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10. Bruxos Espadachins


Fic: Espada dos Deuses - Episódio 1 Azkaban


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPÍTULO 10: Bruxos Espadachins (EdD10)


Hermione marchava para as masmorras da Sonserina com passos duros e largos. Ao passar por um corredor escuro ouviu uma voz que vinha de uma das salas ao lado:

- Algum problema, Hermione? Não foi boa sua partida de quadribol?

- Tão boa quanto uma aula inteirinha com a Trelawney - respondeu azeda, parando no corredor e olhando para trás. - ...E eu não consigo ver graça na minha atual situação.

Leah saía da sala, sorrindo. A roupa e os negros cabelos quase se perdiam na escuridão, exceto pela pele muito branca e pelos olhos púrpura brilhantes.

-Ah, com o tempo você se acostuma. Já joguei pelo time da casa... Foi quando conheci Tiago. Ah, é divertido, sim... - dizia, perdida nas lembranças.

- Não precisa me confortar, eu não vou entrar pro time. Não tenho tempo para besteiras.

Leah imediatamente a olhou surpresa e ralhou.

- Praticar esporte nunca é uma besteira, nem perda de tempo. Mas de qualquer jeito você VAI ter um esporte esse ano...

- Não brinca. - gemeu Hermione.

Málaga balançou a cabeça animada e a chamou para a sala de onde havia saído. Ao entrarem, Leah fez um "Sshh" para a garota e ordenou, com as mãos, para que as tochas da sala se acendessem. Não havia cadeiras nem carteiras, no centro, um grande tapete, nenhum móvel. Nas paredes, várias espadas, de muitos tipos deferentes. Hermione não segurou um "oh" de espanto ao ver a grande exposição de armas. Málaga aparecia adorar a idéia.

- Está vendo? Serão nossos materiais de trabalho. Não é demais?

- Ahn... - Hermione torceu o nariz e passou os olhos por toda a sala. - É, mas... Sabe? Bruxos... Somos bruxos... E... Ahn... Varinhas... Bruxos usam varinhas, não espadas. Não é?...

Leah não pareceu ofendida nem espantada, ao contrário, continuou sorrindo.

- Claro. Mas estou aqui para descobrir raros talentos entre vocês, jovens bruxos...

- Ah, sim... Mas... Talentos raros entre bruxos são descobertos... Com espadas?

- O talento em questão... Sim.

Leah mostrou para Hermione que primeiro seriam usadas espadas comuns no kenjutso japonês, espadas simples em madeira, geralmente bambu (shinai). Depois passaria para espadas de metal, sem fio de corte, para só então usarem espadas de verdade. Após a breve explicação, Hermione ergueu as sobrancelhas como se estivesse muito espantada, mas queria mesmo é voltar para o dormitório e tomar um bom banho quente. Mal terminou se sonhar com a água quente e os sais de banho quando Leah apontou o longo dedo para seu nariz e ordenou com um brilho nos olhos que sumiram em um segundo: "Escolha uma delas".

A aluna não entendeu e cruzou os braços.

- Eu? Escolher uma espada? Não sei usar nem uma vassoura, que dirá uma espada.

Leah riu.

- Não enrola e escolhe logo, menina!

- Ah, tá então... - Hermione pôs se a arrastar os pés e olhar uma por uma, enquanto Leah dissecava um longo discurso:

- Vamos ver o que seu coração diz... Sabe... Assim como a varinha escolhe o bruxo, a espada escolhe o dono. Desde que nascemos existe uma varinha feita só para nós. Acontece o mesmo com as espadas. Nascemos predestinados a uma única lâmina... Gostaria de saber se a lâmina do seu destino está...

Cansada daquela "Aclamação ao Evangelho", Hermione bateu os olhos num quadro ao fundo da sala e disse:

- Pronto, já escolhi. É aquela lá, ó.

