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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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16. Estranho, incondicional


Fic: Obsessão Por Você - AVISO POSTADO!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A: MENINAS, ESTOU DE VOLTA!!!!!!!!!!!!! Meninas, sim, pq nenhum garoto comenta, enfim...Gente, eu sei que eu sempre posto dois caps mas dessa vez naum deu. Já estou terminando o cap 16, mas me surgiu um bloqueio e agora já não sai mais nada! Só no fds que vem...=[

Leiam esse cap, de preferência, escutando a música Incondicionalmente do Capital Inicial. Eu escrevi o cap inteirinho escutando essa música linda e foi dela que saiu o nome do cap(pq a imaginação faltou^^). Tem umas falas do cap que são versos da música, então, baixem-na se puderem!

Cap.15: Estranho, incondicional

Hermione bocejou, enquanto esticava os braços pra cima, ainda de olhos fechados. Abriu-os devagar, se acostumando com a luz do sol que vinha pelas janelas do dormitório. Lilá e Parvati ainda dormiam, já que ainda eram seis horas da manhã. Ela suspirou e, saindo debaixo das grossas cobertas, se levantou, indo direto pro banheiro tomar seu banho costumeiro. Só quando entrou debaixo do chuveiro é que a grifinória realmente acordou.

Lembrou-se de todos os acontecimentos da noite anterior, desde a sua visão no banheiro, passando pelo beijo e terminado na conversa amiga que tivera com Harry. De repente, todo o seu corpo começou a doer e ela fechou os olhos castanhos, deixando a água quente percorrer seu corpo, talvez numa tentativa de limpar a própria mente e espírito. Sentiu-se cansada por todas aquelas lembranças. Lembrou-se também que, apesar das poucas horas de sono que tivera, acordara no meio da noite por causa de seu sonho perturbador. Tinha sido igual a todos os outros sonhos que vinha tendo, nas últimas noites, terminando no momento em que o estranho dizia que Christine finalmente tinha ido ao seu encontro. Hermione ficou irritada com aquilo, metendo um murro na parede de azulejos do banheiro. Ainda de olhos fechados, pegou o sabonete e foi passando devagar pelo corpo enquanto tentava não pensar em nada que pudesse deixá-la irritada. Foi quando ouviu a porta do banheiro se abrir vagarosamente, deixando uma corrente de ar gelado entrar no recinto, e logo depois se fechar. Normalmente Hermione se viraria assustada com aquela invasão em seu banho, mas, alguma coisa a fez ficar parada onde estava, apenas ouvindo e respirando aquele ar gelado que de alguma maneira, entrara no boxe fechado. Sentia-se congelada, a água parecia ter ficado fria de repente. O ar frio era mortalmente sufocante,e ela começou a forçar a respiração. Os seios subiam e desciam enquanto a água caia sobre eles. Hermione estremeceu sentindo o que iria acontecer...Uma expectativa inexplicável tomou conta do seu corpo nu.

- Venha.-ela murmurou, deixando a água gélida entrar em sua boca.

Respondendo ao seu chamado, Hermione pode ouvir os passos de quem entrara no banheiro se encaminhar para o boxe. Eram passos certos e determinados, como seu dono. Cada passo entrava em contato com o piso, ecoava pelo chão e pelas paredes, misturando-se aos sons da água do chuveiro. Hermione se sentiu estremecer quando ouviu a porta do boxe ser aberta e logo depois, deslizar devagar até ser fechada. Ele estava ali. Hermione podia sentir. Não percebeu, mas todo o seu corpo tremia e o sabonete já tinha escorregado de sua mão. Eram apenas dois passos da porta do boxe para onde Hermione estava embaixo da ducha, mas ela não ouviu movimentos atrás de si. Não havia movimentos, mas ela podia sentir a respiração dele, ruidosa e pesada próxima dela. Uma respiração que parecia gostar do ar frio dali de dentro, aspirando-o com um prazer inexplicável, que se transmitia a Hermione por pura eletricidade. Mas por que não se aproximava? Tudo o que ela desejava era o corpo dele colado ao seu...

- Não me faça esperar.-gemeu Hermione, inconscientemente, enquanto seu corpo pedia pelo dele.

Mal ela acabara de falar, duas mãos possessivas a agarraram pela cintura. Hermione gemeu ao sentir aquelas mãos masculinas acariciando-a por inteiro debaixo do chuveiro enquanto uma boca fria mordia seu pescoço. Aquelas mãos que, apesar de nunca terem encostado nela, pareciam conhecer cada curva, cada ponto de prazer. Bruscamente, ele a virou com força prensando seu corpo contra o boxe e beijando-lhe a boca. Aquela corrente elétrica percorria a língua da garota, escorregava pela sua garganta e enchia seu ser com tamanho prazer. Podia sentir o uniforme masculino de Hogwarts molhado sobre seus dedos e o apertava e puxava, querendo livrá-lo daquela roupa inoportuna. Ele pareceu entender o que ela queria, pois foi retirou o colete enquanto sua boca explorava livremente a dela. Hermione, respondendo, sentiu o tecido frágil da camisa molhada se rasgar quando a puxou com força. Suas mãos passearam por aquela pele fria, arranhando-a. Ele, de repente, abandonou a boca dela, descendo a própria estrategicamente para o pescoço macio e o mordeu com força. Hermione gemeu mais alto, completamente descontrolada e, sem consciência, abriu os olhos castanhos...

Qual não foi seu espanto ao...Ver-se sozinha, encostada no boxe. Ela respirava pesadamente e tremia sem controle, olhando desesperadamente em volta, sem entender nada. O banheiro estava envolto no mesmo vapor de sempre e a água estava tão quente como antes. Confusa, Hermione abriu a porta do boxe e escorregando foi até a porta. Estava trancada como sempre ficava quando Hermione tomava banho. Olhou em volta mais uma vez e sentiu-se tonta e com vontade de chorar. O que raios tinha acontecido, meu Deus? Hermione olhou pra si mesma e se sentiu suja, nojenta. Voltou correndo pro chuveiro, pegou a esponja e começou a se esfregar. Tudo aquilo só podia ter sido imaginação dela, não tinha como ter sido real! Ela parou de se esfregar e fechou a torneira, cessando a água que caía. Encostou a testa na parede, respirando pesadamente. Não tinha sido real! NÃO TINHA!

Abriu a porta do boxe novamente, mas agora bem devagar. Caminhou de olhos baixos até onde ficavam as toalhas e pegou a sua, já pensando que devia estar toda vermelha por ter se esfregado tanto. Enfiou a toalha no rosto, secando-o, enquanto parava instintivamente na frente do espelho. Ficou um tempo com a toalha no rosto, tentado se acalmar o máximo possível, apesar de lá no fundo ainda sentir aquela excitação proibida. Quando finalmente ela já estava respirando normalmente, resolveu tirar a toalha e encarar o próprio reflexo. Atitude errada aquela! Hermione deixou cair á toalha ao olhar pra si mesma. Ela estava completamente branca e com os lábios roxos, como quem acabara de sair de um banho gelado...E não fora um banho gelado? Mas o pior não era aquilo. No lado direito do seu pescoço havia uma mancha vermelha e intensa.

- Não foi imaginação...-murmurou Hermione, sentindo os olhos se encherem de lágrimas.-Foi real...Não foi imaginação.

Ela começou a chorar sem saber o que fazer, enquanto esfregava com dedos a região deixando-a mais vermelha. Hermione não chegou á saber quanto tempo ficou chorando na frente do espelho até que Lilá e Parvati acordaram e começaram a bater na porta querendo entrar. A garota secou as lágrimas e se enrolou na toalha, sem perceber que tinha outra marca no corpo. Saiu do banheiro ignorando as exclamações das duas colegas e aproveitou pra se vestir quando as duas entraram no banheiro. Hermione olhou seu reflexo na penteadeira e viu que estava horrível. Os olhos vermelhos, com profundas olheiras, o nariz vermelho em contraste com a pele pálida e os lábios arroxeados. Isso sem contar no chupão no pescoço! Suspirando, Hermione colocou o cachecol da Grifinória para esconder a marca. Passou um pouco de corretivo para esconder as olheiras e um batom rosado na boca pra tentar disfarçar a cor. Mas a palidez e os olhos vermelhos, que insistiam em marejar pareciam não ter jeito. Colocou a touca vermelha e as luvas nas mãos trêmulas, pegou a bolsa e desceu. Tinha descido tarde e talvez nem tivesse tempo de tomar café direito, mas o estômago de Hermione estava tão embrulhado que só de pensar em comida já se sentia enjoada. Enquanto ia caminhando pelo castelo podia ouvir os comentários dos alunos, espantados por vê-la daquele jeito, mas ninguém veio ajudá-la. Ao se lembrar de cada minuto anterior, sentia-se cada vez mais enjoada. Enjoada e tonta. A cabeça de Hermione começou a girar cada vez mais e ela teve que parar um pouco, enquanto se encostava em uma parede. Ela respirou fundo várias vezes, fechando e abrindo os olhos, tentando oxigenar o cérebro para entender o que estava acontecendo com ela. Depois de alguns minutos, continuou a andar, mas sua cabeça voltou a doer e rodar. Um calor começou invadir Hermione, fechando sua garganta e sufocando, de modo que ela não conseguia respirar direito. Cambaleando, a garota conseguiu chegar até a escada do Saguão de Entrada. Alguma coisa lhe dizia que não iria agüentar mais. Ela precisava de ajuda!

