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12. O canto da Iara


Fic: Aventura no Brasil - Pós Horwarts... Ação e Mistério!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAP-12 – O canto da Iara







CAP-12 – O canto da Iara





Xingu,





Logo chegaram a margem do Igarapé, era um córrego estreito de águas escuras. As arvores se debruçavam sobre seu leito formando um arco de vegetação. Quase não se podia ver o céu.



Julião retirou de um dos baús dois pequenos objetos madeira, colocou-os sobre a água próximos à margem.



- Moetá bokusu. – Tocou a varinha em cada um deles



Os dois pedaços de madeira começaram a aumentar de tamanho, até se transformarem em duas canoas bastante compridas.



- As canoas estão encantadas para obedecer os comandos da minha varinha, então vocês não devem se preocupar em remar. Vamos tentar dividir o peso, iremos quatro em cada canoa e dividiremos a bagagem igualmente.



Julião, Harry, Miranda e Virgílio, ficaram na primeira canoa. Rony, Vaques, Lina e Emílio na Segunda.



Seguiam então flutuando pelo rio a viagem era calma e seria até agradável se não fosse o calor e a umidade da floresta.



Já estavam navegando a alguns minutos numa boa velocidade, quando Julião parou subitamente as canoas com um gesto de varinha. Harry e Virgílio dirigiram o olhar para a direção que Julião estava olhando fixamente. A principio Harry não viu nada, mas aos poucos foi percebendo uma forma estranha entre as folhagens.



A coisa na margem direita se moveu lentamente entre as arvores, então surgiu saindo do interior da vegetação. Era uma criatura esquisita, parecia humano, do tamanho de um criança de dez anos, os cabelos eram vermelhos e volumosos, a pele esverdeada. A criatura quase não usava roupas, apenas uma minúscula tanga de um tecido acinzentado. Estava sentado sobre um imenso javali, um porco do mato com presas enormes. A estranha figura desmontou e puderam ver o aspecto mais peculiar da anatomia daquele ser. Ele tinha os pés virados para trás, os calcanhares ficavam na frente, os joelhos se dobravam normalmente e também possuíam um pouco de pelo vermelho. A criatura fez uma reverencia com a cabeça, apontou a lança na direção deles e depois a desviou na direção do curso d’água.



Montou novamente no javali e sumiu no meio do mato, tão silenciosamente quanto chegou.



- Um curupira!!! – Falou o Senhor Vaques, quebrando o silencio entre eles. Parecia extremamente nervoso, corria os dedos num livreto que tinha nas mãos onde procurava informação que podia ser de alguma ajuda.



- Acalme-se, isso significa que entramos no territórios deles, com certeza vão estar nos seguindo o tempo todo. - disse Julião hesitando em voltar a colocar os barcos em movimento.



- O vice ministro nos alertou sobre isso. Quem quiser voltar sinta-se a vontade. Pois eu e Harry vamos continuar mesmo que seja sozinhos. - Rony falou muito sério, sentindo que todos haviam ficado meio inseguros quanto a continuar depois da aparição da criatura.



- Eu vou continuar, estou a serviço do ministério e devo cumprir com meu dever, não vou temer essas criaturas. – disse Virgílio.



- Eu também continuarei, pois quero encontrar a professora Bruni. – disse Miranda.



- Bom, eu concordei em vir e já sabia o que me esperava então não vou desistir agora. – Disse Emílio.



- Vou onde Harry for – disse Lina.



O senhor Vaques concordou, resignado, em continuar. Afinal não podia voltar sozinho e mesmo se resolvesse voltar, teria que se explicar com o ministro, ou pior ainda, ter de encarar o vice ministro.



Julião não falou nada, simplesmente fez as canoas se moverem novamente.



Conforme avançavam uma melodia suave e muito baixa, quase imperceptível ,os acompanhava, ela se confundia com o som da água e ia aumentando de volume gradativamente, era muito agradável e parecida com o canto de um pássaro. Todos estavam envolvidos por ela, menos o Sr. Vaques que estava cochilando na canoa.



