FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

19. Semana D/Hr-Parte III


Fic: Obsessão Por Você - AVISO POSTADO!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

N/A: *Nath olha para os lados, com medo de ser atingida por um dos diversos raios verdes que estão vindo em sua direção pela tela do pc* Acabou? Puxa, que ótimo!!!

Olá, todo mundo!!!!!!!! E aí, pessoal, como está indo 2007??? Bom, primeiro cap desse novo ano que mal se iniciou!!! Eu quero agradecer de coração a todos que comentaram durante esse mês em que a fic esteve sem atualização...Eu contei todos e sabe quantos deram? CINQUENTA E SEIS COMENTS!!!! Nossa, pessoal, muito obrigada mesmo, de coração!!!!!

Os reviews estão no final do cap 18 mas, antes de deixá-los com Draco e Hermione eu quero fazer duas perguntinhas para vocês:

1ª-O que vocês acham da fan fic ter uma continuação? É, eu já tenho toda a hist da continuação, que se passará depois que Draco e Hermione saírem de Hogwarts e se vocês votarem a favor dessa continuação de OpV eu poderei colocar coisas nesta fan fic que eu não colocaria se OpV se essa idéia de continuação não existisse. Então, por favor respondam nos comentários o que vocês acham dessa idéia. Vcs querem uma continuação ou já estão de saco cheio das minhas idéias malucas em OpV???

2ª-O que vocês acham de haver uma NC-17 na fic? Na verdade, não seria extaamente uma NC, totalmente detalhada, até porque eu acho que quebraria o clima romântico que eu quero que o nosso casal tenha a partir desse cap até o final da fic, mas...Eu realmente gostaria de escrever o suficiente para que ficasse subentendido que os dois teriam dado esse passo tão importante na relação. E aí, vcs querem esse passo ou não?

Estou aguardando as respostas, ok???

Este cap é dedicado a minha grande amiga e irmã de espírito Gabriella Malfoy por estar sempre comigo nas horas difíceis, por me amar demais e por estar iniciando a mesma carreira que eu tenhoa gora...A de escrever fan fics almejando um futuro como escritora ou algo mais! Amiga, saiba que eu estou aqui pra te apoiar nessa nova fase como sempre estive...JUNTAS EM MAIS UM SONHO!! TE AMO!!!

E...Bom, chega de enrolação, né??? Fiquem de uma vez com nosso casal-problema D/Hr...OBRIGADAAA!!!!!!

Cap.18: Semana D/Hr-Parte III

Como Draco e Hermione estavam nas masmorras, nenhum dos dois acordou com um sol fraco ou com o vento característico do inverno inglês. Afinal de contas, as masmorras não têm janelas. Porém, eles tiveram que acordar. Ou melhor, Draco teve que acordar.

Não estava acostumado a ficar tanto tempo na cama. E também não se lembrava de ter algum tipo de parelho em seu rosto que soltasse aquele ventinho quente, com cheiro de canela, diretamente em sua boca. Abriu os olhos claros dando de cara com Hermione. Suas mãos estavam entrelaçadas, entre os dois, e o rosto de Hermione estava tão próximo que o loiro nem precisaria se esticar para beija-la se quisesse. Explicado: o tal ventinho era a respiração da grifinória adormecida. Como um raio, Malfoy se lembrou de tudo que tinha ocorrido na noite anterior desde o beijo que dera em Hermione na sala da monitoria. Mas nem teve tempo de pensar em todos os acontecimentos estranhos da noite porque se lembrou do beijo que ela lhe dera, no meio da madrugada, do nada. Tinha sido, de longe, o melhor beijo de toda a sua vida. E o mais estranho. Que olhar apaixonado tinha sido aquele que Draco vira em Hermione?

“Vai ver foi à febre que fez ela fazer aquilo.” Pensou Draco, com os olhos presos na boca vermelha de Hermione.

- Grifinória doida.-murmurou o loiro, sarcástico, mas sem soltar as mãos dela.
- Ah, o quê?-murmurou ela, despertando.

Hermione abriu os olhos, meio abobalhada.

- Bom dia.-disse Draco, se aproximando pra lhe dar um outro beijo na testa.
- Endoidou, Malfoy? Me solta!-reclamou Hermione, soltando-se das mãos dele e se sentando.
- Eu, endoidei? Eu desejo bom dia, você quase tem um piripaque e eu que tenho problema?-perguntou Draco, também se sentando, observando Hermione se levantar.
- E o que tem de bom? Eu achando que estava na minha cama, abraçada com o meu gatinho.-foi dizendo ela, já sentada na poltrona e calçando os sapatos de boneca.
- Com aquele gato pulguento? Bola de pêlo achatada ambulante?-provocou Draco, também pegando os próprios sapatos.
- NÃO CHAMA MEU GATO DE PULGUENTO!-berrou Hermione, irritada.
- Ih, você acorda de mau humor, é?-riu Draco, amarrando os sapatos.
- DE HUMOR ASSASSINO!-gritou ela, de volta, indo pra parede-porta.-Que os fundadores de Hogwarts me dêem forças para lutar.-disse ela segurando o cabelo que devia estar todo em pé.-MERDA! Por que não abre?
- Porque eu lancei um feitiço com senha depois da porta pra que ninguém tentasse entrar aqui ontem à noite.-respondeu Draco, indo até ela com as duas capas na mão.-E, se tiver alguém aí dentro, por favor, agradeça minha preocupação.-reclamou Draco, batendo na cabeça de Hermione como se ela fosse uma porta.
- Só se for com a sua vida, né?-retrucou ela, se afastando da mão dele.-Hum...Obrigada.-resmungou Mione, pegando a capa amassada da mão dele.

O loiro se limitou em apenas dar um meio-sorriso em resposta enquanto observava a grifinória vestir a capa.

- Ta olhando o quê? Vê se abre logo essa porta!-reclamou ela, totalmente vermelha, segurando o cabelo bagunçado.
- Ta bom, sua estressada!

Draco se virou e, ainda olhando pra Hermione, que pelo jeito, estava envergonhada, disse a senha:

- Canela.
- Malfoy!-repreendeu Hermione, ficando da cor de um pimentão.
- Que foi? Foi a primeira palavra que veio na minha cabeça!-reclamou o sonserino, meio estúpido, apesar de também ter ficado levemente enrubescido.

Hermione bufou e disse logo a senha da sala para sair de perto do garoto o mais rápido possível. Só com ela acontecia aquele tipo de coisa! Imagine, acordar de mãos dadas com Draco Malfoy!

- Ei, ei, pra quê tanta pressa?-perguntou Draco, correndo atrás de Hermione que já estava quase na tapeçaria.
- Malfoy, você tem noção de que horas são?-foi perguntando Hermione, sem parar de andar.
- Hora de você parar de ser estressada e me dizer o que houve?-perguntou Draco, alcançando-a e puxando Hermione com tudo para ele. Seus rostos estavam a centímetros um do outro.-Até parece que eu deixei um gosto ruim na sua boca.-brincou ele, olhando fixamente pra boca vermelha dela.

Hermione mordeu os lábios com força, sem saber o que fazer. Estavam parados de frente para a porta secreta da Sonserina, com os corpos totalmente colados e, apesar de uma voz estar praticamente gritando “SAI DE PERTO DELE!”, Hermione simplesmente não conseguia se mexer.

- Do...Do que você está falando?-perguntou ela, sem se afastar nem um milímetro do rosto de Draco. Claro que se lembrava do beijo maravilhoso que dera no loiro e como ele fora carinhoso lhe dando aquele beijo na testa, mas...Tudo só tinha sido um sonho!
- Do que você acha? Vai me dizer que você é sonâmbula e sai beijando os outros durante a noite?-zombou Draco.
- Não fale desse jeito.
- Ou talvez apenas esquecida? Talvez eu deva refrescar sua memória com um beijo de bom-dia.-o loiro se aproximou, mas Hermione o empurrou com força ates que seus lábios se encostassem.
- Talvez você devesse tomar um banho frio, isso sim. Ta querendo dizer o quê? Que eu te acordei no meio da noite e te beijei?-perguntou ela, meio com medo da resposta.
- É, é exatamente isso que eu estou querendo dizer.-respondeu Draco, cruzando os braços.-Você não se lembra?
- Não posso me lembrar do que não aconteceu.- “Merda, merda, só falta eu ter beijado-o de verdade! Burra, Hermione! Não foi um sonho!”.-Você deve ter sonhado com tudo isso.
- Não tenho sonhos tão reais com você, sabia?-riu o sonserino novamente, voltando a se aproximar dela novamente.-Não dá pra sentir o gosto da sua boca em sonhos.
- Malfoy, pare com isso.-brigou Hermione, levantando um dedo enquanto ia pra trás.
- Nem a textura dos seus cabelos. Também não dá pra escutar a sua respiração entrecortada.-a voz do loiro foi ficando terrivelmente rouca a cada passo que ele dava, até que a garota se viu presa na parede de pedras pelo corpo dele.
- Isso significa que você sonha comigo?-perguntou Mione, tentando ganhar tempo.
- Eu nunca disse o contrário.-sussurrou o loiro, já pondo a mão na nuca de Hermione.

Estava quase lá, quase estava beijando-a...

- Aff! Dormem juntos e não conseguem nem disfarçar. Por Merlin!-disse uma sonserina loira que acabava de passar por eles em direção á Casa.
- Não, nós não...-tentou Hermione, empurrando o loiro, desesperada.
- Vai com calma, Julie!-riu Draco, falando com a tal garota. A loira se virou lhe mandando um beijinho e sumiu pela porta que se fechava.

Hermione olhou para Draco, escandalizada, e o empurrou com força.

- Vai sentir a textura dos cabelos dela, seu tarado!
- Além de estressada, é ciumenta.-disse ele, vendo Mione sair andando, nervosa.
- E vai logo! Vê se toma um banho! Temos vinte minutos pra entrar na aula do Snape!-gritou ela, já dobrando o corredor.

O loiro sorriu, safado, e virou-se pra porta da Sonserina. Aquele seria um dia interessante.

*


- Finingan, Simas.-chamou a voz enjoada de Snape, que olhava fixamente para a lista de chamada na sua frente com um desagrado enorme.
- Presente.-respondeu Simas, mais ocupado em espiar o que Parvati estava escrevendo em um pergaminho cor-de-rosa ao seu lado.
- Granger, Hermione.-continuou Snape, chamando o próximo nome da lista.-Granger?

Percebendo o silêncio na sala, Snape levantou a cabeça. Seus olhos negros percorreram toda a sala sem encontrar os cabelos cheios de Hermione em nenhum lugar.

- Alguém pode me dizer onde está a srta. Granger?-perguntou o professor, levantando de sua mesa e indo bem para frente da sala.-Ninguém?...Potter! Onde está a srta. Granger?
- Eu não sei, professor.-respondeu Harry, fechando a cara.
- Oras, vejam só. Quer dizer que a celebridade de Hogwarts não sabe onde a amiguinha sabe-tudo dele está?-zombou Snape, começando a andar pela sala observando cada rosto. Nem mesmo os sonserinos tiveram coragem de rir da piada.
- Não, senhor, eu não sei.
- Hum...Weasley?-perguntou ele, se dirigindo a Rony.
- Não faço a mínima idéia, professor.-responde Rony, olhando pros sapatos. Ele já tinha reparado que Malfoy também não estava na sala e isso significava encrenca para Hermione, com certeza.
- Então que dizer que ninguém sabe onde Granger se enfiou?-perguntou Snape, voltando a frente da sala.
- Talvez Hermione esteja doente de novo, professor. Ela não passou a noite no dormitório.-disse Lilá, em alto e bom som.
- Lilá!-brigou Parvati, sentada atrás dela, bate3ndo em sua cabeça.

Harry meteu a cabeça na mesa e Neville se encolheu em sua mesa.

- Ele vai gritar, vai gritar...-resmungou Neville, tampando os ouvidos.
- Zambine, onde está o senhor Malfoy?-perguntou Snape numa voz suave, mas perigosa.
- Eu não sei, professor.
- Ele por acaso também não dormiu no dormitório noite passada?
- É, ele não dormiu.-confirmou Blás, em voz baixa.

O professor de Poções balançou a cabeça em negativa, encostando-se a sua mesa. Os olhos negros do homem brilhavam de forma ameaçadora quando ele se pôs a falar:

- A aula não iniciará enquanto MALFOY E GRANGER NÃO APARECEREM!
- Estamos aqui, professor...

Toda a sala se virou ao ouvir a voz de Draco. Ele e Hermione estavam parados na porta, com idênticas caras pálidas.

*


Hermione estava correndo desesperada. Tinha tomado um banho de menos de dez minutos, vestira-se correndo e pegara a mochila de qualquer jeito. Estava quase na escada que dava para as masmorras sem saber se tentava prender o cabelo encharcado, fechar a mochila com muito mais livros de que precisaria naquele dia ou fechar os quatro botões da camisa branca que deixavam aparecer metade de seus seios. Nem tinha se olhado no espelho e não fazia a mínima idéia do quanto ter passado a noite, literalmente, com Draco lhe fizera bem. Suas olheiras tinham quase desaparecido e suas bochechas estavam vermelhas por causa do esforço. Uma perfeita lolita colegial, ela diria. Mas, como disse, Hermione nem tinha se olhado no espelho.

Draco já estava parado do lado de fora da sala de Snape decidindo se entrava ou voltava pro chuveiro quando Hermione pareceu quase trombando nele.

- Ei, calma!-disse o loiro, segurando-a para que não caísse.
- Ai, merda!-xingou Hermione, se afastando dos braços do loiro.
- Uhu!-riu Draco, olhando pra ela.-Esse é seu novo look? Ta um arraso!

Hermione acompanhou os olhos de Draco de sua boca até os seus seios e bateu nele em seguida.

- Cala a boca, seu tarado.-brigou ela, tentando fechar os botões. Trêmula demais, ela acabou desistindo depois de colocar o terceiro botão no quarto buraco duas vezes.-Ah, esquece.
- Deixa que eu fecho...-aproveitou-se Draco, já estendendo as mãos.
- Nem pense nisso, senão eu juro que te castro!-ameaçou ela, o empurrando.-Tá esperando o quê pra abrir a porta?
- As brigas de hoje vão se resumir em portas?-zombou Draco, apontando para a da sala.
- Malfoy, nós temos que entrar!-choramingou Hermione, desistindo de fazer qualquer coisa.
- Você endoidou? Se Snape já tiver percebido que não estamos na sala e se alguém tiver dito que eu ou você não dormimos nos nossos dormitórios...Bom, ele não é tão inocente, sabe?-disse o loiro, fazendo a garota arregalar os olhos castanhos.
- E aí, já era meu cargo de monitoria!-choramingou ela de novo.
- O seu e o meu, só pra lembrar!-corrigiu Draco, meio divertido com o desespero da grifinória.
- Merlin me odeia, só pode ser.-bufou ela, começando a andar de um lado pro outro. Sorte que tinha uma capa de Hogwarts bem mais grossa do que as outras para o inverno, senão já estaria congelando. Parando pra pensar, por que ela não estava com o suéter, hem?-O que vamos fazer?
- Não era você que estava doida pra entrar? A porta é toda sua, vá em frente. Coragem!-retrucou Draco, enquanto se ocupava em tentar colocar o cabelo molhado pra trás.
- Obrigada por ser tão cavalheiro.-resmungou ela, colocando a mão na fechadura.
- Ok, eu vou tentar.-disse Draco, puxando Hermione ao seu encontro.

Ótimo, lá estava ela presa de novo entre a parede e Draco. Hermione não sabia se ficava irritada, nervosa ou simplesmente mole com aquilo.

- Desculpa, mas isso já ta virando rotina, sabia?-zombou Hermione, tentando entrar dentro da parede para escapar do corpo de Draco.
- Eu abro a porta e entro primeiro para encarar a fera sebosa como um perfeito cavalheiro se você me der mais um beijo como o de ontem à noite.
- Eu disse pra você ser cavalheiro e não chantagista. E desde quando Snape é um seboso pra você?
- Desde que ele não lava o cabelo. Vamos, Hermione, estou esperando meu beijo.-cobrou Draco, sem se aproximar. Tinha coisa melhor se a garota fosse ao seu encontro e tomasse a iniciativa? Com certeza, não tinha.
- Pois vai continuar esperando porque eu não vou te dar beijo nenhum como beijo nenhum de ontem à noite. Agora me solte.-brigou ela, mais brava pelo fato de estar quase cedendo aquele pedido do que por Draco estar prendendo-a daquele jeito.
- Ta, eu solto.-respondeu ele, dando de ombros e se afastando dela.

