Capítulo Quarenta e Um: O Plano
Lorde Voldemort não pensava ser possível ficar mais ocupado do que ele estava no momento. Já fazia um mês, desde que aqueles incompetentes Comensais da Morte perderam Harry e ainda assim, eles não tinham a miníma noção de onde o garoto estava. Voldemort não podia perder mais tempo. Sem Harry, ele ia perder a guerra e se as coisas continuassem assim, o outro lado ia conseguir capturar o garoto antes dele.
De qualquer modo, Voldemort ainda não admitia que ele queria Harry de volta por outras razões sem ser a guerra. Ele sentia falta do garoto, mas o que o moreno fez com sua Horcrux, o consumia. Nunca em sua vida, ele esperava que Harry fizesse algo como aquilo. Porém, Voldemort sabia que o garoto não tinha a mínima idéia do que eram as outras Horcruxes, sendo assim, ele não deu importância. Harry seria punido severamente, antes de ter sua memória modificada.
Essa era outra coisa que estava fazendo o Lorde das Trevas ficar bravo. Já havia se passado muito tempo para poder obliviar o Harry. Mais de um mês! Isso significava que o garoto teria que ser capturado e entregue à ele. Lorde Voldemort teria que fazer um feitiço de memória muito poderoso, já que não podia arriscar que alguém brincasse com a mente de Harry. Ele sabia quais informações deixar e quais apagar.
O Lorde das Trevas deu suas instruções. Ele iria dar para a pessoa que lhe truxesse Harry, um grande aumento de poder. Eles ganhariam um aumento de mágica pura que poderia ser usada para quase tudo. Isso deixou os Comensais extremamente afobados. Agora havia uma recompensa pela cabeça de Harry, uma recompensa melhor que os cinco mil galeões do Minstério. Isso daria aos Comensais da Morte um incentivo a mais para capturar o garoto. Voldemort ficou observando seus Comensais saindo do cômodo. 'Logo' ele pensou. 'Harry vai voltar para mim, logo'.
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Harry aproximou-se do prédio do Ministério da Magia. Ron lhe contou tudo o que ele precisava saber sobre o local. O ruivo e seus irmãos visitaram o prédio tantas vezes, que já o tinham memorizado.
No momento em que o garoto entrou na cabine telefônica, ele teclou o código que Ron lhe deu. O ruivo memorizou o código depois de ter visto seu pai e Percy o terem usado várias vezes.
2-4-8-9-3-4-0
O moreno teclou e a voz de uma mulher preencheu a cabine.
'Bem vindo, por favor, diga seu nome e o propósito de sua visita.'
Harry limpou sua garganta e falou claramente.
“James Potter, Auror, chegando para o trabalho.”
Ele nem mesmo soava como James, mas sabia que a partir do momento em que entrasse no Ministério, não falaria muito. Desse modo, o garoto apenas tinha que fazer sua melhor imitação do homem.
A voz da mulher soou novamente.
'Obrigada. Esperamos que você aproveite seu dia no Ministério da Magia.'
Um pequeno cartão saiu do espaço de 'retorno de moedas' e Harry rapidamente o pegou. Imediatamente a cabine começou a se mover, indo para o subterrâneo. O moreno ficou parado, seu coração batia forte. Ele estava entrando no Ministério de penetra e se fosse pego, nunca mais sairia. Nunca mais. Todas as pessoas lá de dentro estavam procurando por ele e o moreno estava entrando no local por livre e espontânea vontade.
'Espero que isso valha a pena.' Pensou o garoto.
A cabine tocou o chão e a porta se abriu. Harry saiu e se deparou com um Hall magnífico. O local era grande com várias lareiras, uma ao lado da outra, que cobriam as paredes. Havia uma mesa no meio e outra no canto. Ron lhe contou que a do meio era para os visitantes deixarem suas varinhas e a do canto para as pessoas que trabalhavam ali. Sendo James um Auror, ele podia ficar com sua varinha, já que precisaria dela em caso de emergência.
