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18. Semana D/Hr-Parte II


Fic: Obsessão Por Você - AVISO POSTADO!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A:E mais um, só pra deixarem vcs felizes!^^

Cap.17: Semana D/Hr-Parte II

- Você não vai falar nada?-perguntou Hermione, nervosa.
- Quer que eu fale o quê? Quem está brigada comigo o dia todo é você.-reclamou Draco, desencostando da porta.

Mais uma noite e lá estavam os dois de volta á sala da monitoria. Não havia nada para fazer ali, mas fora o último lugar que Draco pensara em procurar a grifinória depois de ir á biblioteca, ao quadro da Mulher Gorda perguntar se Hermione estava lá dentro e á antiga sala da monitoria nas masmorras. Ela havia evitado o loiro durante a quarta-feira inteira por causa da crise de ciúmes que ele tinha tido na noite anterior, tomando café e almoçando com grifinórios. Estava mesmo irritada.

- Me diz, Granger! Quer que eu fale o quê? Quer que eu te peça desculpas?-perguntou ele, novamente.
- Seria um bom começo.-respondeu Mione, sentada em cima de uma das duas mesas, enquanto olhava pro chão.

Draco respirou fundo e se aproximou da grifinória, colocando uma das mãos no queixo dela.

- Sai, Malfoy!-retrucou Mione, tirando a mão dele de perto dela.
- Foi mal, eu perdi o controle.-disse Draco e Hermione olhou finalmente para ele.
- Você foi grosso, extremamente grosso.-corrigiu Hermione, fechando a cara.
- Já te pedi desculpas.-retrucou Draco, levantando as mãos, impaciente.
- Não, não pediu. Mas, ta certo, vai, Malfoy! Vamos esquecer isso de uma vez.-concordou Hermione, balançando a cabeça. Não adiantava discutir com aquele cabeça-dura.
- Bom, mas você tem que me dar um pouco de razão pra mim, também, né? O cara é um retardado!-riu Draco, apoiando as mãos nas laterais da mesa.
- Malfoy! Poxa, não fale assim dele! Mark é um ótimo colega e um monitor muito competente.-disse Hermione com o cenho franzido.
- E...Um retardado!-acrescentou Draco.

Hermione sorriu, revirando os olhos.

- Você não tem jeito!
- É, e lembra, você me ama mesmo assim!-continuou ele, se vangloriando.
- Ah, claro, amor da minha vida!-zombou Hermione.
- Sabe, Hermione, um dia você ainda vai falar isso sério pra mim. Ah, se vai.-disse Draco, sério, com o dedo indicador no rosto dela.
- Só se eu estiver bêbada, ô profeta!-riu Hermione, divertida.-Bom, vamos descer? Ainda dá tempo de pegar o jantar.
- Eu já jantei.-disse Draco, dando de ombros.
- Como assim já jantou?-perguntou Hermione.
- Oras, eu precisava comer antes de te procurar até porque eu tenho treino de quadribol daqui a 20 minutos.-disse o loiro, consultando o relógio caríssimo.
- Treino? Nesse frio?
- É, tenho que treinar pra acabar com seu querido Pottinho viado.-disse Draco, rindo.
- Ah, claro!-bufou ela.-Então, é melhor eu descer pra comer alguma coisa sozinha já que você já jantou.-zombou Hermione, querendo descer da mesa.
- Sim, maior abandonada!-riu ele, segurando Mione pela cintura para que ela não descesse.-Mas, antes, eu quero meu beijo de boa-noite.

Mione se assustou com o pedido e fez força para tentar descer da mesa. Mal tinham saído de uma briga e o loiro já voltava com aquela história. Com aquela voz rouca.

- Ah, não Malfoy, você não vai voltar com essa história.-pediu ela, o susto sendo transmitido pela voz.
- Por que não?-perguntou Draco, espalmando as mãos mais firmemente na mesa e inclinando o corpo para frente.
- Porque não somos namorados de verdade!-brigou ela, de forma óbvia, enquanto tentava não olhar para a boca perigosamente próxima de Draco.
- Não foi o que você pareceu lembrar na 2ª feira...-cantarolou o loiro, inclinando-se para o pescoço de Hermione.

Ela sentiu os lábios finos e levemente frios de Draco roçarem pelo lóbulo de sua orelha. Ela ofegou, aquele cheiro de menta deixando-a enlouquecida. Merda! Draco Malfoy sabia como provoca-la. O coração da garota estava batendo tão forte que ela teve certeza que a escola toda estava ouvindo. Draco se afastou do pescoço de Hermione, com seu maior sorriso safado e se aproximou dos lábios apertados dela.

- Então, eu vou ganhar meu beijo ou não vou?-perguntou o loiro, divertido, os lábios quase se encostando aos da Hermione assustada na sua frente.

Hermione desviou os olhos dos lábios de Draco e olhou em seus olhos azuis-acizentados. Eles poderiam passar uma eternidade daquela maneira, um sentindo o cheiro do outro, a respiração do outro. Perdendo-se nos olhos do outro...

- Opa, me desculpem.

Draco se afastou rápido e virou-se encarando, furioso, um Mark Briggs muito envergonhado.

- Sabia que devia ter trancado a porta!-lamentou o loiro, bem alto, fuzilando Mark com os olhos.
- Eu, eu volto outra hora...-foi dizendo o moreno, olhando de Draco para Hermione, mas sem se mexer.
- Não, Mark, pode ficar. Você não está atrapalhando nada.-disse Hermione, vermelha como um pimentão, rápido.
- Mas é claro que está!- reclamou Draco para ela, deixando-a impossivelmente mais vermelha.
- É claro que NÃO está!-retrucou a garota, empurrando o loiro e descendo da mesa, mesmo que uma parte de si odiasse Mark por ter aparecido.-Entre, Mark, pode ficar a vontade. Draco tem que ir para o treino, não tem?
- É...-concordou Draco, observando o corvinal que entrara na sala e remexia, apressado, em alguns papéis do armário da Corvinal.-Me espere para a monitoria.-continuou ele, num tom mandão e o dedo indicador bem no rosto da garota.

Hermione até teria respondido aquele tom grosso do loiro.

Imagine se Hermione Granger, sempre tão decidida deixaria um sonserino, um homem, falar daquele jeito com ela! Só que Draco Malfoy não era um simples sonserino. Ele era o sonserino que a deixava fora do ar, que fazia com que Hermione se esquecesse do quanto desprezível o loiro podia ser sempre que sorria para ela, sempre que olhava fundo nos seus olhos, sempre que a beijava de forma avassaladora.Hermione até teria respondido aquele tom grosso do loiro. Teria, pois Draco a calou com um beijo possessivo e agressivo antes mesmo que seu feminismo aparecesse, antes mesmo que ela pudesse pensar em uma boa resposta.

A mão do loiro foi para trás de seu pescoço, puxando a cabeça dela com violência, para que Mione não conseguisse se soltar dele. Hermione, totalmente surpresa, quase caiu para trás, sendo impedida pela mesa que continuava ali. O loiro jogou todo seu peso sobre o corpo dela, pois, mesmo que quisesse, não conseguia impedir suas pernas de tremerem sempre que tocava os lábios da grifinória com os seus. A língua de Draco passeou furiosamente pela boca de Hermione, sem pedir permissão, antes do sonserino soltar uma Hermione totalmente desnorteada.

Não foi um beijo longo, terminou tão rápido quanto começara. Possessivo demais, quente demais, rápido demais. Apaixonado demais. Os olhos castanhos de Hermione se abriram, assustados e encararam os de Draco. Sorte a dele ser tão bom em esconder seus sentimentos, senão Hermione poderia ver que ele ficara tão perturbado quanto ela com aquele beijo. Tão perturbado que Draco apenas deu uma breve olhada em Mark antes de sair, murmurando um “Me espere.”. Hermione observou o loiro sumir pela porta da sala da monitoria e pôs a mão no peito, querendo que seu coração se acalmasse logo. Foi então que se lembrou de que não estava sozinha na sala. Virou-se e olhou para Mark, sentado na outra mesa, e olhando atento para os pergaminhos que pegara sem realmente lê-los. A grifinória segurou o choro, triste. Então aquele tinha sido o motivo do beijo. Dar uma boa mostra de quanto poder o sonserino poderia exercer sobre ela. O beijo só era para mostrar que ela era de Malfoy, e de mais ninguém.

