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2. Reencontro


Fic: Amuleto e Espada - por Georgea - Aviso: CONVITE


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 2


Se Hogwarts estava sendo surpreendente para Celina, definitivamente ela também estava sendo uma surpresa para a escola. Nos dias seguintes ela foi vista conversando com todo tipo imaginável de alunos. Primeiranistas tímidos da Ravenclaw, setimanistas brincalhões da Hufflepuff e para espanto de todos os gryffindors, conversava com slytherins, principalmente com Draco Malfoy com quem parecia ter conversas totalmente civilizadas, geralmente depois das aulas duplas de poções, quando o garoto sempre a chamava para um bate papo.
Harry caminhava com Ron para o almoço, virou-se para chamar Hermione mas desistiu vendo que ela conversava animadamente com Celina. As duas pareciam estar se dando muito bem. Ele ainda não tinha conversado com a nova colega, apenas a cumprimentara com um aceno de cabeça no primeiro dia de aula. Ele ainda ficava embaraçado pelo incidente no Nôitibus, “Tomara que ela não se lembre mais disso”. Ao chegar com Ron ao salão principal escutou uma voz atrás de si:
- Olá... estou vendo que você desistiu de fugir,né?
Os garotos se voltaram vendo Celina e Hermione à dois passos de distância.
- Ah é, as coisas acabaram se acertando. – balbuciou ele reparando desconcertado que ela devia ser pelo menos 10 cm mais alta que ele.
- Você não tinha nos contado como conheceu a Celina, Harry. – perguntou Hermione com um sorriso de lado.
- Eu tentei. – disse ele encolhendo os ombros – Foi um pouco difícil conversar direito esses dias e eu acabei me esquecendo, mas eu ia contar.
- É, você só se esqueceu de mencionar o incidente com o nome de Neville, entre outras coisas. – Hermione continuou impiedosa.
- Mas Harry com certeza me falou sobre o ataque de risos que você teve em cima dele. – Ron se voltou para Celina.
Harry sentiu o rosto queimar, fuzilou Ron com o olhar e pensou seriamente em lhe dar um chute. Foi salvo pela própria garota que com uma risada cristalina o tirou da “saia justa”:
- Eu fui mesmo terrível aquele dia, e nem mesmo me desculpei com você, Harry.
- Imagina... ele nem achou assim tão ruim. – Ron atravessou a conversa com um sorriso maroto.
Dessa vez Harry ia mesmo dar um chute no amigo quando Hermione interveio puxando Ron em direção à mesa.
- Ronald, você tem a delicadeza de um hipopótamo numa loja de cristais!
- O que é hipopótus? E o que ele fazia numa loja de cristais?
Ela revirou os olhos fazendo os outros dois rirem logo atrás.
- Logo se vê que seu amigo é puro sangue. – disse Celina.
- Como você sabe? – perguntou Harry com uma ruga na testa. Não gostava nada de expressões como “puro sangue”.
- Pela total ignorância sobre hipopótamos e expressões “trouxas”. – ela respondeu fazendo Harry rir e desanuviar o rosto.
- E como você sabe sobre isso? Achei ter escutado que você é de uma família antiga de bruxos. – ele a olhou intrigado.
- As notícias correm rápido. – ela sorriu com enfado - Mas é verdade, a família do meu pai é toda antiga, toda mofada, puro sangue e blá blá blá. Mas meu pai sempre teve negócios tanto com bruxos como com trouxas, de modo que eu cresci aprendendo um monte de coisas sobre eles.
- Bruxos tendo negócios com trouxas? – Harry sacudiu a cabeça incrédulo – O sr Weasley, pai do Ron, ficaria encantado.
- Se ele for como meus pais, com certeza.
Ela pensou nos pais com carinho. Florência e Gabriel McGregor adoravam a convivência com o mundo não mágico, por isso ela crescera entre esses dois universos e ao contrário de muitos bruxos que torciam o nariz para isso, sua família trouxera para sua vida toda uma bagagem de conhecimento “trouxa”.
Harry ficou espantado quando ela contou que em sua casa haviam corujas e telefones, carros e vassouras, e magia convivia harmonicamente com eletricidade.
- Definitivamente o sr Weasley precisa conhecer seus pais. – Harry disse enquanto se sentavam à mesa da Gryffindor.
Enquanto as semanas passavam os colegas notaram que Celina era o oposto do que se poderia esperar de uma garota popular. Não empinava o nariz nem fazia ares sedutores, pelo contrário, costumava fazer caretas engraçadas para as pessoas que a olhavam fixamente ou cochichavam sobre ela. Também não aceitara nenhum convite para sair. Nem mesmo do Monitor Chefe. Hermione estava deliciada por ter encontrado uma colega com quem pudesse conversar, e dizia aos curiosíssimos Ron e Harry que havia coisas que uma garota só podia falar para outra. Ela até não se importava muito que a amiga fosse melhor em Feitiços e DCAT. Ron se divertia muito com as piadas e o senso de humor da garota, e por vezes a comparava com uma versão feminina de Fred e Jorge. Harry ainda a achava meio maluca, mas quando a via passar tinha que admitir que o 4° ano ficara muito mais colorido com a presença dela. Dia desses a garota tinha seguido Severus Snape pelos corredores do castelo, imitando cada gesto e cada expressão de desprezo que o professor fazia enquanto toda a Gryffindor se acabava de rir. Foram três dias de detenção, mas ela jurava que tinham valido a pena.
