Capítulo III
Um arrepio percorreu a coluna de Hermione. O que fariam? Se muitos habitantes da vila estavam dentro do castelo e o castelo estava cercado, como eles se salvariam? Mesmo com as passagens não haveria tempo de tirar todos de lá. Além disso, o Rei e a Rainha se recusavam a sair.
─Majestade, e o povo?─ Indagou ela com uma voz abalada.
─Voldemort não quer matar o povo. Ele quer a mim e a minha família ─afirmou o Rei com seriedade.
─Eu já disse que não sairei do castelo─ reafirmou Luna. ─Nós conversamos sobre isso milhares de vezes, Rony, e eu sempre lhe disse isso. Não mudei de idéia.
Lá fora os sinos continuavam no toque frenético. Ouviam-se gritos mesclados de ordens, pavor e fúria. Harry ainda esperava a resposta de sua pergunta:
─Rony, qual é a solução?
O Rei olhou longamente para seu irmão e para sua esposa. E então seus olhos recaíram na figura altiva da curandeira. Hermione reparou nisso e assustada percebeu o que aquele olhar queria dizer. Prontamente falou:
─Não. Está fora de cogitação. Eu não farei isso, Majestade.
Harry fitou um e outro antes de resmungar:
─Posso saber do que se trata?
Hermione continuava negando com a cabeça, numa expressão de pânico e raiva, misturada com a preocupação crescente com Luna. Luna também sabia o que o Rei iria ordenar. Os dois haviam discutido esta possibilidade também. Ronald enfim falou:
─Depois de mim, a única que conseguiria andar pelo labirinto de passagens em baixo do castelo é Hermione, Harry. Ela pode fechar uma a uma das passagens e fugir, levando meu filho em segurança.
O príncipe olhou detidamente aquela mulher bela e pequena. Ele ainda não sabia se podia confiar totalmente nela, porém parecia que seu irmão e sua cunhada o faziam com plenitude. Se fosse necessário, será que a jovem curandeira salvaria o futuro de Atalaia? Ela parecia aflita e fraca naquele momento, com a tez pálida e círculos malva em torno dos belos olhos castanhos. Não era a imagem da força e da atitude que ele esperava em alguém que poderia ter o destino de todos em suas mãos.
─Majestade, eu não posso abandonar a Rainha─ insistiu ela. ─Ademais, os soldados precisarão de uma curandeira. Os moradores da vila também.
O Rei balançou negativamente a cabeça.
─Hermione, os soldados possuem um curandeiro próprio, e as pessoas da vila que porventura vieram para o palácio estão bem escondidas. Porém, dentro do castelo, não há esconderijo bom o suficiente para a segurança de meu filho.
─Eu não posso abandonar Luna! ─Exclamou Hermione tremendo. ─Eu prometi protegê-la e jamais abandoná-la.
Ronald e Luna trocaram olhares cheios de compreensão e a Rainha respondeu:
─Querida, eu sei disso. Mas meu filho é o que importa agora. Eu não posso confiar em mais ninguém. Você faria isso por mim? Salvaria e cuidaria do meu filho até que eu esteja em segurança?
Hermione sentiu os olhos arderem e o coração apertar. É claro que ela faria. Ela faria qualquer coisa por Luna, sua Senhora, a mulher que a salvara de tantas formas quantas possíveis durante a infância dura e sem afeto.
Luna a encarava com os olhos azuis cheios de expectativa. Ela ainda se lembrava de ambas a correr pelos jardins, e lembrava-se das promessas feitas por elas, a primeira quando Hermione ficara doente depois de uma surra de chicote que levara do padre do castelo; a segunda, depois que Hermione salvou a vida de Luna que fora picada por uma cobra venenosa. Elas prometeram cuidar uma da outra, que a partir daquele momento seriam irmãs. E renovavam a promessa a cada solstício de inverno. Mas agora, a vida de seu bebê lhe parecia muito mais importante que a sua.
Os minutos arrastavam-se e Rony impediu Harry de chacoalhar a curandeira até que ela concordasse. Aquele era um momento delas, e o Rei entendia a ligação que existia entre a mulher de sua vida e a curandeira. Só esperava que Hermione fosse tão honrada como sua esposa sempre aludira.
Com um suspiro trêmulo, Hermione pôs-se ajoelhada, fitou os olhos de sua Senhora e colocou a mão direita sobre o coração, antes de proferir a promessa que mudaria o curso da história de Atalaia:
─Eu prometo, Majestade, que colocarei os interesses do herdeiro de Atalaia acima dos meus, e que o cuidarei como se meu filho fosse, protegendo-o com minha própria vida, até que o perigo passe e que ele esteja em segurança junto dos seus. Assim foi dito, assim será cumprido.
Luna chorava e repetiu:
─Assim foi dito, assim será cumprido. Muito obrigada, Mione, muito obrigada.
As lágrimas rolavam pela face da curandeira. Mas sua expressão estava marmórea. Ela havia feito uma promessa e a cumpriria. Olhou novamente para o Rei e então indagou, com a voz firme:
─Qual é o plano, Majestade?