Desceu um degrau, segurando-se fortemente no corrimão e já sentia seus sentidos indo embora quando ouviu vozes e risos vindos das masmorras. Hermione fechou os olhos, sentindo o corpo pender perigosamente pra frente. Então, reconheceu a voz de Draco:

- Mexam com ela e vão ver do que eu sou capaz.

Abriu os olhos, desesperada, e o viu saindo da entrada das masmorras com outros alunos. Ela abriu a boca e tentou chamá-lo, mas a voz não saiu. Sentiu os olhos marejarem e respirando fundo, reuniu o resto da energia que tinha. Abriu a boca mais uma vez e chamou, com a voz falha:

- D-Draco...

O loiro se virou para escada e a viu ali em cima. Uma lágrima caiu dos olhos castanhos de Hermione e eles ainda visualizaram o sonserino correr escadas acima, antes de se fecharem e o corpo de Hermione desfalecer por completo.

*


- Olha o sorriso bobo na cara dele! Ah, aposto que isso tem a ver com a visita da bonequinha ontem.-disse Zambine, animado.
- Uh, aquela garota é simplesmente um pitéu!-concordou Matthew Bollard, um quintanista sonserino.

A resposta foram vários risos de outros garotos, que penetraram nos ouvidos de Draco acordando-o. O loiro abriu os olhos devagar encarando uma recepção com, no mínimo, dez sonserinos sorridentes.

- Ih, o garanhão acordou!-riu um outro garoto de quem Draco não sabia o nome.
- O que foi? O que estão fazendo aqui?-perguntou o loiro, sonolento, esfregando os olhos.
- Nada. Só queríamos ver como você estava, já que a Ryme saiu bastante nervosinha daqui ontem á noite.-respondeu Peter Logan, um moreno fortão do sétimo ano, capitão do time de quadribol.
- Agatha?-perguntou Draco, sentando-se na cama, ainda sem entender o que estava acontecendo.
- É, a Agatinha!-confirmou um sonserino que devia estar no terceiro ou quarto ano e parecia um rato em miniatura.

O loiro ainda olhou confuso para os garotos, o que os fez gargalhar ainda mais e dizer coisas maliciosas e grosseiras, até perceber o que estava acontecendo. Todos eles estavam ali só pra ver como ele estava por ter passado um bom tempo sozinho com Agatha Ryme.

- Ah, já entendi.-respondeu o loiro, se levantando.
- Finalmente, né!-zombou Zambine.-E aí, vai contar pra gente ou não o que você e aquele pedaço de mau caminho fizeram ontem á noite?
- Pelo jeito nada! Olha aí, o cara não está com nenhum chupãozinho!-disse Peter, arrancando risos dos outros sonserinos.
- É, e nenhum olho roxo.-considerou John Oliver, outro septanista.-Então a Ryme não estava tão nervosa quanto parecia, senão teria dado uns bons sopapos nele.

E até que o garoto tinha razão, já que no ano anterior Agatha parara na direção por ter batido em um Corvinal que tentara agarra-la de qualquer jeito em um corredor, deixando-o com um olho roxo por uma semana.

- Ah, vão caçar o que fazer!-resmungou Draco, mau-humorado.
- Ah, qual é, Malfoy! Você vai ou não contar pra gente o que aconteceu ontem? E também, por que aquele sorriso?-perguntou Zambine.
- Não, não vão. Anda, circulando todo mundo.-reclamou Draco, empurrando os caras pra fora.
- Ah, Malfoy!
- Fala sério, meu!
- Custa falar alguma coisa?

E muitos protestos foram ouvidos até que todos os sonserinos já estavam fora do dormitório.

- CAIAM FORA!-gritou Draco, batendo a porta na cara dos garotos.-Isso que dá ser popular! Todo mundo quer sabe da sua vida.-resmungou o loiro, enquanto se encaminhava pro banheiro.

Arrancou toda a roupa, revelando o corpo trabalhado pelo quadribol e se enfiou debaixo do chuveiro. Tomou um banho rápido, deixando o pensamento voar longe até a Torre da Grifinória, enquanto imaginava se Hermione já teria acordado.

- Ia ser uma maravilha vê-la toda molhadinha debaixo do chuveiro.-disse Draco, sorrindo malicioso, enquanto fechava a torneira do chuveiro e saia do boxe.

Enquanto se secava e vestia o uniforme sonserino, foi se lembrando do sonho que tivera durante a noite com Hermione. Penteou os cabelos molhados pra trás e escovou os dentes. Voltou os olhos azuis-acinzentados para o espelho e abriu um sorriso convencido, enquanto dizia:

- Ah, não sei como a Granger consegue resistir a você, Draco Malfoy. Você é a perfeição em pessoa.

Logo depois o sorriso sumiu, e o loiro se lembrou de tudo o que ocorrera com a garota na noite anterior. Uma tristeza invadiu os olhos cinzentos de Draco naquele momento. Como pudera dizer tudo aquilo pra ela? Sabia que na hora ele estava com raiva e chateado por Hermione não ceder aquele sentimento que estava surgindo entre os dois, mas agora, analisando os fatos, percebeu que tinha sido um imbecil.

Fechou os olhos tristes e foi como se voltasse no tempo, vendo-a chorando. E aquela lembrança doeu tanto, mais tanto que Malfoy teve de deixar o orgulho de lado e permitir algumas lágrimas solitárias escorrerem por seu rosto pálido, enquanto encarava o próprio reflexo. Draco levantou o rosto úmido e apoiou os cotovelos sobre a pia, enquanto enfiava os dedos pelo cabelo molhado. E nesse momento sentiu uma dor forte no peito. Era uma pontada horrível seguida por uma dor de cabeça alucinante. E uma secura na garganta quase o fez acreditar que aquilo era um pressentimento.

- Merlin, que não tenha acontecido nada com Hermione!-murmurou Draco.-Que eu não a tenha perdido de vez.

Logo a dor no peito passou e o loiro pode enxugar suas lágrimas e sair do banheiro. Antes de sair do dormitório, olhou-se no espelho enquanto ajeitava a capa negra no pescoço, enquanto ignorava aquela sensação ruim. Já estava descendo as escadas, pensando onde a grifinória poderia estar quando deu de cara com seus “amiguinhos” sonserinos que o esperava lá embaixo.

- O que ainda estão fazendo aqui?-perguntou Draco, visivelmente irritado, mas sem parar de andar.
- Estávamos esperando o garanhão, não é, galera?-perguntou Peter aos outros, que caíram na risada.
- É, Malfoy! E aí, você fez ou não alguma coisa com a Ryme?-perguntou Matthew, seguindo-o com os outros garotos.
- Não, não fiz nada, ta legal? E mesmo se tivesse feito, não é dá conta de vocês.-resmungou o loiro, saindo pela parede falsa.
- Então...Se aquele sorrisinho não era por causa da Ryme, então era por causa de quem?-perguntou Carl, um septanista que também fazia sucesso com as garotas.
- Oras, essa é fácil! Era por causa da nova namorada do Malfoy, Hermione Granger!-respondeu Peter, arrancando alguns “Ah!” dos outros.

Naquele momento, Draco pensou seriamente se aqueles não eram lufa-lufas disfarçados de sonserinos ou se a burrice extrema de Crabbe e Goyle tinha contagiado os demais sonserinos.

- Ah, então o nosso Malfoy aqui teve sonhos quentes com a gatinha comportada da Granger? Ela é mais gostosa do que parece, Draco?-perguntou Zambine, batendo de leve nas costas do loiro.

Muitos sonserinos riram e concordaram com Zambine, mas logo se calaram quando Draco se virou bruscamente, agarrando o moreno pelo colarinho e metendo-o na parede.

- Escute aqui, Zambine, porque eu só vou dizer uma única vez! Encoste num fio de cabelo da Hermione e vou te transformar em comida de explosivin!-vociferou ele, a cinco centímetros do rosto de Blás.-Entendeu ou quer que eu desenhe?
- Entendi! Entendi! Agora, me coloca no chão, cara!-reclamou Zambine, sendo posto no chão de qualquer jeito.-Não vou relar na sua grifinória, ok?
- Hum!

Draco continuou caminhando, e mesmo assustados, os sonserinos o seguiram. Zambine ajeitou o colarinho da camisa e foi atrás deles, um pouco zangado, mas logo abriu a boca novamente:

- É, as namoradas bonitas você não divide comigo, né?
- É lógico! Faço o maior esforço pra consegui-las e depois vou dá-las de mão beijada pra você?Eu tenho cara de idiota?-riu Draco, se contentando em ver a macacada sonserina acompanhá-lo nas risadas.
- Bom, se você é idiota eu não sei...-começou Peter, despertando mais risos.-...Mas que você tem bom gosto você tem, cara! Com todo o respeito, mas aquela Granger é um bom pedaço de mau caminho!
- E bota mau caminho nisso!-riu o garoto com cara de rato.
- É mesmo?-perguntou Draco, só pra ver até onde os sonserinos chegariam.
- É, mas aquelas olheiras não caem bem nela.-ponderou Matthew.
- E quem se importa com isso? Com aquela boca cor-de-cereja, aquela cinturinha, aquela comissão de frente e aquelas coxas...Eu nem vejo olheiras nela!-riu-se Carl.
- Não, e o rebolado da garota?É de dar água na boca!-completou Zambine, apesar de se proteger atrás de Peter Flint.
- Pois fiquem com água na boca! Eu não quero ninguém reparando me nada em Hermione, de olheiras a...-começou Draco, sendo cortado por Zambine.
- A todo o resto! E que resto!-e os garotos riram com gosto.
- Sim, Hermione é maravilhosa, mas...-o loiro tentou de novo, sendo interrompido dessa vez por Matthew.
- Você esqueceu do gostosa, cara!
- Deliciosa!-gritaram alguns sonserinos.
- É, e gostosa, sim!-recomeçou Draco, sem conseguir conter um sorriso.-Mas é minha! Mexam com ela e vão ver do que eu sou capaz.-e terminou, erguendo o dedo em sinal de aviso.

