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5. Blackbird


Fic: My Little Windmill - escrevendo finalmente


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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capa da 5

Cap.5: Blackbird

“Pássaro preto cantando na calada da noite
Tome estas asas quebradas e aprenda a voar
Toda sua vida
Você somente aguardava esse momento para alçar vôo

Pássaro preto cantando no silêncio da noite
Tome estes olhos fundos e aprenda a enxergar
Toda sua vida
Você somente aguardava esse momento para ser livre”

(Beatles- Blackbird)






Ela acordou de madrugada, estava sem sono. A gravidez a deixava assim. Olhou para o lado e encontrou Harry dormindo. Admirou-o. Harry abrira mão de sua vida de solteiro para ficar com ela e com o seu filho. Ele estava adorando “ser pai”, mas ela sabia que seria diferente quando o filho fosse dele e de uma mulher que ele ama. Sentou-se e começou a acariciar-lhe o rosto.

“_ Mi, eu quero ficar com você e com esse bebe! Quero que vocês sejam a família que eu nunca tive e quero dar a essa criança algo que eu nunca tive e sempre senti falta: amor... – ele a abraçou – eu sei o quanto deve ser difícil pra você isso tudo, mas sei que você será a melhor mãe do mundo e eu quero ser o melhor pai do mundo junto com você!”

Essas palavras ainda rondavam por sua cabeça. “Era justo privá-lo de sua vida?” “Não, não era!”, mas ele não a escutou. Fazia três meses desde que ela entrou no escritório de Harry e avisou que mudaria de país. Já havia comprado a casa. Mudaria no dia seguinte. Ficaria longe de tudo. Dos possíveis comentários, das perguntas sobre o pai, dos vestígios de guerra que ainda pairavam em Londres, de todo aquele ar carregado de destruição, ódio e arrependimento que ela respirava todos os dias e, o mais importante, ficaria longe de toda e qualquer influência Malfoy. Não que o Draco soubesse da gravidez dela, por que ele não sabia e nem saberia. Mas se ficasse não seria difícil para ele descobrir.

“_Mione, eu quero um filho seu... – ele lhe falou uma vez enquanto ela ajeitava-se ao corpo dele para dormir após uma noite de amor.

_ Eu posso te dar um filho, Draco! – respondeu encantada. Havia adorado ouvir aquilo. – posso te dar um daqui a nove meses se você quiser! – brincou sonolenta.

_ Não, não pode ser agora! – falou rápido – Espera eu resolver umas pendências!

_ Calma, eu só estava brincando! – riu sentando-se e o encarando. Ele estava deitado com uma mão em sua cintura e a outra embaixo do travesseiro. – Mas por que eu não poderia ter um filho seu agora?

_ Por que seria perigoso... – falou sério olhando para o teto.

_ Perigoso? Por quê? – a guerra já havia acabado. Tudo bem que ainda havia “vestígios da guerra”, mas, mesmo assim, o mundo já estava seguro.

_ Esquece, não quero falar sobre isso! – falou serio. E a puxou pra baixo. – vem, deita aqui! Eu ainda quero praticar pra te engravidar um dia...!”

“É Draco, você conseguiu!” ela pensou passando a mão na barriga. Seus olhos ficaram rasos. “Por que você tinha que fazer aquilo? Por que você tinha que me abandonar?” Uma lágrima solitária rolou pelo seu rosto. “Você nunca vai conhecer o meu filho! Ele será meu e do Harry! Será exatamente isso que você vai saber!”

Ela saiu da cama. Precisava respirar. Olhou pro relógio na sua cabeceira. 03h15min da manhã. Ele geralmente mandava cartas entre 02h45min e 03h30minh da manhã. Balançou a cabeça para espantar tais pensamentos. Ele nunca mais mandaria nenhuma carta. Ela havia sido um passatempo! Aquele pensamento a feriu. Abriu a janela e sentiu o vento frio contra a sua pele quente. Estava nua assim como Harry. Haviam feito amor. Ela para esquecê-lo e ele pra libertar-se da culpa que sentia. Harry era um amante maravilhoso. Embora não transassem por amor, o prazer que sentiam compensava.

