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35. Elisabeth


Fic: Severus - A partir de Agora (Snape/OC) NC17!! - Indicada para o Multifaceted na categoria Dark


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 35         Elisabeth




 



Capítulo 35
     Elisabeth


      
                  
Eu
lhe estendo a mão com todo o meu coração  ...       



 



 




tanto tempo que eu deixei você.


Fui
chorando de saudade.


Mesmo
longe, não me conformei.


Pode
crer. Eu viajei contra a vontade.


O
teu amor chamou e eu regressei.


Todo
amor é infinito.


Noite
e dia, no meu coração.


Trouxe
a luz. Do nosso instante mais bonito.


 


Na
escuridão, o teu olhar me iluminava.


E
minha estrela guia era o teu riso.


Coisas
do passado, são alegres quando lembram.


Novamente. 
As pessoas, que se amam.


Em
cada solidão vencida eu desejava o reencontro com teu corpo abrigo.


Ah,
minha adorada. Viajei tantos espaços, pra você caber assim.


No
meu abraço.


Te
amo.


 



.-.-.-.-.-.


 



Eles
apareceram no corredor do castelo. Um joelho no chão. Agradeceu não ver nenhum
aluno por ali.


Levantou-a
no colo. Vendo como ela parecia frágil. Andando para a enfermaria.


Observando
Dumbledore que se aproximava. Com Pomfrey e Minerva. As expressões preocupadas.


-          
Como ela está? – Minerva estava aflita, ansiosa.


-          
Perdeu muito sangue. – lembrou da poça no apartamento – E está com
dor. –  não parou.


-          
Ah, Nina. – Pomfrey falou consternada – Eu te avisei para se cuidar.


Ele
apertou os lábios. Percebendo que provavelmente elas sabiam.


Imaginando
com raiva. Quem mais tinha conhecimento.


Antes
dele!


Andou
mais rápido. Seguido pelos outros.


Uma
raiva insana subindo. Dominando-o. Não. Não os mataria agora. Não ainda.
Precisava deles. Para ela.


E
ela!  Ele a esganaria com
suas próprias mãos nuas. Depois que se explicasse a ele.  Colocou-a na cama.


Controlando
a fúria.       E
a preocupação.  Ao voltar o rosto;
e vê-la, pálida.  Frágil.


Uma
sombra do que ele conhecia.


E
Pomfrey e Minerva. Movendo-se à sua volta. Os semblantes fechados.


Preocupados.


-          
Pode ir agora. Nós...


-          
Um inferno que vão me fazer sair!! – vociferou alto, um brilho
violento em pretos.


Pomfrey
recuou. Minerva o olhou.


-          
Severus... – Albus se aproximou – É melhor deixar Pomfrey e Minerva
cuidarem dela.


Ele
voltou a cabeça, olhando-os em fúria fria. Não ia ficar de fora. Não ia ser
manipulado. Não de novo.


-          
Não importa o quanto esteja com raiva de mim agora. – azuis nele –
Ou de todos nós. Precisa pensar no melhor para Nina. – suaves agora – E eu
presumo que sua experiência nesse... assunto... seja pequena.


Pretos
luziram nele.    Respirou.  Elevou a cabeça.


Antes
de se voltar. Dirigindo-se à porta. E atravessar o corredor. Parando em frente
à enfermaria.


Ficando
em pé. Quieto. Os braços cruzados sobre o peito. Desafiante. Não iam obrigá-lo
a sair dali.


Albus
suspirou. Indo até lá.     A porta se fechou atrás deles.


-          
Enervate!


Nina
gritou. Mais alto que no apartamento.


Ele
ficou pálido.


A
raiva insana que o tinha dominado há pouco, deixando-o de repente.
Completamente.


Escutou
o feitiço de silêncio dito por Minerva.


Expirou.  
Só então percebendo que tinha prendido a respiração. Rígido.


As
mãos apertadas.


-.-.-.-.-.-.-.


 



Parecia
ter demorado.  Muito.


Albus
tinha ficado a seu lado. Todo o tempo.


E
conjurado cadeiras. Para os dois.             
Mas ele não tinha conseguido sentar-se.


E
tinha ido pelo corredor, exasperado. Antes que derrubasse a porta.


Voltando
em pouco tempo.


Percebendo
que nada tinha mudado.        Até que ouviu algo.


E
elas saíram logo depois. Cansadas.


Acenando
a cabeça para Albus, de forma positiva.


Ele
não esperou. Entrando. Indo até a cama. E parando de súbito. Respirando.


Vendo-a
de olhos fechados. Sem cor. Como se dormisse.


E
a aparência cansada. Frágil.               
Só então percebendo o quanto tinha estado tenso. 


Era
o suficiente por agora saber que ela estava bem.


Saiu
dali.  Antes que a tocasse.       Sem querer enfrentar castanhos.


Ainda
não estava pronto.


 



Percorreu
os corredores.  De forma estranha.


Vendo
os estudantes. Falantes. Animados por irem embora. Totalmente alheios.


Andando.
Tentando alcançar tudo o que tinha acontecido.


Uma
imagem pálida em sua mente.


.-.-.-.-.-.


Olhou
o fogo.


Por
muito tempo.  Enquanto a noite avançava.


Pensando.
Em como tinha se impedido de gritar com ela, exasperado.


E
em tudo que tinha acontecido. Sem entender o que estava suplantando a raiva.


Que
tinha retornado. Diante das lembranças.


Sem
entender porque alguém ainda não tinha pago.   Até que não se importou mais.


Levantando-se,
resoluto.


Indo
até a outra sala. Destrancando uma gaveta. Que tinha estado assim por muito
tempo.


Pegando
algo. Que brilhou na pouca luz.


E
saindo.


Seria
a seu modo desta vez.


.-.-.-.-.


Minerva
saiu quando ele chegou.    Murmurando
algo enquanto fechava a porta atrás de si.


Ela
ainda estava dormindo.


Ficou
parado. Vendo-a.  Indefesa.  Esvaziando-o do resto da raiva.     
Aproximou-se. Devagar.


Sentou-se
na cadeira perto.  Observando a
respiração na cama.


Levantou
a mão. Tirando o cabelo de seu rosto. Segurando a mecha. Sentindo a textura em
sua mão.


Ela
suspirou.           Ele ficou olhando-a.
            


Por
muito tempo. 


Ela
gemeu, dormindo. Mas não parecia dor. Moveu o rosto. Para ele.


Havia
tristeza na face pálida agora. Mesmo no sono.   Provocando alguma coisa dentro dele.


Lembrou
do que a trouxa tinha dito. Das palavras.


Sentindo
algo.    Que o fez inalar. Profundamente. E fechar os olhos. Por
um momento.


Abriu-os.           
Levou a mão ao rosto dela de novo.


Ela
pareceu se mover de encontro à mão dele. Sentiu a pele macia. Morna.  
Estremeceu.


Mas
expressão dela não mudou. Triste.


Sentiu
o que estava na outra mão quando a apertou.  Soltou seu rosto.  
Pegou
a varinha na roupa.


Indo
até os pés da cama. Levantando o lençol. E passando a delicada corrente por
seu tornozelo.


Meneando
a varinha. Pronunciando palavras. Durante um tempo.


Ela
se moveu. Sentindo algo quente. Em sua perna. Quase queimando. Ele terminou o
encanto.


E
a cobriu outra vez.      Indo até ela devagar. Olhando-a de novo. 
Bebendo em sua imagem.


Vendo
o ventre distendido.


Um
brilho em pretos.


 



*.*.*.*.


 



Ela
acordou. Uma sensação incômoda no corpo. E cansaço. Piscou.


Olhando
em volta. Reconhecendo a enfermaria.


Gemeu.
Lembrando.             
Da tarde anterior. De Pomfrey. Minerva. E a dor.


Respirou,
imóvel.  Não podia estar de volta.


Não
depois de todo o trabalho que teve para sair dali.


Lembrou
de pretos.    O coração
disparou.  Gemeu de novo.


Ele
devia estar furioso.


Um
pai.


‘Cristo!’


Sua
vida seria um inferno maior agora.


Elisabeth.


-          
Oh, Deus! – fechou os olhos.


-          
O que foi querida? – Pomfrey se aproximou – Está com dor? – o tom
ansioso.


Forçou-se
a abrir os olhos. Vendo os da bruxa. Preocupados.


-          
Eu não estou... – não diria uma mentira – sentindo dor no corpo.


‘Só
na alma.’


-          
Só cansaço. – engoliu –  Incômodo.
E a sensação de peso.


A
bruxa se acalmou.


-          
Isso é normal. Eu me surpreenderia se você não estivesse sentindo
isso. – mudou de assunto – Minerva saiu daqui há pouco. – inclinou-se
para ajeitar seu lençol – E houve... outras visitas. – disse devagar.


Fechou
os olhos de novo. Abrindo-os pouco depois. A bruxa ainda estava preocupada.


Suspirou.


-          
Como está Anna?


Pomfrey
franziu as sobrancelhas.


-          
Meu bebê. – explicou.


-          
Ah! – encarou-a – Ficará bem. Como a mãe. SE, você
ficar de repouso. Completo! – parecia brava – E eu estou falando realmente sério
agora. – disse dura.


Entendeu.


-          
Eu ficarei. – fez menção de afastar a coberta, a bruxa segurou sua mão,
ela olhou sem entender – Eu só preciso ir ao banheiro. – explicou surpresa.


-          
Não. – falou quase irada – Se sair dessa cama, eu não me
responsabilizo! E nenhuma mágica vai poder ajudar você a não perder esse bebê.


Olhou
assustada. Ia ficar confinada à cama?


-          
Mas eu preciso ir ao banheiro!       


-          
Eu trarei algo. Ou você pode agüentar mais um pouco. E depois eu a
levarei suspensa.