- Imbecil.-murmurou ela, desencostando-se da mesa.
- O que você disse?-perguntou Mark, levantando o rosto.

O moreno ainda estava meio vermelho pelo fora que tinha dado.

- Eu? Nada, não.-disse ela, pegando sua mochila do chão e pondo nas costas.-Impressão sua.
- Eh, Hermione...Me desculpe, ta legal? Eu devia ter batido na porta antes de entrar e...-começou Mark, explicando-se.
- Não, quem tem que te pedir desculpas sou eu.-corrigiu ela se aproximando do colega.-Isso aqui não é lugar para namorar e eu e Draco abusamos.
- Nada a ver. Vocês são namorados, não são? Não tem nenhum problema.-corrigiu Mark, sorrindo, colocando uma mão no ombro de Hermione.-E não precisa ficar vermelha assim, Hermione!

Hermione riu e abraçou o garoto. Tudo bem que eles não tinham intimidade, mas o sorriso amigo de Mark a encorajou a fazer a abraça-lo. No estado que estava, ela abraçaria até um dementador se este estivesse na sua frente.

- Obrigada, Mark. Eu sei que não somos exatamente amigos, mas...-começou ela, soltando do moreno.
- Mas nunca é tarde para nos tornamos, não é?-perguntou o corvinal, fazendo-a sorrir novamente.- Você já jantou?
- Na verdade, era o que ia fazer agora.
- Eu também não. Vem, vamos comer juntos.-disse Mark, puxando a garota pelo braço para fora da sala.- Acho que tem sopa hoje.
- Certo, vamos então!-exclamou Hermione, aceitando o convite.-O que achou dessa idéia de irmos pra casa no Natal?-perguntou ela, aceitando o braço que o moreno lhe estendia.

E os dois foram conversando sobre a viagem e a guerra até o salão principal. Hermione aceitou jantar na mesa da Corvinal, para continuar o assunto. Foi um jantar tranqüilo, sem as conversas pesadas ou discussões tristes em que Hermione estava acostumada a ter com Draco. Da guerra eles passaram a falar do próprio baile, tentando adivinhar se a decoração seria parecida com a do baile do Torneio Tribruxo, se haveria uma nova apresentação das Esquisitonas ou de alguma banda de rock famosa no mundo bruxo. A conclusão de toda essa conversa é que o jantar passou rápido e Hermione logo se pegou repetindo seu prato de caldo verde, que estava delicioso, por sinal. Mark e Mione só saíram do salão expulsos por um Snape bravo.

- E saiam logo daqui! Não é porque são monitores, srta. Granger e Sr. Briggs, que podem alugar o salão até se sentirem satisfeitos!-disse o seboso, ignorando que Mark ainda estava terminando seu prato, enquanto expulsava-os da mesa da Corvinal.
- Já estamos indo, professor...-tentou Mark, sem sucesso.
- Eu disse pra saírem...AGORA!-gritou Snape, empurrando Hermione.

Os dois se levantaram e caminharam em silêncio até a saída do Salão, sem olhar pra trás. Mas foi só saírem do campo de visão do professor de Poções para explodirem em risadas.

- Háháháhá!-riram os dois, olhando um pra cara do outro.
- Puxa, tudo isso por causa de um pouco de caldo verde!-riu Hermione, sentando-se no segundo degrau da escada principal.
- Vai entender!-riu Mark, sentando-se ao lado dela.-Vai ver ele usa aquele caldo pra deixar o cabelo dele daquele jeito...Tão sedoso!

Hermione explodiu em risadas com o comentário e Mark a acompanhou. Os dois passaram mais alguns minutos rindo, quando Hermione disse:

- Você é uma figura, Mark!
- Isso é um elogio?-Hermione confirmou com a cabeça, sorrindo.-Ah, então obrigado!-Hermione riu um pouco mais da cara engraçada que ele fez.
- Valeu por tudo, Mark. Precisamos repetir esses jantares mais vezes.-foi dizendo Hermione, levantando-se.
- Ué, aonde você vai? Pra que a pressa?-perguntou Mark, puxando Hermione para se sentar novamente.
- Preciso ir, tenho monitoria daqui...-consultou o relógio no pulso e continuou-Daqui a 15 minutos.
- Fica mais cinco minutos, ninguém está aqui mesmo para vigiar se você vai começar a monitoria daqui a 15 ou 20 minutos.-pediu Mark, com um sorriso doce no rosto.
- Um monitor tão responsável como você está pedindo para eu atrasar na minha monitoria?-perguntou Hermione, espantada.
- Vem aqui...-disse o moreno, fazendo Hermione chegar mais perto e, em seguida, sussurrando em seu ouvido.-Ninguém precisa saber disso, certo?
- Certo.-respondeu ela, sorrindo, sapeca pra ele.

Então, ela sentiu Mark prender a respiração e o imitou. Estavam muito próximos, perigosamente próximos. Apesar de negros, Hermione podia sentir o calor que eles transmitiram quando o corvinal percebeu a aproximação. Um calor que ela nunca tinha vindo com tanta intensidade nos olhos azuis de Draco. Ali estava a diferença entre os dois garotos. Mark, apesar de não ser seu amigo, demonstrava seus sentimentos. Draco, uma parte já tão importante na sua vida, era tão frio quanto um cubo de gelo com ela. E, bem lá no fundo, Hermione desejou que, um dia, Draco pudesse ser tão verdadeiro quanto Mark era.

- Você tem cheiro de canela, sabia?-perguntou o moreno, de repente, fazendo Hermione voltar do mergulho que ela estava dando em seus olhos negros.

Ela olhou pra ele, surpresa, e sorriu, ficando vermelha.

- Mesmo? Ninguém nunca me disse isso.
- Tem, tem mesmo. O cheiro tão bom quanto você é. -confirmou Mark, afastando a franja castanha dos olhos de Hermione.
- Ah...-murmurou ela, sem saber o que dizer.-Obrigada. É, é melhor eu ir indo, não é? Boa noite.-disse ela, rápido, levantando-se.
- Hermione, espera.-disse Mark, levantando-se também, e segurando-a pelo braço.
- Mark, é sério, é melhor eu ir. Vou acabar me atrasando pra monitoria e...-tentou ela, mas uma das mãos do garoto pousou na sua boca.
- Calma. Eu te assustei, não é? Me desculpe, não foi minha intenção.-pediu ele, retirando a mão do rosto dela.
- Não, não tem problema.-murmurou ela, com um meio sorriso.-É que eu realmente preciso ir...
- É por causa do Malfoy, não é?-perguntou o corvinal, a cortando.

Hermione ficou sem saber o que dizer e se afastou dele, vermelha.

- Olha, Mark, você sabe que somos colegas e só. Eu tenho namorado e Draco não gostaria nem um pouco de nos ver assim.
- E o que importa o que ele pensa?-perguntou o garoto, dando de ombros.-Malfoy não pode ser seu dono, Hermione.
- E ele não é!-respondeu ela, um pouco nervosa.-É só que não quero problemas pro meu lado nem pro seu.
- Você é uma garota muito especial, sabia?-disse Mark, com um sorriso lindo, que não causou nenhum efeito na grifinória.-Malfoy não merece alguém como você.
- Bom, isso já é problema nosso.-respondeu Hermione, irritada ao ouvir aquilo.-Sei que Draco não tem uma fama muito boa, mas não quero que fale dele dessa maneira. Boa noite.-ela despediu-se, e já tinha subido dois degraus quando sentiu Mark puxando-a novamente para baixo.

Sorte o corvinal ser forte porque Hermione caiu com tudo em cima dele. Mark praticamente colou o corpo da garota ao seu, meio que a pegando no colo.

