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husahushuahsuhauhsua
Capítulo 11: Dois Meses.
(sim, mudei o nome do Capítulo e una cosita más)
Longe de toda a confusão do mundo bruxo e esperando por sua nova irmãzinha, Mione não recebeu notícias com muita freqüência de seus amigos. Uma esperança tingida de ansiedade se manifestando no fundo de seu ser, pedia e implorava sempre que uma coruja chegava, para que pelo menos uma dessas poucas cartas que recebia nas férias fosse de Severus Snape. Ao invés disso, ela só recebera algumas notícias de Harry e Gina, o que indicava que Rony ainda estava chateado.
A segunda carta veio após alguns dias de sua chegada, com boas e más notícias.
“Mione,
Aqui é a Gina, você não tem idéia do quanto nós estamos felizes por tudo ter se resolvido e ainda mais agora que você não vai mais ser filha única. Será que sai mais uma bruxinha, hein? Hahahaha. Senhorita Sabe-Tudo Granger II, talvez? Brincadeirinha.
Rony já está mais calmo, acho que ele está começando a se arrepender de ter pensado naquilo (de você e Snape juntos), mas cá entre nós Mione, o que quer que aconteceu, você vai ter que me contar, senão eu arranco do Harry mesmo, viu?! Ele não quer me contar e eu posso não ser tão brilhante quanto você, mas isso significa que foi algo grave! E eu quero saber!
Enfim, Draco e Goyle foram a julgamento, mas Goyle não demonstrou o mínimo arrependimento. Ele ainda estava furioso com a morte dos pais Comensais e foi preso de novo. Já Draco se mostrou arrependido e também um pouco perturbado por ter sido mantido em Azkaban antes da audiência acontecer. Se você me perguntasse, eu nunca diria que aqueles lá sairiam vivos depois de um encontro de 2 segundos com um Dementador .Meu pai disse que Snape apareceu no julgamento e testemunhou a favor do Draco. Usaram Veritasserum no Malfoy e no final ele foi inocentado. Goyle pegou 6 meses.
Quando você volta?
P.S.: Não estamos te escrevendo muito porque a viagem para a Austrália é muito cansativa para a Loop (nossa nova coruja), aliás, para qualquer coruja.
Abraços de todos,
Saudades,
Gina”
A resposta, Hermione enrolou e enrolou e no final só escreveu que não tinha novidades e estava com saudades.
Dias depois outras cartas apareceram a informando dos últimos acontecimentos bruxos e por meio destas, ela soube que Severus também iria a julgamento.
“Mione,
Aqui é o Harry, estou escrevendo para avisar que o Ministério marcou uma audiência para o Snape. Achei que fosse te interessar, mas não se preocupe, Shackelbolt diz que é mera formalidade, para que não restem dúvidas de que Snape é inocente. Felizmente, McGonagal guardou as memórias e mandou para o Ministério para serem analisadas. Segundo Arthur, elas já foram comprovadas verdadeiras e só estão esperando o julgamento para dar o veredicto. Rony está decepcionado, quando ele ficou sabendo que talvez o “Ranhoso” fosse para Azkaban, quase pulou de alegria. Eu também não posso falar muito, estou feliz por ele, mas preferiria não ter de encará-lo. Grande Grifinório que eu sou.
Mione, não agüento mais a Gina tentando arrancar informações de mim. Posso contar para ela? Aliás, você precisa me explicar melhor essa história, porque nem eu entendi direito como foi que aconteceu.
Harry.”
Hermione não se sentia segura para responder algo tão pessoal na carta, imaginando todo tipo de situação em que a coruja fosse interceptada ou que caísse em mãos erradas.
“Harry,
Obrigada, você estava certo, eu gostei de saber.
E não, não pode contar para Gina. Seja um pouco mais paciente, quando eu estiver aí explico direito para vocês, mas você estava certo Harry, não há lugar para mim, ele ama sua mãe.
Abraços a todos,
Hermione”
Esta resposta foi mandada receosamente, como se afirmar o fato para alguém de fora estivesse o oficializando, e assim não restassem mais esperanças. Algumas lágrimas caíram por cima do pergaminho, manchando a tinta de caneta azul que ela estava usando para escrever na falta de uma pena.
Alguns dias depois veio a notícia de que Snape era oficialmente um homem livre.
