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3. Fuga


Fic: Revenge


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Harry acordara cansado, no dia anterior havia saído do ministério e ido direto a casa dos Granger, dar-lhes a má notícia, no entanto não deixou que se desesperassem falando que Smith iria recorrer da decisão. Porém foi a declaração de que ele não esperaria pela lei e que tiraria Hermione da prisão, custasse o que custasse, que acalmou os Granger. Harry passara o restante da tarde discutindo parte de seu plano com os pais da menina e a noite tentando pensar em como tiraria a amiga da poderosa prisão bruxa, principalmente com o aumento de segurança após Voldemort libertar os comensais.

-Pela primeira vez na minha vida queria ser como Voldemort, assim certamente poderia tirar Hermione de Azkaban passando por cima de todos aqueles malditos aurores! –Harry murmura para si mesmo, sua voz ainda preguiçosa pelo sono, fruto de uma noite mal dormida.

Batidas foram dadas na janela e Harry, ao virar-se, se deparou com uma coruja das torres que trazia um grande embrulho consigo. Rapidamente Harry pegou o embrulho e libertou a coruja. Apesar de curioso ficou desconfiado até ler o remetente, onde reconheceu a letra elegante da sua ex-professora de transfiguração.

Sei que está tenso e que teme por seu futuro e o de Hermione, porém não se precipite, pois a justiça será feita ao seu tempo. Por agora se limite a ler este livro para lhe ajudar a passar o tempo e alimentar sua mente.

“Fácil é cegar aos seus olhos com o ódio e a escuridão, difícil é deixar de enxergar com os olhos e aprender a confiar no coração e na mente, para então superar a escuridão.” Mestre Kuan

PS.: Tome muito cuidado com este volume, pois fazia parte da coleção de Alvo Dumbledore e data da época em que os bruxos portavam cajados e faziam círculos mágicos, portanto, não o danifique ou entregá-lo-ei pessoalmente a Voldemort!


-Mas que tipo de bárbaro ela pensa que eu sou? Aliás, como ela pode estar tão calma e confiante na justiça? –Harry estava indignado e amassara a carta com vontade. –Primeiro Tonks e Lupin dizem para que eu confie na maldita justiça, agora ela! Nenhum deles se importa verdadeiramente com Hermione! Harry ia jogar o livro longe, mas então algo lhe chamou atenção.

Harry observava a capa intrigado, havia um círculo e dentro deste uma série de símbolos rúnicos. E então, como uma súbita iluminação, abriu o livro e o folheou, reparando nos círculos e nas séries de instruções que havia sobre eles.

-Runas... mas McGonagall sabe que eu não fazia runas! –Harry rapidamente soltou o livro e leu novamente o pergaminho, desta vez com atenção. – “...data da época em que os bruxos portavam cajados e faziam círculos mágicos...” Magia sem varinha, antiga e poderosa! Ela confia em mim e me deu tudo o que preciso para tirar Hermione de lá! –Harry fala observando que de dentro do livro, caíra alguns fios grisalhos em sua cama. –Mas como eu poderia levar um livro destes para Hermione? –Agora o tom de Harry era grave e pensativo.

-Ei, moleque! –Valter estava na porta e chamara sua atenção. –Após o café da manhã sairei com Petúnia e Duda, só deveremos voltar após o jantar. Enquanto estamos fora, não quero aqueles anormais aqui! –Sem esperar resposta, Valter deu as costas e bateu a porta deixando Harry irritado para trás.

-Pelo menos terei paz para pensar. –Harry voltou a olhar o grande e pesado livro. –Como poderia esconder algo deste tamanho sem que ninguém percebesse? Se pudesse usar magia para deixá-lo invisível ou reduzir o tamanho seria fácil, mas Hermione não poderia desfazer... Maldição! –Harry bradou socando a parede, geralmente o bom em estratégias era Rony, o traidor.

Nas horas seguintes Harry tentou pensar em vários meios de entregar o livro para Hermione, mas sempre acabava se mostrando um meio falho. Não conseguiu comer e não conseguia ficar quieto. O rosto de Hermione ao ouvir a sentença era puro pânico e ele não saía de sua mente, assim como a promessa que fizera a ela.

-Droga! Eu não conheço magia o suficiente para fazer nada que aqueles malditos não possam prever, eles têm muito mais anos de estudo e... –Harry estava à beira do desespero, mas então parou ao ver seu reflexo na televisão. –Eles podem conhecer muito de magia, mas não sabem nada sobre meios trouxas.

