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0. Prólogo


Fic: A Floresta das Sombras, Aviso


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Prólogo







“Você quer saber onde estamos? Pois eu vou lhe dizer. Estamos indo de encontro ao meu destino.”

Um quase sorriso acompanhou a frase do jovem cavaleiro, ao mesmo tempo em que ele esporeava seu cavalo de crinas negras e avançava, à meio-galope, à frente de seu companheiro e do grupo com que seguiam.

Talvez tenha sido a confiança e a inexorabilidade de sua disposição que tenha feito com que muitos apontassem aquele dia – aquela manhã úmida e nevoenta – como o início de tudo. Contudo, a maioria dos que conheciam o ambicioso favorito do barão tinha certeza de que tudo se iniciara bem antes. O fato é que, quando esta história passou a ser contada (e contada como você vai ouvir) à beira do fogo, sob a luz das lareiras e dos olhos das crianças, todos escolhiam contar a partir daqui. E é uma boa escolha, pois, se não foi naquele longínquo dia de Todos os Santos que tudo começou; aquele foi, sem dúvida, um dia decisivo.

O séqüito que acompanhava o gordo barão era, em sua maioria, composto de jovens e alegres cavaleiros. Todos cobiçosos em partilhar dos privilégios e dos bons contatos do barão na corte de Londres e entre a cúpula normanda que agora dominava o país. Afinal, ligar-se a um senhor tão bem relacionando e generoso, e que exigia tão pouco em troca, era uma verdadeira dádiva naqueles tempos em que o poder e os favores voavam rapidamente das mãos dos que não sabiam se manter do lado “certo”. O barão obviamente sabia se manter neste "lado", e sabia também que “o lado certo” era o lado vencedor. O problema, para os jovens cavaleiros por quem ele gostava de se fazer cercar, era alcançar a graça de ser notado pelo barão e, apenas para uns poucos escolhidos, ascender à posição vantajosa de favorito.

Mas, pergunte a quem quiser, todos lhe dirão que ninguém conseguiu isso tão rápido e tão competentemente quanto o jovem Thomas. Ou simplesmente Tom, que era como seus companheiros e o seu Senhor o chamavam. A aparência encantadora de Tom o recomendava muito. Belo, disposto, lisonjeiro, ávido por conhecer e aprender. Apesar de sua baixa condição social, via-se em sua ascensão, e em seu enorme talento em agradar aos poderosos, a marca de um sangue fidalgo que certamente o punha acima dos homens vulgares.

Essa era a opinião do barão que desconfiava de alguma indiscrição de um Senhor de alta linhagem com alguma pobre coitada. Desconfiava apenas, porque Tom jamais falava sobre sua família ou sua origem. Era um desses homens que pretendiam fazer a si mesmos, um futuro patriarca, pensava o barão. Por isso, ele ria quando o rapaz se mostrava desgostoso do nome com que lhe chamavam: Tom Riddle. Ora, Riddle era um nome insignificante de uma aldeia ignota a meio caminho de Gales e, certamente, não servia para alguém que pretendia ser tão grande.

“Não se atormente, Tom”, costumava dizer o barão, sorrindo indulgente para os olhos perigosos que o rapaz fazia quando era chamado. “Você fará seu nome ser respeitado. Se não for, troque-o por um que seja do seu agrado, tenho certeza de que o temerão apenas por ser seu.”

O barão falava isso da boca para fora, ou talvez, não. O fato é que Tom ouvia. E desejava isso.

Era essa condição de favorito que permitia a Tom cavalgar a frente do grupo, até mesmo do barão, e escolher a estrada por onde iriam viajar. Naquela manhã, ele havia escolhido a estrada que seus sonhos lhe haviam mostrado na noite anterior. Um lugar que o perseguia em visões e sonhos há anos. O lugar em que ele – tinha certeza disso – encontraria o seu destino.

“Tom!” Chamou o barão Slughorn, que ainda sorria paternalmente para o ímpeto de liderança do jovem. “Tom, venha cá”.

O rapaz diminuiu a marcha até seu cavalo emparelhar com a égua baia do barão.

“Tem certeza sobre esta estrada?”, perguntou mais uma vez. “Não gosto destes caminhos aqui do norte. Sempre me parecem lúgubres.”

“Não há nada de errado neste caminho, meu senhor. A névoa é própria desta região nesta época, como certamente o senhor sabe.”

“Sim, sim”, concordou o barão sacudindo os dedos gorduchos cheios de anéis. Ele não achava que precisasse se preocupar com salteadores tendo tantos jovens cavaleiros em sua comitiva, não era isso que o preocupava. E tinha certeza de que o rapaz sabia disso. “Ainda assim, Tom. As pessoas falam desta região como sendo de péssimo augúrio. Há algo aqui...”, Slughorn pareceu sentir um arrepio com o pensamento, “de que, definitivamente, não gosto.”

