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5. Capítulo 3


Fic: Exceto um Conto de Fadas - AVISO


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Desculpem a demora, eu deveria ter postado a duas ou três semanas...
Mas coisas aconteceram...

Capítulo 3

Ela ergueu a vista para encontrar Ron Weasley de pé, fitando-a com confusão e um tanto de irritabilidade. Ela podia rir na sua face.
Estreitou, quase divertida, a vista; um sorrisinho cínico tomando conta de seus lábios.

-Ronald, Merlin, o que faz aqui? – encontrava-se sentada no elegante sofá cor de vinho da sala, um livro entre suas mãos e sequer fez menção de se levantar ao fitá-lo com ar de curiosidade.

-Sabe quanto tempo venho lhe procurando? E porque demônios você se mudou? – indagou olhando a sua volta, era lugar era enorme. Para quê tanto luxo para apenas duas pessoas? Hermione estava esbanjando seu dinheiro.

-Esta casa é maior – ela disse com seu tom sabichão, como se a pergunta a ofendesse, tamanha estupidez dela. Ele odiava aquele tom.

Como se suas breves palavras explicassem algo! Aquilo era óbvio. Aquela casa, mais bem, uma mansão, tinha dimensões invejáveis pelo que pôde ver da entrada e da sala de visitas. Sala de visitas, afinal, qual era o problema daquela mulher?

-Estive os últimos meses indo centenas de vezes ao seu apartamento e aquele porteiro imbecil sempre me dizia a mesma coisa, “a senhora Hermione não se encontra”. Qual não foi minha surpresa de ao ir, depois de alguns dias fora, ao seu apartamento e descobrir por aquele velho esclerosado que você havia se mudado. Se mudado! Deveria ter

-Você bateu um recorde então, - Hermione o interrompeu suavemente, ainda que o fitasse com zombaria. - Centenas de vezes? É um marco surpreendente, para um pai ausente como você. É uma pena que Melissa não tenha presenciado seus esforços.

-Você simplesmente desapareceu! – disse secamente. – O que esperava que eu fizesse?

-Como posso saber? Se nem mesmo você sabe o que quer...

Ron a ignorou. – Faz quatro meses que não falo com você, Hermione! Estava preocupado.

A morena o encarou de cenho franzido, finalmente fechando seu livro-texto. – Por que haveria de se preocupar comigo?

-Não com você, sua tola – ele virou os olhos. – Com Melissa. Você desapareceu do mapa e levou minha filha sabe-se lá para onde!

Hermione deu de ombros. – Nunca deu importância para isso. Então pensei: por que haveria de se importar agora?

-É meu direito ver Melissa!

-Chega a ser pilhérico que só utilize esta frase quando lhe convém – redargüiu em escárnio.

-Você sumiu por quatro meses! – Hermione virou os olhos, aquilo se tornava repetitivo. - Onde esteve?

-Uma missão me obrigou a ausentar-me maio e junho de Londres. Só voltei aqui para levar Melissa comigo.

Ron chiou, como sempre o fazia quando era contrariado. - Eu queria falar com você, combinar que nessas férias, Melissa estaria comigo. Fiquei surpreso ao não encontrá-las na estação de Londres.

-Posso imaginar.

Tornou a ignorá-la, não precisava ouvir seu tom de deboche e desdém. Hermione era intragável. – Eu gostaria que ela conhecesse minha noiva - isso lhe chamou a atenção e ele sorriu com ar superior. – Vou me casar, Hermione.

A morena o encarou, aparentemente sem reação. Céus, ela não podia rir agora. Mordeu o lábio inferior e, sem intenção, uma risada escapou de seus lábios. Educadamente, levou o dedo indicador e o médio aos lábios, silenciando-se. Ou tentando.

-Perdão. Eu... ah... – ela riu novamente. – Meus parabéns, Ronald!

Mérlin, queria gravar esta cena pra sempre em sua memória. O sorriso enorme dele desfeito, mais confusão em seus olhos e raiva contida. Muita raiva.

-Então... Você gostaria que Melissa conhecesse sua futura esposa?

-Ainda quero – retrucou sério. - Onde ela está?

Hermione levantou a sobrancelha, sob o tom dele. – Não aqui.

-O que quer dizer?

-Ela saiu.

Ron franziu o cenho e respirou fundo. – Eu disse a você que desejava que ela passasse as férias comigo!

-Disse? Oh, eu não pude recordar – comentou. – Estive muito atarefada.