Harry continuava vendo Malfoy conversar regularmente com Celina, o que o deixava muito curioso. Em sua opinião uma garota podia ser estonteante, mas só o fato de ser da Gryffindor já faria com que Malfoy a considerasse inimiga declarada. Sua teoria parecia ter caído por terra. Tinha vontade de saber mais a respeito mas a oportunidade não surgia. Até que uma noite Harry, Ron e Hermione se viram numa sala comunal quase vazia, véspera da chegada das delegações para o Tribruxo. Estavam conversando baixo quando um barulho de livros caindo na mesa os interrompeu. Celina tinha acabado de entrar pelo buraco do retrato parecendo um pouco cansada.
- Com licença pessoal. – ela disse mergulhando no sofá e chutando os sapatos.
- Achei que você já tinha subido. – Hermione perguntou.
- Naah... biblioteca. – suspirou a garota.
- Quando precisar de ajuda com os deveres, Mione é ótima, super prestativa. – Ron sorriu candidamente enquanto Hermione resmungava.
- Não era pra mim. Foi o Draco que me pediu ajuda em feitiços.
Os três amigos se olharam instantaneamente, as línguas coçando.
- O que você tem com o Draco? – Harry disparou antes que pudesse evitar.
- Hum? – ela se espreguiçou.
- Bom, você e ele tem conversado bastante, - disse Hermione cuidadosa – e ele não costuma ser uma pessoa muito legal.
- Não, não é muito legal. Está mais para cretino descerebrado se você quer saber. – disse Ron enquanto Harry concordava com a cabeça.
- Vocês não gostam do Draco, né? Acho que sinto uma certa intolerância no ar. – Celina disse com um sorriso.
- É sério, Celina. – Mione fechou a cara. – Você é nova na escola e não sabe que a princípio slytherins e gryffindors não costumam se dar bem. E em se tratando de Malfoy multiplique isso por cem. Draco odeia gryffindors!
- E vice-versa! – disseram Harry e Ron ao mesmo tempo.
- Draco Malfoy não me odeia, crianças. – Celina falou se espreguiçando devagar.
- É óbvio que não. – retrucou Hermione – Mas você não pode se enganar, você precisa saber exatamente que tipo de pessoa Malfoy é.
- E eu sei Mione. – ela se sentou e cruzou as pernas sobre o sofá. – Sei quem são os pais dele, como ele foi criado, acho até que sei como funciona a sua cabecinha mimada. A lua de mel dele comigo não vai durar, pode crer. Vai acabar assim que ele perceber que eu sou o avesso do avesso do que ele espera.
- Então porque você fica de amizade com ele? – Harry perguntou irritado.
- Pelo simples motivo dele nunca ter me dado nenhuma razão para tratá-lo diferente. Muito pelo contrário, se dependesse dele eu estaria agora na Slytherin, usando um anel de noivado no dedo.
Hermione ofegou, Harry e Ron fizeram cara de tacho.
- Você foi prometida para o Malfoy??? – Ron pareceu sair de um transe.
- É claro que ela não foi! – Hermione não tirava os olhos de Celina. – Isso não existe faz séculos!
- Existe sim, de um certo modo. – Celina olhou divertida para os amigos. – Nos dias de hoje um bruxo não chega para o outro e oferece a filha em casamento em troca de cem Pocotós. A coisa toda é bem mais sutil. Veja só o pai do Draco, ele esteve em nossa casa há alguns meses, foi conversar com meu pai. Falou sobre negócios, sobre o futuro que queria para o filho dele, sobre a importância do sangue, e finalmente disse que seria lindo se seu filho e eu uníssemos as duas famílias.
- Foi seu pai quem te disse isso? – perguntou Mione.
- Ele comentou, mas eu já tinha escutado tudo debaixo da janela. – ela piscou um olho.– A curiosidade matou o gato, mas ele tem sete vidas.
- Seu pai não fez isso... – Mione estreitou os olhos.
- Meu pai disse ao Malfoy sênior que eu ainda era muito criança, que ainda havia muito tempo para essas coisas, mas que se eu me interessasse pelo filho dele, nós teríamos a sua benção.
- A bênção para entrar numa família de Comensais da Morte? Que tipo de pai faria isso?- A irritação de Harry atingiu o ápice.
Celina ficou muito séria e seus olhos faiscaram em direção à Harry.
- Acho que eu posso dizer que conheço um pouco da sua vida Harry, e sei o que você sente à respeito dos Malfoy. Mas você não sabe nada à respeito da minha família. Não sabe o quanto meu pai precisa ser diplomático com esse tipo de gente perigosa. O quanto ele precisa fazer para proteger os nossos interesses, e eu não estou falando de dinheiro. Por isso não seja tão apressado em julgar nossas atitudes. – ela respirou fundo e continuou. – De qualquer modo você não estava lá para ver meu pai possesso quando Lucius Malfoy foi embora. Nunca ouvi palavras tão lindas.
Fez-se um silêncio tumular. Harry tinha o rosto corado e ainda sentia os olhos de Celina sobre si.
- Me desculpe, Celina. – sua voz saiu baixa, mas ele a encarou. – É claro que seu pai jamais faria algo que te machucasse.
- Tudo bem. – ela sacudiu a cabeça – Eu é que convivo com essa estória há tanto tempo que acabo achando ela engraçada.
- Essa estória não é engraçada, é hilária! – Ron arregalou os olhos como se estivesse tendo uma visão. – O Malfoy jurando que vai ser seu namorado... Ah Celina, por favor... me deixa escutar quando você estiver dando o fora nele. A gente até podia gravar numa dessas engenhocas trouxas e mandar para os amigos de presente de Natal.
Os três começaram a rir enquanto Ron continuava a sonhar de olhos abertos:
- ... ou você podia pôr um anúncio no Profeta Diário, ou mandar um berrador no café da manhã...
As risadas ficaram mais fortes, mas nenhuma se comparava a de Harry, que tinha começado a rolar no tapete assustando muito uns aluninhos que ainda estavam acordados.
Celina tomou fôlego e observou:
- Pronto! Demorou mas ele finalmente pegou a minha doença.


