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10. CAPÍTULO 10


Fic: A INDOMÁVEL - EPÍLOGO POSTADO


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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A noite estava enevoada, mas quente. A neblina subia do chão no circulo mágico de Gina. Ela colocara velas nas quatro direções. Cada uma da cor do elemento que representava. Ao Norte ela acendeu a vela negra, ao Sul, a branca, ao Leste, a vermelha e ao Oeste a vela cinza. O circulo que ela erguera se mantinha firme contra os elementos externos. Toda a energia negativa havia sido expulsa do circulo.
Ela olhou para o céu, mas a lua escolhera se esconder dela. Ela cantaria para as nuvens, seduzindo-as a se abrirem. Para suplicar que a lua liberasse Harry, ela precisava vê-la.
Gina disse as palavras antigas que sua mãe lhe ensinara, faladas numa língua que apenas aqueles de um outro mundo, um outro tempo, ainda entendiam. Bem baixinho, ela começou a cantar. Como sempre fazia ao se comunicar com um elemento da terra, ela fechou os olhos e ergueu o rosto para o céu.
A neblina se agitou e se enrolou ao redor dela, mas as nuvens no alto não atenderam a seu comando. Ela cantou com mais paixão, oscilando ao som dos gemidos cheios de sentimento do vento.
Gina se voltou ao Leste, ao Norte, ao Sul e ao Oeste, concentrando-se mais profundamente. Nos olhos da mente, ela via as nuvens no alto se abrirem, permitindo seu contato direto com a lua. Mas quando abriu os olhos e olhou para os céus, viu que não conseguira seduzir as nuvens e elas se mantinham firmemente contra ela.
Suas habilidades de sedução eram fracas, ela admitiu. Desejo, ambos o sentindo e o inspirando propositalmente um no outro, era algo novo para Gina. Ele fechou os olhos novamente, mas dessa vez procurou a visão do rosto de Harry Potter. Vagarosamente, ela levantou os braços acima da cabeça, estendendo-os na direção do céu como se procurando por um amante. Livrando sua mente de inibições ela oscilou e cantou, dançou e mergulhou profundamente dentro do circulo mágico, o tempo todo com a imagem de Harry na mente.
Com suas barreiras abaixadas, seus pensamentos livres para ir onde ela geralmente não permitia, Gina reconheceu os próprios desejos. Ela pensou no modo como a boca dele se movia contra a dela, o modo como sentia a pele dele debaixo dos dedos. Pensou no cheiro dele e no modo como seu próprio corpo reagia a ele. E de repente ela não dançava mais para a lua, mas apenas para ele. Harry observava Gina de sua janela. A voz dela, elevada em uma canção, o chamara, o despertara do sono e o trouxera até a janela para olhar para o ritual da meia noite. Ele se lembrou de que ela dissera que o ritual tinha de ser privado, não visto por outros olhos, mas ele não podia desviar os olhos dela. A névoa girava ao redor dela e seu corpo girava numa melodia que ele não conseguia ouvir, mas de qualquer forma compreendia.
O balançar sensual dos quadris dela o hipnotizava. Era uma dança velha como o tempo. Uma dança com o propósito de seduzir um homem, e seja qual for o feitiço que ela estava tentando lançar estava funcionando com ele. Seu coração batia pesado e rápido dentro do peito. Sua respiração pesada embaçava a janela, e mais de uma vez ele teve de limpar o vapor para conseguir vê-la. Desejo, vermelho intenso e afiado como uma faca cresceu dentro dele. Ele deslizou para uma névoa de querer, de precisar, de fome. Não havia lugar para pensamento racional. Não quando ela clamava para os recessos mais profundos e escuros de sua alma.
Os braços brancos e magros dela, que ela mantinha para cima na direção dele na escuridão, desceram ao fecho de cada lado do vestido. Como um véu cintilante, o traje deslizou ao chão. Agora ela estava nua na névoa. Uma deusa.
Ela era a personificação da feminilidade. Sua pele brilhava na bruma. As chamas bruxuleantes das velas a envolviam, dançando sobre as elevações e vales de sua forma perfeita. Seus seios se erguiam firmemente de sua caixa torácica; seus mamilos, pequenos e rosados e duros, acenavam para ele. Ele estava duro, também. Dolorosamente duro.
Sua cintura era pequena, alargando-se graciosamente nos quadris provavelmente maiores do que já foram, mas ainda arredondados e macios e convidativos. Suas pernas eram longas e formosas, seus tornozelos finos e seus pés pequenos e delicados.