Os sonserinos vibraram com aquilo e começaram a parabenizá-lo pelas últimas palavras, e claro, por estar, digamos, pegando Hermione Granger de jeito. Emergiram, juntos, para o Saguão de Entrada e continuaram rindo e conversando animados quando Draco sentiu aquela forte pontada no peito novamente. Ele fechou os olhos por um curto momento e ouviu um fraco murmurar, vindo do alto das escadas:

- D-Draco...

Draco abriu olhou pra cima imediatamente e arregalou os olhos cinzentos ao ver Hermione, totalmente pálida e frágil lá em cima. Tudo ocorreu muito rápido. Foi como se o cérebro do loiro identificasse tudo o que aconteceu naqueles segundos em câmera lenta. Mesmo se sentindo paralisado, as pernas de Draco se colocaram em movimento e o levaram escada á cima enquanto Hermione caía, lentamente, sem sentidos. A dois degraus da garota Malfoy estendeu os braços, pegando-a antes que batesse o tronco no chão e rolasse escada a baixo. O loiro ajoelhou, amparando-a, visivelmente desesperado:

- Mione, Mione, fala comigo! Hermione...-dizia ele, enquanto acariciava o rosto quente da menina.-Por Merlin, garota idiota, acorda!

Olhou para baixo, onde os outros sonserinos e mais alguns alunos olhavam abismados para cima e gritou:

- SEUS IMBECIS, SE MEXAM! VENHAM ME AJUDAR!

Atendendo o chamado, Zambine e os outros subiram as escadas e ajudaram Draco a pegar Mione no colo e descer devagar pela escada. Na hora Draco não entendeu como tanta gente tinha aparecido no saguão, dificultando sua passagem com a Hermione desmaiada. Apesar da multidão, o loiro conseguiu chegar até a Ala Hospitalar. Peter Flint abriu a porta dupla e ele entrou, sentindo o sonserino fechar a porta atrás de si. Draco olhou em volta e foi colocar Hermione em uma das camas quando ouviu o grito de Madame Pomfrey que saíra de sua sala particular:

- Ah, meu Merlin! O que aconteceu?
- Eu não sei!-respondeu Draco, assustado com o berro da enfermeira.-ela desmaiou na escada e...
- Ah, a menina está ardendo em febre!-gritou Madame Pomfrey, agora deixando o loiro apavorado.
- Febre? Mas...VOCÊ NÃO VAI FAZER ALGUMA COISA?-gritou o loiro para a enfermeira.

Antes que ela pudesse responder, a porta da Ala abriu-se com força e Harry, Rony e Gina entraram correndo e aflitos.

- O que aconteceu? O que aconteceu?-perguntou Gina, tão vermelha quantos seus cabelos.
- Disseram que a Mione desmaiou...-começou Harry, também preocupado, mas foi interrompido por Rony.
- MIONE!-gritou o ruivo olhando para a amiga desacordada e em seguida para Draco, avançando para ele.-Você! Seu loiro aguado, sua miniatura do Comensal nojento! O que você fez com ela?-terminou Rony, pegando Draco pelo colarinho.
- Rony, não comece! Viemos aqui ver a Mione!-pediu Gina, preocupada, e agarrando a mão de Harry sem querer.
- Eu a trouxe para cá, se você não viu? Sempre soube que você era burro, Weasley, mas o cegueta sempre foi o Potter!-debochou Draco, também alto, agarrando a camisa do ruivo com força.
- É, caras, parem com isso!-concordou Harry torcendo no fundo para o amigo arrebentar Malfoy, enquanto sentia seu rosto ficar vermelho por causa da mão de Gina.
- Ora, seu filhinho de papai!
- Desclassificado!
- Loiro aguado!
- Porco de chiqueiro!
- Serpente!
- Estereotipo do capeta!
- PAREM COM ISSO!-gritou Madame Pomfrey, que havia apanhado um frasco com uma poção de cheiro bastante nojento.-NÃO QUERO NINGUÉM BRIGANDO NA MINHA ALA HOSPITALAR! ISSO É UM LUGAR DE SILÊNCIO!

A muito contra-gosto os dois se soltaram apesar de continuarem se olhando assassinamente. Juntaram-se a Harry e Gina no pé da cama; os três grifinórios de um lado e Draco do outro.

- Vamos ver se isso aqui a faz recuperar os sentidos.-murmurou Madame Pomfrey, abrindo o vidro da poção e deixando o ar ainda mais fedorento.
- Que cheiro horrível!-murmurou Rony.-Isso aí levanta até defunto.
- Não acho que o cheiro seja da poção...Você já tomou banho esta semana, Weasley?-perguntou Draco, arrogante, tentando não demonstrar o seu nervosismo de ver Hermione deitada ali, sem nem se mexer, enquanto Madame Pomfrey media a temperatura da garota.
- É, claro, Malfoy. Mas eu acho que você não deve se importar com o cheiro, não é? Sempre viveu numa família de mer**!-exclamou Gina, de repente, muito vermelha.

Draco olhou para a ruiva como se só tivesse reparado que ela estivesse ali agora.

- Falou comigo coisa insignificante?-perguntou Draco, fazendo pouco caso, enquanto lá no fundo concordava com o que Gina dissera. Com tristeza se lembrou do pai...Mas não era momento para pensar nele.

Gina pretendia responder, mas a enfermeira se pronunciou antes dela.

- Querem fazer o favor de calar a boca? Vamos ver se ela acorda.

Então colocou a boca do frasco bem abaixo do nariz de Mione. O resultado foi imediato. A grifinória fez uma careta e virou o rosto pro lado tentando fugir do cheiro enquanto Gina prendia a respiração e apertava a mão de Harry forte que por sua vez já estava mais preocupado com a própria integridade física do que com a amiga acamada.

Logo em seguida, a grifinória abriu os olhos e piscou umas duas vezes, confusa. Engoliu em seco, como querendo se livrar do cheiro ruim e encarou o teto de pedra da enfermaria, enquanto se perguntava o que estava fazendo deitada ali. Mal fizera esforço para se lembrar de qualquer coisa que tivesse acontecido e a tontura costumeira já havia voltado. Sentindo tudo rodando, Mione fechou os olhos novamente, fazendo outra careta antes de abri-los. Em vez de sua situação melhorar, sentiu que a cabeça agora estava rodando mais rápido. Foi com dificuldade que ela pousou os olhos em Gina. Um aperto em seu peito denunciou a tristeza que tinha por ter brigado com a melhor amiga. A garota até pensou em falar alguma coisa, mas parecia que o som da própria voz seria alto demais para seu cérebro. Desviando os olhos, pousou os mesmos em Harry. O moreno dos olhos verdes a olhava com imenso carinho e ela, em resposta, deu um sorriso leve para ele. Passou sua atenção para Rony e a pontada que sentiu no peito foi tão forte que ela sentiu vontade de chorar. Como queria um abraço do ruivo! Fechou os olhos mais uma vez, Hermione respirou fundo. Abriu-os novamente e seus olhos castanhos se chocaram com os azuis acinzentados de Draco.

E ao vê-lo, um flash veio á cabeça de Hermione. Lembrou-se do porquê de estar ali. Do porquê de ter desmaiado na escada. Do porquê de estar se sentindo tão mal. Enfim, lembrou-se de tudo o que ocorrera naquela manhã. Do banho, do desejo, dele e até mesmo da marca no pescoço. “E isso foi a pior coisa que poderia ter acontecido” pensou Hermione, abaixando os olhos. Era como se aquela marca denunciasse algo horrível. Ela levantou os olhos e encarou os de Draco novamente, sem impedir as lágrimas. Por mais estranho que parecesse, Hermione sentiu culpa. Descobrira olhando pros olhos do loiro sonserino que o tinha traído.

- Draco...-disse Hermione, com a voz embargada enquanto estendia os braços pra ele.
- Ah, Mione, você está bem?-perguntou Draco, indo até ela e abraçando-a forte.
- Me desculpe...-murmurou a grifinória, chorando compulsivamente.-Se você soubesse o que aconteceu...
- Ta tudo bem! Não aconteceu nada, ouviu?-respondeu Draco, afagando seus cabelos.

Hermione negou com a cabeça e continuou chorando. Como contaria aquilo pra ele? Pior, como esconderia? A garota continuou chorando por mais alguns minutos e quando ergueu os olhos pra se separar de Draco viu apenas Madame Pomfrey ali, que parecia bem emocionada com a cena.

