples e aparentemente sem força, rasgou uma pessoa ao meio espirrando sangue pra todo lado.

-Peguem aquela coisa! –Rony fala e desperta os bruxos, que se precipitam até o meio da rua, quando os comensais os impedem de seguir.

-Não se apressem! –um dos comensais fala se adiantando. –Nos divirtam antes de morrer. –fala com um sorriso, sádico, dando inicio a uma intensa troca de feitiços entre os dois lados.

Enquanto os bruxos duelavam, as pessoas tentavam fugir do ágil demônio, que retalhava com facilidade os homens e mulheres por quem passava, às vezes ele também usava seus chifres e até seus dentes. Os membros da ordem ouviam os gritos horrorizados e transformavam aquilo em ódio ao ouvir as risadas de divertimento dos comensais. A própria pilha de corpos largados no chão ou o sangue que manchava a rua de vermelho lhes dava ainda mais força pra lutar e já possuíam até certa vantagem, quando algo extremamente bizarro começou a acontecer. Os corpos começaram a ganhar movimento, se levantando a seguir, suas peles estavam extremamente pálidas, os olhos sem foco e esbranquiçados, o sangue parara de escapar de seus ferimentos e suas vozes eram apenas um lamento de agonia.

-Os mortos estão voltando a vida? –o rapaz fala aos demais membros da ordem, ainda chocado demais pra acreditar.

-Céus... destruam aquele demônio! –o homem mais velho fala assustado, mas rapidamente entendendo o plano inimigo.

-Segurem os comensais. –Rony fala e se afasta deles em direção do demônio, sem que os comensais, já parcialmente derrotados, possam impedir.

Os morto-vivos se puseram em seu caminho, pareciam querer atacá-lo com suas unhas e dentes. Então, se lembrando dos inferis, Rony lançou uma grande bola de fogo na direção deles, que começaram a se debater com o fogo, mas continuando a caminhar até ele como se aquilo não os incomodasse realmente.

-Não são inferis, não têm medo do fogo. –conclui abismado, tentando pensar em algo pra segurá-los, quando um grito desesperado chama sua atenção. - Reducto -Rony lança o primeiro feitiço explosivo que vem a sua mente e corre em direção ao demônio que acabara de matar mais uma mulher.

O demônio se vira pra Rony e sorri como se achasse um bruxo mais apetitoso que um trouxa. De suas mãos, presas e chifres pingavam sangue e seu dorso também estava manchado com o mesmo líquido viscoso, apesar de ter marcas de dedos, que indicavam que a mulher tentara arranhá-lo ou apenas resistir ao ataque do monstro.

- Estupore -Rony bradou e um raio vermelho atingiu o demônio no peito, mas este apenas sorriu diante do ataque, como se aquilo houvesse feito cócegas nele. –Droga! Será que é como um dragão... –Rony não pôde completar o raciocínio, pois teve que desviar das garras do inimigo, que por pouco não lhe acertaram.

O demônio investiu mais violentamente contra Rony, que percebeu ser mais fácil desviar dele que de balaços nos jogos da seleção, então, mais confiante, começou a lançar diversos feitiços no adversário. Tentou lembrar de cada feitiço que Carlinhos havia mencionado, feitiços de extinção, de estuporamento, feitiços pra acalmar... enfim, já havia tentado mais de cinqüenta feitiços, enquanto seus companheiros tentavam conter os morto-vivos, depois de prender os comensais.

-É minha única alternativa! O único feitiço pra qual não existe defesa. –Rony fala se arrastando no chão devagar e pegando sua varinha, que lhe escapara quando desviou de uma moto lançada pelo demônio. - Avada Kedavra -brada firmemente e o demônio é atirado a quase dois metros pelo raio verde antes de cair imóvel no chão. –Consegui... –sussurra ainda incrédulo. –Eu matei aquele desgraçado! –Vibra como se houvesse defendido o gol mais difícil de todos na final da Copa Mundial de Quadribol.

-Então vem ajudar a gente! –um dos seus companheiros fala em meio a montes de zumbis chamuscados, que teimavam em não morrer, pareciam famintos e os tinham como seu jantar.