Rapidamente Harry correu até o quarto de Duda, onde ligou o computador. Não sabia muito de como aquilo funcionava, mas já havia visto o primo usando algumas vezes e podia dizer que sabia o básico. A página da internet abriu em uma página de busca, o que Harry agradeceu, pois não sabia nenhum endereço. Digitou a palavra espionagem e notou que milhares de resultados apareceram e muitos não tinham nenhuma relação com o que queria, então digitou criptografia e codificação.

As horas passavam mais rápido do que poderia acompanhar, era como se o tempo lhe escapasse por entre os dedos mais rápido que água. No entanto Harry estava determinado a tirar a amiga daquele buraco onde a haviam jogado e não fraquejaria até tê-la em segurança nos seus braços.

Dois dias depois, Harry estava em Azkaban, devidamente transfigurado em Minerva McGonagall. Assim que chegou, notou a torre bem vigiada e com sentinelas, havia aurores nas entradas e saídas. Um auror lhe abordou e levou-o até o gabinete do diretor. No caminho, Harry sentiu a presença dos dementadores, pareciam estar abaixo de si. As paredes e o chão da prisão eram de pedra e estava frio e escuro, mesmo durante o dia.

O diretor o recebeu com prazer, parecia ser um velho aluno e por isso Harry tentou desviar os assuntos elogiando o brilhante trabalho que ele parecia estar fazendo, o que lhe dava certo orgulho. O que ele não imaginava, era que o homem iria começar a lhe falar sobre todo o grande esquema que montou para elevar o nível de segurança, ao que parecia ele não devia ter sido um grande aluno e estava se esforçando para mostrar o quanto melhorara.

Foi com alívio e ansiedade que Harry deixara o escritório para ver Hermione. O diretor o avisara que somente a advogada dela tinha o direito de lhe fazer uma ou outra visita e que estaria abrindo uma exceção que não poderia ser freqüente e que ele não poderia ficar muito tempo com a prisioneira. Subiram diversos lances de escada, até chegarem a um corredor muito úmido e escuro, onde haviam uma série de celas vazias, exceto uma.

Seu coração falhou uma batida ao vê-la. Seu cabelo estava despenteado e seu uniforme sujo, também parecia mais magra. O auror que o acompanhava bateu na grade da cela e Hermione deu um pulo assustado, logo depois se encolhendo.

-Tem visitas, Granger. –O sobrenome da garota quase soou como uma ofensa, mas Harry resolveu engolir aquilo e se focar em Hermione.

-Como você está querida? –Hermione reconheceu a voz de sua querida professora e imediatamente correu até a grade, abraçando a mulher como se precisasse desesperadamente de seu calor. –Hermione...

-Eu estava com tanto medo. Não queria ficar sozinha, não posso ficar sozinha! –Hermione tinha um tom urgente, sua voz estava um tanto débil e havia pavor em seus olhos.

-Acalme-se querida, lhe trouxe algo que a manterá firme até o julgamento e a ajudará a superar as noites frias e desesperadoras. –Harry lhe passou um livro e depois uma caixa de madeira. –Só cuidado com as pilhas, não poderei lhe trazer mais até o julgamento.

-O tempo acabou. Sinto muito professora McGonagall, mas não pode continuar aqui. – O auror tinha o tom firme e olhava para Hermione com desprezo.

-Fique bem Mione, logo voltaremos a nos ver. –Hermione olhou a senhora ir embora com o guarda. Seu coração ainda estava acelerado e pela primeira vez em todos os dias de confinamento, deformou seus lábios em um sorriso.

“Harry! Você veio me ver, não me abandonou como prometeu!” –Hermione pensa consigo mesma, enquanto se dirigia a placa fria de metal que chamavam de cama.

Assim que olhou a capa do livro, deparou-se com a inscrição “Holy Bible”. Cobriu a boca para evitar que a exclamação de surpresa lhe escapasse. Não havia sentido em Harry lhe dar uma bíblia, a menos que tivesse algo dentro. Colocou a página contra os tímidos raios de Sol que entravam pela janela e começou a procurar por algo.