Sentiu
um frio na barriga. Suspensa. Flutuar. Com magia. Sem nada por baixo!


-          
Não há outro jeito? – os olhos pediam.


-          
Não. – ela foi enfática – Você já se arriscou demais. Perdeu
muito sangue. E não podemos usar mais magia e poções. Ou pode afetar a criança.


Gemeu.  
Pomfrey suspirou.


-          
Eu não quero dar trabalho, madame. – respirou – E não se preocupe.
Vou obedecer.


Ela
pareceu relaxar um pouco.


-          
Eu a levarei mais tarde. Agüente mais um pouco, querida. Você não pode
ficar mais que um par de minutos em pé. – pegou a varinha – Agora fique
quieta. – esperou que ela obedecesse.


Levantou
a vara. Meneando-a. E dizendo palavras. Houve luz, acima de seu corpo.


Viu
sua filha. Numa imagem. Muito, muito tênue. Em cima dela. Olhou maravilhada.


Parecia
que a bruxa via muito mais que ela. Completamente claro.


Não
perguntou. Quieta. Observando algo se mover. Um pequeno coração. Batendo.
Muito rápido.


Como
no ultra-som no consultório do médico. Imaginou o que ele diria se pudesse ver
isso. Sorriu.


Acostumando-se
de novo com esse mundo. E observou como era estranho... Sentir-se em casa ali.


-          
Este é o coração dela que bate? – perguntou suave.


-          
Sim. – a bruxa olhou-a – O que você está vendo, só poderá fazê-lo
enquanto o bebê estiver em você.


Entendeu. 
Trouxas não viam fantasmas. Nem algumas manifestações da magia.


Pensou
se perderia a conexão com Severus também, depois do nascimento.


Suspirou.


Pomfrey
pareceu achar que era o bastante. Com um meneio,as imagens desapareceram. 


-          
Você precisa descansar. – sorriu pela primeira vez – E se alimentar.
Eu buscarei um mingau para você.


-          
Obrigada. – tentou sorrir, olhando-a séria – Obrigada mesmo. Por
salvar minha filha. E me salvar.


-          
Não se preocupe querida. – sorriu, desviou os olhos, voltando a
ajeitar seu lençol – Mas não fui eu quem foi buscá-la. – lembrou suave.


Ela
não quis se lembrar. Não agora.


A
bruxa se foi.


Fechou
os olhos. Tentando descansar.


Pensando
em como ia conseguir comer. Com a vontade que estava de ir ao banheiro.


Mexeu
a perna.  Franziu a testa. Sentindo
algo.  Puxou o lençol. Olhando.


Havia
uma corrente em seu tornozelo. Ficou olhando-a. Movendo a perna. Sem entender.


Até
que imaginou quem poderia tê-la colocado ali.


Sentiu-se
furiosa. Não era uma escrava. Não era uma propriedade!   Suspirou.


Podia
estar se precipitando. Podia ter sido Dumbledore. Ou Minerva.


Era
melhor aguardar. Antes de dizer ou fazer alguma tolice.


De
qualquer forma... - olhou de novo - Ela era muito bonita.


.-.-.-.-.-.


Esforçou-se
para comer o mingau. Devagar. Enquanto Pomfrey ia ver Dumbledore.


Afastou
a mesinha de apoio com o prato. Sentindo-se fraca.


E
tonta.    Entendendo o que
a bruxa tinha dito.  Recostou-se nos
travesseiros, fechando os olhos.


Ela
não precisava se preocupar. Não ia conseguir nem levantar. Quanto mais ir ao
banheiro.


Mas
estava ficando muito incômodo.


Pensou
com horror em que teria que ir suspensa.


Ou
usar aquela “coisa” que Pomfrey tinha trazido.


-          
Não. – murmurou colocando a mão sobre os olhos fechados.


-          
Não o quê?


Seu
coração disparou na voz profunda. Ficou imóvel.


Retirou
a mão. Vagarosa. Abrindo os olhos.


Pretos.     
E ainda havia raiva. Muita.


-          
Quando você pretendia me dizer? – a voz dura. Encarou-a, ameaçador
– Ou não pretendia? – disse lento.


Tinha
ansiado tanto. Apesar de si mesma. Ela o tinha querido tanto. E agora...
Suspirou. 


-          
Eu tentei. – não se sentia bem, queria que seu coração batesse mais
devagar, mas não ia deixar que ele a intimidasse – E você não estava
exatamente receptivo: “suportá-los é uma maldita obrigação de seus
pais!” lembra-se?


-          
Isso NÃO é desculpa! – rosnou baixo.


Sentiu
cansaço. A vontade de ir ao banheiro, e ele, provocando dor de cabeça.


-          
Não, não é. – a voz ficou fraca – Se importa de discutirmos
depois? – murmurou sem olhá-lo.


Ele
não respondeu. Vendo como parecia debilitada.


Ela
pensou que não ia agüentar mais a vontade. Engoliu o orgulho.


-          
Por favor chame Pomfrey.


Ele
estava perto.


-          
Por quê? – viu o tom de preocupação na voz dura – Está sentindo
alguma coisa?


-          
Não chamaria se não...  –
respirou, não queria discutir mais.


-          
Me diga o que há. – ele interrompeu.


Não
estava agüentando mais. Precisava ir ao banheiro. E se não fosse rápido...


-          
Será que você... – começou.


Parou.
O rubor subindo.


‘Inferno.’


-          
Fale. – ele controlou não rosnar, impaciente por ela hesitar.


-          
Pode por favor me levar ao banheiro?


Pronto.
Tinha falado. A face quente.


Ele
não disse uma palavra.


-          
Eu não posso andar. – tentou explicar – Pomfrey ia me fazer flutuar
até lá. – parou quanto sentiu as cobertas serem afastadas.


Ele
a pegou. Com surpreendente delicadeza. Diante da raiva de antes.


Passou
as mãos pelo pescoço masculino. Sentindo seu cheiro. Trêmula. E o calor do
corpo junto ao seu.


Fechou
os olhos. Controlando não chorar. Querendo que ele não percebesse. O quanto
sentira sua falta.


Viu
como ele respirou, as mãos apertando-a. Pensou por um segundo. Se ele também
estava lembrando.


Se
a tinha querido. Pensado nela. Enquanto estava fora. Da mesma forma que ela
tinha pensado nele.


Mordeu
o lábio. Sussurrando um obrigado. Quando ele a deixou lá. Como se hesitasse em
largá-la.


-          
Chame se precisar.


E
saiu. Fechando a porta.       Desviou os olhos com um suspiro.


Depois
de usá-lo, aproveitou para lavar as mãos e o rosto. Mirando-se no espelho.


Um
olhar que desliza pensando num banho. Que a fizesse...


Sentiu
a sensação de peso aumentar de repente. Ficou assustada. Alguma coisa...


-          
Severus!


Ele
estava dentro. Vendo-a apoiar-se na pia. Respirando mal.  Pegando-a.


-          
Com o inferno! Você quer realmente ter esse bebê? – estava irado de
novo, irritado.


-          
Você não... – a voz falhou, prendeu a respiração, horrorizada com a
implicação das palavras.


-          
Então sugiro que fique quieta e siga exatamente o que Pomfrey lhe
disser!


Respirou.
Aliviada. Por um segundo tinha pensado...


Ele
parou. E a olhou. E ela viu a fúria gelada em pretos. Ele tinha percebido a
linha de seus pensamentos.


‘Inferno,
inferno!’


-          
Desculpe. – murmurou envergonhada – Eu não devia ter nem mesmo
pensado que... – não terminou.


Ele
ficou quieto. Controlando-se. Respirando. Antes de andar até a cama. Rígido.


Arriscou
um olhar. Vendo como estava furioso.   Decepcionado?   Sentiu
um aperto no peito.


Deitou-a
na cama.    Ela não
soltou os braços do pescoço dele.


-          
Desculpe. – sussurrou de novo.


E
havia pretos.   Mergulhou.  O tempo perdendo o significado.


Até
que percebeu que ainda o segurava.  Então
soltou-o.  Devagar.


Ele
se levantou. Ela voltou à superfície, desviando os seus. Suspirou.


Havia
silêncio. Exceto pela respiração dele. Alta.


Ele
se virou de repente. Indo até a porta.


Saindo
em seguida.


Antes
que fizesse algo de que se arrependesse.


 



*.*.*.*.*.


 



McGonagall
estava sentada ao seu lado quando acordou.


-       
E então querida, está melhor?


Percebeu
o quanto preocupara a bruxa.


O
quanto consternara aqueles, que apesar de não serem sua família, lhe queriam
bem.


-       
Me desculpe. – murmurou com voz embargada.


Não
conseguiu se conter. Tinha sido demasiado. Demasiadas mudanças. Demasiado
perigo.


E
ainda havia Severus a enfrentar. Uma lágrima solitária deslizou.


-       
Ah, querida, acalme-se. O pior já passou. – a bruxa ainda hesitou,
antes de segurar sua mão – Vai ficar tudo bem. – falou olhando-a.


Não
disse que ninguém podia atingi-la ali. Não seria verdade.


Mas
que Merlin a ajudasse, ela não deixaria ninguém magoar mais a figura pálida
deitada na cama.


A
trouxa que a tinha aceitado no lugar de uma mãe.   Honraria essa confiança. Como uma mãe.


Mesmo
que fosse temporariamente, já que acreditava que Albus daria um jeito. E a
ajudaria.


Suspirou.   
Apertou a mão na sua. Vendo a tentativa de sorriso que Nina lhe deu.


-       
Vai dar tudo certo. – repetiu.


Nina
balançou a cabeça diante do otimismo da bruxa. Que ela mesma já não tinha.


-       
Eu sei.