Leah sorriu e virou-se "Jura? Será que foi uma boa escolha? Deixa eu dar meu veredicto...", mas parou por aí, ao dar de cara com a espada. Foi como se ela tivesse levado um balde de água gelada na cabeça. Não era uma das espadas da sala, e sim a imagem fosca de um velho quadro, que mostrava uma espada cuja bainha era em forma de cabeça de dragão, verde. Hermione desconfiou e resmungou:

- Não pode ser aquela? Mas parece ser tão bonita...

Leah deu um longo suspiro e olhou a garota:

- Bonita? Ela é linda. A espada mais bela de todas. Mas não, você não pode usá-la.

- Hum... Não?... Só porque ela não passa de uma imagem num quadro? Que pena.

- Não. Não é por ser uma ilustração de quadro que a impede de usar... - Hermione ergueu as sobrancelhas e se encolheu ao ver Leah se aproximar com os olhos quase fechados e uma expressão nada amigável no rosto. - É que ninguém nesse mundo pode usar a Espada dos Deuses.

Alguns segundos depois Hermione suspirou e deu de ombros, quebrando o gelo:

- Ahn, bem... Então eu ficou com as tais shinais mesmo. Parecem ser mais... Seguras. Ahn... A senhora não vai jantar, não? Estamos meio atrasadas...

Leah voltou à habitual expressão e fez um sinal para a garota sair. Assim que saiu, ainda continuou olhando o chão. Antes de fechar a porta da sala e ir pro salão, jogou o último olhar para a espada de cabeça de dragão.



*




- Você está de brincadeira.

- Não, é sério. Você esteve ótimo.

- Tá zoando!

- Não, não estou. Você é um ótimo batedor!

- Tá dizendo isso pra me agradar.

- Ah, que saco... - suspirou Harry, olhando o teto e balançando a cabeça, com Rony em seu encalço. Os dois iam pra torre da Grifinória. Rony continuava resmungado animado.

- Putz, eu tenho que entrar pro time.

- Relaxa, Rony, você não perdeu um balaço sequer, está praticamente dentro do time. Puxa!... Estou com o estômago nas costas... Hum... Joana D'Arc.

O retrato da mulher gorda se virou e revelou uma sala animada, com os alunos conversando excitados sobre os exames. Harry se apressou a guardar a vassoura e tomar banho. Rony fez o mesmo, em pouco menos de uma hora desceram para jantar. Estavam tão alienados à realidade que só na sobremesa Harry notou que Neville lia um gigantesco livro, "Guerreiros e Heróis: Quando os mártires dos trouxas são bruxos falidos". Achou, na melhor hipótese, estranho.

- Ué, Neville... - disse, esticando a cabeça. - Resolveu comer livro já que a Mione não está mais por perto?...

- É mesmo - concordou Rony, dando um soco no peito e dando um audível arroto, indicando que tinha comido mais do que devia. - Aliás, eu nunca tinha visto esse livro com a Mione. E olha que ela já deve ter lido todos.

- Não, não - disse Neville, meio atrapalhado com o livrão. - Esse livro quem me emprestou foi a professora Málaga... Bem... É que como os Aurores Supremos usavam espadas - Neville corou de leve -, eu achei melhor conhecer um pouco mais sobre os bruxos... Que conseguem usar a magia de outra forma, sabem, que não seja só com as varinhas...

- Uia... - disse Rony. - Parece legal.

- E é... Sabem? Tinham vikings, índios americanos, samurais, egípcios, gregos... Sabem? Eles usavam os poderes mágicos sem confessarem aos trouxas que eram bruxos... E acabavam sendo glorificados como super heróis...

- Você pode emprestar pra gente, né?

- Ah, depois da Mione... Ela vai querer ler...

- Era de se esperar.

Harry riu enquanto Rony sacudia a cabeça. Resolveu procurar a amiga e esticou a cabeça para a mesa da Sonserina, mas antes que a focasse direito alguém acenou alegremente da mesa da Corvinal. Era Cho, fazendo os alunos da Corvinal darem risinhos, e Harry ficar muito sem graça.