A noite chegara, Hermione estava cansada e com frio, era muito difícil resistir aos dementadores e o fato de ser a única prisioneira naquele andar, não ajudava em nada. Sentiu o livro com seus dedos e o pegou, talvez uma palavra das inscrições sagradas a ajudasse a se acalmar. Apanhou a caixa que Harry lhe dera e encontrou uma lanterna e algumas pilhas.

-Genial... –Hermione deixou a exclamação sussurrada escapar por seus lábios ao ver a letra do amigo na primeira página. A mensagem estava escrita com tinta invisível e era somente visível sob a iluminação da luz negra que saía da lanterna.

Minha querida amiga,

Este livro fala sobre círculos mágicos, pelo que entendi podem te ajudar a fazer magia sem varinha, mas para isso você precisa de treino e muito estudo, o que tenho certeza será fácil para alguém como você.

Nas pilhas azuis você deve apertar o pólo positivo e então a pilha irá abrir e você verá tinta vermelha dentro. Use a tinta para desenhar e treinar os círculos, mas economize, pois não terei como lhe mandar mais tinta.

Daqui trinta dias eu vou te buscar. Você deverá arranjar uma distração ao pôr do sol e sair da sua cela, eu estarei do lado de fora e tentarei chegar até você e fugir. Usarei a Firebolt, então teremos velocidade, mas também ficaremos vulneráveis, então tente se manter firme e forte, pois não poderei cuidar sozinho da nossa fuga, precisarei de toda a sua ajuda.

Sei que esses dias não serão fáceis e, acredite, se eu pudesse trocaria de lugar com você, mas como não posso, vou apenas tentar lhe mandar meus pensamentos mais confiantes e reconfortantes, enquanto preparo sua fuga.

Antes que se pergunte, seus pais estão bem e logo sairão do país para que possamos nos encontrar com eles mais tarde. Eles te amam e não estão medindo esforços para me ajudar a te tirar daí.

Daquele que sempre estará com você


Sem conseguir se conter, Hermione chorou e desta vez, ao contrário de todas as outras noites desde sua prisão, era um choro de felicidade. No entanto aquilo funcionou como um chamariz, logo os dementadores estavam em volta de sua cela e o frio aterrador que eles traziam lhe congelava o corpo, enquanto as imagens torturantes daqueles que a traíram lhe congelava o coração.

Faltando dois dias para seu aniversario de dezessete anos, Harry pegara suas coisas pusera em uma mochila magicamente alterada para caber além de algumas roupas, seus livros e objetos pessoais. Passara a primeira noite em um hotel de uma estrela, onde pagou com dinheiro trouxa e começou a se dedicar aos estudos.

Harry passara os últimos dias preparando os últimos detalhes da fuga e adquirindo livros de defesa contra as artes das trevas, artes das trevas, feitiço e transfiguração avançada. E, dali em diante, trocaria esporadicamente de lugar, fugindo da Ordem da Fênix e de Voldemort, que desde seu aniversário, aumentara tanto os ataques que os bruxos já não eram mais segredo para os trouxas daquele país.

No dia combinado, Harry se dedicou a se alimentar bem e descansar para o momento pelo qual aguardara ansiosamente nos últimos dias. Havia estudado praticamente vinte horas por dia e dormido apenas duas e agora receberia seu grande prêmio por tanto esforço. Estava vestido com roupas azuis como o oceano, a mesma cor que possuía a capa que envolvia a Firebolt, seus cabelos estavam mais compridos e sua barba por fazer, lhe dando um ar hostil e despreocupado. Pegou sua querida vassoura e montou, depois lançou um feitiço de desilusão nela e em si, antes de se envolver com a capa que herdara de seu pai. Saiu pela janela, onde o céu já começava a ganhar tons dourados e a cidade um barulho quase infernal, o que sempre ocorria antes do toque de recolher.

Hermione estava ansiosa, seu coração batia descompassado e ela, em uma tentativa de se concentrar em algo, fizera um bocado de esforço para organizar os cabelos em uma trança, o que facilitaria na fuga e manteria suas mãos e mente ocupadas. Já havia marcado as páginas do livro que consultaria caso esquecesse de algo, as pilhas já haviam acabado e só restava um dos depósitos com tinta. Ela o guardara para deixar uma singela mensagem aos seus “anfitriões”.