- Não quero que vá embora brava comigo.-pediu Mark.
- Mark, por Merlin, me sol...-foi dizendo Hermione, fazendo força para sair do abraço.
- MAS QUE PORRA É ESSA?

Os dois se viraram na hora para encarar um Draco Malfoy, furioso, parado no pé da escada, e com uma cara de poucos amigos.

*


- Pô, Malfoy, presta atenção!-gritou Peter, ao ver o apanhador do time quase sendo acertado por um balaço mandado Louis Kent, batedor, irmão e dupla de Jeff Kent.- E você, Louis, se toca! Quer matar o cara antes do jogo, é?

Peter Logan estava furioso. Também, em toda sua carreira como capitão do time da Sonserina, que não era pouca, nunca tinha participado de um treino tão ruim quanto aquele. Ele sabia que seus jogadores estavam com frio e que tinha praticamente arrastado todo mundo para o campo, mas aquilo era ridículo. Ninguém estava ando nem 5% de seu potencial e Malfoy, que era o centro do time, quem dava pique para o resto dos jogadores, estava tão pra baixo e distraído como um aluno besta da Lufa-Lufa.

- Já chega. O treino acabou! CHUVEIRO AGORA!-gritou o sonserino, fazendo sinal pra todos descerem.

Era uma das primeiras noites de inverno em que não nevava, mas o frio estava terrível. Depois que todos desceram, o caminho do campo até o vestiário foi de broncas por parte de Logan e de reclamações e palavrões por parte do resto dos jogadores. Apenas Draco não participava do descontentamento geral, por que conseguia estar mais pra baixo do que os colegas. Pela primeira vez na vida, tomou um banho rápido e já estava quase saindo do vestiário quando o capitão o chamou.

- Peraí, ô múmia loira, a gente tem que conversar.

Draco se virou, sem se importar com a brincadeira e se sentou em um dos bancos de madeira. Todos os outros companheiros estavam tentando se afogar debaixo do chuveiro com exceção do capitão, que já estava quase todo vestido e com uma cara de poucos amigos.

- O que foi?-perguntou Draco, já sentado e esperando o sermão.
- O que você tem, cara? Tudo bem, o frio deixa qualquer um desanimado e esses palermas tiraram o dia pra não jogar porcaria nenhuma, mas, você ta exagerando. Chegou aqui com a cara de quem tinha visto um fantasma e ela ainda está aí. Qual é o problema, hem?-perguntou Peter, sentando-se do lado dele depois de por a capa do uniforme.

O loiro suspirou, olhando fixamente pro chão. A cara de quem tinha visto um fantasma tinha vários motivos. Mas, o principal era Hermione. A verdade era que Draco tinha ficado perturbado com aquele beijo que lhe dera. Pela primeira vez, ele quase tinha perdido o controle. Esquecera-se de que aquele beijo era apenas para provocar o tapado do Briggs e quase jogara Hermione em cima daquela mesa. A lembrança dos olhos assustados de Hermione quando ele a soltara, depois de recobrar um pouco de sua razão, não saía de sua cabeça. Os olhos da garota demonstravam susto porque ela tinha percebido que apesar de quente, o beijo tinha sido algo mais. Tinha sido apaixonado. Não o suficiente, mas o bastante para que Draco pudesse sentir aquele sentimento que ele, de certa forma, já tinha aceitado. As pernas bambas, o coração acelerado, aquela sensação de felicidade toda vez que olhava no fundo dos olhos castanhos de Mione. Por Merlin, até contar as sardas dela ele estava contando!

- Draco, qual é o problema?-perguntou Peter, novamente, agora com um tom mais compreensivo.
- Meu problema?-perguntou o loiro, se levantando e indo em direção á porta do vestiário.-Hermione Granger é meu problema. Hermione Granger.

E saiu do vestiário, deixando o colega a ver navios. Draco caminhou de cabeça baixa, por causa do vento forte, por todo extenso caminho do campo ao castelo. Foi imaginando como Hermione fiara se sentindo depois do beijo. Além do susto nos olhos dela por perceber a quantidade de sentimento que Draco colocara naquele beijo, ele também pode ver decepção. A grifinória tinha percebido que o beijo fora premeditado, apenas para mostrar para Briggs que ele era o namorado de Hermione, e não o corvinal. Conhecendo Hermione como Draco a conhecia, ele tinha certeza de que ela devia estar furiosa com ele.

- Contanto, que não esteja muito chateada...-murmurou o loiro pra si mesmo.

Mas foi só quando entrou no castelo que ele mudou de idéia. Hermione e Mark estavam parados na escada, ela nos braços do moreno. A garota estava vermelha, que Draco encarou como “safadeza”, e apertava os lábios, assustada. Da mesma maneira que os tinha apertado uma hora antes, quando estava nos braços de Draco. Se susto matasse, Draco com certeza estaria morto. Mas a raiva, e uma espécie de ciúmes doentios substituiu o susto em milésimos de segundo e ele berrou, pouco se lixando se alguém escutaria:

- MAS QUE PORRA É ESSA?

Hermione e Mark viraram-se, assustados, dando de cara com o loiro furioso.

- Draco...-murmurou Hermione, tentando se soltar de Mark.
- Solte-a agora!-exclamou o loiro, subindo os degraus que o separavam.-Solte-a AGORA!
- Calma, cara, eu...-tentou Mark, largando Hermione.
- Draco, calma!-pediu ela, mais era tarde demais.

O loiro acertou o rosto de Mark com tudo, com toda a raiva que estava sentindo e ficou quase feliz quando o garoto caiu no chão, o supercílio sangrando.

- Seu filho da puta! Ninguém nunca te ensinou a não mexer com a namorada dos outros?-gritou Draco, só não se jogando em cima dele porque Hermione se pusera no meio dos dois.
- DRACO! PÁRA!-gritou Hermione, empurrando um Draco que tentava passar por cima dela de qualquer jeito.
- Me solta, Hermione!-berrou Draco, desviando os olhos de Mark para olhá-la.
- SOLTE-A!-gritou Mark, já de pé.

O moreno empurrou Hermione para o lado e deu um soco na face esquerda de Draco. Hermione soltou mais um berro quando os dois garotos se engalfinharam de vez, rolando escada a baixo. Ela desceu os cinco degraus e pulou em cima de Draco, que estava por cima, tentando tira-lo de cima de Mark.

- Pára com isso! PÁRA!

Draco se virou, levando mais um soco e rolou pra longe do corvinal. Sua cabeça doía e o lado esquerdo de sua boca sangrava, machucada. Mais ele conseguiu ficar com mais raiva ao ver à garota correr para Mark do que para ele.

- Mark? Você está bem?-perguntou Hermione, ajudando o moreno a se levantar.

O corvinal estava bem mais machucado do que Draco. Um dos olhos estava quase fechado, e ficando rapidamente inchado e roxo. Se não bastasse, havia um corte na altura dos cabelos, pois o moreno tinha batido a cabeça em um dos degraus na hora em que descera rolando naquela confusão de socos.

- Estou, estou.-confirmou Mark, apoiando-se nela.
- Draco! Você enlouqueceu?-gritou Hermione, observando o loiro se levantar.
- Eu enlouqueci? O que você estava fazendo agarrada a esse retardado?-gritou Draco, apontando perigosamente para Mark, enquanto avançava na direção dele.
- Êpa! O retardado aqui é você!-gritou Mark, em resposta.
- Como você tem coragem, seu...Seu...-começou Draco, se tacando em cima de Mark.
- Parem! PAREM!-gritou Hermione, separando-os e ficando no meio dos dois.-DRACO, PÁRA COM ISSO!-ela segurou o loiro pelos braços, olhando nos olhos dele.
- O que você estava fazendo com ele?-perguntou ele, mais baixo, mas ainda assim muito agressivo.
- Pare de tratar a garota como se ela fosse sua propriedade!-brigou Mark, puxando Hermione pra longe dele.
- Mark, é melhor você ir pra enfer...-tentou Hermione, soltando-se dele.
- EU NÃO A TRATO COMO UMA PROPRIEDADE!-berrou Draco, puxando Hermione de volta pra si.
- Trata SIM!-gritou Hermione soltando-se dele e se afastando dos dois garotos.-Trata, sim, me trata como se eu não passasse de alguma coisa na sua mão!-continuou ela, segurando as lágrimas.
- Não disse...-murmurou Mark.
- VÊ SE SOME DAQUI!-gritou Draco, ameaçando o corvinal com o punho.

