FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

2. O Julgamento


Fic: Revenge


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Harry acordou em seu quarto na Rua dos Alfeneiros e riu ao se lembrar do sonho maluco que havia tido. Em seu pesadelo, Hermione havia sido acusada de matar Vitor Krum e seus melhores amigos haviam ficado contra ela. Espreguiçou-se e se levantou, pegando os óculos e os colocando. Porém, percebeu algo em sua cômoda e ao pegar se surpreendeu ao ver um exempla do profeta diário.

“Hermione Granger, ex-namorada de Vitor Krum, assassina o grande jogador de Quadribol em um acesso de ciúmes” -Harry ficou pálido ao ler aquilo, seu pesadelo não poderia ser real. No entanto havia uma foto trouxa mostrando Hermione com a varinha apontada a um Krum caído no meio da cafeteria. Logo a baixo, Harry leu algo que fez seu coração falhar uma batida. - “Autoridades búlgaras e fãs de todo mundo pressionam ministério inglês para que o julgamento seja em breve e para que a acusada passe o resto de seus dias em Azkaban.”

Harry sentiu tudo girar e levou as mãos à cabeça, deixando o jornal de lado. Hermione sempre fora seu porto seguro e agora, justamente quando mais precisava dela, estavam querendo tirá-la dele. Esse pensamento foi como um estalo para Harry, de repente tudo se encaixava, os motivos ficaram evidentes. Rapidamente pegou um pergaminho e uma pena e escreveu para Tonks, precisa falar com ela e ver as tais cartas que haviam achado.

Em uma sala escura e fracamente iluminada pelas chamas de uma lareira, Voldemort saboreava um líquido arroxeado em uma taça de ouro, ricamente ornada de jóias. Uma batida interrompeu sua linha de raciocínio, mas ele apenas sorriu antes de ordenar que a pessoa entrasse. Esperava ansiosamente por notícias de seu mais novo e astuto plano.

-Tenho o que me pediu, milorde. –Severo Snape adentrou o local portando um exemplar do Profeta Diário. –Seu plano está saindo como o previsto. –Assim que entrega o jornal a Voldemort, Snape recua alguns passos e permanece de pé, observando o mestre por alguns minutos.

-Esses tolos são tão facilmente manipuláveis! –Voldemort quase gargalhou enquanto falava. –Agora Potter estará definitivamente sozinho. Aposto que virá como um louco atrás de mim, para que eu o mate. –Desta vez Voldemort não tentou reprimir sua cruel gargalhada. –Vá e só volte quando tiver mais novidades.

Snape fez uma breve reverência e saiu do mesmo jeito indiferente que entrou. Atravessou um longo e escuro corredor, depois adentrando em uma sala melhor iluminada, onde havia uma mesa de escritório e uma estante com alguns livros.

-O mestre ficou feliz com o andamento dos planos. –Belatriz apareceu por entre as sombras, tinha um livro em mãos. Snape apenas olhou-a com indiferença, parecendo não entender o que bruxa fazia ali. –Pelo que li no jornal, a garota vai ser massacrada, o julgamento será menos justo do que o de um comensal. No entanto, me pergunto se isto realmente vai afetar o Potter. Afinal, nada garante que ele vai ficar ao lado da garota e contra o mundo, havendo tantas provas contra ela.

-Assim como o idiota do pai, Harry Potter é leal aos amigos. Além disso, ele conhece a garota o suficiente para saber que ela não cometeria o crime. Temos ainda que levar em consideração, que ela sempre esteve ao lado dele em todas as aventuras, até mesmo no Torneio Tribruxo quando Ronald Weasley lhe virou as costas. Por isso, mesmo com todas as provas do mundo, ele vai acreditar nela, faz parte da divida moral que ele tem. –Snape tinha em seu tom um misto de desprezo e enfado. Conhecia bem o trio e sabia o quanto Harry era ligado aos amigos.

-Então tem certeza de que após a prisão dela, Potter e o Weasley mais novo virão até nós atrás de vingança? –A perspectiva parecia dar grande prazer à bruxa, como se aquilo fosse um presente de natal que ela a muito ansiava.

-Certamente com todas aquelas provas, a Ordem da Fênix não vai apoiá-los e a estupidez daqueles dois metidos a heróis os fará vir em nossa busca. Agora me deixe trabalhar em paz. –Belatriz ignorou o tom frio de Snape e apenas saiu, deixando o livro sobre uma poltrona.

Harry teve que esperar até o início da tarde para poder ir ao ministério e lá chegando passou a examinar todas as cartas que foram achadas no quarto de Hermione. A cada linha que lia, ficava convencido de que tudo aquilo era falso. As cartas de Krum davam a entender que Hermione era ciumenta, possessiva e que o amava com loucura.

-Harry, quero te apresentar a alguém. –Harry ouve a voz de Tonks e se vira, logo notando a presença de uma mulher de estatura média, rosto expressivo e com traços fortes, cabelos loiros curtos e olhos castanhos que passavam experiência e perspicácia. –Esta é Margareth Smith, uma bruxa muito respeitada no meio jurídico e que se interessou pela defesa de Hermione. –A mulher se adiantou e Harry rapidamente se levantou para cumprimentá-la.

-É um prazer conhecê-lo, Sr. Potter. –A mulher tinha a voz firme e confiante, o que fez o coração de Harry se acalmar um pouco.

