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4. Um anjo e um felino!


Fic: Esposa por acaso


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capitulo 4

O almoço era uma refeição agradável, mesmo feita solitariamente na varanda. E que varanda! A vista da entrada era maravilhosa. O Mar azul brilhante ao longe repleto de barquinhos.
A vista da cidade também era curiosa, com os prédios altos, os letreiros de néon, a bonita ponte que a enfeitava e a arquitetura única do teatro.
Não importa para onde ela viajasse, Sidney era sua casa. Era onde ela realmente gostava de morar. E além disso, tinha uma vida confortável, com um apartamento em Doublé Bay, um bom carro — um modelo mais recente de BMW — e uma vida interessante, sempre agitada e cheia de novidades devido ao seu trabalho. Só havia um porém: Calton.
Já que ela estava em seus dias de folga, ela podia dispensar o Pager e desligar o celular.
Mudar o número do celular era um esforço em vão. Ela já havia feito isso tantas vezes. Mas Calton sempre conseguia seu novo número de telefone de alguma forma.
Em vez de continuar tentando mudar seus números, ela seguiu o conselho legal e passou agravar as mensagens de Calton no final do dia. suas cartas também eram retidas, sem serem abertas,para referencia legal.
De repente ela ouviu um leve choro vindo do monitor preso em sua calça jeans. Era cedo demais para a próxima mamadeira de Lílian, mas continuou ouvindo os protestos crescentes da pequenina, que atingiu seu ápice quando Hermione entrou, pouco depois, no quarto dela.
Um banho quente, diversão dentro d’água e alguns carinhos a ajudariam a se sentir melhor. Também ajudaria no processo de aproximação entre as duas... Mas tal aproximação não podia ser demasiada, pois Hermione ficaria lá por alguns dias apenas e não queria apegar-se demais a menina.
Foi aí que Harry as encontrou, Hermione e sua filha, divertindo-se tanto uma com a outra que ele as ficou observando por vários segundos antes de falar com elas:
— Algum problema?
Hermione virou a cabeça para olhar Harry.
— Não, tudo certo. Está quase na hora do jantar de Lílian. — Purê de vegetais, como ela havia combinado com Santos.
— Você está precisando de alguma coisa de seu apartamento? Se estiver, Santos pode levá-la até lá. Você pode estar querendo pegar seu carro, outras roupas, coisas assim...
Ela realmente precisava pegar algumas roupas.
— Obrigada. Vou só dar o jantar de Lílian colocá-la para dormir antes. Daqui à uma hora, pode ser?
— Claro , vou informar Santos — disse ele.