O garoto andou até a mesa do canto, tentando parecer o mais normal possível. Ele não queria mostrar que não sabia para onde estava indo.
Ron lhe disse que a pessoa na mesa era Benjamim Hugh, mas todo mundo o chamava de Benjie. Ele era um cara legal, mas ficava chateado quando seus colegas não perguntavam sobre sua família. O homem tinha uma mulher e três filhos, Damien contou à Harry que o pai deles sempre perguntava pelos filhos de Benjie.
Harry andou até o homem de meia idade. Benji sorriu para ele.
“Boa tarde Sr.Potter. Como você está hoje?”
Harry sorriu de volta para o homem.
“Bem. Como vai você Benjie? Como estão sua mulher e seus filhos?
“Oh, eles estão bem. Vão sair de feriado, logo.” Benjie respondeu.
“Bom, bom. Eu apenas vou pegar uma coisa. Até mais tarde.” Harry disse e rapidamente entrou por uma porta de carvalho dupla.
O garoto soltou o ar quando entrou no corredor deserto. Harry estava preocupado, já que seu pai poderia ficar com problemas no Ministério quando perceberem que a taça de Hufflepuff estava desaparecida. Porém, o moreno não planejava em deixar ninguém vê-lo ou do jeito que ele estava no momento, como James, pegando o objeto e depois saindo. E se de algum modo, alguém visse James com a taça, o homem teria muitas testemunhas do seu lado, já que estava em um jogo de Quadribol.
Harry correu pelo corredor e entrou em um dos elevadores.
De acordo com o livro que Hermione tinha, a taça de Hufflepuff estava na área de segurança do prédio. Essa foi uma parte, a qual nem Ron, nem Damien puderam ajudar, eles não sabiam aonde essa seção ficava.
O garoto entrou no elevador, viu os nomes dos departamentos e localizou o lugar mais provável. Chamava-se 'Seguro e Privado. Só com acesso autorizado'. Tinha que ser ali.
Harry apertou o botão para ir ao 23º andar, ele esperava que seu plano desse certo. O moreno não queria atrair nenhuma atenção. A porta abriu e o garoto se viu parado no 15º andar. Um homem alto de cabelo castanho e olhos cinzas entrou. Harry manteve sua face abaixada, ele não sabia quantas pessoas conheciam James e não queria ser pego.
“Qual é o problema, Potter? Tentando se esconder nos dias de hoje?!”
Harry olhou para cima e viu que o homem falava com ele.
“O que?” O moreno replicou. Ele podia dizer, apenas olhando para o jeito que o homem falava com ele, que James não era seu amigo.
“Não que eu culpe você. Se eu tivesse um filho assassino, eu iria me esconder também.” O homem continuou.
Harry sentiu como se alguém tivesse lhe jogado um balde de gelo. Ele não conseguia acreditar no que esse homem tinha dito. Os punhos do garoto se fecharam e ele deu um passo em direção ao outro.
“O que? Você vai me socar como fez com Keith? Eu tenho que te lembrar Potter, nós não estamos falando nada de errado. Seu filho é um assassino. Você deveria se acostumar com as pessoas falando isso.”
Harry ficou surpreso, seu pai estava passando por esses problemas por sua causa. As pessoas o estavam insultando. Esse tal de Keith já tinha apanhado e agora esse cara estava tentando causar problemas também.
“Talvez você deva calar a boca, ou alguém pode fazer isso por você, permanentemente.” Harry sibilou.
“Isso é uma ameaça?” O homem perguntou.
“Soa como uma?” Harry perguntou de volta.
“É melhor prestar atenção, Potter. Nem todo mundo quer o melhor para você.”
Harry rolou os olhos. Esse homem estúpido não conseguia nem ameaçar alguém direito.