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A chegada das delegações de estudantes à Hogwarts foi marcante em muitos aspectos, o inusitado dos transportes escolhidos pelos visitantes, carruagem alada de Beauxbattons e navio de Durmstrang, e também o assombro pela beleza das garotas e imponência dos rapazes. O castelo de Hogwarts parecia estar em sua melhor forma, tudo para receber seus visitantes com o máximo de conforto e hospitalidade. Dumbledore já havia colocado o Cálice de Fogo à disposição dos alunos maiores de idade que quisessem participar do torneio, bastava o interessado colocar seu nome num pedaço de papel e inserí-lo na taça de madeira. Os estudantes estavam em polvorosa, não prestavam atenção às aulas, viviam de cochichos e exclamações excitadas e nem mesmo a Profª McGonagall parecia conseguir controlá-los como de costume. Naquele início de inverno tudo parecia alegre e vibrante, como se um sol forte andasse junto com as novidades. Só uma pessoa parecia destoar da alegria geral. Esta pessoa era Celina.
Desde a chegada dos estudantes de Durmstrang a garota parecia estar sendo assombrada por dementadores. Se esquivava da presença dos visitantes com tenacidade e por isso passava cada vez mais tempo dentro do dormitório. E foi no dormitório que Hermione foi encontrá-la depois das aulas. Estava deitada em posição quase fetal, observando com atenção os blocos de pedra da parede.
- Hum, Celina... posso incomodar? – Mione se esgueirou para a cabeceira da colega.
- Claro, dez galeões a hora. – ela sorriu de lado.
Hermione observou que os olhos da amiga não acompanhavam seu sorriso.
- Você não vem jantar? – sondou
- Sem fome.
- Também estava sem fome no almoço?- Mione apertou os olhos.
- Se eu te disser que é promessa você acredita?
- Olha, tudo bem se você não quiser me contar o motivo de estar se escondendo aqui, mas eu realmente acho que comer alguma coisa não seria nada mau. De qualquer modo você devia descer um pouco, ou Mark Norton vai acabar invadindo nosso quarto para saber que fim levou você.
- Comi mais cedo com os elfos. – ela parecia ter ignorado todo o resto que Hermione disse. – Mas é melhor você se apressar ou vai perder o jantar.
- Só saio daqui se você vier comigo. – Mione cruzou os braços sobre o peito.
- Está tudo bem comigo. – ela aumentou o sorriso.
- Está uma ova! E nem precisa me mostrar os dentes que você não me engana. Como eu disse antes não precisa contar nada, só queria te ver voltando ao normal.
- Quando termina o Tribruxo? – suspirou Celina, desistindo de sorrir.
- No fim do período letivo.
- É muito tempo para se ficar num quarto.
- Muito tempo. – concordou Mione sem saber aonde a outra queria chegar.
Celina abriu a gaveta do seu criado mudo e tirando um pergaminho o entregou à Hermione.
- Acho que este não é o jeito mais fácil de você entender tudo, mas é o único que está me ocorrendo agora.
Hermione olhou para o papel, uma caligrafia fina e graciosa se derramava por ele. Ela olhou para Celina e a amiga assentiu, dando a entender que Mione devia lê-lo.