Tom lhe deu um meio sorriso.

“Não se preocupe, barão. O senhor não poderia estar mais seguro do que em nossa companhia. Não é mesmo, rapazes?”

Os homens responderam com brados, como se Tom fosse o seu capitão. O barão continuou nervoso, afinal, toda aquela confiança e temeridade combinavam com os jovens, mas, de forma alguma, com ele. Tom, no entanto, esboçava mais do que confiança.

Desde que o sol se erguera, o rapaz parecia possuído por um demônio. Sempre calmo e solícito, dessa vez ele estava ansioso e cheio de fogo. Era como se, para além dos vales encharcados, nas zonas baixas e cavernosas dos montes que anunciavam que se estava chegando às terras altas, algo maravilhoso o esperasse.

O barão, por algumas horas, observara com bom humor a tensão quente com que Tom encarava cada curva do terreno. Porém, à medida que percebia que a névoa matutina, ao invés de ceder lugar ao sol pálido, se fazia mais densa, mais fria, mais cinzenta, parecendo imergi-los num mundo encantado e agourento, o barão se enroscava em sua capa de viagem e reclamava consigo mesmo a sua fraqueza em ceder aos desejos de Tom.

E, de fato, enquanto o tempo passava, a neblina ia se grudando às armaduras, que já não brilhavam, e às patas dos cavalos, que já temiam correr. E, logo, já não era apenas o barão que se preocupava. A atmosfera cinzenta não se encarregou só de borrar os contornos da comitiva, mas lentamente também foi roubando as vozes, o riso e as caçoadas dos cavaleiros, até que só restasse a apreensão muda, e o entusiasmo inabalável de Tom.

Algo se moveu à frente e os cavalos relincharam ameaçando parar, o que fez o grupo prender a respiração num susto coletivo. Tom friamente fez com que seu cavalo andasse alguns lentos passos à frente da comitiva que parara.

“Quem vem lá?”, perguntou em voz alta e clara.

A resposta foi o silêncio e, logo depois, um movimento de algo que se aproximava num farfalhar.

“Identifique-se!”, ordenou como se tivesse autoridade para isso.

O movimento parou.

“Mas é você quem deve se identificar, cavaleiro”, a voz feminina era velha e inconfundivelmente maligna, “já que é você quem invade nossas terras.”

Tom lançou um breve olhar sobre os ombros, dirigido a todos e a ninguém ao mesmo tempo. A compreensão foi rápida e todos os cavaleiros colocaram as armas mais próximas das mãos. O cavalo montado pelo barão foi engolido pelos outros e seu corpanzil escondido pelas expressões ferozes de seus homens.

“Somos apenas viajantes, Senhora”, Tom disfarçava a disposição belicosa numa fala macia e educada. “Estamos de passagem. De forma alguma, nossa intenção era invadir os vossos domínios.”

Ouviram o riso asmático da velha e, pela névoa, ruídos abafados deram aos homens a nítida sensação de que estavam cercados. Os cavalos se mexeram, pateando e relichando, nervosos; e os cavaleiros sacaram as suas espadas, porém não pareciam tão valentes agora. A névoa lhes tolhia a visão, deixava menos nítidos os seus sentidos. O barão gemeu alto.

“Tom...”

“Minha senhora...”, tentou Tom.

No entanto, houve um súbito silêncio e Tom sentiu a garganta secar antes que ele continuasse a falar. À sua frente, movendo-se sem ruído, materializaram-se três vultos envoltos em vestes longas e andrajosas. Os rostos escondidos por capuzes sujos. Estavam mais próximos do que os cavaleiros haviam suposto e o cavalo de Tom ameaçou empinar, assustado com a repentina presença. O vulto ao centro avançou um pouco mais, lentamente desvencilhando o braço das mangas rasgadas do tecido cinzento. A mão que se revelou era branca e magra, a pele caindo flácida sobre as veias azuladas e salientes. Ela esticou os dedos ossudos até tocarem as rédeas e, quando o fizeram, foi com surpreendente delicadeza. Tom sentiu seu cavalo não apenas parar e retesar, mas ficar de tal forma imóvel que lhe pareceu estar montando um animal morto.

Erguendo o rosto, já quase ao lado da perna de Tom, a velha revelou a pele de pergaminho e uns olhos fundos, pequenos e desbotados, sem que se pudesse lhes precisar a cor; a boca tivera os lábios engolidos pela idade e os poucos dentes que tinha restado seriam menos repulsivos se não existissem. A custo, Tom disfarçou o asco, mas o poder que a velha emanava era tão grande que logo sua aparência já não importava mais ao jovem cavaleiro.

“Riddle?”, grasnou a velha. “Você é o que chamam de Riddle, não é?”

Sério, Tom confirmou.