Aos poucos o Igarapé ia se tornando ligeiramente mais largo. Eles nem perceberam que a melodia estava ficando bastante alta, e que o som não se parecia tanto com a voz de um pássaro se assemelhava mais a voz humana. Somente Lina e Miranda pareciam se incomodar com o som.



Julião desviou bruscamente a rota das canoas em direção a uma grande pedra no meio do Igarapé. Lina gritou para ele mas não obteve resposta. Miranda, que estava na mesma canoa que ele, tentou sacudi-lo, mas ele parecia estar em transe, na verdade todos pareciam estar.



Os berros de Lina para chamar a atenção de Julião acabaram por acordar o Sr. Vaques, assustado e percebendo o som ele berrou:



- Tapem os ouvidos! - executou um feitiço que tampou os dele.



Era tarde a canoa se dirigia a toda velocidade para a rocha, e de trás dela surgiu uma mulher muito bonita, com cabelos muito longos e lisos. Estava completamente nua. Tinha a pele muito pálida.



- Uma Iara! – disse o Sr. Vaques. Puxou sua varinha e tentou extupora-la, mas sua mão tremia muito e sua pontaria era péssima, atingiu apenas a pedra. A criatura passou a cantar ainda mais alto, se escondendo novamente atrás da rocha.



Miranda estava mais perto, pois ia na canoa da frente, ela e Lina disparavam feitiços em direção a pedra, mas a Iara estava muito bem escondida e nada sofria.



- Api itá – Miranda executou um feitiço que fez a pedra inteira arder em chamas.



A melodia cessou, todos voltaram a si confusos, Julião teve que fazer uma manobra brusca para desviar as canoas das labaredas que cobriam a rocha.



Enquanto se afastavam lentamente, Miranda e Lina tentavam explicar a eles o que tinha acontecido.



Haviam sido pegos pelo canto da Iara. Homem nenhum, bruxo ou trouxa, resistia a ela. Era uma criatura da família dos sereianos que podia tomar forma completamente humana.



Estavam tão atordoados, e confusos, que ninguém percebeu os jatos d’água que subiam do fundo do Igarapé para apagar as chamas sobre a pedra. Eram muito numerosos e em pouquíssimo tempo a rocha estava apagada soltando apenas uma leve fumaça branca.



- O fogo apagou – Disse Emílio ao perceber que o luz e o calor haviam diminuído.



Uma pancada brusca na Segunda canoa os deixou sobressaltados. Outra pancada e mais outra, a canoa balançava, a primeira canoa passou a ser atacada também. Julião tinha dificuldade em mante-las sobre a água sem se virar. O Igarapé sob eles se tornou turbulento. Observavam vultos brancos se movendo sob a água escura.



- Botos! – Disse Julião.



- Estão protegendo a Iara – completou o Sr. Vaques.



As canoas balançavam furiosamente, os vultos brancos passavam numa velocidade incrível de um lado ao outro das embarcações. Jatos d’água, agora, também eram lançados sobre elas.



Uma das criaturas saltou da água passando velozmente sobre a segunda canoa e caindo na água do outro lado. Outro boto saltou da água, dessa vez sobre a primeira canoa. Rony o estuporou em pleno ar fazendo-o cair desajeitadamente na água.



Dois braços brancos seguraram a borda da Segunda canoa, Emílio, atingiu-os com um pequeno choque fazendo-os voltarem a água.



Agora, vários botos saltavam, da água tentando derrubar os ocupantes dos barcos. Havia muita confusão.



Eram criaturas estranhas, lembravam golfinhos deformados, de pele muito branca, alguns tinham aparência semi-humana com braços, mãos e alguns tinham até cabeças semelhantes aos de homens. Parecia um transformação incompleta.



- Precisamos sair da água – Disse Virgílio à Julião que concordou dirigindo as canoas para a margem mais próxima.



Um dos botos saltou da água e agarrou o Sr. Vaques pelo pescoço puxando-o para dentro d’água. Emílio e Lina seguraram ele pelos pés, ficando sua cabeça submersa agarrada pela criatura que tentava puxa-lo para baixo.



Outro boto saltou sobre o primeiro barco, Virgílio o acertou jogando-o fora da água, se espantaram ao ver a criatura criando pernas desajeitadas e voltando tonta para o igarapé.