-Com o que? Se posso saber? – o tom dele era de descrédito e incredulidade acrescida de mofa.

-Nada que possa ou deva lhe interessar. Preocupe-se com sua vida, como sempre o fez.

-Eu não quis ofender – apesar de seu tom não ser algum conciliar, mas bem, era mais irônico.

Hermione deu de ombros. - Não o fez.

Ele a fitou estranhado. Ela parecia... Feliz. Demasiadamente. O que estava havendo?

-Oh, Ronald, posso lhe oferecer algo? Suponho que vá esperar Melissa? – estava o desafiando.

-Obviamente – retrucou sentando-se numa das poltronas do local, também de cor vinho. – E se não incomodar, eu gostaria de café.

-De modo algum – um instante depois, uma mulher trazia seu pedido numa bandeja acompanhado por biscoitos.

Ron provou um dos biscoitos, parecia ter saído do forno a instantes e era delicioso. Sua dieta balanceada poderia esperar, pensou ao pegar mais um. - Eles são bons. Onde você encomendou Hermione? Preciso levá-los pra casa.

Estranhamente, Hermione sorriu. Nada ofendida com a “sutil” insinuação de que não fora ela quem preparara os biscoitos. – Só uma parcela muito restrita de pessoas os obtêm.

-Eu posso pagar muito bem.

A morena balançou a cabeça negativamente. – Você não compreendeu. Não estão à venda. Não vai encontrá-los para encomenda.

Assim como Harry nunca os faria para você.

-Tem muitos empregados aqui? Parece que gastou uma fortuna para mobilhar essa “casa”.

A mulher franziu a testa. - Por que isso importaria a você? – uma chama de entendimento perpassou por Hermione. – Não se preocupe, o dinheiro que você dá para Melissa continua intocado – disse secamente.

-Por que sempre leva a mal o que falo?

-Não era para o fazer?

Silêncio.

-Há quanto tempo está nessa casa?

-Chegamos a Londres há uma semana, estamos aqui deste então.

-Não parece que fez uma mudança. Tudo está organizado.

-Fizemos um trabalho de equipe fabuloso. Além disso, não havia muito que trazer, a casa já estava mobiliada.

Antes que o ruivo fizesse mais perguntas, Harry apareceu. Lançando um olhar de escárnio a Ron, o moreno se dirigiu a Hermione, que já o analisava.

-O que ele faz aqui? – a pergunta de Ron saiu agressiva, foi ignorada, no entanto.

Hermione se ergueu de imediato, Harry sorria mas parecia exausto. - Eu nunca mais saio às compras com aquelas duas – disse ao estar à sua frente. – As doces meninas que eu conhecia simplesmente desapareceram quando viram a primeira loja de departamentos.

A morena riu. - Você parece abatido – comentou, sua mão indo ao encontro dele, mas mudou de idéia segundos depois. – Quer alguma coisa? Você comeu, não é?

Harry riu entre dentes. – E só por isso ainda continuo de pé. Tem idéia de quantos shoppings Paris...

Harry parou de imediato, sob o erguer da sobrancelha de Hermione, sorriu culpado. Ela sabia! Não deveria tê-lo deixado ir. – Harry...

-Eu sei. Sei que não era necessário, que não deveria. Mas eu queria lhes fazer uma surpresa – disse. - Agora eu me arrependo, elas se transformaram em duas tiranas quando eu disse que poderiam abrir os olhos e se depararam com a primeira loja. Por Merlin, eu fui arrastado de um canto a outro de Paris, tenho certeza que não há vendedor que não conheça naquela cidade.

-Espero que não tenha exagerado.

Harry tentou não transparecer culpabilidade, fitando-a. Mas continuou, em tom de desculpa. - Tem idéia de quantas lojas aquele lugar tem? Eu fui arrastado todo o dia por duas adolescentes com um poder assustador de convencimento, não tive chance - – ele suspirou dramaticamente, e Hermione não pôde evitar rir.

-Onde elas estão?

-O que ele faz aqui? – desta vez Ron praticamente gritou.

-Por que está gritando? – Hermione o fitou chocada.

-Estou a indagar a séculos!

Hermione virou os olhos, mas foi Harry quem retrucou, cheio de ironia. - Eu não sabia que cabia a você a explicação do porquê eu volto à minha casa.

-Sua?

-Eu não lhe falei, Ronald? – Hermione indagou parecendo surpresa por ter esquecido de algo. – Sou uma mulher casada agora – ela apoiou, levemente, uma das mãos no ombro de Harry.