Rony correu até eles e lançou um potente feitiço explosivo na região onde a maioria estava, fazendo os membros dos mortos se espalharem por toda a rua e uma secreção quase negra e pastosa tomou o chão, além de sujá-lo bastante. No entanto, as parte, por menores que fossem, se procuravam e se uniam até formar o corpo novamente, e, se antes uma mão ou cabeça encontrasse alguém vivo, o atacava.

-Mas que diabos é isso? –Rony pergunta aos outros, que assim como ele, estavam cansados e ofegantes.

-Não sabemos, mas eles não querem morrer! –a mulher fala sem saber como definir aquela situação completamente fora do normal, mesmo pra um filme de terror.

-E eles não são os únicos! –outro membro fala apontando o demônio, que agora recomeçava a se mover.

O demônio se movia vagarosamente, mas logo se ergueu, os olhos negros pareciam faiscar de ódio e de sua boca saiu um urro tão assustador, que fez todos tremerem e empalidecerem. Rony pensou em dizer algo, talvez uma combinação de avadas realmente matasse aquela criatura, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, o demônio já arremessava um carro na direção deles. Pra piorar, ele estava correndo e se movendo muito mais rápido que antes, talvez por estar realmente furioso.

-Aparatem pro Ministério com os comensais! Recuar! –Rony grita pros outros que não precisam ouvir uma segunda vez, começam a correr na direção dos prisioneiros e a aparatar, alguns estavam feridos pelos comensais ou até pelos morto-vivos e precisavam de cuidados médicos.


Draco e Gina estavam monitorando as ruas com mais alguns membros. A parte a eles incumbida, era a de uma área cheia de boates, onde haveria várias festas, ou seja, estava lotada, mas até então tudo parecia absolutamente normal.

-Bem que a gente poderia dar uma monitoradinha lá dentro, não? –Gina fala olhando as boates cheias e ouvindo as músicas altas e animadas que vinham das festas.

-Não se preocupe que depois dessa chatice de ronda, eu preparo uma festinha especial pra nós dois! –Draco sussurra maliciosamente no ouvido dela, após a abraçar.

-Hum, isso está começando a ficar interessante. –fala se virando pra ele e o abraçando, os outros ignorando o casal e atentos a rua. –Eu estava mesmo precisando de algo pra me animar, as coisas andam tão... deprimentes. –fala se lembrando de Hermione e de Harry.

-Esse é o efeito Potter! –fala com um sorrisinho entediado e a puxando mais pra si. –Mas não se preocupe, que assim que o Sol nascer, vou fazer você esquecer que existe qualquer outra coisa além de nós, seu mundo será o meu quarto! –fala sedutoramente.

-Espero, pro bem de sua saúde, que essa não seja uma daquelas promessas de ano novo! –fala com um sorriso enigmático, que logo desaparece no beijo apaixonado que Draco inicia.

-Mas que péssimo jeito de começar o ano! Ver o filho que criei com tanto cuidado e tanta firmeza se atracando com uma Weasley imunda! –Lucio Malfoy fala de trás deles, ao ver a cena do filho agarrado à namorada no meio da rua.

-Estava demorando pra alguém estragar minha noite. –Draco fala deixando o ressentimento transparecer em sua voz. –Mas a que mesmo devo a honra de ver o ratinho fora da toca? –pergunta em tom provocativo, mas Lucio não demonstra a mínima emoção diante do que o filho disse.

-Vim apenas trazer um bichinho pra passear. –fala dando sinal pra criaturinha pequena e mortal avançar nos trouxas que circulavam pela rua.

-Mas que coisa é aquela? –Gina pergunta e olha os outros membros que dão de ombros sem saber. No entanto mais nenhuma pergunta é necessária ao vê-lo matar cinco pessoas em pouco menos de dois minutos.

-Não se atrevam! –Malfoy fala e vários comensais surgem entre os membros da ordem e o demônio. –Nós temos que garantir diversão ao bichinho do nosso mestre! –fala olhando-os com desdém e iniciando uma grande batalha entre os dois lados.

