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7. Despedidas


Fic: QUANDO TUDO COMEÇOU


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 7: Despedidas


Ela não deu ouvidos a eles e chorando, virou-se e saiu do Salão Comunal. Ninguém a seguiu. Ela saiu sem rumo, descendo cada vez mais, sem pensar em onde estava indo até que uma voz de barítono aveludada atrás dela a fez perceber onde se encontrava: nas masmorras.

- A senhorita já ficou com saudades?—Snape perguntou sarcástico, chegando sorrateiramente por trás.

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-AH!—ela gritou com a mão no coração—POR MERLIN! Você TEM que parar de fazer isso Severus—ela se virou para ele.

-E a senhorita tem que parar de vir atrás de mim em momentos inoportunos, então estamos quites—disse ele irônico num ar de reprovação. Hermione se sentiu ofendida—Você tem noção do que vão pensar se virem você aqui, na frente da porta dos meus aposentos??—e apontou para a porta. Só então que Hermione reparou onde estava mais precisamente.

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-Ah, mas o senhor não acha que é muito egocêntrico da sua parte partir da suposição que vim até aqui para ver você?—disse ela numa tentativa frustrada de disfarçar. É lógico que ela estava ali para vê-lo, foi subconscientemente, totalmente não-intencional, mas ela estava ali para vê-lo.

- Ah, sim, me desculpe, senhorita— Snape falou sarcástico—Já que não estava me procurando, vou deixá-la a sós—e abriu a porta de seus aposentos—Até mais.

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- Afff, pára com isso vai. –disse ela segurando a porta com uma mão—Tá bom, eu admito, vim aqui pra ter ver.—e cruzou os braços bufando, numa bela imitação de uma criancinha teimosa. Snape quase riu.

- É lógico que sim, quem mais a senhorita estaria procurando por aqui. Flitwick, talvez?— ele levantou a sobrancelha enquanto ela entrava em sua sala-de-estar. —Entre, por favor— falou com sarcasmo encarando a figura que entrava sem pedir permissão.

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- Parece que aqui está mais bonito do que da última vez que entrei—ela disse contente.

- É porque da outra vez a senhorita estava grogue—ele esclareceu, fechando a porta.

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-Espera aí, não tinha essa porta aqui da outra vez que eu entrei!—Hermione constatou—Ali é onde fica a passagem secreta, e só tinha duas portas, ali e ali!Uma que dava para o estoque e outra que dava para o seu quarto!—ao que ela acabou de falar, Snape, com um aceno de varinha fez aparecer uma tapeçaria com o emblema da Sonserina no lugar da porta.

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- Ela também fica disfarçada do lado de fora—ele explicou—Me admira que a sabe-tudo Granger não tenha notado que antes de eu mencionar a porta, não havia uma porta lá.

- Uhm, é, não percebi...

- Mas enfim,— Snape disse procurando algum lugar confortável mas que não oferecesse perigo para os dois se sentarem. Ele viu o sofá e as poltronas em frente à lareira, avaliou os riscos e optou pelas poltronas. Agora ela era sua aluna de novo, ele teria de evitar que acontecesse qualquer coisa— quer se sentar?

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Hermione e Snape foram em direção às poltronas e Snape acendeu a lareira, afinal, ali estava frio. Ele se repreendeu por notar que os mamilos dela estavam rijos e poderiam ser vistos através da blusinha de pano branco e tentou se controlar.

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-Eu...—Hermione começou a falar sem jeito—eu só queria dizer que... amanhã pretendo viajar sabe, vou aproveitar as férias para reencontrar meus pais na Austrália, e queria me despedir.

-Ah sim, seus pais estão viajando?—perguntou Severus.

- Não exatamente.—ela respondeu—Na verdade, eles estão morando lá. Quando tudo isso começou eu apaguei a memória deles. Eles não sabem que têm uma filha, muito menos uma filha bruxa... e agora preciso reverter isso.

- Entendo—disse ele com admiração.


