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6. VI • Ódio & Crueldade


Fic: A Honrosa Face do Desejo


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Nos Capítulos anteriores:

Permaneceram deitados, bem juntos, cobertos apenas com a blusa dela e a camisa dele. Durante alguns minutos o mundo deixara de existir. Não havia passado nem futuro. Apenas o pre-sente maravilhoso.
Hermione sentiu-se chocada ao voltar a si. Estava tão apaixonada que lhe parecera natural deixar que Draco lhe fizesse amor. Com a volta da razão, o medo a envolveu. O que Draco estava pensando, tão quieto? Estaria feliz ou arrependido? Culpava-a pelo aconte¬cido?
Estava prestes a indagar quando a realidade caiu sobre eles da forma mais cruel possível. O som dos cavalos e as vozes haviam sido abafadas pela chuva e pelos trovões. Quando menos esperavam, havia um grupo de homens dentro do templo, che-fiados pelo pai de Hermione.
— Maldito seja, Malfoy! — Edward esbravejou. — O que fez com minha filha?

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Enquanto vivesse, Hermione não esqueceria a hu¬milhação que sofrera naquela tarde. A fúria do pai, a declaração de culpa de Draco e sua própria vergonha. Os homens abandonaram o templo rapidamente, mas todos sabiam que os breves segundos haviam sido suficientes para entenderem o que havia acontecido.
Edward Granger os deixou a sós para que se vestissem. Draco não disse uma palavra. Virou-se de costas enquanto ela se vestia e depois fez um gesto cortês para que o precedesse para fora da ruína. Ele desejaria se comportar de outra forma, dizer alguma coisa, mas seu orgulho estava dilacerado. Como pudera se des-controlar ao ponto de seduzir a filha do pior inimigo de sua fa-mília?
Hermione lhe dirigiu um olhar inquisitivo. Como ele se manti¬vesse rígido, não tornou a fitá-lo.
O pai os esperava e os homens se encontravam a respeitável, distância. A chuva havia parado.
— A culpa não foi toda de Draco — Hermione justificou.
— Eu sei — o pai a interrompeu, seco. — Encontrei seu poema e o bilhete em que pedia a Malfoy para encontrá-la de forma que pudesse "provar" seu amor por ele.
Draco se voltou, acusador.
— Você planejou isto! E eu caí na armadilha como um idiota!
— Como eu poderia ter planejado um ataque de guerrilheiros? — Hermione argumentou, tentando convencê-lo do absurdo da acu¬sação.
— Ela usou essa arma para sua vantagem — o pai acrescentou.
— Eu mandei que não saísse e Anna avisou sobre o ataque que havia acontecido em sua fazenda, mas Hermione ignorou-a e seguiu em frente.
— Eu não ouvi o que Anna disse — Hermione declarou com um fio de voz. — Quanto aos poemas e ao bilhete, não os mandei. Eram apenas sonhos.
— Sonhos que custarão muito caro. Nenhum homem honrado pode recusar casamento nestas circunstâncias.
— Como pode falar em honra quem seduziu a mulher do meu pai, poucos dias antes de se casarem?
Edward Granger estremeceu.
— Isso não tem nada a ver com o presente. Não estou defen-dendo o comportamento da minha filha, sr. Malfoy, mas o senhor tem de admitir que ela não se encontraria nesta lamentável si-tuação, caso o senhor não houvesse cooperado!
O sangue de Draco congelou nas veias porque aquela era uma acusação da qual não podia se defender. Realmente era tão culpado quanto Hermione. Ela abrira o alçapão e ele fechara o cadeado. Não suportava sequer olhar em sua direção. O doce interlúdio, que fora a realização de todos os seus sonhos, transformara-se em cinzas. Não sabia se teria forças para superar a realidade, mas não tinha outra escolha. Mais uma desonra ao nome de sua família seria a morte, especialmente para sua avó e para sua irmã.