Hermione não entendeu. Tinha sido assim tão fácil? Ele nem tinha insistido! Draco se aproximou da maçaneta da porta e ela já tinha quase tido a certeza de que ele iria abrir a porta quando o loiro se voltou, de repente, a beijando na testa com doçura.

Ela empalideceu na hora. Estava lá a prova. Hermione se denunciava muito fácil. Não tinha sido um sonho, a grifinória realmente o tinha beijado durante a madrugada. Sem esperar nem resposta o sonserino abriu a porta da sala de Poções a tempo de escutar Snape a plenos pulmões:

- A aula não iniciará enquanto MALFOY E GRANGER NÃO APARECEREM!
- Estamos aqui, professor.-disse ele, recebendo o olhar de todos da sala.
- Podemos entrar?-perguntou Hermione, tentando não olhar pros olhos de cobra de Snape.
- Hum, podemos entrar. Podemos entrar.-repetiu Snape, indo em direção do casal.

Estavam ambos pálidos, Draco, pálido naturalmente e Hermione pálida por causa do frio, da insônia e, principalmente, por causa do susto. Tinha certeza de que o loiro tinha percebido que o beijo tinha realmente acontecido. Mas, aquele não era o momento de pensar em beijos dados no meio da noite. Pelo menos não com Snape os olhando daquela maneira perigosa.

- Onde vocês estavam?-perguntou ele, firme e em bom som.
- Profº Snape, nós...-tentou Hermione, sem sucesso.
- Vejamos, talvez nós devêssemos tentar adivinhar.-riu o professor, abrindo os braços para a sala.-Diga-me, Sr. Malfoy, será possível que tão jovem já esteja querendo fazer um herdeiro?
- Mas isso é um absurdo!-disse Draco, tentando segurar uma Hermione furiosa.
- O senhor não tem o direito de dizer iss...-começou Hermione, ainda mais alto, enquanto se soltava da mão de Draco e caminhava pro meio da sala.
- E ainda é vulgar. Não dava para arranjar coisa melhor, Sr. Malfoy?-perguntou Snape, os olhos presos na blusa aberta da grifinória.
- VOCÊ NÃO TEM O DIREITO DE FALAR DA HERMIONE ASSIM!-gritou Rony levantando de sua carteira, acompanhado por Harry.
- E VOCÊ NÃO PRECISA DEFENDÊ-LA, WEASLEY!-gritou Draco pro ruivo.
- E nem você precisa.-disse Hermione, os olhos fixos em Snape.-O que foi? O senhor fica desconcertado ao ver seios? Sabe, não são coisas de outro mundo.-perguntou ela, provocando risadas grifinórias.

Até mesmo Neville reapareceu por cima da mesa.

- HERMIONE!-repreenderam Harry, Rony e Draco, o último puxando agora a capa dela para que ela a fechasse.
- A SENHORITA TEM NOÇÃO DE COM QUEM ESTÁ FALANDO?-gritou Snape, estreitando os olhos negros.
- Claro que tem, com um SEBOSO TARADO!-gritou Rony, sem conseguir se segurar.
- Weasley, cale a boca que a conversa ainda não chegou no cortiço.-respondeu o professor, fazendo as orelhas de Rony ficarem violentamente vermelhas.-Cuido de você e do seu amiguinho órfão depois.
- ORA, SEU...-começou Harry, sem sucesso.
- Agora, sua grifinóriazinha vulgar...-foi dizendo Snape, olhando fixamente para ela, voltando a voz fria e letal.-Você sabe muito bem que posso retirar a sua monitoria por esse desrespeito, sabia?
- Você não merece um pingo de respeito. E, aliás, sabia que EU posso te processar por assédio moral e sexual SE NÃO TIRAR OS OLHOS DO DECOTE DELA?-gritou Draco, empurrando Hermione para trás de si, com raiva.
- Vai defender a namoradinha, Malfoy? Pensei que você tivesse pelo menos bom gosto para mulheres. Já te vi com melhores.-respondeu Snape.

Um enorme clima de tensão estava estabelecido entre o professor e o aluno sonserino. Uma tensão fora do normal, já que todos sabiam muito bem que Snape sempre fora o professor preferido de Draco. Mas somente Hermione percebeu o tom de raiva dolorida que a voz do loiro adquirira. O mesmo tom da noite anterior, enquanto ele lhe contava que já tinha sido torturado pela maldição Cruciatus. Havia algo muito errado entre aqueles dois. Errado demais.

- Pode ter certeza, eu escolhi a melhor. Vamos embora, Hermione.-respondeu o garoto, os olhos azuis queimando de uma raiva descomunal.

Hermione aceitou a mão que o “namorado” lhe estendia e se deixou ser guiada para fora da sala do professor de Poções ainda em tempo de escutar Snape dizer:

- Estou vendo que você mudou bastante, Malfoy.
- É, mas você continua o mesmo.-foi dizendo Draco, já na porta.-Pena que eu demorei muito pra perceber que NÃO SE PODE CONFIAR NUM EX-COMENSAL.-ele gritou o final da frase e bateu a porta com tudo, deixando um homem estupefato e a maioria dos alunos assustados com as últimas palavras.

*


Finalmente a última aula do dia tinha terminado, ou seja, a penúltima aula já que todas as últimas estavam canceladas por causa do frio. Hermione saiu de sua aula de Aritmancia, com o uniforme completo e os botões abotoados até o pescoço quando deu de cara com Draco parado ao lado da porta. Ela nem tivera muito tempo de perguntar o que tinha sido exatamente a briga dele com Snape na primeira aula do dia (pois estava na cara que não tinha sido por causa dos botões abertos da camisa dela), pois o loiro a tinha deixado logo depois que saíram da sala com uma desculpa sem sentido. Ela tinha passado todos os intervalos o procurando até que resolveu desistir. Na certa, tinha se enfiado em seu dormitório e só saído àquela hora para vê-la.

- Draco.-murmurou Hermione, indo até ele.-Onde você estava?
- Vem comigo.-murmurou Draco em resposta, puxando Hermione para o lado contrário dos alunos que saíam da sala.

O loiro a levou em silêncio, enquanto Hermione o enchia de perguntas, até um corredor deserto do quarto andar que a grifinória tinha certeza de nunca ter passado.

- Você não vai mesmo responder nenhuma das minhas perguntas? Passei o dia todo preocupada com v...-foi dizendo ela, já de cara amarrada quando o garoto a abraçou com força.

Ok, esse não é o tipo de coisa que um sonserino, um Malfoy faria, mas foi o que Draco fez. E Hermione devolveu o abraço porque percebeu que ele realmente precisava disso. Passaram mais de dez minutos daquele jeito, colados um no outro, sem nem ao menos se mexer. Draco sabia que seria considerado um fraco se algumas certas pessoas vissem-no fazendo aquilo. Abraçando uma grifinória, uma sangue-ruim. Amiga de Harry Potter, inimiga do Lorde das Trevas. Se alguém tivesse dito a Draco no ano anterior que um dia, depois de uma tarde desastrosa e solitária, ele procuraria refúgio em Hermione e tentaria se afogar em seus cachos castanhos, ele não acreditaria. Draco riria da pessoa, dizendo que tal coisa seria impossível. E foi pensando em tudo isso que Draco se soltou da garota, encostando-se à parede.

“Está com uma aparência horrível” pensou Mione, olhando para o garoto em silêncio. Draco conseguira ficar mais pálido do que o normal e sua boca estava meio arroxeada. Apesar do cabelo seco, Hermione teve certeza de que o loiro tinha tomado um banho frio á pouco tempo.

- Qual é o problema, Draco?-perguntou Mione, observando ele olhar pra baixo, cruzando os braços.-Você sumiu e, particularmente, aquela discussão entre você e Snape foi muito estranha. Não que eu não concorde com você, mas...O que quis dizer quando disse que aprendera a não confiar em um ex-comensal?
- Você não entenderia.-resmungou ele, voltando os olhos para os dela.
- Por que não experimenta me contar? Você sempre adorou Snape. Deve ter um motivo muito forte pra ter dito tudo aquilo.
- E tenho. Mas, já disse, você não entenderia.-insistiu o loiro, com a voz mais firme.
- Ótimo, não que contar, não conte.-suspirou Hermione, também cruzando os braços.-Você quer jantar, pelo menos? Pode ter certeza que vou entender se você não quiser.
- Ironia não combina com você, sabia?-questionou Draco, passando um braço pelos ombros dela e começando a andar.-Na verdade, não estou com fome. E também não é uma boa idéia aparecer no Salão agora. Aquele imbecil tirou uns trinta pontos meus e os sonserinos devem estar querendo me linchar por causa disso.
- Jura? Ele retirou quase a metade dos pontos da Grifinória. Além de que acho que não vou ser mais monitora por muito tempo.-ela lamentou, olhando para o distintivo de monitora-chefe: Grifinória no peito com carinho.
- Também, você quase terminou de abrir a blusa na frente dele, Hermione. O que você queria?-perguntou Draco, deixando-se ser abraçado pelo quadril por Hermione.
- Você não vai perguntar o porquê de eu ter dito aquilo?-perguntou ela, aninhando a cabeça no peito do sonserino.
- Não, eu sei reconhecer quando uma garota está de TPM.-Hermione bufou ao escutar aquilo, fazendo-o soltar um risinho.-Se Snape retirar sua monitoria, eu peço dispensa do meu cargo pra te apoiar.
- Ah, claro, prêmio Nobel da Paz para você.-zombou Hermione, percebendo que já estavam em “corredores habitados” novamente.

Tinha um grupinho bem no meio do corredor de corvinais e grifinórios do quinto ano que passou a conversar em sussurros quando eles passaram. Se não bastasse, todos tinham nas mãos uns pergaminhos amarelos que pareciam suspeitos.

- Reparou naquele povo?-ela perguntou assim que passaram deles.
- É, estavam sussurrando. Devemos ser o assunto do dia...De novo.-brincou Draco, sem parecer se incomodar com a quantidade de alunos que começavam a surgir e o fato de todos eles sussurrarem com um pergaminho amarelo nas mãos quando passavam.
- E eu deveria ficar feliz por isso?-zombou Hermione, olhando pra cima.
- Claro, um pouco de fama não faz mal para ninguém. E, também, depois de praticamente oferecer os peitos pro Snape, você não achava que as pessoas não iam comentar, né?
- Aff, eu não ofereci meus...Ah, esquece!-retrucou Mione, nervosa.-E quem discutiu com Snape foi você, não eu.
- E, se quer saber, foi muito bom ter discutido com ele. Será que dá pra gente mudar de assunto agora?-perguntou Draco, levemente irritado pela volta do assunto.
- Claro. O que será que são esses pergaminhos? Parecem folhetos, informativos de alguma coisa.
- É só pegarmos alguns, quer ver?-sugeriu Draco.

Os dois estavam naquele momento descendo as escadas do segundo para o primeiro andar. Na mesma escada, mais na frente, dois secundaristas da grifinória também a desciam e eles também levavam os tais pergaminhos na mão.

- Ei, vocês dois!-chamou Draco.

Os dois grifinórios se viraram e as expressões tranqüilas dos dois garotos se transformaram em assustada quase no mesmo momento.

- Dêem-me um desses pergaminhos que têm nas mãos.-disse o loiro, com a mão livre estendida para os dois meninos, com uma voz tão firme que assustava.
- É, senhor Malfoy, por que? É só uma...-tentou um dos meninos, um moreno que Hermione sabia que se chamava Nicholas.
- Eu disse para me dar. Agora!-exigiu Draco, ainda na voz firme. O garoto começou a tremer nas bases e o loiro teve que arrancar o pergaminho dele e do colega.
- Não precisa ser violento desse jeito.-repreendeu Hermione, soltando-se dele.-Como vão, garotos?-continuou, amável.
- Ah, é? Então dá uma olhada nisso aqui.

Hermione pegou um dos pergaminhos e logo o sangue subiu a sua cabeça. Bem em cima do pergaminho tinha um desenho enfeitiçado. Muito mal feito por sinal, o desenho era um enorme coração com uma caricatura de Draco e Hermione juntos. No desenho, os dois iam se aproximando e então, de repente, aparecia um enorme xis em cima do coração e eles se afastavam. Hermione xingando uns palavrões bem feios e Draco lhe mostrando o dedo do meio. Logo abaixo, vinha um pequeno texto, em letras grandes que dizia:

Olá, cara colega de Hogwarts!

Você acaba de adquirir uma denúncia muito importante!

Como pode ver no desenho, o casal do momento, Draco Malfoy e Hermione Granger, não passa de balela.

Apesar de todo o cuidado e carinho, testemunhas oculares confirmam que, na intimidade, nada disso ocorre. Tudo que eles têm são brigas e mais brigas.

Eles nem ao menos se beijam em público!

Ficou curioso? Pois bem, esse aviso é apenas para alertá-lo.Fique de olho se puder. O que será que Malfoy e Granger querem esconder com esse namoro falso? Investigue! Especule! Descubra! Vamos, juntos, acabar com essa mentira! E libertar Draco Malfoy das garras da grifinória falsa.

Em caso de informações, deixe um recado em pergaminho vermelho ao lado da estátua da Bruxa de Um Olho Só. Obrigada.


Quando terminou de ler, o queixo de Hermione tinha descido uns cinco centímetros. O que era aquilo, afinal? Mais um complô pra acabar com a vida dela?

- Andem logo, seus pivetes. AONDE VOCÊS ARRANJARAM ISSO?-ela gritou, sendo impedida de avançar em direção aos dois meninos por Draco.
- Nós, nós...-tentou o menino Nicholas, assustado.
- RESPONDA! DRACO, ME SOLTA QUE EU QUERO MATAR ESSES DOIS!
- Andem, moleques. Dêem o fora antes que eu desista de segura-la.-avisou Draco, recebendo um chute na canela da Hermione furiosa.-AI! Hermione, SE CONTROLA!

Os garotos não esperaram um minuto antes de darem o fora, sem antes Nicholas murmurar pro outro:

- É verdade, eles só brigam!
- Hermione, Hermione...PORRA, GAROTA, PÁRA DE ME CHUTAR!-gritou Draco, segurando-a com força.-NÃO DEIXE A TPM TE DOMINAR!
- EU NÃO TENHO TPM, MERDA!-berrou Hermione, em resposta, soltando-se. Sorte que Draco tinha um dos pergaminhos na mão porque a grifinória só se acalmou depois de picotar o outro.
- Pronto? Será que dá pra conversar num tom normal agora?-perguntou Draco, depois de perceber que a onda de raiva dela estava passando.
- Dá...QUEM ESCREVEU ESSA MERDA?-perguntou Mione, pegando o outro pergaminho da mão dele.
- Eu disse num tom normal, Hermione Granger! Como é que eu vou saber? Com certeza, um pirado que não tem o que fazer além de cuidar da vida dos outros.-chutou o loiro, pegando o pergaminho de volta.
- Uma pirada, isso sim.-corrigiu Hermione, vermelha.
- Porque UMA pirada?-perguntou o loiro, sem entender.
- Você leu isso direito? Quem escreveu isso, pôs você de vítima na história!”E libertar Draco Malfoy das garras da grifinória falsa!” -repetiu Hermione, ainda mais nervosa.-Como assim “garras”? Minha unha nem é comprida!
- Deve ser uma das minhas fãs que acha que você me enfeitiçou ou algo do gênero.-conclui Draco, com um sorriso sacana.-Mas não fique tão estressada, vai ter que viver com isso o resto da sua vida comigo.
- Malfoy, vai dar uma de bonitão pro espelho, ta legal? Estou dando o fora!-reclamou Hermione, terminando de descer as escadas.
- Ué, aonde você vai? Pensei que íamos ficar um pouco juntos!-reclamou Draco em resposta, indo atrás dela.
- Pois pensou errado! Eu vou visitar Hagrid.
- O meio-gigante idiota? Por que? Tenho certeza de que não é ele a fã que escreveu isso, a não ser, claro, que ele seja gay. Apesar de que, gostando tanto do Potter, só pode ser mesmo.-foi dizendo o loiro, andando atrás de Hermione.-E, a propósito, furar o chão a cada passo que você dá não vai adiantar muita coisa.
- Hagrid é a única pessoa que pode conversar comigo num momento desses sem achar que eu sou louca ou estou de TPM, porque EU NÃO ESTOU!
- Mas, espera aí!-chamou Draco, correndo e parando em frente á ela, impedindo que continuasse andando.-O tal Hagrid nem é uma pessoa, Hermione.
- Se não quiser essa sua linda cara pálida estraçalhada, Malfoy, é bom sair da minha frente. Senão eu juro que vou fazer um estrago tão grande que nem Dumbledore vai poder consertar!-ameaçou Hermione, tirando a varinha do bolso.
- Eu disse alguma coisa? Não, amor, só estou pedindo para não voltar tarde, viu? Está frio e você pode pegar uma pneumonia!-desconversou Draco ajeitando o cachecol vermelho e amarelo de Hermione.-Boa prosa!