- Cheia de graça ela, heim? – comentou Gina, três cadeiras à esquerda de Harry.

No fim do jantar, Rony grudou em Neville, só para folhear o livro antes que caísse nas garras de Hermione. Quando começou a subir as escadas Malfoy, Crabbe e Goyle passavam embaixo, para descerem às masmorras. Rony parou e virou-se do alto da escada, pois escutou a voz de Harry chamar Malfoy e, pelo jeito, não estava muito contente:

- Malfoy.

O loiro olhou surpreso, mas em seguida voltou a exibir seu 'sorrisinho com direito a braço cruzado':

- Mas esse sétimo ano está mesmo cheio de surpresinhas...

- Cadê a Mione?

- E eu que vou saber?

Rony se debruçou na escada para prestar atenção, não parecia ser brincadeira de Harry.

- Malfoy, você senta ao lado dela. Você é aluno da Sonserina.

- Ta'í, Potter, sou um aluno. Não sou o lixeiro.

Crabbe e Goyle riram. Harry deu um passo à frente, não estava contente. Mesmo.

- Encontrei com Not agora e quando perguntei por ela ele disse que não achava que ela tinha vindo pro jantar, porque parecia estar chateada porque você ficou falando na cabeça dela o tempo todo depois do treino. O que foi que você fez, Malfoy?

Rony desceu dois degraus e parou. Malfoy deu um risinho.

- Eu? Fiz algo? Not! Tinha que ser aquele azulzinho do sexto ano! Incrível como os alunos estão sendo muito petulantes... Não sabem que não devem dirigir a palavra a perdedores...

Ele não terminou de falar. Harry o agarrou pelo colarinho da roupa e espremeu contra a coluna de uma estátua ao lado da escada. Ao ver que Malfoy estava se equilibrando na pontinha dos pés, Rony desceu mais dois degraus e pôs as moas nas vestes para buscar a varinha. Crabbe e Goyle sequer se moveram, estavam cercados de grifinórios, parados para ver a confusão. Malfoy não deixou de se assustar ao ver o par de olhos verdes de Harry o encararem com uma frieza e uma raiva quase inexplicáveis. O garoto rosnou entre os dentes, sem sequer piscar:

- Escuta aqui, Malfoy. Se eu ficar sabendo que você está fazendo algum mal para Hermione na Sonserina eu...

- Harry, solte-o.

A expressão de Harry se dissolveu. Malfoy desceu os olhos, ainda paralisado de surpresa. Rony não desceu nenhum degrau da escada, mas seu queixo caiu. Harry ainda vacilou antes de olhar para trás.

- Pode soltá-lo, eu estou aqui. - era Hermione. Mas ela parecia mesmo estar meio triste com alguma coisa, apesar do tom de voz continuar mandão de sempre. Ninguém ali pareceu entender.

- Ele... Te chateou? - perguntou Harry, ainda com Malfoy preso pela gola.

- Deixe-o ir. - disse Hermione.

- Você ainda não me respondeu.

- E eu já disse para soltá-lo.

Harry ainda a olhou um instante. Olhou Malfoy, que respondeu com um movimento dos ombros como quem diz "sei lá", e em seguida o soltou no chão. Rony, da escada, não movia um músculo e nem piscava. Harry ignorou Malfoy e virou-se de frente para Hermione, fitando-a. Malfoy bateu as roupas, como se tirasse pó delas, arrumou a gravata e encarou Hermione, que respondeu com o mesmo olhar frio. O garoto se empinou novamente, deu as costas e saiu. Ela voltou a olhar Harry:

- Não arrume confusão por minha causa. Não neste ano.

Harry chegou em frente à amiga e olhou, sério:

- Não vou deixá-lo te aborrecer. Não neste ano.

- Harry, por favor, não vale a pena...

- Ah, vale sim. Nunca os deixamos tem aporrinharem e não vai ser agora que vamos deixar.