Ela parecia nascida na noite, Completamente em contraste com ela, mas à vontade com a escuridão. Naquele momento Harry a quis como nunca quis outra mulher. Ele pressionou as mãos contra os vidros frios, desejando colocá-las na pele dela. Ela sabia que estava dançando para ele? Seduzindo-o? Ela sabia que chamara pela fera dentro dele, a fera que vive dentro de todo homem? Os últimos vestígios de controle caíram.
Tudo o que conseguia pensar era em tê-la. Dominá-la. Possuí-la. Suas narinas se alargaram, como se conseguisse sentir o cheiro dela através do vidro. Então ele se afastou da janela, nu, pois estava dormindo, duro com a necessidade, e sem poder chamar de volta a humanidade. Ele a queria. Ele a teria.
O corpo dela estava úmido pela transpiração, seus cabelos espalhados ao redor dos ombros, e seu coração batia no ritmo pagão em sua cabeça quando Gina sentiu uma presença invadindo seu santuário. Ela girou e parou, abriu os olhos e o viu parado logo ao lado de seu circulo mágico. Ela se perguntou se a mente dela o conjurara. Seria ele feito de bruma e não de carne e osso? Carne, ela respondeu, seu olhar percorrendo o corpo nu dele, parando naturalmente no membro endurecido que se projetava dentre as pernas dele.
Era uma visão para fazer uma donzela desmaiar ou uma prostituta sorrir. Gina não era nem donzela, nem prostituta. A visão da nudez dele não a envergonhava. Ela se maravilhava com sua perfeição, mesmo aquela que fazia dele um homem. Seu olhar vagueava pelo corpo nu sem embaraço, elevando-se até o rosto dele, onde seus olhos se nos fixaram dele. Eles brilhavam em azul na neblina. Eles falavam de antigos rituais entre homem e mulher, de promessas de prazeres além de sua mais selvagem imaginação.
- Venha para mim. – ele ordenou.
Gina queria obedecer. Ela queria tanto ir para ele que seu corpo vibrava com uma necessidade mais forte do que qualquer coisa que conhecia. Ela deu um passo na direção dele, um que seu pé deu sem a permissão de seu cérebro. Isso não fazia parte do trato deles. Ele já tirou muito dela. Ele lhe tirou a vida, sua alegria, seu filho.
- Vá embora. – ela disse suavemente.
Ele não foi.
- Gina.
Seu nome nos lábios dele era como um toque, gentil, hipnotizante e ainda assim tão exigente. Ela engoliu em seco e sacudiu a cabeça.
– Eu não quero você. – ela disse com mais força.
- Você mente. – Ele quase rosnou a acusação, mas novamente, sua voz era macia, obrigando. – Sinto o cheiro de seu desejo na névoa. Vamos acabar com esse jogo entre nós. Venha para mim.
Os joelhos dela enfraqueceram, mas ela resistiu.
– Não.
Os olhos dele brilharam ainda mais por um momento.
– Então eu vou até você. - Ele deu um passo, então atingiu a barreira protetora de seu circulo mágico. Ele colocou as mãos contra ela, como se fosse de vidro. – Deixe-me entrar. – ele instruiu de forma suave.

Sentindo-se segura por ele não conseguir entrar no circulo sem sua permissão, Gina andou até a barreira.
– Você não pode entrar sem meu convite, e eu não vou fazer isso.
Uma mão deslizou para baixo contra a barreira, como se ele pudesse tocar o seio dela. Gina estava curiosa para sentir como seria ter as mãos dele sobre ela. Ela se aproximou e quando se pressionou contra a barreira sentiu a quentura do toque dele. Sua pele formigou e ela respirou fundo.
- Gina. – a voz dele era baixa e rouca. – Deixe-me entrar.
Ela não ousaria. Gina sabia o que poderia acontecer se ela o fizesse. Abaixar suas inibições a tornara vulnerável a ele. Ela se entregaria a ele, se tornaria escrava das paixões dele, bem como das dela. Ele a usaria como todos os homens usam as mulheres, sem pensar ou se importar com o que o amanhã pudesse trazer ou quem sofreria pelos pecados da noite.
Tendo recuperado um pouco do bom senso, Gina começou a se afastar. Ele se pressionou contra a barreira e a tentação a colocou novamente em poder o feitiço. Ela imaginava como seria experimentar todo o calor dele, toda a nudez dele pressionada contra ela.