Nem cinco minutos se passaram e faíscas vermelhas foram avistadas no céu, o pequeno demônio não parava de fazer vítimas e as pessoas corriam histéricas de um lado pra outro, apesar dos comensais parecerem ter posto uma barreira que impedia que elas se afastassem muito, mesmo com carros, que ao tentar atropelar o demônio, não conseguiam nenhum efeito, além de ter a lataria amassada. Os seguranças das boates atiravam na criatura, mas as balas ricocheteavam na pele, aparentemente frágil dele, depois atingiam a primeira coisa que viam pela frente.
As primeiras pessoas assassinadas pelo demônio se levantavam e atacavam as outras que, ainda vivas, corriam como loucas pela rua. Conseguindo abrigo seguro em locais altos, mas que rapidamente eram achados e destruídos por comensais ou pelo demoniozinho.

Draco e Lucio, indiferentes ao pânico geral e as tentativas dos membros da Ordem de ajudar as pessoas, logo se afastaram dos demais, tinham uma pendência importante a ser resolvida e teria que ser aquela noite, pois caso contrário, alguém poderia resolver por eles.
Por um lado Lucio tinha vergonha e ódio do filho, o qual havia sido preparado pra ser um grande comensal, um bruxo poderosíssimo seja lá qual lado vencesse a guerra, mas que, no entanto havia traído a família e todas as tradições que os puros sangues tanto prezavam.
Por outro lado Draco odiava o pai que nunca lhe dera carinho ou amor, que sempre o enchia de responsabilidades e obrigações, punindo-o quando não conseguia alcançar os objetivos traçados, e, o pior de tudo, que matara sua mãe, a única pessoa que sempre lhe dera atenção e carinho, que realmente se preocupara com ele sem pedir nada em troca. O fantasma de Narcisa era uma constante entre os dois, que acusavam um ao outro pelo destino da bruxa, que fora acusada de traição depois de acobertar a fuga do filho, que se negara a ser um comensal e se juntara a Ordem da Fênix.

Sem trocarem uma palavra, ambos começaram a trocar feitiços, usavam magia negra e branca, alternando-se entre ataque e defesa. Era visível a semelhança na postura, na técnica e até no estilo de feitiços.

-Vejo que apesar de ser um traidor, ainda mantém o estilo Malfoy! –Lucio fala levemente impressionado.

-Você ainda não viu nada, Malfoy . –Draco fala com desprezo e volta a atacar, mas desta vez com mais vigor.

Draco lançou três feitiços negros em muito pouco tempo, mas Lucio construiu um forte escudo que desviou os três com facilidade. Então Lucio fez uma esfera arroxeada sair de sua varinha e avançar rapidamente no filho, que se atirou atrás de um carro, o qual explodiu assim que foi tocado pela esfera.
Draco que se jogara atrás do carro, aproveitou o som da explosão pra aparatar atrás do pai, que no momento sorria orgulhoso, observando as chamas se alastrarem pelo lugar, fazendo outros carros explodirem.

-Comemorando cedo? –pergunta com sua peculiar voz arrastada, fazendo Lucio se virar surpreso, mas sem tempo de reagir ao potente soco desferido por Draco em seu rosto.

Lucio foi atirado pra trás e antes que pudesse chegar ao chão, Draco aparata em sua trajetória e o acerta com um chute no estômago. O homem cai com um gemido abafado, provavelmente sem ar pelo golpe.

-Isso doeu? –Draco pergunta dando um passo a frente e depois acertando um outro chute em Lucio, mas desta vez no rosto. –Espero que esteja doendo, porque eu estou só começando. –depois de falar, dá outro chute, mas agora nas partes baixas do homem, que grita de dor.

Draco ouve um grito e percebe o caos que se tornara aquela noite tranqüila e festiva, o que o faz querer acabar logo com aquilo, sabia que Gina sabia se defender, mas era melhor garantir que ela não iria se ferir.

-Vou ser bonzinho e acabar logo com isso. –fala se afastando quase um metro e depois apontando a varinha pro pai. - Crucio -o feitiço da dor atinge Lucio em cheio e o faz se contorcer e ter pequenas convulsões, apesar de não faze-lo soltar um grito ou gemido que fosse.