Eram quase seis horas quando ela chegou em seu apartamento. A primeira coisa que fez foi ligar o ar-condicionado para circular um ar dentro da casa, pois estava um pouco abafado. Depois checou a secretária eletrônica sentindo um frio na barriga. Dez mensagens gravadas, a maioria delas — ou até todas, quem sabe — deviam ter sido deixadas por Calton.
Ela tinha que pegar umas roupas, dar uma olhada na correspondência, ativar a secretaria eletrônica novamente e ir embora. Esse era o seu plano.
Deveria ter funcionado e quase funcionou. As mensagens gravadas eram repetitivas, doentes, e quanto mais ela tentava ignorar o som da voz de Calton, mais ela parecia soar em sua cabeça enquanto descia de elevador. Era um verdadeiro inferno, pensou ela.
Se ela pudesse agredi-lo, ela o faria. Mas essa não era uma possibilidade viável. e não era nada sábia, afinal, não se devia provocar um maluco dessa forma.
Mas até parece que a sabedoria tinha alguma coisa a ver com aquilo, pensou ela, dirigindo-se para o carro.
Ao se aproximar do veículo, algo chamou sua atenção e a fez parar na mesma hora. Droga!
“Um pneu vazio. não acredito!” Era justamente do que ela precisava. Bem, mas não seria a primeira vez que teria de trocar um pneu, pensou ao abrir a porta do carro e colocar sua bolsa no banco traseiro.
Após trocar o pneu, ela entrou no carro, ligou o motor e começou a dar a ré quando ouviu o som do metal arrastando-se no concreto.
“Dois pneus vazios? Não, o destino não poderia ter sido assim tão cruel.” Seria mesmo verdade?
Ao examinar melhor, ela percebeu que os dois pneus da frente haviam sido esvaziados.
“Coisa de Calton? Provavelmente... Quem mais faria algo desse tipo?”
Hermione pegou sua bolsa, trancou o carro e foi até a portaria, de onde notificou ao sindico do prédio, a policia e chamou um táxi para levá-la até a mansão de Harry Potter.
Ao chegar no portão principal, pagou o motorista e identificou-se para entrar na casa.
Santos recebeu-a na porta da frente e pegou sua bolsa gentilmente da mão dela.
— Não veio sem seu carro?
Hermione deu um sorriso amarelo ao entrar na casa.
— Infelizmente não pude vir com meu carro. Algum engraçadinho furou dois pneus dele, vocÊ acredita?
Ele espremeu os olhos.
— Mas a senhora deve ter avisado a policia, não é mesmo?
— Avisei, sim. A Lílian está bem? — perguntou ela.
— Está. Harry deu-lhe mamadeira e botou-a para dormir. — Ele apontou para a bolsa. — Vou colocar isso no seu quarto.
— Oh, não precisa. — Ela a pegou das mãos dele. — Não está pesada.
— Tudo bem. O jantar será servido em trinta minutos — informou Santos.
Ela ainda teria tempo de passar no quarto de Lílian antes de ir para seu quarto trocar o jeans por uma saia preta e blusa branca.
Ela prendeu o cabelo em um coque, deixando alguns poucos cachos soltos, passou um pouco de batom nos lábios, pegou o monitor de bebê e desceu.
Ficou surpresa que a mesa na sala de jantar estivesse posta para duas pessoas. Será que Santos jantaria com ela?
— Por favor, sente-se.
Hermione virou-se ao ouvir a voz de Harry. Aquele homem tinha a graça de um felino. um felino silencioso e mortal. Definitivamente, ele era muito sensual.
Harry já não estava mais com o terno formal que vestira de manhã para aa entrevista. Agora estava com uma calça preta e uma camisa que valorizava ainda mais seus ombros largos. “Que ombros, que músculos...”
— Nós dois precisamos comer — afirmou Harry. — Por que não jantamos juntos, não é uma boa idéia?
“Por que não mesmo? Exceto pelo fato de que ela não era nenhuma convidada, como também não era empregada. Babá substituta? Amiga... Não, não era amiga também...”
Não era exatamente confortável estar perto de Harry Potter. E ela ainda por cima estava consciente demais do efeito que ele provocava nela. Hermione tentou racionalizar para achar uma explicação para aquilo, mas não achou. Era uma atração louca, desvairada. Ela não sabia de onde vinha, mas sabia que nunca havia sentido algo como aquilo.
Mesmo durante o breve relacionamento com Calton, quando ela estava convencida de que seria uma maravilha estar casada com ele, nunca havia sentido aquela fervura no sangue, aquele calor.
Ela deu uma leve risada por dentro, consigo mesma. Todos os seus sentidos ficavam mesmo em alerta quando Harry Potter estava por perto, impressionante.