Ela ouviu um piado distante. Encarou a escuridão da noite procurando pelo motivo do piado. cinco minutos depois uma enorme coruja preta apareceu em sua janela. Trazia um pequeno embrulho. Ela desamarrou a pata da coruja que, sem esperar mais nada, saiu voando sendo engolida novamente pela escuridão. Ela abriu o embrulho e um pedaço de pergaminho caiu em suas mãos junto com uma caixinha de porcelana enfeitada.

“Espero que um dia você me desculpe...
Meu pequeno moinho de vento.


Ela abriu a caixa. Havia um pequeno cordão de ouro branco com um pingente feito de prata e diamante em forma de um moinho de vento...

*********
Cinco anos depois...


Um enorme campo verde se desenrolava por entre as árvores. Um muro baixo separava aquele lugar do resto do mundo. Uma enorme casa podia ser vista por entre as árvores, sua varanda de vidro, no 2° andar, refletia a luz do sol. Uma imensa piscina estendia-se na lateral da casa, suas águas azuis refletiam o sol dando-lhe um tom meio dourado. Lindas flores brincavam ao vento no canteiro que rodeava toda a casa.

Uma mulher de cabelos cacheados correu a porta de vidro do primeiro andar da casa e entrou na varanda. Respirou fundo e caminhou em direção à piscina. Ela usava um biquíni florido, que deixava a mostra seu corpo bem definido e sandálias. Carregava na mão uma toalha e um short curto de jeans. Assobiou enquanto deixava as coisas na beira da piscina. Um grande labrador preto de olhos cor de mel apareceu respondendo ao seu chamado.

_ Vamos nadar? – ela convidou mergulhando na piscina e nadando até a outra ponta. O cachorro entrou logo depois dela indo também até a outra ponta da piscina. Ela abraçou o cachorro e ficaram brincando.

_ Que lindo... Acordo e sou trocado por um cachorro filho da mãe... – um homem moreno, alto, forte de lindos olhos verdes que cintilavam com o sol fraco da manhã e cabelos pretos despenteados apareceu na porta. Ele usava somente uma calça de moletom que deixava a mostra seu peitoral definido. Ele andou até a borda da piscina. – Almofadinhas! – chamou. O cachorro negro saiu da piscina e pulou encima dele. Ele fez carinho no cachorro antes do mesmo o empurrar pra dentro d’água. – Filho da mãe!!! – gritou divertido enquanto o cachorro pulava pra dentro da água.

_ Conforme-se, Harry. Almofadas sempre vence... Não é garoto? – a morena falou fazendo carinho no cachorro que latiu em resposta.

_ O que é isso? Um complô? – Harry fez-se de ofendido. – Oh, e agora, quem poderá me defender?!?!? – fez cara de donzela em perigo.

_ EU!!!!! – um garoto de cabelos loiro-escuro e olhos azul-acinzentado saiu de dentro da casa e correu até a piscina jogando-se entre Harry e Hermione.

_ É? – Hermione perguntou irônica – E quem é você? Um plágio do chapolin colorado misturado com Robin, o menino prodígio?

_ Ah mãe... Não zoa!! – o garoto respondeu rindo - É porque tio Harry de colam não ficaria legal!!

_ É, de fato... – respondeu rindo.

_ Hei! Vamos à guerra? – Harry perguntou jogando água em Hermione, recebendo em resposta um bocado de água na cara. Estava iniciada a guerra.

Só saíram da piscina quando a fome apertou. Hermione almoçou rápido e levou Tyler para a escola. Ele estava na Alfa Bruxa, mesmo tendo somente cinco anos. Era um menino muito esperto e inteligente. Todas as escolas pela qual passava falavam a mesma coisa: era super alegre, convivia muito bem com as outras crianças, era carinhoso, inteligente, mas tinha uma personalidade forte demais pra idade. Hermione nunca havia dito para ele quem era o seu pai. Harry era seu padrinho, Gina sua madrinha, ela sua mãe e seu pai era um homem muito bonito e carinhoso que ela havia amado muito, e só. Ele não perguntava e ela não respondia. Só havia falado sobre isso uma vez.