*


- Rony, espera!-gritou Gina, correndo atrás do irmão, junto de Harry.
- Rony!-gritou Harry.
- Me deixem em paz!-gritou o ruivo, furioso, correndo mais rápido e sumindo de vista por um corredor.
- Droga!-xingou Gina, parando e batendo o pé com força no chão.-Por que ele tem que ser assim?
- Fazer o que?-perguntou Harry, apesar de entender bem o amigo.

Rony tinha todo o direito de estar bravo e chateado. Os três tinham acabado de sair da ala hospitalar. Hermione tinha acordado e num visível desespero, só teve olhos para Malfoy, ignorando totalmente Harry, Gina e principalmente Rony, que agora estava se sentindo totalmente traído.

- Não adianta ir atrás dele agora, Gina. O jeito é deixar o Rony se acalmar e vir conversar com a gente quando ele quiser.-completou o moreno, olhando pra ruiva, que estava vermelha de raiva.
- Eu sei, mas...Ah, por quê as coisas tem que ser assim?Mas que bosta! Será possível que esse povo não consegue conversar, não? Por que a Mione não fala de uma vez com o Rony? Por que o Rony não fala de uma vez com a Mione? Cadê a comunicação, cace**!-gritou Gina, balançando os braços no ar e levando a mão de Harry junto. Quando percebeu o que estava fazendo, continuou-Ops! Foi mal, Harry.
- Sem problemas.-respondeu ele, vermelho, enquanto massageava a mão. Da onde as garotas tiram tanta força quando estão nervosas?
- Eu te machuquei?-perguntou Gina, também vermelha, por raiva e por vergonha.
- Não, não se preocupa.-disse Harry, gostando daquela preocupação da ruiva.

Só não esperava o que ela diria depois.

- Ótimo, isso significa que você não é nenhum fracote! Muito bom, Potter!-ela deu umas palmadinhas no braço do moreno-Bom....Caraca! Aconteceu tanta coisa de uma vez só que esqueci que a minha primeira aula é de Poções! To ferrada! Fui, Harry!

Gina disse aquilo tudo muito rápido e já tinha saído correndo, deixando um Harry Potter ligeiramente abobalhado atrás quando voltou. Parou na frente dele, e afastando os cabelos ruivos, lhe deu um beijo na bochecha.

- Tchau, Harry!

Harry devolveu com um sorriso e observou a menina voltar a correr, visivelmente desesperada. Talvez as coisas não estivessem de tão ruins assim. Com um sorriso bobo, o menino-que-sobreviveu saiu andando pelos corredores, sem saber exatamente pra onde estava indo...E aquilo não importava nem um pouco.

*


- Mas, eu não quer...-tentou dizer Hermione pela terceira vez, e, também pela terceira vez, sentindo a boca sendo invadida por mingau de aveia.
- Não interessa, você vai comer de qualquer jeito! Onde já se viu! Desmaiar por falta de comida! Isso é um absurdo!

Era Madame Pomfrey que ralhava, fazendo a grifinória engolir colheradas de mingau a força. Ela ainda tentou dizer alguma coisa, mas uma colher cheia a calou, e Draco encostado na cama de frente começou a fazer caretas e a rir baixinho.

- Será mesmo que eu entendi o que a senhorita me disse? Está desde o almoço de ontem sem se alimentar? Não é á toa que está com febre, ninguém se cura de uma gripe sem se alimentar, srta. Granger!
- Eu sei, mas...-disse Hermione, engolindo com força o mingau. Draco estufou as bochechas em resposta e Hermione, nervosa, via bem que ele estava fazendo um esforço enorme pra não rir.
- Calada! Vamos, termine esse prato de mingau enquanto vou buscar uma poção pra essa sua gripe! E é bom que se agüente nessas suas pernas, senão terá que passar uma semana aqui!

Hermione arregalou os olhos para a enfermeira que se levantara. Uma semana? Aquilo era tudo que ela não precisava, ficar deitada em uma cama pensando em todas as coisas de ruim que estavam acontecendo sem poder tomar nenhuma atitude! Pelo menos ainda havia alguma coisa de boa! Olhou pra Draco, levemente satisfeita por ele estar ali, mas logo fechou o cara. Ele ainda estava segurando ar com as bochechas e agora, arregalara os olhos. Ainda estava lá, em completo silêncio, olhando-a preocupado, mas ainda sim, sorrindo de jeito debochado achando graça na situação da garota...Talvez ele não fosse algo tão bom assim! Engolindo o resto do mingau que estava parado em sua garganta, ela disse, ligeiramente vermelha:

- Não ria.

Draco explodiu em resposta.

- Malfoy!-ralhou Hermione, cruzando os braços.
- Háháhá!-o garoto começou a ficar vermelho e se aproximou da cama dela-Você quer que eu faça um aviãozinho pra você?
- Não tem graça!-murmurou ela, olhando para o prato de mingau. Agora que estava sozinha com o loiro e via que, apesar de preocupado, ele estava tentando animá-la, sentia-se ainda mais culpada e triste.
- Não, não tem enquanto você não terminar de comer.-respondeu Draco, sentando-se na frente dela, com uma cara séria.

Hermione levantou os olhos para Draco e sentiu os olhos se encherem de lágrimas. Uma lágrima solitária saiu de seu olho e desceu até sua boca. Draco acompanhou a lágrima com os olhos e parou por uns segundos na boca vermelha da garota, antes de respirar fundo e desviar os olhos.

- Desculpe.-murmurou Hermione, secando o rosto.

Draco levantou os olhos e deu seu sorrisinho debochado, espantando-a.

- Não vai escapar do mingau com essa cara de choro, srta. Granger.-ela arregalou os olhos, surpresa, e Draco continuou enquanto enchia a colher com o resto de mingau que tinha no prato.-Anda, come. Termine logo antes que esfrie.
- Ta certo.

Ela aceitou a colher que ele oferecia e engoliu a comida com esforço. Assim que se acostumou com o gosto ruim na boca, disse:

- Preciso te dizer uma coisa, Malfoy.
- Daqui a pouco conversamos.
- Mas...
- Pronto, pronto, aqui está a poção, menina.-disse Madame Pomfrey, alto, surgindo por trás de uma porta.

Trazia uma poção verde, com aparência gosmenta, em um vidrinho pequeno que podia ser levado pra qualquer lugar.

- Vai abrindo a boca.-disse a enfermeira, destapando o vidrinho.

A poção tinha um cheiro forte de hortelã e fumegava.

- Eu não vou beber isso.-negou Mione, levando uma enorme colherada da poção na boca. A poção era horrível, dava vontade de vomitar.
- Ah, vai sim. Escute, você tem que beber isso aqui a cada duas horas e sempre que se sentir mal. Não se preocupe se a poção acabar, pois o vidrinho vai se encher sozinho.-foi dizendo Madame Pomfrey, enquanto colocava o vidro no bolso da capa de Mione.-Agora, esta aqui é uma dispensa para você e pro seu namoradinho. Não precisam comparecer as aulas da manhã.
- E as da tarde?-perguntou Draco, pegando o papel.
- Não vou livrar vocês dois das da tarde só pra ficarem de namorico pelo castelo, ouviram bem?-ralhou a enfermeira.
- Como a senhora pensa que poderíamos fazer isso?-perguntou Draco, com um tom exageradamente indignado.

Hermione segurou o riso, revirando os olhos.

- Hum, eu conheço sua fama, seu Malfoy.-resmungou Pomfrey, puxando as cobertas para longe das pernas de Hermione.
- Fama? Mas que fama? Eu sou um santo!-exclamou o loiro, pondo a mão no peito, ofendido.
- Só ser for santo do pau oco.-replicou a enfermeira, ajudando Hermione a ficar de pé.

Ela não estava mais tonta, mas suas pernas pareceram falhar num momento.

- Pode até ser do pau, mas com certeza não é oco.
- Draco!-exclamou Hermione, achando graça.
- Sr.Malfoy! Olha o respeito!-exclamou Madame Pomfrey, empurrando Hermione para cima do loiro e fazendo os dois baterem as cabeças com força.
- Ai!
- Ai!
- Ai, ai, digo eu!-ralhou ela, com as mãos na cintura-Eu, em todos os meus anos como responsável dessa Ala Hospitalar, nunca precisei ouvir tamanho...
- De tamanho eu entendo!-sussurrou Draco no ouvido de Hermione, fazendo-a arregalar os olhos.
- ...Desrespeito para com a minha pessoa...
- Você quer sair daqui para aprender o que eu sei sobre tamanho?
- Malfoy!
- Se você quer ficar aqui, tudo bem...-sussurrou ele, dando de ombros e se virando para ir embora.

Hermione olhou para Madame Pomfrey que agora falava, para si mesma, sobre seus anos de enfermaria e depois para Draco, que a esperava na porta.

“Tudo bem, vamos embora.”pensou ela.

Foi andando devagar para a porta para não chamar a atenção da mulher. Quando chegou na frente de Draco, virou-se e disse para a senhora:

- Eh...Madame Pomfrey, eu tenho certeza que a senhora poderá me contar tudo essa sua indignação uma outra hora, não é?
- Oras, mas por quê?-perguntou a enfermeira, meio espantada, meio ameaçadora, por ver o casal já na porta da ala.

Por precaução, os dois deram uns passinhos pra trás.

- Porque eu vou ensinar pra Hermigatinha aqui essas coisas de paus, tamanhos....-disse Draco, com uma calma irritante.-Ela é muito inocentizinha, sabe?
- COMO?-berrou Madame Pomfrey, vermelha.
- Ah, e sobre as bolas também. Como pegá-las, coisa e tal...-completou Draco.
- O QUÊ???-gritou ela, possessa, jogando um frasco vazio de um criado-mudo na direção dos dois.
- Ah!-gritou Hermione abaixando.