“De Phelícia Jones McGregor,
para Celina L. McGregor

Querida prima, espero que esta carta chegue às suas mãos num momento melhor do que aquele em que você me escreveu. Em resposta à sua pergunta, não, eu não entendo como você pode estar se sentindo agora, como eu também não podia entender como você se sentia quando tudo aconteceu. Eu pude apenas sentir a morte de um parente querido e participar um pouco da sua dor, que era infinitamente maior que a minha. Para esta dor nada tem solução, talvez só o tempo, e é neste tempo que eu confio para curar todas as suas feridas. Mas mesmo o tempo precisa de ajuda, por isso não posso aceitar que você se esconda e deixe de viver uma das coisas pela qual tanto tem lutado, Hogwarts.
Dimitri está morto e você não tem culpa de ter sobrevivido a ele. Perdoe-me se minhas palavras te ferem, mas você precisa aceitar o que não tem volta. Quem pode saber como teria sido o futuro de vocês dois? Será que teriam continuado juntos? Será que a vida não se encarregaria de separá-los? Pare de acreditar que Dimitri era o único para você. Ponha em sua cabeça que vocês não eram necessariamente destinados um ao outro. Vocês eram almas afins, mas pessoas diferentes.
Celina, não precisa fazer isto neste exato momento, mas tente abrir seu coração para novas pessoas, sair com alguns rapazes, fazer algumas bobagens, pare de acreditar que Dimitri vai voltar. Sei que você pode tentar levar uma vida tão normal quanto o possível, que Hogwarts irá se tornar seu novo lar, que fará bons amigos (fico até um pouquinho enciumada), mas espero que as lembranças nunca se tornem mais importantes que a vida. Então trate de voltar logo à vida minha querida, você e ela sempre foram grandes amigas.
Desculpe-me pelas palavras ásperas, mas sei que você vai entender. Você mesma já me disse que é melhor puxar o espinho no dedo de uma vez.
Estarei chegando em breve, continue lutando.
Com amor, Phillys.”