‘E
espero que você esteja certa.’


Mexeu-se
na cama. A conhecida dor nas costas voltando. O incômodo de estar grávida.


A
velha vontade de ir ao banheiro.      Gemeu na lembrança da última vez.


-       
Querida?


Suspirou.


-       
Severus esteve aqui. – informou a título de explicação.


-       
E...?


Ela
não queria se meter. Isso era um assunto deles.


Mas
se fosse necessário, ela teria uma conversa com aquele professor escuro.


Não
o deixaria perturbar mais uma mulher que precisava de repouso e carinho.


E
que já tinha passado por tanta coisa. Também por causa dele!


-       
Nós não conversamos realmente. – falou com cuidado.


Nina
pensou que ter visto uma ferocidade, não, não era isso... Decisão, sim, decisão,
nos olhos da bruxa.


Mexeu-se
outra vez. Sentiu novamente o contato do metal em sua perna. Estranhamente
morno.


Pensou
se deveria.      Podia
confiar em Minerva. Puxou o lençol, expondo a corrente.


-       
Reconhece isso?


Minerva
foi mais de perto para examiná-la. Franziu a testa.


Pegou
a vara. Meneando-a enquanto murmurava. Disfarçou a surpresa guardando a vara.


-       
E então? – tentou não deixar transparecer muita expectativa.


-       
Quem a colocou – falava devagar, com cuidado – queria... realmente
protegê-la.


Franziu
as sobrancelhas, desconfiada, ainda olhando a bruxa.


-       
O que ela faz?


Minerva
evitou olhá-la, arrumando a cama.


-       
Vai permitir que alguns feitiços simples tenham seu poder diminuído ao
serem lançados em você. – desconversou, antes de seus lábios se apertarem
em desgosto, numa linha fina.


O
que ia dizer? Também vai permitir que a pessoa que a colocou seja a única que
poderá tirá-la, não importa o que aconteça, mesmo que você morra? Que poderá
localizá-la em qualquer lugar, usando feitiços poderosos se necessário? Que
alguns dos feitiços que reconheceu na corrente, foram usados tanto para proteção,
quanto para “ligar” elfos e mulheres aos seus “donos” no século
passado?


‘Aquele
bastardo!’


Acabou
de arrumar os lençóis. Dando tempo a si mesma de se acalmar. Tentando pensar
com calma.


Respirou.     
De qualquer forma, vindo de quem era, não era realmente uma coisa ruim.


Ele
a estava protegendo. Fazendo com que ela não pudesse mais “sumir”.  
Ligando-a à ele.


Ligando-a
à ele.


De
repente entendeu.              
Sorriu, relaxando.


-       
Eu vou buscar algo para você comer, querida. – tentou ser casual – E
Nina... evite mostrá-la aos outros, está bem? – saiu, antes que ela tivesse
tempo de lhe perguntar porquê.


Nina
não teve certeza de ter entendido as expressões que tinham passado pelo rosto
da bruxa.


Eram
no mínimo, intrigantes.


-.-.-.-.-.-.


Tinha
havido angústia. Ansiedade.


Gemeu.
Entre o sono e a vigília. Cabelos escuros em sua mente.


E
uma poção deslizando por seus lábios. Que a fez dormir logo em seguida.


Esquecer.


-.-.-.-.-.


 



Severus
mexeu de novo em seu caldeirão. Prestando atenção ao que fervia nele. A face
dura.


O
Senhor escuro o tinha chamado. Solicitando algumas poções específicas.


Que
tinham exigido seu autocontrole para não demonstrar no rosto o que realmente
pensava do pedido.


Mas
uma coisa ficara clara. Lúcius ainda não o havia informado sobre Nina.


E
os comensais que a tinham perseguido não seguiam ordens do Lord.


Isso
queria dizer muito.   Era um
jogo de xadrez.    E não
estava pendendo para o seu lado.


Precisaria
de concentração para o próximo movimento.      Franziu a testa, imóvel.  


Se
ao menos ele soubesse...    


‘Maldição.’


Se
houvesse tempo. Talvez pudesse... Grunhiu.


Havia
uma tempestade a cair. Podia senti-la se formando. Envolvendo-o.


E
a espera era a pior parte.


 



*.*.*.*.


 



Ela
acordou com o sol no rosto na manhã seguinte.


Sorriu
ao lembrar da promessa de Pomfrey.


O
sorriso se desfez brevemente ao pensar que ele não viera mais. Sem saber se
isso era bom ou ruim.


Suspirou.
Tivera certeza, na noite anterior, de tê-lo visto ao acordar de madrugada.  
Mas agora...


Não.
Não ia se preocupar com isso. Ia pensar no que faria assim que Minerva
chegasse.


Finalmente!


Ia
poder ir ao banheiro, comer sentada, tomar banho... Tomar banho!


Riu
sozinha. Não podia acreditar como estava contente por realizar aquelas tarefas
tão simples.


E
ia poder se sentar por pouco tempo. Sob os olhos severos de Madame Pomfrey ou
Minerva.


Embora
não pudesse sair da enfermaria. Mas isso não importava por enquanto.


Ia
se contentar com suas pequenas vitórias. E talvez, se insistisse com
jeitinho...


Elas
a deixassem andar pelo quarto.   Fechou
os olhos, contente. Até que Anna se moveu. Levou a mão.


Ainda
se sentia incômoda por causa da gravidez adiantada. Anna mexia-se muito mais
que antes.


Fazendo
as bruxas soltarem exclamações deliciadas e levarem a mão a seu ventre. Como
ela fazia agora.


Fazendo-a
lembrar que Severus ainda não sentira sua filha.     Respirou, endireitando-se.


Seus
seios estavam cada vez mais enormes. E as costas doíam.


Mas
estava contente. Ia tomar banho!


Lembrou
do pedido que tinha feito à Minerva de ir ao apartamento. E da conversa que
tinham tido depois.


A
bruxa tinha lhe contado da explicação que ela teve que dar à Srª. Vincent
sobre seu desaparecimento.


Minerva
tinha explicado que seu “marido” havia saído com ela nos braços e tinha
ido para o hospital.


Mas
como?!! Num táxi? Oh, sim. (seja lá o que aquilo fosse).  Nina rira.


Tinha
gostado de Alicia. Entregado à ela o envelope que Nina mandara, com uma carta e
dinheiro trouxa.


E
havia trazido suas coisas. Fora um trabalho reduzir o conteúdo da tal mala
longe dos olhos da Srª Vincent.


Mas
não era bruxa por nada. Riu com Nina ao contar o comentário dela. Tem razão,
ela era realmente forte.


Tinha
esperado que ela não notasse como transportara com facilidade a mala que
deveria estar pesada.


Mas
ela notara. Comentando surpresa como uma senhora tão frágil podia ser tão forte.


Tinha
evitado um sorriso na ocasião.       Ficou contente ao perceber como Nina tinha sido bem cuidada.


Mesmo
que ela tivesse garantido isso através das corujas que trocaram, não tinha
ficado realmente satisfeita até confirmar por si mesma.


Também
trouxera notícias dos outros e de Diana. Que tinha se culpado por não
percebido que Nina não estava bem. Nina tinha pedido à Minerva que a tranqüilizasse.
Ela não teria como saber o que acontecera.


E
tudo terminara bem.


‘Não
é?’


-.-.-.-.-.-


 



Mais
uma poção.  O dia inteiro estivera
ali. Caldeirões fumegando.



percebendo a passagem do tempo ao ver o alimento aparecer em sua mesa no laboratório.


Cortesia
de Albus, obviamente.   Resmungou,
pegando mais um ingrediente. 


Muito
a ser feito.    Muito
antes de...      Bateu
o vidro em sua mão no balcão com raiva.


Irritado
por pegar-se pensando em castanhos.


Mesmo
sob uma guerra! Com vidas e coisas importantes a considerar.  Decidir. Planejar...


‘Maldição!’


Sentiu
uma raiva insana.  Por não
conseguir esquecer um par de olhos; um ventre distendido...


E
o que isso significava.


 



-.-.-.-.-.-.-.


 



Dormira
sobre a escrivaninha de seu laboratório.


O
jantar intacto tinha desaparecido. Tinha forçado meio copo de leite pela
garganta abaixo.


Antes
de se sentar e abaixar a cabeça sobre a mesa um momento.


 



*.*.*


 



A manhã estava nublada. Acordara tarde.


Hagrid a tinha visitado. 
E ela ainda não tinha comido.


Agradeceu que o castelo estivesse quase vazio. Não quis
pensar em como seria se ainda houvesse alunos.


Minerva estava esperando Madame Pomfrey acabar de examiná-la.


Depois de um sorriso, a bruxa começou a contornar a cama,
parando em seguida.


Severus estava na porta. Não parecia esperar encontrar as
bruxas ainda ali. Entrou.


Ela o viu dar longas passadas em sua direção.


-          
Você ainda não está bem, querida. – não parecia que Minerva
estivesse falando para ela - Precisa de repouso. 
– completou severa.


-          
E por favor, quando sair, cuide-se melhor. – Pomfrey resmungou
– Não a quero aqui antes da hora.


‘De novo.’


Ele tinha parado.   
Evitou pretos.  Recostou-se
melhor.


-          
Eu prometo que tentarei.


Pomfrey puxou a bandeja para seu colo, sobre o ventre
distendido.


-          
E terá que me obedecer. – advertiu seca – E se alimentar.


Ela fez uma careta para o prato de aveia.


Não houve tempo para uma resposta.


-          
Oh, então é verdade. – alguém se aproximava da cama – Você
voltou.


Ela se virou para os óculos de fundo de garrafa. Os vários
colares.  Aquela bruxa não
mudaria nunca.