A garota ainda ouviu Draco murmurar um “Tchau!” para a enfermeira e depois sentiu as mãos de Draco agarrarem seu braço e puxá-la pra fora da enfermaria. Muito tonta pra sequer pensar no que raios estava acontecendo com Madame Pomfrey por estar jogando mais vidros em cima deles. Quando estavam dobrando um corredor, um vidro, dessa vez cheio, passou raspando por suas cabeças e se espatifou na parede. O líquido espirrou por todos os lados, exalando um cheiro levemente doce e gostoso.

Draco continuaria arrastando Hermione por toda a escola quando ela começou a perder a força nas pernas.

- Pára, pára....Eu preciso respirar.-gritou ela, sem fôlego.
- O quê?-perguntou o loiro, parando e virando pra trás.
- Espera! Seu doido!-reclamou Mione, deixando-se escorregar por uma parede, com falta de ar.
- Foi mal. Esqueci que você não está nada bem.-desculpou-se Draco, ajoelhando na frente dela.
- Nossa! Aquela enfermeira precisa de férias!-exclamou Mione, depois de respirar mais um pouco.
- Férias? Ela precisa é morrer e nascer de novo pra ver se fica mais calma.-disse o loiro, deitando no chão.-Que cheiro bom é esse?
- Falando desse jeito, nem parece que você a provocou. Depois disso, se eu aparecer doente naquela enfermaria, ela não vai querer nem me atender.
- Te atender? Ela vai é te envenenar!-retrucou Draco, divertido.
- Não fale isso nem de brincadeira.-ralhou Hermione, indo sentar ao lado dele.

Draco, por sua vez, se deitou no chão, apoiando a cabeça no braço, que estava apoiado no chão e observou a garota. Estava cada vez mais convencido de que realmente gostava dela. Não sabia porque nem como, mas sentia que já não podia viver sem ela. Respirou fundo, olhando para aqueles olhos castanhos, e se sentiu extremamente feliz.

Parecia loucura, mas uma mistura deliciosa de menta, loção pra banho e terra molhada estava invadindo todo o seu espírito.

- Granger...
- O quê?-perguntou Hermione, desviando os olhos de seus próprios sapatos.

Draco se sentou novamente e olhou-a diretamente nos olhos, divertindo-se ao perceber que Hermione ficara vermelha.

- O quê, Malfoy?-insistiu Mione, embaraçada.

As lembranças daquela manhã e a marca escondida em seu pescoço faziam Hermione sentir-se tão culpada, que ela abaixou a cabeça.

- O que você tem?-perguntou Draco, levantando seu queixo.

Hermione apenas negou com a cabeça, respirando fundo. Naquele momento sentiu uma mistura de cheiros deliciosa: grama recém-cortada, pergaminho, livros velhos e empoeirados e chocolate quente com canela e chantilly. Parecia loucura sentir todos aqueles cheiros de uma só vez e ainda conseguir destingui-los.

- Você está sentindo esse cheiro?-perguntou Mione, sem deixar de reparar como Draco ficava bonito com aquele meio sorriso. Sentiu seu coração bater mais forte e um calor delicioso subir pelo seu corpo.
- Estou, mas...Meio estranho, não acha?-perguntou o loiro, acariciando o rosto dela.
- Hum, hum...-concordou Mione, fechando os olhos por um momento. Sentia-se extremamente mole e quente, mas feliz.

Ela abriu os olhos novamente e olhou pra Draco, que havia se aproximado mais. Estava quase com o garoto no meio de suas pernas. Lembrou-se da noite passada e do beijo urgente que Draco havia lhe dado e teve uma vontade imensa de puxá-lo pra si e beijá-lo novamente.

- Estranho...-repetiu o loiro, com os dedos sobre os lábios de Hermione. Podia sentir aquele calor gostoso que só sentia quando estava excitado, mas havia algo diferente. Havia uma espécie de calor em seu peito também, e ele não conseguia tirar os olhos dos de Hermione.-Meio louco.

A garota apenas balançou a cabeça, concordando.

- Quer ficar louca comigo?-perguntou Draco, sorrindo de maneira safada enquanto a puxava pela cintura, colando-a totalmente ao seu corpo.

Aquilo era loucura, realmente loucura. Era exatamente isso que os dois, colados, estavam pensando naquele momento. Mas isso não importava. O cheiro de cada um deles, as respirações cada vez mais rápidas e ofegantes, a mistura de cheiros que cada um estava sentido....Tudo aquilo estava deixando Draco e Hermione com uma vontade louca um do outro....Quase uma obsessão.

Ela sorriu, respondendo á Draco, as bocas já roçando:

- Você já me deixa louca.

Draco sorriu em resposta. Porém, o beijo não veio. O loiro começou uma brincadeira com Hermione, passando os lábios levemente por suas bochechas, sem retirar os olhos dos dela. Hermione também não ousou fecha-los como se tivesse medo de descobrir que tudo não passava de um sonho quando abrisse os olhos.

- Não precisa levar ao pé da letra.-resmungou ela, puxando Draco pela camisa e colando sua boca na dele.

A língua de Draco invadiu a boca de Hermione no mesmo momento em que foi convidada. Aquele calor no ar, envolvendo-os, fazendo com que os dois esquecessem do mundo. Draco era viciante, quase uma droga que fazia Hermione se sentir pertencente a outro mundo. Mas houve um momento em que eles tiveram que parar pra respirar. Mione o empurrou de leve, totalmente sem fôlego.

- Nossa!-sussurrou Mione, fazendo-o sorrir.

Draco avançou pra beijar Hermione novamente, já com as mãos em seu pescoço para retirar o cachecol quando ela viu. Viu o vidro que Madame Pomfrey havia jogado nos dois, da onde saia uma poção com um belo brilho perolado e que se espalhava pelo chão de pedras soltando aqueles maravilhosos cheiros através de espirais características. Hermione sentiu-se congelar...

Amorentia! Era aquilo que estava deixando-os loucos daquele jeito! Após alguns segundos de surpresa, Hermione empurrou Draco que já estava com as mãos debaixo de sua camisa.

- Draco...Draco, pára! É sério, pára!-disse ela, em voz baixa, sem conseguir tirar os olhos da poção enquanto o loiro dava pequenos beijos em volta de sua boca.
- Qual é, Mione...-murmurou Draco, tentando beijá-la novamente.
- Não, MALFOY!-gritou a garota, empurrando-o com força e desenroscando suas pernas das dele-PÁRA!
- Mas o quê deu em você?-perguntou Draco, completamente vermelho, passando a mão nervosamente pelo cabelo loiro.
- Isso...Esses cheiros, essa loucura de se beijar em pleno corredor...É Amortentia, Malfoy!
- Amoroquê? Do que raios você está falando, Granger?-reclamou Malfoy, levantando-se.

Hermione mordeu os lábios vermelhos e levemente inchados com força ao ouvir seu sobrenome sendo dito daquela maneira tão grossa pelo loiro. Mesmo com as pernas ainda bambas, ela se levantou, o olhar cheio de raiva e tristeza, e apontou para as costas de Draco, mostrando-lhe a poção.

- Amortentia, Malfoy, a famosa e proibida poção do Amor.

Draco olhou pra trás e Hermione o viu murchar de qualquer emoção que pudesse estar sentindo. Ele olhou de volta pra ela, bastante pálido.

- Poção...Do Amor?
- É....-confirmou Hermione.

Lembrou-se, rapidamente, de um trecho de um dos livros de poções proibidas da Biblioteca onde dizia:

“Conhecida como uma das poções mais perigosas do mundo bruxo está a Amortentia. A poção do Amor como é popularmente conhecida, não provoca o sentimento amor e, sim, uma forte obsessão da pessoa enfeitiçada pela a que a enfeitiçou. Mas os efeitos da Amortentia não se restringem para quem a ingere. Duas pessoas que possuem uma grande atração , ou, na maioria das vezes, um verdadeiro amor podem ter seus sentimentos sensuais e sexuais aflorados pelo cheiro característico da poção(que é diferente para cada bruxo do mundo). Deve-se alertar, também, que o enfeitiçado, ao tomar consciência que seu suposto amor é provocado pela Amortentia, poderá ser tomado de um grande ódio, possível de loucuras, homicídios e suicídios.”

- É...Eu li, uma vez, num livro que ela pode causar este tipo de...De sensação em pessoas que têm...Que passam muito tempo juntas.

Hermione se calou, vermelha, antes que dissesse “uma grande ou, na maioria das vezes, um verdadeiro amor” e corrigiu-se enquanto olhava pra qualquer lugar que não tivesse a cor dos olhos do sangue-puro á sua frente.

- Ah...Entendi.-respondeu Draco, sentindo-se, pela primeira vez na vida, envergonhado por ter agarrado uma garota. Não por ter agarrado uma simples garota, mas, sim, sua garota, Hermione.

Os dois baixaram os olhos, evitando se olhar, e um longo e constrangedor silêncio se seguiu, até que Draco resolveu quebrá-lo.