— Não fugirei à responsabilidade, senhor. — Draco replicou com frio desdém. — Pode ficar descansado com relação a Hermione .
Hermione quis falar, quis recusar, mas tanto o pai quanto Draco a encararam com tanta raiva que ela se afastou, calada.
Os guerrilheiros foram detidos. Blaise, alto e armado até os dentes, e First Shirt entre alguns outros homens, os espe¬ravam no vale.
— As tropas do governo estão na fazenda, chefe. Comemo-rando. Estou contente em ver que está bem, chefe. E também a srta. Granger.
— Obrigada — Hermione agradeceu.
— Com sua permissão, seguirei com meus homens — Draco se dirigiu a Edward com formalidade. — Tomarei todas as pro-vidências necessárias para que o enlace se realize o mais breve possível.
— Aguardaremos suas notícias.
Ao lado do pai, angustiada demais para sequer olhar para Draco, Hermione tentou explicar.
— Não adianta tentar se justificar — o pai cortou-a. — Só espero que o ame muito para suportar seu ódio. Malfoy não nos perdoará. Mas o que eu poderia fazer? Deixar que a opinião pública a desgraçasse, mesmo que você mereça?
Lágrimas copiosas deslizavam pelo rosto de Hermione. Ela pres¬sentia que sua vida nunca mais seria a mesma. Seus sonhos haviam se realizado, mas não da forma como desejara. Queria que Draco fizesse amor com ela, é verdade, mas que depois a pedisse em casamento. Só que o destino preferira rir à sua custa. Um velho ditado lhe veio à mente e ela o entendeu em profundidade:
"Cuidado com o que deseja, pois você pode ter esse desejo satisfeito".
Durante as semanas que se antecederam ao casamento, Hermione passou grande parte do tempo junto a sra. Malfoy e a Alicia, a irmã de Draco. A desaprovação de ambas e a antipatia que sentiam por ela ficou patente desde o início. No entanto, assim como Draco, ambas tentavam fingir que tudo estava bem.
Draco lhe falava apenas o estritamente necessário e quando a fitava, seu olhar era de gelo.
A cada dia, Hermione desejava mais e mais ter ouvido o conselho do pai quanto a não sair de casa naquela tarde.
O vestido de noiva foi escolhido e os convites enviados. Uma igreja católica foi escolhida e ficou repleta de amigos e parentes tanto da família do noivo quanto da noiva. Hermione estava tensa. Draco, no entanto, parecia tão à vontade quanto estivesse se preparando para um evento esportivo sem importân¬cia.
Draco repetiu a fórmula com velado sarcasmo. Quando ergueu o véu e a beijou foi apenas para salvar as aparências. Seus lábios estavam duros e frios. Depois, quando a conduziu pela nave da igreja até a porta, não olhou uma única vez em sua direção.
A recepção foi um tormento, embora houvesse música e muita comida e bebida para os convidados. Não teriam lua-de-mel, Draco havia lhe dito, por causa de seu acúmulo de trabalho e falta de tempo para viajar. Após o que lhe pareceu uma eternidade ele anunciou aos presentes que estava se retirando com a esposa, e levou-a para a fazenda.
Deixou-a, então, naquela mesmo noite, sob a guarda da avó e da irmã. Apanhou uma mala, e partiu para uma longa viagem a negócios pela Europa.
Hermione sentia falta do pai e de Anna. Sentia falta do calor do seu lar. Acima de tudo, sentia falta do homem que um dia amara, do Draco que brincava e ria com ela e que parecia gostar de sua companhia quando cavalgavam. O homem bravo e ina¬tingível com quem se casara era um estranho.
Passaram-se quase seis semanas do dia em que ela e Draco estiveram juntos, quando Hermione teve certeza da gravidez. As náuseas não ocorriam mais apenas pela manhã, mas o dia todo. A cada vez ficava mais difícil esconder seu estado da avó e da irmã de Draco.