Mark ainda tentou dizer alguma coisa para Hermione só que saiu correndo pela porta que levava á Corvinal quando Draco partiu pra cima dele novamente.

- Hermione...Hermione...-murmurou Draco, se aproximando dela, enquanto Hermione recuava.
- SAI DE PERTO DE MIM!-ela gritou atingindo-o em cheio com sua tristeza.-Você acha que eu não percebi?
- Percebeu o quê? Do que merda você está falando?-perguntou o loiro, sem entender.
- Eu estou falando de VOCÊ! De você e aquele maldito beijo que você me deu na sala, na frente do Mark!-gritou Hermione, as lágrimas já caindo.
- O QUÊ?-perguntou Draco, levantando os braços como se exibisse um show para uma platéia.-VAI DIZER QUE NÃO GOSTOU?
- NÃO, NÃO GOSTEI!-gritou ela em resposta, já encostada na parede.-Sabe por quê? Porque eu me senti USADA! Aquele beijo foi só pra você ostentar pro Mark que eu era SUA namorada e não DELE!
- Ó, incrível!-riu Draco, sarcástico, e batendo palmas.- Quer dizer que você percebeu? Me diga, Granger, porque eu estou mesmo muito curioso: Foi o Briggs que te fez perceber isso? Por que, francamente, não acho que você chegou nessa conclusão sozinha.

Hermione balançou a cabeça em negativa, sem acreditar no que estava ouvindo. Ela tentou falar, mas não saía nada. Estava chocada. Draco respirou fundo, pondo as mãos na cabeça.

- O quê?-perguntou Draco, ainda com aquele tom horrível.-Você não vai dizer nada?
- Não...Mark tem razão. Você não me merece.-murmurou ela, secando as lágrimas.
- Ele te disse isso? Aí, o que aconteceu? Você ficou muito agradecida, resolveu pedir pra ele te ajudar com os sonhos e as visões malucas que você andava tendo e, pra terminar, SE JOGOU NOS BRAÇOS DELE?-foi dizendo Draco, nervoso, até gritar o final.
- EU NÃO ME JO...-gritou Hermione.
- MESMO? POR QUE PARECE QUE A MODA AGORA É SE TACAR EM CIMA DO PRIMEIRO APANHADOR QUE VOCÊ VÊ PELA FRENTE! Primeiro Krum, depois eu e agora o B...-e então, o loiro sentiu a mão de Hermione bater em seu rosto.

Ela não se agüentou. Estava tão ferida que só percebeu o que tinha feito depois de Draco já ter levado o tapa. Mas ela ficou mais assustada quando Draco a puxou pelo braço e levantou a mão para revidar o tapa.

Draco observou uma lágrima solitária cair dos olhos castanhos da garota. Ela ofegava, olhando dos olhos dele para a mão que ainda estava parada no ar, a centímetros do rosto dela. O loiro olhou, igualmente assustado e baixou a mão. O que estava acontecendo com ele? Só ali ele percebeu tudo o que estava fazendo, tudo que tinha falado pra pessoa mais importante que ele tinha. Aquilo não era ciúmes, era loucura. Tudo o que ele se prometera não fazer nos últimos tempos ele estava fazendo. Tudo o que ele prometera não dizer ele estava dizendo. Estava seguindo o pior exemplo que tinha tido. Tudo o que ele na queria ser.

Hermione ainda ficou estática por mais um minuto, antes de sair correndo escada acima.

- HERMIONE! HERMIONE, ESPERA!-gritou Draco, correndo atrás dela.

A garota se virou, do alto da escada, enquanto Draco ainda estava na metade e gritou:

- ME DEIXA EM PAZ!- e continuou correndo, ignorando se o loiro estava atrás dela ou não.
- Hermione...-murmurou Draco, parado no degrau.-MERDA! MERDA!

Ele desceu os degraus de volta e foi para a porta que levava ás masmorras. Era um idiota, um retardado, um imbecil, uma besta!

- Um Malfoy!-exclamou ele, pro escuro.-Um maldito Malfoy!

Draco parou, encostado numa parede, envolto pelo completo breu. Em algum lugar naquele labirinto de corredores de pedras, um barulho de água contínuo feria sus tímpanos. E ali, sozinho, Draco chorou. Chorou como há muito tempo devia ter chorado. Se já não bastasse tudo que tinha acontecido nas férias, mais aquilo. E, apesar de todos os problemas que ele tinha com Hermione e aquela série de mistérios que envolvia os dois, ele não poderia ficar mais feliz por ter a grifinória perto de si. Mesmo que ela não soubesse, Hermione ra a única coisa que fazia com que Draco não desistisse de acordar todos os dias e encarar o resto da escola que cochichava pelos cantos, fofocando sobre a desgraça de sua família. E, em vez de cuidar de Hermione, ele a machucava e pisava nela sempre que tinha oportunidade.

- Por que eu faço isso?-murmurou o loiro, de cabeça baixa.

Ele quase tinha batido nela! Quase que tinha se transformado num Malfoy completo, estúpido e ignorante! “Eu me odeio!” Pensou ele, passando as mãos no rosto para secar as lágrimas.”E, depois do que quase aconteceu, duvido que Hermione também não me odeie de vez!”. Desencostou-se da parede e voltou a andar, afinal, era noite de ronda pelas masmorras. Andou mais uns dez minutos, xingando a si e a todos seus antepassados por todos os nomes que conseguiu imaginar até chegar num corredor mais largo e mais iluminado. Aquele corredor era só mais um dos muitos que interligavam os corredores menores das masmorras. Draco sabia disso porque também tinha masmorras na mansão em que morava. Se as masmorras de Hogwarts fossem usadas como prisões, aqueles corredores teriam função de interligar uma ala de celas a outras.

Para o loiro, na verdade, aquele corredor não era nenhuma novidade. Já tinha assado por ali várias vezes e conhecia aquelas paredes como a palma de sua mão. Porém, tinha algo novo, bem no meio do corredor que nunca estivera lá antes. Bem no foco da luz de um archote, no chão, tinha um envelope negro. Draco se aproximou, decidido, já que já sabia quem era o remetente. Ele encontrava quase uma dúzia daqueles envelopes por dia espalhados pelo castelo!

Malfoy se abaixou, pegando o envelope do chão. Logo sentiu que tinha algo mais grosso do que um simples pedaço de pergaminho dentro do envelope negro. Curioso, o sonserino abriu o envelope e sentiu um cheiro inconfundível vindo de dentro dele, o cheiro de canela de Hermione. Com pressa, Draco enfiou a mão dentro do envelope e retirou de dentro dele uma mecha de cabelo castanho de dentro. Cabelo de Hermione. Sem entender, o loiro retirou do envelope um pedaço de pergaminho negro mínimo e limpo. E foi com medo que Draco viu uma palavra terrível, em prata, se formar no pergaminho.

Morte
.

- Hermione...-murmurou ele.

Saiu correndo, fazendo o caminho de volta para o hall de entrada. Que Merlin quisesse que não tivesse acontecido nada com Mione. Que ela, Merlin! Que ela não estivesse morta.

*


Hermione se virou, do alto da escada, vendo Draco subir a mesma correndo atrás dela.

- ME DEIXA EM PAZ!

Virou-se e continuou correndo, sem olhar pra trás. Tropeçou umas duas vezes até parar, já dois andares acima do Salão Principal, e encostar-se a uma parede. E então abriu o berreiro. Que se danasse a TPM, que se danasse Christine, Anthony e cia! Tudo que Hermione queria era chorar, se afogar em lágrimas.

- Maldito Malfoy!-murmurou ela, soluçando.