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Uma moça tão nova, porém tão forte. Ele sempre admirara isso nela, apesar de não demonstrar. Também, o que diriam os sonserinos se o Mestre de Poções ficasse elogiando grifinórios por aí, seu disfarce de Comensal da Morte iria por água abaixo. Ele se lembrou das vezes em que Draco Malfoy a chamara de sangue-ruim e ele nada pôde fazer, das vezes em que ele mesmo fora cruel com ela, tudo bem, ele até admitia, ele sentiu um certo prazer em ser cruel com a garota no passado, mas ele nunca a chamaria de sangue-ruim, isso era algo que o enojava, graças a seu passado. Passado, ele pensou, ultimamente Lílian Evans e tudo o que era relativo a ela, faziam parte de seu passado. Ele finalmente parecia estar pronto para deixar tudo isso para trás, e seus sentimentos pareciam não pertencer mais a essa época distante. Nas últimas horas seus únicos pensamentos foram Hermione Granger e coisas relativas a Hermione Granger. Assim como Lílian, Hermione foi amor à primeira-vista, sim, à primeira-vista porque ele realmente nunca a tinha olhado como alguém alcançável... atingível... como uma mulher, mas no momento em que ele a vira, realmente a vira, ele teve um pressentimento de que ela iria virar seu mundo de cabeça para baixo. E ele sabia disso, pois ela foi a única mulher capaz de reviver algo que já estava morto nele: paixão. Era uma ironia do destino que ela também, fosse proibida.

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- Então eu... queria saber... como nós ficamos?—ela perguntou incerta. Era justamente o que ele não precisava. Ele gostaria de poder dizer a ela que os dois iriam se casar e ter 30 filhos, mas além de sua dificuldade em expressar emoções, sua posição como Professor-Vice-Diretor e seu senso de ética e moral não deixariam.

- Bem, eu estarei bem aqui quando a senhorita voltar—ele respondeu se esquivando da pergunta.

- Não, eu quis...

-Eu sei o que a senhorita quis dizer,—ele interrompeu—mas sou seu Professor e a senhorita minha aluna, já é inapropriado o suficiente a senhorita estar aqui em minha sala-de-estar... –disse ele explicativo—simplesmente não posso fazê-la nenhuma promessa. Não por enquanto.

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Não por enquanto. Foi só isso que Hermione ouviu. Isso significava que havia esperança. Ela se levantou de sua poltrona e caminhou em direção à poltrona dele.

- Irei dormir então, professor—ela disse se abaixando lentamente em sua direção—a não ser que o senhor queira que eu passe minha última noite aqui—ela sussurrou em seu ouvido com uma cara-de-pau momentânea que ela não sabia de onde havia tirado, ficando vermelha logo após enquanto lhe dava um selinho demorado. Suas mãos suavam e suas pernas tremiam, mas era óbvio que seu comentário havia causado alguma reação nele, pois ele respirava forte agora.

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Quando Hermione foi partir o beijo, Severus a segurou pela cintura, prolongando o momento e pedindo passagem com sua língua. O beijo dele era excitante, contagiante, delicioso. Ela nunca diria que ele não havia beijado antes, ele parecia saber o que estava fazendo... talvez até demais. Os dois estavam numa posição esquisita então, Severus abriu as pernas e a puxou para se posicionar no meio. Hermione começou a passar as mãos pelos seus cabelos, que agora não pareciam mais tão oleosos e Severus pôs uma das mãos por dentro de sua blusinha branca, em suas costas.

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Eles aprofundaram o beijo e começaram a pegar fogo em meio a movimentos e gemidos . Severus puxou os cabelos dela levemente para trás, deixando seu pescoço a mostra e começou a mordiscá-lo. Sua mão direita passeou pela perna esquerda da garota e pousando sua mão pelo lado de dentro, cravando alguns dedos na popa do bumbum, ele a forçou a abri-la. Repetiu o procedimento com a outra, forçando-a a se sentar em seu colo. Hermione estava se sentindo perdida, nervosa, ansiosa, envergonhada, corajosa, quente, bagunçada, apaixonada... era um furacão de emoções. Aquilo era muito melhor que em seus mais doces sonhos. Ela sentia uma protuberância na calça dele e ele estava ficando louco, tanto com o cheiro que seus cabelos exalavam, quanto com a intimidade dela pressionada contra sua masculinidade confinada em sua calça. Ele passou as mãos nos seios da moça por cima da blusinha e reparando na resposta em gemido que teve e nas movimentações de quadril, subiu a blusa, deixando à mostra o sutiã. Ele abaixou o pano do sutiã com os dentes, parando para chupá-los e experimentá-los. Pausou por um momento para observar os mamilos rosinhas arrepiados e empinados. Ele quase gozou ali mesmo.