_ Qual é o nome do seu pai? – um coleginha da escola perguntou uma vez.

_ Harry Potter! – respondeu.

_ Não, seu pai de verdade, o Potter é o seu padrinho.

_ Não, o tio Harry é o meu pai porque ele sempre cuidou de mim e da minha mãe. O outro nunca se preocupou comigo. – e nunca mais tocou no assunto. E, mesmo sabendo que ele um dia iria querer saber, Hermione preferiu deixar daquele jeito mesmo.

Ela morava num bairro bruxo nos Estados Unidos. Era um local bem pacato com ótimas pessoas e lugares. “Ideal para criar meu filho.” Ela pensou ao ver o anúncio no jornal “bem longe do Malfoy e bem calmo, com escola, supermercado, padaria, parques e praia tudo perto.”

Abriu um longo sorriso ao entra em casa. Harry dormia no sofá com a televisão ligada. “ele sempre faz isso quando acorda cedo pra ir nadar comigo...” pensou enquanto se jogava em cima dele marotamente..

_ Acoooordaaaa!!! – gritou saindo de cima dele e o balançando. – Harry são 2h da tarde! Você tem que ir trabalhar!!! – ele levantou-se de um salto enquanto ela ria. – mentira seu bobo, você está de folga, esqueceu? – ria enquanto ele voltava a se deitar resmungando – mas serviu pra te levantar! – zombou sentando-se no sofá e o empurrando pra fora do mesmo – agora levanta, vai passear com o Almofadinhas e depois arruma a casa e busca o Ty na escola as 7h, depois do treino de quadribol. Estou indo trabalhar e devo voltar tarde. – falou abaixando-se no tapete e dando-lhe um longo e demorado beijo.

_ Agora você não vai sair não... – ele falou puxando-a pro chão novamente quando ela tentou levantar – você me acordou, agora aguenta! – ele a beijou novamente, mas dessa vez no pescoço – até porque, eu sei que você só entra as três – ele a rolou no tapete e ficou sobre ela.

_ Harry – a voz dela saiu fraca, mas firme – eu tenho que ir trabalhar, vou mais cedo para por as coisas em ordem...

_ Ah, mas não vai não!! – ele falou beijando-lhe o pescoço e descendo até sua barriga. – sinto informar-lhe, mas você vai chegar tarde hoje... – ele tirou sua blusa e beijou-lhe a pele nua provocando um arrepio. Sorriu maroto antes de tirar-lhe a calça e beijar-lhe as coxas. Ela o puxou até a sua boca enquanto arrancava-lhe a camisa. Ele roçou-lhe os lábios, provocando, antes de selá-los com um beijo ardente. Uma de suas mãos arrancava o seu sutiã enquanto a outra brincava com os seus seios. Ela gemeu. Ele tirou a sua calcinha e a penetrou. Iniciou devagar, mas logo aumentou a velocidade conforme o desejo foi aumentando e o tempo diminuindo. Ela abraçou-se a ele e juntos chegaram a um orgasmo. Eles subiram e tomaram um banho juntos. Hermione se arrumou e saiu, estava atrasada.

Ela era voluntária em um pequeno hospital bruxo público em Los Angeles. Havia acabado de aparatar na recepção quando uma cabeleira ruiva a abraçou.

_ Mione!! – Gina quase a sufocou antes de solta-la – Já estava quase indo na tua casa te buscar, garota... Você nunca se atrasa! Onde você estava?

_ Estava... Resolvendo um problema de extrema urgência... – falou sarcástica enquanto caminhava até a sua sala com Gina atrás.

_ Ah é? E o que era? – a ruiva entrou na brincadeira.

_ Era um problema de frontal... sabe, eu tive que – ela parou como que escolhendo as palavras – ajudar o Harry a fazer penetração frontal profunda... – falou maliciosamente entrando na sala.

_ Sei qual é! – a ruiva ironizou ao ver o sorriso que a morena tinha nos lábios.

_ Mas fala, Gina, o que te traz aqui? – perguntou entregando a ela um jaleco branco e uma máscara depois de colocar outra igual nela mesma.