Ela teria resistido se a barreira não estivesse ali. Se não tivesse certeza de que ele não passaria por ela. A barreira mais do que a protegia, lhe dava o controle. Gina pressionou o corpo contra o dele. O calor dele rapidamente se espalhou sobre ela e a deixou em chamas. Um gemido suave escapou da garganta dela.
Não havia nada no mundo como isso, ela subitamente entendeu. O deslizar de pele contra pele. O emocionante elixir da paixão compartilhada e não roubada. A união de mente, espírito e carne uns com os outros. Pela primeira vez ela entendeu o chamado do acasalamento. Ela entendeu a atração sexual e por que poucos conseguem resistir. Era o suficiente para ela por agora, simplesmente sentir, simplesmente entender, mas não era suficiente para ele. O som agudo dos punhos dele atingindo a barreira a arrancou do feitiço.
Gina se afastou da barreira rapidamente. Harry a encarava, os olhos brilhando, uma aparência de pura tortura em seu rosto. Entre os lábios entreabertos ela viu o brilho de presas. Sua mão se alojou na garganta num gesto inconsciente. Ela foi andando de costas até parar perto de onde havia deixado o vestido. Sem tirar os olhos dele, ela se inclinou e o agarrou, segurando-o na frente dela como um escudo.
Olhando para cima, ela notou que as nuvens ainda encobriam a lua. O que estava acontecendo? Como ela havia atraído a fera para a superfície sem que a lua cheia disparasse a maldição? Ela tinha de mandá-la de volta, tinha de fazer o homem tomar o lugar da fera.
- Clamo por você, Harry. – ela disse. – Clamo pela fera que reside dentro de você. Deixe-me ver apenas o homem, e rasteje para dentro dele até a noite seja sua para comandar. Eu a expulso desse lugar, fera. Você não é bem vinda aqui.
Os punhos dele soaram contra a barreira novamente e Gina pulou. Ela tinha de confiar em seus poderes. Hesitar poderia abaixar suas defesas, poderia possivelmente permitir que ele entrasse no circulo. Com o homem se poderia conversar. Com a fera, não. Ela se firmou. O medo enfraquecia o corpo, a alma, a mente. Sozinho, o medo poderia derrotá-la se ela se entregasse a ele.
Gradualmente, o brilho foi se apagando nos olhos de Harry. Suas presas se retraíram. Gina não ousou respirar aliviada até que ele se voltasse e se afastasse dela. Quando ele se foi, seus joelhos cederam e ela caiu ao chão. Não era uma maldição comum que assombrava Harry Potter. Obviamente, a lua sozinha nem sempre a induzia. Ele dissera que uma vez ela caiu sobre ele sem a ajuda da lua cheia.
Ela precisava saber as circunstâncias que provocaram a fera antes. E para encobrir a própria fraqueza essa noite ela deveria lançar um feitiço de esquecimento sobre Harry. Amanhã ela teria de fingir de que nada disso aconteceu.
Gina encontrou Harry na sala de jantar na manhã seguinte. Ela parou na entrada para juntar seu bom senso. Ele parecia focado em seu prato, mas ela podia ver que ele não comera, nem parecia inclinado a comer. Ela deu uma respirada e entrou.
- Bom dia, milorde. – ela disse com falsa animação.
Ele olhou para cima, mas não disse nada. Quando ela caminhou até a cadeira do lado dele, ele se levantou e a puxou para ela, mas novamente, parecia distraído, como se simplesmente agisse com cavalheirismo devido ao hábito. Gina se sentou. Hawkins entrou apressadamente. O mordomo levantou as tampas de prata para que Gina pudesse olhar e escolher. Depois que ela encheu o prato e Hawkins apressou-se para fora da sala, ela olhou para Harry por debaixo dos cílios.
- Você está muito quieto essa manhã. – ela disse.
- Tive um sonho muito estranho noite passada. – ele finalmente respondeu. Seu olhar encontrou o dela. – Mas acho que talvez não tenha sido sonho.
Que ele se lembrasse baixou a guarda dela. Algumas vezes a força de vontade era muito forte para que se praticasse mágica de forma efetiva com o individuo. Harry era obviamente uma dessas pessoas. Tal fato não era um bom sinal para ela ou para ele se a fera dentro dele tivesse uma força de vontade que igualasse a do homem.
– Você se sente diferente hoje? – ela perguntou para mudar de assunto. Gina sabia que o ritual não tinha funcionado, mas ainda assim, ela tinha de perguntar.