O que Draco não percebe, é que Lucio aproveitara e alcançara sua varinha. Respirando fundo e reunindo suas forças, o comensal se vira pro filho e lança um feitiço que o arremessa a três metros de distância, também o fazendo soltar a varinha.

-Depois de servir a Lord Voldemort por anos, tendo que suportar as devidas punições as minhas falhas, depois de criar o filho dele, nosso futuro Imperador! Você não achou mesmo, que eu iria ceder a maldição da dor lançada por você, não é? –fala primeiro com orgulho e depois com desdém. –Sabe, isso não chegou nem a me fazer cócegas! –fala já recuperado dos golpes e do feitiço, ajeitando o cabelo e avançando uns passos na direção de Draco, que se erguia com dificuldade e já com a varinha em punho.

-Você realmente me impressiona! Seqüestrar o grande herói e algoz do seu mestre, pra bloquear-lhe as memórias e implantar outras, onde suponho você deva ter um lugar de destaque diante dos outros comensais, além de ensiná-lo magia negra com requintes de crueldade, foi realmente uma jogada de mestre. –fala expondo suas conclusões ao que Lucio pára olhando-a contente por elogiarem sua grande visão estratégica.

-Realmente, foi um plano brilhante! Precisava de alguém forte e poderoso pra não deixar os comensais se afastarem e esconderem novamente, alguém que poderia ser fiel aos meus interesses, mesmo que não soubesse disso, então quem mais perfeito que o grande bruxo Harry Potter? Sabe, eu vi o duelo final entre ele e meu mestre, o garoto foi muito bem, mas seria excepcional se tivesse conhecimento de magia negra e um pouco menos de escrúpulos, então eu providenciei isso, claro que a Granger quase pôs tudo a perder, mas o apoio essencial dos fantasmas de Voldemort e Salazar Slytherin garantiram que ele se tornasse tudo o que sempre sonhei e muito mais! –fala orgulhoso –Marcus, sim, é o filho que sempre sonhei ter e não um fraco como você!

Draco, que já estava recuperado, sente a gota que faltava pra seu poço de rancor transbordar e, num movimento ágil, lança um raio vermelho na direção do pai, que por pouco defende.

Uma nova troca de feitiços se inicia, dessa vez mais feroz. Draco por vezes, era obrigado a aparatar rapidamente pra desviar da maldição da morte, mas isso também lhe era favorável, já que o barulho que vinha dos bruxos e trouxas ao redor, não deixava que Lucio ouvisse o som de Draco aparatando.
No entanto, Lucio sabia feitiços escudos fortíssimos, afinal treinar Marcus implicava em saber se defender bem melhor que atacar. Foi ao ser atingido e cair atrás de um carro completamente queimado, que Draco teve uma grande idéia, aparatou pro esgoto e embaixo de Lucio lançou um feitiço explosivo que fez o comensal voar alguns metros até se chocar contra uma árvore e cair muito machucado e com leves queimaduras no chão.

-Agora, nosso acerto de contas! –Draco fala ofegante, após aparatar pra rua e caminhar na direção do pai. Ele ergue a varinha, mirando no coração do homem, mas ao olhar nos olhos cinza como os seus, fica imóvel.

-Então, não vai vingar sua mãe? Não vai me matar, filho ? –Lucio provoca o filho que segura a varinha firmemente, mas depois a abaixa.

-Eu quero te ver apodrecer em Azkaban! –fala tentando parecer corajoso, mas o fato era que tremia muito.

-Draco, não estamos conseguindo matar aquela coisa e os mortos não pararam de tentar atacar a nós e às outras pessoas! –Gina fala desesperada, chegando até o namorado, ela estava levemente ferida, mas parecia bem.

Draco, só então, parou pra observar o redor, havia mortos andando, pessoas tentando fugir, o demônio resistia a todos os feitiços dos membros da ordem, que tinham muito trabalho pra evitar as garras do monstro, além de corpos no chão, que pareciam realmente mortos.