“Que loucura! E pensar que aceitei ficar na casa dele e tomar conta de sua filha... Essa minha decisão, sem dúvida, beira a insanidade. Eu devia ter negado na mesma hora e saído correndo de volta para minha vida tranqüila e segura. É o que qualquer pessoa com um mínimo de bom senso faria. Ficar na mesma casa que ele, sob o mesmo teto, é um perigo enorme”.
— Posso lhe oferecer uma bebida?
“Pelo amor de Deus!”
— Algo não alcoólico, por favor.
Ele serviu seu copo com água mineral, adicionou limão, serviu-se de vinho e deixou duas garrafas ao alcance.
— Diga a Santos qual empresa trocará os pneus do seu carro e ele providenciará que seja trazido para você.
Era impossível que ele ainda não soubesse o que havia acontecido com ela. É claro que Santos já o devia ter informado sobre o ocorrido com seu carro.
— Não é necessário.
Harry retirou as tampas das travessas, deixando à mostra uma paella fumegante, salada e pães. Com desenvoltura ele pegou o prato delas e a serviu, educadamente, antes de servir a e mesmo.
— Mas você vai deixar o carro em seu apartamento? Ele vai continuar em perigo. Não seria melhor tirá-lo de lá?
— Mas não adianta fazer nada, Harry. Calton deve estar envolvido nisso. — A quem ela estaria querendo enganar? — Este episódio vai ser ignorado, classificado como um mero ato de vandalismo. Não há muita coisa que eu possa fazer, acredite.
— Se ele estiver mesmo espionando-a, o que é bem provável, deve ter ficado sabendo que Ted saiu daqui sozinho. Deve ter achado estranho e ficado uma fera.
— E você acha que eu já não pensei nisso? — ela comentou.
Ele provou um camarão e tomou um gole de vinho.
— O que ele vai pensar quando souber, se é que já não sabe, que você continua aqui comigo?
Ela lançou-lhe um olhar fixo.
— Mas nós não estamos juntos. Não está acontecendo nada de mais entre nós.
— Mas ele não sabe disso — observou ele.
— Você tem um ego enorme, não tem? — ela comentou.
— E você tem uma sinceridade revigorante. gosto disso. — Sua voz era pura seda, com o sotaque forte para apimentá-la. — Mas eu estava querendo dizer que seu ex-marido pode ficar com ciúmes e tomar alguma atitude violenta, não pode?
Os nervos no estomago dela ficaram tensos de repente.
— Se você quer que eu vá embora, pode me dizer. Eu vou, sem problemas.
Uma sobrancelha dele ergueu-se.
— E por que eu desejaria que fosse embora Mione? Se incomoda se eu chamá-la de Mione?
— Não, não me incomoda que me chame de Mione, e sobre a primeira pergunta, você desejaria que eu fosse embora porque posso estar pondo você, sua filha e as pessoas que moram em sua casa em perigo. Você disse isso uma vez.
— Minha casa está sob vigilância 24 horas por dia, protegida pelos aparatos de segurança e pela tecnologia mais avançada. — afirmou ele enquanto servia-se de salada. — Você está mais segura aqui em casa que em qualquer outro lugar da cidade. Pode acreditar, Mione.
— Ah, agora me sinto bem mais segura — disse ela irônica.
— O cinismo não combina com você.
Hermione empurrou o prato para o lado, sua fome tinha desaparecido. Ela se pôs de pé.
— Se você me dá licença, vou ver como Lílian está.
— Sente-se — disse ele quase como uma ordem.
Ela o olhou em silencio.
— Podemos ouvir o monitor se ela começar a chorar. — Ele apontou para a cadeira da qual ela havia acabado de levantar.
— Coma.
“Quem ele acha que é?”
— Isso por acaso é uma ordem?
Ele se ajeitou na cadeira.
— Eu diria que é apenas uma sugestão.
Hermione continuou de pé.
— Nesse caso...
— Sente-se, por favor. Vou pegar o primeiro vôo de amanhã para Melbourne a negócios e só voltarei no fim do dia. — Ele a olhou fixamente. — Santos sabe como me encontrar a qualquer momento caso vocês precisem de alguma coisa. Qualquer coisa que precisar, fale com ele, peça para ele me contatar.
Ela continuou de pé.
— Tenho certeza de que Lílian vai ficar bem. — Ela comentou.
— Claro que vai. — Ele tinha certeza de que sua filha estava em boas mãos. Hermione Granger, no entanto, não parecia bem e ele estava se perguntando o porquê daquilo. Ela estava inquieta demais. E às vezes parecia tensa também.
Mas a verdade era que há tempos ele não se sentia tão atraído por uma mulher, apesar de várias costumarem dar encima dele com freqüência. Mas Hermione chamava muito sua atenção, isso era inegável.