Eram nove horas da manhã e um silêncio atordoante dominava nas muralhas. Os arqueiros encontravam-se preparados nas brechas entre as rochas. Caldeirões de óleo fervente estavam posicionados juntos às seis torres do muro exterior, onde haviam caneletas específicas para escoar o líquido borbulhante em cima dos inimigos.
No pátio interno, várias catapultas estavam preparadas com pedras envoltas em feno umedecido com óleo. Uma vez que a batalha se iniciasse, o feno seria incendiado e as pedras lançadas por cima das muralhas contra o inimigo.
Ronald e Harry vistoriaram durante quarenta minutos toda a volta do castelo a passos rápidos e olhares sombrios. Pouco antes de voltarem para o palácio, ouviram o grito de uma sentinela:
─Bandeira branca! Negociador a caminho!
Depois de um severo treinamento com Dino Thomas e Príncipe Harry, os soldados não se afastaram de suas posições. Sabiam que o Rei Voldemort costumava mandar um espião sob a bandeira branca a fim de dar falsas esperanças aos sitiados e observar o armamento. Ali isso não aconteceria.
Harry olhou para o irmão e disse:
─Acho melhor esperar aqui, Ron. Eu irei ter com o negociador. Fora dos portões obviamente. Veremos o que eles têm para nos oferecer.
O Rei concordou com um aceno. Sabia que seu irmão estaria vulnerável a um ataque, porém, logo atrás dele, havia um exército considerável pronto para atacar a qualquer minuto.
Harry fez sinal para seu cavalariço para que lhe trouxesse Ares. O cavalo estava inquieto, já pressentindo a iminente batalha. Ares, não gostava do cheiro de sangue, mas era totalmente fiel ao seu dono e o mantinha montado por todas as vezes que lutaram juntos.
Antes de montar, o príncipe olhou sério para os gêmeos Weasley e lhes ordenou:
─Assim que eu sair por este portão vocês dois são os encarregados da proteção pessoal do Rei, entenderam senhores Weasley? Vocês dois devem protegê-lo com suas vidas.
─Sim, Vossa Alteza─ concordaram os dois extremamente sérios.
Harry deu um suspiro e um aceno leve com a cabeça. Depois montou seu garanhão preparando-se para sair e enfrentar o próprio Voldemort se fosse necessário.
Os portões se abriram e ele se apressou em sair para que os fechassem novamente. Não daria a nenhum exército inimigo o conhecimento de suas forças. Eles se encontrariam no lado sul, onde uma grande pradaria se estendia. E onde descansavam pelo menos oitocentos soldados inimigos. Pelo menos duzentos de cavalaria.
O príncipe era um espetáculo a parte, cavalgando com desenvoltura. Ares era uma montaria de guerra, era maior e mais forte que os outros cavalos. Harry era um homem de guerra, maior e mais forte que muitos soldados. Os dois juntos formavam a imagem perfeita do perigo e da destreza.
Harry aproximou-se do outro homem cuja armadura brilhava tanto que chegava a cegar-lhe parcialmente. Não parecia um cavaleiro que já houvesse disputado diversas batalhas, como o moreno. Sua armadura era nova demais, brilhante demais... Como se jamais tivesse sofrido um único golpe.
Ao aproximar-se viu o oponente erguer a proteção do elmo. Os olhos frios e calculistas que o espreitaram pertenciam a um homem acostumado às batalhas, e o príncipe novamente se lembrou de não julgar os outros pela aparência. O guerreiro que estava portando a bandeira branca poderia ser mortal.
─Venho em nome do Rei Voldemort. E quero falar diretamente com o Rei Ronald ─ exigiu o cavaleiro com voz retumbante.
O príncipe o mediu. Teve uma idéia. Extremamente perigosa, é claro, mas ainda assim, uma espécie de desafio. Queria ver como este emissário da “paz” se comportaria ante sua atitude. Tirou o elmo e encarou o adversário dizendo:
─É comigo que irá falar. Se não estiver de acordo pode pegar esta bandeira e voltar para seu acampamento como um coelhinho assustado.
O outro cavaleiro empertigou-se em cima do belo cavalo baio e deixou a bandeira ainda mais reta, antes de retrucar:
─Minhas palavras são apenas para os ouvidos de um Rei.
─Pois minha espada serve para qualquer um─retrucou Harry com um olhar capaz de congelar os trópicos.
O príncipe notou, com certa satisfação, que ainda impunha medo às pessoas. O cavaleiro, por mais curtido pela luta que fosse, o temeu. A única pessoa que parecia capaz de enfrentar aquele olhar devolvendo-o de forma feroz era aquela gata selvagem que se intitulava curandeira.
Este pensamento fez com que Harry fechasse ainda mais o semblante, parecendo mais perigoso, mais furioso. Ele estava discutindo com o inimigo, por Deus, por que seus pensamentos voltavam para aquela mulher horrível? Tinha que tirar ela de sua mente o mais rápido possível.