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-Severus, não pare—ela pediu ofegante de olhos fechados com suas mãos entrelaçadas nos fios de cabelos negros e roçando seus quadris em sua calça.

Ele abaixou a blusinha dela e fechando os olhos a abraçou, respirando forte para mandar o oxigênio para a cabeça com o cérebro.

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-Hermione, é impossível pensar perto de você.—ele disse ainda de olhos fechados—Estou tentando ser racional, não quero que você se arrependa disso depois.—ele disse. Ela o abraçou de volta.

- Não vou me arrepender—ela afirmou ainda extasiada.

-Você não sabe disso...—ele disse sério—e outra, você é minha aluna, isso não é certo.Aos olhos da sociedade, você é uma criança ainda.

-Eu já tenho 18!!! E daqui uns meses 19!—ela falou indignada.

- Mas isso não significa que a senhorita esteja pronta para isso.

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-Ah, então voltamos para os nomes formais?—ela falou revoltada saindo do colo dele.

-Você sabe que isso é difícil para mim—ele disse suspirando. Ela suspirou também. Os dois se olharam por alguns segundos e ela cedeu.

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-É... eu suponho que sim... Desculpe, eu acho que não deveria ter forçado a barra.—ela percebeu.

-Eu é que não deveria ter continuado... Eu sou um Professor sabe, certas coisas são esperadas de mim e uma delas é não molestar alunas—ele falou irônico.

Hermione pensou em dizer que o deixaria a molestar, mas estaria forçando a barra de novo, e só riu.

-Na verdade, tecnicamente, eu quem o estava molestando.—ela brincou e recebeu um sorriso de volta.

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- Você sabe Hermione, só acho que está tudo indo rápido demais. Não quero que você se machuque com isso... –ele explicou

-Está tudo bem... eu entendo.—ela falou compreensiva—Bem... acho melhor eu ir agora, antes que venham me procurar... Sentirei saudades—disse ela se abaixando e depositando um beijo casto nele.—Acho melhor sair pela sala de aula, para não levantar muitas suspeitas.

-Tudo bem... e... eu também—ele falou acariciando uma mecha de seu cabelo. Ele ainda encontrava grande dificuldade em exteriorizar seus sentimentos.

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-Me escreva ok, eu te escreverei...—ela disse entrando na sala de estoques, com ele vindo atrás.

Os dois se distraíram por um momento na parede onde tudo havia começado.

- Até mais, Hermione...

- Até mais, Severus.

Ela entrou na sala de aula, deixando o homem de cabelos negros para trás, pensando em como era bom ouvi-la o chamando assim.

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Hermione rumou para seu Salão Comunal, tentando não fazer barulho. A última coisa que ela precisaria no momento era alguém a perguntando onde ela esteve. Ela passou pelo quadro da mulher gorda, que agora exigia senha de novo, mas Gina já a havia ensinado e se deparou com seus 3 amigos ainda ali, sentados no sofá tagarelando. Eles viraram para ela.

-Mione... onde você tava?—perguntou Harry

-Ah... eu... tava por aí... precisava espairecer.

-Bom, a Mione chegou, eu já posso ir dormir—disse Neville parecendo aliviado por não ter mais que ficar ali segurando vela e foi embora desejando boa noite ao pé da escada do dormitório.

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-Ah, vocês não precisavam ter ficado acordados...—disse Hermione modesta.

-Não, tudo bem—responderam os dois entrelaçando as mãos e sorrindo um para o outro. Hermione sentiu que também estava segurando vela.

-Mione, nós também vamos embora amanhã com o Expresso—falou Harry animado, pois já fazia um tempo que eles não faziam aquela viagem.

-Mamãe estava falando sobre ir de flú, sabe como é, mamãe e papai não têm mais paciência para irem no expresso.—emendou Gina—não entendo, toda a diversão é a viagem.

- Neville, Rony, Jorge e Luna também vão, vai ser divertido.—disse Harry quase dando pulinhos.