Gina gritou e caiu molemente sobre Draco, que logo sentiu algo úmido nela. Sem pensar, lançou um feitiço, o primeiro que veio a mente, em Lucio Malfoy, que caiu desacordado. Examinou-a bem e viu que sangrava muito e vários cortes se abriam em seu corpo. Identificou o feitiço e lançou o contra-feitiço, mas sabia que ela precisava ir urgente pro hospital.

-Recuar! Todos pro ministério! –Draco ordena e depois faz um feitiço que retira a barreira feita pelos comensais, aparatando logo a seguir pro St. Mungus.


Hermione havia visto as faíscas vermelhas vindo de todos os lados, mas resolveu investigar a origem da energia que iniciara aquele evento. Estava andando pela praça na qual Marcus dispersara os grupos de ataque, quando sentiu uma brisa gélida e diferente passar por si.

-Você é Hermione Granger, não é? –a voz de Marcus vinda de um ponto a sua esquerda lhe faz parar e congelar.

O coração de Hermione falhou, ela nem ao menos respirava, sua temperatura caiu e seus olhos arderam, como se estivesse prestes a chorar. Ouviu os passos calmos deles indo a seu encontro, enquanto sua mente girava com lembranças deles desde que se conheceram.

“Não é o Harry!” –pensa tentando por ordem em seu corpo e mente. –“Harry jamais falaria tão distante e friamente... é o Marcus, o assassino cruel!” –forçou a se lembrar de todos os relatórios que lera, das fotos que vira e de que aquele homem era o assassino de seus pais.

-Então a líder da Ordem da Fênix, noiva do Grande Herói , veio me ver! –fala com um leve tom sarcástico na voz. Estava a dois passos de Hermione.

-Eu vim procurar a fonte de magia negra. –fala depois de respirar fundo, se virando pra encará-lo e se segurando pra não correr até ele e abraçá-lo fortemente, tentando arrancar o Harry de dentro dele. –Se você é o causador dos distúrbios dessa noite, senhor Raziel, considere-se preso. Por favor, me dê sua varinha e estenda as mãos pra que eu possa algemá-lo e levá-lo ao ministério. –Hermione fala o mais seriamente que consegue, tentando parecer firme e impor respeito.

-Muito gentil da sua parte me intimar desta forma, mas eu só vou ao ministério pra destruí-lo, agora o que acha de sacar a sua varinha e me divertir um pouco? Estou um pouco entediado e adoraria matar uma sangue ruim! –fala aparentemente cortês, mas com o tom de voz frio e determinado.

Hermione não responde, se fosse um outro comensal qualquer já teria retrucado no mesmo tom, mas sendo “Harry” a sua frente, o máximo que conseguiu foi sacar sua varinha e encarar aquilo como os vários treinos que já fizera com o amado. Era só imaginar que eles estavam naqueles jogos onde nenhum queria perder e por isso nada menos que o melhor era aceitável.

Laçou um feitiço laranja, que Marcus bloqueou com um feitiço escudo, no entanto, o feitiço bloqueado se tornou uma grande parede de chamas que o envolveu, isto o surpreendeu, mas com um simples movimento com as mãos a fez desaparecer, só que nesse instante viu adagas voarem contra si e, sem tempo de fazer qualquer coisa, foi atingido por três adagas, uma no ombro esquerdo, outra de raspão no braço direito e uma na coxa esquerda.
Hermione assim que lançou as adagas, aparatou pra trás de Marcus e o atingiu nas costelas direitas com um chute forte e preciso que o desequilibrou um pouco, depois tentou atingir o joelho direito dele pela frente, mas ele rapidamente levantou a perna e aproveitou que ela girou, pra pegar a adaga do seu ombro e cravar no braço esquerdo dela.
Rapidamente ele tirou a adaga da perna e ela do braço e um combate frontal se iniciou, ele tentava desferir socos e chutes dos quais ela se defendia com facilidade, era incrível que em luta corpo a corpo ele não houvesse mudado nada, era praticamente a mesma seqüência que ele usava nos treinos antes da guerra terminar, movimentos que ela decorara e, portanto, poderia prever.