-          
Que pena estar aqui. – olhou-a avaliando, o rosto mudou, como se
estivesse se concentrando, adivinhando – Mas agora está melhor. – falou com
a voz mudada.


-          
É claro que você já sabia Trelawney. – sorriu.


-          
É claro, querida. Não faça mais isso. Elizabeth estava furiosa
com Severus por sua causa.


Ela ficou imóvel. A respiração se acelerou.


-          
Sibila! – silvou imperioso.


-          
Com efeito, Sibila! – Minerva não se conteve, brava.


-          
Mas o que o que foi que eu disse?


Nina a olhou. Ela parecia atrapalhada. Confusa.


Talvez para ela o mais natural era Severus, da Sonserina
ficar com Elizabeth, a bruxa.


-          
Está tudo bem, Minerva. – conseguiu murmurar.


Olhou Sibila. Viu a expressão de quem não entendia.
Perdida.


Percebeu.


‘É claro.’


A pequena mesa. O prato. Ela parecia não saber. Não ter
notado ainda. A gravidez.


Viu-a olhar para baixo. Os olhos se arregalarem atrás dos
óculos de lentes grossas.


Não viu maldade nela. Só inconseqüência.


-          
Be-bem. – murmurou – Que bom que... que você está bem. –
gaguejou atrapalhada.


E saiu.


Nina sabia onde ela ia.


Empurrou a mesa, tentando levantar-se.


-          
Fique! – ouviu-o ordenar.


Ela o ignorou. Respirando.


-          
Vamos, querida. – Minerva se adiantou segurando seus ombros –
Você não pode sair ainda. Precisa descansar.


Olhou esperançosa para Pomfrey. Os olhos nublados.


A bruxa devolveu. A expressão desconfortável.


-          
Sinto muito, querida. – balançou a cabeça negando – Ainda não.


Ela fechou os olhos. Respirou. Deitou-se de novo. Querendo
ficar sozinha.


Ouviu quando foram saindo. Entendendo.        
Suspirou.


Abriu os olhos.


Ele ainda estava lá. Percebeu pelo canto dos olhos. Não se
moveu. Não quis ver pretos.


-          
Eu não a quero aqui. – falou baixo, dura, sem conseguir dizer o
nome – Não quero sua... – impediu-se.


Ele não respondeu. Ouviu-o respirar alto. Sentiu a raiva
que emanava dele.


-          
Vá embora. – murmurou – Por favor, me deixe em paz.


Colocou a mão sobre os olhos.


Não o encontrou quando os abriu de novo.


Deixou finalmente que as lágrimas descessem.


O que infernos ele tinha vindo fazer ali, afinal?


Ela sabia. Ele não desistira. Viera exigir uma explicação.


Suspirou levando a mão aos olhos. E o que infernos ela
tinha vindo fazer aqui?


Virou-se, tampando o rosto com a mão.


Deus! O que infernos ela tinha vindo fazer em Hogwarts?


Soluçou.


 


*****


 


Suspirou de novo.


Sem conseguir parar de pensar. E lembrar.


Estava anoitecendo. Finalmente. Olhou para a porta. Algumas
camas à frente.


Ele não tinha voltado. Só Minerva e Pomfrey.


A porta se abriu.


Ele a olhou.  Fez
um gesto.


As tochas se acenderam.


Piscou. Acostumando-se à luz. Enquanto ele se aproximava da
sua cama.


Sentiu raiva.   Ela
o tinha mandado embora.


Mas ele se achava no direito de voltar. Como se achava no
direito de usar magia.


Sem nunca perguntar.  Sem
ligar para o que ela sentia.


A mágoa se misturou à raiva. Levantou-se. Puxando as
cobertas.


-          
Mas o que você pensa que está fazendo? – ele se aproximou.


-          
Fique longe de mim! – falou alto, ele parou – Ou eu juro que
grito.


-          
Maldição! Pare de agir como criança! – disse seco.


-          
Já não basta tudo o que você fez? – falou baixo, colocou as
pernas para fora da cama.


-          
O que está acontecendo aqui? – ela ouviu a voz de Dumbledore da
porta.


Ela os ignorou. A tristeza ameaçando engolfá-la. Colocou
os pés no chão. Vestiu o robe.


-          
Diretor, eu vou para o meu quarto. – avisou – Lá eu terei
privacidade. E paz! – falou baixo, nervosa.


Não ia deixar que ele a visse chorar.   
Snape avançou.


-          
Severus? – percebeu o aviso na voz do diretor, enquanto andava
vagaroso em direção à eles.


Ele parou. A expressão séria.


-          
Volte para a cama! – havia ameaça na voz.


Ela o ignorou. Amarrando o robe. Começou a avançar para a
porta. Descalça.


-          
Nina! – ele fez um movimento.


Ela se virou para ele. O rosto tenso.


-          
Não se atreva a se aproximar. – falou devagar.


Eles se encararam. Pretos. Em castanhos. Ele viu a sombra
neles. E mágoa.


Respirou.


-          
Nina...


-          
Ah, então é verdade... – ela ouviu a voz irônica, que fez seu
coração apertar – Você voltou.


‘Não. Agora não.’


Voltou-se, um pouco trêmula. Olhou para a porta. 
A beleza dela a atingiu. A fez se sentir gorda. E feia.


-          
É melhor você sair. – ouviu a voz às suas costas, num aviso,
áspera.


Elizabeth o ignorou. Mas Nina viu a raiva nela. O modo como
fingiu não ver Dumbledore.


-          
Quem é o pai? – azuis venenosos, irônicos – Isto é, –
levantou uma sobrancelha – se você souber.


Ele fechou os punhos. Contendo-se.


-          
Saia!! – ordenou num sibilo.


Elizabeth olhava Severus. Com raiva. A fisionomia desfeita.


-          
Porquê? Ela disse que é você? – ironizou, rindo com desdém
– E você acreditou? – debochou.


-          
E se eu acreditei? – rosnou ameaçador.


Os olhos estavam furiosos. 



-          
Você não pode! – avançou furiosa – Ela é só... –
procurou a palavra – uma qualquer!


Ela era linda. Uma bruxa. E ainda assim, não importava. Não
era a pessoa certa. Mas isso não era problema dela. Só não ia deixar que a
insultassem.


-          
Eu  NÃO SOU 
uma qualquer. – enfrentou-a dura.


Elisabeth pareceu ficar furiosa demais. Olhando-a como se um
verme tivesse falado. Tirou a varinha.


Seu coração disparou. 
Severus deu um passo à frente empunhando a sua. Colocando o corpo à sua
frente. Como se a protegesse.             
Ela franziu a testa. O diretor se moveu. Atento.


‘Varinhas?’


Isso era sério. Havia mesmo alguma coisa. Que ela não
sabia.


Lembrou-se de Dumbledore falando com ela. “Ele tem
motivos. Bons.”



Sentiu seu coração começar a apertar. Havia perigo então.



-          
Como ousa pensar que um bruxo poderoso. Um mestre! Um ex-comensal.
– os olhos fuzilavam – Poderá querer uma... trouxa! – ela cuspiu a
palavra – E esse... – olhou a barriga dela – bastardo!


-          
Isso, – ele vociferou – não é você quem decide!


Ela o conhecia. Ele não teria tolerado isso de ninguém.
Teria reagido. Sequer teria respondido.


E não tinha nem mesmo mandado que ela saísse outra vez.             
Medo se insinuou.  Respirou.


‘Dane-se! Eu não o quero. Mas não vou deixar você
pensar que pode atingir minha filha.’


A despeito de qualquer coisa. Havia Anna a proteger. Mesmo
que tivesse que se arriscar.


Mesmo que tivesse que engolir o orgulho. 
E usar Severus para isso.


Ele estava ao lado dela. Tinha percebido por suas respostas.



Impediu-se de ter esperança. Não agora.   
Olhou para suas costas.  Protegendo-a.   Ia valer-se disso.


E talvez conseguisse mostrar alguma coisa a ele. Dar-lhe
algo para pensar.


Não ia permitir que a amedrontassem. Mesmo que seu coração
batesse rápido.


Ela rodeou-o, decidida. Lutava suas próprias batalhas.
Moveu-se para ficar em frente à mulher na porta.


Ele deixou. Ficando ao lado dela. Só um passo atrás. Ela
encarou Elizabeth.


Endireitou-se. Levantou a cabeça. Parecendo mais alta.


-          
Está errada. – olhou-a – Eu também tenho um poder. – azuis
raivosos estavam nela – Um que mesmo Voldmort... – sentiu a tensão ao nome
– aprendeu a respeitar. – enfrentou-a, senhora de si, escondendo o que
sentia bem fundo – Um absoluto. Que faz com que eu dê, de bom grado, minha
vida. Sem hesitação. Por meu bebê. – ela estendeu a mão para trás, sem se
voltar – E por Severus.


‘Por
favor... Finja que estamos juntos.’


Sentiu quando ele segurou sua mão estendida com firmeza. Um
leve tremor? Respirou.


‘Obrigada Deus!’


-          
E isto. Você não tem. Não pode oferecer. E não o poderá. –
encarou-a – Nunca.


Ele soltou sua mão. E estava às suas costas. Alto. Uma
rocha. Ela se encostou. Trêmula.


Tentando não pensar que estavam juntos. Realmente juntos.
Contra algo.


Elizabeth à sua frente. Furiosa.


Mesmo que não quisesse. Nunca se sentira tão segura. Tão...
em casa.


Ele colocou uma mão em seu ombro. Ela percebeu que a
varinha ainda estava na outra. Pronta.


Dumbledore moveu a cabeça. E havia um sorriso. Que chegava
aos olhos. Por sobre os óculos.


-          
Eu creio, Srtª Parker, – falou devagar – que precisamos
conversar. Podemos ir ao meu escritório. – a voz calma, mas firme – Agora.