E bufando, Hermione foi embora. Draco logo foi atrás, decidindo que jantaria sozinho na cozinha. Não antes, claro, de destruir os pergaminhos amarelos que apareceram na sua frente.

*


Só para constar, Snape realmente levou um pedido de cancelamento do cargo de monitoria de Hermione á Dumbledore com a justificativa de que a aluna era uma garota vulgar e mal-educada. E, claro, só pedia isso por estar pensando no melhor para a sua aluna. Mas, misteriosamente, Hermione não foi chamada para entregar seu distintivo e nem recebeu nenhuma bronca por parte do diretor. Ou ela era realmente sortuda ou Dumbledore estava ficando realmente caduco.

A quinta-feira chegou e foi embora rapidamente. As aulas tinham sido rápidas ou talvez apenas o fato de Draco e Hermione estarem distraídos é que tinha feito as aulas parecerem voar. Os pergaminhos amarelos continuavam em circulação e até mesmo os professores já tinham percebido e pondo diversos alunos em detenção. Mas aquilo não estava mais preocupando nenhum dos dois. Que falassem o que quisessem, dissera Draco, não faria a mínima diferença.

A preocupação voltara a ser o doido e como estava tendo cada vez mais controle sobre os dois. O sonho perturbador tinha voltado naquela noite e Hermione acordara mais doente do que nunca. Draco também voltara no que acontecera com eles no dia em que Madame Pomfrey jogara o vidro de Poção de Amor neles. Por que uma enfermeira teria uma poção proibida em seu local de trabalho? E como poderia ficar tão doida a ponto de jogar coisas nos alunos da escola, inclusive um cheio da tal poção proibida? Outro mistério. Eles tinham feito tanto barulho na noite retrasada e Filch nem aparecera. Justo Filch, que aparecia até quando um alfinete cai no chão depois do toque de recolher. Muito estranho.

Hermione estava absorta em todos esses pensamentos quando Draco lhe disse:

- Eu sei que tudo isso é muito estranho. E é por isso que quero voltar no assunto da viagem de Natal.
- Ah, não, Draco, de novo, não.-reclamou Hermione.

Não dava para não cair na rotina e os dois estavam novamente na biblioteca. O sinal da última aula mal tinha tocado e os dois tinham corrido para a última mesa da biblioteca se encontrarem. As mochilas e pastas estavam em cima da mesa e Draco estava sentado numa das cadeiras. Ele tinha juntado umas cadeiras e Hermione estava deitada nelas, com a cabeça apoiada em seu colo. Uma leve demonstração de carinho pela parte do loiro que agora acariciava de leve os cabelos de Mione.

- Por que não? Com tudo isso acontecendo, o melhor pra você é sair daqui um pouco. Respirar um pouco fora desse castelo.
- Não, Malfoy, eu já disse que não vou com você.-retrucou Hermione, fechando os olhos. Estava com uma terrível dor de cabeça.
- Eu não vou deixar você aqui, sozinha. Não doente desse jeito.-retrucou Draco, bravo e ela reabriu os olhos-Você já se olhou no espelho hoje, Hermione? Ta parecendo aquele caldo verde do jantar de ontem.
- Obrigada pelo elogio. Vou chorar de tanta emoção.-ela zombou, sentando-se.
- Só porque você está meio verde não significa que não esteja bonita.-disse o sonserino, sério.

Hermione se ajeitou, tirando as pernas das outras cadeiras e se sentando na que estava ao lado dele.

- O que quer dizer com isso?-perguntou ela, espantada.
- O que foi que você não entendeu? Que está verde ou que é bonita?-perguntou Draco, também confuso.
- Ah, deixa pra lá.-respondeu ela, balançando a cabeça em negativa sem ver o sorriso que Draco lhe deu.-Bom, é melhor eu ir indo.
- Ir pra onde?-perguntou o loiro, observando-a se levantar.
- Ver Hagrid.
- De novo? Ah, qual é, Granger?
- Não precisa ficar irritado. Eu te vejo no jantar. Hagrid é maravilhoso, mas a comida dele...Enfim, te vejo depois.-foi dizendo ela, pondo a touca e a mochila nas costas.
- Ótimo, vai lá namorar o meio-gigante, vai!-gritou Draco para as costas de Hermione enciumado.

Reclamação que ela devolveu com uma piscadela para ele antes de sumir entre as prateleiras. O loiro balançou a cabeça em negativa ao olhar pro relógio: 18:50. O jantar começava a ser servido ás oito, ou seja, uma hora e dez minutos em que ele ficaria ali, sem fazer nada esperando Hermione voltar da sua seção de psicanálise com o meio-gigante.

- Até aquele imbecil esquelece consegue chamar mais a atenção dessa pirada do que eu. Só posso estar perdendo meu charme.-resmungou Draco, levantando-se.

Espreguiçou-se e foi até a prateleira mais próxima caçar algum livro interessante pra ler durante aquele tempo. Depois de uns vinte minutos olhando perdido para aquele monte de livros, o garoto achou que parecia interessante. “Ao cair da Noite-O Despertar dos Vampiros” era o título. Õ livro não se encaixava em nenhuma matéria específica. Era mais um livro de terror, e fazia parte da seção de literatura estrangeira. Não era nem muito fino nem muito grosso e parecia novo. Draco voltou a sua mesa e se pôs a ler.

Sempre gostara de vampiros. Era a criatura das trevas que mais chamara a atenção de Draco. Quando pequeno, Draco quase sempre pedia para o pai lhe contar história que tivessem vampiros no meio. As de princesas presas por dragões e salvas por príncipes em grifos que sua mãe contava nunca lhe pareceram interessantes. Aos poucos, conforme ia crescendo, Draco foi fazendo uma coleção de livros de vampiros em seu quarto. E eram de todos os tipos, desde contos até a base mágica-científica de como alguém se tornava um vampiro e como saber quando um está por perto. Ele também tinha alguns contos trouxas que, apesar de ganharem na imaginação, perdiam em realidade. Talvez porque nenhum trouxa achasse que vampiros realmente existissem.

A história da estaca de madeira, por exemplo, era apenas invenção. A única coisa que realmente matava um vampiro era a luz do sol. Por serem criaturas amaldiçoadas por Deus, os vampiros só existem e possuem poderes extraordinários por serem “filhos do Demônio”. Tudo se iniciou quando Lúcifer seqüestrou um dos anjos do céu. Mais particularmente, uma anja, chamada Fearn. Fearn era a anja responsável orientação e proteção espiritual dos humanos; os ajudava em suas decisões. Fearn era apaixonada pela vida humana, mas nunca pensara em deixar a eternidade. Compreendia que os humanos eram cegos e não conseguiam enxergar, na maioria, a beleza e grandiosidade do Divino. Sua grande vontade era, se misturar aos humanos, andar, conversar e viver como eles. Claro que isso não era possível. Um anjo não pode se transformar em um humano, e vice-versa, por serem espíritos diferentes. Os anjos são espíritos de luz extremamente mais evoluídos do que os humanos. Enquanto os humanos passam vidas e vidas na Terra para aprenderem lições e engrandecerem seus espíritos; os anjos já nasceram prontos. Sabem tudo aquilo que devem saber. Sabem explicar a maioria das coisas divinas e, aquilo que não os implica, não é questionado.

Quando Fearn foi raptada, tudo o que ela queria era ascender novamente aos céus. Porém, Lúcifer lhe fez uma proposta que ela não pode recusar. Fearn não perderia sua eternidade, ganharia novos poderes e poderia viver em meio aos humanos contanto que concordasse em nunca mais ascender aos céus. Lúcifer era um anjo expulso do céu, simplesmente por querer governar o reino dos céus junto de Deus. E, por esse motivo, Fearn acreditou piamente nele. Nunca se ganha apo negociar com Lúcifer. Fearn recebeu novos poderes medonhos. Ela se alimentaria como os humanos, mas se alimentaria do sangue deles. Ela podia andar entre eles e ainda assim, seria superior porque eles a temeriam como a morte. E Fearn nunca mais poderia ver o sol novamente, pois seria cegada pela luz que um dia fizera parte de seu espírito de luz e os anjos desceriam dos céus para transformar seu espírito, agora enegrecido por Lúcifer, em poeira cósmica.

A raiva de Fearn por ter sido enganada foi tão grande que ela nunca mais voltou ao reino de Lúcifer, apesar de viver todo o resto da eternidade presa á ele. E sua fome por sangue, e a raiva que se apossara dela fizeram que Fearn passasse a transformar humanos em vampiros, também. Quando uma pessoa comum ou um bruxo é mordido por um vampiro, só poderá se transformar em um vampiro se tiver todo seu sangue sugado. Durante um dia inteiro, seu corpo ficará intacto, morto. Então, diabolicamente, esta pessoa despertará e nos dias seguintes sofrerá a dolorosa transformação. Sua pele ficará pálida para sempre, pois seu corpo físico está morto. Os caninos cresceram dolorosamente até se transformarem em presas e, antes que ela possa perceber, já estará sugando o sangue de seres humanos. A transformação não demora a acontecer. O novo vampiro se torna ágil como uma sombra, pode se transfigurar em um morcego sempre que quiser e teme o sol mais do que a Lúcifer.

Quando era pequeno, um dos maiores desejos de Draco era se transformar em um vampiro. Evitava tomar sol a qualquer custo e detestava o verão. Apenas em 1993, em uma viagem á Itália, que ele passou a pensar diferente.

Neste momento, Draco parou de ler e fechou o livro. Gostava de se lembrar daquela viagem. Nas férias do terceiro para o quarto ano, Draco e o resto dos Malfoys passaram quase todo o tempo viajando de uma cidade italiana a outra. Visitaram belos museus e restaurantes bruxos e se hospedaram nos hotéis mais luxuosos que a Itália bruxa podia oferecer. O Draco de 13 anos, porém, detestou toda a viagem. Fazia um calor infernal na Itália e ele tinha ficado com um ar horrivelmente saudável. O garoto só mudou de idéia dois dias antes de voltar para a Mansão Malfoy na Inglaterra. Ele, os pais e avós estavam hospedados na última cidade do itinerário: Veneza. No penúltimo dia de viagem, Draco decidiu que iria passear, sozinho, pela Veneza trouxa. Queria ver como que os trouxas italianos viviam, o que ele tinham de tão diferente. Observou tudo com um enojado interesse. Os barcos e gôndolas nos canais, a música e comida italianas, os cafés nas esquinas, os trouxas e suas conversas estranhas; tudo era muito novo para o pequeno Draco.

Quase no fim do dia, ele entrou em uma pequena igreja barroca a procura de sombra. Estava cansado e com calor e nada melhor que uma construção de pedras para resolver aquilo. Ficou quase uma hora dentro da igreja, tentando desvendar porque os trouxas gostavam tanto de apreciar aquelas estátuas e espantado com a quantidade de ouro que tinha lá dentro. A igreja do lado de fora parecia tão simples! E, por dentro, era lindamente rica e ornamentada. Nem mesmo nos cofres de seu pai, lá no Gringotes, deviam ter tanto ouro assim!

Quando finalmente saiu da igreja, já estava quase anoitecendo. Com pressa, Draco fez todo o caminho de volta, correndo. Apenas quando chegou na ponte que ficava em frente á livraria que fazia conexão com a Veneza bruxa, que Draco foi reparar na paisagem. E ficou estupefato. O sol estava se pondo de maneira espetacular e um inusitado arrebol estava iluminando a cidade. Além dele, muitas outras pessoas pararam na ponte e nas ruas para observar a enorme bola vermelha descer até pousar o canal principal da cidade. Quando aquilo aconteceu, o menino loiro quase acreditou que o sol estava afundando no canal e que, se ele corresse até o horizonte, veria a bola de fogo quase toda dentro da água.

E foi naquele momento que Draco sentiu pena de alguém pela primeira vez. Sentiu pena de Fearn e de todos os outros vampiros, porque eles, apesar de terem toda a eternidade á sua disposição, nunca poderiam ver um arrebol daqueles. Porque, se ousassem sair ao sol, ficariam cegos e seus espíritos seriam transformados em poeira pelos anjos do céu. E aquilo pareceu tão terrível a Draco que quando chegou ao hotel em que estava hospedado coma família e todos o encheram de perguntas sobre onde estava, ele apenas respondeu:

- Não deve ser assim tão legal ser um vampiro. Não poder ver o pôr-do-sol é realmente muito deprimente.

O Draco de 16 anos sorriu ao se lembrar daquilo. Que coisa pra se pensar. Naquele momento, ele ficou se perguntando o porquê de ter querido ser um vampiro por tanto tempo. Pelo menos, depois de Veneza, ele aprendera a ver a beleza do verão. Levantou-se e foi guardar o livro. Olhou no relógio caro de pulso. Ainda tinha vinte minutos até o jantar começar a ser servido. O sonserino resolveu então caçar algum outro livro para folhear durante aquele tempo. Na última parede da biblioteca, á direita da mesa em que estava, tinham três enormes estantes cheias de livros. Em cima, uma plaqueta dizendo “Usados”.

- “Usados” é pouco, isso aqui ta caindo aos pedaços.-ele zombou, observando os livros.

Eram todos muito velhos e detonados e, se tivesse algum livro sobre vampiros ali, seria difícil achar. Os títulos estavam todos apagados pelo tempo. Draco já estava desistindo de olhar para aquele monte de velharia quando um livro chamou sua atenção. Era o último da prateleira do meio, bem lá embaixo, perto do chão. Um livro enorme, bem grosso e pesado. Draco o pegou, observando-o. Os títulos, tanto o da capa quanto o do lado do livro, estavam apagados, e a capa do livro era verde-musgo com umas manchas escurecidas no canto. Um livro normal nestes aspectos. Um velho livro normal. Mas tinha um problema.

O livro estava lacrado. Uma enorme cinta de ferro dava a volta em todo o livro, terminando na parte em que o livro deveria ser aberto. Ali, um enorme cadeado prendia os dois ganchos da cinta, impedindo que qualquer um o abrisse. Draco achou estranho porque um livro lacrado é sinônimo de perigo. No mínimo devia ter feitiços de magia negra dentro. E esse tipo de livro devia ficar guardado na Seção Reservada da biblioteca e não esquecido na prateleira de “Usados”, ou seja, “Joguem no lixo”. Intrigado, Draco voltou a se sentar com o enorme livro e o ficou analisando por uns minutos, vendo se tinha como abri-lo sem abrir o cadeado que devia estar enfeitiçado.

Observação: Draco era tão curioso quanto Hermione era, mas também era medroso.

- É melhor eu guardar esse negócio antes que ele abra, me ataque ou coisa do tipo.-resmungou Draco, pra si mesmo, enquanto passava o dedo de seu anel na cinta de ferro.

E então, inesperadamente, o cadeado se abriu.

- Porra!-praguejou Draco, vendo o cadeado aberto.-Bom, vamos lá, você é um Malfoy. É só um livro. Você não vai morrer se abrir-lo.

Enquanto dizia isso (com algumas breves orações á Merlin no meio), Draco retirou o cadeado com cuidado e o colocou em cima da mesa. Bom, agora era só abrir o livro...Pensando bem, talvez fosse melhor deixar tudo como estava e ir embora. Mas, a curiosidade do sonserino falou mais alto e contando até três, Draco abriu o livro com tudo.

- Seja o que Deus quiser!-murmurou ele, jogando a cadeira pra trás na hora em que abriu o livro.

Como o livro não explodiu nem começou a dançar a macarena na frente dele, Draco resolveu abrir os olhos e ver o que estava escrito nele. E aí, que começava outro problema. Não estava escrito nada no livro! Na verdade, nem um livro direito aquilo era! Era um livro, falso. As folhas estavam cortadas em um perfeito quadrado e, dentro desse quadrado, havia uma enorme chave.