- É, hum...Então...-começou ele, fazendo Hermione erguer os olhos dos detalhes tão interessantes do piso de mármore do castelo.-Você disse na ala hospitalar que precisava me dizer alguma coisa e...
- Tem razão!-disse Mione, rápido.-Mas, vamos sair daqui então, encontrar....Algum lugar mais calmo.-então, virou-se e começou a andar rápido para longe da poção que se espalhava pelo chão, sem nem esperar o consentimento de Draco.

Ele a seguiu, sem antes dar uma última olhada para a Amortentia. Foram andando, um do lado do outro, tentando não se encostar. Só de se lembrar dos beijos e da mão de Draco debaixo de sua camisa Hermione tinha vontade de sair correndo de tanta vergonha. Já Draco estava levemente abobalhado com tudo aquilo, sem conseguir entender o porquê de tudo aquilo estar acontecendo com ele. O loiro nunca havia perdido o controle com uma garota daquele jeito, nunca se sentira tão atraído por alguém como por Hermione. Mas, o pior(ou talvez o melhor) era que nunca sentira aquela espécie de calor bom e perigoso por seu corpo como sentia quando estava perto da grifinória. E, olhando pra ela, o loiro torceu pra que ela sentisse o mesmo.

Pararam, finalmente, na frente de uma enorme janela e sentaram-se em seu batente. Nevava e a paisagem era estonteante. A janela mostrava as montanhas, ao fundo do castelo e onde, em alguma fresta, nascia o rio que dava origem ao Lago da Lula Gigante.

- Então...?-perguntou Draco, encorajando Hermione a desviar os olhos da janela e começar a falar.
- Bem...Não vou pedir pra você não ficar chateado comigo, pois sei que não vai adiantar.
- E o que é assim tão grave para eu ficar chateado contigo?-perguntou ele, interessado.

Hermione respirou fundo, abraçando os joelhos. Começou seu relato pela conversa de reconciliação que tivera com Harry no dia em que...Bem, no dia em que tinham discutido. E como a conversa tinha sido maravilhosa, e como Harry tinha sido compreensivo e...

- O QUÊ? VocÊ voltou a falar com o Potter?-reclamou Malfoy, indignado.-Com o Pottinho viado, com o Testa Rachada, Cegueta dos Infernos?
- Não fale assim do Harry, Malfoy!-repreendeu Mione, levantando-se.-Você não tem esse direito!-acusou ela, com um dedo apontado para o rosto de Draco.-Você não ouviu que ele até apóia esse nosso “namoro” contanto que eu esteja feliz?
- Até parece. E eu, DRACO MALFOY, tenho todo o direito de falar mal dele. Posso pichar tudo o que penso dele na Torre da Astronomia se quiser.-retrucou o loiro, infantil, jogando a mão dela pra longe dele.
- Não dá pra conversar com você.-suspirou Hermione, virando-se para ir embora.

Draco, porém, levantou-se e a puxou, colando-a em seu corpo.

- Não, Granger, espera.

Hermione engoliu em seco ao sentir-se naufragar nos olhos do loiro e o empurrou, soltando-se dele e sentado, novamente, no batente da janela.

- Senta e vê se não fala mais nada.-respondeu Hermione, secamente, mais intensamente vermelha.

Draco apenas sentou-se, dizendo:

- Continua.
- Bom...Vamos pular o resto da conversa que tive com Harry.-Draco suspirou, levemente agradecido-Na verdade, não é isso que tenho pra te falar.
- Então o que é?-perguntou o loiro, agressivo.

Hermione abraçou os joelhos novamente e foi contando, atropelando as próprias palavras, tudo o que ocorrera naquela manhã. Claro que não entrou em detalhes sobre o que sentira ao estar nos braços dele, nem no prazer ou na culpa que estava sentindo por ter ”traído” Malfoy. Quando terminou, o que foi uns dez minutos depois de ter começado, levantou os olhos e tomou um susto. O rosto de Draco estava sem reação, totalmente pálido. As mãos dele tremiam e a boca estava entreaberta.

Ela simplesmente não podia entender o porquê daquela reação. Quase soltou uma exclamação de surpresa quando o loiro a puxou, aninhando-a em seus braços. O abarco mais sincero que ela um dia recebera. Sincero demais para vir de um Malfoy.

Draco estava tonto. Sentindo o cheiro de canela vindo dos cabelos de Mione, ela sentia-se sem reação. Saber, assim, que alguém mais tinha tocado a sua Hermione, a sua menininha frágil, apesar de inteligente, além dele o deixava louco de raiva. Mais um sentimento estranho para ele...Ciúmes. Por Hermione. Podia sentir as batidas do seu coração juntas das dela, quando percebeu que ela chorava. Quieta, ele só percebeu ao sentir as lágrimas quentes em seu pescoço. Sofridas, doloridas, como ele também se sentia.

De repente, os dois se soltarem e olharam um nos olhos do outro. Acabavam de descobrir que o perigo estava muito mais próximo dos dois do que parecia estar.

Então, uma idéia louca passou pela cabeça do garoto: e se ela tivesse gostado? Sentido prazer? E os olhos azuis dele se arregalaram tanto que Hermione se assustou, perguntando:

- O que foi? Por que está me olhando assim?
- O que você sentiu?-perguntou Draco, um pouco desesperado.
- Como...Como assim?-perguntou Hermione, percebendo o que ele estava querendo dizer e empalidecendo.
- O que você sentiu? Quando...Quando ele te beijou? O que, Hermione? Você não gostou, certo?
- Eu...
- Gostou, por isso me pediu desculpas na ala hospitalar, não é?-agora o tom dele era de raiva.
- Draco, eu não...Por Merlin, você enlouqueceu! É claro que não senti nada...-dizia Hermione, sem saber o que estava dizendo na verdade.-Não me olhe assim, Malfoy, a culpa não é minha.

Balançando a cabeça negativamente, o garoto retirou as mãos dos braços de Hermione e retirou o cachecol dela. O chupão era bem visível e olhando de perto, dava até pra ver as marcas de alguns dentes em volta da marca vermelha-arroxeada.

- Você tinha razão...Eu fiquei mesmo chateado.-disse ele, se levantando.
- Malfoy, espere...-impediu Hermione, puxando-o de indo atrás dele.-Por Merlin, me escuta.
- Eu não vou escutar nada...Achei que você tivesse se assustado, que estava com medo, mas, não...
- Não o quê?-perguntou Hermione, ficando na frente dele, também com raiva.- O que você quer dizer? O que está insinuando?
- Você bem que gostou do que aconteceu....-Mione abriu a boca para responder.
- Como pode dizer isso? Eu estou me sentindo um lixo, e você ainda tem coragem de me dizer uma coisa dessas.
- Grande coisa....-resmungou o loiro.-Ontem você também não demonstrou ter a mínima consideração comigo.
- Ah, agora você é a vítima!-riu Hermione, secando as bochechas úmidas do choro.-Qual é, você me insultou ontem. Insultou aos meus amigos!
- Ah, claro, e você com aquela história de “não vamos arranjar mais problemas, um relacionamento que não vai dar certo” e não sei mais o quê!-disse Draco, afinando a voz.
- É, e eu estava certa! Tão certa que cinco minutos depois você concordou comigo.
- Você queria que eu fizesse o que, Granger? Rastejasse nos seus pés?
- Eu queria que você fosse sincero...Sinceridade não dói, Malfoy, deixar o orgulho de lado também não.
- Grande lição de moral!-zombou o loiro.
- Encare como quiser.-retrucou Mione, suspirando fundo.- Na verdade, não importa. Lembra-se quando você disse ontem que nós devíamos tentar nos controlar? Não nos agarrarmos toda vez que discutíssemos?-Draco concordou com a cabeça.-Então, vamos começar a partir de agora, Malfoy. Vamos começar a trabalhar como a dupla que somos pra desvendar o que está acontecendo. Você fica com seus problemas e eu, com os meus, inclusive as invasões de banho.
- E depois?-perguntou ele, já com a voz baixa, de braços cruzados.

Hermione o encarou nos olhos, e com uma dor enorme no coração, disse:

- Não vai ter depois. Há um oceano entre nós, Malfoy. Só estamos juntos nessa, e só nessa. Depois, cada um vai pro seu lado, continuar vivendo sua vida. E eu vou voltar a ser a sangue-ruim CDF e grifinória que você detesta.
- Ótimo, e eu o loiro riquinho e esnobe pra você, não é?-perguntou Draco, sentindo a mesma dor.

Incrível como as sensações podiam mudar rápido. De preocupação á graça, de indecisão á prazer, de raiva para uma tristeza imensa.

- É, exatamente.-concordou Hermione, com a voz seca.

Então, pra surpresa de Hermione, Draco estendeu a mão.

- Aperta. Acordos bruxos só se selam direito assim.

Engolindo seco, ela apertou a mão de Draco. Olhando nos olhos dele, ela só conseguia ver tristeza, dor e raiva. O mesmo que ela estava sentindo. E os dois tiveram a nítida sensação que tinham travado um acordo do diabo depois que se separaram.

*


As aulas da tarde foram tranqüilas, apesar de tudo. A escola inteira comentava do desmaio de Hermione, e claro, Lilá e Parvati a fizeram milhares de perguntas que ela respondeu com monossílabos.

A verdade era que continuar a fingir que estava namorando Draco na frente dos outros era difícil depois da discussão da manha. O almoço dos dois tinha sido o pior de suas vidas. Nenhum dos dois ousava falar nada além do básico “Passa o sal.”. Deprimente mesmo.