A noite sem lua trazia o silêncio ao oceano que cercava a prisão de Azkaban, talvez a mais temível de todo o mundo bruxo. As pequenas ondas se formavam e às vezes batiam contra os rochedos da ilha, contribuindo para o tédio dos guardas das torres, nada acontecia naquele lugar e o céu sem lua lançava tudo em um breu ainda maior, que só era salvo pelos pequenos pontos brilhantes das estrelas.

No entanto, os dementadores que deviam ficar na ala de segurança máxima começaram a se alvoroçar, andando por todos os corredores como se estivessem ansiosos com algo, não sabiam o que, mas os aurores que perceberam sentiram um mau presságio.

Quebrando a calmaria do mar, algo voava rente a água e em velocidade tão grande, que levantava ondas por onde passava. Os aurores próximos ao pequeno píer forçaram os olhos na escuridão para verem o que era aquilo, mas só puderam enxergar quando este estava muito perto. Alguém voava em uma vassoura em velocidade extrema, provavelmente usando uma Firebolt, o que tornava impossível identificar o rosto de quem a pilotava. Não demorou nem mesmo um minuto e a vassoura, que estava a quase um quilômetro, passou por dois guardas que foram varridos com o deslocamento forte de ar. Um terceiro tentou se por em frente à vassoura, mas o habilidoso piloto ficou de pé e saltou sobre o auror, pegando sua varinha e lançando um feitiço estuporante no meio do mortal, de modo que no final do movimento, ele se sentasse novamente na Firebolt, que havia passado por baixo das pernas do auror.

Harry se curvou sobre a vassoura no intuito de não fazer nenhuma resistência extra ao ar e em segundos alcançou sua velocidade máxima, logo ele se encontrava a poucos metros dos portões. Vários feitiços vieram em sua direção, desviou de cada um sem diminuir a velocidade, estava agora a menos de um metro das enormes paredes da fortaleza, talvez fosse loucura trazer tanto alarde sobre sua chegada, mas tinha de dar tempo a Hermione. Quando estava a centímetros da parede, puxou o cabo da Firebolt, mudando em 90° sua trajetória, sentiu os pés arrastarem na parede de pedra escura, vários feitiços vinham de baixo e dos guardas na torre de vigia. Um som estridente e alto encheu os ouvidos do moreno, o alarme soara, mas logo seria desligado, afinal o ministério não quereria atenção sobre si.

Viu que estava quase em cima da torre, a vassoura tremia abaixo de si, parecia ter realmente alcançado a velocidade máxima. Dois metros e mais uma vez saltara da vassoura, concentrou-se e olhou para um dos guardas que olhava abismado para ele, lançou um feitiço estuporante que acertou o auror no rosto e este caiu inconsciente. Sem perder tempo, usou outro feitiço que o deslocou no ar, permitindo-o cair no meio da torre, dobrando levemente os joelhos. Sem esperar o resto dos aurores saírem do choque, urrou outro feitiço estuporante apontando para um auror, que pego de surpresa, sentiu como se um enorme punho o atingisse no peito, o jogando para além da torre. Quando os gritos não mais foram ouvidos, os aurores pareceram acordar e observaram melhor o invasor, que parecia ser mais velho do que era devido aos cabelos compridos e desgrenhados e uma barba por fazer, dando-lhe certo ar selvagem, porém todos notaram que ele não era ninguém menos do que Harry Potter.

_Ventus. -O resto dos guardas foram arremessados para os lados, porém tiveram mais sorte que o pobre coitado que despencara, pois simplesmente bateram com força na mureta. Três caíram inconscientes, só restando um. Harry percebera que agora não daria simplesmente para enfeitiçá-lo, pois agora o auror estava mais atento e lançara uma maldição em sua direção.

Harry pula para o alto e aponta a varinha para um dos aurores inconscientes, fazendo um feitiço de levitação não verbal e o jogando contra o companheiro, este fez um aceno com a varinha e o auror que fora jogado em sua direção caiu levemente no chão, mas aquilo tirara sua atenção e a última coisa que viu, foi um jato vermelho em sua direção.

Aproveitou os segundos de quietude, observou a torre notando que a alguns passos atrás dele havia um alçapão, de onde provavelmente vinham os guardas. Apontou a varinha para lá e o selou, provavelmente um auror seria capaz de tirar um feitiço de tranca, mas usara seis, inclusive dois de artes das trevas e um que queimaria qualquer um que tocasse o alçapão.