“Escute, obviamente isso é sobre você. Você está com ciúmes, porque eu sou um dos Aurores mais tops e mesmo com toda a confusão na minha vida pessoal, eu vou continuar sendo top. Se você não pode aguentar isso meu amigo, você deveria se demitir.” Harry disse sorrindo de lado.
Assim que o sorriso se desfez, o moreno movimentou suas mãos e o homem foi jogado contra o fundo do elevador. Ele estava tremendo, mas ainda estava consciente.
“Que diabos... O que você pensa que está fazendo?” O homem exclamou ao tentar se levantar.
Harry sorriu de lado e deu um passo à frente. O garoto abaixou os óculos e seus olhos esmeralda brilharam como jóias. O homem abriu a boca horrorizado.
“Você... Você! Você é ele!” Ele gaguejou chocado.
“Você deveria prestar atenção no que fala. Da próxima vez, um assassino pode calar sua boca, seu inútil!” Harry disse venenosamente.
O moreno deu uma rasteira no homem e fez com que ele caísse de costas. O Auror tentou pegar sua varinha, mas Harry bateu na mãe dele e a pegou. O homem ficou no chão, enquanto o garoto apontava a varinha para sua face.
“Hmm, vamos ver agora. O que eu deveria fazer com um bruxo tão pátetico quanto você? Vamos ver.” Harry zombou.
O garoto sorriu de lado e levantou a varinha mais uma vez.
O homem começou a encolher e, logo, em seu lugar apareceu um besouro de esterco.
“Perfeito.” Harry sorriu ao ver o homem trasfigurado sair correndo com medo de ser amassado.
“Agora, você é livre para agir como antes. Você fica melhor assim.” Harry riu.
Logo o besouro saiu por baixo da porta do elevador. Isso o faria pagar pelo jeito como ele falou de James. Foi apenas um feitiço de transfiguração e iria passar dali há algumas horas. Havia um feitiço de proteção também, assim a pessoa transfigurada em animal, ou nesse caso, em inseto, não seria ferida gravemente. Portanto, mesmo que alguém pisasse no besouro, ele não seria morto, apenas se machucaria.
“Ao menos ele vai ficar longe dos Potters.” O garoto murmurou.
Harry chegou ao 23ºandar e saiu de dentro do elevador assim que as portas se abriram. O garoto ficou feliz em ver que o corredor estava vazio, ele respirou fundo e jogou a capa de invisibilidade por cima de si mesmo. O moreno viu a porta que levava à sala aonde tudo estava. Harry viu quatro Aurores na frente da porta e realmente desejou que tudo desse certo. Se algum desses homens pudessem detectar a capa de invisibilidade, ele teria que passar para o plano B e isso incluía vários Aurores mortos. O garoto não queria fazer isso em uma situação tão delicada.
Harry apontou sua varinha para um canto oposto e fez uma janela se estilhaçar. Dois dos Aurores ficaram imediatamente em posição de duelo e correram até a janela, com suas varinha em punho, prontos para ver o que tinha acontecido. Os outros dois ficaram em frente a porta, para proteção. O moreno andou vagarosamente em direção à eles, aparentemente ninguém podia vê-lo. Ele andou mais um pouco e parou em frente aos dois Aurores. Tentando ser o mais silencioso possível, Harry retirou um pequeno frasco de dentro de suas vestes. Sem desviar os olhos dos dois homens, o garoto abriu o frasco e imediatamente um grito horroroso encheu o corredor. Os Aurores pularam em choque. O moreno deslizou entre eles e abriu a porta. O frasco 'gritador' foi jogado no chão em frente aos homens que não conseguiam vê-lo.O garoto entrou na sala e ainda com a capa, saiu correndo. Harry parou, mas continuou andando em frente até ver a taça, quando estava passando pela terceira fileira. O objeto estava dentro de uma cúpula de vidro e parecia majestoso.