_ Ah Mi, eu estava com saudades suas, do Harry e do meu sobrinho!! – ela falou examinando o laboratório de Hermione – trabalhando em coisa nova?

_ É... Eu to fazendo experiências com poções para um paciente meu... – falou distraída examinando um relatório de pesquisas.

_ E em que paciente você está trabalhando? – perguntou curiosa.

_ O do quarto 302. É um paciente de câncer no cérebro. É terminal, a não ser que eu ache uma cura... – falou encarando-a. Gina pode sentir a responsabilidade que recaia sobre os ombros da morena.

_ Ah Mi, você consegue. Sempre conseguiu! – falou tentando animar a morena. – me fala sobre o Ty: como ele está na escola? –mudou de assunto e ficaram conversando tarde inteira.

********

Depois de saber que estava grávida Hermione se viu perdida. Até Harry voltar e começar a ajudá-la ela havia vivido noites e mais noites sem saber o que fazer. Ele havia sido seu apoio e sua força. Queria recomeçar. Longe do passado e da “influência Malfoy” que Draco poderia exercer sobre ela e seu filho, comprara uma casa longe de tudo e de todos e recomeçara sua vida do marco zero. Tinha uma nova vida, uma família e um novo emprego. O emprego, mesmo não sendo o mais desejado por muitos, era o que ela mais gostava. Trabalhava como cronista para o profeta diário. E era voluntária em um hospital-bruxo no centro de Los Angeles. Gostava da liberdade que tinha sendo Cronista e da oportunidade de salvar vidas que tinha sendo preparadora de poções voluntária. Aquilo a eletrizava.

Amava o Harry, sabia, mas só como amigo. Sentia sim uma forte atração por ele, mas ela era mulher, caramba! E ele era lindo, musculoso, beijava loucamente bem, era bom de cama, atraente, carinhoso, sedutor, engraçado, compreensivo... POXA, não tinha como resistir. Mas ele tinha a vida dele e ela a dela. Dormiam juntos, mas podiam ficar com quem quisessem, na hora que quisessem, só não podiam levar ninguém para aquela casa. A não ser que fosse um amor verdadeiro.

Nunca mais havia falado com o Draco. Ouvira dizer (Gina disse...) que ele havia conseguido um emprego na “Fox and Dragons Company” a maior companhia financeira do mundo Bruxo. Estava bem de vida e provavelmente já tinha outra pessoa. Por algum motivo que ela desconhecia aquele sentimento ainda mexia com ela. Mas talvez fosse só pelo fato de sentir raiva dele.

************

Quando Harry voltou estava totalmente arrasado por causa da morte de Rony. Culpava-se por pela morte dele e não conseguia encarar os Weasley, que sempre foram a sua família. A culpa que ele sentia era injusta, mas ele não conseguia enxergar aquilo lá em Londres, rodeado da família Weasley. Harry também precisava de um recomeço, também queria começar do zero e queria tomar conta de Hermione e de seu filho. Sempre soubera de quem era o filho e foi um dos primeiros a saber de toda a história entre a Hermione e o Draco, mas nunca opinara em nada que fosse desrespeito a eles dois. Sempre se mantivera de fora da história.

O que sentia por Hermione era somente amor de amigo misturado a um desejo enorme. Ele a desejava, embora não a amasse. E, talvez por isso, nunca havia se relacionado com ninguém a não ser Hermione. Mesmo tendo o acordo de não exclusividade ele sabia que Hermione era só dele. Sabia que ela não ficaria com ninguém a não ser que amasse essa pessoa. Ele também não conseguiria ficar com ninguém, nem se quisesse. E não queria. Hermione já lhe dava tudo o que precisava. Ela estava linda depois da gravidez. Seu corpo estava perfeito e ela se entregava a ele completamente. Sabia que enquanto estava com ela era somente ele e ela. E ninguém mais. Para ele isso estava ótimo.