O loiro a pegou na mão e a examinou. Era uma chave grande e antiga e já devia ter sido usada várias vezes porque também estava bem gasta. Também era bem pesada e tinha um número inscrito nela: 7693. Parecia atém mesmo uma das chaves de um dos cofres pertencentes á Família Malfoy em Gringotes...

- Uma chave de Gringotes?-perguntou Draco, pra chave, intrigado.-Mas por que alguém colocaria a chave de um cofre dentro de um livro e o largaria aqui na biblioteca?

Foi aí que percebeu uma carta, em envelope vermelho, colada na capa do livro. Já sem medo, Draco pegou o envelope e o abriu. Sendo vermelho o envelope, com certeza, não era uma carta do pirado. Draco pegou o pergaminho, também bem velho de dentro do envelope e o leu, em voz alta:

- “Creio que sabe da onde é esta chave. Tem minha total permissão para usa-la e usufruir do que encontrar com ela. Boa sorte no que procura. CS.”...CS? Peraí!

E pensando um pouco, Draco matou a charada. E, depois de guardar a chave e a carta dentro do livro, e o livro dentro da mochila, foi correndo para a cabana de Hagrid contar a novidade para Hermione. Agora a garota tinha um motivo pra ir com ele nas férias de Natal...Ah, se tinha!

*


Hermione estava sentada em uma das enormes poltronas de Hagrid, tomando chá e balançando os pés. Hagrid, por sua vez, estava falando sem parar, enquanto andava de um lado pro outro, preparando o jantar para ele, Hermione e Canino.

- E o que você acha, Mione?-perguntou Hagrid, parando com aquela agitação toda.
- Ah, o quê?-perguntou ela, levantando os olhos.
- O que você acha sobre o desaparecimento de tantas ervas bótubras?
- Ervas bótubras?-ela perguntou novamente, corada de vergonha.
- Você não estava prestando atenção, não é?-perguntou o amigo, enxugando as mãos com um pano de prato do tamanho de uma toalha.
- Ah, claro...Que não. Desculpe, Hagrid, eu venho te visitar e nem te dou atenção. Desculpe mesmo.-pediu Hermione, levantando-se.
- Não tem problema. Acho que você veio desabafar, não veio? Não terminou de contar tudo de você e Malfoy ontem, não?-brincou Hagrid, sentando-se na outra poltrona e pegando Canino no colo.

Ela sorriu, envergonhada. A verdade era que, no dia anterior, Mione enchera o saco de Hagrid com toda a sua história com Draco. Na verdade, ela contara a mesma versão para o amigo professor que contara para Harry, só que com mais detalhes. Estava nervosa e, claro, isso ajudou para ela soltar um monte de coisa como beijos e pedaços de brigas que deviam ficar só entre ela e o loiro sonserino.

- Desculpa, Hagrid. Eu sei que isso não tem nada a ver com você e...
- Claro que tem a ver, Hermione.-cortou Hagrid, compreensivo.-Amigos são pra essas coisas. Escutar os outros quando estão com problemas. Até parece que você não lembra daquela vez que quase derrubou a porta aqui da cabana no quarto ano quando eu não queria sair de casa por causa das coisas que aquela vaca da Skeeter tinha escrito sobre mim no jornal! Lembra, ou não lembra?
- Claro que lembro! Skeeter é mesmo uma vaca, não é?
- É, mas não é ela o problema.-disse Hagrid, balançando a cabeça em negativa enquanto batia na cabeça de Canino com carinho.

Hermione olhou pra ele sem saber o que dizer. Como que ela poderia explicar como Draco era estranho? Ela já tinha dito que ele estava meio estranho, que andava triste e etc; mas, se nem ela entendia, como que Hagrid iria entender?

- Olha, Hagrid, o negócio é o seguinte.-ela começou, depois de tomar um gole bem grande de chá.-Eu te disse que Draco é estranho? Ou melhor, muito estranho?
- Você disse que ele era doido.-respondeu Rúbeo.
- Então, é esse o problema. Eu não consigo entende-lo. Ás vezes ele fica super nervoso, aí fica ignorante, então fica triste e, do nada, passa a ser carinhoso. Hoje mesmo, estávamos lá na biblioteca, Draco e eu, e eu disse que estava com dor de cabeça. Não dormi muito bem nessa noite e essa minha gripe ou sei-lá-o-quê ta piorando. Então...Adivinha o que ele fez!
- O quê?-perguntou Hagrid, anotando mentalmente que nunca mais ajudaria garota nenhuma a se entender com o namorado.
- Ele pegou um monte cadeiras, colocou todas alinhadas, fez-me deitar em cima delas e ainda fez o colo de travesseiro pra minha cabeça...Hagrid, ele me fez cafuné!
- Incrível! Também não sabia que Malfoy sabia fazer cafuné também!-riu Hagrid e Canino o acompanhou.
- Hagrid!-exclamou Mione, brava, voltando para a poltrona em que estava sentada.
- Desculpe, Mi. Mas, você não acha que está exagerando um pouquinho?-perguntou o meio-gigante, também tomando chá em sua xícara-balde.
- Exagerando? Como exagerando? Quer dizer o que com isso? Que Draco é um romântico não-assumido que não sabe expressar seus sentimentos?-perguntou Hermione, rápido.
- Talvez.
- Isso é impossível!
- Impossível, é? Há um ano, se eu dissesse que você amaria Draco Malfoy um dia, você diria que era impossível.-corrigiu Hagrid, levantando para pegar mais chá.-E olha aí. Se fosse você, Mione, não diria que isso é impossível porque pode não ser.
- Eu não amo Draco Malfoy!-retrucou ela, fechando a cara.
- Não mesmo, sabe-tudo?-brincou Hagrid, indo bagunçar o cabelo dela.-Agora, vamos mudar de assunto. Você já fez as pazes com Rony ou vocês dois ainda estão insistindo nessa briga ridícula?

TocToc!

- Hagrid, tem alguém batendo na porta.-respondeu Hermione, irritada, passando agora seus pensamentos para um certo Weasley.
- Estranho, ã única pessoa que achei que viesse me visitar hoje seria você. Ainda mais porque já anoiteceu.-disse Hagrid, enquanto Hermione dava de ombros, indiferente.

Hagrid foi abrir a porta e se assustou. Quem estava batendo na porta de sua cabana era Draco Malfoy!

- Ah, Malfoy?-perguntou Hagrid para o garoto loiro que ofegava, vermelho, mostrando que tinha ido até lá correndo.
- Draco?-perguntou Hermione, ao ouvir o nome do sonserino.
- Er, oi.-cumprimentou Draco, olhando para o cabelo desgrenhado de Hagrid, para o enorme pano de prato pendurado em seu ombro e passando finalmente para o balde em formato de xícara naquela mão enorme.-Oi, Hermione.
- Ah, quer entrar?-perguntou Hagrid, praticamente empurrando o garoto para dentro da cabana.-Quer uma xícara de chá?
- O que está fazendo aqui?-perguntou Hermione, levantando-se.
- Er, eu vim te buscar.-murmurou o loiro, ainda olhando meio desconfiado em volta.
- Pra quê? Eu não disse que voltava pra jantar? Você não devia ter vindo.-perguntou Hermione, em voz baixa.
- Descobri uma coisa que tenho certeza que você vai querer ver.-disse ele, completando com um sorriso divertido.

Hermione olhou confusa para ele, sem entender quando Hagrid voltou a chamar a atenção dos dois, entregando uma xícara de chá para Draco.

- Tome, Malfoy. Sente-se. Não quer jantar comigo e Hermione? Estou fazendo um belo ensopado.-disse Hagrid, divertido, sem perceber as olhadas divertidas de Draco para Mione e as confusas dela em resposta.
- Bom, pensei que íamos jantar no castelo, mas...Claro, por que não?-brincou Draco, sentando-se na poltrona em que Hermione estava enquanto a puxava pela cintura para sentar-se no braço da mesma.
- Ótimo, estávamos mesmo falando de você.-continuou Hagrid, mais animado com o bom-humor de Draco.
- Hagrid!-repreendeu Hermione, despertando, e retirando a mão do loiro de sua cintura no mesmo instante.
- É, e o que vocês estava falando de mim?-perguntou Draco, olhando diretamente para Hermione com um ar de “Ah, então você vem pra cá pra falar de mim, é?”.
- Coisas bobas, nada demais.-disse a grifinória, rápido, antes de Hagrid responder.-E, até foi bom você ter vindo...-Mione continuou, retirando a xícara de chá da mão de Draco-Porque eu já estava me esquecendo do horário. Veja como está tarde!
- Tarde? Mas acabou de anoitecer!-reclamou Hagrid.
- É mesmo, Mi, não tenha pressa.-concordou Draco, deixando-a vermelha de raiva. Ela não queria que ele tivesse ido até lá, pois agora ele ia demorar pra ir embora também!
- Não é pressa, é...

Mais um TocToc!

- Puxa, como estou requisitado hoje!-brincou o meio-gigante, indo abrir a porta novamente.
- Malfoy, seu pirado!-sussurrou Hermione para ele.-Você vai ver só quando sairmos daqui...
- Uh, não fale assim que você me deixa excitado, Granger.-brincou Draco, rindo baixinho.

Hermione lhe lançou um olhar assassino para o loiro risonho e fechou a cara.

- Harry, Rony, Gina! Que bom que estão aqui!-exclamou Hagrid da porta, feliz.
- Olá, Hagrid!-disseram cada um dos três, enquanto eram fortemente abraçados pelo gigante.
- Merda, ferrou!-sussurrou Draco, levantando e pegando na cintura da Hermione espantada.
- Venham ver quem está aqui também...-foi dizendo Hagrid, saindo, finalmente, da frente dos três grifinórios e os deixando ver Draco e Hermione.

Um silêncio de enterro caiu dentro da cabana, cortado apenas pelos ganidos de Canino. Hermione ainda estava sentada no braço da enorme poltrona, com a xícara de chá na mão, e Draco estava em pé, ligeiramente abraçado a ela por trás. Já Harry, Rony e Gina estavam alinhados ao lado de Hagrid. Harry, como sempre, no meio dos dois ruivos.

- Oi, gente.-murmurou Hermione, cortando o silêncio.
- Oi.-disseram Harry e Gina juntos, mas Rony apenas fechou a cara.
- Acho que chegamos na hora errada, Hagrid.-resmungou Rony, olhando com raiva pra Draco.-Você já tem companhia.
- Não, claro que não. Vamos jantar todos juntos!-disse Hagrid, percebendo a tensão entre eles.
- Não se preocupe, Ronald, já estamos de saída. Obrigada pelo chá, Hagrid.-disse Hermione, levantando-se e pegando firme na mão do sonserino atrás de si.
- Oras, mas por que?-perguntou o meio-gigante.
- Porque isso aqui começou a feder.-respondeu Draco, com o melhor de seus sorrisos canalhas.
- Ora, seu...-ameaçou Rony, mas Harry o segurou.
- Calma, cara.-sussurrou Harry no ouvido dele.
- Mas obrigada pelo chá.-agradeceu o loiro.
- Bom, está bem. Voltem quando quiser.-foi dizendo Hagrid, enquanto Hermione e Draco sumiam pela porta.

Mione só teve tempo de mandar um tchauzinho para Gina, antes que Draco fechasse a porá com força.

- Você endoidou ou o quê?-perguntou Hermione, soltando a mão de Malfoy e começando a andar na direção do castelo.
- O quê? Oras, eu só estava me divertindo um pouco. Tenho culpa que esses idiotas apareceram?-questionou Draco, andando ao lado dela.
- Não chame meus amigos de idiotas. Harry e Gina nos apóiam. E Rony...Rony é um cabeça-dura.-lamentou Hermione, no final, parando.

A noite estava bem escura e quase não havia estrelas no céu. Uma neve fina caia sobre eles e já estava bem frio, apesar de ter acabado de anoitecer.

- Não fique assim.-disse Draco, mexendo de leve nos cachos dela.-Pense pelo lado bom, você não está mais verde.
- Ah, muito obrigado por reparar.-ela zombou e Draco sorriu de lado, irritado.-Mas, me diga, o que foi que te deixou tão louco a ponto de vir me buscar na casa de Hagrid? Você costuma ficar, no mínimo, a uns dez metros dele.
- E vou continuar. Você reparou no tamanho do pano de prato dele?-perguntou Draco, arregalando os olhos azuis.
- Malfoy!-repreendeu Hermione, batendo o pé com força na neve.
- Ok, ok, não falo mais nada dos seus amiguinhos.
- Então, o que é que você encontrou e quer me mostrar?-insistiu Hermione, cansada.
- Escolha uma mão.-disse ele, estendendo as duas mãos fechadas para ela.
- Escolho a esquerda.

Draco abriu a mão da esquerda, mostrando que estava vazia.

- Xi, errou.
- Então abra a outra, dã!-retrucou ela, mais nervosa.

Draco abriu a direita, igualmente vazia e Hermione partiu para cima dele.

- Ta achando que eu sou algum tipo de idiota, é?-perguntou ela, batendo em seu peito enquanto ele a segurava acima do chão, rindo.-PARE DE RIR!
- Você é muito estressada, querida.-o loiro riu.
- Não me chame de querida.-sussurrou a grifinória, enquanto ele a soltava.

O loiro olhou divertido para ela, tirando a mochila das costas enquanto falava:

- Ok, não te chamo mais de “querida”, querida.
- Grrr.
- Segura, a surpresa é essa.-disse ele, tirando o enorme e velho livro da mochila e dando para ela.
- Um livro? Alguém escreveu “retardada” na minha testa, por acaso, ou você só está me enchendo mesmo?-perguntou a garota, encostando-se à árvore mais próxima.
- Pensei que gostasse de livros.-respondeu ele, dando de ombros.
- Boa noite, Malfoy.-respondeu Hermione, já desencostando da árvore.
- Não, espera.-disse Draco, rápido, prendendo-a na árvore com os próprios braços.-Eu paro de te zoar, só que me escuta.
- Eu tenho outra escolha?
- Não.
- Então, fale logo.-bufou Hermione, rolando os olhos.
- Quando você me largou sozinho na biblioteca, falando sozinho, eu decidi pegar um livro pra ler até a hora do jantar. Procurei e acabei um livro sobre vampiros. Eu já te disse que adoro vampiros? Não, pois acaba de ficar sabendo.
- Draco, não estou ent...
- Claro que não está entendendo, eu não terminei de contar ainda. Aí, eu me cansei do livro e o guardei e resolvi procurar outro. Aí eu fui naquelas estantes de livros usados que ficam do lado da nossa mesa, sabe?
- Claro, gosto de sentar lá por causa do cheiro dos livros velhos...-Draco fez uma cara engraçada, sem acreditar no que tinha escutado.-Aliás, desde quando aquela é “nossa mesa”?
- Então, eu fiquei analisando os livros até que vi esse que está nas suas mãos. E resolvi pegá-lo. E como você deve ter percebido, ele tem uma cinta de ferro e também tinha um cadeado o prendendo, para que ninguém tentasse abri-lo.

Hermione olhou pro livro velho em sua mão, começando a entender.

- Mas, espere...Se ele estava lacrado, então deveria estar na Seção Reservada e não na estante de livros usados.
- Exato. Foi o que eu pensei também… Então eu comecei a ver se tinha como abri-lo sem precisar abrir o cadeado. E, quando já estava quase desistindo, passei o meu dedo de leve na cinta de ferro. O dedo em que eu tenho o anel da minha família. E o cadeado se abriu.-disse Draco, rápido.
- Como?-perguntou Hermione, arregalando os olhos.-O cadeado se abriu?
- É, e dá uma olhada no que tem de tão importante dentro do livro. O motivo de ele estar lacrado.-disse Draco, encorajando-a a abrir o livro verde-musgo.

Hermione respirou fundo e, mordendo os lábios, abriu o velho livro. Observou a chave com cuidado, passou o dedo na inscrição e então levantou os olhos novamente para o loiro.