-O prazer é meu. Estava com medo de ninguém com experiência ou qualidade querer defender Hermione. –Harry mostrava alívio na voz.

-Quando Minerva me procurou eu fiquei um tanto incerta, mas na minha idade e com os anos de carreira que tenho, o que mais quero são desafios e esse é um realmente grande. –Ouvir aquilo fez Harry sentir seu estômago afundar e um frio lhe subir a espinha.

-Então acha que ela não tem muita chance? –Havia um inegável desapontamento na voz de Harry.

-Isso vai depender de muita coisa. Primeiramente quero ouvir o que você tem a me dizer e então depois eu lhe dou minha previsão, ok? –A mulher tinha um tom seguro e mostrava saber o que estava fazendo.

-Certo. Pode perguntar o que quiser. –Harry se posicionou de modo mais confortável na cadeira, enquanto a bruxa pegava uma pena de repetição e um pergaminho. Tonks aproveitou para pedir licença, alegando que iria tentar ir atrás de mais informações sobre o caso.

-Então, me diga o que acha desta acusação, Sr. Potter. –Harry notou que a Sra. Smith se dedicava a observá-lo com atenção, ignorando o que estava sendo escrito no pergaminho.

-Antes de responder, gostaria que me chamasse de Harry, eu prefiro. –A mulher sorriu de modo simpático e assentiu. –Quanto à acusação, eu considero ridícula. Hermione jamais mataria alguém, salvo fosse para salvar sua vida ou de outra pessoa, além disso, ela nunca foi passional, pelo contrário, sempre foi uma pessoa muito racional. –Harry notou que a Sra. Smith sorriu levemente diante de sua afirmação.

-O que disse foi muito importante, mas deixemos isto para depois. Agora preciso lhe fazer algumas perguntas que podem ser um tanto constrangedoras, mas são essenciais para que eu monte a defesa, certo? –Harry concordou e esperou que ela fizesse a pergunta. –Qual o nível de relacionamento que tem com a Srta. Granger?

-Somos amigos. Ela é minha melhor amiga e eu sou o melhor amigo dela. –Harry respondeu com firmeza, mas não gostou do jeito como a Sra. Smith o olhou.

-Nunca tiveram nenhum relacionamento amoroso, mesmo que rápido? –Harry apenas disse que não. –E você sente ou já sentiu algum tipo de atração física por ela? Ou talvez uma paixão passageira?

-Não. É claro que a acho bonita, mas nunca me senti atraído por ela, nunca quis ter nenhum envolvimento romântico com ela e acredito que seja recíproco da parte dela. –Harry procurou ser o mais objetivo possível, mesmo corando diante dos comentários.

-Você disse que são grandes amigos, devo crer que isto signifique que também são confidentes?

-Sim, confidentes, companheiros, até mesmo cúmplices. Não existe segredo entre nós. –Harry sabia onde a Sra. Smith queria chegar, mas preferiu deixar que ela perguntasse.

-Então, me diga. Hermione lhe disse algo sobre o relacionamento dela com Vitor Krum? Sabia que ela iria se encontrar com ele no dia do crime? –Harry sentiu certa frieza da parte da mulher, mas gostou disso, pois sabia que ela estava tentando ser o mais imparcial possível.

-Eu não sabia do encontro, porque não temos muito contato nas férias por motivos de segurança. No entanto, Hermione me disse que foi ela quem terminou o namoro com Vitor Krum, porque ele sentia muito ciúmes de mim, o que de certa forma é normal, também terminei com minha primeira namorada porque ela morria de ciúmes da Hermione.

-Qual o nome dessa namorada e quando foi que romperam? –Harry percebeu que ela não gostara de saber daquilo, mas respondeu no mesmo tom que vinha mantendo até então.

-Começamos a namorar no fim do meu quinto ano e terminamos pouco depois, antes do fim das aulas. O nome dela é Cho Chang e ela se formou neste último ano letivo.

-Disse que foi Hermione quem terminou o namoro com Krum, certo? –Harry apenas disse que sim. –Sabe se ela teve outro relacionamento após este término?

-Ela não teve nenhum namorado além do Krum, mas ela estava interessada em Ronald Weasley. Ele namorou Lilá Brown no último ano e Hermione ficou muito triste com isso, os dois até brigaram apesar de ela não ter revelado o que sentia. Aliás, é justamente o fato dela ter se interessado por Rony que me dá ainda mais certeza de que todas as provas são falsas.

-Você leu o diário e as cartas? –Harry apenas disse que sim. –E reconheceu a letra da Srta. Granger?

-Era uma letra igual à dela, mas certamente não eram coisas que Hermione escreveria. Quanto às cartas, eu não conheço a letra de Krum e nem sabia o que ele costumava escrever para Hermione, mas tenho certeza de que Hermione não é a pessoa que ele dá a entender que ela seja por essas cartas.

-O que o faz afirmar de que as coisas escritas no diário, não foram escritas pela Srta. Granger apesar da letra parecer ser dela?