Os dias custavam a passar. Sem ter o que fazer, ela andava pela casa como um autômato. Não lhe permitiam participar de nenhuma tarefa ou sentar-se com o resto da família. Não haviam lhe dito isso cara-a-cara, mas o recado era evidente. Bastava ela entrar em uma sala, para as duas saírem.
Comia sozinha porque as outras duas mulheres deveriam estar fazendo suas refeições nos quartos. Era evitada a todo o preço. O pior era que não tinha a maturidade necessária para lidar com o problema. Consolava-se chorando. E Draco não voltava.
— É assim tão difícil me aceitarem? — indagou, uma noite. A sra. Malfoy a fitou de uma forma tão contundente que a lembrou do modo como Draco a encarara ao acreditar que caíra em uma armadilha.
— Não é bem-vinda aqui — respondeu a velha. — Meu neto não a quer, nem nós. Assim como sua mãe, você nos desonrou.
— Não foi minha culpa — Hermione baixou os olhos. — Não totalmente.
— Não fosse pela insistência do seu pai, você teria recebido o mesmo tratamento que damos às outras mulheres de cujos fa¬vores meu neto desfruta.
— Que espécie de tratamento? — Hermione indagou, todas as ilusões caindo por terra. — Dinheiro, carro, jóias? — Ergueu o queixo, com orgulho. — Diga, senhora. Ignore-me. Nada disso mudará o fato de eu ser a esposa de Draco.
A mulher chegou a vibrar de ódio.
— Sua gata selvagem! Será que sua família já não prejudicou a minha o bastante? Eu a desprezo!
Hermione não pestanejou.
— Eu já percebi. Deus sabe que nenhum hóspede em minha casa seria tratado de maneira tão cruel. Mas, afinal, eu recebi educação.
A mulher enrubesceu e saiu da sala. Após aquela noite, a con-vivência piorou ainda mais.
Ao constatar a inutilidade de seus esforços em fazer a família de Draco aceitá-la, Hermione desejou voltar para casa. Mas até mesmo visitar o pai era difícil de conseguir. Contentava-se, então com as ligações ocasionais, em que era obrigada a fingir que tudo estava bem.
Talvez, quando Draco se acostumasse à idéia, eles poderiam se tornar um casal feliz. Aquela era sua última esperança. Se Draco a ouvisse, tentaria persuadi-lo a lhe dar uma chance para provar que tinha capacidade de se tornar uma boa esposa.
Enquanto isso, o mal-estar persistia e ela não tinha coragem de dizer que precisava ir ao médico. A palidez aumentava dia a dia. Alicia chegou a se preocupar ao ponto de desafiar a ira da avó e visitá-la em seu quarto.
— Como está?
Hermione arregalou os olhos. Alicia sorriu e cruzou os braços.
— Você está tão pálida. Eu gostaria muito que Draco e você..., mas sabe como ele é. E minha avó não se recuperou das feridas do passado. Sua presença aqui é um lembrete constante. Não posso abandoná-la. Se eu tomasse o seu partido, ela morreria de desgosto.
— Eu entendo — Hermione respondeu e sorriu. — Não a culpo por ser leal à sua avó, Alicia.
— Posso fazer alguma coisa por você?
Hermione negou com um movimento de cabeça.
— Não, mas obrigada.
— Minha avó não disse nada, mas Draco telefonou. Ele estará em casa amanhã. Eu achei que você deveria saber.
Tão rápida quanto chegou, Alicia se foi, deixando-a novamente sozinha naquele quarto repleto de móveis austeros e antigos, talvez o pior da casa.
Draco a levaria para seu próprio quarto quando voltasse? Du-vidava. Talvez fosse melhor que não. Não queria que ele soubesse sobre o bebê até que a situação entre eles estivesse esclarecida.