- Você sabe da onde é essa chave?
- Por que? Você está com uma cara estranha.
- É que...-Mione pegou a chave na mão, levantando-a a altura dos olhos.-Ela me parece familiar. Como se eu estivesse encontrando uma coisa muito importante que não vejo há muito tempo.
- Bom, talvez isso aqui pode explicar essa sensação.-sugeriu Draco, pegando o bilhete que encontrara no livro.-Dá só uma olhada.
- Christine? A chave era dela, então?-perguntou Hermione, depois de ler o bilhete.
- Parece que sim. O livro devia ter algum feitiço para que ninguém, além de mim ou você, o conseguisse abrir. E essa chave...Bom, é uma chave de Gringotes.
- No dia em que Christine desapareceu, ela tinha ido ao seu cofre em Gringotes deixar algumas coisas. E a chave sumiu com ela. Você não acha que...-foi dizendo a grifinória, devagar.
- Que Christine deu um jeito de vir para Hogwarts sem ninguém saber e esconder essa chave num livro para eu encontrar depois de uns trinta e poucos anos? Bom, com esse monte de coisa louca acontecendo, sim, é bem possível que isso tenha acontecido.-terminou Draco, cruzando os braços como se tivesse acabado de inventar a teoria da relatividade.
- Malfoy! Pare de bancar a besta!-riu Hermione, batendo nele de leve.
- Bom, o que importa é que...-começou Draco, abrindo os braços e se afastando dela.- VOCÊ VAI PASSAR O NATAL COMIGO!
- Quase acredito na sua felicidade. Mas...Parece que você tem razão.-riu Hermione, pondo o livro no chão.
- Ah, o que? Acho que eu não ouvi o que você disse!-disse Draco, virando de costas.
- Aff...Eu disse que você tem razão!-disse Hermione, mais alto, ainda encostada na árvore.
- O quê?-cantarolou Draco, ainda sem se virar.
- Eu disse, Draco MALFOY, que você tem raz...-foi dizendo Hermione, se aproximando de Draco pelas costas.
- Ótimo, que bom que você reconhece quem manda na relação.-cortou Draco, virando-se e agarrando Hermione em um beijo.

Por que Draco tinha que beija-la daquela maneira justo quando ela menos esperava? E por que Hermione tinha que ter aquele cheiro e calor irresistíveis que faziam com que Malfoy perdesse o controle e a beijasse assim que tivesse oportunidade?

Os dois foram cambaleando até a árvore, sem pararem de beijar. Hermione já tinha passado os dois braços pelo pescoço de Draco e o próprio Draco se segurava com uma mão na árvore enquanto a outra segurava o queixo de Hermione para que ela não se afastasse dele. Hermione puxava o cabelo do loiro, soltando um ou outro gemido, pouco se importando com a neve ou com frio. Que frio poderia sentir com o loiro colado ao seu corpo? Draco pressionou a grifinória ainda mais na árvore, tentando aproxima-la ainda mais dele. A mão com seu anel saiu da árvore, indo direto para a coxa direita dela que já estava levantada, enlaçando-o pelo quadril. Só se soltaram quando a mão do loiro subiu novamente, parando perigosamente perto dos seios da garota e ela o repeliu, tirando sua mão dali.

- Draco, não.-disse ela, já de olhos abertos, enquanto Draco tentava morder seu lábio inferior.-Pára, a gente vai fazer besteira. Estamos no meio do jardim.
- Então vamos pra sala da monitoria.-disse ele, tentando voltar a beijá-la.
- Draco, eu já disse que não.-retrucou Hermione, pondo a mão na boca dele.-Vamos jantar, ok?
- Ah, qual é, Hermione!-reclamou ele, afastando-se.
- Anda, vamos.-respondeu Mione, sem ligar para a reclamação do sonserino. Estava em um estado muito beta para ligar para ela.

Ela se abaixou, pegando o livro do chão e em seguida, pegou na mão dele andando na direção do castelo.

- Ah, e não faz mais isso.-repreendeu Hermione, sendo enlaçada pela cintura pela mão de Draco.
- O quê?-perguntou ele, com a voz rouca olhando diretamente para a boca vermelha da garota.
- Isso.-respondeu ela, botando a mão na boca dele que estava ameaçando ficar novamente muito próxima da sua.-Não somos namorados. Não pode me beijar desse jeito.
- Mas está feliz?-perguntou Draco, assim que chegaram ás escadas de pedra da porta principal do castelo.
- Claro, arranjamos uma pista. Imagine o que podemos encontrar no cofre da Christine.
- Só isso?-perguntou Draco, ofendido.
- Não! Obrigada por ter ido me buscar e por se preocupar comigo.-completou Hermione, já dentro do castelo.
- Que bom, porque você está ficando verde de novo.
- Malfoy!

*


Aquela era, com certeza, a melhor sexta-feira de toda a Hogwarts. O dia era o mais frio do ano, faltava pouco para os graus ficarem negativos, e todas as aulas tinham sido canceladas. Os alunos estavam livres pelo castelo, aproveitando o dia de folga. Apenas, Harry, Rony e Hermione podiam sentir o que aquele frio tinha de perigosos. Desde que os comensais tinham sido libertados pelos dementadores no verão, os três amigos estavam esperando aquele frio. Apesar de Hogwarts estar cercada por aurores bem preparados e até por, de vez em quando, um ou outro aparecerem dentro do próprio castelo, não era difícil perceber que Voldemort e sua tropa estavam se aproximando cada vez mais do colégio.

Voldemort tinha, junto a si, dementadores, vampiros, lobisomens e vampiros. Hermione sabia muito bem que Hagrid passava a maior parte de seu tempo viajando atrás de gigantes escondidos para tentar impedir que fossem para o lado das trevas e que Lupin fazia o mesmo com os lobisomens excluídos e perigosos. Tudo era parte das missões da Ordem da Fênix. E Hermione procurava se manter informado com Harry sempre que podia, mas não havia grandes novidades. Eles estavam ilhados dentro de Hogwarts sem poder fazer nada contra o avanço de Voldemort. Tudo que podiam fazer era ler o Profeta todos os dias, vendo as manchetes de vilarejos cada vez mais próximos de Hogwarts sendo atacados e a lista de mortos e desaparecidos aumentarem constantemente. Pelos cálculos de Hermione, Voldemort poderia chegar á Hogwarts assim que a primavera chegasse, na melhor das hipóteses.

E era exatamente me tudo isso que a grifinória estava pensando naquele exato momento. Por causa da folga, ela tinha se refugiado na maior sala de estudos do castelo, a do segundo andar. A sala estava lotada de alunos, enrolados em cobertores pelo chão, cadeiras, mesas e sofás. Pirraça também estava lá, jogando confetes em todo mundo e cantando músicas natalinas pornográficas. Hermione tinha arranjado um ótimo lugar num sofá duplo vermelho bem em frente a uma das duas enormes lareiras da sala e estava entretida analisando os profetas dos últimos dias já que Draco nunca a deixava ler um inteiro. Faltava pouco para as quatro da tarde e o loiro sumira dizendo que precisava ir ao corujal enviar uma carta para a mãe.

Os dias tinham passado todo o dia discutindo como fariam para ficar juntos durante as férias. Hermione se recusava a ir para a Mansão Malfoy e Draco não queria deixar que ela ficasse sozinha em casa, já que os pais dela estavam na Rússia. No final, combinaram que iriam os dois para a casa de Hermione e que, durante as férias, eles passariam um dia inteiro na casa de Draco para que ele pudesse visitar a mãe. Draco tinha ido ao corujal entregar a carta que escrevera para a mãe, inventando que teria de passar as férias na casa de uma amiga para fazer alguns trabalhos extras e, insinuara, sem contar á Mione, que estava ligeiramente interessado na garota e que a levaria em casa para que a mãe a conhecesse. Já Hermione nem tinha começado a escrever a própria carta para os pais. Sempre tivera um enorme problema para mentir e não conseguia pensar em nada além de um “Mamãe e papai, não fiquem bravos, pois vou levar um Malfoy para passar as férias comigo, em casa. Não se preocupem, ele ainda não é um Comensal. Beijos dessa filha que os ama, Hermione.”

Ainda estava indecisa no que escrever, com um monte de pergaminhos amassados no meio dos profetas quando Draco voltou, branco feito um papel, com uma barra de chocolate debaixo do braço e duas canecas enormes de chocolate quente com chantilly nas mãos.

- Ainda não escreveu a carta?-perguntou o loiro, sentando-se ao lado dela e se cobrindo com o cobertor de Hermione.
- Desculpe se não sou tão boa para mentir para meus pais como você é para sua mãe.-retrucou Hermione, largando a pena e os pergaminhos e pagando o chocolate que o sonserino lhe oferecia.-Obrigada.
- Oras, é só usar a mesma desculpa.
- Só que sempre passo as férias com eles ou com os garotos na casa de Rony. Eles não vão entender porque quero passar as férias sozinha, com um garoto, na minha casa, fazendo trabalhos extras.
- Bom, então escreva aí que sou seu namorado e pronto.-respondeu Draco, abrindo a barra de chocolate pegando um quadradinho para si.
- Ah, claro. Aí eles voltam da Rússia correndo para saber o seu tipo sanguíneo.
- Você não pode ter pais tão protetores assim.
- Pode acreditar, eu tenho.-murmurou Hermione, olhando para a lareira.

Draco olhou de soslaio para Hermione, percebendo o quanto ela estava quieta. Pegou um quadradinho de chocolate e lhe ofereceu. Hermione olhou para ele e sorrindo, agradeceu.

- Obrigada.
- Você está muito quieta. Qual o problema?-perguntou o loiro, afastando uma mecha de cabelo que estava em seus olhos azuis.
- Você vai achar besteira, mas...Estou com medo.-murmurou Hermione, tomando um pouco mais do chocolate.-Voldemort e os comensais estão chegando cada vez mais perto de Hogwarts. Estou com medo de que eles conseguiam entrar, Draco. De que as pessoas que eu amo morram.
- Não acho que deva ficar tão preocupada assim.-disse Draco, puxando-a pra perto de si e abraçando-a.
- Por que diz isso? Sabe de alguma coisa?-perguntou Hermione desconfiada.
- Eu, claro que não!-respondeu Draco, rápido, beijando a cabeça de Hermione.-Que besteira! Só que, caramba, não vai acontecer nada, Hermione.
- Você sabe muito bem que Hogwarts não é mais segura á muito tempo, Malfoy. Se fosse, não estaríamos passando por tudo isso. Tem gente perigosa nesse castelo e eu realmente espero que o nosso doido seja o único e que, por Merlin, não tenha nada a ver com Voldemort.
- Ta, ta bom. Chega desse assunto e come.-cortou Draco, lhe dando outro quadradinho de chocolate.-Ops, grifinórios a vista.

Hermione olhou pra porta e se encolheu mais nos braços de Draco. Todo o sexto ano grifinório tinha acabado de entrar na sala. Harry conversando com Gina, Lilá e Parvati com Simas e Dino e Rony com Neville. Claro que quando entraram, todos olharam para Draco e Hermione e vice-versa. As garotas os cumprimentaram de longe, Harry acenou para Hermione, os garotos apenas ignoraram e Rony teve uma enorme vontade de partir pra cima de Draco, correspondida pelo sonserino que abraçou Hermione ainda mais.

- Draco, para! Você vai me sufocar desse jeito.-reclamou Hermione, tentando se soltar.
- Desculpe.-murmurou ele, com os olhos fixos em Rony.

O grupo foi se sentar perto dali em uma mesa que acabava de ser desocupada e Draco retirou os olhos azuis deles, voltando-os a Hermione que estava se entupindo de chocolate.

- Ei, para! Você vai comer tudo!-reclamou Draco, tirando a barra de chocolate da mão de Hermione.
- Hum, sem-graça!-resmungou Hermione, lhe mostrando a língua.-Anda, vai! Me solta. Tenho que terminar de escrever a carta para os meus pais.

Draco soltou apenas um braço de Hermione, agora a abraçando pelos ombros e resolveu ajuda-la na bendita carta. Ficaram quase meia-hora escrevendo e riscando até que a carta ficou perfeita.

- Você não insinuou que gosta de mim.-resmungou Draco, pondo a xícara vazia de chocolate no chão.
- É claro que não. Senão meu pai me mandaria um cinto de castidade de presente de Natal.-reclamou Hermione, fechando a carta e colocando dentro de um envelope que tinha levado consigo.
- Tem razão...Senão o que nós faríamos de noite para nos divertimos, não é?-sussurrou Draco, com sua voz rouca no ouvido dela.

A garota ficou vermelha como um pimentão, sem saber o que responder. Só de pensar em Draco e ela fazendo...Ai, a deixava totalmente arrepiada. E ela se detestou por sentir isso.

“Tarada, tarada”.

- Ta pensando em quê?-perguntou Draco, divertido.

“Em como eu sou uma puta tarada!”

- Em como você é idiota.-respondeu Mione, sem ousar olhar para ele.
- E por que está vermelha desse jeito?-perguntou Draco, pegando um quadradinho de chocolate para si.
- Por, por nada...-respondeu Hermione, confusa.-É, é melhor eu levar a carta até o corujal, não é?-perguntou ela, tentando levantar.
- Não vai terminar de comer o chocolate?-perguntou Draco, rápido, impedindo que ela se levantasse.

Aquela movimentação de Hermione tinha chamado a atenção de quase todos dentro da sala e o sonserino tinha que segura-la ali para que as pessoas parassem de olhar.

- Ok.-respondeu ela, pegando o último quadradinho de chocolate.
- Ei, esse é o último?-perguntou Draco, ao ver a embalagem vazia.
- É, é o último.-respondeu Hermione, levando o chocolate á boca.
- Ah, divide comigo.-pediu Draco, segurando o braço dela para que não comesse o último pedaço do chocolate.
- Ah...Não!-respondeu Hermione, rindo, tentando se soltar dele.
- Ah, você não vai negar isso ao seu namorado, vai?-brincou Draco, fazendo biquinho.
- Ah, vou sim...Quem é que manda na relação agora?-perguntou Hermione, achando graça e colocando o pedaço de chocolate entre os dentes.
- Eu.-respondeu Draco, simplesmente, puxando-a para si em seguida.

Draco mordeu o pedaço do chocolate que estava fora da boca de Hermione, selando-a com um beijo. Se cada um dos dois não se desligasse cada vez que se beijassem, teriam escutado os cochichos que surgiram na sala. Mas, simplesmente, não dava para escutar. Draco sentiu-se no céu ao tocar os lábios de Hermione daquele jeito. Nunca se sentira daquele jeito com ninguém. Sentia a garota mole em seus braços e, se não fosse forte, ficaria do mesmo jeito. Mas as pernas bambas não eram características só de Draco. Ser pega daquele jeito tirara toda a pouca força que Hermione tinha e se não fosse pelo braço de Draco segurando fortemente ao seu corpo, já teria desabado em cima dele. O gosto do chocolate derretendo em sua boca junto da boca de Draco a deixava louca. Todo seu corpo tremia em contato com o dele, seu coração batia acelerado junto do dele. Não importava quantas vezes se beijassem, cada vez parecia única e inexplicável. Como se fosse a primeira e a última vez, da maneira mais carinhosa possível. Não importava se, na verdade, não eram realmente namorados. Ou que todos estivesse olhando. Ali, naquele momento, eram apenas Draco e Hermione. Ou talvez, nem isso. Eram apenas um só, partilhando de um único sentimento. E se amor era o nome que davam á ele, os dois o aceitavam sem questionar.

Quando finalmente, a necessidade de respirar veio á tona e o sonserino e a grifinória se separam, foi como se despertassem de um sonho. Hermione olhou fundo nos olhos de Draco, uma das mãos dele ainda segurando delicadamente seu rosto, e viu aquela mesma chama de paixão pedindo para ser re-acesa junto com um brilho lindo. Draco também viu aquele brilho inexplicável e deu um dos seus raros sorrisos verdadeiros ao dizer, ainda com o rosto a milímetros do de Hermione, enquanto acariciava a bochecha dela de leve.

- Hum, que delícia. Temos que fazer isso mais vezes.

Hermione sorriu em reposta, envergonhada, e olhou em volta. Todos estavam olhando para eles, com idênticas caras de tacho. Rony, então, conseguira ficar mais vermelho do que nunca em toda a sua vida e Gina e Harry sorriam compreensivos, apesar de um leve nojo ao ver aquela cena.

- Ai, caramba, ta todo mundo olhando pra gente.-murmurou Hermione, ficando totalmente vermelha.
- Deixa olharem...É inveja. Afinal, você está vendo um casal mais bonito que a gente aqui?- brincou Draco, abraçando Hermione fortemente.
- Ai, Draco, não fala besteira, vai!-reclamou Hermione, soltando-se dele por causa do pouco de razão que tinha.