Ela ainda olhou o amigo, cruzou os braços, e deu um forçado sorriso meia boca:

- Tudo bem, EU não deixo, está bom assim?

Um segundo depois, o sorriso moleque de Harry voltou, ele deu dois tapas nos ombros da amiga e a sacudiu:

- Ah, esse sim é a Mione que eu conheço. "EU não deixo". É assim que se fala.

- Harry, que bom te encontrar...

Harry virou-se e deu de cara com Cho, que saía do Salão e vinha abrindo caminho em sua direção. No meio do trajeto trombou com Gina e quase mandou a menina de cara pra parede. A caçula Weasley chegou mancando até o irmão na escada e parou zangada, arrumando as vestes e esfregando a mão no pé.

- Cho Chang anda animada neste ano, não? - perguntou Rony com "inocência".

- Ela quer aparecer em cima do Harry. - resmungou Gina. - Ai, meu pé.

Cho parou defronte Harry e ficou com a boca aberta, sem dizer nada. Olhou Harry e Hermione, que a olhavam como quem diz "que é, menina?". Fechou a boca, olhou o "público" à sua volta, deu de ombros e disse:

- Ahn... Vim desejar boa noite. Boa noite.

Ela disse isso depressa e agarrou o rosto de Harry para beijar-lhe a bochecha. Ao voltar para posição anterior Harry a encarou com os olhos arregalados, sem entender muito bem e com ar de constrangimento. Cho sorriu de novo.

- Então... Tchau.

- Tá. Tchau. - respondeu firme, mas sua cabeça insistia em repetir "... por que isso tá acontecendo? Por que isso tá acontecendo? Por que isso tá...". Os dois ainda ficaram se olhando; Hermione suspirou, balançando a cabeça, olhou o teto e deu às costas, indo embora para as masmorras. No primeiro passo, Harry voltou a atenção para a amiga que ia embora.

- Ah, já vai, Mione? - a amiga voltou a parar e olhá-lo, respondendo com a cabeça. Então Harry deu dois passos até ela e a olhou. - Boa noite. Até amanhã - e lhe deu um beijo na bochecha de livre e espontânea vontade. Ela pareceu surpresa e levou a mão à bochecha. Rony desceu apressado e parou ao lado de Harry.

- Gostei da sua performance, Harry, esteve ótimo. - em seguida olhou Hermione. - Ah, é. Boa noite - e lhe deu um beijo na outra bochecha. Em seguida olhou o brasão da Sonserina na capa dela e torceu o nariz. - Ahn... Vê se dorme... Com os leões. - e apontou o brasão da Grifinória na própria capa. Harry o olhou:

- Durma com os leo... Ah, isso foi terrível, Rony! - e agarrou o amigo para irem embora.

Hermione ainda os seguiu com o olhar, sorrindo, até desaparecerem de vista. Cho permaneceu coçando o queixo e olhando a menina de esguelha.

O retrato da mulher gorda se abriu e os dois entraram sorrindo.

- Olha, se a Mione não aparece, Rony... Acho que eu esquecia da varinha e socava o Malfoy.

- Isso seria legal... - pensou Rony, para em seguida olhar desconfiado para o amigo. - O que será que ele fez?

- Hum... - resmungou Harry, olhando o teto. - Tá na cara que ele não gostou do que aconteceu hoje no treino de quadribol.

- Mas a Hermione não vai fazer parte do time titular...

- Mesmo assim, é duro pra ele pagar aquele mico e ter de engolir o fato dela ter pego o pomo. Ele sempre se achou bom em tudo. Coisas de Malfoy.

- Também acho.

Neville chegou para os dois e entregou o livro, coçando os olhos e de pijama.

- Podem olhar, eu estou morrendo de sono... Mas deixem num lugar bem visível amanhã, senão eu não acho ele...