Elisabeth disfarçou a raiva.


‘Sua trouxa prostituta.
Você não perde por esperar!’


Deu um sorriso falso. Recolhendo a varinha.


-          
É claro. – levantou a sobrancelha – Diretor.


Albus se afastou para que ela passasse. Atento. Elizabeth se
virou e o precedeu.


Dumbledore a seguiu. Depois de piscar para eles.


Severus abaixou a vara devagar. Guardou-a. Ela sentiu esse
movimento. Às suas costas.


Hesitou. Sentindo como tinham estado do mesmo lado.


Virou-se para ele. Ainda tremendo. O coração disparado.


Pretos brilhantes. Em castanhos. E então... Nada importava.



Ela encostou a cabeça em seu peito. Ele a abraçou. Sentiu
o medo e a tensão ir.


Ela respirou. Fechou os olhos. Sentiu-o apoiar o rosto em
sua cabeça.


Ele se sentia bem. Não quis saber por quê. Não se
importou.


-          
Acabou. – ela falou baixinho.


Ficou tenso.   A
tempestade.


‘Não.
Você está errada. Só começou.’


Os olhos preocupados. Depois de um tempo. Soltou-a devagar.
Tinha coisas a fazer.


-          
É melhor você voltar para a cama. – ordenou baixo.


Ela ficou imóvel. Com o tom dele. Percebendo.           
Estavam de volta. À estaca zero.


Acenou com a cabeça. Sem entender. Desviando o rosto.


Para que ele não visse o que havia ali.


E as lágrimas.


Voltou para a cama.


Vendo-o do lado de fora. Meneando a vara, na porta.
Murmurando, durante um tempo.


Proteções.


Suspirou.


 


*****


 


Não soube se Hermione foi informada que tinha voltado.
Mandaria uma coruja quando pudesse.


Minerva e Pomfrey foram suas companhias. Conversando sobre
bebês.


E sobre as coisas que tinha trazido do apartamento. Minerva
disse que as colocaria em seu quarto. Para quando saísse.       
Tinham ficado com ela. Revezando-se.


E as tinha visto. Refazendo as proteções. A cada vez que a
deixavam sozinha.


Mas ela sabia. Que mesmo assim, a vigiavam.


Minerva ficou com ela até que dormiu. E muito mais tarde,
Pomfrey tinha ido descansar.


 


Ele a olhava. Anna na cama. Entre eles.


Então Elisabeth apareceu. Os olhos brilhantes.


- Ele nunca a amará, sua TROUXA!


Acordou, apoiando-se no cotovelo. O som da gargalhada ainda
em seus ouvidos.


A respiração rápida.           Devia
ser madrugada.


Sentiu-se frágil.         
Suspirou. Voltou a se recostou. Olhando a porta.


Tentando se acalmar. Vendo a luz. Tênue.


Então percebeu através da porta que os corredores se
iluminaram.


O coração disparou. Evitou o medo, lembrando das proteções.


Então viu uma sombra.   
Reconheceu.     Tensa.


Ele meneou a varinha. E entrou. Sem fazer barulho.
Semicerrou os olhos.


Viu-o se aproximar de sua cama.


E como ficou parado. Olhando-a.


Sabia que tinha percebido. Que estava fingindo dormir.


Viu-o virar-se. Indo em direção à saída.  
Havia a sensação de perda em seu peito. Insuportável.


-          
Severus. – sussurrou baixinho.


Mas
ele ouviu.  Parando.     E voltando-se para ela.  Esperando.


-          
Será que... – falou suave – Podia ajeitar os travesseiros para mim
por favor?


Sentiu
o rubor. Certamente não era o que queria ter dito. Mas estava feito.


Ele
hesitou. Pensou que a ignoraria.   Então
se aproximou. Devagar.


Sentando-se
em sua cama. Inclinando-se. E ajeitando-os para ela.


Não
conseguiu parar de tremer. Enquanto ele a ajudava. Vendo o rosto tão perto.


O
cabelo caído. A expressão séria. Sentindo o cheiro dele.


Encontrou
escuros. E mergulhou. Como antes. O coração disparado.


Ele
sentiu o hálito em seu rosto. O cheiro de violetas. E como ela tremia. Perto...


Talvez
como ela, ele também sentisse todo o resto sendo afastado de sua mente.


Nada
mais tendo importância agora. Nem o perigo.   Nada.     

eles.


-          
Severus. – sussurrou num pedido, sem poder se conter.


Viu-o
suspirar, como se desistisse.    E
então houve lábios.  Nos dela.  Famintos. Como antes.


Levantou
as mãos. Segurando os cabelos pretos. Puxando-o para si.


Beijando-o.
Tão ansiosa como ele.  Sentindo a
saudade. Imensa.


E
o modo como ele enfiou a mão em seus cabelos. Acariciando-os.


Enquanto
a boca dele a devorava. As respirações aceleradas. Intensas.


Passeou
as mãos trêmulas. Pelo rosto dele. Querendo apagar. Esquecer. Que ficaram
separados.


Não
soube dizer quanto tempo tinha passado.


Até
que houve uma imagem. Cruzando sua mente. De cabelos prata e olhos azuis.
Desafiantes.


Fazendo-a
ficar imóvel. O coração se enchendo de dor.   Gemeu.


Ele
percebeu. E se afastou. A respiração rápida. Olhando-a.


Ela
sentiu-se magoada. Ferida por ele. Querendo ferir.  Arrependida do que tinha feito.


-          
Elisabeth não deve tê-lo satisfeito direito. – disse baixo – Já
que não se importa de beijar uma grávida.


Ele
se imobilizou. Fúria subindo.  Possesso.
Mas então percebeu castanhos.


Antes
que ela os desviasse. Tentando esconder. O que ele já tinha visto.


A
dor. A mágoa. E as lágrimas.   Também
havia a tristeza. Em seu rosto. Como na primeira noite.


Afastou-se
com um suspiro. Levantando-se.


Indo
para a saída.


-          
Nunca tive Elisabeth.


Fechou
a porta atrás de si. Recolocando as proteções. E se foi.


Ela
ficou parada. Tentando controlar a respiração.


Com
medo de acreditar. O coração aos pulos.


Talvez.
Só talvez. Ainda houvesse uma chance.


Fechou
os olhos. Levando a mão aos lábios. Lembrando.


Querendo
que o momento durasse.


Para
sempre.


 



*****


 


Ele sentou-se em frente ao fogo.


O gosto dela ainda em seus lábios.


A sensação dos cabelos em suas mãos. De seu rosto sendo
acariciado.


Fechou os olhos.


Afastando todo o resto da mente.


 


*****


 


Acordou
com o braço esquerdo queimando.


O
rosto num esgar enquanto abria os olhos.


A
dor desapareceu. Respirou fechando os olhos por um minuto. Só um aviso.


Lembrando-o.
A noite passada não acontecera. Fora errado. Não podia.


Não
tinha direito a nada. Nem a um lapso pequeno. Qualquer falha. E haveria morte.
Mortes.


Levantou-se.


 



Uma
grande coruja o interceptou quando saía.


Sua
expressão escureceu mais ao reconhecê-la.


Malfoy.


Estendeu
a mão e pegou a mensagem.


A
coruja se foi.  Leu-a.


Respirou,
continuando seu caminho.


 



*.*.*.*.*.*.*.


 



Tinha ido até um lugar abandonado e cheio de poeira. Ao
encontro de Lucius.


Que insinuara saber o que acontecia em Hogwarts.   
E que neste jogo de xadrez.


Ele preferia ter um “bispo” ao seu lado. A ter um
“rei” raivoso e desconfiado, diante de alguma “traição”.


Snape levantou uma sobrancelha irônico.


-       
E como exatamente você pretende enganar – usou a palavra
de propósito – o Senhor Escuro?


Lucius demonstrou sua fúria fria.


-       
Da mesma forma que você, irmão.


O rosto endureceu.


-       
Eu não o enganei. Fui obrigado a ficar com essa... trouxa
infernal! – quase cuspiu, mostrando raiva.


Um canto da boca do loiro se ergueu.


-       
É essa a explicação que vai dar? – chegou mais perto, a voz suave
– Também foi “obrigado” a se deitar com ela? – ironizou frio.


-       
Não. – rosnou perto, perigoso – Na verdade essa foi a única coisa
boa em tudo isso. Usá-la bem debaixo das barbas daquele velho arrogante! –
afastou-se – Apesar do nojo, algumas vezes.


Esperou
que isso o acalmasse.  


Houve
um olhar desconfiado. Mas ele não podia se lembrar do que acontecera quando
tentou seqüestrar Potter.


A
risada do louro mostrou que acertara o alvo.         
Pelo menos
por enquanto.


-       
E você não lembrou de usar nada para impedir um bastardo? – provocou
– Não importa. – fez um gesto com a mão – Esse... problema pode ser
resolvido. Seu irmão não o deixaria sozinho agora. – deu um sorriso mau.


Não
deixou que seu rosto revelasse nada.   Controlou mesmo erguer uma sobrancelha.


Podia
tentar ganhar algum tempo.


-       
Debaixo das barbas de Dumbledore? – debochou – Seria o mesmo que me
denunciar. – continuou macio – E duvido que o Mestre gostasse de colocar
minha posição em risco. – levantou o rosto –  Não depois do que Potter aprontou no Ministério. – lembrou delicado.


Lucius
endureceu.   O rosto se torceu
num esgar imitando um sorriso.


-       
Agradeço, irmão. – disse antes que o outro tivesse mais alguma idéia
– Mas, eu posso resolver esse... problema, sozinho. E o farei. Mais tarde.


Esperou.     
Outra vez o canto da boca de Malfoy se ergueu.