Hermione podia esperar tudo de Draco, absolutamente tudo. Que ele fosse estúpido, que a usa-se. Que até pudesse ser grosso de vez em quando. Mas nunca violento...Não com ela. Ele quase tinha batido nela. E aquilo doía tanto! Doía mais do que se Draco realmente tivesse batido nela. Doía porque Hermione tinha visto a confusão nos olhos de Draco ao se pegar com a mão levantada pra ela. Ele não queria ter feito aquilo. Mas, mesmo sabendo disso, a dor não ia embora.

Se tinha uma coisa que Hermione aprendera desde pequena é que não dava para forçar uma situação quando, na verdade, ela não existia. Toda a discussão que os dois tinham tido na semana passada tinha sido um aviso que a garota não percebera. Não era para aquilo acontecer. Não era para nada daquilo que eles estavam vivendo ter acontecido. Aquele sentimento, aquele maldito sentimento que crescera no peito de Hermione nunca devia ter aparecido.

- Por que eu fui me apaixonar por ele?-perguntou Hermione, pra si mesma.

É, ela sabia que estava apaixonada. Sempre soubera, mesmo que fosse só lá no fundo. Mas aquela dor que ela sentia cada vez que discutia com Draco, a preocupação de ele ás vezes ficar tão distante e pensativo e a felicidade que tinha sempre que via o garoto só podia se paixão. Pelo menos, a paixão passava com o tempo. Era só se manter afastada de Draco e aquele sentimento iria passar.

É, iria passar.

E foi com esse pensamento que Hermione tomou coragem pra se levantar e iniciar sua monitoria. Já tinha virado uns dois ou três corredores quando sentiu um frio gélido sobrenatural. Aquele frio característico, aquele frio que fazia até mesmo seu coração parar. Que ela só tinha sentido uma vez na vida, mas sabia muito bem de quem era. A grifinória cambaleou até a parede mais próxima, já sem força nas pernas. Ela ofegava e pequenas nuvenzinhas brancas saíam de sua boca cada vez que expirava o ar. Mas havia algo mais. Ela podia escutar, ao longe, os passos dele. Os passos certos e determinados, mas tão silenciosos como os de um gato. Hermione olhou para o fim do corredor onde estava, tentando enxerga-lo através da escuridão. Sabia que ele estava ali, observando-a. Hermione podia sentir aquele cheiro gelado que vinha dele. Algo como neve, isso se neve tivesse cheiro. E era um cheiro maravilhoso, o melhor que ela já tinha sentido. O remorso por ter “traído” Draco na manhã da sexta-feira havia se dissipado rapidamente. Naquele momento, a menina nem saberia responder quem era Draco Malfoy se alguém lhe respondesse.

Porém, quando ela finalmente abrira a boca para chamá-lo para si quando algo veio dele pelo chão. Ela olhou confusa dele para o chão visualizando um envelope negro. Um dos muitos envelopes negros que a grifinória recebia todos os dias exatamente de quem estava parado na escuridão, a poucos metros dela. Mas o envelope serviu para acorda-la daquele denaveio. O frio não tinha ido embora, nem a fraqueza das pernas, mas Hermione passara a raciocinar com mais clareza quando viu o papel. Abaixando, devagar, ela pegou o envelope, sentindo que havia algo muito duro dentro dele. Estranhando, ela abriu o envelope e retirou o objeto de dentro. Era um anel. Um lindo anel, com uma esmeralda incrustada, onde tinha um M bem pequeno entalhado, envolto por uma serpente. Um anel de tradição, que servia pra mostrar quem era de uma família sangue-puro ou não. O anel de Anthony Malfoy, que agora pertencia a Draco Malfoy. Hermione estava estática. Sua respiração era cada vez mais rápida por causa do ar que se tornava mais rarefeito e a cabeça da garota começava a rodar. Hermione sentiu que logo desmaiaria, mas precisava ver o que mais tinha dentro do envelope. Retirou um pedacinho de pergaminho negro do envelope e acompanhou a palavra Morte aparecendo lentamente no papel. Uma lágrima teimosa escorreu pelo rosto de Mione ao imaginar Draco morto. Não, não podia ser verdade. Olhou em volta, ainda sentindo a presença dele, mas o torpor que tinha se apossado dela já tinha desaparecido. A única coisa que havia em sua cabeça era Draco.

“Tenho que ir atrás dele. Ver se está bem, se está... Vivo”.Pensou Hermione, levantando-se.

Mas foi só dar um passo na direção contrária dele para sentir uma lufada de vento frio que a fez cair e desmaiar de vez.

*


Draco já estava no primeiro andar de Hogwarts. Corria feito um louco, sem, na verdade, saber pra onde estava indo. Tudo o que ele queria era encontrar Hermione, ver se ela estava bem. Pouco importasse se durante todo aquele tempo apenas ele tinha sido ameaçado de morte. E se o louco tinha ficado mais louco e, de repente, resolvera dar cabo á vida de Mione só para feri-lo? Algo como “se eu não a tiver, ninguém vai tê-la”. O loiro olhou rápido por um corredor e foi correndo até a próxima escada que dava para o segundo andar. Subia-a correndo também, apesar do cansaço e decidiu virar á direita. Mais duas esquerdas e uma direita e o loiro viu Hermione, caída, na frente de uma janela.

- HERMIONE!-gritou ele, correndo para a garota e ajoelhando do lado dela.

Um frio absurdo rondava o lugar e Hermione estava muito gelada e pálida, com os lábios roxos. Parecia mesmo morta.

- Não, não.-repetia Draco, batendo de leve no rosto da garota.-Hermione, acorda.

Mas ela não acordava. Tinha chegado tarde demais. O loiro passou uma das mãos pelo rosto de Hermione, achando um pequeno ferimento que sangrava próximo dos cabelos, enquanto a outra, igualmente gelada, segurava as dela. E percebeu que o sangue que saia do machucado ainda estava quente. E se estava quente significava que a grifinória não devia estar ali, caída, por muito tempo. Com uma pontinha de esperança, Draco puxou Hermione para seus braços, abraçando-a. E ele viu que ela ainda respirava, mesmo que de forma fraca. Devagar Draco encostou o rosto no dela, e pediu, baixinho, no ouvido dela:

- Hermione, por favor, acorda. Acorda, acorda pra mim.-sussurrou ele, apertando Mione ainda mais ao seu corpo.
- Hum...-resmungou Hermione, fazendo Draco sorrir.

Ela estava viva. Viva! Hermione abriu os olhos, confusa, tentando entender o que estava acontecendo. A primeira coisa que assimilou foi uma dor latejante bem no alto da cabeça. Depois o frio, que tinha diminuído com o contato entre seu corpo e o de Draco. O porquê de ele estar ali era muito estranho para Hermione, já que a briga também voltara junto com o calor do corpo do garoto. Mas o abraço dele era tão bom, tão sincero, mesmo depois daquela briga horrível, que Hermione passou os próprios braços pelo pescoço de Draco, devolvendo o abraço apertado.