- Não. – ele confirmou. – Nada mudou. - Os olhos escuros dele se firmaram sobre ele. – Eu estava lá, não e? Eu fui até você, mas não consegui lhe alcançar.
Gina lutou contra o rubor que sentia crescer em seu rosto. Se ele se lembrava de tudo, ele também se lembraria da curiosidade dela, e a que isso conduziu. Uma mulher que não quer acabar na cama dele não dá a um homem como Harry Potter tal informação.
– O ritual não pode ser repetido. – Ela novamente evitou a pergunta dele. – A lua vermelha acontece apenas por uma noite até a próxima. Temos de tentar outra coisa.
- Eu assustei você.
Ela tentou desviar os olhos dele, mas ele a alcançou e gentilmente pegou o queixo dela, forçando-a a olhar para ele.
– Nunca havia assustado uma mulher antes, pelo menos que eu saiba. Não conseguia me controlar. O que está acontecendo comigo?
Pelo menos ela podia responder essa questão.
– O lobo tentou assumir noite passada. – ela respondeu, mexendo com os ovos pelos quais não tinha mais apetite também. – Você me contou que já aconteceu antes. Você estava com uma mulher então, também?
Ele sacudiu a cabeça.
– Não. Eu saí de uma taverna e vi um homem batendo em um podre órfão nas ruas por tentar roubá-lo. Alguma coisa por ver alguém tão grande e forte batendo em alguém tão pequeno e indefeso provocou uma raiva como nunca tinha sentido antes. Eu enfrentei o homem. Ele me bateu, também, e me disse para não me meter nos assuntos dele. Então senti o lobo surgindo, faminto pelo sangue do homem. O que quer que ele viu quando me olhou o assustou, a ele e a criança. Os dois saíram correndo noite adentro.
- Então não é apenas a lua que comanda a fera dentro de você. – ela disse. – Raiva e...
- Desejo – ele completou o que ela não disse. – Embora nunca tenha sentido um desejo tão forte quanto o da noite passada. Você estava dançando para mim?
Desviar o olhar, ficar vermelha, diria mais do que ela queria que ele soubesse.
– Não. – Gina mentiu, - Seu café está esfriando. – ela disse para desviar o olhar quente dele em cima dela para outro lugar.
Ele ergue o garfo. A mão dele tremia tanto que ele rapidamente abaixou o utensílio. Gina olhou interrogativamente para ele.
- A bebida. – ele explicou. – Ou melhor, a falta dela.
Sua fraqueza e o obvio desgosto dele suavizaram o coração dela em relação a ele. Um homem fisicamente tão forte com tantas fraquezas.
– Posso fazer uma poção. – ela disse. – Para aliviar...
- Não. – ele interrompeu. – Isso é algo que devo combater sozinho. Não vou trocar um vício por outro.
Antes de Gina pensar, ela se adiantou e colocou a mão sobre a dele.
– Sei que você vai conseguir fazer isso. – assegurou a ele.
Os olhos dele se suavizaram. Ele trouxe a mão dela aos lábios e beijou os dedos suavemente. O resultado foi uma imediata explosão de calor que se espalhou dos dedos até o braço.
- Noite passada, – ele disse, encarando-a nos olhos. – eu sonhei que você veio para mim? Sonhei que você se pressionou contra mim? Sonhei que você me queria?
A negação seria melhor, mas Gina sentia que ele veria a mentira nos olhos dela.
– Estava apenas curiosa, – ela admitiu. – se me sentiria diferente com outro homem.
A mandíbula dele ficou tensa. Gina compreendeu que não foi à coisa certa a dizer. Ela queria descobrir se ela sentiria nojo como suspeitava que sentiria se Lorde Malfoy a tocasse novamente. Talvez ela imaginasse se bem lá no fundo o contato do corpo de Harry contra o dela não despertaria qualquer recordação do que acontecera a ela na noite em que Lorde Malfoy a estuprara. Havia coisas que ela não pensava em compartilhar com Harry. Sua humilhação nas mãos de outro homem era uma dela.
- E se sentiu? – ele perguntou com rigor. – Alguma diferença?
- Não sei. – ela respondeu, mas é claro que sabia. Ela não sentira nojo ao sentir o corpo de Harry contra o dela. Bem longe disso. – E não quero mais falar sobre isso.
Ele abriu a boca como para discutir, mas Hawkins subitamente se apressou dentro da sala de jantar.
– Um bilhete, Lorde Harry. – o criado disse formalmente. Hawkins estendeu a altamente polida bandeja de prata na qual estava um delicado bilhete.