-Primeiramente, ninguém que dividia o dormitório com Lilá Brown e Pavarti Patil, duas das maiores fofoqueiras de Hogwarts, teria um diário. Segundo, Hermione não é de revelar seus sentimentos, prefere por vezes mantê-los escondidos de si mesma ou trancados em um lugar seguro dentro dela. E por fim, como eu já disse anteriormente, Hermione não é passional, ela jamais seria tão ciumenta ou descontrolada, também não é dada a melodramas e jamais escreveria coisas tão melosas e clichês como o que está escrito no diário. Hermione sempre foi muito madura para sua idade, encararia um relacionamento de um modo adulto e não como uma adolescente apaixonada, que acha ter encontrado o príncipe encantado.

-Me conte sobre momentos importantes que viveu com a Srta. Granger, como ela era no dia-a-dia e me fale sobre a participação dela em suas aventuras. –Harry sentiu que a Sra. Smith gostara não só do que dissera, mas como dissera e que pedir aquele relato tão extenso era uma mostra de que ela já tinha uma linha de defesa em mente.

Nos dois dias seguintes, Harry viveu uma intensa agonia, Hermione havia sido mandada para uma cela no departamento de aurores e não podia receber visitas, com exceção da advogada. As investigações caminhavam em sigilo, mas sabia que a cada dia que passava a situação ficava ainda mais desfavorável, principalmente com a chegada do ministro búlgaro e do crescente aumento dos apelos dos fãs pela condenação de Hermione, os próprios aurores, fãs de quadribol, pareciam empenhados em deixá-la apodrecer em Azkaban.

Quando Tonks fora lhe buscar para ir à cena do crime e para conversar com a advogada sobre a defesa de Hermione, Harry se sentiu mais aliviado, no entanto a sensação mudou ao chegar ao local. Havia mensagens de solidariedade e flores em frente à cafeteria, além de uma foto em tamanho grande de Vitor Krum, além disso, a cafeteria seria entregue, naquele dia, ao dono, encerrando assim a fase de pericia na cena do crime.

-Que bom que chegaram! –A Sra. Smith os saudou e foi até Tonks e Harry, que estava na parte da frente da cafeteria. –Eu examinei o local e não encontrei nada fora o descrito anteriormente nos relatórios. Creio que aqui não conseguiremos nada ao nosso favor. –Não havia traço de lamento na voz da advogada, ela permanecia fria e imparcial, o que não agradou muito a Harry.

Ele se pôs a observar o local, enquanto Tonks e a advogada conversavam. Havia várias cadeiras quebradas e algumas mesas, o chão estava manchado com bebida e sangue, também havia cacos de vidro, o que fez Harry olhar para cima e perceber que o vidro devia pertencer a algum tipo de lustre, mas não foi aquilo o que mais chamou a atenção em Harry e sim uma câmera que filmava todo o local.

-Tonks, Sra. Smith! –As duas pararam de conversar e se viraram para ele. –Alguém já viu as imagens da vigilância? –Harry aponta para a câmera e as duas trocam um olhar intrigado.

-Para ser franca, como havia muitas testemunhas oculares, não chegamos a fazer isso, até porque você sabe o quanto os bruxos confiam em tecnologia trouxa. –Tonks revirou os olhos, mostrando que não aprovava tal postura.

-Mas eu quero ver. Talvez possamos achar algo de interessante lá. –Como a Sra. Smith nada tinha em contrário, Tonks seguiu para onde o dono da cafeteria estava e ele os levou até a sala de segurança, onde as fitas de vídeo de cada dia ficavam arquivadas.

Os três viram atentamente o vídeo. Aparecia a hora em que Hermione chegava, mas a mesa estava um tanto encoberta e só era possível uma leve visão do que acontecia, até a hora em que Krum e Hermione seguiam para o escritório, onde não havia câmeras. Momentos depois, veio a luta e Harry observou que a noiva do Krum havia voltado do lado de fora da cafeteria antes de Krum e Hermione irem para o escritório, mas se limitou a ficar sentada em sua mesa. Porem isto não mudava o fato de ser “Hermione” no vídeo e atacando Krum.

-Tonks, volta até à hora em que eles estão prestes a voltar para o escritório, a última imagem em que Hermione aparece de frente. –Harry havia se lembrado de algo e achou que poderia ser a resposta para inocentar Hermione.

-Essa é a imagem, você viu algo aqui? –Tonks pergunta observando todo o quadro e não vendo nada de interessante.

-Sra. Smith, a senhora está com o relatório criminal e nele tem uma foto que tiraram de Hermione quando fizeram a ficha dela, não tem? –Harry pergunta e a advogada passa a ficha, aberta na página da foto. –Olhem o rosto dela e o rosto da Hermione do vídeo. Os ferimentos estão ao contrário, espelhados, como se a pessoa que tivesse feito os ferimentos, estivesse se olhando no espelho para reproduzi-los na Hermione verdadeira.

-Harry tem razão! Com isso podemos provar que eram duas Hermione e não uma só! –Tonks chegou a pular de alegria, apesar da advogada não ter se mexido.

-Isso não vai significar quase nada durante o julgamento. Como a Tonks disse antes, os bruxos não dão muito crédito para provas baseadas em tecnologia trouxa. –Aquilo não desmotivou Harry, afinal qualquer um poderia ver a diferença gritante entre uma e outra imagem.