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Hermione também recebeu uma carta do Ministério, assim como os outros que participaram da guerra, ela supôs.
“MINISTÉRIO DA MAGIA
Prezada Srta. Hermione Granger,
A convidamos para a cerimônia de entrega das Ordens de Merlin que ocorrerá no dia 1º de Setembro na Escola de Magia e Bruxaria Hogwarts. Contamos com sua presença.
Primeiro Ministro da Magia,
Kingsley Shackelbolt.”
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Um Severus Snape extremamente mal-humorado se encontrava sentado numa escrivaninha, endereçando cartas em sua masmorra no Castelo de Hogwarts. O porquê de ter aceitado o maldito cargo de Vice-Diretor era uma pergunta que ele nunca saberia responder. Aquela bruxa velha estava se mostrando tão boa manipuladora quanto Dumbledore. Agora, além de cuidar de suas aulas de DCAT, preparar as poções para a enfermaria, já que Pomfrey não aceitava as poções de mais ninguém, nem mesmo de Slughorn, também teria de cuidar de metade dos assuntos do Castelo, se não mais. Cargo ingrato.
Em sua conversa com McGonagall, ela revelou que o admirava por ter defendido Hogwarts dos Carrows e pediu desculpas por tê-lo atacado e principalmente, por ter duvidado de sua fidelidade à Ordem da Fênix. Ela o ofereceu o cargo de Diretor de novo, por educação, mas ele recusou, exigindo em troca o cargo de professor de DCAT. O próprio Snape sabia o quanto era arriscado ter um Sonserino numa situação de poder, e desde seus 20 anos, já não desejava nada disso. Responsabilidade também havia se tornado um fardo. Então, Minerva o propôs a cadeira de DCAT juntamente com a de Vice-Diretor, alegando que não havia nenhum outro mais confiável. Ele somente aceitou pois lecionar DCAT era seu sonho de consumo em vida e ela não deixou em sua “proposta” margem para negociação.
Ele escrevia agora para a mesma garota brilhante de personalidade marcante que povoava cada um de seus pensamentos. Era o mesmo modelo de carta que já havia escrito para centenas de alunos, a diferença é que não havia sentido nada a mais que desgosto escrevendo para nenhum outro. Sua pena se demorava em cada sílaba de seu lindo nome, pressionando o pergaminho, talvez numa tentativa de machucar a palavra que era obrigado a escrever. Uma batida soou em sua sala de estar, vinda da porta conectada à sala de estoques, a porta que abria para a sala de aula.
-Quem é?—ele perguntou desconfiado. Minerva não viria incomodá-lo e eles eram os únicos no Castelo.
- Draco.—a voz seca do loiro aguado respondeu abafada atrás da porta. Severus franziu o cenho.
-Entre.—com um aceno de varinha, fez a porta destrancar.
Passos duros puderam ser ouvidos, até que um jovem de aspecto doentio, com grandes olheiras abaixo dos olhos surgiu na porta da sala de estoques. Severus voltou sua atenção ao garoto, notando que ele parecia pior que no dia do julgamento.
- Você está bem, Draco?
- Sim, só não tenho conseguido dormir ultimamente.—ele respondeu orgulhoso mas deixando uma ponta de perturbação aparecer em sua fala.
- Sim.—Snape levantou a sobrancelha—Porque veio até aqui?—perguntou breve.
- Eu queria conversar.—Malfoy respondeu se sentando na poltrona de frente a lareira. Snape se demorou, mas o acompanhou, sentando-se na poltrona ao lado. Draco encarou o fogo crepitante em contraste ao lugar silencioso.
- Eu nunca soube que tinha essa possibilidade.—ele afirmou. Snape não pareceu entender, então o sonserino o encarou.
- Nunca soube que poderia escolher.—ele reformulou. Severus estreitou os olhos.
- Draco, preciso te avisar que não sou bom em códigos...
- Se eu soubesse que você era um espião...—o jovem interrompeu-o mexendo a cabeça de leve negativamente—Eu sempre te admirei, você sabe disso. Mas você e meu pai eram Comensais, me parecia a coisa certa. E no 6º ano, quando fui procurar sua ajuda tantas vezes e você me encorajou a ir em frente.
- Eu não poderia te falar para desistir e comprometer minha posição de espião ou o plano de Dumbledore.—Severus respondeu firme.
