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3. Parte 3 – Marina


Fic: Além de um Conto de Inverno


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Parte 3 – Marina

Ela preferiu o modo trouxa de locomoção para chegar ao hospital, caminhando lentamente pelas ruas e sentindo todos os aromas daquele exótico e colorido pais. Podia apreciar a brisa morna que acariciava seu rosto, permitir que o sol radiante, tão escasso na Inglaterra nesta época do ano, aquecesse sua alma e exortasse as sombras da batalha final, e principalmente, acima de tudo... tinha mais tempo para pensar, pois ainda trazia na memória o modo como se despedira de Ronald.

Arrumava suas coisas quando um elfo trouxe o bilhete. Pedia para encontrá-lo à margem do lago, urgente. A letra tremida de algum modo transmitia angústia.

Mais isso para atrasar seu dia. Já não bastava consumir-se de preocupação com o frágil estado de saúde do Prof. Snape? O que haveria Rony de querer agora. Já haviam se despedido na sala comunal. Resolveu que não podia negar o chamado do amigo.

– Deixe-me ir com você e ajudá-la a recuperar seus pais – ele implorou assim que ela chegou.

O pedido, acompanhado do olhar mais doce que Hermione já vira nele, fez seu coração falsear. Ela pôde sentir toda a sinceridade na ajuda oferecida, mas havia um brilho a mais nos olhos dele, que ela não traduziu.

Esforçou-se para parecer natural (e não deixar transparecer o desejo de estar só), sem demonstrar o tumulto que havia dentro de seu peito. Ela estava mentindo para o seu melhor amigo, traindo uma amizade que salvara sua vida mais de uma vez. Não conseguiria ser tão hipócrita a ponto de mentir olhando nos seus olhos, e a fivela do seu sapato pareceu extremamente interessante no momento em que respondia:

– Fico lisonjeada, mas esta tarefa é apenas minha, Rony. Acredito que Molly precise de você mais que eu.

O silêncio foi constrangedor; ela podia sentir no ar as vibrações que emanavam dele. Da altura que seus olhos estavam, ela o via abrir e fechar as mãos, numa tentativa vã de se conter. Ele parecia duelar consigo mesmo, até que explodiu:

– Mas o que eu preciso não conta?

Atônita, voltou rapidamente seus olhos para o rapaz. O corpo dele, tão alto e forte, estava a poucos centímetros do corpo dela. As mãos no meio do caminho para sua cintura, os olhos semi-cerrados, os lábios entreabertos, a respiração ofegante, uma expressão de completa determinação, como se sua vida toda dependesse desse momento...

A situação a atingiu como um raio. Como pudera ser verdadeiramente cega?

Ela pensava que o conhecia tão bem e não traduzira aquele brilho do seu olhar?

Preocupara-se com ele durante a luta contra o Lorde, e por diversas vezes o breve contato físico de um abraço foi o modo encontrado para transmitir apoio. Em que momento ela o deixou pensar que havia algo mais entre eles?

Será que ele interpretou aquele beijo inocente de felicidade no auge da batalha como um beijo apaixonado?

O espaço de tempo desta percepção não foi o suficiente para prepará-la. Ele foi mais rápido, puxando-a para um beijo sôfrego, urgente e desesperado.

Hermione, tomada de total espanto, ficou paralisada. Rony interpretou a falta de rejeição como um consentimento e tentou aprofundar o beijo. A língua dele pressionando para invadir sua boca foi suficiente para trazê-la à realidade.

Não eram esses lábios que desejava; o toque destas mãos não a fazia vibrar; não era por esse corpo que ansiava. Essa constatação deu-lhe forças para se livrar dos braços que a prendiam e da boca que a subjugava.

– Você está completamente enganado, Ronald.

Aparatou a tempo de ver a expressão de seu rosto. Um Avada teria causado menos impacto.


Estava quase chegando ao seu destino, e quanto mais pensava na despedida, mais outras perguntas tomavam forma em sua mente:

Por que ela foi tão insensível ao beijo? Por que não podia corresponder o carinho que ele tinha por ela? Por que não podia amar Rony?

Foram colegas de escola, irmãos de Casa, parte do trio de ouro, amigos inseparáveis. Viveram tantas aventuras juntos. Ele era fisicamente o que poderia se chamar de um belo espécime, chamava a atenção das garotas e nos últimos tempos tornara-se extremamente gentil, galanteador e
carinhoso...

Mas no momento daquele beijo, seu corpo traiu sua razão. Como ela pôde ser tão cruel com o amigo? Quem era o dono do corpo que ela desejava que tomasse o seu? Da boca que saciaria sua sede? Das mãos que a enlouqueceriam?

Tantas dúvidas, nenhuma resposta. Seu lado racional argumentava que era impossível sofrer de amor sem que o objeto desse sofrimento fosse real, palpável e conhecido, mas mesmo assim ela suspirava pelo caminho e seu coração se apertava quando pensava no assunto.

Passou em revista todo seu círculo masculino de amizades e inimizades, indo de Harry a Malfoy, e nada. Nenhum deles fazia seu sangue correr mais rápido.

Mal chegara às portas do Royal Adelaide Hospital e uma assistente veio correndo ao seu encontro.

– Sra. Evans, Sra. Evans, que bom que a senhora chegou! Tentamos contatá-la – a assistente falava esbaforida, ao mesmo tempo que praticamente arrastava Hermione para a ala onde o professor estava internado.

O primeiro pensamento de Hermione foi: Sra. Evans? Que Sra. Evans?

Demorou um pouco para lembrar que, ao preencher a papelada de internação naquela manhã, havia registrado o professor como seu marido.

Pensou que ao fazê-lo assim, teria acesso ilimitado ao seu tratamento. De outro modo, por que deixariam uma simples aluna permanecer ao lado de seu professor? E ela ainda teria de justificar por que ninguém da família estava ali com ele.

O segundo pensamento, que ocorreu tão rápido quanto o primeiro, foi que alguma coisa muito grave acontecera com ele. Precisou de um esforço digno da Grifinória para seguir a atendente, que já ia bem adiantada, e entrar na ala da enfermaria onde ele se encontrava. Ou ao menos deveria se encontrar lá.

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