Mal dormiu aquela noite, ansiosa por vê-lo. Quando acordou, pela primeira vez não sentiu náuseas. Vestiu-se rapidamente e desceu para a copa, onde encontrou a família reunida.
Seu coração quase parou ao vê-lo. Draco estava usando um terno claro e sua aparência era abatida e cansada. Ergueu o rosto ao ouvir seus passos e ela desejou não ter escolhido o vestido de crepe de seda. No momento lhe parecera apropriado, mas em comparação com a blusa branca e saia estampada de Alicia e o vestido simples da avó, sua roupa era elegante demais.
— Sra. Malfoy — Draco murmurou após examiná-la da ca-beça aos pés. — Está bem?
Ela teve ímpetos de atirar-lhe objetos. Nada mudara. Draco continuava culpando-a e odiando-a. E ela carregava seu filho no ventre, tinha quase certeza.
Dirigiu-se a mesa e sentou-se o mais distante possível dos demais.
— Bem-vindo, senhor — ela falou com igual formalidade.
Estava pálida e calada, e Draco sentiu-se estranho ao notar. Os acontecimentos haviam deixado marcas em Hermione. Talvez tivesse sido duro demais. Então lembrou-se da armadilha. Como poderia perdoá-la? Primeiro Sheila, depois Hermione. Os Granger não se cansavam de querer arruinar a honra dos Malfoys? Mas que ela não estava bem, era visível. Emagrecera e parecia ter perdido o interesse no mundo ao seu redor.
A própria avó de Draco havia observado a mudança em sua hóspede indesejável, mas se forçara a não se apiedar. A garota era uma praga, assim como fora a mãe. Nunca a perdoaria por ter feito o que fez com seu neto. Até a criadagem comentava sobre a cena em que os dois foram surpreendidos.
— Nós já terminamos de comer — a avó declarou com fingida cortesia — mas Carisa lhe trará o que quiser.
— Só um café, obrigada.
Apesar de seus esforços, não conseguiu evitar de tremer quando estendeu a mão para pegar o bule de prata. Alicia mordeu o lábio e baixou a cabeça. Draco sentiu a consciência pesada ao notar a reação da irmã. Para Alicia agir assim, as últimas semanas deveriam ter sido muito difíceis. Hermione deveria ter sofrido o diabo nas mãos de sua avó.
Seu único pensamento fora o de fugir à intimidade forçada com a esposa. Agora ele cogitava sobre o tratamento que Hermione recebera de sua família e se sentia chocado consigo mesmo.
— Você está mais magra. Não tem sentido apetite?
— Como o necessário, senhor - ela respondeu, os olhos apagados.
Ele detestou a sensação de culpa que o invadiu. Não tinha por que se sentir assim. A culpa era dela. Armara-lhe uma arapuca. Mas a verdade era que se sentia péssimo. A jovem tímida e risonha que o adorava não existia mais. Em seu corpo surgira uma mulher quieta e pálida que não queria sequer olhar para ele.
— Talvez você devesse se deitar, Hermione. — sugeriu a velha meio sem jeito. — Está realmente pálida.
Hermione não argumentou. Era óbvio que não a queriam junto a família.
— Como queira, senhora — respondeu, apática, e voltou para o quarto.
Draco ficou inquieto. Embora sua avó estivesse comentando sobre o andamento dos negócios relativos à fazenda, ele só conseguia pensar em Hermione .
— Há quanto tempo ela está desse jeito, vovó? — indagou abruptamente. — Hermione não demonstra interesse por nada na casa?
Alicia começou a falar, mas a avó a silenciou com um olhar; — Nós a recebemos bem, apesar das circunstâncias de se casamento, mas ela prefere sua própria companhia.
Alicia pediu licença e se afastou. Draco terminou o café e foi até o quarto de Hermione. Mas, diante da porta, hesitou. A situação não estava nada boa entre eles. Recolheu a mão que estender em direção ao trinco e voltou atrás. Mais tarde falaria com ela, mais tarde...




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