- Esse que é o problema.—Draco falou enquanto Snape pareceu mais confuso.—Você poderia ter confiado em mim, me contado tudo. Agora, ao invés disso, só tenho essa marca estúpida.—ele puxou uma manga de sua veste com desgosto, deixando à mostra a Marca Negra. Snape sofreu da mesma reação e desviou o olhar da marca agora totalmente cinza, sem cor.
- Eu não poderia. Se o Lorde das Trevas invadisse sua mente, você acha que poderia barrar esses pensamentos? Eu não podia colocar nosso plano em risco a essa altura do jogo!—ele respondeu decidido. Draco pareceu finalmente entender.
- Eu não queria te culpar... Não foi minha intenção.—ele disse após um longo suspiro. – Eu só fico pensando em como seria se eu não tivesse acreditado em meu pai.
- Se você não tivesse se empenhado tanto em agradá-lo, você quer dizer?—Snape levantou uma sobrancelha. Draco ficou mudo.
- Sim.—ele respondeu rouco após um tempo.—Eu fui o que ele queria que eu fosse, e com isso só ganhei o desapontamento de outros... minha mãe, você... –ele abriu a boca algumas vezes, como se fosse enumerar mais nomes, no entanto pemaneceu calado.
- Não estou desapontado com você, Draco. Pelo contrário... estou mais desapontado comigo mesmo.
– No dia da guerra, era você com a capa preta ao lado da garota Granger, não era?—ele perguntou desconfiado. Snape pareceu desconfortável.
-Sim.
- E você era realmente apaixonado pela mãe do Potter?— Malfoy o questionou receoso. Snape encrispou os lábios.
-Sim.— Severus se esforçou para falar e uma longa pausa se seguiu.
- Se eu soubesse que não era proibido se apaixonar por Grifinórias ou “sangue-ruins”, não teria perdido tanto tempo com a Pansy.—ele falou irônico. Severus não riu e pareceu refletir sobre o que o jovem havia dito e no que isso implicava. Ele estava tentando dizer alguma coisa? O que ele quis dizer com “Grifinória‘S’” e “Sangue-ruin‘S’”
A conversa encerrou e Snape pôde voltar a seus afazeres, mais precisamente para a carta endereçada a uma certa Grifinória. Pelo fato da viagem à Austrália ser longa, ele decidiu mandar sua própria coruja entregar, pois as do corujal poderiam não ser forte suficientes.
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Por volta de 1 mês e 2 semanas das aulas começarem uma carta com o selo de Hogwarts chegou às mãos de Hermione. Ela reconheceu a coruja negra como a mesma do aeroporto, a coruja de Snape.
“ESCOLA DE MAGIA E BRUXARIA HOGWARTS
Diretora: Minerva McGonagall
(Ordem de Merlin, Segunda Classe, Ordem da Fênix, Suprema Corte dos Bruxos, Confederação Internacional dos Bruxos)
Prezada Srta Granger,
O ano letivo começa dia 1º de Setembro. Os materiais necessários estão listados abaixo.
- Livros:
• O livro padrão de feitiços, 7ª série, de Miranda Goshawk;
• Transfiguração avançada, de Emerico Switch;
• O guia para os N.I.E.M’s, de Amanda Trapleton;
Atenciosamente,
Severus Snape
Diretor Substituto.”
Frustrada por não ser nada do que esperava, ela amassou o pergaminho o jogando longe, imaginando quando teria tempo de comprar os novos livros .
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Seus pais conversaram com a corretora de sua ex-casa em Londres e descobriram outra à venda muito próxima de onde moravam. Tudo estava sendo encaminhado para a compra da nova casa e venda da atual, eles só precisavam aprovar a moradia. A corretora já havia explicado detalhe por detalhe do lugar e até enviado fotos pela internet, então já estava quase tudo certo, agora só precisavam esperar para que a bebê nascesse e poderiam voltar. No entanto, seus pais não se sentiam seguros para viajar de avião com uma bebê tão nova. Hermione chegaria atrasada para as aulas e para a cerimônia, ou então, ela poderia voltar para Londres sem seus pais. Apesar de ter suas dúvidas em relação a ter de encarar Snape um pouco mais cedo que o necessário, teria de fazê-lo, era a única maneira de conseguir seus materiais antes das aulas começarem. E ficar para trás por falta de material era algo inadmissível.