Foi em uma combinação de socos curtos e longos que Hermione viu a oportunidade perfeita. Prendeu o braço dele sob seu braço direito e ao mesmo tempo em que sua mão esquerda lhe atingia o nariz, seu braço direito quebrava o esquerdo dele empurrando seu cotovelo pra cima. Marcus não demonstrou dor e deu uma cabeçada em Hermione, atingindo testa com testa e a fazendo cambalear, ao que ele usou o braço bom pra acertar as costas da mão na face dela com força, fazendo-a cair no chão.

-A muito tempo que ninguém me fazia sangrar, você realmente tem mérito em ser a líder da Ordem da Fênix. –fala acertando um violento chute na barriga dela. –Você é realmente uma boa adversária e teve uma vitória justa sobre Dolohov. –fala continuando a chutá-la sem piedade. – Mas vou lhe ensinar a não enfrentar o Príncipe das Trevas. –com essa última frase, acerta um chute no rosto dela, que rola algumas vezes antes de parar de costas pra ele.

Marcus pôs seu braço quebrado no lugar com uma leve careta e uma luz alaranjada lhe envolveu, parecendo curar seus ferimentos. Ajeitou suas roupas e depois apontou a mão pra Hermione que começou a se contorcer de dor.

Hermione que estava dolorida e tentando recuperar o fôlego, sente a dor única de estar sendo pregada à cruz e receber chibatadas até a morte. Era a maldição cruciatos, a preferida pelos comensais da morte, que já a haviam feito de alvo por diversas vezes, no entanto, não chegavam nem perto daquela. Marcus sem dúvida tinha mais poder que qualquer bruxo que ela já havia conhecido, percebeu que jamais o venceria numa luta franca e que a única coisa que poderia conseguir era tempo.
Tempo pra descobrir até onde Marcus se diferenciava de Harry, o quanto ele sabia sobre ela e Harry ou até mesmo Richard, principalmente, precisava de tempo pra saber como destruir essa personalidade implantada por Lucio Malfoy, apenas uma pequena falha já poderia ser o suficiente.
Pensou em seus pais recebendo a mesma maldição, usando aquilo como incentivo pra se levantar, e ganhou ânimo renovado, pegando a varinha no bolso interno do casaco e cessando a maldição ao lançar um feitiço na direção dele, que viu uma enorme bola roxa ir a sua direção e depois explodir em seu escudo protetor, que evitou que as chamas o alcançassem.

-Eu achava que aurores não podiam usar magia negra! –Marcus fala admirado, vendo-a se levantar e limpar o sangue do rosto com a manga do casaco.

-Alguém há muito tempo, me ensinou que nem sempre devemos obedecer às regras. –responde com um sorriso malicioso nos lábios que, talvez involuntariamente, ele corresponde. –“Meu Harry, ele ainda está lá!” –pensa antes de voltar a lançar feitiços, não usaria toda sua força pra não provocá-lo, mas o suficiente pra manter a luta por algum tempo.

Desta vez o duelo segue puramente mágico, a área aberta não dava muitas chances de abrigo, então tinham que se alternar entre defesa e ataque com muita precisão, porque tudo era decidido em segundos. Os dois estavam profundamente concentrados, duelavam na mente antes de trazer o duelo a realidade, seus olhos mostravam o espelho de suas ações futuras e, nesse mesmo olhar, Hermione via que não tinha como vencer.

“Ele está aumentando o ritmo, mas parece não querer me machucar realmente...” –seu pensamento é interrompido por uma explosão que fez vários estilhaços da fonte voarem em sua direção, causando-lhe pequenos cortes pelo corpo.

Marcus começou a ouvir as explosões e sirenes mais perto de onde estavam, em breve aquele lugar calmo se tornaria parte do caos que se espalharia pela cidade e depois tomaria o país. Com uma mão defendeu-se do feitiço de Hermione e com a outra a desarmou.

-Estava realmente divertido, mas vamos ter que acelerar um pouco as coisas. –fala fazendo um tornado surgir entorno dela.