E também porque os corações dos dois ainda estavam batendo acelerados, pedindo por um novo beijo.

- Anda, temos que entregar essa carta e falar com McGonogall antes do jantar.-continuou Hermione, levantando-se enquanto pegava a carta que estava esquecida em seu colo.
- Sim, senhora. Seu desejo é uma ordem.-disse Draco, batendo continência enquanto levantava, dando-lhe um selinho em seguida que só serviu pra deixar a grifinória mais vermelha.

Ele a puxou pela mão para fora da sala, sendo atingidos por uma enorme lufada de confetes de Pirraça, que disse:

- Aos noivos pervertidos! Que foi, aluninhos? VOLTEM A CUIDAR DAS SUAS VIDAS!

E ainda ouviram um monte de gente reclamando que Pirraça agora os atacava com os confetes, voltando a cantar suas pornografias natalinas.

- O que foi que eu te disse sobre nunca mais fazer esse tipo de coisa?-perguntou Hermione, sem contestar, porém, o abraço possessivo que ele lhe deu assim que saíram da sala.
- Que tipo de coisa?-perguntou Draco, com voz inocente.
- Tipo, por exemplo, me beijar desse jeito. Justo quando eu não estou esperando.-ela respondeu, encostando a cabeça no peitoral do loiro enquanto andavam.
- Ah, isso? Tudo bem, da próxima vez eu aviso!-brincou Draco, rindo.

Hermione apenas bufou em resposta e deixou que o sonserino a guiasse até o corujal. Nunca pensara que um dia, no meio da guerra, poderia se sentir tão bem assim. Ainda mais com ele, Draco Malfoy. Nunca pensara em como poderia se sentir aquecida por alguém apesar do frio sobrenatural que fazia. Na verdade, de que frio mesmo estava pensando?

Ela enviou a carta para os pais através de uma das corujas do próprio castelo e acompanhada do garoto, desceu até a sala dos professores, atrás da Profª McGonogall. Os dois foram conversando sobre os mais diversos assuntos. O que poderiam encontrar no cofre de Christine, como estaria a tensão da guerra fora dos muros de Hogwarts, se a cama do quarto de hóspedes da casa de Hermione era de casal, se Draco veria uma tal de gelo-cadeira pela primeira vez...

- O que vamos usar no baile?-perguntou Draco, de repente, cortando a correção de “gelo-cadeira” para “geladeira” de Hermione.
- Como assim...O que vamos usar?-ela perguntou, sem entender.
- Oras, é um baile a fantasia. Nós vamos juntos, logo temos que ir combinando, certo? Eu não vou de pirata se você for de coelhinho da Páscoa, Hermione!-respondeu Draco, gesticulando com a mão que não a abraçava pela cintura.
- Você, por acaso, está me convidando para ir ao baile, Draco Malfoy?-perguntou Hermione, parando no meio do corredor, sorridente.
- Não, pensei que já estava claro de que iríamos juntos.-respondeu ele, também parando e se aproximando dela.-Ou você achou que eu iria querer com alguém além de você?
- Ah, bem...-tentou Hermione, ficando vermelha...”Por que ele tem que ser tão fofo ás vezes?” -Não sei. Você talvez quisesse ir com a sua bonequinha de porcelana ou, quem sabe, com a tal Julie que encontramos na frente da Sonserina.
- Por que eu faria isso se você é mais bonita que elas?-perguntou Draco, acariciando o queixo dela de leve. “Porque ele simplesmente pode.” - Você não iria com aquela anta do Briggs, iria?
- Quem sabe...Na verdade, depois de falar com McGonogall, estava pensando em procurá-lo. Queria saber como ele está depois da briga de vocês dois.-disse Hermione, sincera, recomeçando a andar.
- Se ele já estiver bem, me avise.-respondeu Draco, calmo, mas sem se mexer.
- Por que? Você vai pedir desculpas para ele por aquele comportamento pré-histórico?-perguntou Hermione, parando novamente e olhando para trás.
- Não, vou bater mais nele. Nos vemos depois.-e com uma tremenda cara emburrada, Draco lhe deu as costas e foi embora.

E Hermione até ficaria chateada se a idéia de Draco ter ciúmes dela não a deixasse tão feliz. Fez o resto do caminho sozinha e logo chegou á sala dos professores. Torcendo para que não estivesse muito cheia, ela bateu na porta, abrindo-a em seguida.

Todos os professores, até mesmo aqueles com quem Hermione não tinha aulas; e Dumbledore estavam lá. Tinha acabado de interromper uma reunião docente.

- Ah, me desculpem.-pediu ela, ao ver todos os professores olharem para ela.-Acho que interrompi a reunião dos senhores.
- Claro que não, srta. Granger.-disse Dumbledore, amavelmente.-Entre, por favor.
- Obrigada, professor.-agradeceu Hermione, entrando e encostando a porta.
- Pelo menos desta vez, sua blusa não está aberta.-disse Snape, em alto e bom som.

Hermione ficou vermelha, sentindo o olhar de alguns professores confusos sobre si e continuou, ignorando o comentário.

- Eu queria pedir, por favor, professor, que a minha presença no castelo durante as férias fosse cancelada.
- A senhorita resolveu viajar, srta. Granger?-perguntou McGonogall, que sabia muito bem que Hermione ia ficar no castelo.
- Sim, resolvi.-respondeu a grifinória, respirando fundo.-Minha avó adoeceu e minha mãe, que está fora do país, pediu para que eu fosse ficar um pouco com ela.-e sorriu no final, disfarçando seu nervosismo por contar uma mentira tão deslavada como aquela.
- Bom, se sua avó está com problemas, é claro que pode ir para casa.-respondeu McGonogall, apesar de ter estreitado os olhos para Hermione por um instante.
- Exato. Minerva, depois avise á Filch que a srta. Granger irá para casa amanhã com o resto dos alunos, por favor.-pediu Dumbledore a colega, ainda olhando amavelmente para a garota.
- Obrigado, diretor. Obrigada, professora. Eu já vou, não vou atrapalha-los mais.-respondeu Hermione, feliz por sua mentira ter colado.-Com licença.
- Ah, srta. Granger?-chamou o diretor, enquanto Hermione abria a porta.-Espero que consiga encontrar o que está indo procurar.-e terminou com aquela mesma expressão estranha de quando havia brindado a Draco e ela na primeira noite que apareceram juntos no jantar.
- Ah...Obrigada.-respondeu Hermione saindo apressada.

Parecia até mesmo que Dumbledore sabia tudo o que estava se passando com Hermione e Draco. Mas, o que ele podia saber? E por que olhava para ela daquela maneira? Não querendo mais mistérios para sua cabeça, Hermione percebeu que o melhor que podia fazer era ir arrumar suas malas.

*


Olhou-se no espelho e bufou. Mais uma noite horrível e as olheiras pareciam mais fundas do que nunca. Irritada, Hermione foi pegar a roupa que separara para usar naquele sábado. Eram apenas seis da manhã e o único consolo da garota era que tinha quase duas horas para se arrumar antes de descer e encarar Draco. Os dois tinham se visto no jantar, claro, e Draco até estava mais tranqüilo e voltado a ser o Malfoy carinhoso e fofo dos últimos dias quando eles se encontraram com Mark quando saíam do salão.

Conclusão: mais uma discussão feia saíra, mas inexplicavelmente, Draco não quisera bater no corvinal daquela vez. Talvez porque o moreno ainda estivesse com o olho muito roxo. E, isso é muito estranho, porque tudo que um Malfoy não é, é solidário.

Para piorar, Hermione brigara com ele por implicar com corvinal e a noite terminara com cada um indo para um lado, de cara amarrada. Não que Hermione não achasse que faria as pazes com o loiro de um jeito ou de outro, mas ela tinha acordado com uma terrível necessidade de ser a garota mais bonita do colégio porque tinha certeza de que Draco daria o troco lhe fazendo ciúmes com alguma garota.

- Mas como ficar bonita com essa cara de morta?-estressou-se Mione, já vestida.
- Ah, Hermione-e! Não começa, você é linda, tem um namorado lindo e está num rosa-bebê lindo.-retrucou Parvati, sentada em sua cama com cara de sono.
- É isso mesmo! Não reclama!-concordou Lilá, escondida debaixo das cobertas.

Hermione tinha feito tanto barulho andando de um lado para o ouro e abrindo e fechando sua mala toda hora que acordara as duas colegas preguiçosas. Passara quase meia hora decidindo o que vestiria. A verdade é que a garota nunca se importara realmente com sua própria aparência. Não que ela não se preocupasse ou não fosse vaidosa. Como sua mãe costumava dizer, só o fato de ser mulher já transformava qualquer uma em uma paranóica pela própria aparência.

A verdade é que ela só passara a se arrumar mais a partir de seu terceiro ano, uma característica natural da menina que aos poucos se descobre mulher. Sempre dispensara maquiagem, nada mais que um simples batom. A grande preocupação sempre fora os cabelos que, com poções e tratamentos, deixara de ser volumoso para se tornar uma bela cascata de cachos castanhos. A única real ocasião em que a grifinória se maquiara e se arrumara fora no baile de inverno do quarto ano. E a verdade que toda sua produção nem fora mesmo por Vitor Krum e sim, por Rony. Ela se lembrava muito bem que lá no fundo só se arrumara daquela maneira para se mostrar para o ruivo como a garota que era e como queria ser vista por ele. Mas, vaidade nunca tinha sido realmente seu forte. Só naquele ano, naquele mês frio de Dezembro que aquela preocupação com sua aparência aparecera. E dessa vez, era por Draco. Não que ela não se sentisse bem quando se arrumava. Hermione tinha se convencido, finalmente, de que era bonita e que sozinha era feliz, e se bastava. Mas, também era insegura, por mais que detestasse admitir isso. Era insegura, pois sabia muito bem que Draco podia se interessar por outra garota a qualquer momento. Ele sempre fora o tipo de garoto que as meninas vêem como príncipe encantado, apenas, porém, por sua beleza e riqueza. E, cá entre nós, o sonserino adorava tal fama. Apenas Hermione via-o de maneira diferente. Ele não era um príncipe encantado para ela e sim, um porto seguro. Um lugar em que ela podia se agarrar apesar de tudo. Era isso que Draco Malfoy se tornara naquele mês de Dezembro para ela. E ela não queria perdê-lo. E, por isso, como diziam Parvati e Lilá, ela tinha que correr atrás. E ficar bonita era um desses passos, mesmo Hermione não achando que fosse o quesito mais importante.

Tinha decidindo-se, finalmente, por uma calça jeans escura, bem cortada, com uma meia calça por baixo para não congelar de frio. Botas pretas com um salto médio, por dentro da calça, e uma gola olímpica de um rosa forte. O casaco também era rosa, de um tom bem suave, e a touca de crochê francesa, do mesmo cor-de-rosa do casaco, fechava o visual. Simples, mas requintada. Mas, as olheiras que eram o drama! Não se importava com a pele pálida, ou com a boca ligeiramente rachada por causa do frio. Hermione só se importava com as olheiras...Por que justo naquele sábado elas tinham que estar tão mais fortes e horríveis do que nunca?

- Só que olha pra mim...Vocês conseguem ver essas marcas negras enormes debaixo dos meus olhos, hem, conseguem?-perguntou Hermione, sentando na cama de Lilá e puxando as cobertas que a cobriam.
- Mi, passa aquele corretivo ali, ó. Ele é mágico. Aposto que apagaria até a cicatriz do Harry se ele passasse no rosto.-disse Parvati, já de pé, com o tal corretivo na mão.
- Ok.

A garota passou o tal produto que sortiu efeito rapidamente. Fazia tanto tempo que não via sua carinha sem nenhuma marca preta! Para finalizar, passou um gloss bem de leve na boca cor de cereja e deu mais uma ajeitada nos cabelos soltos.

- E depois fala que não é bonita.-resmungou Parvati, voltando do banho só de toalha.-Acorda, Lilá!
- E o que eu faço agora?-perguntou Hermione, sentada feito índio na própria cama.
- ESPERA!-gritou a loira, saindo finalmente da cama, estressada por não ter completado as oito horas necessárias do seu sono-de-beleza.-Ninguém mandou acordar de madrugada. Tudo bem que o Malfoy é um príncipe raro e que aquele beijo que ele te deu na sala de estudos foi o mais apaixonado que eu já vi na vida, mas...DÁ PRA PARAR DE EXAGERAR?

Mione só mostrou a língua para a loira e olhou pro relógio pela décima vez. Sete e quinze.

- Daqui quinze minutos eu desço.. Se eu demorar muito a garota que Draco vai usar para me provocar pode beija-lo.
- E não seria necessariamente a força.-concordou Parvati, se maquiando.

Várias imagens começaram a aparecer no cérebro da garota. Draco em uma banheira de espuma com uma ruiva. Draco no jardim se amassando com uma loira oxigenada. Draco com uma morena terrivelmente parecida com Agatha em cima da mesa do Salão Principal...Draco num harém, num maldito harém cheio de garotas lindas e fúteis!

- AH! Eu vou ficar doida desse jeito!-gritou Hermione, levantando-se. Tinha que ver o loiro de qualquer jeito. E, de preferência, colocar uma coleirinha naquele pescoço safado dele.
- Mas, Mione, são só sete e dezoito!-reclamou Lilá, tirando toda a roupa da própria mala para achar uma gola olímpica azul para “destacar seus olhos de turquesa.” -Onde foram parar os quinze minutos?
- Em um lugar nada agradável de Draco Malfoy.-respondeu Mione, quase rosnando.

E, sem escutar as duas amigas, pegou sua mala de carrinho, a cesta de Bichento já com o gato dentro e,claro o tal corretivo milagroso, e saiu do quarto.

*


Draco se espreguiçou, incrivelmente disposto. Já estava pronto e se achando totalmente irresistível analisando seu reflexo no espelho. Calça de veludo negro, suéter negro de gola role, sapatos lustrosos, sobretudo negro e óculos escuros para completar o visual. Irresistível, sem dúvida.

Agora, era só descer e olhar de relance para algumas garotas. Logo todas estariam a seus pés e Draco as esquentaria até começarem a sugerir encontros ligeiramente pervertidos.

- Então, CABUM! Hermione aparece e vai armar um barraco tão grande que nunca mais vai poder dizer que sou pré-histórico. Vamos ver como minha querida grifinóriazinha se sente ao me ver com um harém á minha volta.-disse o loiro para o próprio reflexo, com seu famoso meio-sorriso.

Pegou a enorme mochila, que devia ter roupas para um mês e saiu do dormitório, deixando Crabbe e Goyle hibernando. Logo que desceu, Draco deu de cara com Sharon Bertram, uma bela loira do quarto ano com incríveis olhos verdes.

- Bom dia, Draco.-disse ela, sentada em uma das poltronas da masmorra, enrolada em um chique casaco marrom de peles.
- Bom dia, Sharon.-respondeu Draco com um de seus melhores sorrisos safados indo em sua direção.-Precisa de ajuda com a mala?
- Preciso de um cavalheiro.-respondeu a loira, levantando-se.
- Então, está com o cara certo.-completou Draco, pegando a mala dela com a mão livre enquanto a garota lhe dava um beijo estalado na bochecha.
- Não tenho dúvidas.-concordou Sharon, piscando um dos olhos verdes para o sonserino.

Draco saiu da Sonserina junto da loira e até o Salão Principal conseguiu juntar mais cinco belas garotas para corteja-lo. Acabava de dar ás sete horas e o sonserino teve certeza de que conseguiria pelo menos mais duas fãs até Hermione aparecer. O loiro foi com seu cortejo até a mesa da Sonserina, que já estava um pouco cheia, apesar de ainda ser cedo para o café da manhã, e sentou-se em cima da mesa. Sharon e uma morena lufa-lufa chamada Helen sentaram-se ao lado dele, em cima da mesa, e o resto das garotas ficou em volta, formando uma meia-lua em volta dele.