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A contra-gosto, Hermione não deixou a coruja de Snape ir embora, a segurando com um pouco de água e comida enquanto escrevia para Minerva.
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“Para McGonagall,
Estou escrevendo para pedir se posso chegar alguns dias mais cedo em Hogwarts. Estarei voltando da Austrália.
Obrigada,
Hermione Granger”
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Sabia muito bem que Minerva não faria objeções, mas mesmo assim pediria. Ela entregou a carta à coruja, pedindo com gentileza para que o animalzinho a fizesse esse favor. A coruja a respondeu com uma estufada de peito acompanhada por um pio ultrajado. Orgulhosa como o dono, mas ao menos levou o pedaço de papel.
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O grande Castelo de Hogwarts reinava imponente como se nunca houvesse sido destruído. Uma grifinória de cabelos levemente rebeldes munida de malas andava em direção ao local. Havia sido extremamente desapontante ter de deixar sua família, logo agora que eles tinham se reencontrado, e pior ainda ter de abdicar acompanhar o segundo mês de sua irmãzinha, que havia nascido um pouco atrasada, no mesmo dia do aniversário de Harry (31 de Julho). Ela planejava se instalar na imensa fortaleza renovada de Hogwarts e se trancar no dormitório da Grifinória até que as aulas começassem ou então, freqüentar somente os lugares mais desertos a fim de não topar com uma certa pessoa mais que o necessário no ano letivo. Uma boa desculpa seria sua ida obrigatória ao Beco Diagonal, ela poderia demorar um tempo considerável a mais que o necessário e evitar pelo menos algumas horinhas de possibilidade de encontrar Severus Snape. Ela não precisava de todos aqueles sentimentos vindo à tona, forte como uma leoa, havia se segurado para não desabar em lágrimas a maior parte das férias. A outra parte já é outra história.
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Hermione atravessou o belo jardim enfeitado com as lápides de verdadeiros heróis, se demorando em algumas sorrindo tristemente. Ela contornou os dizeres das lápides com a ponta dos dedos e agradeceu especialmente ao túmulo encontrado na elevação mais alta, onde jazia o bruxo mais sábio que o mundo bruxo conheceu.
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-Sem você não teríamos conseguido, Dumbledore—ela disse em voz baixa.
-Realmente, senhorita Granger.—a voz de McGonagall soou às suas costas.
- Diretora!—Hermione se virou alarmada e encontrou um leve sorriso simpático que Minerva só se permitia distribuir em raras ocasiões.
- O que está esperando? Vamos para dentro, creio que você esteja cansada, não?
-Sim, um pouco.—ela sorriu agradecida.
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As duas entraram no Castelo com Hermione torcendo para não encontrar “ninguém” pelo caminho, olhando apreensiva em direção aos corredores que levavam à parte mais baixa do lugar.
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- A senhorita irá dividir o Salão Comunal com nossa nova aluna por enquanto. Ela chegou da França ontem e está ficando aqui em Hogwarts, além do mais, vai cursar seu ano.—disse Minerva enquanto elas rumavam escadaria acima.
-Uhm...
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As duas chegaram ao retrato da mulher gorda, que não reclamou perante a imagem austera da nova diretora.
- Mercúrio—Minerva falou fazendo o quadro se abrir.
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Uma garota de cabelos negros e olhos extremamente azuis se encontrava sentada ao sofá do Salão Comunal. Hermione notou que ela aparentava possuir mais idade do que provavelmente possuía, e além de ter tatuagens, a garota usava vestes trouxas pretas.
- Esta é Charmaine Dubois. Charmaine, conheça nossa melhor aluna Hermione Granger.—Minerva disse orgulhosa e Mione não pôde evitar corar um pouquinho.
- Prazer.— a jovem um pouco mais alta que Hermione respondeu com um sorriso simpático, estendendo a mão num cumprimento que a outra aceitou. –Então você é a famosa Hermione Granger, a Professora McGonagall falou muito sobre você.—Hermione olhou impressionada para Minerva.—Você é amiga de Harry Potter, não é? Nossa, tem muito que eu queria perguntar pra vocês, estou tão feliz por ter caído na Grifinória!