O soldado a sua frente respirou fundo algumas vezes, clareou a garganta e por fim resolveu dar o recado:
─Eu, Marquês Lestrange, incumbido por Sua Majestade, o Rei Voldemort, venho lhe oferecer uma rendição pacífica nos seguintes termos: número um, que o governante do castelo submeta-se imediatamente, reconhecendo Rei Voldemort como legítimo monarca de Atalaia. Número dois, que o general Harry seja exonerado do cargo de Chefe das Forças Armadas de Atalaia, cujo representante será nomeado por Rei Voldemort, dentre aqueles que achar mais preparado para o cargo. Número três, que se anuncie que o único herdeiro de Atalaia é o Rei Voldemort e seus descendentes. Número quatro, que o governante atual se retire com sua família do castelo imediatamente, e do reino em cinco dias, levando apenas duas trocas de roupa, dois cavalos além de uma carroça. Número cinco, que todas as armas sejam depostas junto aos portões do castelo. Vocês têm duas horas para decidir. Depois deste prazo, Rei Voldemort se reserva o direito de atacar e não fazer prisioneiros.
Encerrado o discurso, Marquês Lestrange fechou a proteção o elmo, deu as costas e partiu, sem dar chance a questionamentos ou negociações.
Harry contorcia-se de fúria ante as imposições absurdas. Colocou o elmo e galopou de volta para o castelo. Eles deveriam resistir até que chegassem reforços do leste. Guilherme Weasley já devia ter recebido o pedido de socorro e viria em um ou dois dias, com muito mais soldados do que seriam necessários. Seus irmãos chegariam logo depois, com reforços do norte.
Ao cruzar os portões o príncipe estava mais calmo. Ele desmontou e em largas passadas, aproximou-se do irmão, que estava escoltado pelos gêmeos. Ambos levavam suas incumbências militares muito a sério.
─E então? Quais os termos da nossa suposta rendição?─Indagou Ronald com uma sobrancelha arqueada.
─Bem, Majestade, são tão despidas de lógica que não vale o cuspe que gastarei em repeti-las. Mas, em tese, a idéia é que abandonemos o reino com o rabo entre as pernas e as flechas do Lord Voldemort em nossos calcanhares─ respondeu Harry sorrindo. ─Só não dei àquele mastro e àquela bandeira um outro uso porque não quis machucar o cavalo. Era um belo animal sabe.
Os soldados deram risadinhas. Eles sabiam que Harry seria capaz de fazer o que ameaçava, ou ainda pior. Eles mantinham-se regiamente em suas posições. O castelo poderia ficar sitiado por mais de um mês antes que eles sucumbissem por falta de mantimentos. Mas se renderia logo se muitos soldados caíssem.
O Rei riu abertamente enquanto o irmão lhe repassava as cinco condições para o Rei Voldemort não atacar o palácio. Este reizinho era mesmo muito confiante em si mesmo, pensava Ronald, enquanto Harry reforçava os planos de defesa no caso de um ataque iminente.
Enquanto isso, nas pradarias do sul, Marquês Lestrange desmontava e seguia direto à tenda real. Ele ainda sentia arrepios pelo corpo ao lembrar dos olhos do príncipe. O verde era frio, e o guerreiro não parecia temer uma batalha. Tanto que foi capaz de tirar o elmo, expondo-se a inúmeros perigos, demonstrando uma tranqüilidade que de longe o Marquês não sentia.
É claro que Lestrange havia reconhecido o príncipe assim que o viu cavalgar. Eles já haviam se encontrado outras duas vezes em ações invasivas do Rei Voldemort, mas Lestrange sempre cuidou de permanecer nas sombras, enquanto Harry lutava na luz, dentro do calor do combate.
Tentando mostrar-se mais confiante do que era, o Marquês anunciou-se na entrada da tenda. Poucos minutos depois, o soldado voltava e lhe permitia entrar.
Lá dentro estava escuro. A penumbra envolvia cada canto da imensa barraca, havia luz apenas em um ponto do ambiente: a cama, onde uma bela mulher morena repousava nua entre as cobertas. O olhar do Marquês imediatamente foi atraído até lá.
Lestrange apenas parou de fitar a figura feminina quando ouviu a voz sibilante de seu Rei dizendo:
─E então... Conseguiu entrar no castelo? Qual é a real força da família de Atalaia?
O cavaleiro levou um susto e procurou a imagem de seu Rei, que surgia das sombras e postava-se diante de si. Lestrange engoliu a seco e respondeu:
─Não houve tempo, Majestade. Eles enviaram um emissário logo que surgi à frente das fileiras. Acabamos por nos encontrar no meio do caminho.
A expressão furiosa do Rei Voldemort fez o Marquês empalidecer. Voldemort era demasiadamente alto, muito forte, porém esguio, e tinha a tez pálida, tingida aqui e ali de vermelho pertencente as cicatrizes que lhe cobriam o rosto e o corpo. Tinha os cabelos, negros e crespos, compridos até os ombros, a ponta do nariz havia sido arrancada há muitos anos, num combate com o próprio pai, Rei Riddle. Para evidenciar o fato, o Rei Voldemort usava um bigode grande, negro e farto que cobria parcialmente os lábios finos e desdenhosos. A testa era ampla, denotando inteligência, e estava vincada de rugas e cicatrizes diagonais, recebidas no mesmo combate em que perdera parte do nariz, quando o elmo partiu-se.