“Oh! Milorde, milorde!”, exclamou a velha tomada de encantamento. Cheia de mesuras e respeito, ela se curvou e beijou a barra da capa de Tom diversas vezes, sem parar de falar. “Oh, meu senhor. Salve o Príncipe da Magia, salve nosso futuro rei, aquele que nos colocará acima de todos os outros!”

As exclamações eram seguidas de reverências, enquanto a velha e suas duas companheiras cercavam o cavalo imóvel de Tom e beijavam, submissas, suas botas e as fímbrias de sua capa. Tom parecia alheio ao leve mal estar que perpassava seus acompanhantes. Slughorn estava visivelmente chocado, enquanto alguns dos jovens, os mais próximos de Tom, tinham expressões de ávido interesse.

“O que diz, velha?”, a voz de Tom não tinha, no entanto, nenhum traço de incredulidade para com as palavras dela. “Sou apenas um humilde cavaleiro a serviço de seu senhor”.

As três velhas pararam de saudá-lo e a que lhe falava voltou a encarar o seu rosto com enorme atenção.

“Mas o senhor veio aqui à nossa procura, não veio? Veio para saber. Eu sei que veio.”

“Não foram os seus olhos que vi em meus sonhos e me guiaram até aqui, nem foi a sua voz que ouvi me chamar.”

“Não”, ela concordou. “Nos seus sonhos você viu minha mão, segurando a adaga do sacrifício”, ela novamente estendeu o braço mostrando a mão ossuda. “Os olhos eram os da minha irmã”, o vulto à sua esquerda ergueu o capuz revelando um rosto feminino igualmente devastado pelo tempo e as órbitas esbranquiçadas da cega. “E a voz...”, o outro vulto mal se moveu, mas tampouco se mostrou, “não vai ouvi-la aqui.”

A voz da velha tinha um quê de promessa que Tom captou imediatamente.

“Onde?” Ele nem tentou disfarçar o tamanho de sua ansiedade.

Em resposta, as três mulheres lhe deram as costas e começaram a subir as pedras roliças do vale que os cercava. A neblina parecia menos densa à volta delas e, à sua passagem, o ar se tornava mais claro, revelando o vale rochoso, com pedras grandes e amarelas, toscamente arredondadas, por rolarem da encosta alta, e empilhadas precariamente no terreno acidentado. Com agilidade, as três velhas galgaram as pedras e Tom soube imediatamente o que deveria fazer. Apeou do cavalo, tirou sua espada da bainha da sela e se pôs a segui-las. Ouviu seus companheiros chamarem-no, mas ele não voltou, apenas ordenou por sobre o ombro: “Não me sigam!”

Tom começou a subir o mais rápido que pode para não perdê-las de vista. Contudo, à medida que ele subia, a cortina de névoa fechava-se as suas costas e logo já não era mais possível ver a comitiva do barão. Uma pedra, desajustada pelo pé de uma das mulheres saltou rolando colina à baixo e, antes que Tom pudesse se desviar, bateu com violência no ponto exato em que seus dedos seguravam a espada Com um gemido de dor, Tom abriu a mão e a espada saltou dela, como se tivesse vida própria e caiu ladeira abaixo, sumindo na névoa. A mulher cega virou o rosto para ele, sorriu e continuou a escalada.

Sem opção, Tom prosseguiu. Os dedos sangrando e latejando por causa da batida. Viu quando as três sumiram por um buraco que certamente levava à uma caverna no interior da rocha e levou ainda alguns minutos até alcançar a entrada. Um ar de tumba, adocicado, úmido e garroteante o recebeu assim que ele colocou a cabeça para dentro e começou a afastar as teias de aranha que caíam como um cortinado a sua volta. Parecia que ninguém havia entrado ali antes dele. Um túnel seco e tortuoso o levou a uma câmara apertada, pouco maior que a casa de um lenhador comum. No centro, as três velhas tinha se reunido em torno de um caldeirão fumegante, do qual se desprendia um odor que lembrava roupas suja e o sangue de algum animal venenoso. Uma luz esverdeada saía dele e iluminava parcamente o lugar.

“Aproxime-se”, ordenou a mulher que lhe falara fora da caverna.

Tom caminhou lenta e cuidadosamente até elas.

“O que quer de mim, bruxa?”

“Bruxa?”, riu-se a mulher. “Isso você também é. Assim, como aquele que você finge servir e também os teus companheiros.”

“Por que me trouxe aqui?”

“Porque você nos procurou”, respondeu ela. “O desejo o consome, não é? Você sente o que vem e não sabe como virá. Por isso veio em busca do conhecimento. Um conhecimento que apenas eu e minhas irmãs temos. Pagamos alto por este poder, mas o preferimos a todas as coisas que deslumbram os vulgares, homens e bruxos: ouro, posição, amor.”

“Estas coisas também não me seduzem”.