Mais dois dias se passaram e o dia do julgamento chegou. Harry havia repassado várias vezes com a advogada as táticas de defesa, o seu depoimento e as perguntas que provavelmente a acusação faria. No entanto, saber que os Weasley não testemunhariam a favor de Hermione o machucava e o enchia de ódio por aquela traição. Quando a Sra. Smith contou sobre a reação de Hermione, Harry sentiu vontade de ir a Toca e acabar com todo e qualquer ruivo que passasse a sua frente, mas o pior era não ter podido consolar a amiga ou vê-la durante todos esses dias, ficando a imaginar o péssimo estado em que ela deveria estar.

Agora Harry se encontrava na sala contígua ao tribunal onde seria o julgamento. Através de sua fama e prestigio havia conseguido permissão do ministro e poderia falar com Hermione antes que o julgamento começasse. Ouviu a porta se abrir e se virou, podendo assim ver Hermione com um vestido preto e mão e pés algemados, sendo trazida por dois aurores.

-Soltem-na! –Harry quase exigiu. Ver a amiga sendo tratada daquele jeito lhe deixava furioso e estava se controlando para ele mesmo não derrubar os aurores e a soltar. –O ministro deu permissão para que conversássemos, então soltem-na ou terei que falar com seus superiores. –Havia um claro tom de ameaça na voz do garoto e, os aurores sabendo bem de quem se tratava, resolveram obedecer, libertando-a com um feitiço que fez as algemas sumirem.

-Harry! É tão bom te ver, eu estava com tanto medo de ficar sozinha. –Hermione havia se jogado sobre ele e agora o abraçava fortemente.

-Eu nunca a deixaria sozinha! Pode contar comigo sempre, assim como eu sempre pude contar com você. –Harry fala de modo tranqüilo, tentando deixá-la confortável. –Agora se acalme, não chore. Precisa parecer forte pra mostrar a garota forte e controlada que é. –Harry afastou-a o suficiente para olhar para ela e colher as tímidas lágrimas que caíam, só então percebendo que a garota tinha olheiras profundas.

-Quando a Sra. Smith me disse que os Weasley não me apoiariam eu senti o chão sumir de meus pés e fiquei com medo de você também me deixar diante de tantas provas contra mim. –Hermione tinha a voz embargada, mas controlava-se para não chorar.

-Eu nunca a deixaria. Seus pais também te apóiam sem hesitar, foi muito triste para eles não poderem participar do processo jurídico e do julgamento por serem trouxas. Mas eles e eu estamos confiantes de que esse pesadelo logo vai acabar.

-Eu sei e agradeço por isso, mas ainda sim, eu ficaria feliz se Rony e Gina pudessem ao menos vir ver o julgamento, não precisavam testemunhar, só a presença e o apoio seriam suficientes. –Harry sentiu que Hermione não sabia que os “amigos” acreditavam na culpa dela e preferiu deixar as coisas assim por enquanto.

-O importante é você ficar firme. Mostre a calma e a racionalidade irritantes que só você tem, mesmo nos momentos mais difíceis. E se você se sentir frágil, se precisar de força, basta olhar para mim, que eu estarei olhando para você e passando a força e a confiança que você precisar. –Pela primeira vez em dias, Hermione sorriu e novamente lágrimas lhe escaparam.

-Eu não sei como te agradecer por tudo isso! Você está sendo maravilhoso. –Hermione tentava segurar as lágrimas para não piorar seu estado, mas estava sendo difícil.

-Pare de chorar, até porque você ainda vai ter muito trabalho comigo daqui para frente! –Harry sorri demonstrando uma calma que não sentia.

-Está na hora do julgamento, Srta. Granger. –Pela tom de voz do homem que falara, Harry percebeu que devia ser mais um dos fãs de Vitor Krum.

-Vai ficar tudo bem, temos uma defesa sólida. Então apenas mantenha a calma e confie em mim, porque eu te prometo que não vou deixar você mofar em Azkaban como esses idiotas tanto querem. –Hermione assentiu e se afastou, não deixando de olhar para ele, antes de sair por outra porta, que devia dar acesso ao tribunal.

Harry rapidamente deu a volta e se dirigiu para o tribunal, onde se sentou de frente para Hermione e ao lado da Sra. Smith, outra exceção que o ministro havia aberto para ele. Quando chegou, o líder da comissão julgadora estava acabando de apresentar a acusação.

-Ela está bem? Conseguiu acamá-la? –A Sra. Smith pergunta discretamente, mas sem tirar os olhos da comissão julgadora.

-Sim, ela está firme e confiante. Não se preocupe que ela não vai perder a calma ou se desesperar. –Harry garante confiante e sorrindo para Hermione, que retribui de forma discreta.

O julgamento teria inicio com a apresentação da acusação e depois da defesa, depois das bases apresentadas, seriam ouvidas as testemunhas da acusação e a seguir da defesa, para então haver a apresentação das provas e as conclusões finais. A primeira testemunha de acusação foi um auror que recolheu depoimentos de testemunhas e do próprio dono da cafeteria, já que nenhum trouxa poderia ir ao tribunal. A segunda testemunha foi a noiva de Krum, que fez um clássico melodrama e manteve as declarações de que Hermione havia ficado com ciúmes e se recusava a perder Krum para ela.

-Que entre a próxima testemunha. Ginevra Weasley. –As pessoas que estavam vendo o testemunho ficaram surpresas, mas não tanto quanto Harry e Hermione.