Apenas esta aparência sinistra seria o suficiente para causar medo ou repulsa em um homem fraco. Junte-se a isso um olhar negro, tão afiado que pareciam punhais a perfurar sua alma. O Marquês Lestrange realmente tinha porque temer.
─Como assim, não entrou no castelo, Lestrange? ─Insistiu o Rei com uma voz macia, nem por isso menos assustadora.
─Não foi um simples emissário, Majestade─ apressou-se em dizer o Marquês. ─Eles mandaram o Príncipe Harry, a Águia de Atalaia para receber as condições. Ele cavalga muito bem, Sir, e...
─Basta!─Interrompeu Voldemort enquanto passava os dedos longos pelo bigode. ─Quer dizer que o próprio príncipe veio? Hum, interessante. Eles devem estar muito confiantes.
O Marquês não sabia se deveria concordar com o Rei ou permanecer em silêncio. Optou pelo silêncio. Sempre fora mais seguro ficar em silêncio, quando se tratava do Rei Voldemort.
Voldemort continuava pensativo. Ele queria o tesouro de Atalaia, reconhecidamente um reino muito mais próspero que Penedo. Porém, todos os demais reinos estavam juntando-se a fim de terminar com o “Lobo de Penedo”. Talvez ele devesse poupar o Rei boboca e sua Rainha idiota... Talvez ele devesse usar seu plano B...
Lestrange continuava a olhar para a cama do Rei, sua expressão estava lívida, mas não se sabia se de fúria, de medo, ou de decepção. Rei Voldemort finalmente se manifestou, dizendo:
─Bem, Lestrange… Esperaremos até ao final do prazo. Depois, veremos. Está dispensado.
O Marquês anuiu com uma reverência e voltou-se para sair da tenda. Quando estava quase fora dela o Rei o chamou:
─E não se preocupe… Sua esposa está sendo bem cuidada aqui comigo.
O Marquês engoliu a seco, fez nova reverência e finalmente saiu. Achando que, do lado de fora, o ar puro o fizesse esquecer da cena que vira minutos antes: sua esposa de três dias deitada nua na cama do Rei mais cruel que ele já conhecera.
O Rei deu um sorriso maldoso enquanto voltava para a cama de sua mais nova amante. Ela era generosa e participativa. Talvez o Marquês sofresse um grave acidente na batalha de hoje...
Dentro dos muros do castelo, as coisas aconteciam freneticamente. Tudo estava pronto para a batalha do século. Eles deveriam agüentar pelo menos uma semana, poderiam suportar mais, mas uma semana era imprescindível. Na pior das hipóteses, levaria uma semana até que Lord Guilherme Weasley e seus irmãos, Carlos e Percival, chegassem com mais soldados.
Hermione sentia a tensão da batalha em seu sangue. Era como se ela ouvisse dentro do coração as batidas desenfreadas dos corpos em combate... Isso porque nada acontecera ainda, era como se antecipasse a dor e o caos.
Ela trocara de roupa com uma criada dos estábulos, a menina Ana, e Hermione enfim descobriu o objeto de afeto dos soldados Colin e Cormáco. A menina Ana realmente era linda e doce, como uma bela borboleta.
A curandeira abriu sua trouxa e deixou de lado inúmeros elixires e ungüentos, para acomodar roupas de bebê e dois odres cheios de leite fervido. Suas mãos tremiam quando, pela última vez, revisaram o conteúdo da trouxa e a amarraram firme. Ela estava pronta. Agora iria fechar as passagens.
Com o cuidado de sempre, a curandeira se esgueirou por cada uma das várias passagens, fechando os locais de entrada para o castelo, como o Rei havia lhe ensinado há tanto tempo, garantindo que apenas alguém que conhecesse os mecanismos e viesse de fora, conseguiria penetrar na fortaleza.
Hermione procurou conter as lágrimas. Teria tempo, mais tarde, para chorar o destino dos Reis e do pequeno príncipe, além de seu próprio destino. Ela ficaria isolada de cada um de seus amigos, exilada e responsável por um bebê. Era nesses momentos que a curandeira se sentia ainda mais jovem.
Depois de quase duas horas, a morena terminou o que fazia e voltou para o interior do castelo. Queria ficar junto de sua Senhora pelo maior tempo possível.
Enquanto isso a Rainha Luna segurava seu filho junto a si. Não sabia quando o veria novamente, ou se o veria. Ela o olhava intensamente. Seus poucos fiapos ruivos, suas mãozinhas tão branquinhas e fofas. Seu filho era o mais belo de todos. Ela tinha pedido as suas damas de companhia para ficar sozinha, e Minerva apenas concordou em sair do quarto porque ficaria sentada em frente a porta.
─Meu filho… Lembre-se sempre da mamãe. E de como eu te amo. Logo nós estaremos juntos, meu querido─ sussurrava a Rainha com a voz embargada e os olhos rasos de água.