-       
Então voltamos à estaca zero, irmão. – um quase sorriso – Eu me
coloco à disposição para explicar ao Lord. – bateu a bengala na parede,
dizendo ocasional – Mas eu o aconselharia a se manter, digamos, afastado por
um tempo. Só até que nosso Mestre se acalme. Irmão.


Levantou
a sobrancelha em resposta, movendo a cabeça. Arrogante, irônico.


-       
Examinarei seu conselho amável. Irmão.


Ele
riu. Snape não tinha aceitado seu oferecimento. Ou declinado. As coisas estavam
melhorando.


De
alguma forma tinham se afastado nos últimos tempos.


Às
vezes, pensara perceber uma incompreensível raiva surda no antigo amigo. 


Mas
isso não importava. Um Malfoy não confia em ninguém. Elisabeth fora uma boa
cartada.


Ele
não pretendia ser mandado toda sua vida. Unira-se por poder. Teria poder.


Seria
segundo no comando.              
Ou talvez mais...           Sorriu.


E
as coisas estavam definitivamente melhores. Um segredo é sempre uma arma.


Moveu
a cabeça num cumprimento.


E
se foi.


Snape
respirou. A testa franzida em preocupação.


Nem
por um momento havia se enganado. Lucius o usaria.


Talvez
até o ajudasse. Enquanto servisse aos seus interesses.


Nunca
era bom ficar devendo a um Malfoy. Nunca.


Suprimiu
um rugido. Batendo a mão na mesa, levantando pó. Precisava achar uma solução.
Antes de Setembro. Não iam conseguir manter tudo aquilo dentro das portas do
Castelo por muito tempo. Mesmo com a reunião que Dumbledore tinha feito com a
equipe de funcionários. Avisando-os severamente. E ainda havia...


A
tempestade estava virando rapidamente um furacão.


Talvez
não soubesse o que aconteceria na próxima reunião. Que planos seriam feitos.
Quem seria morto. O que...


Respirou.


Aparatou.
Precisava voltar ao seu laboratório.


Ainda
havia muito a ser feito.


 



******


 


Ela tinha esperado-o de manhã. Quase impaciente.


Mas ele não veio.   



De tarde. A tristeza começou a voltar.


Fazendo-a sentir ansiedade. Angústia. Que se intensificava
de uma forma exagerada. 


Quase pensou que ele tinha sido chamado de novo.


Minerva percebeu sua aflição. Deixou “escapar” que ele
tinha ido resolver algo para Dumbledore.


Sem mencionar o quê. Combateu a tristeza. Bebendo da poção
que Pomfrey tinha trago em seguida.


Dormindo logo depois.


 


 


*.*.*.*.*.*.


 


A reunião tinha sido um inferno.     
E já tinha passado da meia-noite.


Levou a mão ao pescoço dolorido. Estava
ficando velho. Mal conseguia pensar.


Por um segundo passou pela sua mente a
possibilidade dela estar lá. Esperando-o.


Não. Não aconteceria. Minerva e Pomfrey
tomariam conta dela. Mesmo sendo uma trouxa teimosa e...


Inferno. 
Nem em dor e com tanto a resolver conseguia deixar de penar... Seria sua
perdição um dia.


Deu mais um passo. O gosto de sangue na
boca. Outro.


Lucius mantivera sua palavra. Fazia seu
jogo. E o Senhor Escuro parecia ainda não saber de nada. 



Mas houvera uma ou duas situações.       
Trincou os dentes. O rosto duro.


Não podia colocar em risco as informações
que trazia para a Ordem.


Talvez
precisasse falar com Albus.


‘Maldição!’
– rosnou baixo.


Merlin
o ajudasse.


 


****


 


Ela tinha acabado de comer. 


Suspirou. Estava cansada de ficar na cama.


Imaginou que já podia ir. Mas teve certeza de que a fariam
ficar ali. Por um bom tempo.


Pomfrey tinha movido sua cama. Para que pudesse olhar pela
janela.


Tocou seu ventre. Quando Anna lhe deu um chute.


Sentiu uma presença. Voltou-se.


Ele estava lá. Olhando-a. Pálido. O rosto cansado.


Mergulhou em pretos. Sem poder se impedir de sorrir.


Tinha ficado observando-a. Vendo a face calma.


Percebendo de repente, o quanto estava bonita. 
Era bonita. De encontro à luz na janela.


Antes que ela tocasse o ventre.            Seu
filho.      


Viu o sorriso. Doce.   
Para ele.


Entrou. Indo até lá.


Ela o acompanhou. Com os olhos. Enquanto ele parava. Ao seu
lado. Quieto.


-          
Não vai sentar? – perguntou suave.


Estreitou um pouco os olhos. Vendo o brilho em castanhos.


Puxou a cadeira. Sentando-se.


Ela voltou a olhar para fora. Sem conseguir mais sustentar.
O olhar em pretos.


Um pouco nervosa, pela proximidade. O sol estava se pondo.


Voltou o rosto. Quando ele se moveu. Arranjando coragem.


-          
Mê dê sua mão. – pediu, estendendo a sua.


Ele soube.  Franziu
a testa.


-          
Para quê? – perguntou seco.


Ela quase desceu a dela.


-          
Para mostrar-lhe algo.


O rosto endureceu. Raiva subindo.


-          
Agora você decidiu que sou digno – disse entre os dentes –
de saber qualquer coisa sobre... o bebê?!


Não estava preparada
para esse ataque. Nem para a raiva em pretos. Desceu a mão.


-          
O bebê é uma menina. – tentou ficar calma – E se chama Anna.


Sentiu-se furioso.  Não
ia ficar irritado. Não podia ficar irritado!


-          
E o – respirou antes de pronunciar a palavra – pai não
teve nada a dizer quanto ao assunto? – rosnou.


Ela respirou. Controlando-se. Para não chorar.


-          
Ele não sabia. Eu não disse. Não parecia que ele ficaria feliz
com a notícia.


-          
E você sequer lhe deu uma chance! – quase um rosnado.


-          
E havia... – continuou, a respiração um pouco mais rápida –
outra pessoa envolvida.


-          
Mesmo que você ignorasse os motivos para essa... pessoa
estar envolvida!


Ele não parecia querer se acalmar. Os olhos brilhantes.


-          
Ele me mandou embora.


-          
Pensando em protegê-la!


Arfou.  Ele não
a tinha procurado! Não tinha tentado explicar. Tudo o que tinha sido dito.
Feito.


-          
Mas ele não me disse! Pensou que eu adivinharia? – atirou – Não
sou Trelawney!


-          
Ela não é... – perdeu a paciência – Inferno! Você devia
ter-me dito!! – parecia se conter para não avançar nela.


-          
Como? – arfava – Como exatamente você esperava que eu
dissesse? Enquanto você estava com... – fechou os olhos, abrindo-os logo
depois, respirou – Você sequer sabia meu nome! - acusou.


Ele se calou. Ao ver o brilho de lágrimas em castanhos. O
rubor. E os lábios trêmulos. Antes que ela se virasse para a janela de novo.


Ouviu-o respirar, irritado.


-          
Devia ter contado! – estava tentando duro controlar a raiva –
Eu tinha o direito de saber!


-          
Eu sei! – gritou nele virando-se para pretos; uma lágrima desceu
– Eu sei. – moveu o rosto para a paisagem.


Ficou quieto.


‘Você não me procurou.


Mesmo tentar protegê-la não o impediria de ir até ela. Se
realmente a quisesse.  Mordeu o lábio.


Tentou ignorar a vozinha que lhe dizia que talvez devesse
pensar diferente depois do último encontro com Elisabeth. 
Lembrar de quanto ele a tinha feito sofrer.


Ele tinha que ter encontrado uma maneira. Longe de
Elisabeth. Perto dela!


-          
Você me queria longe. Deixou isso bem claro. – respirou – Foi
só uma desculpa para me afastar de sua vida. Você ME QUERIA longe! –
a voz quase falhou – Não importa se diz a si mesmo que era pra me proteger.
– sacudiu a cabeça – Podia ter encontrado outro jeito.


-          
Isso é o que você pensa!


Será que ela não entendia?! Havia perigo! Um perigo real!
Não as tolices que ela tinha lido!


Ele lembrou. De seu braço que tinha formigado de novo de
manhã.


E do chamado. Que ele agradeceu por ser rápido. Apesar da
sensação estranha que sentiu no ar.


E do pedido que lhe tinha sido feito.


Ela suspirou. Limpando o rosto.


-          
Eu não quero discutir mais. – fez uma pausa – 
Não vai adiantar agora.


Voltou-se olhando-o. Esperançosa.


-          
Vai? – murmurou.


Ele fingiu não entender. Não quis entender. Não podia!
Não agora. Havia Lucius. Havia...


Emergiu de castanhos.


-          
Não.


Outra lágrima rolou.       
Provocando algo, dor, em seu peito.


-          
Me deixe sozinha, 
a voz quebrou – por favor. – virou o rosto para a janela, sem ver.


-          
Nós precisamos... – não sabia porquê não queria sair.


-          
Por. Favor...


Ele tragou. Duas vezes.                  



Levantou-se.


E saiu.        
Ela não conseguiu controlar os soluços.


Ele respirou, imobilizando-se do lado de fora, ao ouvi-los.


Antes de continuar a andar.


Pensando que já não havia nenhum sorriso doce. Ou voz
suave.


Para ele.             
Havia aquela coisa incomodando em seu peito de novo.   



Hesitou. Inalando ar.


Imaginando quanto tempo Elisabeth levaria para avisar seus
“outros contatos”. Pensou sombrio.


Ou se já não o havia feito. Se houvesse mais algum. Além
de Malfoy. 


Levantou a cabeça. Respirou. A máscara no lugar.