-Por que não me disse isso? Porque não avisou a mim e a Hermione de que Gina estaria aqui? –Harry inquiriu baixo, mas em tom irritado.

-Porque eu não sabia. Nada obriga a acusação a me dar sua lista de testemunhas ou vice-versa. Portanto, pode haver surpresas. –A Sra. Smith parecia não gostar daquela situação tanto quanto Harry, pois poderia desestabilizar Hermione, no entanto a garota apesar de surpresa, parecia controlada.

-Srta. Weasley, pode dizer para os juízes qual a sua relação com a acusada até a data do crime? –O acusador, Robert Stuart, perguntou de modo tranqüilo.

-Eu era a melhor amiga da Hermione. –A resposta foi simples, apesar de a garota parecer tímida.

-E como sendo a melhor amiga, imagino que ela deveria lhe fazer confidencias, estou certo? –Gina apenas disse que sim. –Neste caso poderia nos dizer como a acusada se sentiu com o fim do namoro com Vitor Krum?

-Muito mal. Ela ficou muito triste, mas não me disse muita coisa, ela é o tipo de pessoa que guarda as coisas para si mesma, para não preocupar os outros ou parecer muito frágil. –Gina parecia sem jeito e olhava para Hermione como se lamentasse pela amiga.

-E no ano passado, quando Vitor Krum anunciou seu compromisso com Catherine Laffite, como a acusada passou a se comportar? –Havia um leve tom ferino na voz do acusador, como se aquela fosse a resposta chave.

-Hermione passou boa parte do ano muito triste, parecendo deprimida. Ela passou a se isolar das pessoas, brigou com meu irmão que era junto com Harry, o melhor amigo dela. Eu até tentei ajudar, perguntei o que estava acontecendo, tentei animá-la, mas ela não se abria. Como eu disse, Hermione não era o tipo de pessoa que gostava de se mostrar frágil.

-Por último, Srta. Weasley, me diga: Em sua opinião, que tipo de sentimento, liga o Sr. Potter e a acusada? –O acusador, deteve seu olhar em Hermione, que se mostrou confusa.

-Vitor Krum terminou com Hermione porque sentia muito ciúme dela com o Harry. E no mesmo ano Hermione ajudou o Harry a namorar Cho Chang para provar que não sentia nada além de amizade, mas a Cho acabou por terminar o namoro com Harry por ciúmes de Hermione. No mesmo ano ela me incentivou a sair com outros, ao invés de conquistar o Harry, pois todos sabiam de meus sentimentos por ele. No último ano eu e Harry chegamos a namorar, quando ela estava mais distante, mas acabei por perceber que quanto pior ela ficava, mais o Harry se afastava de mim para ficar com Hermione e então percebi o que Cho Chang, Vitor Krum e Rita Skeeter viram e eu estava cega demais para ver. Harry é e sempre foi apaixonado por Hermione, mas talvez por saber o quanto ela era ligada ao Krum, nunca teve coragem de se declarar. –Gina falou de modo triste, mas conformado, como se já houvesse digerido tudo aquilo.

-Terminei com a testemunha. – O acusador se afastou e olhou bem para o modo raivoso, como Harry olhava dele para Gina.

-Srta. Weasley, sendo amiga de Hermione Granger, me diga: Porque resolveu testemunhar contra sua amiga? –A Sra. Smith pergunta com calma, como se houvesse preparado a pergunta com tranqüilidade.

-Eu não creio que esteja testemunhando contra, apenas me vejo obrigada a dizer a verdade. Eu admirava Vitor Krum, era um grande jogador e uma boa pessoa, tive contato com ele na época em que namorava Hermione. Também fiquei decepcionada por ela não ter confiado em mim para desabafar e por ter se afastado tanto, acredito que esta Hermione não seja a mesma que eu considerava como amiga. Talvez a pressão e a guerra tenham a afetado mais duramente do que imaginava. –Agora havia lágrimas nos olhos da ruiva.

-Sentia ciúmes da relação tão próxima de Harry Potter com Hermione Granger? Quando finalmente conseguiu o que perseguiu por anos, não se sentiu traída por Hermione ter mais atenção dele do que você? – A pergunta foi feita em tom calmo, mas havia uma pitada de provocação e desafio no olhar.

-Não, eu não sentia ciúmes por que sabia que os sentimentos de Hermione pertenciam a outro. –A resposta foi dita de modo tranqüilo, apesar do olhar da ruiva fuzilar a advogada.

-Terminei com a testemunha. –A advogada não parecia muito feliz com a estabilidade de Gina, mas estava contente por Hermione ter se segurado, apesar da decepção evidente no olhar.

-A acusação chama a última testemunha. Ronald Weasley. –Harry fechou os punhos fortemente e mordeu com tanta força o lábio, que este sangrou. Enquanto isso, Hermione apenas baixou a cabeça e deixou que tímidas lágrimas lhe escapassem.

-Ronald Weasley, você é conhecidamente o melhor amigo de Harry Potter e Hermione Granger, sendo conhecidos como um trio inseparável, estou certo? –Rony apenas respondeu que sim. –Então, eu poderia supor que conhece a acusada tão bem, quanto o Sr. Potter, estou certo? –Rony novamente se limitou a dizer que sim. –Neste caso me diga, acredita que o diário encontrado na casa da acusada, seja dela?