Ela continuou enchendo-o de palavras doces e incentivadoras, como se quisesse preencher a distância e o tempo, naquele único dia que teriam juntos, antes de se separarem, quem sabe, até o juízo final.
Do lado de fora, Minerva chorava em público, pela primeira vez desde que tinha cinco anos de idade. Lamentou aquele dia, lamentou as decisões dos Reis, lamentou ser mulher e tão velha que não pudesse pegar nas armas e lutar. Ela soluçava em silêncio quando o Rei passou por ela em direção ao quarto da esposa.
Rei Ronald, depois de dar as últimas instruções e se certificar que Harry estava no comando de tudo, voltou ao quarto da esposa; ficaria o resto das duas horas junto do filho e da esposa.
Ele ainda se perguntava se tinha tomado a decisão certa. Se sua estratégia daria certo. Se todos conseguiriam sobreviver.
O Rei balançou a cabeça a fim de espantar estes pensamentos, e evitou fitar Lady Minerva diretamente na face. Ele notou que ela chorava em silêncio. E quando uma mulher forte chora, os homens corajosos silenciam e se ajoelham, pois a guerra será temível.
Dali a pouco seria a hora da verdade. O destino de todo o seu reino e de toda a sua família estaria traçado.
Harry olhou para a posição do sol. O prazo estava quase terminado. Ele saiu das ameias e preparava-se pra montar quando um falcão real zuniu em sua direção, pousando com destreza em seu antebraço.
O bilhete tinha a confirmação que ele esperava, e se não estivesse tão preocupado em manter um castelo com cento e cinqüenta homens contra oitocentos, ele teria sorrido.
Ele libertou o falcão que voltou para a falcoaria, onde sempre ficava quando o Rei ou o príncipe não necessitavam de seus serviços. Os três falcões que habitavam aquele local foram treinados pelos irmãos reais quando eles ainda eram jovens soldados. Agora, cinco anos depois, os falcões serviam de comunicação rápida e segura.
O príncipe tentou entrar no castelo rapidamente, quando tropeçou em algo que gemia.
─PARKINSON!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! QUE DIABOS VOCÊ ESTÁ FAZENDO APARECENDO NO MEIO DO MEU CAMINHO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Havia um emaranhado brilhante de armaduras no chão. Braços e pernas aparecendo em posições esquisitas, além de risadas nervosas que se espalharam pelo pátio central.
Harry levantou-se e arrumou a armadura que tinha ficado totalmente torta, pois ainda não tinha sido bem apertada. Em seguida esticou o braço para levantar seu jovem soldado que não conseguia levantar ante o peso da armadura.
Parkinson era um soldado inexperiente, mas muito bom com adagas e o arco. Moreno, muito jovem para ter barba, Parkinson era o mascote preferido dos soldados, que o obrigavam a praticamente todas as humilhações possíveis e imagináveis. Porém, o soldado mantinha-se sempre sério, numa postura de dar inveja a muitos soldados antigos. Ele fora um dos primeiros a atender o chamado quando foi dado o sinal de ataque, também fora um dos primeiros a se alinhar nas muralhas, preparando uma considerável quantia de flechas junto ao seu “vão preferido” dos muros.
O único ponto negativo sempre foi a sua falta de força física. Há quase dois anos servindo, desde o falecimento do pai, Parkinson era um frangote com pouco mais de sessenta quilos e um metro e setenta e cinco de altura. E não conseguia arrumar sua armadura nunca. Ele e a armadura pareciam incompatíveis.
─Desculpe, Vossa Alteza, eu estava ajeitando a armadura e não olhei pelo caminho─ disse o soldado com sua voz fina de adolescente. ─Estou quase pronto para o combate─ acrescentou.
Harry bufou o analisando:
─Duvido que algum dia esteja realmente pronto, Parkinson. Entretanto, hoje será seu batismo de fogo. Tente não morrer antes de criar barba e pelo amor de Deus, fique fora do meu caminho!
─Sim senhor─ disse o garoto batendo continência.
O príncipe assentiu e entrou no castelo. Realmente horrível pensar que rapazes tão jovens estavam entrando numa batalha, matutava ele enquanto apertava um pouco mais sua armadura.
Parkinson era o mais moço do regimento interno de Atalaia. Considerado bonito por muitas mocinhas, e perseguido constantemente. O pobre rapaz fugia delas como o diabo foge da cruz, nisso Harry se compadecia do soldado, ele compartilhava de sensação.
Pensando nas injustiças do mundo e sobre jovens soldados, o príncipe galgou os degraus até o quarto de sua cunhada.
Ao passar por Lady Minerva, reparou que as faces envelhecidas da sua antiga babá estavam marcadas de lágrimas. E isso muito o espantou. Mesmo que estivesse apreensivo com a luta eminente, Harry jamais imaginou ver Lady Minerva às lágrimas. Isso era inconcebível!
Porém, ao entrar no quarto após bater a porta, e se deparar com seu irmão, sua cunhada e seu sobrinho juntos talvez pela última vez, Harry sentiu uma ardência no peito pouco comum. Ele, que tinha tanta saúde quanto seu cavalo. Entretanto, aquela imagem lhe doía por dentro.