- Draco...-murmurou ela, depois de um ou dois minutos, afastando-se dele o suficiente para poder vê-lo.
- Hermione.-respondeu Draco, com um meio sorriso no rosto.-Que bom eu você está bem! Por um momento eu pensei...Esquece, deixa pra lá.
- O quê?-perguntou ela, sem entender. De repente, Hermione se lembrou do frio, dele, da carta, do anel...A carta!-Draco!-exclamou ela, alarmada.-Ah, meu Merlin, você está bem? Aconteceu alguma coisa com você? Ele te fez alguma coisa? Me diz que não, por favor!
- Ei, ei! Calma!-pediu Draco, sorrindo por causa da afobação dela.-Não me aconteceu nada, não precisa ficar preocupada. Você que estava aí, desmaiada! Eu que tenho que perguntar o que aconteceu!
- Mas...O que você está fazendo aqui?-perguntou Hermione.-Por que veio atrás de mim? Nós estamos brig...
- Eu sei que discutimos|! Foi ruim demais pra você me lembrar!-cortou Draco, meio bravo.-Escuta, eu encontrei uma carta...Essa carta.-disse o loiro, tirando o envelope preto amassado do bolso de sua capa.-E aqui dentro tin...
- Tinha um pergaminho escrito “Morte”, não é?-apressou-se Hermione, pegando o que ela tinha recebido com o envelope do chão e mostrando a ele.-Recebi um igual.
- Mas, não faz sentido.-disse o sonserino, observando os envelopes e pergaminhos iguais.-Sempre sou eu o ameaçado de morte e não você. Mas, tinha mais uma coisa dentro do meu envelope.-foi dizendo ele, enquanto enfiava a mão mais uma vez no bolso da capa, retirando a mecha de cabelo de Hermione e mostrando para a dona.-Isso. Quando eu vi, pensei que...Pensei que você estivesse morta. Que ele tivesse te matado. Como alguém tiraria um pedaço do seu cabelo sem que você visse?
- Tem razão.-concordou ela, olhando pros próprios fios castanhos na mão do sonserino.-Também tinha uma coisa sua no meu envelope.

Hermione retirou os braços do pescoço de Draco e virou o tronco para trás, procurando o anel no chão, sem deixar de estremecer ao finalmente perceber as mãos fortes dele apertando sua cintura. O anel estava bem onde ela tinha desmaiado e, pelo jeito, tinha sido nele que ela batera a cabeça.

- Aqui. Tome, é seu.-disse ela, voltando o corpo e os braços para a posição inicial.
- Mas como ele tirou o anel de mim?-perguntou Draco, furioso, colocando o anel no dedo.-Eu não tiro nem pra tomar banho!
- Foi o que imaginei.-respondeu Hermione, dando de ombros.-Também pensei que estivesse morto quando vi o anel porque sei que gosto muito dele e não seria fácil alguém tira-lo de você.
- Pensou certo.-resmungou ele, olhando bravo para o anel já seguro em sua mão.

Mione balançou a cabeça de forma positiva, concordando. Draco levantou a cabeça, encarando a garota á sua frente. Os dois estavam sem palavras. Tinham tido uma briga feia a menos de uma hora e esquece-la não era tão fácil assim. Na verdade, nem se mexer conseguiam. Draco ainda mantinha as mãos na cintura fina de Hermione e ela não tinha retirado suas mãos detrás da nuca gelada dele. Ela nem percebeu que ele não estava mais ali com o seu frio estranho. Tudo que importava era afundar nos olhos azuis tristes de Draco. O loiro também não tinha escolha à não ser analisar cada pedaço do rosto de Hermione. Estava escuro, mas ele podia ver o brilho de vergonha nos olhos quentes de Mione mesmo assim, por causa do contato entre seus corpos. De repente, Hermione não se agüentou e se jogou nos braços do sonserino.

- Que bom que está vivo!-murmurou Mione, afundando o rosto no ombro de Draco.
- Que bom que você acha bom eu estar vivo!-brincou Draco, respirando fundo e se enchendo do cheiro de canela dos cabelos castanhos dela.

O coração de Hermione tinha voltado a bater desesperado, em compasso igual ao de Draco. Que se danasse a briga que tinham tido! Estavam vivos e era isso que importava!

- Parece que não vai ser hoje que esse pirado vai me matar!-brincou Draco, acariciando os cabelos da garota.
- Malfoy!-reclamou Hermione, soltando-se dele.-Não fale assim nem brincando!

Draco sorriu de lado, deixando Hermione vermelha novamente, e apertou o queixo dela, carinhoso. O sonserino já estava quase abrindo a boca pra continuar a brincadeira quando os dois escutaram um grito horrível. Um grito distante, mas alto, como se alguém estivesse sendo torturado dentro do castelo.

- Que foi isso?-perguntou Hermione, assustada, soltando-se rápido de Draco.
- Não sei, mas...Hermione, é melhor a gente não ir ver o que é. -pediu Draco, mostrando o lado covarde de sonserino que tinha.-Você está fraca, acabou de acordar de um desmaio e...
- E parece que tem alguém morrendo aqui dentro! Como quer que eu fique parada?-perguntou ela, escandaliza, já ficando de pé.
- Mas...-Draco ainda tentou, também ficando de pé, mas a determinação nos olhos de Hermione o fez desistir.-Está bem, está bem. Vamos ver o que é, mas fique sabendo que eu não vou deixar você bancar a heroína se realmente estiver acontecendo alguma coisa, ouviu?
- Certo, vamos.-concordou Hermione, contrariada, enquanto o puxava pela mão.

A força das pernas de Hermione tinha voltado de maneira mágica e ela pode correr as escadas abaixo com toda a velocidade que tinha. Draco corria do seu lado, sendo meio que puxado pela mão por ela. Quanto mais corriam, descendo escadas, mais aumentava o volume do grito e ele parecia muito pior do que antes. Estavam quase no hall de entrada quando o grito se repetiu. Era o grito de uma mulher agonizante. E, sim, era loucura quando Hermione sentiu que conhecia aquela voz. Não sabia aonde a escutara, mas tinha certeza de que a conhecia.

Os dois irromperam em frente á escada do Saguão Principal e, ainda de mãos dadas, olharam em volta, procurando a dona dos gritos. Era claro que era dali que eles vinham, mas por incrível que pareça, não havia ninguém lá além dos dois.

- Mas...Onde está...-murmurou Draco, ofegante, enquanto olhava por todo o corredor onde estavam procurando a fonte dos gritos.
- Draco!-chamou Hermione, fazendo com que Draco voltasse sua atenção para ela.

O loiro viu o terror estampado no rosto da grifinória e resolveu olhar pra mesma direção que ela olhava. Bem na frente do vitral do símbolo de Hogwarts, que enfeitava a parte de cima da enorme porta de entrada do castelo, havia uma coisa negra e disforme pendurada em uma das madeiras que sustentavam o teto. Uma luz leve entrava pelo vitral iluminando aquilo. Com um pouco de dificuldade Draco conseguiu identificar o que era aquilo.

Era a cobra. A enorme cobra negra que Hermione tinha recebido do louco na cesta com rosas na semana passada.

- Era um feitiço, era um feitiço...-murmurou Hermione, agarrando-se ao braço do sonserino.
- Calma, Hermione...-respondeu Draco, sem conseguir desviar os olhos do bicho inerte, pendurado a metros acima deles.-Não, não deve ser aquela cobra...Não dá pra ser.

Então o grito se repetiu, dolorosamente, e Hermione desceu a mão do braço para a mão de Draco, apertando-a com força. E foi então que ela viu. De repente, uma pessoa apareceu na sua frente, vestida com uma enorme capa negra com capuz. Atrás dela, tinha uma cama de dossel onde a tal mulher estava deitada. Uma dor intensa se apoderou de Hermione, como se facas em brasa perfurassem cada centímetro de seu corpo. Sua cabeça parecia que iria explodir de dor a qualquer momento e suas cordas vocais doíam de tanto gritar. Foram apenas alguns segundos, tenebrosos segundos e então tudo cessou. A dor, os gritos, o homem na frente da cama de dossel. Tudo desapareceu, tão rápido quanto chegou e Hermione se viu deitada no chão, suando frio, amparada pelos braços de Draco.

- Hermione, Hermione.-chamou Draco, preocupado.
- Draco...-murmurou Hermione, sentando-se.
- Merlin, o que houve? Eu estava procurando da onde veio o último grito e então você começou a gritar e a se contorcer, e quase meteu a cabeça no chão.-foi dizendo Draco, puxando Hermione com força até deixá-la em pé.
- Eu...Draco, ela vai morrer.
- Ela quem? Hermione, vamos sair daqui!-disse Draco, puxando-a para a escada.
- Ela...Draco, eu vi. Aqui, na nossa frente! Você não viu?-perguntou Hermione, ofegante e pálida.
- Não! Vem, a gente tem que sair daqui.-retrucou Draco, ainda tentando fazer Hermione sair do lugar onde tinha empacado.
- Não, nós temos que acha-la, Draco...Nós...-tentou Hermione, resistindo.