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Hermione ficou contente pelo amigo, ela imaginou que agora ele finalmente poderia curtir a vida sem preocupações mas, mesmo assim ficou um tanto preocupada em como seria essa viagem para ela, afinal se Rony fosse ignorá-la, seria meio constrangedor.

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-Bom, vamos dormir então, temos que acordar cedo amanhã—falou Mione.

- É, eu ainda tenho que arrumar minha mala—disse Gina.

A menina e Harry ficaram se despedindo e Hermione subiu para o dormitório, trocou de roupa e se enfiou debaixo do lençol, desejando que com ela e Severus pudesse ser assim também.

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No outro dia de manhã, Hermione acordou com a lembrança esplêndida de mais um sonho envolvendo ela e Severus Snape, mas dessa vez, ele não era seu professor de Poções e sim de Defesa Contra as Artes das Trevas. Ele a estava mostrando como ela deveria se defender de um estuprador, e por algum motivo nem ela e nem ele poderiam usar varinhas (mágicas), para sua felicidade, suas tentativas de defesa eram frustradas. Apesar de ela ganhar 50 pontos para a Grifinória e, acredite, não foram pelas tentativas frustradas, ela ainda não conseguia ficar contente porque, apesar de realizar um sonho antigo (ganhar 50 pontos de Snape), ela nunca conseguia chegar ao final de outro mais atual. Ela sonhou e sonhou repetidas vezes as mesmas coisas, ás vezes com mais detalhes, ás vezes com menos, mas sempre que as coisas esquentavam, ela não conseguia chegar ao fim. Talvez numa alusão masoquista à noite passada.

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Gina já estava acordada, assim como várias outras que estavam fazendo as malas e Fleur estava acabando de acordar com todo o barulho.

- Você também vai com o Expresso, Fleur?—perguntou Mione

-Ah non Ermione, Gui querrrer chegar cedo, vamos de Flú—respondeu ela.

- Gente, eu to morrendo de fome, vamos tomar o café-da-manhã?—interrompeu Gina.

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Elas se trocaram, desceram e encontraram com Rony, Harry, Jorge, Gui e Neville. Eles se dirigiram ao Salão Principal, Rony estava mudo e Hermione decidiu que seria melhor ficar quieta. Ao chegarem se depararam com a mesma mesa redonda e enorme ocupando o Salão e, ao que parecia,havia um surto de piolhos próximo a Snape, Narcisa e Draco, pois os únicos lugares disponíveis era ao lado deles. Hermione foi em direção ao lugar ao lado de Snape, mas ele lhe deu um olhar reprovador e mexeu a cabeça quase que imperceptivelmente em um “não”. Provavelmente ele não quer levantar suspeitas—ela pensou desanimada e se sentou ao lado de Draco.

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Hermione ouviu Draco comentando com a mãe que queria ficar na escola mais uns dias para ajudar os aurores e professores e Narcisa não fez objeção. Hermione estava estranhando as ações do moço, mas de um jeito bom. Ele logo puxou papo com ela.

-Granger, eu queria te agradecer por ter salvo Snape.—ele falou sério olhando nos olhos da garota. Hermione foi pega de surpresa.

-Ãhn... de nada.—ela respondeu.

-Ele é meu padrinho, então...—ele explicou.

-Seu padrinho??—ela quis confirmar se ouvira direito.

-Sim.—Draco falou simplesmente.

- Ah... legal—disse ela na falta do que responder.

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Logo seus amigos chamaram sua atenção e Hermione se engajou em outras conversas. Eles terminaram sua refeição e se despediram de Gui e Fleur, e Sr e Sra Weasley.
Percy já havia ido pois precisara ir ao Ministério da Magia. De canto de olho Hermione observou Snape se retirando do Salão Principal pela porta lateral, mas antes lhe dando um olhar cheio de significado enquanto ela conversava com a Sra.Weasley.

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- Molly, seria incômodo se a senhora trouxesse minhas malas quando vocês forem buscar Rony, Gina e Jorge na estação?—perguntou Mione prestando atenção na figura negra que se retirava.

- Oh, claro que não querida, mas você não vai ficar em casa?—disse Molly preocupada. Ela ainda não sabia sobre o que Hermione havia feito a seus pais.