─Desculpem-me por interromper ─começou ele com um tom baixo de voz. ─ Ron, quanto ao seu plano está tudo certo. Acabei de receber a resposta que esperávamos. Após o entardecer, próximo ao riacho Liote.
Forçando-se a desviar os olhos de seu filho, o Rei encarou seu irmão com a expressão sofrida e cansada, de quem tivesse percorrido um longo e tortuoso caminho. Seus olhos já não tinham o brilho da esperança, tão comum. Eles tinham o brilho de uma tristeza e uma dor sem limites.
─Que bom, meu irmão. Há mais uma coisa.
─Tudo o que ordenar, Majestade─ disse Harry tentando descontrair aquele clima tão lúgubre.
O Rei deu um sorriso tristonho e voltou a admirar a esposa e o filho enquanto dizia:
─Quero que um dos soldados, alguém honrado e que seja gentil, acompanhe meu filho nesta jornada. Ainda que eu não possa proporcionar uma escolta adequada a um príncipe herdeiro, quero que ele esteja protegido. A escolha do homem certo será sua. Você conhece seus homens melhor do que ninguém, Harry─ alegou o Rei interrompendo qualquer protesto. ─E eu quero alguém de confiança, alguém que honre seus juramentos.
Harry concordou com um aceno e se retirou em silêncio. Mesmo que achasse que a presença do Rei fosse de suma importância no início da luta, ele não conseguiria tirar seu irmão de perto da família. E novamente sentiu um aperto no coração, uma inveja de algo que não tinha, mas que ainda assim de algo que não compreendia. O príncipe nunca quis uma família. No entanto, naquele momento, ele invejou seu irmão, pois ele tinha por quem lutar.
Oras, pensou ele fechando o semblante e a porta, ele também tinha por que lutar! Havia o reino de Atalaia, seus soldados, seu cavalo e toda a glória de sair vitorioso de uma batalha contra o Rei Voldemort. Esse aperto no peito era causado pela emoção da batalha, só isso.
Convencido de sua lógica, Harry voltou para o pátio.
Antes de chegar ao corredor largo da sala do trono, o príncipe viu a curandeira saindo de uma das tapeçarias. Ela parecia exausta e tão triste que, pela primeira vez em toda a sua vida de soldado, Harry quis abraçar alguém lhe dando consolo, como sua mãe fazia com ele quando ele era um garotinho.
Suprimindo aqueles estranhos anseios, junto com a ardência em seu peito, o moreno avançou em direção a ela e disse com sua voz de barítono:
─Eu aconselharia a senhorita a descansar. Quando o sol se por, e o plano iniciar, não poderá estar caindo da sela.
Hermione empertigou-se e o encarou inclinando a cabeça para trás. O homem era exageradamente alto, na opinião dela. Então com uma voz suave e gelada retrucou:
─Alteza, por acaso eu lhe disse o que fazer durante o combate?
Estranhando a pergunta e não uma ofensa ele respondeu:
─Não, por quê?
─Então não me diga o que fazer. Eu não cairei da sela.
O príncipe ergueu ambas as sobrancelhas, totalmente espantado pela resposta curta e grossa daquela menina. Não poderia sequer ser chamada de mulher e estava a lhe passar sermões absurdos. Ainda que, muito secretamente, achasse divertido o fato de que uma mulherzinha de pouco mais de cinqüenta quilos o enfrentar de igual para igual, ele, um guerreiro treinado.
O tempo pareceu suspenso quando ambos se encararam raivosos.
Hermione sentiu aquela apreensão novamente. Um medo de que ele fosse mais forte, e ao mesmo tempo o alívio de que podia confiar na força dele. Desconhecia aquelas sensações, mas as achava muito parecidas com as que sentira quando ela fora beijada horas antes.
O príncipe já perdia a irritação. Estava fixado nos olhos castanhos. O cheiro de hortelã e camomila começou a deixá-lo confuso. E o desejo de abraçá-la aumentou, porém, desta vez, não era conforto que ele queria passar. Era o desejo que lhe queimava as veias, e lhe entorpecia o cérebro impedindo-o de raciocinar com clareza.
Em dois segundos o príncipe já havia estreitado a jovem em seus braços, sentindo a suavidade do corpo feminino contra o seu, mesmo através da armadura. Sem compreender, Harry achava que agora sim tudo estava certo. Como se o lugar daquela mulher fosse em seus braços e que o lugar dele fosse estar junto dela.
Hermione estremeceu. Ela, de certa forma, ansiou por este momento, quando aquele gigante a segurasse contra si novamente. Ela precisava saber se tudo o que sentira poucas horas antes realmente acontecera ou foi resultado do cansaço extremo. Começou a pensar se fora uma boa idéia desejar tanto esta situação. Porque agora temia a reação daquele guerreiro estúpido.
—Alteza, é melhor me soltar— alertou ela com a voz trêmula.