O futuro refletirá
No passado de seus ancestrais.
Sua vida voltará,
Toda pra trás.


- Que foi isso?-perguntou Draco, escutando a música. Um rock pesado e violento.
- A música...-murmurou Hermione, sendo tomada de uma dor forte na barriga. Logo estava cuspindo sangue.-Eu não sei, mas...
- É melhor sairmos daqui.-cortou Draco, assustado.
- Mas a mulher...-ainda murmurou ela, sem resultado.

Os dois desceram as escadas com pressa. Ou melhor, Draco desceu com pressa arrastando Hermione como uma boneca de pano. Pressa por causa da música, que estava cada vez mais alta e, inexplicavelmente, mais ameaçadora. Pressa por causa do sangue que Hermione vomitava. Tanto que o loiro teve que pegá-la no colo, porque a grifinória estava ficando mais morta do que viva. Quando finalmente chegaram á sala de monitoria, Draco disse a senha e entrou, colocando Hermione no divã. Observou se não tinha ninguém escondido no lugar (vai saber a quanto tempo àquela senha não era mudada) ou seguindo-os e fechou a parede falsa, selando-a com um feitiço de proteção, com senha. Correu para acender a lareira porque a sala estava muito fria e depois foi sentar-se no divã, ao lado da garota deitada.

- Como você está?-perguntou ele, depois de acender a lareira.
- Não vou morrer, não se preocupe.-murmurou Hermione, olhando pro teto, tossindo em seguida mais um pouco de sangue.
- Ei, não fale isso nem brincando.-disse Draco, afinando a voz, imitando-a. -Toma. Acho que vamos ter que passar a noite aqui.-completou ele, dando-lhe um lenço Malfoy para limpar o resto do sangue.
- É, depois da música, da cobra e da mulher, não boto meu pé lá fora enquanto não amanhecer.-respondeu ela, sentando. Todo seu corpo doía por causa das “facadas” e bem lá no fundo dos seus ouvidos o rock pesado ainda soava.
- De que mulher você está falando?-perguntou Draco, pondo a mão na testa dela. Estava ardendo de febre.
- Da mulher, Draco! A que estava sendo torturada. Não é possível que você não tenha visto.-disse ela, irritada, devolvendo o lenço sujo para Draco.
- É, mas eu não vi...-retrucou Draco, lançando um feitiço de limpeza em seu lenço e na própria Hermione.-E...Você também não deve ter visto já que está ardendo em febre.
- Eu já disse que vi! De repente, eu me vi dentro de um quarto, todo feito de madeira, com uma cama de dossel no meio. A mulher estava deitada na cama e, na frente dela, tinha alguém parado. Alguém todo vestido de negro, de costas para mim e de frente para ela. E então a tal pessoa começou a tortura-la e ela se pôs a gritar. Os gritos que ouvimos eram dela, tenho certeza. Então...-Hermione respirou fundo, sentindo uma inexplicável vontade de chorar e continuou - Então eu senti toda a dor dela, como se a tortura fosse dirigida a mim. Como se eu estivesse ligada a ela de alguma maneira. E foi como se milhares de fac...
- Facas estivessem te atravessando, não é?-perguntou Draco, completando a frase dela com voz melancólica.
- É...Exatamente.-concordou Hermione, em voz baixa.
- Eu sei como é. -continuou o loiro, olhando fixamente para a lareira acesa.-E eu vi a sua expressão de dor. Deve ter sido mais uma daquelas visões, apesar de eu não ter visto nada. Enfim, eu acredito em você.

Mione se sentou, olhando para ele. Era a primeira vez que Draco falava daquela maneira, demonstrando toda aquela tristeza que ela já tinha lido em seus olhos estranhos. Draco sabia como ra sentir aquela dor. Sabia como era ter aquela sensação de morte que Hermione tivera há poucos minutos, principalmente porque não só a tortura em si o machucava. E, se Hermione pudesse olhar fundo em seus olhos, veria que a sensação de morte em Draco ainda não havia passado.

- Bom, deixa pra lá. Não prec...-começou ele, sendo atacado por Hermione.

A garota se jogou em cima de Draco, abraçando-o forte. Um abraço inesperado para o sonserino. Ele não estava exatamente acostumado com esse tipo de demonstração de carinho e quase se deixou levar por aquele abraço quente, cheio de carinho e tristeza. Quase caiu na tentação de afundar seu rosto no cabelo cheiroso da grifinória. Mas, apesar de uma enorme parte do loiro desejar ficar ali, aninhado naquele abraço delicioso, ele voltou a ser o Malfoy frio e fechado de sempre e empurrou Hermione pra longe.

- Pare com essa mania sentimental, Granger!-resmungou ele, levantando-se do divã.
- E o Oscar vai para: Draco Malfoy, por sua incrível atuação em “Como se tornar uma ostra!”!-zombou Mione, deitando com tudo no divã.-E eu não vou explicar o que é Oscar se você não souber!-completou ela, antes que ele fizesse a pergunta.
- Não estava interessado mesmo.-resmungou o loiro, fingido, sentando no chão.
- Ótimo...Aonde você vai dormir?-perguntou Hermione, cuidadosa, apesar dos olhos fixos no teto.
- Se se importa, aqui no chão.-respondeu Draco, retirando a própria capa e fazendo um projeto de travesseiro com ela.
- Como assim no chão? Tem espaço suficiente aqui no divã para nós dois.-disse ela, sem pensar em como aquilo poderia soar.
- Não, Granger, você não é tão sortuda a ponto de dormir comigo. E, para quem acabou de me dar um tapa, até que você já está bem atiradinha para cima de mim.-zombou Draco, repreendendo-se mentalmente por desejar, mais do que nunca, dormir com uma garota. E isso não significava exatamente fazer sexo.
- Mas você se esquece que o tapa que te dei foi porque você foi um completo canalha comigo achando que sou como uma das garotinhas fúteis com quem você fica e que estão só interessadas na sua posição social que, convenhamos, não é das melhores.
- Ah, claro, como se você fosse muito popular.-retrucou Draco, fechando os olhos.
- Pelo menos EU não sou filha de um Comensal da Morte foragido.-provocou Hermione, virando-se para o encosto do divã na hora em que Draco levantou-se do chão pronto para uma nova discussão.-Boa noite, Draquinho!

Draco respirou fundo e passou a mão nos cabelos loiros, encarando as costas dela. Maldita e linda grifinória.

- Bons pesadelos.-respondeu ele, voltando a se deitar no chão.

Ficaram os dois acordados e em completo silêncio durante quase uma hora, tentando escutar algum barulho estranho do lado de fora da porta falsa da sala ou até mesmo esperando um pedido de desculpas do outro que não veio. Por fim, adormeceram os dois. Toda a antiga sala de monitoria foi enchida pelas respirações pesadas dos dois alunos. Por um bom tempo nenhum dos dois teve sonhos ou pesadelos. Uma espécie de sono tranqüilo, sem nenhuma perturbação. Aquele tipo de sono que prenuncia algo ruim que, mesmo que demore, logo chegará. E chegou para Draco primeiro.


Silêncio. Tudo que havia naquele local escuro era silêncio. De repente, um pequeno zumbido se principiou por aquele infinito. Um zumbido que aos poucos foi aumentando. De forma gradativa até se tornar ensurdecedor.

E suou um grito. Um grito doloroso, carregado de uma enorme onda de sofrimento.

“NÃO! Deixe-o em paz!”

“Dorme, dorme, pequenino...”

“Quando o frio vem nos aquecer o coração...”

“Eu odeio você! Odeio!”

“Um dia você irá compreender, Draco...”

“QUE INFERNO!!”

“Não cometa os mesmos erros que um dia seu avô cometeu...”

“Ah, eu SOU um retardado!”

“Não se assuste, meu amor...”

“VOVÔ!”

“Leve-o e não se preocupe comigo...”

“Cale-se! VOCÊ NÃO É MAIS MEU FILHO!”

“Pássaro ferido, hoje é paraíso...”