Harry quase ficou triste por ter que destruí-la. O garoto retirou a capa e moveu sua mão até a cúpula, sentindo os feitiços de proteção que ali estavam. Isso tinha que ser feito sem varinha, de outro modo, o uso de uma iria disparar o alerta. Fazer isso era como destrancar uma porta, você precisa saber quais macetes usar. Harry fechou os olhos e concentrou-se na magia a sua volta, ele a sentiu rapidamente. Demorou três minutos de pura concentração, mas finalmente o moreno conseguiu neutralizar a magia. Ele ouviu um 'click' que mostrou a desativação do feitiço.
Harry levantou a cúpula de vidro e tirou a taça prateada. Assim que os dedos do garoto fecharam-se em torno dela, sua cicatriz queimou de dor. Ele mordeu os lábios para que nenhum som escapasse, sua cicatriz ficava pinicando desde quando ele destruiu o pingente de Slytherin. O moreno percebeu que com ele longe, Voldemort deveria estar mais nervoso do que o usual.
“Definitivamente uma Horcrux.” Harry murmurou para si mesmo ao esfregar sua cicatriz.
Ele colocou a taça dentro de sua vestes, colcou a capa de invisibilidade e moveu-se discretamente em direção à porta. O garoto chegou bem a tempo de ver três Aurores entrando na sala.
'Droga' o garoto pensou e saiu do caminho. Os Aurores estavam lançando jatos de luz azul que iluminavam diferentes objetos. Obviamente era um feitiço localizador, para ver se alguém estava lá dentro. O problema era que eles não sabiam quem o intruso era, portanto o feitiço estava sendo lançado para qualquer lado. Harry apertou a capa e moveu-se rapidamente, desviando dos jatos de luz. Se um deles o scertasse, ele seria iluminado e todos o veriam.
O moreno estava se movendo em uma velocidade impressionante e logo conseguiu passar pelos Aurores. Harry viu que um deles estava do lado de fora. O garoto passou por ele e começou a ir em direção às escadas Ele nem mesmo percebeu que estava segurando sua respiração, até quando em seu destino. Seu peito doía por causa disso e Harry respirou aliviado.
O garoto desceu correndo e passou por alguns andares, antes de sair e entrar no elevador para descer até o térreo. A taça estava segura em seu bolso. Harry não conseguia acreditar que tinha pego o objeto sem nenhum problema.
N/T: Sam em inglês é um nome, não apelido, típicamente masculino. Para quem viu Senhor dos Anéis, lembra do Sam? Amigo do Frodo...
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Damien e Ron não conseguiam acreditar na sua sorte. O jogo tinha demorado 40 minutos. Aquele apanhador estúpido pegou o pomo em tempo recorde e o jogo terminou sem nem ter começado direto. Eles estavam indo para casa e os dois garotos estavam rezando para que Harry já tivesse conseguido fazer as coisas e tivesse saído do Ministério, ou para que James não fosse trabalhar.
“Pai, você não acha que nós deveríamos sair para jantar hoje a noite?” Damien perguntou, enquanto seu pai dirigia de volta para casa.
“Sim, se você quiser. Acho que vai ser bom para a sua mãe. Ela anda meio estressada ultimamente.” James disse calmamente.
“Ótimo. Acho que você deveria ir para casa e contar para ela pessoalmente. Ela sempre fica feliz quando você chega em casa e a surpreende.” Damien disse rapidamente.
“Certo.” James riu.
Damien e Ron encostaram no banco do carro, felizes porque James estava indo direto para Godric´s Hollow.
Quando os garotos estavam conversando profundamente, Ron desviou seu olhar do amigo e se engasgou.
“O que?” Damien perguntou.
“Olha!” O ruivo sibilou.
Damien se virou e viu que para seu horor eles estavam chegando no Ministério da Magia. O carro estava indo em direção à cabine telefônica, que era usada para entrar no prédio.