Havia uma poção a ser feita.  Agora.  Perigosa.
Que tiraria mais vidas.


Para o Senhor Escuro.


E que ele não tinha certeza de poder arriscar.


Mudar ligeiramente seu conteúdo.


Como
em outras vezes.


 


*****


 


Tudo ficou mais calmo. Nos dois dias seguintes.


Ele não tinha vindo mais.


Pelo menos não enquanto ela estava acordada.


Mas Dumbledore tinha feito questão de comentar nas refeições.
Sobre seu estado. A cada dia.


Enquanto ele fingia comer.


Esperando a noite.


Para poder vê-la. Enquanto dormia.


 


Pensou tê-lo visto do lado de fora. Quando todos já tinham ido.
Parando em frente na porta.


Olhando-a. Sem uma palavra.


Mas não entrou.  E se
foi.       Suspirou.
Sem entender.    Ainda com
sono.


 


 


*.*.*.*.*.


 


-       
Você não pode voltar lá! – ela irrompeu pelo escritório.


-       
Não há outro meio. – a voz dura, soturna.


-       
Quanto tempo acha que ainda vai poder manter? 
Quanto tempo antes que ele descubra? E se Elisab...


-       
Sabe que as informações que eu trago são importantes Minerva.
– interrompeu-a, escuro.


-       
Albus diga a ele! Você é um pai agora! – estava brava – Tem
que pensar nisso.


Sentiu algo.   Ao
pensar em Nina. E em... Anna. Era esse o nome. Que ela tinha escolhido.


Sem ele.


-       
Ela ficará bem. Sempre ficou. – levantou-se.


‘Você está ficando velho, Snape!’


Pensou muito irritado. Estava ficando mole. Abaixando a
guarda. Tinha que tomar cuidado. Concentrar-se.


-       
Exatamente quando ela ficou? – estava irada, também com Albus
que não dizia nada – Quando você a trouxe de Malfoy? Na floresta proibida?
Ou depois quando foi atrás de você? Ou talvez agora, quando quase perdeu o seu
bebê! – os olhos da bruxa brilhavam.


Dumbledore os observava. Quieto.


Severus não quis refletir. Em como as coisas podiam mudar
para eles. Ou se mudariam...


Havia muito em jogo. Vidas que ele não podia arriscar.    
Principalmente a dela.


Tinha pensado em muita coisa. Mas nunca na possibilidade de
viver uma vida normal.


‘Uma vida normal!’


Seu rosto se contorceu por um segundo, num esgar debochado. 



Aquilo nunca existiria. Não para ele.


-       
Tenho certeza de que a protegerão se... algo acontecer.


-       
E é claro você não pensa em como ela vai se sentir...Se “algo
acontecer”! – imitou-o.


Suspirou exasperado.  Não
era uma decisão a ser discutida! Era uma decisão dele!


Virou-se para sair.


-       
Severus! – ela chamou brava.


Mas ele não voltou. Ouvindo a voz suave de Dumbledore. E a
brava de Minerva. Discutindo.


Descendo pela gárgula.


Deixando que seus passos o levassem. Pela primeira vez em três
dias.


Até a enfermaria.


Até ela.


-.-.-.-.-.-.-


Virou o rosto da janela. Sentindo.


Vendo-o de novo.  
Lá.   Entrando. Sem
hesitar.


Observou quando se aproximou.  Sentando-se na cama. Enquanto inclinava-se sobre ela.


Colocando a boca na sua. Num beijo longo. Profundo. As mãos
enfiadas em seus cabelos.  Puxando-a.


Ao mesmo tempo em que ela cruzava os braços à volta de seu
pescoço. Instintivamente.


E ele a trazia mais para perto. Apertando-a nos
travesseiros. Intenso.


Sentindo o gosto da boca suave. Explorando-a. Beijando os lábios.
Perdendo a noção do tempo.


Antes de se levantar de repente. E sair.


Sem uma palavra.


Ainda ficou olhando para porta.     Tentando decidir se tinha sonhado tudo
aquilo.


Levou a mão aos lábios molhados.


Não.      
Tinha sido real.


E a tinha deixado com a sensação engraçada.


De que ele queria ficar.


E de que era uma despedida.


Mordeu o lábio inferior ainda com o gosto dele.


Sentiu um aperto no peito.


 


****


 


‘Aquela prostituta trouxa!’


Ela pagaria. Tinha planejado tudo muito bem. Cronometrado o
tempo.


O maior problema era se deslocar em Hogwarts sem aparatar.
Mas ela tinha resolvido isso também.


Com diffindo e uma vassoura miniaturizada.


A grande tacada tinha sido o Quarto de Exigência. Era lá
que ela a colocaria.


Nunca a encontrariam. Nem ela saberia o que a tinha
atingido. Riu sozinha.


Tinha sido mais uma precaução. No caso de algo dar errado.
Seria interessante ouvir a explicação dela.


Riu mais alto.     
Primeiro precisava de uma desculpa. Procurou Dumbledore. Ele entenderia.


Precisava se “afastar”. E estavam de férias. Iria fazer
uma rápida “visita” a seu pai.


Estava tudo pronto.  
Dirigiu-se ao escritório do diretor.


Ia começar.


 


-.-.-.-.-.-.


 


Ananinasnape@yahoo.com.br


 


E este capítulo já estava demorando demais!


(conforme vários comentários/e-mail/mensagens/reviews que
eu recebi que deixaram isso bem claro!).


 


Obrigada a todas. Ops! Todos. (Agora temos leitores homens!)


Obrigada M@ki. Seus pequenos “mimos” via e-mail agradam
muito também a meus filhos.


Rita. Valeu todos os arquivos (tantos!) com que você nos
brindou no Grupo do yahoo.


Obrigada Vivian, por sua palavra amiga.


Obrigada minha amiga da Suíça (tão chique!!!).


Obrigada Granger, Sett, Miru, Lessa, e a tantas outras.


Um grande abraço.


 


E de novo o meu muito, muito obrigada.


 


Nina.


 


 


 


LESSA!!!!! – OBRIGADA!!!!!!!!!!!!!!! Por você estar
traduzindo a fic pra mim!!!!!!!!!!


 


PS.: Cara, isso vai ficar maior que o capítulo!


 


Rita – Nossa fic tá aqui! Desculpas a todos pela demora.


PS.: Eu AINDA estou com dois trabalhos!


Fernanda – Valeu o apoio (e os e-mail!)


Marina - Como sempre meus
filhos AMAM seus avatares! Eu também!


Malu – Espero que você adquirido todas as respostas que
você precisava para sua pesquisa.


Cosme Silva – Obrigada pelo convite, foi muito delicado de
sua parte. Eu já estou no Orkut. Você estava sumido, heim!


Bárbara Menezes/Babi – Parabéns pela nova fic. Estou
acompanhando. Não faça como, eu por favor!


Não pare de escrever no meio e irrite seus leitores.


Amanda – E a fic? Cansada? Risos.


Jenny – Eu não quis maltratar vocês. É sério! Mas
valeu pelo “VER”! Valeu MESMO! Está bem. Não vou fazer como a Serpentina.
Sim. Meus pimpolhos estão bem, obrigada. Mandam beijos. E pára de advinhar o
futuro do Sev!!!


Marina/Mari/Ina (cruzes quantos nic´s mais?) – Risos.
Obrigada por todas as mensagens.


Elisabete Ferreira – Sumida. Mas não fique “mortinha
pra ler o próximo” senão como é que você vai LER o próximo? Risos.
Desculpe. Eu precisei demorar pra colocar o próximo. Quanto ao Remus ser
padrinho do “rebento” como diz você, não dá. Não seria “engraçado”.
Seria mortal. Ele não ia sobreviver ao Avada do Sev. Imagina! Com todo o ciúme
que ele já tem da Nina... Imagina com Ana como afilhada! Ele ia ter um treco!
Ia dizer que o Lupin tá tentando roubar elas! Risos.


Lilibeth McKeena – Valeu o nosso papo no grupo S-APdA.
Obrigada pelas dicas. Já repassei para mães de alguns hiperativos. E usei nos
meus. Risos. E você tem razão: não tem goodboy na obra da Rowling!


LadyVoldmort15 – Nãnaninãnão. Não vou contar. Descubra
sozinha essa coisa de “volta às origens às avessas”! Mas dei boas
gargalhadas com seu jeito de escrever. Obrigada por revisar, viu?


RhayannaPPotter – Gostei da sua Escola de magia e feitiçaria
dos Potters. Já sou membro! Já sou membro! Se você deixar depois eu ponho o
link aqui. Parabéns.


Victor Valle – Seja bem vindo!!!!!!!!!!! Sente-se e
aproveite. Depois me diz o que você achou.


LadyVoldmort – Você não TOMA o meu tempo. É um prazer
receber e-mail de vocês. E o que eu falei (faz cara de inocente) é que o meu
preferido é o cap. 46 porque ELE já está pronto!!!! O pós-último capítulo
(que não está lá essas coisas) e “possível” cap.01/único do livro II.
É quase uma fic inteira. Tá enoooooooorme.


Amada – Que bom que você gostou da pequena
“surpresa”. Beijocas.


Meghararayanneh – E aí? Como vão as coisas? E o site?
Recebeu a fic? Dá notícias mulher!


Alessandra Bosco – Não seja má! Essa de “eu só
atualizo quando você atualizar” é maldade! Eu estou louca para colocar os
cap. em inglês! Me ajuda! E em resposta ao “esse trem é longe di sum paulo?”
É. Juiz de Fora é longe de sum paulo. Principalmente “sum paulo”. E PÁRA
DE ADVINHAR O QUE VAI ACONTECER NA FIC!!!!!!!!