Harry queria concordar ou conseguir falar qualquer coisa, mas sua mente estava em branco. Ele apenas sentia o corpo dela macio e cheiroso contra ele, misturado com a preocupação com a iminente batalha. E, ao invés de soltá-la, ele a apertou ainda mais contra si. Finalmente reencontrou as funções da fala e retrucou com a voz rouca de desejo:
—Pois eu acho melhor beijá-la.
—O que?!— Esganiçou ela.
E antes que ela conseguisse esboçar um protesto, Harry cobriu aquela boca macia e rubra com seus lábios firmes e quentes. Não era mais um roçar delicado, como fora horas antes. Ele a apertou contra o corpo e inclinou a cabeça levemente, para obter um maior contato. Impaciente para sentir o gosto daquela gata selvagem, o príncipe acariciou os lábios femininos com sua língua, instigando lentamente, enquanto escorregava a mão pelas costas pequenas dela e enfiava os dedos por debaixo da touca que ele odiava, agarrando-se aos cabelos crespos, suaves como seda.
No início, a curandeira tentou se mostrar fria. Esta resolução durou exatamente meio segundo. No meio segundo seguinte, ela segurava-o pelo pescoço e inclinava-se na direção contrária a dele, ansiando o alívio final para a tormenta que sentia dentro de seu estômago e para os batimentos acelerados de seu coração. Ante as carícias ternas da língua do homem que quase a sufocava contra o peito, ela estremeceu e gemeu roucamente. Quando a ouviu gemer, ele aproveitou a deixa e provou, finalmente, o gosto cuja descoberta tanto o perturbava.
Ela realmente tinha gosto de morangos.
N/A Carla Ligia: Oi amores........... Sim eu fiz chantagem, sim eu não me arrependo nem um pouquinho...*+*...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. E então o que acharam do capítulo???? oO???? É ele foi um tantinho assim menor... ahsuashuashuashuashuash. Mas em compensação eu dei um presentão pra vocês no final dele, né??*+*??? Finalmente o beijo... ashaushuashaushaushausaushuah. E o que vocês acharam das cinco condições para a rendição pacífica de Atalaia???oO??? Por um momento eu pensei que Harry atacaria o Marquês Lestrange...O_O... Mas o moreno até que se controla bem... ahsuahsuahsuashuashuash. Ele só perde totalmente o controle quando se encontra com certa jovem...*+*... Fica totalmente descontrolado, se é que me entendem....*+*.... ahsuahsuashuashuashusa. Eu estou louca de pena do Ron e da Luna...u.u... ficar longe do filho sabe-se lá por quanto tempo...u.u... Até mesmo a rígida Lady Minerva chorou pensando nisso. Gostaram do Voldinho????*+*???? Conseguiram imaginar as fuças feiosas dele???*+*??? Ahh, o bigode é em homenagem a minha amiga e colega de Wild, Dy. E até fiquei com um pouquinho de dó do Lestrange, afinal ele a recém tinha escapado do Harry e logo foi descobrir que nem passada a lua de mel, sua vagab... Quero dizer, sua esposa já estava esquentando os lençóis de outro...kkkkkkkkkkkkkkkkkk. Não se enganem, a mulher é mais perigosa do que pareceu... Até mesmo por que ela vai... Não... eu ficarei caladinha...*+*...haushuashaushaushahsuashuas. Gostaram do soldado Parkinson???OO??? Será que ele vai morrer logo na primeira batalha??oO?? Coitado.. eu até gosto dele... ashuashuashuashuashuashu. E finalmente falaremos do beijo. Sim!!!!! Depois de algumas frustrações Harry conseguiu descobrir o gosto da boca que povoava seus desejos...^^... Se ele gostou??? Bem isso vocês descobrirão no próximo capítulo. Como já estava dito no resumo e todas vocês acertaram, a Hermione realmente vai fugir do castelo... Mas há algumas.. bem... algumas implicações... ashuashuashaushaush. Vocês verão no capítulo que vem. Sim.. Capítulo que vem terá sangue, morte, despedidas e poucos beijos...u.u... Aliás os beijos vão ficar escassos por algum tempo, portanto revejam a cena algumas vezes..*+*.. Pra matar a saudade!!!! Beijocas estreladas a todos os seres maravilhosos que comentam. Beijinho bem sem graça nos mudinhos do mal que não me deixam saber se os capítulos estão mantendo o padrão de qualidade Carla Ligia, e até o capítulo que vem.
Alais: Foi quase o accio mais demorado de todos os tempos... ashuashuashuashaush. Que bom que o capítulo II estava no padrão (é, ser perfeito é uma das condições de ser corvinal, sabes...*+*...). O parto foi tenso, mas podia ter sido muito pior... Eu até fui boazinha...=)... O Harry e o bebê são muito fofos mesmo. Esta relação vai se modificar muito pouco com os anos, verás. A Hermione vai domar o Harry???oO??? Não sei...*+*... Ela é outra que precisa ser domada também... ahsuahsuahsuashuashaush. E ele quer usar e abusar e usar de novo...*+*... Mas ainda não... ahsuahsuashuashuash. Vou fazê-los sofrer mais, sabes, para satisfazer meus instintos maléficos. Estou tentando escrever os capítulos o mais rápido possível, mas não quero perder qualidade para a rapidez.. Então eles vêm quando têm de vir... muito filósofo isso...hasuahsuashuashuashuash. Beijocas estreladas. PS: pedes um Harry/gostosão de presente... Eu to esperando o meu para a Páscoa...*+*...