- Ah, Draco. É realmente uma pena que você esteja namorando.-lamentou uma corvinal morena do quinto ano, Luise.
- É, quem diria que um dia Draco Malfoy resolveria assumir caso sério com uma garota.-completou Selina, sétimo ano, Sonserina.
- É, e com uma garota só.-acrescentou Sharon, acariciando um dos joelhos de Draco.
- Garotas, garotas.-lamentou Draco, olhando especialmente para cada uma delas.-Vocês sabem muito bem que a vida é assim. Mas, não fiquem assim, afinal...Eu ainda não estou casado.
- E mesmo se estivesse, não se tornaria um santo.-riu Julie, a outra loira sonserina que Hermione vira alguns dias atrás.
- É claro que não. Senão, não seria um Malfoy.-completou Draco, olhando para a porta do salão, esperançoso.-Seria um grifinório imbecil.

A maioria das garotas era sonserina e riu da pequena graça de Draco. Logo, quase todas estavam próximas dele e uma delas, Mary Foster, já tinha puxado uma cadeira e estava sentada praticamente no meio das pernas de Draco. O loiro conversou com as garotas por mais alguns minutos. Elas se insinuando e ele apenas pedindo desculpas cavalheiras, sem deixar de pôr o seu charme Malfoy a cada jogada do cabelo dourado para trás. Draco já estava ficando de saco cheio daquilo tudo e o relógio já estava marcando sete e doze quando Helen disse:

- Meninas, tive uma idéia.
- Qual?-perguntaram várias, ao mesmo tempo.
- Simples. A tal adorada Granger do nosso Draquinho aqui ainda não apareceu e o pobrezinho ainda não deve ter recebido nenhum presente de Natal.
- É, ainda não recebi nenhum.-concordou Draco, risonho.
- Então, o que vocês acham de nós todas darem um presentinho para o nosso loiro preferido?-sugeriu Helen, olhando perigosa para Draco.
- Hum, gostei dessa idéia.-concordou Selina, mordendo os lábios de uma forma que trouxe Hermione a mente de Draco.
- Não acho que seja uma boa idéia garotas. Vocês não sabem como minha namorada pode ficar brava ao me ver com outra garota. Imagine com sete!-disse o loiro, rápido, percebendo que a coisa estava ficando perigosa.
- Xi, será que Draco Malfoy está com medo da namoradinha sabe-tudo?-questionou Julie, fazendo as companheiras rirem.
- Aposto que o Draco Malfoy que algumas de nós conhecemos não está assustado.-corrigiu Mary Foster, com uma das mãos próxima a virilha de Draco.
- É, em uma masmorra escura com alguns carinhos de cada uma de nós, aposto que ele vai se animar.-concordou Sharon.
- E eu aposto que ele não ficaria, porque os meus carinhos bastam.

Todas se viraram para trás, deixando Draco olhar para uma linda Hermione com o meio-sorriso mais confiante que ele nunca vira em seu próprio rosto.

*


Hermione conseguiu descer todas as escadas que a separavam do Salão Principal pela metade do tempo normal em que faria isso. E ela nem parou para pensar em como fizera aquilo. Logo se vira na frente da enorme porta do salão. Este já estava cheio de gente, todos sem uniforme, apenas esperando o café ser servido para poderem ir embora.

O estranho era que Draco não estava no lugar onde eles costumavam sentar-se à mesa da Grifinória. E, para completar, um grupo de garotas estavam reunidas na mesa da Sonserina em volta de alguém ou alguma coisa que Hermione não conseguia ver. O inusitado era que as mesas da Grifinória e da Sonserina são uma ao lado da outra e por isso, somente por isso, Hermione escutou a voz de loiro no meio das garotas dizer enquanto ela se aproximava:

- É, ainda não recebi nenhum.

Pelo tom da voz, o loiro estava concordando com uma das garotas. Parecia que o loiro tinha realmente feito o que Hermione estava suspeitando desde a noite anterior. Tinha arranjado um monte de garotas para bajula-lo, só para lhe provocar ciúmes. “Mas, tudo bem.” Pensou a grifinória enquanto se aproximava cada vez mais do grupo, enquanto escutava a proposta de Helen com raiva.”Eu não vou me alterar. Vou tirar de letra e esse loiro filho da puta não vai conseguir ver o showzinho que está esperando”.

A garota conseguiu ficar bem atrás das outras meninas, sem ser percebida, e escutou uma delas dizer:

- Aposto que o Draco Malfoy que algumas de nós conhecemos não está assustado.
- É, em uma masmorra escura com alguns carinhos de cada uma de nós, aposto que ele vai se animar.-concordou outra, e Hermione se segurou para não pular no pescoço da tal.
- E eu aposto que ele não ficaria, porque os meus carinhos bastam.-disse a grifinória, em alto e bom som.

Todas as garotas viraram-se para trás, assustadas com a voz e Hermione pode vislumbrar o sonserino sentado em cima da mesa ladeado de duas garotas, com mais uma sentada em uma cadeira bem no meio de suas pernas. É, ele tinha mesmo arranjado um harém.”Patético”.Pensou Mione, com o melhor meio-sorriso convencido que conseguiu formar no próprio rosto.

- Então, querida, eu te aconselho a pôr o seu projeto de cérebro para funcionar e tirar a mão daí.-completou ela, fuzilando a tal que estava sentada na cadeira com os olhos.
- Aposto que não sabe com quem está falando, garota.-provocou Mary Foster, levantando-se da cadeira a contragosto.
- Deixe-me ver...-foi dizendo Hermione, enquanto andava entre as garotas que observavam a cena até parar em frente à Mary e encarar os olhos castanhos da morena á sua frente.-Você não é aquele tipo de bruxa pervertida e fracassada que fica tentando dar em cima do namorado das outras só porque não tem a mínima capacidade de arranjar um só pra você?-perguntou Mione, com aquela cara de inocente que Draco adorava lhe fazer.
- Oras, sua...-começou Foster, vermelha de raiva.
- É, foi o que eu imaginei.-cortou Hermione, desviando dela, e passando de propósito a mala de rodinhas em cima do pé da garota.
- AI, SUA VACA!
- Bom dia, bebê!-disse Mione, sem ligar pro xingamento, para Draco, toda sorridente.

Draco riu em resposta, enlaçando-a pela cintura, enquanto deixava Hermione lhe dar aquele beijo de bom-dia.

- Vamos sair daqui, garotas. Draco Malfoy já não vale mais a pena.-disse Helen, descendo da mesa com nojo do beijo do casal.
- É, perdeu o taco, Draquinho.-concordou Sharon, também descendo da mesa.

Hermione continuou o beijo quente na boca de Draco, até mesmo inclinado-o um pouco para trás, até escutar os passos das garotas e de suas respectivas malas já distantes. Desgrudou seus lábios dos dele com força e pôs uma das mãos em cima da boca dele antes que Draco tentasse recomeçar o beijo.

- Nunca mais faça isso, ouviu bem? Da próxima eu juro que castro o “Draco malfoy que algumas de nós conhecemos” na frente dessas galinhas.-ameaçou Mione, em voz baixa.
- Xi, ficou com ciúmes, foi?-riu Draco, dando um beijinho na mão dela.
- Não, só estou cuidando do que elas pensam que é meu. Agora, pare de ser imbecil, desce dessa mesa e vamos para a da Grifinória de uma vez.-e dizendo isso, soltou-se dele e foi puxando sua mala com o loiro atrás.
- Você fica tão linda bravinha.-murmurou Draco, encarando os longos cachos de Hermione.

Ela apenas bufou, sentando-se em sua cadeira no começo da mesa da Grifinória. Draco sentou-se ao seu lado e os dois esperaram o café ser servido as sete e meia, enquanto discutiam em voz baixa. Ela estava nervosa por causa de tudo aquilo e insinuou que se ele não tomasse jeito, tentaria alguma coisa com Briggs.

- Faria isso só para me irritar?-perguntou Draco, bebendo um pouco de suco de uva, enquanto fechava a outra mão por debaixo da mesa.
- Por que, santo Malfoy? Se não tivesse chegado, tenho certeza de que você estaria na tal masmorra com aquele bando de peruas.-resmungou Hermione, pegando a geléia de morango para passar nas torradas que estava comendo.
- Não, não estaria.-negou Draco, olhando firmemente para a grifinória que, por sua vez, olhava firmemente para as torradas.-Primeiro, porque não gosto delas. Elas só me divertiram um pouquinho um tempo atrás e só.
- Mesmo? E, fingindo que estou acreditando, me diga: qual é o segundo motivo?-perguntou Hermione, apoiando o queixo em uma das mãos, devolvendo o olhar que Draco lhe dava.
- Fácil. Não curto orgias.-disse Draco, com seu melhor sorriso canalha.
- AH, SEU FILHO DA...-começou Hermione, escandalizada.
- E eu não te trairia, também.-completou Draco, ainda sorrindo.-Afinal, estamos meio juntos, não é?

Mione ficou sem palavras e apenas balançando a cabeça em negação, voltou seus olhos para seu prato pedindo para Merlin que aquela maldita crise de fofura de Draco Malfoy passasse logo. Estava quase caindo na dele e isso não era nada bom.

Pouco mais de dez minutos se passaram e Dumbledore levantou-se da mesa dos professores, pedindo para os alunos que iam viajar (ou seja, todos) fizessem o favor de ir para o Saguão de Entrada, pois Filch já estava lá com a lista. Segundo o diretor, o trem sairia as oito e vinte e eles tinham quarenta minutos para chegar á estação de Hogsmeade com segurança. Draco disse alguma coisa sobre a poção que Hermione tinha que tomar e ela a tomou, ainda em estado beta. Ainda não acreditava no que o loiro lhe dissera...”Afinal, estamos meio juntos, não é?”. Juntos...Não que a grifinória não quisesse isso, bem lá fundo de seu coração, mas, estar junto de Draco Malfoy era loucura. Estarem juntos significava um tremendo perigo para o loiro e para ela. Para Draco, por causa do louco e, para Hermione, por causa de Lúcio Malfoy e, conseqüentemente, Voldemort. Ser a nascida trouxa e melhor amiga de Harry Potter e ser a namorada de Draco Malfoy não eram duas características que combinavam. E talvez, até isso mesmo poderia representar perigo para o sonserino que agora dizia seus nomes para Filch para que pudessem passar um pouco das férias de Natal fora do castelo. Hermione não tinha idéia de como poderia ser a reação da família Malfoy se Draco resolvesse dizer que eram namorados de verdade. E, alguma coisa bem lá no fundo de seu coração dizia que não seria das melhores.

A garota foi em silêncio até a estação de trem e continuou calada até que o trem para Londres começou a andar. Ela e Draco tinham conseguido uma cabine só para eles no trem, longe de olhares curiosos, e estavam sentados de frente um para o outro (Hermione com Bichento no colo) em completo silêncio.

- Qual o problema?-perguntou o loiro, de repente, despertando Hermione da paisagem gelada que via do lado de fora da janela do trem.-Você está muito quieta.
- Não é nada.
- Mesmo? É que er meio estranho alguém que fala pelos cotovelos como você ficar tão quieta de repente.-disse Draco, dando de ombros.
- Só estou pensando no que podemos encontrar no cofre de Christine e etc. Draco?
- Fala.-respondeu o loiro, pegando a sua enorme mala negra e abrindo-a, a procura de alguma coisa.
- Você disse que vamos na sua casa ver sua mãe nesses dias e eu estava pensando...-Hermione hesitou, acariciando o gato em seu colo.-Como é que você vai me apresentar a ela?
- Como a garota com quem estou hospedado. Talvez, uma amiga...Por que você está me perguntando isso?-perguntou Draco, depois de dar as opções, tirando um enorme caderno da mala junto de um lápis.
- Por nada.-respondeu a grifinória, voltando sua atenção para o gato.

“Não fique chateada, Hermione Granger. O que você queria? Que ele dissesse” Olá, mamãe, esse é o amor da minha vida, Hermione Granger “?... Talvez até seja melhor que ele não faça isso... Melhor para nós dois “. Pensou Hermione, tentando não ficar triste com o que acabara de ouvir.

Draco ainda estranhou o silêncio da garota, mas não perguntou mais nada. Sabia muito bem que ela tinha ficado meio perturbada com o que ele dissera no café da manhã sobre estarem meio juntos. Ele não dissera nenhuma mentira, na verdade, e também não quisera dizer que estava com ela como se realmente tivesse um real compromisso. Pela primeira vez, Draco percebeu que o termo de “alguma coisa” que Agatha inventara cabia bem naquela situação. Tudo o que o loiro queria, mesmo sabendo que era impossível, era ficar com Hermione. Abraça-la e passar toda a viagem sentindo o cheiro delicioso de seus cachos castanhos enquanto olhavam pela janela e falavam uma dúzia de besteiras e frases feitas comuns. Só que isso não podia acontecer exatamente porque Hermione não era nada sua. Os dois eram apenas dois adolescentes que estavam encrencados até o pescoço e que, estranhamente, tinham resolvido se ajudar. Hermione devia achar que somente ela estava sendo ajudada, mas Draco também estava se apoiando nela. Tudo o que ele precisava era se apoiar em alguém que o ajudasse a sair do lago profundo em que tinha afundado e só agora que o garoto estava percebendo que talvez tivesse escolhido a pessoa errada, pois Hermione estava tão afundada quanto ele. Talvez os dois apenas estivessem querendo boiar em uma bóia furada.

E Draco voltou a pensar em tudo o que ele tinha passado até aquele momento e em como tudo aquilo era terrível. E isso sem perder a concentração em seu caderno. Hermione não reparou que o lápis que ele estava usando era o mesmo que ela tinha procurado que nem louca nos últimos dias. E Draco só saiu de seus próprios pensamentos quando a grifinória reclamou que estava ficando com frio e foi se aninhar nos braços dele como uma criança assustada. Até mesmo uma bóia furada podia servir de salva-vidas numa hora como aquela. E isso considerando os dois afogados. E, então, o sonserino apenas fechou seu caderno e abraçou a menina com força, deixando-se embalar pelo perfume dos cabelos castanhos dela. E eles ficaram ali, daquela maneira, em silêncio, até o trem chegar a seu destino.


N/A: Eaí, povo, o que vcs acharam? Pessoal, estou com uns probleminha pessoais e por isso demorei tanto para postar o cap 18. E ele está um pouco menor do que os outros mas eu fiz o melhor que pude e posso arriscar que ele ficou bom, apesar de tudo. Lindo o clima romÂntico dele, né? Com certeza, foi o cap em que teve mais romance até agora...DRACO E MI ESTÃO FINALEMNTE SE ACERTANDO, NÉ??? Ah, outra coisa: o que vocês acharam de toda a hist dos vampiros??? Eu pensei mt em pôr ou não essa parte no cap que, apesar de ser um pouco supérfula, vai ter uma relação depois com os sentimentos do Draco para acom a Hermione. E, claro, eu realmente pretendo publicar um livro daqui alguns anos e o tema vai ser exatamente vampiros então essa palhinha faz parte de um projeto muito maior que ganhará vida daqui uns três anos...Por isso, por favor, digam-me o que vocês acharam dessa idéia que anda está em andamento!!!!

E CHEGA DE FALAR, NÉ? VAMOS AOS REVIEWS!!!!

+*Thati*: COELHAAA!!!!!!!!! Desenhista + linda, não precisa me pedir desculpas! No problems...Hei, como vc conseguiu queimar a fonte do pc do seu irmão??? Pediu ajuda pra Chefinha, né...Safadinhas! AH, o Ron é cobiçado, sim...Pensa, alto, ruivinho de olhos azuis, goleiro da Grifinória...Ah, ele merece uma namole, né? “NOM´S” são exames que os alunos têm q fazer no quinto ano...São bastante importantes e significam Níveis Ordinários em Magia. A Aghatinha é uma personagem minha, saiu da minha cabecinha mas bem q vc podia fazer um desenho dela pra mim, né? FAZ, FAZ!!!^^ Quase esquecendo, Auror é um bruxo especializado me Artes das Trevas que luta e prende comensais(seguidores do Tio Vold) e outros bruxos perigosos...More questions? Não? Então tomara q vc tenha gostado do cap novo...B-JINHOS, LINDA!!!

+Nah Potter Malfoy: Fic perfeita??? Naum, ainda tenho mt q melhorar....Uma aspirante como eu ainda tem muito o q trilhar pra conseguir algo perfeito...Mas estou quase lá, né? Coments perfeitos, isso simmm!!!!!!!!!!! Obrigada por estar sempre presente aqui na OpV...E aí, o cap 18 foi como vc esperava???? Vem cá, vcs leitores estão criando alguma organização em que eu sou a malvada????? Ta todo mundo me dizendo isso...Eu não faço de propósito, JURO, mas é q eu não resisto as deixar vcs curiosos com prévias dos próxs caps com quase beijos...Mas, pensando por outro lado, esses beijos quase sempre se concretiza, né??? Um monte de b-jos p/ ti em quantidade igual aos da fic ^^...