-Você... o que? - e cravou seu olhar em Harry, que o fitava... divertido? Aquele pilantra.

Harry sempre soube: deveria ter preparado uma câmera.

Deixando Ron em seu torpor de incredulidade, voltou-se para a mulher ao seu lado. - As meninas estão lá encima, provavelmente muito cansadas para qualquer outra coisa que não inclua banho e cama – risadinhas foram ouvidas da escada. – Ou talvez não – disse sentindo os ombros caírem, como elas ainda conseguiam andar? – Vamos precisar lhes tirar as baterias.

-Mamãe – era Melissa e seu tom transpirava excitação. – Não vai acreditar no que Harry me deu! – Hermione olhou Harry inquisitiva, que apenas encolheu os ombros, como se aquele ato estivesse muito além de sua vontade.

-Eu – ela segurava com uma das mãos algo perto de seu peito, e sorria tão radiante que, o que quer que fosse que Harry havia lhe presenteado, Hermione já havia o perdoado. – Oh – ela encontrou Ron, ao fazer um leve esquadrinhamento do lugar. - Como vai, pai? – indagou segurando com mais força o que quer que tivesse sobre o peito.

Lily observou o rosto da prima e amiga, ela não parecia muito contente. Na verdade, sua alegria tinha se esvaído assim que encontrara os olhos do Ron. Mas ainda assim, resignadamente, Melissa foi ao encontro do pai; e depositou um rápido beijo em seu rosto – Harry desviou o olhar, ciente de que nem em mil anos Ronald mereceria aquele afago.

-Eu trouxe algo pra você, querida – ele finalmente havia saído da letargia que a notícia lhe causara.

-Ah, verdade? – ela não parecia sequer surpresa.

Uma caixinha de veludo saiu das mãos de Ron para a dela. Havia um anel ali, de ouro e cravejado em rubis. – É muito lindo – comentou fechando novamente a caixa, depositando-a encima da mesa de centro do local.

Então Mel voltou-se para Hermione outra vez, indo ao seu encontro. – Aqui – disse retirando algo sob a blusa que levava. – Lembra que eu comentei sobre o quanto era lindo o pomo da Lily?

Era um colar bem delicado de ouro que ela lhe mostrava. Mas Melissa não mostrava o colar, e sim o pingente nele. Uma espécie de livro, Hermione se aproximou para observar melhor os detalhes.
Era um livro em miniatura, também de ouro com a palavra “Melissa” no centro em prata, brilhante. Havia uma pequena fechadura nele, também de prata, e uma pequena “corda” de ouro (como aquelas que colocam nas portas, para maior segurança) não deixava o livro aberto. Pendendo graciosamente ao lado do livreto (preso a ele pelo que não passava de um fio dourado), estava uma chave minúscula, adornada por três pequeninos diamantes.

Ainda mais sorridente, melissa pegou a chavinha e a enviou na fechadura, abrindo o livro. Na parte interior havia uma dedicatória:
“Com carinho, para Melissa, essa jovem extraordinária que adoro.
H. Potter”

Do outro lado havia uma foto pouco menor que uma 2x2. E ali estavam Hermione e Melissa. Elas se encontravam sorrindo uma para outra, riso fácil, contagiante. Estavam muito felizes.

Hermione fitou Harry sem reação. O presente era lindo.

-Papai teve de me convencer a lhe emprestar essa foto – Lily comentou sorrindo. – Visto que agora a original me pertence – diferentemente das outras dezenas de fotos que Lily tinha, esta não se encontrava em seu mural. Estava em um porta-retrato, sobre sua escrivaninha de estudo. Ali, encontravam-se mais três porta-retratos: uma foto dela com o pai e seu irmão. Outra dela e Melissa. E outra de Harry e Hermione, de noivos, naquele momento após o sim; simplesmente não se cansava de ver Hermione nos braços de seu pai. Ela... Pertencia àquele lugar, pensava a jovem.

Segundos depois a foto havia mudado. – Tiramos num dos shoppings, - Melissa esclareceu. – Harry enfeitiçou para se tornar uma fotografia mágica! E por falar nisso – ela se voltou para Harry e Lily. – Irei cobrar a promessa que me fizeram, sobre me ensinar o feitiço.

-Promessa é divida – Harry lhe sorriu.