Rony ficou de pé na canoa tentando mirar no boto que segurava o Sr. Vaques.



O ataque à Segunda canoa se intensificou. Ela balançou até quase virar derrubando Rony na água. Ele só teve tempo para executar um feitiço cabeça de bolha, que criou uma bolha de ar ao redor de sua cabeça, evitando que ele se afogasse.



Lina e Emílio conseguiram levantar o Sr. Vaques que estava molhado, apavorado e ofegante.



Rony apareceu na superfície, mas logo foi puxado para baixo. Harry tentou pular na água para ajudar o amigo, mas foi impedido por Virgílio.



- Podemos ajuda-lo melhor daqui de cima, se entrarmos na água ficará difícil ganhar deles.



Rony lutava ferozmente sob a água. Logo que conseguia estuporar o bicho que o segurava, outro vinha agarra-lo e puxa-lo de volta para baixo. Estava cercado podia ver cinco ou seis deles nadando ao seu redor e dois tentado puxa-lo para baixo.



As canoas iam se distanciando, apesar dos protestos de Harry. O rapaz tentou algo no desespero.



- Mobilicorpus. – executou o feitiço com toda sua concentração. Sentiu que funcionava. O corpo de Rony foi subindo, até sair da água e flutuar acima dela, dois botos vieram agarrados a ele, Lina e Emílio, que estavam mais perto os estuporaram.



As canos chegaram na margem, Harry soltou Rony no chão, fazendo-o cair desajeitadamente. Encharcado e ainda com a cabeça de bolha.



Saltaram todos das canoas que ainda eram atacadas com pancadas e jatos d’água.



Julião e Miranda fizeram os baús flutuarem para fora delas. Logo depois as canoas viraram e afundaram. Alguns botos puseram as cabeças na superfície da água e os xingavam, tanto na sua língua quanto em português.



- O igarapé é nosso, afastem-se dele!



Todos ouviram claramente. Aos poucos os botos foram se acalmando e voltando a água.



- A floresta cuidará de vocês. – Disse o último deles ao desaparecer nas escuras águas.



Resolveram se afastar rapidamente da margem, Julião ia abrindo caminho na mata fechada. Não havia nenhuma trilha visível, o terreno era acidentado e enlameado, os pés afundavam nas poças de lama. Os baús apesar de flutuarem davam muito trabalho, sempre ficando presos entre os galhos e folhas dos arbustos.



Rony era o que estava mais desgastado. Estava muito arranhado e começava a sangrar levemente pelos arranhões mais profundos.



- Precisamos parar – disse o Sr. Vaques – Os ferimentos do Sr. Weasley podem, atrair criaturas que gostam de sangue.



- Essas são as piores - Disse Julião concordando. Pararam sobre as raízes de uma grande arvore, a vegetação era pouca e o terreno seco, embaixo de sua volumosa copa. Ainda ouviam o som do Igarapé, mas consideraram seguro parar.



- Acho que os botos não viriam tão longe da água – Falou Julião.



Miranda deu uma volta pelo local, arrancou uma pequenas plantas com flores vermelhas, cortou suas raízes e preparou uma poção num pequeno caldeirão que retirou de um dos baús. Logo ficou pronta derramou algumas gotas sobre as feridas de Rony e as cobriu com folhas de uma outra erva.



- Beba isto – Ofereceu a Rony um pequeno frasco de vidro que retirou da mochila.



- O que é isto? – Perguntou o rapaz desconfiado, o treinamento de auror e os conselhos paranóicos de olho-tonto Mody, diziam para não beber poções desconhecidas, principalmente vindas de pessoas também desconhecidas.



- Uma poção revigorante. - Respondeu a moça



- Acho que não é necessário – Recusou Rony educadamente.



- Eu acho que preciso de um gole disso – Disse o Sr. Vaques retirando o frasco da mão de Miranda e virando uma generosa dose garganta abaixo.



- Já me sinto bem melhor – Disse ele devolvendo o frasco a Miranda.



- Eu também disse Rony retirando as folhas das feridas que já haviam parado de sangrar.



- Então vamos continuar, precisamos encontrar uma trilha, antes que a noite chegue. – Disse Julião.



E todos puseram-se em movimento novamente.





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