Rhaissa: Pois é, o filho de chocad... quer dizer, o Voldemort é muito mala mesmo. Está sempre atrapalhando meus planos... Fico feliz que a fic está te agradando tanto... A gente faz o que pode...^^... A atualização não foi tão rápida assim, mas como eu disse acima para a Alais: eu não quero perder o mínimo de cuidado com os capítulos... Eu os reviso milhares de vezes, a Jan faz isso também.. a gente troca figurinhas... Até que o capítulo efetivamente fique pronto para ser postado. Às vezes pode demorar mais, às vezes menos... Neste capítulo eu já dei um presente... Um beijão de cinema digno de H/H. Veremos o que o próximo aguarda. Beijocas estreladas.
Teresa: Nossa...estou vermelha., é sério...*+*... Começo quase a me convencer que a fic realmente está razoável... E o que vai acontecer agora???oO??? Sangue, morte e fugas... É isso que acontecerá agora...*+*.. Mas antes teve um beijo e tudo mais... ahsuhasuahsuashuashuashuas. Que bom que os capítulos têm se mantido bons.. se houver qualquer declínio na qualidade me deixa um comentário bem desaforado...*+*... Quem sabe eu o recupere aí...kkkkkkkkk..Quanto ao livro...oO... Quem sabe um futuro??? Muito obrigada pela inspiração colorida, com certeza ela me ajuda muito. E espero que pules bastante ao ler o capítulo...*+*... Beijocas estreladas.
Jessi-sumida-Potter: Que prazer em tê-la de volta aos seres que comentam...*+*... Que bom que o capítulo foi ótimo... Estou começando a pensar se este de hoje será também...oO.. O Harry é ótimo mesmo, ele foi feito para nos tirar o fôlego e nos fazer suspirar... ahsuahsuahsuashushasuhaushasu. Neste capítulo é que tens que ficar com pena da Luna... ela vai ficar longe do filhinho dela..u.u... Que bom que gostas das minhas alegorias, pode usá-las à vontade nas tuas fics...*+*.. Eu compartilho... E o Harry teve a reação mais natural possível ante o bebezinho, que bom que concordas. Ele é um guerreiro e nunca tinha visto um. Não demorei tanto né??? Beijocas estreladas.
Diany Paula: Querida amiga. Teu vozinho finalmente apareceu.. Eu dei o bigode pra ele em tua homenagem viu???*+*??? E infelizmente nada de Harry arrastado. Meu Harry não se arrasta, é contra os princípios dele...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. E eu to aqui, esperando meu Harry coberto de chocolate, usando apenas uma tanguinha de goma...*+*.. Ai, ai.. sonhar é tãããããoooo bom.. E a Jan disse que eu não sou uma chocólatra do mal, segundo ela eu sou uma Chocoholic...pode??? Todo mundo contra mim!!!!u.u!!!! Quando meu Harry estiver por aqui ele me defenderá... ahsuashaushaushushasuhas. O Harry bem que queria calá-la com muitos beijos... mas ele... ahhh, isso ficará para depois, ahsuahsuahsuashuash. Pena que não encontrastes nenhum ruivo para satisfazer minhas fantasias...oO... A vida é difícil mesmo. Mas a Hermione merece o Harry, verás... Que bom que amastes tantas coisas. Eu escrevi tudo pensando em agradar vocês, minhas leitoras queridas. E o meu Rony, como dizes, é muito inteligente... A idéia dele dará certo até certo ponto e... o resto no capítulo que vem. Estou rubra depois de tantos elogios..*+*... Acho que não mereço a metade, mas tentarei fazer jus a eles. E estou quase cumprindo seu pedido. Tem apenas um comentário a mais dos quarenta... ashuashuashuashush. Beijocas estreladas.
Dani: Simmmmm, capítulo três aí, aproveita ele bem!!! Beijocas estreladas.
Moderação H²: Obrigada pela indicação tens toda a minha permissão...*+*... Estou muito emocionada, deixei um comentário lá agradecendo, e espero manter a qualidade que me garantiu o lugar no catálogo. E to postaaaaannnndo... ahsuahsuashaus. Beijocas estreladas.
Katrina: Ohhh, eu temo ter que decepcioná-la, este capítulo foi menorzinho...*+*.. Mas ele tem beijo H/H serve???^^??? E faça como eu e milhares de fãs. Peça seu Harry para o coelhinho da Páscoa, ele virá em diversas versões (de acordo com a fic que mais gostas). Tenha calma, estás correta em algumas suposições, em outras não. E eu não sou malvada.. bem... a Jan diz que eu sou MD, mas ela adora me zoar, não conta muito...*+*... Calma, respira fundo, e coma uma maçã por dia para prevenir problemas cardiovasculares! Conselhos Carla Liga.. ahsuashuashasuhaush. Espero que tenhas gostado do capítulo. Beijocas estreladas
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