-Sim. Reconheceria a letra de Hermione em qualquer lugar. Estou acostumado a pegar as anotações dela para estudar. –Rony responde com clareza, apesar de demonstrar certo nervosismo e evitar olhar para Hermione.

-E você sabia que ela tinha um diário?

-Claro que não! Se eu soubesse já o teria lido há muito tempo, provavelmente por isso Hermione tenha o escondido tão bem de todos, porque sabia que íamos arranjar um jeito de pega-lo para ler. –Os espectadores que estavam no tribunal riram levemente daquela resposta.

-E o que sentiu quando leu o diário?

-Me senti sem chão. Quando soube da acusação contra Hermione não acreditei, não fazia o estilo dela perder a paciência, mas ao saber do que estava escrito no diário, tive que admitir que talvez fosse verdade.

-A Srta. Granger já teve algum comportamento violento, justificado ou não?

-Sim, ela já esmurrou Draco Malfoy no nosso terceiro ano, porque ele ofendeu Hagrid, o professor de Trato das Criaturas Mágicas, e também deixou Marieta com a palavra “dedo-duro” marcada na face por ela ter denunciado a AD, um grupo de estudos que a diretora Umbridge considerava ilegal. –Rony fala de modo automático, deixando claro que aquilo já havia sido ensaiado.

-E o senhor notou alguma mudança de comportamento da acusada no ano anterior? –Rony lançou um olhar a Hermione pela primeira vez e ela pôde ver uma mágoa inexplicável no olhar do ruivo.

-Sim. Hermione estava arredia, passava mais tempo que o normal na biblioteca, andava afastada das pessoas e também estava mais agressiva, arranjava briga por bobagem. –Hermione sentiu vontade de azará-lo, mas se limitou a fechar com força os punhos, enquanto Harry escrevia compulsivamente em um pergaminho.

-E porque acha que ela se afastou tanto de vocês, melhores amigos dela?

-Talvez porque Gina, Harry e eu estávamos namorando e felizes, enquanto ela estava sozinha e sofrendo pelo Krum. –Rony não conseguiu evitar mostrar certo amargor na voz ao responder.

-Terminei com a testemunha. –Stuart tinha um sorriso satisfeito ao retornar para seu lugar.

-Sr. Weasley, como reagiu quando o Sr. Potter foi escolhido campeão de Hogwarts no Torneio Tribruxo? É verdade que brigaram? –A advogada tinha em mãos o pergaminho em que Harry havia escrito.

-Sim, mas é porque eu achava que ele havia trapaceado para entrar no torneio e não havia me contado e ele sabia que na época eu também gostaria de participar. –Rony responde um pouco sem jeito, não esperava aquela pergunta.

-Então duvidou da palavra do seu melhor amigo, enquanto a Srta. Granger acreditou nele e o apoiou desde o início. Na época você pôde se arrepender do seu mau julgamento e reatar a amizade, mas agora a questão é muito mais séria Sr. Weasley e independente da decisão dos juízes, será tarde demais para voltar atrás e recuperar a amizade daqueles que sempre foram seus melhores amigos, portanto tenha isso em mente antes de responder as próximas perguntas. –Rony lançou um olhar a Harry e outro a Hermione, ambos pareciam ainda querer acreditar nele.

-A advogada está tentando atingir a testemunha intimamente e manipulá-la através de seus sentimentos. –O acusador interveio, não gostando do rumo daquele interrogatório.

-Eu apenas estava lembrando a testemunha de que hoje, a vida de uma jovem está em jogo e a situação requer cuidado, pois qualquer julgamento precipitado poderá comprometer a busca pela verdade.

-Apenas prossiga, Sra. Smith, e se limite a inquirir a testemunha. –O presidente do júri a adverte e ela assente antes de se voltar novamente para Rony.

-Sr. Weasley, o que a Srta Granger fez ao vê-lo ser carregado por um gigantesco e feroz cão para dentro de uma passagem secreta sob o Salgueiro Lutador, uma árvore muito agressiva, dos terrenos de Hogwarts? –Rony piscou e hesitou um instante antes de responder.

-Ela e o Harry foram atrás de mim para me salvar. –Rony olhava para baixo e tinha o tom distante quando respondeu.

-Quando o Sr Potter teve uma visão indicando que o padrinho, Sírius Black, estava preso no Departamento de Ministérios, ele se dispôs a ir imediatamente salvá-lo. O Sr também concordou com ele e se dispôs a vir no mesmo momento, certo?

-Claro! Harry era meu amigo e Sírius estava em perigo, eu jamais me recusaria a segui-lo e ajudá-lo a salvar alguém. –Rony tentou se demonstrar valente e corajoso.

-E o que a Srta Granger fez na mesma ocasião?

-Ela disse que devíamos tentar falar com Sírius para confirmar se ele estava bem ou se realmente poderia ter sido seqüestrado. Mas depois veio conosco até o ministério.

-Quem estava aqui no ministério com vocês três nessa noite?

-Minha irmã, Gina, Neville e Luna.

-E havia cerca de dez comensais, correto? –Rony apenas disse que sim. –Vocês seis ficaram frente a frente a estes comensais e correram risco de vida, no entanto a Srta Granger não usou a maldição da morte contra nenhum dos comensais, certo? –Sem entender o porquê daquela pergunta, Rony apenas confirmou.