Hermione terminou de ler e uma luzinha começou a se acender em seu cérebro.
- Phillys me mandou esta carta alguns meses depois que... ele morreu. Eu estava numa fase muito difícil. De certo modo ela ainda parece muito atual. – Celina explicou encarando o dossel da cama.
- Esse Dimitri era seu namorado?
- Ele era muitas coisas, namorado era uma delas.
- E como ... – Mione se calou desconcertada.
- Doença hereditária, muitos casamentos consangüíneos. – ela disse com uma nota de irritação na voz - É a velha estória do “sangue puro”.
- Já faz muito tempo?
- Um ano. Muito tempo para ficar escondida, pouco tempo para esquecer.
Hermione pensou em fazer mais perguntas, mas se sentia embaraçada, foi quando a colega a olhou bem nos olhos e pareceu ler seus pensamentos.
- Não é que eu me sinta assim o tempo todo, mas esta situação é diferente de todas as outras. Dimitri estudava em Durmstrang, aqueles lá no navio podiam ser seus amigos. É como se eu estivesse vendo meu namorado a cada hora que eu me viro e vejo um rapaz com aquele mesmo uniforme. Meu coração vive aos pulos querendo enxergar o rosto dele no rosto de estranhos.
Hermione se abaixou e afagou os cabelos da amiga. Celina sentiu uma coisa muito boa, um carinho muito grande vindo da colega. Neste momento a amizade das duas cresceu e Celina sentiu que tinha feito muito bem em confiar na garota. Se viu contando sua história com Dimitri, o primo-amigo-namorado, a falta que ele fazia e faria em toda sua vida.
Quando as duas desceram horas mais tarde para comer alguma coisa na cozinha, Celina se voltou para amiga:
- Meus parentes aqui da escola já devem ter se encarregado de passar muitas notícias. De qualquer modo, pode contar para o Ron e o Harry, Mione. Gostar tanto de alguém não devia ser um segredo.

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Nos dias seguintes Celina voltou a freqüentar as demais dependências do castelo e teve a certeza de que Hermione já devia ter contado sobre Dimitri aos garotos, por que apesar de não dizerem nada, eles se esforçavam muito para afastá-la dos rapazes de Durmstrang. Tinham chegado ao ponto de arrastá-la para longe toda vez que um deles se aproximava, dando desculpas muito esfarrapadas para seu comportamento bizarro. A coisa começou a ficar engraçada quando Mark Norton veio perguntar, irônico, se ela agora andava com guarda-costas. Ela ficara muito agradecida aos colegas, agora já conseguia até rir quando um dos visitantes se aproximava (muitos tentavam puxar assunto com ela), por que sabia que em segundos, como se surgissem do chão, os dois gryffindors a seqüestrariam bem debaixo do nariz espantado do pobre coitado. De fato eles só pararam quando Hermione, enciumada, chamou os dois num canto e deu um basta.
- Acho que vocês podem parar com a “operação resgate”, Celina já me parece bem, e do jeito que a coisa vai é capaz de nenhum rapaz conseguir se aproximar dela pelo próximo século.
- Ei, Mione tem razão. Quem sabe Celina não sai com o Krum e ficamos todos amigos?- Ron disse esperançoso. Era um grande fã do jogador de quadribol.
- Pelo seu jeito apaixonado seria melhor você sair com Victor Krum. – Mione disse sarcástica, mas no fundo estava feliz, Ron achava Celina bonita, mas definitivamente não estava interessado nela.
Harry saiu de fininho, antes que a observação de Hermione se transformasse na briga de praxe entre ela e Ron. No que dizia respeito a ele tanto fazia com quem a amiga iria sair. Viu algumas garotas alegres passarem por si, entre elas uma garota chinesa que lhe deu um tchauzinho. Ele pelo menos sabia com quem gostaria de estar.
Quando anoiteceu os alunos todos se reuniram para o tão esperado momento onde os campeões do Torneio Tribruxo seriam escolhidos pelo Cálice de fogo. Harry podia facilmente apontar os alunos que se inscreveram, estavam verdes, com cara de quem ia vomitar o jantar a qualquer minuto. Quando finalmente o Cálice começou a cuspir os nomes para fora, o silêncio se tornou tão denso que daria para cortá-lo com uma faca. Os escolhidos foram Fleur Delacour de Beauxbattons, Victor Krum de Durmstrang e Cedric Diggory de Hogwarts. Mas o Cálice ainda não parecia satisfeito, e contrariando qualquer possibilidade cuspiu um quarto nome ... Harry Potter.

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