O amor, o tipo de amor “até que a morte nos separe”, não fazia parte do vocabulário dele, e Harry suspeitava que ele só existia nas histórias de livros e filmes.
Foi aí que um som agudo soou do monitor do bebê seguido de um choro leve que foi aumentando gradualmente.
— Vou ver Lílian. — Ela conseguiu até forçar um sorriso educado ao dar a desculpa perfeita para sair dali.
Harry agitou a taça de vinho e deu um gole sem muito interesse. Seu apetite havia desaparecido.
Ele precisava analisar alguns gráficos, fazer alguns ajustes e imprimi-los para a reunião do dia seguinte. Também precisava reler suas anotações.
— Já acabou de jantar?
— Harry virou-se para Santos e inclinou a cabeça.
— Cho Chang ligou e deixou um recado. Pediu que ligasse para ela sem falta. Disse que era importante.
Harry seu um sorriso amarelo. Essa devia ser a terceira vez que Cho ligava naquele dia. Definitivamente, ela era uma mulher persistente. Que desculpa ela daria para ligar mais uma vez? Talvez um convite para algum evento que considerasse imperdível para ele.
Ele se pôs de pé, foi até a cafeteira e serviu-se de uma xícara de café.
— Vou tomá-lo no escritório.
Já era tarde quando ele desligou o laptop e subiu. Ao chegar no andar de cima da casa, virou em direção a seu quarto, no fim do corredor.
A porta do quarto de Lílian estava entreaberta e ele estava preste a se aproximar para dar uma olhada em sua pequena quando ouviu uma voz feminina, linda e doce, cantando uma canção de ninar.
Harry esperou um pouco e, em seguida, abriu a porta do quarto. Lílian estava quase dormindo com a bochecha apoiada no pescoço de Hermione.
Era uma cena que ele já havia presenciado nos últimos cinco meses e meio, já que Lílian teve uma série de babás antes de Hermione. Eram todas profissionais, mas nenhuma delas parecia se importar tanto com o bem-estar de sua filha quanto a mulher que agora a segurava em seus braços. A única que nem era babá.
Hermione virou-se e viu Harry ali as observando. Ela levou um dedo até a boca pedindo silêncio e depois colocou Lílian no berço com cuidado para que não acordasse.
Lílian nem se mexeu e Hermione permaneceu quieta por alguns minutos olhando com ternura para a neném antes de manifestar a intenção de sair do quarto do bebê.
O quarto estava iluminado por uma luz baixa e ela sentiu o coração bater forte ao vê-lo aproximando-se.
Não havia nada que ela pudesse fazer para conter aquela tensão repentina ou a sensação de falta de ar que a deixava consciente da própria respiração. Por que ele a deixava assim? E isso sempre acontecia... bastava ele se aproximar dela...
Hermione não gostava de se sentir daquela forma. E também achava que não gostava dele... Embora isso não fosse cem por cento verdadeiro. não era nada contra ele, mas sim contra a química sexual que ele parecia emanar. E pior: a reação dela diante daquilo. Ela odiava sentir-se tensa e vulnerável daquela forma.
Com um “boa-noite” murmurado, ela voltou para seu quarto. Já era tarde, ela estava cansada e precisava dormir. em vez disso, ficou acordada olhando para o teto sem sono. Sua mente estava ativa demais devido às mensagens de ódio de Calton e também com o fato de ter ficado na casa de Harry Potter quanto todas as células sãs de seu corpo alertavam para que ela saísse de lá o mais rápido possível.
Mas a imagem de Lílian sempre invadia seus pensamentos. Como ela poderia partir deixando aquele anjinho sem babá? Se fizesse isso, ficaria com a consciência pesada para sempre.
Talvez acontecesse um milagre e a agência telefonasse no dia seguinte dizendo que conseguiram uma babá para harry Potter com disponibilidade para começar imediatamente. Era algo que podia acontecer e assim ela teria uma desculpa perfeita para ir embora daquela casa e ficar longe de Harry, antes que cometesse uma loucura e agarrasse Harry Potter e... ela sentiu um arrepio atravessar seu corpo e se concentrar entre suas pernas só de pensar em que mais loucura desejaria fazer com Harry Potter, ou que mais loucuras desejaria que Harry Potter fizesse com ela. Podiam mesmo ligar da agência...
Talvez ela devesse rezar para que isso acontecesse. E foi o que ela fez.