Novamente pegou sua Firebolt e em seguida levantou voou para outra torre, tinha que chamar a atenção dos guardas para que não vigiassem a área da cela da amiga. Como esperado, era quase impossível se aproximar da torre, dúzias de feitiços, alguns que ele nunca ouvira falar, voavam em sua direção. Não iria desistir, apontou a vassoura para o alto e disparou numa subida vertiginosa, não soube o quão subiu, mas sentia o frio lhe chegar até os ossos e o ar faltar, sinal que era o momento de descer, a velocidade da vassoura não diminuiu, ele apenas fez uma curva fechada e seca, ao olhar para baixo não enxergou a fortaleza.

Em Azkaban, todos olhavam para cima tentando localizar o invasor, mas sem a lua para iluminar o céu ficava difícil. O silêncio era incômodo, o próprio ar parecia pesado, a tensão era palpável e o mínimo dos barulhos incomodava os aurores, afinal não era qualquer um que invadiria sozinho a fortaleza. Provavelmente o cara que tentava isto ou era muito louco ou muito poderoso e eles não puderam deixar de pensar que podia ser alguém do lado de Voldemort.

Um assobio baixo e longo chegou ao ouvido dos aurores, alguém lançou um feitiço no ar que iluminou um pouco a noite e então eles viram acima da esfera de luz que iluminava parte das torres da fortaleza. Algo descia tão rápido quanto um míssil e provavelmente só conseguiam ver por que estavam um pouco afastados, mas isso logo mudou.

Harry viu que estava quase na altura da torre que queria atacar, sua vassoura parecia estar se esforçando além do limite ao qual fora fabricada, não se atrevia a mover nem um pouco a cabeça, pois pensava que esta seria arrancada de tão rápido que estava. Seria agora ou nunca, faltava pouco. Ainda sem levantar o corpo, o moreno fez uma curva forte e de forma tão perfeita que a vassoura não perdera nem um milésimo da velocidade em que estava. Os aurores que estavam na torre ficaram assombrados com aquilo, pois agora aquela mancha azul escura vinha na direção deles e a velocidade era tanta que seria impossível atingi-la ou fugir.

Quando Harry passou pela torre, estranhou por um segundo, pois tudo para ele parecia em câmera lenta, ele devia estar a mais de 325k/h que era a velocidade máxima da vassoura, mas para os aurores que só viram, ou melhor, nem chegaram a ver, somente sentiram ele passar, aquilo fora feito um furacão.
Apenas quatro aurores tiveram tempo de se protegerem com feitiços para não serem jogados pela forte rajada de vento cortante, porém, logo sentiram suas varinhas serem sugadas por algo e o feitiço protetor se desfazer, para logo depois voarem contra as muretas pela pressão intensa de ar que Harry produzira.

Ainda insatisfeito, Harry fez mais uma curva para baixo perdendo um pouco de velocidade, descendo em direção ao chão ou da água, como ele percebera. Mais feitiços vieram em sua direção e sentiu um frio lhe invadir, concluindo ser dentadores. Quando estava a apenas um metro da água, olhou para cima e viu dois dementadores que o seguiam rapidamente, esperou o último segundo antes de desviar da água e toda a massa de ar que o seguia se chocou com o oceano, levantando uma torre de água e englobando os dementadores e em seguida os sugando para o fundo.

Em quanto isso o moreno circulava a ilhota levantando uma parede de água por causa da velocidade, o que o protegia de muitos feitiços, pois estes se chocavam com a barreira improvisada e o encobriam parcialmente, mas não pôde fazer isso por muito tempo. Mais dementadores vinham em sua direção e não poderia parar de uma vez, pois seria jogado para frente, então subiu alguns metros e fez um looping, ficando agora atrás dos dementadores, não precisou pensar muito para lançar o próximo feitiço.

_Expecto Patronum. -Quando bradou o feitiço uma luz prateada intensa clareou o local, um enorme cervo irrompeu pela varinha e trotou em direção aos dementadores, os acertando com sua galhada prateada.

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Já fazia um tempo que a invasão começara, Hermione podia ouvir a agitação lá fora e os feitiços serem lançados, ouviu guardas nos corredores correndo para ajudar, parecia que tinha um exército invadindo o local. Qualquer um que invada a fortaleza deveria ser confundido com o próprio Voldemort ou algum enviado dele, por isso ela supôs haver tanta comoção no local. Demorou quase cinco minutos para o guarda que vigiava seu corredor saísse correndo, só não sabia se era de medo ou para ajudar os companheiros.