A velha lhe deu novamente o espetáculo da boca carunchada. Depois ela deu alguns passos até uma gaiola sobre uma mesa bamba e, quando ficou novamente de frente para Tom, tinha em uma mão um corvo e noutra uma adaga. Cortou o bicho ainda vivo de cima a baixo e deixou seu sangue pingar sobre o caldeirão. O cozido borbulhou alto e empestou ainda mais o ar. Depois, largando a faca, ela enfiou as mãos no interior do pássaro e examinou-lhe as entranhas. Soltou um guincho de prazer e, por fim, jogou longe o corpo do animal ainda trêmulo.

Aquela que era cega retirou o capuz e se inclinou sobre o caldeirão como se pudesse ver muito além dele, como se fosse capaz de desentranhar os segredos do passado e do futuro. E ela era. Mas não podia contar o que via. Então, a terceira, que até então estivera oculta, baixou o capuz. Tom não retrocedeu porque já esperava algo terrível, mas foi com custo que se manteve. A bruxa, tão velha quanto as outras, com a mesma pele de pergaminho, tivera os lábios costurados com uma linha grossa e escura que a cicatrização deixara pastosa de sangue. Ela pegou a adaga que a irmã largara e cortou um a um dos pontos livrando a boca da mordaça e de sua crueldade. Então, sua voz, surpreendentemente clara e musical, falou.

“O bem amado de Hades trará justiça aos perseguidos. Ele elevará nossos rostos ao sol e cobrirá de trevas aqueles que nos odeiam. Seu reino será de luz para os que vivem e amam as trevas. Serás conselheiro, serás príncipe e serás rei. Sob teu mando, os homens comuns curvar-se-ão ao poder da magia e nenhum limite se fará aos seus desejos. Teu poder será infinito. Tua força será imensurável. A vida e a morte serão tuas servas, como a magia com a qual as governará.”

Tom mal respirava. Seu coração batia forte, mas ele já não lhe dava atenção. Tudo o que queria era aquele futuro. Faria qualquer coisa por ele.

“Mas guarda, porque eles virão. Aqueles que se oporão a ti. Os dois demônios. Ficarão ocultos por muito tempo, mas terão poderes que jamais conseguirás. Mata-os, pois. Mata-os logo. Mata-os tenros, pois a juventude lhes dará mais e mais força.”

Tom deu um passo em direção ao caldeirão. A pergunta lhe saiu dos lábios contraídos.

“Quando? Digam. Quando conhecerei estes inimigos? Como poderei matá-los?”

“Fique atento aos sinais”, falou o oráculo. “A flecha do caçador brilhará mais forte quando o primeiro vier. E será o todo poderoso Júpiter que protegerá o segundo, filho do sol. Tu saberás... E então, mate-os! Não serás nada enquanto um dos dois respirar. Serás menos que nada se fracassar. É isto o que temos a te dizer. Agora vai, pois de nós não saberás mais nada.”

E, é assim que todos contam, e assim contarei, Tom saiu dali e foi fazer real o que as três bruxas lhe disseram, o que ele acreditou ser o seu destino.





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N/A: Agora sim. Finalmente depois de um ano pensando, a fic veio à luz rsrs. Espero que tenham gostado do prólogo, logo virá o primeiro capítulo.

Apenas, antes de começarmos mesmo gostaria de dizer o seguinte:

A fic é Universo Alternativo, logo, o que vai mandar é a minha criatividade. Mesmo que ela se passe em uma época datada, isto é, o reinado de Ricardo Coração de Leão na Inglaterra, esta não é uma fic histórica. Para os que não sabem, sou professora de história, logo, se eu escrevesse uma fic desse jeito estaria transformando meu lazer em trabalho. Portanto, estarei me apegando mais às lendas e delas fazendo o que for mais interessante para a história que quero contar.

Assim, de antemão, peço perdão aos puristas pelas liberdades que tomarei com a História, com a lenda de Robin Hood e com os livros de JK Rowlling, nesta salada que farei aqui.

Por outro lado não posso deixar de agradecer todos os que expressaram confiança de que esta fic poderia ser uma boa leitura e que já me fazem colocar o início dela tendo 21 votos. Isso é tremendamente lisonjeiro e sem dúvida me coloca numa grande responsabilidade. Farei meu máximo para corresponder.

Meu muito obrigada e o meu carinho para os que deixaram um recadinho:

Luísa Lima, Clara, Janaina Potter, Sô, Charlotte Ravenclaw, Morgana Black, Tonks Butterfly, Livinha, Henrique Malfoy, Alessandra Amorim, Naty L. Potter, Natinha Weasley, Bruna Weasley, Mirella Silveira, Bruna Perazolo, Carline Potter, Thayse Couto, Flavinha.


Beijos e até a Just like Heaven (o próximo capítulo vem como chocolate de Páscoa =D).
Sally

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