Os meninos adoraram o livro que, apesar de grande, era cheio de figuras de samurais, vikings, todos os guerreiros muito nervosos, prontos para atacarem quem passasse os dedos por perto. Isso atiçou a vontade dos dois, que não viam a hora de Málaga começar a ensinar coisas "pra valer".



*




Só que não aprenderam nada "pra valer" nas aulas seguintes, ainda apenas eram ouvintes das histórias dos poderosos Aurores e Comensais. Todos adoravam, eram histórias movimentadas e cheias de sustos, mas Harry e Rony pareciam mesmo querem chegar no "pra valer" logo...

Alguns dias se seguiram tranqüilos, as aulas, os treinos de quadribol. Sempre que dava, Harry e Rony tinham Hermione no seu pé, que sempre arrumava um jeito de escapulir dos horários rigorosos para ficar ao lado deles. As poucas horas em que se viam sozinhos era quando Sonserina e Grifinória tinham aulas separadas, e não eram muitas. Por ter tantos horários vagos, Hermione podia usá-los para ir à biblioteca, ficando assim livre nos intervalos para acompanhar Rony e Harry. Pena que toda essa disposição terminasse na frente do quadro da mulher gorda, enquanto os meninos seguiam adiante para a torre de Grifinória, Hermione tinha de descer as escadas e voltar para as masmorras da Sonserina. Os dois faziam questão de não vê-la dar as costas, porque ainda era triste ver a amiga ir para o lado oposto. Ainda era dolorido ver que Hermione agora era da Sonserina.

No finzinho da ultima aula de Poções, Snape disse aos alunos que se preparassem, os treinos pesados e sofridos do Clube dos Duelos estariam para começar, e que os fracos deveriam desistir. Na manhã seguinte os alunos do sétimo ano deviam se reunir fora do castelo, às nove da manhã, para o teste de seleção.

- T-T-Teste? - gaguejou Neville. - Mas... Nós não... Meu Deus... E se...

- Calma, Neville - disse Rony, olhando o garoto pelo ombro. - Esse exame não vai machucar ninguém - em seguida ele olhou Harry ao seu lado. - Pelo menos se for aplicado pela Leah... Acho que não, né?

- Eu acho. E falando no diabo... - respondeu Harry, lançando o olhar para a porta, de onde Leah vinha deslizando calmamente para o centro da sala. Snape estava em pé atrás de sua mesa, ela passou por ele e parou de frente a Harry, Rony e Hermione, olhou a sala calmamente com os braços para trás. Snape olhou o teto bufando e sacudiu a cabeça, como se ela interrompesse sua aula todo santo dia.

- Olá para todos - começou Leah, olhando todos, animada. - Não sei se Severo já lhes...

- Acabei de dizer - grunhiu Snape impaciente. Leah continuou animada olhando os alunos.

- Ótimo, então amanhã...

- Já avisei.

- ...Nós teremos o...

- Falei agora mesmo.

Leah virou bruscamente para Snape com cara de sonsa, os braços ainda nas costas e a boca aberta.

- Escuta aqui, Severo... - ela ergueu o dedo indicador na frente do rosto - Deveria eu relembrar você de que, até segunda ordem, quem dá as ordens no Clube dos Duelos por aqui sou EU?

Rony mordeu a beira do livro para não gargalhar, enquanto Harry e Hermione procuravam alguma sujeirinha na mesa para distraírem o pensamento. Snape ficou branco que nem um pote de parafina.

- ...Portanto, querido - continuou -, volte para seu devido lugar e pare de tomar as rédeas do negócio. Alvo só deixou você participar da festinha porque eu não me indispus.

Voltando o braço para as costas de novo, Leah girou o corpo e voltou a ficar de frente ao trio, sorrindo. Snape engoliu um seco e passou a mão no cabelo oleoso, respirando fundo e retomando o fôlego:

- ...Então... O que veio fazer em minha aula, professora. Interrompê-la, nada mais?

Leah riu.