- Bem, na verdade não, eu... vou encontrar meus pais na Austrália, eles estão lá...—Hermione explicou vagamente.

- Bem... tudo bem então querida, mas quando voltar pode ficar lá na Toca se quiser—falou Molly como a mãe-coruja que é.

- Tudo bem, obrigada.—respondeu Mione, apesar de saber que provavelmente não voltaria para lá, pelo menos por enquanto.

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Gina, Neville e Luna pegaram suas bagagens e todos eles se dirigiram ao Expresso de Hogwarts, se despedindo da escola querida que teriam o prazer de morar por mais um ano, ou no caso de Gina, por mais dois.

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Luna, Gina e Hermione se apossaram de uma cabine, Neville, Rony e Jorge de outra, e Harry revezava entre as duas que eram lado a lado para poder ficar com Gina. Vez ou outra Jorge vinha fazer alguma piada ou Neville oferecia feijõezinhos até que em determinado momento, Rony apareceu de cabeça-baixa. Hermione já conhecia aquele olhar de filhote de cachorro abandonado, assim como Gina e Luna.

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-Vamos Gina, acho que Rony quer se desculpar e sinto que Mione tem algo a falar —disse Luna direcionando um olhar meio sabichão para Hermione diferente de seu olhar avoado natural que a fez ficar receosa. As duas garotas saíram e foram para a cabine ao lado. Rony se sentou de frente para Hermione.

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- Desculpa Mione... Mas é que, você sabe como odeio não ser incluído.—ele se desculpou—E Snape foi tão... tão... cretino! Ele sempre foi cretino, mas quando ele falou aquilo parecia... parecia que ele estava insinuando algo! Depois que eu pensei nisso, bom... aí vi que era meio absurda a situação. Snape nunca estaria a fim de você—Hermione se sentiu levemente ofendida—e você muito menos iria querer algo com ele—a isso ela fez uma cara de culpada que Rony percebeu—Não é?—ele perguntou desconfiado. Ela engoliu seco.

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-Ron, eu só quero que nós possamos voltar a ser amigos—ela fugiu da pergunta.

- ...Amigos? Você quer que nós voltemos a ser ...amigos? É isso que você quer?—Rony falou indignado.

-Ron...

-E por que você não respondeu minha pergunta? Mione, não me diga que você e...Snape!—ele cuspiu o nome indignado—Ele tem idade pra ser seu avô!! E ele ama a mãe do Harry! A mãe morta do Harry!

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- Ele tem idade pra ser meu PAI, não avô!—ela falou percebendo que isso não melhorava muito—E você não sabe disso!—ela levantou a voz ficando em pé.

- Lógico que sei!Eu VI! Na penseira do Dumbledore, esqueceu? Você está louca!—ele levantou a voz também ficando em pé.

-Ah, eu estou louca??? É, talvez eu estivesse louca também quando comecei a namorar você!!

-Namorar?? Ou talvez eu seja mais um de seus amantes!—gritou Rony

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-EI, JOGUEM UM MUFFLIATO AÍ!—gritou Jorge do outro vagão.—ESTAMOS TENTANDO DORMIR!—era óbvio que não estavam.

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Hermione chorou levando as mãos à cabeça e virou-se para a porta da cabine floreando a varinha, mas Rony a interrompeu.

-Não precisa... eu to saindo.—e deslizou pela porta mais rápido que um raio, entrando na outra cabine.

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Hermione pôde ouvir a porta bater e Gina o xingando por ser tão estúpido. Jorge o zuava por ter perdido a namorada para o Snape, apesar de não acreditar na história e Neville por sua vez, tentava falar para ele que ele estava cego de ciúmes e que Mione nunca iria gostar de Snape. Os únicos que não fizeram comentários foram Harry e Luna, pois os dois logo se levantaram e foram para a cabine de Hermione.

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-Mione, essa história ta muito mal explicada—disse Harry depois de lançar um Muffliato na cabine.—O que foi que aconteceu aquele dia na Casa dos Gritos?.

-Não é óbvio? Ela salvou Snape e eles se apaixonaram—disse Luna com um sorrisinho sonhador brincando nos lábios. Hermione ficou estática.