Finalmente tinha chegado a última aula do dia, Transfiguração. A aula preferida de Hermione, logo atrás de Aritmancia. Ela e as duas colegas falantes foram conversando durante o caminho da sala de Feitiços para a sala de Transfiguração. Até que Hermione estava mais calma, as garotas falavam tanta besteira que era meio difícil não se alegrar um pouco.

- Ai, Lilá, eu já disse que não! Você também não acha que é não, Mione?-perguntou Parvati, despertando-a.
- O que?-perguntou ela, sem entender.-O que é não?
- Não, escuta isso...
- Não, eu explico!-gritou Lilá, cortando Parvati.-o negócio é o seguinte, Mi. Hoje eu e a Patty temos um encontro mega-especial com os nossos moles, sabe.
- É que hoje vai fazer 4 meses que nós quatro estamos juntos.-explicou Parvati. Hermione sorriu em resposta. Só aquelas duas para namorarem em conjunto!
- Certo, e daí?
- E daí que...-começou Lilá.
- A GENTE NÃO SABE O QUE VESTIR!!!-terminaram as duas em coro.
- Oras, mas essa é a parte mais simples.-disse Hermione, não acreditando no que estava ouvindo.
- É claro que não, Mi!-discordou Lilá, pegando num braço de Hermione.
- Exatamente.-concordou Parvati, pegando no outro braço e arrastando Hermione pelos corredores.-Eu acho que a Lilá tem que usar aquela conjunto lindoooo cor-de-rosa-choque Prada, mas ela não quer.
- É claro que não! Mione, eu já usei esse duas vezes, ta velho!-retrucou Lilá.-Agora, a Patty aqui tem um vestido chiquérrimo verde-água, sabe, nem longo, nem curto, aberto nas costas, um luxo! Só que ela também não quer usar.
- Claro, eu estreiei esse vestido numa festa antes das aulas, sabe, Mi, e o Sismas estava lá. E se ele perceber que é o mesmo vestido? Vai perder toda a graça!
- Mas, mas...-começou Hermione, tonta com as vozes delas.-Mas, vocês duas com eles dois não vão...
- Vão o quê?-perguntaram as duas juntas.
- Vão...Vão...Ai, não acredito que to dizendo isso!-se repreendeu Hermione.
- Ah, você ta querendo dizer se a gente vai fazer aquilo?-perguntou Lilá, o sorriso formando covinhas.
- Ah, é...-concordou Hermione, convencida que estava ficando seriamente contaminada com as doenças mentais das outras duas.
- Mas é claro que vamos, Mi.
- Bom, então, sabe, na hora...Ah, gente, a roupa não importa nessA hora.-disse ela, com dificuldade.
- Tem razão!-gritou Lilá, dando um beijo na bochecha de Mione.
- Ah, Mione, da onde você tira tanta inteligência, hem? Muito obrigado! Acho que vou de uniforme mesmo!-disse Parvati, lhe dando um beijo na outra bochecha.

E as duas amigas saíram de mãos dadas, entrando na sala de McGonogall, sem dar mais tchauzinho se obrigados para Hermione. Hermione riu.

- Garotas loucas!
- É bom perceber que você pode ajudar a vida amorosa de alguém.-disse Draco atrás dela.
- É, já que você nem sabe o que é isso.-retrucou ela, estendendo a mão para ele.
- E você que parte direto pro rala-rala.-retrucou Draco, pegando na mão estendida e puxando-a pra dentro da sala.
- Como se você soubesse de alguma coisa.-respondeu Hermione, se jogando na primeira carteira que viu na sua frente.

Draco sentou-se ao seu lado e eles não pararam de se provocar até McGonogall aparecer e dar sua aula. Aula chata por sinal. Pelo menos sentados os dois não precisavam ficar de mãos dadas. A única coisa que Draco fazia era acariciar seu braço de vez em quando, enquanto olhava pra trás, para ver se Potter ou Weasley estavam vendo.

Quando a aula terminou, todos começaram a sair e Hermione não via a hora de sair de perto do loiro, tomar um banho e ficar um pouco sozinha pra pensar um pouco na sua vida. Teve que esperar Draco arrumar suas coisas, pegar o espelho, arrumar o cabelo, arrumar as roupas e finalmente pegar na mão dela para saírem como o casal-do-ano da sala de aula. Mas...

- Srta. Granger, por favor, espere um minuto, sim? Preciso conversar com a senhorita.-disse McGonogall, os olhos por cima dos óculos de forma ameaçadora.
- Ah, claro, professora.-respondeu Hermione, se dirigindo á mesa com Draco em seus calcanhares.
- Sr.Malfoy, por favor, queira sair. A conversa é particular entre mim e a srta.Granger.
- Fazer o quê...-resmungou Draco, pegando a mochila de Hermione dela e saindo da sala, junto com dois últimos atrasados.

A porta foi fechada com força por Malfoy, fazendo Hermione ficar vermelha.

- Bom, srta. Granger, agora que estamos á sós, podemos começar nossa conversa.
- E qual é o assunto, professora?-perguntou Hermione. “Do jeito que as coisas vão, não dá pra piorar” pensou ela, levemente otimista.
- O assunto é você, srta. Granger.-McGonogall fez uma pausa, respirando fundo.-Eu e outros professores temos reparado que a srta. Tem andado muito diferente desde o início do ano, principalmente neste último mês. Está sempre com esta expressão cansada e suas notas caíram bastante, até mesmo na minha matéria, na qual você era a melhor aluna.
- Sim, senhora.
- Também estou sabendo que a senhorita tem ido várias vezes para a ala hospitalar nas últimas semanas. E, claro, não tem mais andado com o sr. Potter e o sr. Weasley, também.
- Ah, é...-concordou Hermione.-É que eu estou com alguns problemas e um pouco doente também. Mas, é só isso, professora, e sobre Harry e Rony...Bom, estamos um pouco brigados, mas nada de sério, verdade.
- É bom que esteja dizendo isso, mas não acho que seja verdade.-discordou McGonogall. Hermione empalideceu.-Escute, Hermione, você é uma aluna e pessoa que há muito tempo não passa por Hogwarts. Talvez você esteja sendo afetada por causa dessa guerra, mas você sempre foi uma garota forte e aplicada. Mas, nos últimos tempos, até faltar nas aulas você tem faltado. E eu não consigo entender o porque.
- Já lhe disse, professora, são só alguns problemas, nada de grave. Prometo que vou me cuidar e me dedicar mais.
- É bom mesmo, Hermione, senão vou ser obrigada a lhe retirar a monitoria-chefe da Grifinória e pedir que tenha aulas particulares com os professores das matérias que você tem ido mal.

Aquilo foi á morte para Hermione. Doente, perseguida por um maníaco e brigada com Rony e com Draco. E agora, pra piorar, MAL NOS ESTUDOS E PERIGANDO DE PERDER A MONITORIA!

- Mas, professora McGonogall, a senhora não pode tirar a monitoria, eu....
- Posso, sim, srta. Granger.
- Mas, prof...-tentou Hermione, novamente.
- Escute, srta. Granger.-disse McGonogall, firme, fazendo Hermione se calar-Eu posso retirar sua monitoria, sim, e você sabe muito bem disso. E eu vou retira-la, senhorita, se perceber que a senhorita não tem como dar conta desse compromisso com toda a responsabilidade que ele exige. E, -nesse momento a professora fez uma pequena pausa que sortiu o impacto que queria em Hermione- pode ter certeza, srta. Granger, que eu seria capaz de até mesmo impedir esse seu namoro absurdo com Draco Malfoy se achar que essa relação esteja atrapalhando-a de alguma forma.

Tudo bem que a relação de Draco e Mione não era das melhores. Tudo bem que ambos estavam muito tristes e machucados. Tudo bem que os dois estavam num ponto de não suportar mais ficar próximos um do outro. Tudo bem, juntos eles eram um desastre ambulante, mas...

POR MERLIM! Aquilo foi um choque para Hermione. Sua melhor professora, seu ídolo feminino, dizendo-lhe que acabaria com seu “namoro” com Malfoy se fosse necessário. E Hermione podia ler nos olhos da professora que ela falava sério.

- Estamos entendidas, srta. Granger?-perguntou McGonogall, olhando firmemente para a grifinória pálida.
- Sim, professora.-concordou Hermione, em tom baixo.
- Ótimo...Neste pergaminho estão anotadas as matérias e os trabalhos que você precisa fazer para recuperar suas notas. Todos eles devem ser entregues na sexta-feira que vem.

Hermione pegou a folha. Ela reconheceu a letra de quase todos os professores de Hogwarts. Só Aritmancia, Herbologia e Trato das Criaturas Mágicas não estavam na folha como matérias que precisavam de recuperação.

- Bom, srta. Granger, é só isso. Pode se retirar e aproveitar seu tempo livre antes de jantar.

A garota ainda demorou alguns minutos até se levantar e sair de casa. Estava arrasada. Quando saiu, se deparou com Draco escorado na parede em gente a porta, esperando-a. Estava com um ar sério, os olhos claros e frios. Bonito, sim, mas frio como se estivesse congelado por dentro. Hermione, que já estava pálida, ficou ainda mais. Acabara de sair de um calvário para entrar em outro.

- O que foi?-perguntou o loiro, descruzando os braços e indo até a garota, segurando-a pelos braços.-Você está pálida.