Harry pegou o bilhete e abriu a cera que selava o envelope.
– É da duquesa. – ele disse a Gina. – Reconheço o selo dela.
O coração de Gina bateu mais depressa. Teria ficado pronto uma parte de seu guarda roupa? Ela ansiava em usar algo que não pertencesse a Hermione. Não que a dama não tivesse um bom gosto impecável, mas Gina sempre se preocupava em não estragar um dos lindos vestidos que emprestara do guarda roupa de Hermione.
- Sua graça e a costureira chegarão em breve. Os itens mais necessários já estão prontos e a costureira deseja fazer quaisquer alterações de último minuto.
Gina estava assustada e horrorizada.
– Aqui? – ela murmurou. – Elas vêm aqui?
Harry olhou ao redor.
– A casa não está tão decadente. Não é tão grande quanto...
- Não é isso. – ela interrompeu. Envergonhada pela presença de Hawkins, ela olhou significativamente para o criado. Harry dispensou o homem e ela continuou. – Eu não sei como entreter uma dama. Onde a receberemos? Devo servir...
- Sua graça sabe que você não foi educada sobre esses assuntos. – Harry garantiu a ela. – Ela não espera que você dê conta de tudo desse modo.
Gina descobriu algo que nunca pensara sobre si mesma naquele momento. Ela queira dar conta “de tudo desse modo” como Harry falara. Ela não queria ser uma vergonha nem para Harry, nem para ela.
– Devo servir chá. – ela decidiu.
- Hawkins servira chá. – Harry disse.
- E precisamos servir alguns daqueles pequenos bolos gelados. Temos aqui em casa?
Ele quase sorriu.
– Se não tivermos, mandarei Hawkins ir rapidamente ao Gunter´s para comprar.
Esquecendo-se do café da manhã, Gina começou a andar de um lado a outro.
– Devo prender meus cabelos? - Ela nunca fizera isso na vida, mas pensou que poderia lutar para pelo menos colocá-la acima do pescoço.
- Adoro seus cabelos soltos. – ele disse suavemente. – O modo como o sol brilha em seus adoráveis cachos fazendo-os brilhar com mechas vermelhas. Você é muito bonita, Gina.
Quando ele olhava para ela dessa maneira, Gina quase conseguia acreditar nele. Ela não se achava bonita. Ela não era muito alta e muito magra e tão comum quanto lama. Se os homens prestavam atenção nela no passado era porque ela era uma mulher sozinha e os boatos diziam que era fácil conquistá-la, como todas as bruxas.
- Bajulação não o levará a lugar algum. – ela disse de forma cortante.
- Estou começando a perceber. – ele contra atacou. – Você admitiu estar curiosa. Estou curioso também. Por que não resolvemos esse assunto?
- Curiosidade matou o gato.
- Satisfação o trouxe de volta. – Ele se levantou e caminhou até ela.
Gina reprimiu a necessidade de fugir. Quando ele parou diante dela, ela teve de levantar a cabeça para olhar para ele.
– Satisfazer sua curiosidade não faz parte de nosso acordo. – ela relembrou a ele. – Gosto de pensar que nosso arranjo é como uma sociedade comercial.
- Não há nada errado em misturar negócios com prazer. – ele disse, correndo um dedo pela clavícula dela fazendo-a estremecer. – Por que você trouxe a fera para fora?
Ele estava perfeitamente sério, ela percebeu.
– Presumo que todas as mulheres a tragam para fora no seu caso. – ela respondeu.
- Não. – ele disse. – Não dessa forma. Não como noite passada. Você lançou um feitiço em mim?
Gina pensou na primeira noite quando ele regressara à residência, Poderia o feitiço que ela lançara estar funcionando? Mas não, ela lançara um feitiço para que ele se apaixonasse por ela. Qualquer mulher sem atrativos poderia provavelmente inspirar a luxuria nele. Mas novamente, talvez tudo o que ele considerasse como amor era desejo. Talvez ele não soubesse a diferença.
- Você parece imune aos meus feitiços. – foi à resposta dela.
- Como você aos meus. – ele retrucou, e então, talvez apenas para provar que não acreditava em suas palavras por um momento, ele passou o dedo pela clavícula dela novamente.
Apesar de tentar, Gina não conseguiu evitar outro tremor.

LUCIANA feliz aniversário, tudooo de bom pra vc. Que Papai do Céu te abençoe muitooooooooo.

Bom galera, to postando rapidamente.
bjus

26-02-2008

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