- Eu... não tem nada Harry...—ela tentou esconder

-Eu ouvi vocês conversando na mesa, você perguntou se ele precisava mesmo ter dito aquilo pro Rony e ele te disse que se ele não fizesse, você não faria—ele interrompeu. Ela gelou.—O que eu gostaria de saber, é desde quando Snape sente prazer em causar ciúmes em Rony!

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- Talvez essa seja uma boa hora para confessar—disse Luna acenando com a cabeça numa lerdeza entediante—Não pode ser tão ruim assim...


-Nós nos beijamos!!!—Hermione explodiu.


-Óóóhh, é sim...—disse Luna pasma. Harry caiu de queixo no chão.

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-Como assim, onde, quando... PORQUÊ???—falou Harry se empenhando em entender.

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“...mas ela também não negou!”—eles ouviram Rony na outra cabine.

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-Ora Harry, você é quem mais sabe que Snape não é um sujeito mal...—Hermione repreendeu tentando ignorar a discussão na cabine ao lado.

-Mas... mas... mesmo assim, ele é... Snape!—ele falou o mesmo Snape cuspido habitual.

-Harry, eu juro que eu não tinha intenção. Acho que por um lado, eu sempre o admirei, apesar de odiá-lo. Eu não queria me apaixonar... mas foi algo que me pegou de surpresa... E ele não é o que parece, você sabe disso...

-É, eu sei, mas ele é o S.NA.PE—ele enfatizou pausadamente para ver se ela finalmente entendia.

-Ah Harry, qual é, não era você quem tava todo feliz porque ele não tava morto? Agora você voltou a odiá-lo?—Mione perguntou. Harry se permitiu pensar por um tempo.

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-Não... não é isso...mas é que... É complicado, ele é muito mais velho...


- Mais velho Harry, mais velho...


-É seu professor...


-Não daqui um ano...


-É sonserino...


- Como se isso fosse argumento.


- É ex-Comensal da Morte


- Exatamente, ex-Comensal da Morte


- E... você pode se machucar...


- O que você quer dizer com isso?


*Luna observava o bate-rebate*

- Bom, você sabe Mione... ele amava muito minha mãe... e até onde sabemos, ama até hoje.

Hermione não tinha argumentos para isso. Ela simplesmente olhou para baixo tentando não se deixar atingir muito pelo que fora falado.

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-Você acha que Rony vai me perdoar?—ela mudou de assunto. Harry e Luna se entreolharam.

- Não sei... sinceramente.—respondeu Harry. Hermione suspirou.

- Não se preocupe Mione, você é normal, eu também já senti algo pelo Snape—disse Luna encorajando Mione e voltando seu olhar para fora, não percebendo os olhares atônitos dos outros dois presentes. Eles riram entre si.

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Harry retirou o Muffliato e eles notaram que agora não havia mais barulho vindo da outra cabine. A viagem continuou, agora mais calma. Gina voltou para a cabine deles e ninguém mais falou no assunto. Hermione passou a ler um livro tentando tirar da cabeça pensamentos negativos que agora pairavam lá sobre ela e Snape e ocasionalmente Luna exclamava algo sobre alguma criatura que passava lá fora que ninguém nunca tinha ouvido falar. Não demorou muito para que chegassem a King’s Cross.

Todos desceram do trem, agora atingidos por uma onde contagiante de constrangimento. Ninguém parecia saber o que falar então Hermione foi a primeira.

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-Vou pegar o trem para o aeroporto...

- Ok—Harry respondeu—eu vou dar uma passada na Toca...

- Pai!!— Luna gritou. O homem não teve coragem de chegar perto e encarar Harry nos olhos. Luna um tanto confusa se despediu de todos com abraços e saiu de encontro a ele.

Neville ainda acenou de longe por um bom tempo para a garota, até que viu sua avó o esperando perto a um pilar assim, ele se despediu e também foi embora, topando com os Weasleys que estavam chegando para buscar os filhos. A senhora Weasley trazia junto de si as malas de Hermione.

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-Aqui estão querida.—disse Molly.

-Muito obrigada, espero que não tenha atrapalhado. É que vou precisar de algumas coisas aqui.— Hermione se referia a seu passaporte que ela já havia aprontado antes de sair em sua “expedição” com Harry e Rony.