Levantou-se e sentiu o mundo girar levemente, o cheiro forte de sua sela suja ainda a fazia sentir náuseas, mas os ratos que de vez em quando passavam por ali não mais a incomodavam. O corpo dolorido não a impediu, nem os efeitos dos dementadores, que diminuíram consideravelmente. Hermione sentia uma necessidade febril de fazer aquilo, queria sair dali o mais rápido possível. Afastou um pedaço de pano que pendurara abaixo da janela minúscula da cela e afastou o que chamavam de cama, em ambos os lugares havia círculos na parede, um círculo grande que quase tocava o chão e, no chão, dois menores, sendo um deles o suficiente para alguém ficar sentado ou em pé dentro.

Olhou para um dos círculos menores no chão, havia diversas runas e outras coisas que ela não conhecia, demorara a fazer aquilo. Primeiro quase se ajoelhou sobre ele e começou a recitar algo em um idioma desconhecido, mas que ao sair de seus lábios parecia tão belo e melodioso que trazia calma até nos lugares mais atormentados, o círculo aos seus pés brilhou, ela então se colocou dentro dele e começou a recitar outras coisas e, apesar de ser no mesmo idioma do primeiro, as palavras eram mais rápidas e duras, de tal forma que parecia petrificar o coração de qualquer um que ouviria aquilo. O enorme círculo na parede possuía muito mais runas e outras inscrições, do que o que ela estava, começou a brilhar fortemente e logo uma forte explosão fez toda a cela tremer, até as celas do lado tremeram e ela teve certeza que aquilo chamaria a atenção dos guardas, senão estivesse tanto barulho lá fora.

Assim que a nuvem de pó baixou, Hermione tossiu levemente, mas viu com certa surpresa que toda a parede sumira e, por um instante, pensou como a cela inteira não fora pros ares, deveria ter feito um círculo menor. Virou-se para o outro círculo que estava no chão, ele teria que ser ativado, não havia uma única runa nele. Havia muita coisa escrita, semelhantes a desenhos estranhos e sem sentido, até um tanto sombrio. Quando ela começou a pronunciar o pequeno cântico, sua voz saiu fria feito o aço e conforme falava, tinha a impressão que qualquer um de fora que ouvisse aquilo, queimaria de dentro para fora tamanho era o poder das palavras que nem mesmo ela compreendia totalmente.

Quando terminou de recitar as palavras, ao contrário dos outros círculos o último não brilhou, somente algumas letras começaram a ganhar um tom incandescente, uma por uma, em uma velocidade ritmada. Hermione olhou para fora da cela sem sair de seu círculo, agora era só esperar, se saísse provavelmente morreria com o que estava por vir.

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Harry ouviu uma forte explosão vinda de dentro da prisão e, como estava mais uma vez acima das torres, desviando de dezenas de feitiços e se livrando de alguns dementadores persistentes, viu numa das paredes que dava para o mar, algumas pedras sendo arremessadas para as águas. Aquele era o sinal, ignorou tudo e a todos, nem se dando ao trabalho de desviar de qualquer feitiço, pois logo a velocidade era tanta que nenhum o atingiria. Chegou tão perto da parede que nenhum feitiço poderia acertá-lo, mas parou de repente ou quase, viu que estava em frente a uma cela cuja parede não mais existia, notara do lado de fora que as paredes de algumas outras celas estavam prestes a desabar.

Hermione encarou Harry, quando ela apareceu não pôde conter um sorriso fraco e finalmente saíra do círculo e começara a caminhar até a parede destruída a passos lentos, como se pensasse que aquilo fosse uma miragem. Quando o vento vindo do mar bateu em seu rosto, ela acreditou aquilo era verdade, encarou Harry nos olhos e ficaram assim por alguns segundos,castanhos nos verdes e verdes nos castanhos. Ao chegar a beira da cela, não olhou para baixo, sabia que a queda seria feia, pois logo abaixo ainda havia alguns rochedos perigosos. O moreno apenas a puxou para a vassoura estranhando a estranha leveza de Hermione, que o abraçou pelas costas com força, como se não o quisesse soltar nunca mais.

_Eu sabia que você não me abandonaria. -Murmurou Hermione em tom fraco.