Hermione acordou bem cedo e foi ver como Lílian estava. Depois disso tomou banho, vestiu-se, desceu, pegou o jornal e tomou café da manhã na varanda lendo as noticias do dia.
Não havia mais sinal de Harry e ela deduziu que lê já devia ter ido para o aeroporto.
Ela disse a si mesma estar aliviada por dedicar o dia à filha dele. Era gratificante ver as reações da criança: os sorrisos, os gestos, e havia tanto prazer quanto dor nessas reações.
Quando Hermione desceu para fazer a papinha de Lílian, encontrou na cozinha uma senhora gordinha que devia ter mais ou menos uns quarenta anos.
Santos tratou de apresentá-las, explicando que Maria vinha todos os dias fazer a faxina e lavar a louça.
— Eu tenho cinco filhos — informou Maria alegremente.
Italiana? Espanhola? Era difícil dizer... E Hermione respondeu com um sorriso simpático.
— Eles devem mantê-la, ocupada. Deve dar um trabalhão cuidar de uma família grande assim...
— Dá muito trabalho, sim. As pessoas nem imaginam — concordou Maria. — Nós rimos muito, brincamos, às vezes brigamos também, fazemos as refeições juntos... É uma vida gostosa. É muito bom, apesar da trabalheira que dá.
“Ela deve ter que trabalhar muito duro mesmo”, pensou Hermione.
— Preparei uma salada de galinha com frutas — disse Santos. — A não ser que você prefira comer alguma outra coisa?
— Não, sua salada de galinha está ótimo, Santos, obrigada!
— Os dentes de Lílian estão nascendo, não estão? Coitadinha...Ter babás não é o mesmo que ter uma mãe — Observou Maria em voz alta.
Hermione concordava com aquilo. Então por que será que o comentário a deixou tão incomodada?
Foi algo que ela preferiu ignorar ao voltar para o quarto de Lílian com o almoço da pequena.
Havia milhares de brinquedos no quarto, livros infantis, móbiles coloridos pendurados, quadros alegres nas paredes. Tudo que uma criança poderia precisar e um pouco mais, claro, afinal, ela era filha de Harry Potter. filha de um homem mais do que milionário.
“Deve haver um carrinho de bebê em algum lugar”, pensou ela. Procurou um pouco pelo quarto, mas não encontrou nenhum. “Talvez fique guardado lá embaixo. Vou perguntar a Santos”.
— Muito bem, meu anjo. você vai almoçar e depois vou levá-la para passear, que tal? Vamos passear?
Lílian pareceu ter gostado da papinha de maça e o coração de Hermione derreteu-se todo ao vê-la sorrir quando ela a retirou da cadeira alta depois da refeição.
— Um pouco de ar fresco — explicou Hermione a Santos ao entrar na cozinha com Lílian. — É importante que ela passeie um pouco. ela não pode ficar trancada dentro do quarto assim todos os dias. Precisa passear um pouco, ver a vista...
— Tem um carrinho no quarto perto da garagem — disse Santos. — Pode deixar que eu pego. Vou acompanhá-las.
Ela olhou sem acreditar naquilo.
— Você está brincando, não está, Santos? Eu não vou passar do jardim da casa, pode ficar despreocupado.
— Mas vou gostar de acompanhá-las. Será um prazer. Além disso, darei uma caminhada, estou precisando fazer exercício — afirmou ele.
Ele não desistiria.