“Pai! O que você está fazendo? Eu pensei que você não ia trabalhar hoje.” O garoto perguntou, falsificando uma voz calma.
“Eu não estou indo trabalhar. Eu apenas tenho que passar lá por um segundo, eu tenho que pegar uma coisa.” James respondeu, enquanto estacionava o carro.
Ron e Damien trocaram um olhar de pânico. O que eles iam fazer agora? O trabalho deles era deixar James longe do trabalho. Eles não podia deixá-lo ir agora, Harry provavelmente ainda estava lá dentro.
“Oh, ok.” Damien disse para seu pai e virou para Ron murmurando 'Merda'. O ruivo também estava em pânico.
“Sr.Potter, tudo bem se nós conversarmos com você sobre uma coisa antes que você vá?”
James terminou de estacionar o carro e virou para olhar os dois garotos.
“Claro.”
Ron olhou para Damien, obviamente sugerindo que o amigo tinha alguma coisa para dizer. James encartou seu filho mais novo.
“Alguma errada Damien?” James perguntou.
O menino lançou um olhar gélido para Ron e virou-se para encarar seu pai.
“Hum... é. Na verdade, eu não sei como dizer isso, mas hum...” Damien estava tentando fazer sua mente pensar em algo que fosse uma boa distração.
“Damy, isso é muito importante, ou pode esperar até que nós estejamos em casa?” James perguntou, pronto para abrir a porta do carro.
“NÃO! Quero dizer, eu tenho que falar sobre isso. Se mamãe descobrir, eu não acho que ela vai entender.” O menino disse. Isso prendeu a atenção de James. Ele se virou e encarou seu filho.
“Damy, o que há de errado?” Ele perguntou preocupado.
Damien abaixou a cabeça. Ele estava fazendo seu pai ficar chateado e sem razão.
“Hum, olha... é assim. Hum, eu meio que gosto dessa pessoa. Eu sei que você disse que eu não posso sair com ninguém, até que eu fique mais velho, então eu nem fui falar com essa pessoa. Mas, agora nós saímos de Hogwarts e eu não sei se vou poder algum dia chamar essa pessoa para sair.” O menino decidiu dizer uma meia verdade.
“Oh! Ok, quem é essa pessoa?” James perguntou sorrindo.
“Bem, é Sam. Eu realmente gosto de Sam e acho que...” Damien foi cortado pela tosse de seu pai.
“Sam! Você gosta de alguém chamado Sam!” James perguntou.
“É.” O menino disse rápido, sem saber o porquê de seu pai ter ficado pálido.
“Oh, hum. Acho que nós deveríamos conversar sobre isso em outro lugar. Não desse jeito.” James disse isso com um tom rosado na face.
“Pai, eu quero falar disso agora. Sam mora do outro lado de nossa rua. E se você achar que está tudo bem, eu gostaria de ir vê-la.” Damien disse amuado.
“Ela! Sam é uma ela. Sam é uma garota!” O homem disse aliviado.
Damien percebeu o que seu pai pensou ao ouvir o nome 'Sam'.
“É, Sam. Sabe apelido de Samantha. Ela foi na nossa casa em Julho. Lembra?” Ele perguntou, enquanto segurava sua risada.
“Oh, claro, claro. Uma garota ótima, ótima. Eu gosto dela. Mas Damy, você ainda é um pouco novo. Acho que você deveria ter no mínimo uns quinze anos, antes de sair com alguém. Ok?!” James disse, parecendo embaraçado. Ele não lembrava de nenhuma Samantha, mas estava querendo concordar com seu filho.
“Certo! Mas não conte para mamãe. Ela vai apenas zoar comigo. Sam é a melhor aluna dela, sabe...” Damien explicou.
“Não se preocupe.” James replicou.
O sorriso do menino tremeu um pouco, quando ele viu Harry, que estava com a mesma aparência de seu pai, saindo da cabine telefônica. Seu irmão rapidamente entrou na multidão que havia na rua e desapareceu.