-Sim, sou amiga dele— Mione disse rindo, tendo se esquecido que ela e seus amigos eram celebridades pelo mundo bruxo afora.—Você não tem sotaque de francesa...—ela constatou se lembrando de Fleur.— Por quê?
-Ah bem, eu nasci e morei aqui na Grã-Bretanha até meus 10 anos, depois meus pais se divorciaram, minha mãe trouxa ficou aqui e eu e meu pai nos mudamos para a França. Eu cursei Beauxbatons, mas fiquei com vontade de cursar meu último ano aqui em Hogwarts, depois de ouvir falar tanto sobre ela! – Charmaine respondeu empolgada.— Só que estou ficando aqui porque minha mãe ainda não sabe... Ela nunca aprovou que eu freqüentasse escolas de bruxaria...
- Uhm...—Hermione respondeu se sentindo aliviada por ter pais tão compreensíveis.—Bem, foi um prazer conhecê-la, mas eu estou realmente muito cansada, vim voando da Austrália, literalmente. Acho que vou dormir um pouquinho.
- Sim, claro.—concordou Minerva.—Pode usar o quarto de monitora, afinal, ele é seu, não?—ela disse bondosa se relembrando do 6º ano da garota.
- Ah, você é a monitora da Grifinória? Imagino que o monitor é Harry Potter, então? Ouvi dizer que vocês são inseparáveis...Eu era a monitora em Beauxbatons.—a jovem comentou.
-Não, Harry não é monitor... O monitor é Ronald Weasley, você vai conhecê-lo. Harry era o capitão do time de Quadribol, imagino que ele continuará sendo quando voltar?—ela perguntou olhando esperançosa para McGonagall.
-Claro que sim! Harry é um ótimo capitão, mal posso esperar para que retomem o Quadribol.— Minerva falou como a torcedora fanática que era.—Ano passado com tudo que estava acontecendo aqui, não havia mais jogos. –ela explicou às duas.
Hermione se despediu das duas ouvindo a garota meio-francesa comentar algo sobre já ter ouvido falar de Rony Weasley para Minerva e rumou para seu quarto de monitora, levando suas malas consigo. Ao se acomodar permitiu imaginar se Snape saberia que ela estava ali.
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No outro dia Hermione acordou cedo ainda não muito acostumada com o fuso-horário, ansiosa para sua viagem ao Beco Diagonal. Infelizmente, antes ela teria de tomar café-da-manhã no Salão Principal, perto de Severus. Como ela poderia se livrar disso? Não havia desculpa para descer à cozinha e comer lá, não havia lição para dizer que estava muito ocupada resolvendo exercícios, não havia nada. Ela poderia perguntar a Dubois se Snape estava comparecendo às refeições.
- Ei, Dubois.—ela a chamou, descendo as escadas do dormitório.—Há quanto tempo você está aqui?
-Por favor, me chame de Charmaine, Hermione. Estou aqui há 2 dias.
- E você pode me dizer se o Professor Snape tem comparecido às refeições?
-Bem, sim, mas ele não é muito sociável, não? Por que você pergunta?—ela disse desconfiada.
- Por isso mesmo... Não me dou muito bem com ele—Hermione respondeu disfarçando.
- Uhm... esquisito. Fiquei sabendo que ele é da tal da Ordem da Fênix e contribuiu bastante na guerra. Me surpreende que vocês não se dêem bem.—comentou Charmaine.
- Ele não se dá bem com ninguém.—Mione respondeu simplista.
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As duas garotas rumaram para o Salão Principal, Mione na expectativa de ver e ao mesmo tempo não ver Severus. Elas chegaram pela porta lateral, dando de cara com Minerva, Sibila, Sprout e alguns dos outros professores que haviam sumido do Castelo no último ano, ou então que estavam de férias em algum outro lugar mas haviam retornado. Snape se encontrava na última cadeira oposta à porta lateral, provavelmente não se dando ao trabalho de sentar no lugar de Vice-Diretor. Quando Hermione posicionou um pé dentro do Salão, Snape rapidamente a notou, virando a cortina de cabelos negros em direção à jovem. Hermione sentiu seu estômago se revirar e seu coração acelerar. Revê-lo era como pular de pára-quedas: ambos proporcionavam uma sensação de quase-morte prazerosa.