O feitiço a fez flutuar cerca de um metro do chão, a força dos ventos cortava-lhe todo o corpo, mesmo quando ela tentava se proteger, encolhendo-se o máximo que podia. Marcus ria sadicamente da cena, apesar dela não gritar, mas o som de uma explosão próxima denunciava que logo chegariam ali.
Olhou mais uma vez o tornado e o fez parar de repente, fazendo, Hermione que girava, ser arremessada e cair no chão numa posição completamente anormal.

Ergueu os olhos e focou com dificuldade, mas viu sua varinha a vinte centímetros de sua mão, o que não seria nada se seu ombro não estivesse deslocado e uma de suas pernas quebradas, era possível ver parte de seu fêmur. Seu corpo doía miseravelmente e a risada maníaca atrás de si a enfurecia, mas não o suficiente pra romper aqueles vinte centímetros e voltar a atacar.
Bem devagar tentou se arrastar pra frente e depois rolaria pro lado pra conseguir pegar com a outra mão a varinha, mas Marcus fora mais rápido e a pagara pelos cabelos, fazendo-a sentar e olhar pra ele.

-Geralmente eu mato gente imunda como você, mas farei uma pequena exceção no seu caso, já que é a noiva do maldito Potter. –fala a fazendo se levantar, ainda puxando-a pelo cabelo –Eu odeio o fato de não gritar ou implorar por misericórdia. Sei que a maioria dos comensais prezaria seu ato de coragem, mas saiba que isso só me dá ainda mais vontade de te torturar, o que pretendo fazer com mais calma depois. –fala soltando o cabelo dela e fazendo correntes envolverem seu corpo. Logo depois ele segura a corrente e aparata.

Marcus desaparata em um lugar escuro e úmido, com paredes de pedra e iluminado fracamente por alguns archotes, Hermione estava inconsciente. Havia diversas celas no lugar e algumas preenchidas por pessoas agonizantes, muito feridas ou desesperadas, elas eram vigiadas por dementadores que faziam à guarda daquelas celas e se afastavam pro mestre passar. Marcus a levou pra celas no fundo do corredor, ainda mais escuro e com celas de porta de metal, com apenas uma fresta pra passar luz e comida.
Jogou-a na última cela e retirou as correntes, depois prendendo uma das mãos e os pés em algemas de metal, que se ligavam a parede de pedra. Deixou-a sentada no chão e depois se levantou, estendendo sua mão na direção dela, como se avaliasse os danos causados. Depois de verificar os ferimentos, colocou o ombro dela no lugar e prendeu a outra mão na algema restante, logo depois se virando e saindo da cela, trancando-a depois.

Aparatou em seu escritório e tocou a escultura que tinha a forma da marca negra. Alguns instantes depois um comensal da morte aparata na sala e logo depois se dirige à frente do trono e se ajoelha.

-O que desejas milorde? –pergunta depois de fazer uma reverência respeitosa.

-Quero que cuide da prisioneira da cela 1, quero que a deixe em perfeitas condições até amanhã a tarde, pode usar a sala ao lado da cela pra preparar todas as poções necessárias. –Marcus pega um pergaminho em que escrevia e o oferece ao comensal, que prontamente o apanha. –Estes são os ferimentos que ela apresenta.

-Pode deixar, milorde, garantirei que ela esteja em perfeitas condições. –fala e faz uma nova reverência.

-Assim espero, porque se depois do meu almoço, eu encontrar um arranhão que seja nela, ficarei extremamente irritado. –fala lançando um olhar frio e penetrante, que parecia querer congelar a alma do comensal que apenas acenou positivamente e aparatou.

“Agora que a tenho comigo, o maldito terá que vir resgatá-la e então poderei me vingar e recuperar a honra de minha família!” –Marcus pensa com um sorriso satisfeito.

N/A:Oi, agora a fic está entrando na reta final, acho que muitos terão dúvidas e vou adorar responder a todas elas!

N/A²: Nesse cap as coisas ruins começaram a acontecer e a luta, propositalmente leve, do Marcus e da Mione foi só um pouquinho de tudo que ele fará contra ela. Espero que vocês não me amaldiçoem por isso.

N/A³: Gente, eu amo comentários, até os que me criticam, portanto, Cometem, por favor!

Próxima atualização: Reescrevendo a História

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2023
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.