— Será que não estamos ficando um pouco paranóicos aqui nessa casa? — perguntou Hermione sincera.
— Até agora a mídia não conseguiu tirar fotos de Lílian, e Harry quer que isso continue assim.
O que significava que se alguém conseguisse aquela primeira foto e a vendesse para os jornais e revistas, esse alguém ganharia uma pequena fortuna.
— E por quanto tempo ele pretende impedir que ela seja fotografada?
— Até que ela já tenha uma certa estabilidade na vida?
— E enquanto isso, Lílian fica isolada do contato com outras crianças? É isso que ele quer para a filha? — As palavras escaparam de sua boca sem que ela pensasse antes: — Ele precisa de uma esposa, isso sim.
Santos não perdeu a oportunidade.
— Acho que ele já se deu conta disso.
“’Considerando que há várias mulheres candidatando-se a esse posto, só o que Harry precisa fazer é escolher uma delas. Ainda mais com todos aqueles atributos: lindo, interessante e milionário, ainda por cima. Não é para qualquer uma, não”.
“Mas isso não é de sua conta”, pensou Hermione. Mesmo assim, não pôde evitar sentir um aperto no estômago só de pensar naquilo. Aperto esse que ela tentou ignorar de todas as formas.
— Bom, tudo bem, então. Vamos colocá-la no carrinho e você pode ser nosso segurança. — Ela conseguiu até dar um sorriso para ele.
O jardim da casa era maravilhoso, o ar puro e fresco, aquelas flores lindas. A rede fina contra mosquitos no carrinho de Lílian tinha dupla função: protegê-la dos mosquitos e também das lentes fotográficas. Como se Hermione tivesse pensado em fazer tal coisa...
— Você já trabalha para Harry há muito tempo, não é? — observou Hermione captando o ar apreensivo de Santos.
— Trabalho, sim, há anos.
Ela lançou um olhar simpático enquanto caminhava.
— Difícil manter uma conversa com respostas monossilábicas. E só pra seu conhecimento, o documentário sobre seu chefe já foi filmado. Portanto, não estou tentando arrancar outras informações sobre a vida dele, se é isso que está pensando. Estou apenas tentando conversar, Santos.
— Mas ainda há o processo de edição — ele comentou.
Hermione sentiu uma pontada de raiva.
— Você está com medo que eu venha a adicionar ao documentário qualquer informação dada por você?
— É possível, não é?
— Não — negou ela com veemência. — Não é possível. Eu nunca faria isso, Santos.
Eles caminharam em silêncio por algum tempo até que Santos fez uma sugestão.
— Por que você não me conta algo sobre Você, então?
— Todos os detalhes ao meu respeito já foram coletados provavelmente por você para Harry. Ele tem a minha ficha completa. Já percebi isso. Ele sabe tudo sobre minha vida, é impressionante.
— É uma precaução necessária — explicou Santos. — Harry não se preocupa tanto com a própria segurança, mas com a da filha dele a história é bastante diferente.
O celular de Santos tocou e, depois de desligar, ele disse.
— Seu carro será entregue em meia hora. Foram as instruções de Harry.
Como ela podia sentir-se grata e chateada com ele ao mesmo tempo? Seja simpática, disse uma voz conciliadora dentro dela.
— Ah, que bom! Obrigada.