-Também é verdade que a Srta Granger e o senhor, apesar de amigos, tinham discussões freqüentes desde que se conheceram no primeiro ano que estudaram em Hogwarts?

-Sim, mas é porque ela adora me contrariar e também é muito teimosa, quando cisma com algo não muda de opinião.

-E porque motivo brigaram no ano anterior a ponto de ficarem meses sem se falar?

-Eu não sei ao certo, não me lembro. –Rony responde após pensar por um momento.

-Agora uma questão importante Sr Weasley. Porque enquanto o Sr Potter está se empenhando em defender a Srta Granger, o senhor está testemunhando contra ela?

-Eu não estou testemunhando contra, estou aqui apenas para dizer a verdade. Já o Harry está a defendendo sem se preocupar com os fatos, porque toda pessoa que se apaixona fica cega e não consegue ver os defeitos e erros daquele de quem gosta. –Novamente a resposta parecia ensaiada.

-Não acha que é incoerente acusar o Sr Potter de estar defendendo-a por estar apaixonado por ela, enquanto o senhor vem como testemunha da acusação e é apaixonado pela Srta Granger desde que ela namorava Vitor Krum?

-Eu jamais fui apaixonado pela Hermione! Não sei quem inventou uma besteira tão grande! Eu nunca ia me interessar por uma garota tão sem graça, obcecada por livros e regras e que ainda tem uma queda irresistível por bruxos famosos e ricos, como Lockheart, Krum e o próprio Harry! –Rony havia ficado transtornado com a “acusação” e ao final possuía a face inteiramente vermelha.

-Então acredita que sua melhor amiga durante anos é uma garota interesseira, sem escrúpulos e capaz e matar uma pessoa que nada lhe fez?

-Hermione sempre foi ambiciosa e por isso sempre estudou tanto, queria se sobressair e apagar o fato de ser nascida trouxa. Talvez ao ver Krum, que era sua melhor chance de ser rica e famosa, lhe virar as costas, ela tenha perdido o controle e agido sem pensar. Não acho que ela queria matá-lo, mas durante a batalha Krum deve ter levado muita vantagem e ela agiu com desespero.

-Mas se o objetivo dela era apenas fama e riqueza, porque não se aproveitar da paixão que o senhor afirma que o Sr Potter nutre por ela?

-Porque com ela devia gostar de Krum, além disso, com a morte de Dumbledore e a explosão da guerra, era muito perigoso para ela ficar ao lado de Harry, com o risco do Harry não viver muito para lhe oferecer tudo o que ela queria. Já com Krum ela poderia sair do país e ficar bem longe de comensais e vocês-sabem-quem.

Aquele fora o tiro fatal, Hermione sentiu a dor da traição e começara a chorar, enquanto Harry apertava forte o encosto da cadeira ao lado, segurando-se para não avançar no ruivo. Percebendo a situação, a Sra. Smith dispensou a testemunha e se encaminhou até a mesa onde Harry estava.

-Hermione precisa de você, dê força a ela. –Ao ouvir aquilo, Harry buscou Hermione com o olhar e a viu olhando para ele como se buscasse apoio.

“Vai ficar tudo bem, eu estou com você e nunca vou te deixar.” -Harry apenas movimentou os lábios, mas fora o suficiente para Hermione começar a se acalmar.

A próxima testemunha foi Minerva McGonagall, ex-professora de Hermione e atual diretora de Hogwarts. Seu testemunho foi amplamente favorável, já o de Harry foi um pouco conturbado, havia a tentativa da acusação de provar seu interesse em Hermione, mas Harry negava qualquer sentimento que não amizade, apesar de suas opiniões sobre a garota fazerem parecer o contrário. O depoimento de Hermione encerrou os questionamentos as testemunhas e mostrou que a garota resistia bem à pressão, assim como se mantinha calma e racional, mesmo sob situação bem adversa.

Na série de provas, além de fotos do local e a leitura do testemunho do dono da cafeteria, foi pedida a permissão para a exibição do vídeo, que mostrava o efeito espelhado em relação à foto tirada após a prisão de Hermione. Apesar da surpresa, o experiente Robert Stuart se pôs a desacreditar a tecnologia trouxa e a integridade do vídeo, mencionando que não eram poucos os meios trouxas para editar e alterar imagens.

Para tomar a decisão, o júri se recolheu em uma sala contígua e depois de quase quinze minutos voltou ao tribunal, onde todos esperavam ansiosos pelo resultado. Hermione não parava de olhar para Harry, que sustentava no olhar a confiança em um resultado justo.

-Por três votos a um, o júri decidiu que Hermione Jane Granger deverá passar o resto de seus dias na prisão de Azkaban pelo assassinato de Vitor Krum. –Hermione ficou em estado de choque, apesar de tudo havia achado a sua defesa sólida, não entendia como poderiam tê-la condenado. Porém o grito de Harry lhe chamou de volta a realidade.

-Não! Vocês não podem fazer isto! Hermione é inocente. –Harry já havia avançado para onde Hermione estava e empurrado os aurores que a ladeavam.

-Não, Harry. Eles vão te prender. Deixe-me ir. Não quero que arranje problemas por minha causa. –Hermione tinha a voz embargada, mas a posição parecia firme.