James saiu do carro e disse para os dois garotos se comportarem, enquanto ele ia ao Ministério. Damien e Ron começaram a rir assim que o homem saiu.
“Caramba Damy. Pensei que você ia fazer ele ter um ataque cardíaco!” Ron exclamou.
“Foi a única coisa que eu consegui pensar. E eu não estava mentindo. Sam é bem gostosa.” Damien disse envergonhado.
“Ela está no meu ano!” O ruivo disse, repreendendo um pouco o amigo.
“E... Eu não posso gostar dela, só porque ela é três anos mais velha?” O menino disse.
“Certo, certo. Você pode gostar de quem quiser. Então, o Harry saiu...” Ron disse olhando pela janela.
“É, vamos rezar para que tudo tenha ido de acordo com o plano.” Damien disse baixinho.
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James entrou no saguão e rapidamente andou até Benjie.
“Hey Benjie, como você está? Como estão sua mulher e seus filhos?” Ele perguntou para o recepcionista.
Benjie olhou para o Auror estranhamente.
“Eu estou bem Sr.Potter. Mas acho que você está meio esquecido. Você já perguntou como eu estava.”
O homem olhou confuso para o recepcionista.
“Sobre o que você está falando? Essa é a primeira vez que eu entro aqui.” James disse rindo.
“Não, essa é a segunda vez que você vem aqui. Na verdade, você acabou de sair há uns dois minutos atrás. Eu mesmo te dei tchau.” Benjie disse um pouco irritado.
“O que você...?” De repente tudo fez sentido para James.
James saiu correndo sem dizer mais nada, ele se trancou na cabine telefônica e desejou que a máquina fosse mais rápido. Harry veio até o Ministério. O garoto fingiu que era ele para ter acesso ao Ministério. Benjie disse que ele saiu há alguns minutos atrás. Talvez James ainda pudesse alcançá-lo.
O homem correu para fora e foi até o beco que dava para rua, seus olhos procuravam Harry em todos os lados, mas não havia nenhum sinal do moreno de olhos verde. Damien e Ron observaram o Auror correndo com o coração a mil, obviamente ele procurava por alguém.
“Negue tudo.” Ron sussurrou para Damien quando James estava voltando.
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Damien e Ron estavam sentados em uma das salas do Ministério. James não suspeitava nem um pouco deles, ele correu para dentro do carro e pediu para que ambos entrassem no Ministério, dizendo que havia uma situação que ele tinha que resolver, antes de ir para casa.
Dizer que a situação estava tensa, seria pouco. O Ministério inteiro ficou de cabeça para baixo ao saber que alguém tinha entrado lá e o fato de que era o Príncipe Negro, a pessoa que fez isso, era ainda mais estressante. James tentou fazer as coisas ficarem sob controle, mas Benjie soou o alarme quando o Auror voltou para o Ministério.
“Um garoto entra no Ministério! Entra normalmente, faz o que quiser fazer e sai sem ninguém notar! Explique para mim como isso é possível?!” Fudge urrou.
James estremeceu, não porque que o Ministro estava gritando, mas porque tinha cuspe voando para todos os lados.
'Que idiota contou para ele?' O Auror pensou nervoso. Ele apenas queria saber porque Harry viria para o Ministério. Que propósito ele teria para fazer uma coisa tão perigosa? Logo ficou claro a razão. Depois que o alarme foi disparado, houve uma ordem para que todos os departamentos checassem se algo estranho tinha acontecido. Foi nesse momento que os Aurores da guarda do 23º andar, apareceram e explicaram os acontecimentos daquela tarde. Depois de uma busca, foi informado que a inestímavel taça de Hufflepuff estava desaparecida.
Isso fez as coisas saírem do controle. O Ministro entrou em pânico, enquanto pensava em como iria explicar isso. Ele ordenou que esses acontecimentos não se alastrassem para o mundo mágico. Em nenhuma circunstância, era para que a população mágica ficasse sabendo que o Príncipe Negro entrou no Ministério e roubou um importante artefato.