- Ah, não, eu vim me certificar, Severo... De que NADA interfira nos testes de amanha. Você sabe... Os nossos pretendentes não podem usar nenhuma artimanha para passar nos testes... Deve ser mérito deles serem escolhidos. Só deles.

Leah desceu os olhos para Hermione, sorrindo. A menina não entendeu nada, a professora tirou a mão das costas e encostou o longo dedo entre as sobrancelhas da menina.

- Não é mesmo?... - em seguida tirou o dedo e virou-se para Snape. - Certo, Severo? Será mérito dos alunos. Só dos alunos - e saiu da sala.

Snape a seguiu ainda com o olhar, quando ela fechou a porta, a aula terminou. Ainda olhando a porta fechada, Snape deu um "sorriso de velório" e foi para a sua sala, sem sequer passar tarefa ou ralhar com alguém.

Rony socou os livros na mochila sem entender.

- Esses dois definitivamente não batem muito bem. Acho que ser servir ao Você-Sabe-Quem devem corroer os miolos.

Harry riu e juntou as sujeiras da mesa para jogar no lixo:

- É, vai saber...

Hermione soltou um suspiro e se pôs de pé. Sua vista encheu de estrelinhas e as pernas tremeram. Sentiu que estava desmaiando e apoiou as mãos na mesa. Rony a agarrou por debaixo do braço.

- Hermione, o que foi q...

- Minha cabeça... - gemeu a menina, pondo-se endireitada de novo e levando a mão à testa.

- Não quer sentar?

- Não... Já está melhorando...

Harry deixou os livros e a mochila na mesa e passou a mão no rosto dela:

- Mione, você está suando frio!

- Deixa, já passou. - resmungou, empurrando a mão do amigo.

- Como, "passou"?

Hermione juntou as coisas rapidamente e estava saindo quando Harry a puxou pelo braço.

- Vamos até a ala hospitalar, quem sabe a Madame Pomfrey...

A menina puxou o braço de volta com força e ralhou:

- Eu não vou pra ala hospitalar.

- Mas você...

- Ah, me deixem em paz, estamos atrasados...

Harry e Rony ainda a viram sair pisando duro, resolveram ir atrás dela para a próxima aula, Transformações.

Se para Hermione transformar coisas era baba desde que pôs os pés no castelo de Hogwarts, hoje, definitivamente, não era o seu dia. Se transformar um caranguejo vermelho em pires branco e vice versa era algo relativamente fácil para os alunos do sétimo ano (ignorando o fato de o pires de Rony ainda piscar os olhos), não era mesmo um bom dia para Hermione, pois mesmo o do Rony era uma obra prima perto do dela. O pires da menina manteve a cor vermelha da casca e, do nada, se ergueu nas próprias perninhas de crustáceo e saiu topando com outros pires da mesa.

- Mas o que eu fiz de errado? – gemia, inconformada.

As aulas seguintes continuaram um desastre, ela estava pior que Neville no primeiro ano. O pessoal da Sonserina parecia estar se divertindo aos montes com os lapsos da garota.



*




Na manhã seguinte, os sétimos anos se encontraram no jardim, às nove da manhã, para o tal teste. O dia estava frio, mas o sol brilhava e o céu não tinha uma nuvem sequer. Quando Leah chegou, estava em companhia de Dumbledore, traziam uma grande urna de madeira. Os dois subiram num pequeno tablado colocado no jardim e, ao colocar a urna em cima de uma mesa, Dumbledore disse algumas palavras ao pé do ouvido de Leah, pôs a mão sobre a caixa, voltou a falar com ela e saiu. Mas quando ia voltando ao castelo parou defronte ao trio e sorriu. Para Harry e Rony - nervosos.

- Não se preocupem – sorriu - Não vai doer - em seguida olhou Hermione. - Melhorou do mal estar, Srta. Granger?

Ela respondeu sim automaticamente com a cabeça. "Que bom", finalizou o diretor, indo embora. Rony ficou encantado.

- Que contou pra ele?...

- Sei lá - disse Hermione.