*******************

Já passava da meia-noite. Harry estava exausto, mas não saciado. Beijava o corpo de Hermione lentamente enquanto prendia suas mãos sobre a cabeça. Ela gemia e se contorcia de desejo. Implorava para ele penetrá-la, mas ele queria torturá-la um pouco. Ele pegou a varinha e conjurou cordas e amarrou suas mãos na cabeceira da cama. Desceu pelo corpo dela beijando cada centímetro e parou no seu sexo. Mordiscou, sugou e beijou. Ela gemia seu nome enquanto passava as pernas em volta de sua cintura. Ele subiu e passou a acariciar-lhe os seios. Sabia que aquele era se principal ponto fraco. “ Harry, - ela sussurrou – por favor...” ela queria que ele a penetrasse, sabia, mas ele ainda não estava saciado. Soltou-lhe as mãos. Ela sentou-se em seu colo o fazendo sentar também. Acariciou-lhe o sexo o fazendo gemer. Começou um movimento de vai e vem com a mão em seu sexo, fazendo-o gemer e apertar seus seios. Percebeu que ele estava pra gozar e então parou. Ele a encarou enquanto ela encaixava-se nele pra depois iniciar movimentos sincronizados. Chegaram juntos a um orgasmo intenso. Ela deitou-se sobre ele.

_ Mione, você é incrível! – ele murmurou sonolento enquanto ela se ajeitava pra dormir abraçada a ele.

_ É, eu sei! – brincou sonolenta. Dormiu com a cabeça em seu peito. Estavam suados, exaustos e cheiravam a sexo. Mas não se importavam. Queriam apenas saber daquele momento.

****************

Um grito rompeu o silêncio da noite acordando Hermione. Ela pulou da cama assustada. “ Quem está gritando?” sua mente confusa logo se clareou.

_ Tyler! – ela sussurrou antes de sair correndo para o quarto do pequeno. Ele estava sentado na cama. Chorava abraçado a um urso que ela nunca havia visto antes.

_ Mamãe... – chamou assim que a viu – Era ele... o fantasma de capa preta... – contou enquanto a mãe sentava-se na cama e o abraçava. Ele tremia de medo.

_ ah, meu amor... – ela tentava consolá-lo – mamãe está aqui! Nada vai te acontecer... – quando completou 4 anos Tyler era obcecado por fantasmas. E freqüentemente sonhava com fantasmas negros de capas pretas. Mas conforme ele cresceu os pesadelos haviam parado. Hermione não entendia por que dele ter outro pesadelo com os fantasmas. Geralmente só sonhava com eles quando via filmes de terror ou quando algo o fazia sentir medo. Mas nada disso tinha acontecido naquele dia.

_ Mãe, esse fantasma era pior que os outros... – falou

_ Ah é? Conta então pra mamãe como esse era.... – pediu colocando-o no seu colo e o deitando em seu peito.

_ Ele não era como um fantasma normal. Ele tinha uma capa rasgada que parecia muito velha. E a mão dele tava igual à mão de zumbi, igual aquele do filme e ele tinha uma boca que era igual a um buraco. Ele me fazia sentir frio. E ele me fez ver coisas... – ele falou abraçando-se a mãe. Tremia de medo e estava frio.

_ O que ele te fez ver, Ty? – Hermione perguntou preocupada. Ele sempre sonhava com fantasmas normais. Mas aquilo que ele descrevera não era fantasma.

_ Me fez ver um outro sonho que eu tive. E o dia em que tio Harry me esqueceu no mercado... – falou baixinho. Harry uma vez o havia perdido no mercado. Ele sentiu tanto medo que chamou a atenção de todo o mercado por causa do seu choro. Harry o achou 15 minutos após perdê-lo, mas ele nunca mais ficou sozinho em lugar nenhum.

_ Que sonho, meu amor?

_ Uma vez eu sonhei que você e o tio Harry morriam e eu ficava sozinho!

_ Ty, eu o Harry nunca vamos deixar você! – ela o apertou.

_ Mãe, o que era aquilo? Que fantasmas eram aqueles? – perguntou amedrontado.

_ Eram dementadores, Tyler! – Harry falou da porta. Escutara toda a conversa. – eu vou te ensinar uma forma de se defender deles, ok?