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Snape estava preso em devaneios quando o objeto de seus pensamentos, como num passe de mágica, apareceu logo à porta. Ele demorou alguns segundos para aceitar que era realmente ela e não uma ilusão, e se virou olhando indignado para aquela diretora atrevida. Hermione Granger, a insuportável-sabe-tudo estava no Castelo e Minerva nem sequer o avisou. Snape voltou seu olhar à garota Granger, se permitindo observá-la caminhando hesitante na direção da mesa dos professores, junto com a outra grifinória que estava lá. Ele não pôde deixar de se sentir nervoso com a aproximação, se lembrando dos beijos íntimos que haviam compartilhado semanas antes. Talvez ela estivesse pensando o mesmo.
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Ele olhou fundo em seus olhos e se concentrou para ler sua mente, mas percebendo sua má intenção, ela desviou o olhar e sentou-se próxima a McGonagall. Snape sentiu seu sangue ferver, nada dava certo com aquela garota, ela parecia ser mais inteligente que tudo e todos. Como ele faria para descobrir que diabos ela estava pensando? Severus nunca havia sentido uma sede de vingança tão grande quanto agora, nem mesmo com Potter pai, nem mesmo com Voldemort! Aquela Granger iria pagar por fazê-lo de besta.
- Senhorita Dubois... Já tão cedo andando em más companhias?—ele indagou sem tirar seus olhos do prato à sua frente. Charmaine pareceu surpresa pelo Professor finalmente dirigir-lhe a palavra. Todos à mesa pararam, sem entender onde Snape queria chegar. Hermione ficou vermelha tanto de raiva quanto de vergonha.
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- Cuidado para não virar uma Sabe-Tudo INSUPORTÁVEL.—ele alertou se virando lentamente para encarar a mocinha de cabelos rebeldes domados com pensamentos nada bonitos borbulhando na cabeça naquele instante. Ela não desviou o olhar por puro orgulho e Snape se aproveitou para ler sua mente. Ela percebeu e horrorizada se virou para frente. Snape se deu por satisfeito após ver tanto ódio. Estava claro que ela o odiava e só fez tudo aquilo para o ridicularizar.
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A mesa permaneceu quieta até o resto do café-da-manhã. Minerva estava desconfiada com a desnecessariedade de falta de educação vinda de Severus. Ela o conhecia faz tempo e mais que isso conhecia bem seu gênio, no entanto, após a guerra ela seria obrigada a dizer que Snape parecia um pouco mais justo e menos sonserino. O que quer que havia causado essa mudança de atitude em relação à sua “salvadora”, deveria ser algo grave.
Todos se retiraram. Snape se dirigiu à sua masmorra e Hermione para a Torre da Grifinória, cada um para seu lado.
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Gente, corrigi uma gafe nesse capítulo..huahuahua, tinha me esquecido que o Crabbe morreu na batalha final.. DUH... só que corrigi em um documento e na hora de passar pra cá, passei o outro... mó lesa... Mas enfim, já está corrigido!
Oh my God, corrigi outra gafe.. eu esqueci que existia o mês de Agosto entre Julho e Setembro..hsuahushau, mas enfim, antes a Mione tinha ido pra Hogwarts sem ver o nascimento da irmãzinha, agora ela foi pra lá no finalzinho de Agosto, já tendo visto a irmãzinha nascer e seu primeiro mês de vida.
Charmaine Dubois se pronuncia Charmeine Dubuá. Achei interessante acabar com estereótipos e colocar a Tatuada da Silva na Grifinória e não na Sonserina... huahuahua...
E sim, há um motivo por eu a ter inserido na história... Mas só digo uma coisa, as coisas ás vezes não são exatamente o que parecem ser. (mó frase de J.K.) huahuahua
Perceberam alguma coisa, hein hein? Não quis colocar muito na caruda... mas um pouquinho sutil. Espero que tenha sido sutil mas perceptível. Será que mais alguém anda apaixonado? (ok, talvez nem pra tanto, mas interessado?) Agora vocês estão se perguntando quem é, né? Hauhauhauhua
Genteeeem, brigadão por quem anda acompanhando, fico feliz de apresentá-los (las) o capítulo 11. Obrigada pelos reviews e também aos não-reviews..huahua. Obrigada as críticas e aos elogios. Divirtam-se!
E CALMAAAA... uma hora nós chegamos nos finalmente, e concordam comigo que o apressado come cru e frio? Rsrs
Beijocas!
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