“O que ela quis dizer com” somos confidentes “?”

“EU NUNCA FUI SEU FILHO!”

“Mate-o... Ou terei que mata-lo.”

“O vovô já está saindo...”

“Pára com isso! PÁRA!”

“E o Oscar vai para: E o Oscar vai para: Draco Malfoy, por sua incrível atuação em” Como se tornar uma ostra!”!”

“Matarei com prazer.”

“Agoniza, virgem fênix...”

“Mas estarei aonde for...”

“NÃO! NÃO MORRA!!!”

“HERMIONE! HERMIONE, ESPERA! Hermione, Hermione...”

*


- Draco, DRACO!-chamou Hermione.
- Hermione, Hermione...Não morre, não...-murmurara o loiro, batendo-se de um lado pro outro.
- DRACO, ACORDA!-gritou Hermione, batendo em seu rosto.
- Ah? O quê?

O loiro abriu os olhos, alarmado, tentando entender onde estava. Hermione estava sentada em cima de seu tórax, com uma perna de cada lado do seu corpo, e aquela cara preocupada de quem acabou de acordar de maneira bruta.

- Meu Deus, você está bem?-perguntou Hermione, segurando o rosto dele com as duas mãos.
- O que aconteceu?-perguntou o sonserino, ainda desnorteado.- Onde está meu vô?
- Draco...Anthony está morto.-respondeu ela, baixo.

Só então ele percebeu o que estava se passando. Tinha sido um pesadelo. Mais um pesadelo. Era um segredo, claro, mas Draco também tinha seus próprios desesperos noturnos. Desesperos em que as vozes mais sofridas que ele já tinha ouvido na vida voltavam em sonhos. Vozes que sempre aumentavam, cada vez que ocorria uma discussão entre ele e a garota á frente. E os olhos de Hermione estavam tão cheios de cuidado que Draco nem teve coragem de repeli-la mais uma vez.

- Eu, eu sei que está.-concordou Draco, levantando-se em seus cotovelos, deixando o rosto a poucos centímetros dos de Mione.
- Como você está? Eu acordei assustada, você estava se batendo, dizendo umas coisas estranhas.-começou Hermione, saindo rápido de cima dele.-Dizendo o meu nome.
- Foi só um sonho ruim. Também tenho direito de ter pesadelos, não é?-perguntou Draco, deitando-se contrariado por aquela “fuga” da grifinória.
- Se você diz...Anda, Malfoy, vem pro divã.-disse ela, puxando-o pelo braço para cima.
- Granger, estou bem aqui!-retrucou Draco, se esquivando dela.
- Não, não está! Anda, saí desse chão frio. Você vai acabar pegando uma pneumonia!-brigou ela, puxando-o com mais força.
- Como se você se importasse...-resmungou Draco, deitando-se a contragosto no divã.

Hermione deitou-se ao lado dele, agora do lado de fora do divã e respondeu, olhando no fundo dos olhos de Draco.

- Você pode até não acreditar, mas, eu me importo.-respondeu ela, e então se virou para a lareira quase apagada.-Boa noite.-e, com um gesto da varinha, apagou o resto do fogo.
- Boa noite...-murmurou Draco, virando-se para o encosto do divã.

E, pela primeira vez, ele não voltou a ser perturbado pelas vozes como era sempre que acordava desses pesadelos que o acompanhavam desde as férias. Desde o assassinato de Anthony. Pela primeira vez, Draco adormeceu profundamente. E pode ter certeza que foi o delicioso cheiro de sua companhia que o embalou para um resto de noite tranqüila. Abençoada Hermione!

*


E logo Hermione também adormeceu. E, bem aos poucos, os neurônios em seu cérebro foram se movendo, ordenando que a respiração dela ficasse cada vez mais calma e profunda. E se moveram de tal maneira, e de tão alegres estavam por não serem tomados por pesadelos ruins, eles começaram a produzir um filme. Num passe de mágica, a grifinória sentiu-se novamente. Sentiu seu corpo e sua respiração calma. E sentiu uma mão acariciando suas costas nuas com carinho.

- Acorda, dorminhoca.-murmurou alguém e logo beijos passaram a ser depositados pelas suas costas e braço nu.

Hermione murmurou algo desconexo, enquanto abria os olhos. Estava em uma sala pequena. As paredes eram azuis da cor do céu e pequenas nuvens brancas estavam pintadas sobre elas. O chão estava forrado de almofadas brancas e fofas onde ela estava preguisoçamente deitada.

- E a dorminhoca acorda só com uns beijinhos...Que milagre!

A grifinória sorriu antes de ter a boca ser invadida por um beijo doce. Um beijo que, literalmente, levou-a as nuvens. Abriu os olhos, sorridente, encarando Draco.

- Você me trouxe pro céu? Onde estão os anjos?-perguntou ela, bocejando.
- Além de você, não tem mais nenhum. Eles ficaram incomodados, sabe? Uma criatura tão linda quanto você causa inveja.-respondeu o loiro, sussurrando, enquanto afastava os cabelos de Hermione de seu rosto.

Não estava nua, afinal. A garota usava uma frente única branca de algodão e uma bermuda jeans enquanto Draco estava espetacularmente lindo em uma malha verde-escura e uma calça social.

- Só se for nas anjinhas. Afinal, onde elas vão achar um loiro lindo que nem você?
- É, coitadas.-lamentou Draco, fazendo Hermione rir.-Fazer o quê, só produziram um Draco Malfoy e...-Draco elevou a voz, como se falasse com alguém escondido na sala.-Ele já tem dona!
- A inteligentíssima senhorita Hermione Granger?-perguntou ela, deitando em cima dele.
- É. A inteligentíssima e gostósissima Hermione Granger.-respondeu Draco, mordendo seu lábio, enquanto soltava o laço que prendia a blusa no pescoço de Mione.

A grifinória se abaixou, beijando-o, as mãos já procurando o fim da malha do garoto para tirá-la. Então Hermione abriu os olhos e se viu ao lado de um Draco adormecido e não entendeu. Mas, também, não tinha pra que entender alguma coisa. O importante era estar ali com Draco. Levantou umas das mãos e acariciou o rosto do loiro á sua frente. Malfoy abriu os olhos com aquele contato e teve de piscar duas vezes para entender o que estava acontecendo. E ainda estava confuso quando Hermione o beijou de maneira singela. Um beijo quente e carinhoso, sem malícia. Apenas um beijo de amor e nada mais. Quando terminou, o loiro abriu os olhos e olhou fundo nos de Hermione, tentando entender o porquê daquilo. E a garota devolveu o olhar com um simples, de quem dormia com ele todas as noites e um beijo incrível daqueles não fosse nenhuma novidade.

Hermione agarrou as duas mãos de Draco, colocando na altura de seus seios e fechou os olhos, disposta a adormecer novamente. E o sonserino, mesmo sem entender nada, deu um beijo na testa dela, fechando os olhos em seguida. E dormiram como um casal de anjinhos.

N/A: AH, que final mais fofinhu!!!!!!!!! Amie essa última parte, e vcs???? Bom, só para aguçar a curiosidade de vcs, depois do sonho do Draco e do beijo da Hermione, um pedacinho do cap 18:

"- Não tenho sonhos tão reais com você, sabia?-riu o sonserino novamente, voltando a se aproximar dela novamente.-Não dá pra sentir o gosto da sua boca em sonhos.
- Malfoy, pare com isso.-brigou Hermione, levantando um dedo enquanto ia pra trás.
- Nem a textura dos seus cabelos. Também não dá pra escutar a sua respiração entrecortada.-a voz do loiro foi ficando terrivelmente rouca a cada passo que ele dava, até que a garota se viu presa na parede de pedras pelo corpo dele.
- Isso significa que você sonha comigo?-perguntou Mione, tentando ganhar tempo.
- Eu nunca disse o contrário.-sussurrou o loiro."

Sim, eu sei, sou malvada...ESPEREM E VERAM!!!!!!!

HAPPY 2007, WIZARDS!!!!!!!!!!!

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