-Eu não vou te desistir, confia em mim! –Harry a havia abraçado forte e sussurrava em seu ouvido. –Prometo que não passará um aniversario na prisão, confie em mim e se mantenha forte.

-Saia de perto dela, Sr Potter, ou teremos que usar de força. –O auror tinha o tom firme e mostrava que não toleraria desobediência.

Harry a viu sair pela porta que levava a sala onde haviam conversado, prometendo a si mesmo que faria justiça independente do quanto tempo levasse ou do que custasse.

-Venha Harry. Nós vamos apelar da decisão, talvez deixando que as coisas esfriem e a mídia saia de cima, possamos conseguir um resultado favorável. –Tonks tentava animá-lo enquanto guiava-o para fora do tribunal e Margareth Smith conversa com o juiz para não punir o rapaz, afinal ele ainda era um menino de dezesseis anos e acabara de sofrer várias perdas seguidas.

Harry sai do tribunal de cabeça baixa, a sentença de Hermione ainda ecoava por sua cabeça. Foi ao sentir Tonks lhe segurando pelos ombros que ergueu a cabeça e pôde observar os Weasley. Nenhum deles sequer o olhava de forma direta, fazendo-o pelos cantos dos olhos. Nervoso, o moreno crava os olhos num ruivo que estava mais afastado dos outros e vai até ele.

Rony, parecendo apreensivo, recua dois passos para trás, batendo na parede e observando o olhar nada amistoso de Harry. Se vendo entre a parede e o ex-amigo, Rony se prepara para uma possível briga, porém o movimento fora tão rápido, que não percebera quando o moreno se pusera a sua frente, o silêncio reinava ao redor. Estava pronto para reagir a qualquer coisa que viesse, mas por mais preparado que estivesse, só notou o punho que vinha em sua direção quando este estava muito perto, fechou os olhos por um instante e então ouviu um barulho alto. Ao abrir os olhos deparou-se com os orbes verdes do amigo, carregados de desprezo e ódio.

_Sabe... -diz o moreno bem perto de si, o tom de voz gélido e quase sem vida. _Você não vale a pena. -Ao dizer isso ele deu as costas e voltou a caminhar, parando em frente ao elevador e aproveitando para fazer uma última observação. –Desta vez, Hermione e eu não deixaremos o rato fugir. –Harry entrou no elevador e ao se virar, pôde ver o ruivo ficar pálido, antes que a porta do elevador se fechasse.


N/A: Aqui estou de novo! Obrigada pelos 15 comentários, espero que continuem comentando e que gostem da fic, mas se não estiverem gostando, podem reclamar e dar sugestões que procuraremos melhorar.

Abidor: Não se preocupe que os próximos caps terão muita luta, principalmente o próximo. Se algo mais não estiver bom, pode falar.

Tah Potter Malfoy : Realmente o Rony sempre deixa os amigos na mão quando a questão é confiança, apesar de é claro ter tido muito ciúme no meio. A McGonagall também ficou do lado da Hermione, mas em comparação com todos os que ela achava serem seus amigos, é um número bem baixo mesmo.

sergio henrique nascmento candido concei : Já adicionei você no MSN. Todas as minhas fics são bem fundamentadas, pelo menos é uma coisa que eu tento fazer sempre e certamente esses dois capítulos foram essenciais para explicar tudo o que acontecerá na fic de agora em diante.

Gawen J. McGray :Não se preocupe que não é novela Mexicana, daqui para frente tem muito pouco Drama, até porque o objetivo é fazer uma fic bem Dark.

Ingrid Teixeira Comentar não demora muito nem custa nada, mas faz autores feliz, então de vez em quando comenta ou vota. Quanto a Gina, eu acho que você vai entender muito mais dela neste cap, quanto aos outros Weasley, eu acredito que a posição dos filhos que eram mais próximos a Hermione e a quantidade de provas, ajudaram muito a afastá-los.

Nanda_Diggory_Speleers: Ta vendo, o cap 2 nem demorou muito a vir! Quanto a você gostar das Gina's nas minhas fics, bom eu acho que nesta, você vai detestá-la mais do que detesta a Gina da JK.

*MaRy* : Agora eu acho que já dá para você expor suas teorias, que com certeza devem estar pelo menos meio certas. Inclusive adoraria que você me dissesse o que espera do Snape nesta fic.

Anderson potter : O Harry ainda não está apaixonado pela Mione, mas acredito que em breve isto mude, afinal muitas emoções fortes vem por aí.

Ellessar : Gostou de como o Harry lidou com tudo? Mas agora eu te pergunto, como você acha que o Harry vai se comportar agora?

The Jones ;D : Não fique muito frustrada pelo Rony ainda não ter levado a surra que merece, esse dia ainda vai chegar e ele vai pagar com juros! Quanto aos meus propósitos, acho que já deu para perceber não é? rsrsrsrsrs *risada maligna* Nessa fic os ruivos vão sofrer.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 1

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Tronos em 19/05/2011

  Eu já disse que o Rony é inútil ?!

  Eu não teria errado aquele soco... teria acertado bem no meio do nariz daquele idiota.

  A Fic está ótima, muito bem escrita, não esta cansativa e esta uma delícia lê-la, meus parabéns 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2022
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.