A hora do banho de Lílian foi repleta de risadas, brincadeiras e bagunças na água. isso porque Hermione não era capaz de cortar a diversão da criança. Ela se transformava numa verdadeira moleca quando estava com a pequenina e as duas acabavam sempre se divertindo muito uma com a outra.
hermione só jantou após dar o jantar de Lílian e então colocá-la para dormir. Ela comeu sozinha dentro de casa e decidiu ver um pouco de televisão antes de voltara para o quarto.
Não havia checado o celular desde aquela manhã e ficou tensa ao constatar que havia sete mensagens gravadas. Cinco era de Calton, sendo que todas às vezes, ele ligou de números diferentes. A tenacidade e a insistência dele em provocá-la conseguiram deixar Hermione com raiva mais uma vez. Ele sempre conseguia tirá-la do serio, de uma forma ou de outra.
Ela sabia que as palavras dele vinham de uma mente doentia, mas mesmo assim era impossível não ficar magoada com aquilo tudo que ele fazia com ela. Era totalmente impossível ignorar aquilo por completo e não se deixar abater pelos comentários dele.Não adiantaria nada ligar apara seus pais ou para Alex; ela apenas os deixaria preocupados. Ela também conhecia todos os conselhos legais as serem seguidos e cumpria-os à risca. Já sabia o que tinha que fazer, mas sentia-se impotente diante daquela situação, pois nada que fizesse poria fim àquela chateação diária do louco do Calton.
Amigos ela tinha muitos. Alguns eram próximos o bastante para que lhes telefonasse a qualquer hora e desabafasse com eles. Mas eles perceberiam na mesma hora que ela estava mal e a chamariam para tomar um café ou ir ao cinema, e não poderia aceitar, afinal de contas, precisava cuidar de Lílian.
Talvez ela descesse, tomasse uma xícara de chá e folheasse uma daquelas revistas da sala de star... Podia ser uma boa idéia para espairecer e relaxar um pouco.
Ela tinha acabado de fazer um chá quando Santos entrou na cozinha. Seu sorriso se desfez assim que ela viu a expressão séria do rosto dele.
— Aconteceu alguma coisa?
— O alarme de segurança soou — disse ele assustado.
Ela não tinha escutado nada.
— Sensores de calor e vídeo, parte do aparato de segurança da casa — explicou ele brevemente.
Hermione estava imóvel.
— E isso quer dizer que...
— Que um invasor entrou no jardim.
Ela começou a correr apavorada.
— Lílian...
— Mas ninguém entrou na casa, fique tranqüila com relação a isso.
hermione não esperou para perguntar como ele sabia daquilo. Muito pelo contrário, saiu correndo em direção ao quarto de Lílian.
Foi um alivio ver o bebê dormindo sossegadamente e Hermione ficou parada por um momento, ouvindo a respiração ritmada de Lílian.
Ela era uma criança angelical, com traços muito bonitos e delicados.
A casa tinha uma aparelhagem de segurança de última geração. Mesmo assim Santos chamaria a policia. “Estamos seguras, querida!”, pensou Hermione na tentativa de se acalmar.
Enquanto isso, ela ficaria com Lílian, decidiu, e sentou-se em uma poltrona confortável perto da menina, olhando-a com carinho.