- Ah, muito bom dia, alunos! - sorriu Leah, olhando todos, muito ansiosa. - Hoje é o grande dia! Conheceremos quem terá capacidade para ingressar na ‘Academia de Auror Supremo’... nome fictício, claro.

Os alunos pareceram animados.

- O teste é simples. Vocês vêm até aqui, pegam um envelope que está na caixa e voltam aos seus lugares. Quando eu der o sinal, abram os envelopes. Aqueles cujo papel de dentro estiver vermelho... Serão os 'felizardos'...

Malfoy não deixou de soltar um risinho de deboche, achando ridículo. Uma grande fila se fez e todos pegaram os envelopes idênticos aos das cartas de Hogwarts. De volta à grama, Harry olhava pelos lados do envelope, que estava em branco.

- É, não tem remetente. - riu Hermione, olhando o amigo. - Eu também já procurei. - Harry também riu.

- Ah, Céus... - gemia Rony, tentando ver por entre o envelope, erguendo-o contra a luz do sol. - Não dá pra ver nada, esse pergaminho é muito grosso.

- Achei curioso... - observou Harry. - Ela não tem abertura.

- Não tem mesmo - concordou Hermione. - Como foi que enfiaram o papel aqui dentro?

- Todos já têm? - perguntou Leah. - Então podem abrir!

Os alunos rasgaram os envelopes. Exclamações de surpresa e decepção corriam o jardim. Crabbe e Goyle tiraram um papel que era tão branco quanto neve. Malfoy puxou um vermelho, mas não pareceu surpreso. Patil e Lilá tiraram dois vermelhinhos e deram gritinhos. Pansy tirou um branco e fez cara de quem cheirou uma meia muito fedida. Simas também tirou um branco e choramingou. Neville também choramingou, mas porque o dele saiu vermelhinho, vermelhinho. Até então o trio não tinha se mexido, olhavam todos os que abriam os envelopes. Então entreolharam-se, rasgaram o envelope e puxaram os papéis juntos. Pansy esticou um olhar e um sorrisinho debochado para ver a cor do de Hermione. Rony parecia nervoso e Harry parecia estar de novo em dúvida: seria melhor sair um branco para saberem que ele não era tão poderoso assim ou sair um vermelho? Se saísse um branco Malfoy se acharia superior, mas se fosse vermelho todo mundo diria que foi porque ele era famoso. Bem... Só tinha um modo de descobrir.

Os três papéis saíram vermelhos. Rony ficou com os olhos brilhando. Pansy quase soltou um grito de incredulidade. Harry respirou aliviado e Hermione não parava de girar o papelzinho para saber qual o mecanismo usado.

Leah pareceu super contente, apesar de cerca de 90% dos alunos terem tirado um papel branco.

- Por favor, um instante, esses papéis não foram distribuídos aleatoriamente. Apenas os realmente aptos foram sorteados. A partir de agora, a grade horária de vocês será mudada. Os que estão com papéis vermelhos serão dispensados de Defesa Contra as Artes das Trevas...

Os alunos quase deram vivas, mas Leah interrompeu:

- ...Para que possam dedicar-se integralmente ao rigoroso treinamento que será dado no Clube dos Duelos, em separado. A matéria Defesa Contra as Artes das Trevas será dada junto ao Clube. Então... É isso. Vocês receberão o horário no almoço. Tenham um bom dia.

Os alunos marchavam para o castelo, a maioria decepcionada.

- Engraçado uma coisa séria assim ser resolvida, por sorteio... - disse Harry olhando o horizonte.

- Ah, não foi mesmo - disparou Hermione.

- Ah não? - resmungou Rony. Hermione balançou a cabeça confirmando.

- Eu não sei o que era, mas que tinha alguma coisa de especial no papel, tinha.