 Lívia
Mantovani – Em relação “a” sua review (às vezes eu esqueço e ponho
“o” – risos), obrigada. Mesmo. Obrigada pelas “energias positivas”.


Noctivague – Vou linkar seu blog aqui:
http://bau_da_noctivague.blogspot.com.
E o outro site de fic´s do Snape é http://snapefics.vilabol.uol.com.br/severosnape.html.
Espero que isso te faça feliz!!


Cláudia Barros Lariço Vilela/Viviane Valar – Ai sua
sumida! Eu tava com saudades!


Lívia Mantovani – Outra sumida. Mas “ElisaBitch”?
Risos.Foi legal. Obrigada por todas as suas reviews/e-mail!


Lucas Sasdelli – Obrigada.


Li Snape – Vou tentar. Outro beijão pra você, amiga!


Ka() – “S-A-C-A-N-A-G-E-M!

caracolis, como vc pôde?” Isso é jeito de começar review, menina? Eu ri “à
beca”. Brigada.


M@ki!!!!!! - Sem palavras.


Hiáskara – Obrigada por seus comentários gentis. E não,
eu não desisti dela. Tenho o todos os capítulos faltantes já começados (tudo
bem que não estão nem a metade prontos, mas...). Espero acabar o mais rápido
possível porque estou com a cabeça cheia de idéias (mas sem tempo) para novas
fic´s. As próximas com certeza serão MENORES! Cruzes! Essa aqui é uma saga!
(Sou exagerada mesmo, não ligue). Seja bem vinda!


Rommel – Amigo querido. Você sumiu mesmo!


Lele Potter Black – Eu vou tentar não demorar para
atualizar. Obrigada por suas palavras amáveis. Seja bem vinda!


Miru!!! (Himura) – Sua sumida! Mas quanto ao review:
Desculpe. Vai ter mais mortes (no plural). Mas não agora, pode ficar
descansada! Alguém lembra do índice completo que eu coloquei uma vez? Ainda o
estou seguindo. Então se quiser saber o que vai acontecer nos próximos capítulos...
É só ler os títulos!! Risos. Pra quem não “acha” mais é só tentar na
fic em inglês! Tá lá em português e Inglês.


Flávia (flaviatovo) - Puxa! Fiquei toda inchada! Indicou
para um monte de gente?! Nossa! E eu vou até reproduzir aqui uma parte pra todo
mundo ver: “... a única coisa ruim é q a gente tem q ficar esperando os capítulos,
não é nem q você demore muito para atualizar, mas é q a fic é tão legal, (Nina
rubra)
q acho que mesmo que você colocasse um capitulo por dia eu
continuaria achando que demora muito...” Valeu!


Clio 3 – “Briga de vontades”, muito chique. Sinto decepcioná-la. A “criança” ainda não nasceu
desta vez. Mas no próximo... Risos.  Eu
também acho que a veela tá merecendo. Mas acho que vocês vão ficar com mais
raiva ainda!
Risos.


Taty Potter - 
Olá!!!!!


Vitor-lovegood – Seja muito bem vindo!! Você exagerou.
Risos. Mas eu gostei. Continue por aqui. E depois me diz o que você tá
achando. Valeu! (ai, ai, homens!! Très Chic!!).


Lessa Phoenix(poterish) – Valeu pela nota 5!! Risos. Tá,
eu sei, a fic tá atrasada. Vou colocar em dia, pode deixar. Obrigada pelo
aviso. Risos. E obrigada pelos comentários! Das duas, uma: Ou tá todo mundo
esperando ansioso e roendo unhas ou tá todo mundo com vontade de me lançar um
Avada! Risos. Já te agradeci por estar traduzindo a fic prá mim? Não?
Brigada! “Chapter 5 se apresentando, senhor!” Essa foi muito engraçada!


Luiz Eduardo de Oliveira – Parabéns pela idéia do Guia
do Harry Potter
http://www.sobresites.com/harrypotter


Lilibeth McKeena – Puxa! Você é sempre assim tão
efusiva? Muito legal! Obrigada por todas as suas palavras!


Tuliparoxa – Não. A fic tem (+-) 45 cap. É que eu ainda
não acabei de publicar tudo. (que coisa idiota que eu disse). Risos. Abraços.


Wo Ai Ni – Eu também to sem palavras com a sua review!
Obrigada!!! Leu num dia?!  Seja bem
vinda! E como diz a Sett “consuma fic´s com moderação.” ( e eu
acrescentaria: ou fica sem capítulos pra ler!). Risos.


Angellore DeLynx (me recuso a colocar o Snape) –
Sumida!!!!!!! Obrigada pelo convite do Orkut. Adorei!


Taty Potter – Risos. Continuei sem conseguir ler seu
e-mail! Mas gostei de você ter lembrado de qualquer forma.


Ju Oliveira – Outra sumida! Cruzes! Onde vocês estão?


Lilibeth – Outra que “devorou” a fic numa madrugada!
Consuma com moderação! Risos. Obrigada pelas palavras. Muito gentil de sua
parte parar para fazer um review. Isso alimenta a gente, sabe? Faz continuar.


Viviane Valar
– Ahá!
Descobri uma review sua! Legal!


Framboesa – Pára de bater a cabeça no monitor! Você
quebra ele! Dory? Porquê Dory? Ah! Nemo! (sou lerda mesmo, não liga). Não era
meu aniversário (risos). Brigadeiro de panela? Huuummmmm. Muito bom! 
Você estava com taquicardia e apertando descontroladamente os botões
CTRL+V? Ou ficou doida de vez? (As duas coisas seria abusar da boa vontade.)
Quanto aos cap.: Eu não tenho pena de ninguém!! (Heeeee, Nina máá). Cara de
cachorro sem dono? Ou do Gato de Botas em Shrek 2? Menina, você não está
vendo muito desenho animado, não? (Abafa o caso que eu também vi TODOS eles e
um monte de vezes com os pimpolhos).  Certo.
Drª. Nina sendo chamada e passando a receita depois disso tudo: Nada de risadas
maquiavélicas, nada de ansiedade e principalmente, nada de fic´s da Nina. –
Você já pensou em escrever alguma coisa??? Cara! Daria certo. Com certeza. (Me
recuso a revisar o primeiro review.) Muitos Risos. Não resisti: Mocreiuda!?
Mocreiuda? Quase não consigo nem escrever isso! 
(Morrendo de rir). Agora sério: Como é que ele ia lançar um “Finite
Incantatem” se ele nem desconfiava que ela tava grávida?


Granger! – Adoro suas ligações. Mas a sua conta de
telefone deve estar enooorme!  Risos.
Beijos a todos. Ah! Tem mais sites como aquele do quarto para indicar para o
grupo? E por falar nisso, boa sorte no baile HP aí no RJ!


Gabrielle Briant – Quanto a Elisabeth... Demora...


Mas acho que vai ser Avada. Se acontecer. (hehehehe – não
acharam mesmo que eu ia contar, né?). Obrigad por revisar.


Zara Watson – Zarinha. Naipinho? Argh. Xerim procê tumbém!
Um abração.


Centaura! – Você morreu? Pulou muito? Deu câimbra? Eu
também achei a sua review tão legal! Novo nome para a “mocreiuda”:
loira-burra-bizoiuda-FEDORENTA! Cara. Vocês têm uma imaginação! Risos.


Miru Himura – Isso quer dizer que os OUTROS cap. não
foram tocantes? NyO!!!


Ybe-Chan/Carol – Bem vinda!!! Continue curiosa. Hehehe.
Cadê a fic?


Elisabete Ferreira – Posso te perguntar uma coisa? Por que
você ainda não publicou “O uivo do lobo”? É muito boa. De verdade. Quer
dizer, se você publicou, desculpe essa tua amiga lerda, mas onde está? Eu
linco (é assim que se escreve?) aqui. E “A Pedra Negra” tá indo pelo mesmo
caminho. Mas cadê o resto?


 


 


UFA!  Acho que
acabou.


 


Gente, se eu esquecer alguém me cobra!!! Eu respondo! Não
é maldade. Além da falta de tempo, o problema é ter ficado o último cap. sem
responder review’s. Me perdi completamente!


 


Chocolates e flores virtuais para todos vocês!!!


 


Ei!! Podem me visitar no Orkut!! Eu adoraria!


 


Sett – OBRIGADA!!! Mas “lambida pros meninos”? Credo!
Parece gato! Risos. Valeu você continuar ser minha beta/amiga/leitora... Mas
cadê a SUA fic??!!!! Eu ainda estou esperando para acabar de ler!!


E só para animar/desanimar as meninas:


“Cap. 37 - Oooooh esse capitulo é enormeeeeeee rsrsrs e
ta ficando otimooooooooo..tem briga,” (não, não) 
“ ..., ...,” “srrsrsr e como diz um colega meu "o amor é
lindo e o sexo é explícito!" ahhahah...tá eu to meio doida rsrsrsr
overdose de Severus dá nisso!


Nina: Explícito!! Tá explícito?!! não pode!! Me fala!!
Eu melhoro/tiro alguma coisa!!


Ta não!!! Eu to blincando muie!!! 


  - 
Não reclama. Você disse (há muito tempo atrás) que pode colocar aqui!
Risos.


 


I


Ah! Antes que eu me esqueça, tem algumas (duas ou três)
novas fic´s começadas no SnapeFest (snapefest@yahoo.com.br)
e no nosso grupo do yahoo (Severus_a_partir_de_agora@yahoo.com.br).
Dê uma olhada lá. Talvez vocês gostem.


 


A todas as amigas que comentam. Espero não decepcioná-las
nunca. Por favor me avisem que o Sev (ou alguém) sair fora do caráter
original. Eu corrijo!! I promisse!


 


Seus comentários me fazem continuar.


(Então não se esqueçam de comentar!!!)


 


 


 


 


 


 






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