COMENTÁRIO: Bem, aí está o quarto capitulo, espero que gostem, me desculpem se ele tiver algum erro na escrita, eu não o revisei, na verdade só pude escrevê-lo hoje. São 16:26 deste domingo (20/05/07) e eu acabei de conclui o capitulo, estou sentada a quatro horas e meia sem me levantar de frente ao computador. Mas cumpri minha promessa e estou postando o novo capitulo no domingo. “Esse negócio de cursinho pré-vestibular, mais precisamente - química e física - estão acabando comigo”. Beijos e as coisas vão começar a acontecer a partir de agora.

PREVIA DO CAPITULO 5:

... Harry não se mexeu e ela também não, embora à vontade de deixar o corpo colar no corpo dele fosse esmagadora. Já à vontade de se afastar era zero...

Agradecimentos:

FAFA: Que bom que sta adorando a fic, e bem aqui está o quarto capitulo. Beijos e obrigada por dedicar um pouquinho do seu tempo para me deixar um recado, agora entendo o que as autoras queriam dizer quando juravam o quanto era incentivador os comentários.

ROBERT´S: A Lílian é muita fofa mesma, os genes da maternidade até despertam quando escrevo sobre a Lílian. Espero que goste do quarto capitulo. Obrigada por lembrar de mim.

THAMILA MOLITERNO: Que bom que adorou preciosa, adorou ter lido o segundo e o terceiro capitulo juntos é? uhn, interessante, eu se eu lhe dissesse que provavelmente vou postar o capitulo 5 e 6 simultaneamente dentro de no máximo uma semana?

AMOR: Que bom que você não vai abandonar a nós (a fic e eu), pois já estamos dependentes de sua atenção. Obrigada por não nos abandonar!
Postei domingo, como prometido e... talvez, se tudo correr como eu planejo, próximo domingo eu posto o capitulo 5 e 6.

PINK POTTER: Minha mana, querida, amada, desejada, maravilhosa e que provavelmente não seria mais especial se de fato fosse minha irmã consangüínea, obrigada por dedicar um espacinho no seu tempo atribuladíssimo para vim dar um apoio a esta que vos escreve e que te adora. Ah, amei a garota do quarto ao lado. Nem me avisou que a atualizou hein danada!

LÍLIAN GRANGER POTTER: Com certeza nesse vai haver algum erro, pois eu comecei e terminei de escrevê-lo hoje à tarde e sinceramente estou muito cansada para revisar, torço para que se houver erros sejam mínimos.
O ex da Mione vai aprontar e muito, mas a entrada dele vai ser dramática e bem dolorosa para a pobre Mione, acho que no momento deveria se perguntar, como uma certa Cho Chang pode atrapalhar essa harmonia que vai alcançar o bem único que todos os corações desejam, o amor.
Fico tão feliz por você está gostando, admiro tanto seu trabalho com as fics me sinto avaliada toda as vezes que trocamos algum tipo de dialogo, mais isso não é ruim, eu só me sinto assim com a Inna Puchkin Ievitich, a inna é uma diva pra mim, declaração de amor a Inna: Te amo, linda, maravilhosa....
Depois desse acesso de loucura, provavelmente, ocasionado por passar horas demasiadas estudando química e física, eu só posso dizer: Obrigada pelo carinho, apoio, por escrever fics HH tão maravilhosas e... Atualize logo O SUCESSOR e por favor, muitos beijos e felicidade no epílogo hein.

RAQUEL B.: Sua empolgação é contagiante, obrigada, e obrigada, eu não canso de agradecer a você e a todos que vem aqui e lêem essa minha tentativa de fic, é empolgante sentir o entusiasmo de vocês. O romance já vai começar, como eu já disse em agradecimentos acima, vou fazer de tudo para postar o quinto e sexto capitulo, como fã aficionada de fanfic HH como sou, sei como é horrível esperar, estou a séculos esperando uma atualização de Nossas vidas da Ann e As mil e uma noites de Felipe Potter, sem falar em tantas outras fics paradas por ai. Beijos e beijos. Posso contar com você para outros comentários, certo?

PONTAS DOLLS POTTER: Hahaha eu também fico imaginando a bebê, a Mione e o Harry, esse então, minha mente sai de órbita. Vejo-te em breve nos capítulos 5 e 6, as coisas enfim vão começar acontecer.

NAYARA SAMPAIO: Que bom que adorou linda, e já continuei e não tenho intenção de parar. Que bom que estar gostando da fic, tomara que o quarto capitulo não tenha lhe decepcionado. Próxima semana vou poder contar com o seu comentário?


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