O trio continuou em frente, e em um grande quadro colocado ao lado da porta de entrada do Salão Principal tinha uma grande tabela com os jogos do campeonato de quadribol do ano. Rony se adiantou:

- Olhem! Saiu! Saiu a tabela do ano do campeonato! Primeiro jogo... Nossa, 1º de novembro... A gente não vai poder beber muito no dia das bruxas - riu. - Vai ser logo Grifinória contra Corvinal. Saiu bem na fita, hein, Harry? Estrear contra a Cho Chang!

Harry respondeu um "Ahn..." meio desanimado enquanto Hermione resmungava um "Dá um tempo, Rony".

Rony voltou a olhar a tabela:

- Olha só, os resultados dos exames práticos saem uma semana e pouco antes dos jogos...

Harry sorriu ao ver a cara de Hermione, nem um pouco disposta a aturar mais um mês de Quadribol.

- Ansiosos para o inicio do campeonato? - perguntou Leah, se aproximando. - Eu também estou, fui apanhadora da Sonserina.

- Jura? - perguntou Harry, naturalmente. - Foi assim que conheceu meu pai?

- ...? - Leah achou estranha a atitude do menino, perguntar tão naturalmente, mas respondeu. - Ah, foi sim - em seguida virou-se para Hermione. - Ah, Hermione... Posso pedir que venha rápido à minha sala?

Hermione deu de braços, despediu dos meninos e seguiu de novo a professora. Assim que as portas se fecharam a aula perguntou:

- Professora... o que exatamente a senhora fez comigo na aula de Poções?

- Ah, sim, claro. É que os papéis do teste estavam enfeitiçados. Apenas os que têm capacidade para serem Aurores "pintavam" os papéis de vermelho.

- Não foi isso o que perguntei.

- Se você agora fosse a Hermione de verdade, saberia que foi a resposta sim. Seria óbvio demais seu papel ser vermelho... Se você o tocasse com a magnitude de um Cavaleiro do Apocalipse no auge do poder. Foi por isso que tirei todos os seus poderes mágicos naquela hora - Hermione parou e arregalou os olhos. Leah riu. - Ih, mas eu acho que tirei além da conta, não é? Você se atrapalhou um pouquinho no rendimento do resto do dia...

A boca de Hermione se abriu:

- Mas... Então...

- Ah, acalme-se - apressou-se Leah, chegando na frente da garota. - Eu te chamei para devolvê-los - e tocou novamente a testa da menina com o dedo. Hermione sentiu uma onde de calor percorrer todo o corpo e ela cambaleou de novo, mas foi só sacudir a cabeça que passou.

- Tá vendo? - disse Leah admirada. - Você já se acostumou com o grande volume de poder que está dentro do seu corpo, isso é bom. Você me impressiona.

- Jura? Eu até hoje não senti diferença... Pra mim, continuo a mesma...

- Calma... Seu dia está chegando - Hermione reparou num brilho diferente no olhar de Leah e no sorriso meio malicioso. - Pronto, já pode ir lá junto dos seus colegas. Você tem aula de que agora?

Hermione já estava na porta quando respondeu arrastado:

- Duas aulas com a Trelawney até o almoço.

- Putz! - exclamou dolorida. - Boa sorte, então...

*


N.A 1: Bom, aqui você conhecem o tema mais importante da série toda, e que mais afasta a EdD dos livros da JK: as espadas! Sim, sempre fui aficcionada pela beleza dessas armas e dos seus estilos de luta; sejam dos estilos orientais de samurais e monges, seja do estilo coidental da esgrima, eu AMO espadas. E como a EdD tem todo um "ar mangá", ela se afasta do lugar comum duelos-de-varinhas.

N.A 2: As principais elites bruxas já apresentadas, os Aurores Supremos e Cavaleiros do Apocalipse se diferenciam dos outros bruxos por isso: são hábeis espadachins, e nem semrpe precisam de varinhas para usarem seu poder mágico. Outra coisa totalmente anime mangá da fic. Espero que gostem, especialmente se forem fãs de mangás e animes, como eu.

N.A 3: Até o prox capítulo!

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