_Nem a morte me afastaria de você. -Disse o moreno, que mais uma vez olhou para dentro da cela e viu um círculo mágico brilhar com uma intensidade vermelha e por puro instinto desceu com a vassoura.

No segundo seguinte uma forte coluna de fogo saiu da cela e tomou conta de vários corredores da prisão, incinerando alguns aurores desatentos e incendiando parte da prisão. Aquilo daria tempo para eles escaparem, por isso desceu ao ponto de seus pés quase tocarem a água e disparou para o sudoeste, se disfarçando com as ondas e indicando a capa da invisibilidade para Hermione os cobrir, de modo a despistar os guardas.

Eles conseguiram, fizeram algo que poucos um dia fizeram, conseguiram invadir Azkaban e escapar. Era um feito para entrar para a história. Harry sorriu e virou a cabeça para falar com Hermione, mas notara que ela agora estava inconsciente, apesar de estar agarrada a ele, apesar de surpreso com isso, forçou mais a vassoura rumo à liberdade e ao primeiro passo de uma jornada desconhecida para ambos, uma nova aventura.



N/A(Black Wolf): Oia eu aqui gente! Aparecendo numa dupla com minha beta gente boa............conto com ela pra me deixar no chão dessa vez rsrsrs

N/A(Lílian): Gostei de ver os comentários, muita gente comentando, espero que continuem assim! Lembrem que autor feliz, posta rápido!

Pink_Potter: Que bom que gostou da fic, espero que goste deste capítulo também e não se esqueça de que no próximo vou precisar de seus conhecimentos médicos para acabar com a pobre Mione rsrsrsrsrs

Kir: Primeiro, obrigada pelo elogio, não acho a idéia tão brilhante assim, mas agradeço (autora muito corada). Quanto ao Rony, você tem razão, ele foi um idiota e se deixou manipular, assim como os demais Weasley, com exceção da Gina que eu julgo que agiu como manipuladora e não o contrário. Harry além de ser um bom detetive, também se saiu um bom espião não é? Mas quanto a Mione apodrecer lá, você não achou mesmo que o Harry iria deixar não é?

Karina Potter: Ficamos muito contentes com seu comentário e saiba que com certeza vai espirrar muito sangue no monitor, este cap foi só um aperitivo.

Nick Granger Potter: Se você acha que o Harry já é tudo, aguarde os próximos capítulos, porque ele ainda tem muito que mostrar rsrsrsrs.

Lilly: Nossa, quanta imaginação! Não teve forja de morte nem nada não, até porque eles queriam é que todos soubessem o que aconteceu mesmo. É uma espécie de desafio ao ministério.

Ingrid Teixeira: Não acredito que você achou que o Harry, justo o Harry, iria ficar de braço cruzado esperando outro julgamento né!rsrsrsrs Quanto ao que Harry disse, foi uma forma de ofender o Rony comparando-o ao Petigrew e dizendo que o Rony não ia poder fugir dele e de Hermione.

Ricardo Pacheco [Penny] : Harry invadiu e botou pra quebrar, espero que tenha gostado! Nos próximos caps tem mais.

Felipe: Espero que eu continue deixando você ansioso e saiba que como eu disse acima, quanto mais comentários, mais rápido a gente atualiza.

MiG.Potter : Não precisa esperar mais não! Pode dizer suas suspeitas, suas teorias e fazer as perguntas, adoro ver as divagações dos leitores.

Jessi_Potter : O comentário ficou ótimo, pode continuar comentando e quanto a provarem a inocência da Mione, pode apostar que eles tentarão.

Anderson potter: eu acho que a morte seria muito pouco pro Rony. Ele tem que sofrer, se arrepender por tudo, afinal é o mínimo que ele merece depois do que fez!

The Jones ;D : Não viajou na maionese não! Aliás, gostei muito da sua análise sobre a descrença na tecnologia trouxa, que aliás, teve papel importante nesta fuga.

Ellessar: Não só o Snape, mas vários personagens serão importantes. Inclusive outros pontos de vista serão mostrados, não só o do Harry e da Mione, o que vai ajudar a complicar a trama.

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Comentários: 1

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Enviado por Tronos em 19/05/2011

Caraca... em um mês de treinamento ele já ta nesse nível?! Foda pra caramba!

O nível de detalhadamento, a leveza do texto, esta excelente, muito bom mesmo ^^

Meus parabéns

Nota: 5

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