_ ok! – respondeu animado. Adorava aprender Magia com Harry. Hermione desceu e ficou esperando por Harry no sofá enfrente a lareira. Vinte minutos depois ele desceu.

_ Dormiu! – respondeu ao olhar dela. Sentou-se ao seu lado e deitou em seu colo.

_ Por que ele sonhou de novo com fantasmas, e agora com dementadores? – perguntou preocupada.

_ Um amigo da escola mostrou a foto de um na escola – Harry respondeu calmo. Estava longe – daí para sonhar não foi difícil! – respondeu sério.

_ Harry, o que foi? – perguntou tirando alguns fios de cabelo do seu rosto.

_ Tyler perguntou sobre o pai... – Hermione prendeu a respiração.

_ Mas por...

_ Sabe aquele urso que ele abraçava? – a interrompeu ainda serio – ele disse que o homem que o deu falou que era o pai dele... – Hermione gelou. – então ele me perguntou se era verdade...

_ O que você respondeu? – perguntou tremula e receosa.

_ Disse que não sabia pois não tinha visto o cara, ai ele me descreveu o homem... – ele a olhou – ele disse que o homem usava roupas pretas, tinha cabelos castanhos claros e olhos azul-escuros... – a encarou novamente, ela suspirava aliviada.

_ Não é o Draco... – disse por fim – ele é orgulhoso demais pra mudar a própria aparência só pra não ser reconhecido... – falou cínica e seca.

_ Ok, Mione... mas é bom tomar cuidado.... o Tyler é só uma criança e pode se impressionar com tudo isso! – Harry falou preocupado. Amava aquele garotinho mais que tudo e não queria que nada lhe acontecesse.

*********

_ Mãe! – Tyler gritou descendo as escadas correndo e chegando à cozinha.

_ Que foi? – perguntou sorrindo

_ Você ficou mesmo em casa?!?! – respondeu alegre e surpreso. Há meses Hermione prometia a ele que ficaria em casa um dia inteiro com ele mas sempre acabava tendo que ir ao hospital. – você vai me levar ao parque?

_ Lógico!!! – ela o pegou no colo e lhe deu um beijo. – mas antes você vai arrumar seu quarto, tomar banho e se arrumar!!! – o colocou no chão novamente.

_ Ok! Não demoro!! – ele estava feliz e empolgado. Subiu correndo as escadas e foi para o quarto. Enquanto isso Hermione foi para os jardins cuidar das plantas. Usava um short jeans desfiado e curto e uma regata branca. Seu cabelo estava preso num rabo-de-cavalo. Sabia que Tyler demoraria arrumando o quarto, então teria tempo de cuidar de suas plantinhas. Ajoelhou-se na frente do canteiro e começou a mexer na terra. Almofadinhas estava deitado embaixo de uma árvore a três metros de Hermione.

Já fazia meia-hora que estava ali e resolveu subir para se arrumar. Tyler era impaciente e ela sabia disso. Almofadinhas a observou levantar-se. Abanou o rabo e foi em direção a ela querendo carinho. Ela o acariciou no topo da cabeça e atrás de sua orelha até que ele virou a cabeça bruscamente em direção ao portão e saiu correndo e latindo. Alguém estranho. Hermione sabia. Foi atrás dele até o portão temendo que ele mordesse alguém. Viu a silhueta de alguém na sombra de uma grande árvore que estendia seu topo por sobre o portão.

_ Almofadas, quieto! – ordenou segurando-lhe pela coleira a uns três metros e meio do portão. – Quem é?

_ Sou eu, Hermione! – ela viu um homem loiro sair das sombras. Seu coração disparou e ela cambaleou para trás. “Como ele tinha coragem de aparecer depois de tanto tempo?”




N.A.: ( esse cap e só da hermione, mas vai vem um também só do Draco que acontecerá ao mesmo tempo que esse. Serão paralelos e vai acabar no mesmo ponto que esse aqui, tbm.


bjao, quero votos e coments!!!!

N.B.: Eu adoro esse capítulo... e esse final, então??? Ainda bem que já temos o resto, por que esperar por essa continuação foi de apertar o coração!!!! Beijos, Artemis! COMENTEM

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