+Carol Cardilli:Que bom q vc “achou” a minha fic e gostou tanto dela...NOVA LEITORA DE OPV!!!!!!!!!!!!! =D É exatamente essa impressão q quero passar nos meus leitores, um romance D/Hr bem diferente dos outros, mais exótico e cheio de conflitos...Sabe como é, no meio de tantos bons(e mts maravilhosos) escritores de fics eu tenho que criar a minha própria marca...Acha que eu estou conseguindo??? Espero q tenha gostado do novo cap...B-JINHOS E PLEASE CONTINUE COMENTANDO!!!!!!

+Celina Prado de Lima Souza: Eu acho q demorei ainda mais do q da outra vez e só entreguei um cap só...Sorry, estou com uns probleminhas e qnd percebi que estava realmente demorando mt dei meu melhor e completei o cap 18...DIGA-ME QUE GOSTOU, PLEASE!!!!!!!!! B-jus...

+Leaysa: JAPINHAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!! Kawaii linda, tô MORTA DE SAUDADES TUAS!!!! Bom, se o meu cérebro captou a mensagem do seu eu já não sei, mas os caps estão saindo apesar da minha crise BRANCO ACCE Q ainda naum foi embora...E como vc mesma disse, vcs, leitores, q têm q dizer se a fic é boa ou não então estou um pouquinho mais relax com relação a OpV apesar de ter deixado Trilogia em Hiatus por simplesmente naum conseguir passar pro papel(ou melhor, pro pc) a continuação da fic...Mas com OpV a coisa está um pouco melhor então não acho q vou demorar mt tempo até postar o cap 19...Enquanto isso, q vc achou do cap 18, hem, migaaaa?????? Eu gostei mt dele, msm com toda essa dificuldade para escrever q eu ando tendo...Ah, e sobre vc querer u Draco igual ao da minha fic, com cheirinho de menta e tudo????????? Bom, vc vai ter q ficar na vontade como todas nós...EU TB QUERIA UM PRA MIM!!!!!!!!! UMA CRIATURA COMATITUDE E CHEIRO BOMMMM!!!!!!!!!!!!!!! Mas, fazer o quê, né? A gente vai ter que se contentar em nos imaginarmos no lugar da Hermione e pronto...Mas, naum se preocupe, japa, dias melhores viram e NÓS, KAWAISS, VAMOS ACHAR CADA UMA O DRACO MALFOY DA SUA VIDAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!TE AMU, B-JOCAS!!!!!!!!

+Môo: Ta postado, miga...É, a intenção é melhorar cada vez mais...E vê se aparece mais, minina, estou sentindo alta dos seus coments divertidos, me chamando de brexa...=P...TE ADORO, BRUXINHAAA!!!!
+***Sara***: Quantos caps vc quer que eu escreva???? Nossa, OpV vai ter vida eterna se depender de ti...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk....É, o Draco é o T.D.B mais T.D.B de Hogwarts...Sorry, Harry, Ron, Cedrico e cia...O LOIRO É O MELHOR!!!!!!! Sorte da Hermione...Ai, ai...Tb adoraria conversar contigo só q eu boicoitei o MSN a uns bons anos e não o tenho mais...Mas, vc pode conversar comigo pelo ORKUT...Anota aí o meu: Nath Kawaiss [Centelha Divina...]...A minha foto é uma azulzinha, escrito Nath, não vai ser difícil de localizar pq quase ninguém tem Kawaiss no nick...Se vc não conseguir achar passe na comu Draco e Hermione-Brasil que você vai ver um post com o nome OpV que eu criei divulgando minha fic e aí, é só me add, ta??? Ou então manda um mail...Jeitos da gente se comunicar são O QUE NÃO FALTAM!!!!! Acho q ganhei uma nova migaa, né??? B-jinhos especiais...

+Taaa_hp: Guria, acho q vc adivinhou uma coisa da fic...Mas é claro q NÃO vou dizer o que é, né???? ^^ É, minina, o pessoal está começando a caminhar no rumo certo p/ desvendar o mistério de OpV...Parte 3 de Semana D/Hr POSTADOOOO!!!!!!!! Gostaste, guria???? Tomara q sim...Matou a curiosidade???kkkkkkkkkkkkkkkkk...B-JUSSSSSSS!!!!!!

+Leilane: Oi, menina...Primeira vez em OpV? Puxa, obrigado mesmo por comentar...Não se preocupe, o nosso doido não vai demorar muito p/ aparecer! Cap 18 postado...Tomara que tenha gostado!^^ B-jinhos p/ ti...

+LuanaH²: Ei, garota!! Que bom q gostou tanto dos Semana D/Hr...É, eu tb queria mt que a JK não desse um fim triste para o Draco no sétimo livro. Eu nunca perdi a esperança nele, sabe? Não acho que o nosso loirinho seja mal, só está assim por causa das circunstâncias...Está a í a continuação daquele pedacinho...É, eu adoro deixar vcs curiosas com esses quase beijos!!!!!!!!!!!!*risada maléfica da Nath* Tomara q seja o q vc tinha esperado...B-jo potterianos!

+Juh Ravenclaw: Diga pra sua prima que a amo de paixão!!!!=P Adoro qnd as pessoas escrevem dizendo q passaram aqui na OpV pq alguém indicou a fic...Isso significa q vcs estão gostando, né??? Ah, eu adoro essa capa, uma das mais lindas q eu já fic...Ainda mais por ser da OpV, minha fic preferida! Sabe aquela hist de q a gente gosta dos filhos de maneira igual? Eu me sinto assim com minhas fics, mas...OpV tem algo especial...Enfim, realmente fico muito orgulhosa por saber que as pessoas gostam dela...OBRIGADA POR GOSTAR DA FIC!!!!!!!!! Claro q eu passo na sua fic, é só me passar o link...Só q vou demorar um pouquinho...Mas uma hora eu comento, viu? B-jocas...

+Jéssy Granger Black Potter:Feliz 2007 p/ vc tb, Jéssy!!!!!! Eu adorei escrever Semana D/Hr e fico mt feliz por saber q vc gostou tanto! É, aquela briga do Draco e da Mi foi mt feia! Ele foi bastante canalha, né? Mas, fazer o quê? Eu msm ás vezes tenho q parar de escrever e lembrar q o Draco ainda é o Malfoy q JK nos deu e q não posso faze-lo o loiro + lindo(apesar dele ser^^) e fofo do mundo! Mas... NÃO TEM PROBLEMA NENHUM SE CONTINUARMOS A PENSAR ASSIM, NÉ??? Vc gostou da continuação daquele trecho??? É, eu esfrie legal o clima, né? Mas o resto do cap está bem fofo, então, não fique brava comigo!!! Thnaks for coment! B-jus...

+Flora Potter: Florinha!!!!! É, eu sei, sou uma lerda com posts... No caso do cap 16 e 17...Bom, eles eram bem trabalhosos e eu tive que pensar mt pra escrever a briga do Draco e da Mione, e a visão, sonhos e etc...Trabalho difícil, por isso a demora! Dessa vez é pq estou com alguns probleminhas pessoais, mas me esforce bastante e, apesar do cap 18 não estar mt bom, foi o q eu consegui fazer...Tomara q não demore tanto com o 19 e o20, né???=P OBRIGADA POR ESTAR SEMPRE COMENTANDO, MENINA!!!!!!!! B-jocas, ti dorú...

+Anna Fletcher: Quebrar meu ciclo de concentração??? Essa eu nunca tinha ouvido!!!!!!Rssrsrsrsrsrsrsrsrsrrrrsssss....Nossa, perfeita??? To vendo q vc realmente gostou dos últimos caps...E desse, vc gostou??? Eu sei q devia ter posto mais coisinhas sobre a continuação da noite naquela prévia do cap 17 mas...EU ADORO DEIXAR TODO MUNDO CURIOSO!!!!!!!!! Não é questão de ser malvada, não, é só q isso me deixa feliz!=P Desconfiada do Mark? É, digamos q ele é um pouquinho mais do que um personagem secundário...Ops, Nath falando demais!!!! Vou estragar a surpresa..Mas, não se preocupe, ele não vai realmente atrapalhar a relação dos nossos pombinhos!!!!!(isso pq já atrapalhou demais^^) Ah, bem q eu queria q OpV ganhasse um prêmio mas só o fato de estar agradando tanta gente já me deixa mt feliz...Obrigada por estar sempre comentando e cobrando as atualizações...Vc pode até pensar q está enchendo o saco, mas são esse coments insistentes q me fazem apressar os caps p/ não deixar vcs tão ansiosos...B-JUS, GIRL!!!!

+Rahh Black:ÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ, VAMOS COMEMORAR A ATAUALIZAÇÃO COM LETRAS MAIÚSCULAS!!!!!!!!!!!!!!!Rsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsr...Brincadeirinha...Nossa, q bom q vc GOSTA TANTO assim da fic! Me sinto lisonjeada com tantos elogios!!! Gostou do novo cap??? Tomara q sm, senão vou receber um monte de reclamações e letras maiúsculas tb...OBRIGADA DE VERDADE PELO CARINHO!!!!!!! Muitos b-jos, Rahh!
OS: Citando q é incrível como eu sempre erro como se escreve a palavra “maiúsculas”...AH, ESCRVEI CERTO AGORA!!!^^

+Ilaninha: Lanita!!!! Qnt tempo, menina!!!!!!! Eu sem postar e vc sem comentar, mas...Vc logo enche as páginas com seus apelos por atualizçaões e eu resolvi me mexer...Esse cap é seu, viu??? Ah, mudando de assunto...Vc e Flora querem msm me amtar, hem??? Estão sempre perguntando s eaconteceu algum desastre comigo|!! Bom, talvez com meu cérebro q anda meio out ultimamente mas...EU AINDA ESTOU INTEIRA! EU AINDA ESTOU VIVA!!!!! Oh alguém toca auqle amusiquinha dos Jogos Olímpicos p/ mim???...*Nath com ataque retardado, tu do bem...*Bom, vc viu q o Natal não vai ser na casa do Draco, é, e sim da Mione...O QUE É MELHOR, NÃO VAI TER NIGUÉM PRA ENCHER O SACO DELES!!!!!!!!!!!! VIVA!!!!!!!! Romance no ar...Ninguém gostou do Mark...E todo mundo gostou da Agatha...Q BOM, PQ EU GOSTO MAIS DELA TB!!!!!^^ Só q eu não entendi mt bemo q vc quis dier com essa hist de passaod e futuro...Enfim, deixa pra lá, nossos pombinhos tb não entendem, né??? Mark possuído por nosso queiro doido q logo logo vai aprecer ppara a alegria da nação???? Naum sei...Quem sabe?=I E,sim, QUEM NÃO QUERIA ESTAR BNO LUGAR DA MI????? E daí q ela está sofrendo????? O DRACO ESTÁ COM ELA, ORAS BOLAS!!!!!!!!!! Calma, Nath, naum fique com ciúmes da sua criação...Enfim, obrigada pelo brilhantemente maluca...AMEI ESSE ELOGIO!!!!!!!!!!!!! Ah, só pra finalizar, vamos falar sobre sua capa! Oh, faz o seguinte: anota meu mail nvgradical@yahoo.com.br e me manda as fotos, os dizeres e seu nick de autora q eu te entrego a capa em uma semana + ou-, ta???? TE ADORO, MENINAA!!!!!!!!!!!!
OS: Quem foi q disse q meu nome era Nathália, bruxinha?????????????? My name is Nathára!!!!!!!!!!!!!!!!!! E, bom, fico feliz pelo autocontrole...Isso msm, deixe seu profº de MAT viver 2007...Agora, 2008...^^

+Beatriz Granger Malfoy: Bia, tomara que vc tenha AMADDDOOOO esse cap tb!!!!!!^^ Demorei pra postar mas o cap 18 está aí...Obrigada por estar sempre comentando, minha parente...(afinal, nós duas somos Malfoy com muito orgulho!)...B-JINHUS P/ TI!!!!!!!!

+Sheilahh Silva:Fã desesperada???? Não diga isso mt vezes q eu vou começar a me achar uma pop star, hem, menina???? Thanks for coment!!!! ADORO COMENTS!!!!!!!!! Vc sabe como é, coments são q nem comida para nós, pobres autores de fics pegando emprestado esse mundo maravilhosos(e esse loiro maravilhosos) com q a JK nos abençou....Atendendo a pedidos, aí está o cap 18...Gostou? Tomara q sim...Mega b-jocas p/ ti...

+Hiorrana: Até no Kut vc foi me pedir atualização, hem, bruxinha?? Bom, atendendo pedidos, aí está cap novo...Vc gostouuu??????? Eu amei escreve-lo...Já tava mais do q na hora de partes mais românticas e beijos do nosso shipper preferido, né??? Assim q eu tiver tempo passo nas suas fcs, ta???? B-joquitas...

+Tais***:Sou a melhor escritora q vc conhece??? PUXA, OBRIGADA!!!!^^Finalmente a fic está atualizada e espero de coração q vc tenha gostado desse cap tanto quanto dos outros...B-JOS!!!

+Evelin Lovegood Black: Pelo o q eu entendi, vc amou os caps inteiros, né??? AH, QUE BOM!!!!!!!! Olha, achei alguém q não foi com acara da Agatha...Não fique com raiva dela, não, msm ela sendo meio esquisita...A Mione não vai deixar que ela estrague o relacionamento dela com o Draco...Que tb é pra lá de esquisito, vamos combinar! Só q nesse cap 18 as coisas estão melhores, né? Mais momentos de love entre os dois que, por Merlin, já estavam na hora de acontecer!!!! Feliz ano novo pra vc tb e q OpV continua evoluindo por 2007, né? Imagina, na reta final a fic virar uma porcaria??? Acho q me mato antes...Naum, me mato depois, naum vou deixar vcs sem o final dessa fic q me dá tanto trabalho e alegrias...MUITOS B-JUS SORTUDOS P/ TI!!!!

+Humildemente Ju: Ê, vc passou aqui!!!!!!!!! Nem vou pedir cap final de Ritual, pq vc já sabe disso, né??? Pq vc quer q a minha fic acabe logo???? Eu já estou até ficando com saudades dela pq a reta final está se aproximando...Que ótimo, a reta final ta chegando e ainda está todo mundo curioso...AH, ADORO SER MALVADA!! Será msm q a Agatha tem alguma coisa a ver com o nosso doido???? Ou será q é o Mark???? Ron, Gina, Harry, Draco, Dumbledore...Hum, temos várias opções aqui, hem...Continue comentando, miga, vc sabe q EU TE AMO MTTT!!!!!!!!!!!

+Princess Láhh-Tinha que ser o seu coment o primeiro de 07, né, kpeta? Vamos ver se nesse ano OpV termia(isso se a ADM deixar!^^) Não fique com inveja do Draco e da Mi, afinal, os dois tão sofrendo pra caramba...Apesar que, vamos combinar sofrer ao lado de Draco Malfoy é fichinha, né?=P Ah, vc me paga com quê? A Tate é paga com cenouras, e eu? Vamos fazer um acordo, eu escrevo e te deixo doida com a fic e vc me escuta qnd eu estou com problems, ok?? TE ADORO MT!!!!!!!!!!!!!!

+Gabriella Malfoy: MANINHAA!!!!! Tb está iniciando na carreira de autora de fics, né? Só não vai ficar paranóica como eu com as minhas...De doida basta eu! E, puxa, vc realmente chegou ao último cap! Viu como é bom encher o saco dos outros para eles atualizarem as fics que a gente gosta? Pelo menos vc foi pra praia, voltou e como eu não tinha atualizado...Vc não perdeu nada, né? E vê se controla, viu? Por experiência própria, ficar tarada pelo Draco só faz a gene ficar triste porque não tem um igual pra gente...Sorte da Mione! TE AMO, MANINHA!!!!!!


Obrigada de verdade a vc que lê e comenta, a vc que só lê e a vc, claro, marinheiro(a) de primeira viagem, que está em OpV pela primeira vez e chegou até aqui...OBRIGADA A TODOS VCS!!!! São vocês, leitores, que me fazem continuar...B-jus, Nath Malfoy!!!!^^

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2022
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.