Hermione ainda observava a fotografia. Era apenas Harry e as meninas.
Ele bagunçava os cabelos delas enquanto elas bufavam e riam a gargalhadas, depois, com sorrisos igualmente travessos, elas pulavam sobre ele lhe fazendo cócegas, enquanto Harry tentava segurá-las, ou mais bem, fingia tentar. Ele desistia segundos depois encolhendo os ombros e estendendo as mãos em rendição, ele também ria a gargalhadas.

Lily tinha uma miniatura de pomo de ouro, com asinhas de prata, ele se abria para um “espelho comunicador”. Neste, ela poderia falar a qualquer instante com Harry, desde que o tivesse consigo; ela nunca o havia tirado desde o dia que o recebeu de presente...

Parece que o mesmo iria ocorrer com Melissa, Hermione ponderou ao observar a filha. Ela segurava com fervor seu “álbum”, fechando-o e guardando-o novamente sob a blusa.

-Eu iria lhe dar apenas no natal – Harry falou. – Mas realmente queria saber se gostava, porque eu poderia fazer outro se não gostasse.

Melissa o fitou com descrença. – Como eu poderia não gostar? É perfeito Harry! E você mesmo fez a dedicatória – ela o fitou como se as palavras que ele gravara no presente valessem muito mais do que a jóia em si. – Eu realmente, realmente amei – ela falou sorrindo e o abraçando. Jogara-se em seus braços, como os costumeiros e para além de antigos abraços de Hermione. Esmagadores. Ainda que, diferente de sua mãe, que antigamente o abraçava pelo pescoço, Melissa o apertava pela cintura.

-Harry! – Melissa falou animadamente, afastando-se. – Você esqueceu de trazer o presente da mamãe - Lily ergueu ambas as mãos a sua frente, mostrando a grande sacola que levava em mãos.

As meninas dirigiram seus olhos para Hermione, sorrindo com cumplicidade. – Vamos, abra! – Melissa empurrou o embrulho para a mulher. – Foi Harry quem o escolheu – acrescentou com entusiasmo.

Hermione lançou um olhar inquisitivo ao moreno, ao aceitar o presente. Harry nada comentou, ele sequer a olhava.
**
(continua)
**

Teresa, rsrsrs está bem, então eu não digo mais.
Sim o Harry está arredio, só há, como deve ter percebido uma coisa que deixa Harry a vontade com Hermione: as filhas. Ao falar dos filhos, ele esquece de tudo.
Bem, acho que Hermione só está colhendo o que plantou...
Obrigada, espero que continue curtindo e me desculpe pela demora, viu? Beijão!

Jan Potter, o que a Hermione sente é perto de amargura, creio. Não é bem ciúmes, ela se lembra que perdeu o “cargo” ou Status de melhor amiga para uma italiana desconhecida qualquer. Acho que foi um pouco do orgulho dela que de quebrou naquele instante.
Adoro o jeito “paizão” do Harry. *-* Vamos ver se consigo me sair bem com esse jeitinho todo paternal dele. ^^
Rsrsrs e não liga, as vezes (na maioria delas) eu sou uma louca.

thamila moliterno, obrigada! Espero que continue curtindo ^^ E desculpe pela demora... Estava meio que atarefada...

Ana Lívia, e eu achando que a Cassandra ia fazer sucesso... rsrsrsrsrsrsr
Também gosto da Mel, toda fofa ela. ^^ E a Gina vai demorar um pouquinho. Desculpe a demora... E obrigada! =**

ღDianyPaulaღWildFamilyღ, e que nada, que bom que comentou! Com toda certeza ela está agindo errado, primeiro colocou o Harry na história... Ela já está arrependida. Ela gosta das “crianças” – ainda que ainda não conheça o filho mais novo do Harry – muito mesmo. Mas é meio que irreversível agora esse estado. É como se “computasse” lá na certidão de casamento, como Hogwarts escolhendo os bruxos filhos de trouxas (deu pra entender mais ou menos? Às vezes, muitas na verdade, não consigo ser clara...).
Só tem uma coisa que Harry e Hermione conversam sem escárnio (ou quase sem escárnio) é quando eles falam dos filhos. Os olhos de Harry quase brilham quando fala dos filhos e agora, da Mel.
A amiga do Harry é uma fofa! Deve mesmo sentir ciúmes... rsrsrsr
Desculpe a demora...
Ps.:E obrigada ainda assim, somos duas que não entendem o italiano ^^ Então me perdoe certo? Beijo!

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