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Hermione disse a todos o quanto sentiria saudades e olhou Ron nos olhos dizendo um simples “Tchau” com medo de ser ignorada. Ele respondeu com um aceno de cabeça desconfortável e ela saiu pela plataforma 93/4. Ao chegar do outro lado ela se deparou com seu trem quase saindo e correu apressada.

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A nova viagem foi mais chata e incômoda, pois agora ela tinha uma eternidade sozinha para se preocupar tanto com Rony (se ele ainda iria querer sua amizade), quanto com Snape (se ele ainda amava Lílian) e como ela resolveria todo esse assunto com seus pais. Ela duelou com seus pensamentos até não saber mais o que pensar.

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Hermione desceu numa estação próxima ao Aeroporto Internacional de Heathrow e pegou um ônibus até lá. Agora sua mente já estava povoada de outras preocupações. Para que seus pais pudessem se mudar para a Austrália, eles precisaram vender a casa deles em Londres e isso significava que por enquanto, Hermione não tinha para onde ir, portanto, ela teria de dormir OU no aeroporto OU em algum hotel, e como sua conta no banco estava meio limitada, já que ela havia transferido da conta de seus pais para sua conta a quantia necessária para comprar uma passagem aérea para a Austrália, ela não tinha certeza se um hotel seria uma idéia muito acessível.

-Você está perdida Hermione, admita.—ela pensou

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Hermione caminhou corajosa em direção ao guichê, já se preparando para a notícia de que teria de esperar 1 mês para conseguir um vôo. Ela se sentia amargurada, pois se isso acontecesse, seria obrigada a jogar seu orgulho no cesto de lixo mais próximo e correr diretamente para A Toca.

-Olá, preciso de uma passagem para Sydney, Austrália o mais rápido possível.—ela pediu sem esperanças. A mocinha que a atendia começou a digitar no computador.

- Temos lugar em um vôo que sairá em 2 dias que uma família cancelou.

- Não há nada para hoje?—perguntou Hermione querendo abusar da sorte.

- Não, sinto muito senhorita.

- Bom, tudo bem então—ela respondeu imaginando que passar 2 dias dormindo no aeroporto não seria tão ruim, afinal, aeroportos são lugares seguros.

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Ela comprou sua passagem, usando o cartão de sua conta conjunta com os pais e se dirigiu a um banco. Não fazia nem 15 minutos que ela havia começado a ler seu livro, ouviu um alvoroço no salão e alguém gritando: “Uma coruja!”. Sua cabeça voltada ao livro imediatamente se ergueu atenta. Uma bela coruja negra pairava no ar vindo na direção de ninguém mais, ninguém menos que ELA. “Ah, ta brincando.”—ela pensou enquanto a coruja dava um rasante e largava uma carta em sua mão voltando para pousar a seu lado. O aeroporto parou para observar a cena, todos a olhando como se ela fosse alguma lunática.

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-Quê foi, nunca viram? É de estimação, ele é treinado!— falou em alto e bom som desafiando qualquer um a continuar encarando e a multidão se dispersou.

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Hermione abriu a carta imaginando mil e uma possibilidades de pessoas que poderiam ter escrito, tendo a certeza absoluta de que a primeira possibilidade que ela desejou, seria praticamente nula.


“Hermione,


Espero que a senhorita não tenha se incomodado pelo fato de eu não tê-la deixado se sentar ao meu lado hoje no café-da-manhã. Potter desconfia.
Espero que onde a senhorita recebeu esta carta agora, não seja um local muito público. Se for, peço perdão.

SS”


Talvez não tão nula—ela pensou com um sorrisinho bobo no rosto e passou a escrever uma resposta num pergaminho para dar a coruja que ainda estava esperando.

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“Severus,

Não fiquei chateada de modo algum e Harry não só desconfia como já sabe, assim como Luna Lovegood da Corvinal. Sinto muito mas, asseguro que eles não contarão a ninguém. Harry não faria isso e Luna mesmo que faça ninguém acreditaria.

Estou num local público, mais precisamente no Aeroporto Internacional de Heathrow e devo dizer que sua coruja causou um leve alvoroço aqui. Não se preocupe com isso, mas é melhor que pelos próximos dois dias eu não receba corujas, pois estarei aqui esperando pelo meu vôo das 21h do dia 05 de Julho para Sydney.