James e Sirius estavam entraram em um pânico particular. Harry se arriscou muito entrando no Ministério. Por que? Por que ele queria a taça de Hufflepuff? Eles sabiam que Dumbledore teria que ser informado. Talvez o Diretor pudesse ver alguma luz em tudo isso.
Ron e Damien estavam dentro da sala, totalmente sem saber o que acontecia do lado de fora. Eles estavam apenas felizes de que ninguém suspeitava deles. Eles estavam salvos. De repente, um grito alto foi ouvido e os dois garotos pularam e correram para a porta. Damien viu seu pai e seu tio Sirius gritando junto com um homem alto com cabelo castanho. O homem era um Auror, que ambos reconheceram sendo Charles Blake. Ele era um homem arrogante e metido que adorava brigar com as pessoas. Ele odiava James e Sirius, desde os tempos da escola. Sirius disse à Damien que ele tinha certeza de que Blake tinha virado um Auror para copiar James.
“Eu estou dizendo, ele estava aqui. Eu o vi!” Blake gritou frustrado.
“Quem? Quem estava aqui? Tente fazer sentido!” James gritou de volta.
“Seu filho! Ele estava aqui. Ele me atacou!” Blake gritou de novo. Sua face estava ficando roxa de raiva.
“Sobre o que você está falando? Se você o viu, porque o deixou ir?” Kingsley Shacklebolt interrompeu.
“Eu o prenderia! Mas ele... ele... eu...” Blake parecia não ter palavras.
O que quer que fosse, que Harry tivesse feito, manteve Blake quieto e o estava afetando muito. A verdade era que o homem estava embarassado por ter sido transformado em um besouro de estrume. Se a verdade aparecesse, ele nunca se recuperaria. Portanto, o Auror decidiu em apenas virar e ir embora. Ele lançou à James um olhar malvado antes de ir, jurando que ia fazê-lo pagar nem que fosse a última coisa que fizesse na vida.
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Harry abriu a porta de seu quarto e entrou. Ele trancou tudo, foi para a cama, pegou a taça e segurou-a na mão. Aparentemente Voldemort tinha se acalmado, já que a cicatriz do garoto não doeu dessa vez. O moreno examinou o objeto, ele era verdadeiramente bonito. Harry percebeu que estava encantado com a taça, assim como ficou com o pingente. O garoto desviou os olhos do artefato e colocou-o na cama ao lado dele.
Harry passou suas mãos em seu cabelo, ele tinha pego a taça, mas não tinha certeza se seria capaz de destruí-la. Com o pingente foi instintivo, ele o destruiu em um momento de raiva. Mas essa situação era diferente. Ele não sabia que feitiço usar. O garoto pensou na raiva que sentiu quando desintegrou o pingente, pensou no que causou aquela raiva.
O garoto segurou a taça e se focou. Ele pensou em todas as vezes que Voldemort disse palavras gentis, todas as vezes que o homem disse que ele era poderoso e que seus 'pais' não o amavam por causa de seu poder. O moreno lembrou das palavras de Voldemort.
“Você sempre teve uma certa escuridão dentro de você, Harry. Uma escuridão que te dá um poder puro. Isso é o que seus pais odiavam em você. Eles não entendiam. Sua escuridão será responsável pela sua vitória.”
Os olhos de Harry ficaram negros por um instante e a taça em sua mão pegou fogo, antes de explodir em uma nuvem de poeira. Os olhos do garoto voltaram para a sua cor esmeralda instantaneamente. Ele olhou para o monte de cinzas que havia em sua mão e fechou os olhos, enquanto segurava o pó.
“Você estava errado Voldemort, a escuridão que há em mim não será a responsável pela nossa vitória, mas sim pela sua derrota.”
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