HG”

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Hermione despachou a coruja, no entanto, logo após chegou outra repetindo o rasante da anterior, trazendo no vento o susto e olhares dos trouxas presentes. Hermione se sentiu afundar na cadeira sob os olhares de reprovação e interesse misturados. Com certeza a acharam uma lunática.

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-Ora, qual o problema!Sinceramente!—ela gritou com vontade de chorar pela sua má sorte e dispersando alguns dos olhares. Quem estaria mandando uma coruja para ela dessa vez?

“Mione, você está louca? Rony me contou agora que seus pais venderam a casa e você estava ficando na Toca nas férias por causa disso. Onde você vai ficar?Eu sei que aviões não se conseguem de um dia para o outro, então não tente me enganar. Venha para cá!

Harry”

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Ela mal acabara de ler esta carta, mais uma coruja entrou voando. Ela não podia acreditar. Desta vez havia dois bilhetes grudados. Um dizia:

“Hermione,

Querida, acabei de ficar sabendo sobre o que você fez com seus pais. Não estou dizendo que apóio, mas se você não tem para onde ir, pode vir para cá, não me importa o que quer que você e Rony tenham discutido! Isso é uma ordem!


Molly Weasley”

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E o outro:

“Hermione,

Por favor, venha para cá. Estamos preocupados com você.

Ron.”

Que obviamente indicava que Rony havia sido coagido por Molly a escrever. Ela suspirou triste pesando o que valia mais: um bom banho e uma cama macia ou seu orgulho próprio?

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-Caham!—um homem cutucava seu ombro.—Com licença senhorita, mas terei que pedir que saia do aeroporto e leve essas aves com você—era um segurança. Hermione gelou e ao mesmo tempo corou furiosamente de vergonha. Nunca se imaginaria sendo retirada de um aeroporto como se fosse uma traficante ou terrorista, mas sua mente afiada logo pensou em algo.

-Vocês têm uma política de não deixar animais de estimação entrarem no aeroporto?—ela se dirigiu ao segurança.

- Não senhorita, mas corujas não são animais de estimação!—ele respondeu contrariado.

-No meu caso são, e que diferença faria se eu entrasse aqui com canários???—ela se defendeu notando que pela expressão do homem, ele não tinha argumentos. Outro segurança a abordou.

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- Se eles são animais de estimação, a senhorita precisa aprender a tomar mais cuidado, pois eles estão incomodando outras pessoas. A senhorita está esperando por algum vôo?—ele perguntou meio desdenhoso.—Porque aqui lidamos todos os dias com pessoas que planejam morar no aeroporto e causam distúrbio de ordem.—disse ele superior.

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Hermione já estava quase chorando, provavelmente algum trouxa (nos dois sentidos) havia falado alguma coisa e agora ela seria obrigada a se retirar. Tudo bem, melhor sair por livre arbítrio—ela pensou, quando ouviu uma voz grave e aveludada às suas costas.

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-Tudo bem senhores, a moça vai para fora por livre e espontânea vontade. Não é necessário utilizar de força bruta—disse Snape levantando uma sobrancelha desdenhosa e observando implacavelmente cada segurança de cima a baixo. Hermione estancou na metade da frase não acreditando no que, ou melhor, em quem estava ouvindo. Quando Snape terminou sua fala altiva ela se virou, somente para encontrar um rosto levemente simpático e um tanto gozador virado em sua direção.

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-Severus!—ela correu e o abraçou na altura da cintura. Ele correspondeu com um braço protetor em suas costas e com o outro, simplesmente sinalizou para os seguranças saírem.

A figura imponente do homem alto de cabelos negros e vestes esquisitas foi suficiente para intimidar os seguranças e eles saíram. Severus levou Hermione para fora do aeroporto com as corujas os seguindo, esperando uma resposta de Hermione.

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-O que você veio fazer aqui?—ela perguntou.

- Achei que você saberia, você não é a Sabe-Tudo?—ele falou sarcástico—Ora, não é óbvio?Vim te buscar, a senhorita vai comigo.—ele mais ordenou que sugeriu.

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