“Ele pode estar puto comigo, mas, pelo menos, se importa.” Pensou Hermione, lhe dando um breve sorriso.

- Estamos ferrados.
- Como assim?-perguntou Draco, sem entender.
- Vamos jantar que eu te conto tudo.-disse ela, puxando-o pela mão para o Salão Principal.

*


- O QUÊ?-gritou Malfoy, levantando-se e chamando a atenção do salão todo.
- Quer parar de ser escandaloso? Por Merlin!-pediu Hermione, puxando o loiro pela capa e fazendo-o sentar-se novamente.

Os dois já haviam terminado de comer, e Hermione estava terminando de contar a pequena conversa que tivera com McGonogall. Draco sentou-se, meio a contragosto e socou a mesa, com raiva.

- O que você está me dizendo? Como aquela múmia acha que pode interferir no nosso namoro?
- Draco...-chamou Mione, querendo que ele falasse mais baixo.

Os dois estavam sentados, novamente, na ponta da mesa da Grifinória, ou seja, de frente para a mesa dos professores...Não é necessário informar que McGonogall olhava escandalizada para Malfoy que continuava chamando de velha para baixo para quem quisesse ouvir.

- Me diz, como? Desde quando aquela velha sabe o que é um namoro e...
- Cala a boca!-brigou Hermione, tampando a boca de Draco com a mão.-Se você não percebeu está ofendendo um professor.
- Grande merda.-reclamou o loiro, tirando a mão de Hermione do rosto dele.-É que isso é muita loucura...Quer dizer, não é do feitio da diretora da Grifinória, sempre tão correta e certinha, dizer isso pra você. Não tem nada a ver.
- Eu sei.-concordou Hermione, afundando a cabeça nas mãos.-Isso soa muito diabólico na boca da McGonogall.
- É parasse coisa do homicida do Snape.-concordou o loiro.

Hermione levantou o rosto, espantada. E até iria perguntar o porquê de Draco falar mal até mesmo de seu professor preferido, mas...

- Ótimo, Draco, agora você ofendeu 2 professores.
- Hermione, esqueça os professores.-retrucou o loiro, nervoso.
- Você ficou mesmo tão revoltado com essa historia ou só está atuando?-perguntou Hermione, descrente da atitude do sonserino.
- Eu sou um bom ator, Granger, não um hipócrita. Tudo que nós dois não precisamos agora é de gente querendo meter o nariz na nossa relação. Temos coisas mais importantes para nos preocuparmos.-respondeu Draco.-Agora, o que é esse pergaminho no seu colo?
- Ah, isso...-murmurou Hermione, entregando o papel para o loiro.- Aqui estão escritos os trabalhos que eu preciso fazer e entregar semana que vem para recuperar minhas notas nas matérias em que estou indo mal.
- Mas aqui estão praticamente4 todas as matérias do ano!-reclamou Draco, depois de uma rápida analise do pergaminho.-Só não tem Aritmancia, Herbologia e Trato das Criaturas Mágicas.
- É, eu sei. Três a menos para me preocupar.
- Se preocupar com elas? Mas essas matérias são inúteis. Tirando, claro, que a profª Vector não te daria um trabalho de recuperação porque te adora, Herbologia é muito fácil, não da pra repetir naquela aula ridícula e Trato das Criaturas...Qual é, Granger, aquele meio-gigante não te daria um trabalho nem se você matasse aquele cachorro pulguento dele.-disse o loiro quase gritando.-E olha que seria um favor para a humanidade matar aquela coisa feia.
- Ótimo, agora são cinco professores ofendidos, sendo que um deles é meu amigo.
- Não precisa fazer drama.-retrucou Draco, lhe devolvendo o pergaminho.
- Ah, é mesmo, os dramas ficam por sua conta.-sorriu Hermione, sarcástica, já se levantando. Não queria dar motivo para mais uma briga.

Draco também se levantou, sem responder. O acordo silencioso de não discutir também valia para ele.

- Certo, então...-recomeçou o garoto, puxando Hermione pela mochila e encaixando-a debaixo de seu braço, enquanto andavam em direção da porta do salão.-O que você pretende fazer?
- O que eu pretendo fazer? Os trabalhos, é claro.
- Ótimo, eu te ajudo. É só a gente ir para a biblioteca depois da última aula e trabalhar um pouco todos os dias. Assim, dá tempo de terminar tudo com folga e você vai poder ficar um pouco menos estressada te sábado.
- Por que? O que tem de importante no sábado?-perguntou Hermione, olhando pra cima para encarar o loiro.-Algum tipo de reunião macabra Malfoy onde você vai me apresentar para a família?-brincou ela, fazendo-o sorrir.
- Não, Granger. Você por acaso esqueceu?
- Esqueci o quê?-perguntou a grifinória, agora confusa.
- Oras, a viagem de Natal.-disse Draco, como se aquilo fosse óbvio.
- Mas de que raios de viagem você está falando?-perguntou Hermione, já cruzando a enorme porta.
- Da viagem!-repetiu Draco, e como ela o olhou curiosa, ele continuou.- A viagem que aquele velho esclerosado nos contou ontem.
- Eu não me lembro...Na verdade, eu acho que nem escutei o que o diretor disse.-desculpou-se Hermione, subindo no primeiro degrau da escada.- Estava ocupada com as rosas...
- Ah, claro. As rosas do pirado. Você realmente esquece de tudo e de todos quando o assunto é ele.-alfinetou Draco, olhando para o pescoço protegido de Hermione, onde ele sabia estar o chupão que a garota ganhara de presente naquela manhã.
- Não desvie do assunto, Malfoy.-Hermione frisou bem o sobrenome do garoto. Por que ele tinha que ter lembrado daquilo?-Então, que raios de viagem é essa?
- É uma viagem de Natal.-continuou o loiro, suspirando.- Dumbledore acha que é bom todos nós irmos passar alguns dias em casa apesar da guerra que está acontecendo lá fora. Vamos sair daqui no sábado de manhã, dia 19, e voltar, quem quiser, no dia 22, terça-feira.
- Como assim, quem quiser?-perguntou Hermione, já interessada.
- Vai ter um baile de Natal, á fantasia, na noite do dia 24. Quem quiser voltar dia 22, vai poder ir pra Hogsmeade na terça e na quarta pra comprar roupas, presentes, essas coisas.-explicou Draco, agora apoiado no corrimão, enquanto se esforçava para não olhar nem pros olhos quentes de Hermione, nem pra boca vermelha dela nem pro pescoço com o chupão. Na verdade, estava evitando olhar para Hermione em si.-Quem quiser passar o Natal em casa pode pegar outro trem no dia 26, sábado.
- Isso é loucura.-disse Hermione, depois de pensar um pouco.
- Ah?-se assustou o garoto.-Ué, pensei que ficaria feliz de saber da viagem. Sabe, Granger, relaxar um pouco.
- Relaxar-perguntou Hermione, como se não conhecesse a palavra.
- É, relaxar. Você sabe o que é isso? Se não souber eu tenho um dicionário aqui na mochila.-riu-se o loiro, zombando dela.
- Seu imbecil. Como alguém pode pensar em relaxar num tempo desses? Mandar os alunos pra casa no Natal é loucura. Voldemort está solto lá fora, com um monte de comensais fugitivos doidos pra matar umas criancinhas.
- E quem se importa com alguns pivetes a mais ou menos no mundo?-perguntou Draco, com cara de indignado. Naquele momento, duas meninas grifinórias, que Hermione sabia serem do primeiro ano, desceram a escada e passaram por eles.-Principalmente se forem grifinórias.-completou ele, apontando par as duas.

A vontade de Hermione era bater no garoto á sua frente, mas ela se segurou.

- Como pode dizer uma coisa dessas?
- Tem razão, seria melhor se fosse lufa-lufas.-disse ele, sorrindo de maneira marota.
- Ai, Malfoy, se mata!-disse ela, se preparando para subir.-A única coisa que eu sei é que não vou sair do castelo.
- Epa, como assim não vai?-perguntou Draco, subindo os degraus arte onde ela estava parada, e segurando seu braço.
- Oras, não vou. Não vou sair de Hogwarts. Tenho coisas pra fazer aqui.
- Como o quê, por exemplo? Montar uma árvore de Natal pros elfos domésticos?
- Engraçadinho.-disse Hermione, soltando a mão de Draco de seu braço.- Como, por exemplo, descobrir quem está infernizando nossas vidas.
- Você enlouqueceu de vez, não foi?-perguntou Malfoy, pondo a mão na testa dela.- Qual é, Granger! Ninguém vai ficar em Hogwarts nessas férias. Todos vão querer ir pra casa e depois voltar para o baile. Como quer ficar sozinha, aqui, procurando um doido?
- Você também vai pra casa?-perguntou Hermione, levemente decepcionada.
- É claro que eu vou, não tenha dúvidas. E, se for necessário, te levo comigo.
- O QUÊ?-perguntou Hermione, alto, começando a rir em seguida. Encostou-se ao corrimão, rindo ainda mais.- Ah, Malfoy, eu não boto os pés na sua casa nem morta. Me diga, o que você acha que sua família vai achar se uma nascida trouxa ousar entrar na sagrada terra dos Malfoys?
- Não se preocupe, Granger, você não vai receber uma festa só por conseguir entrar em um ligar limpo e respeitável sem cair dura no chão.-retrucou Draco, irritado com as risadas dela.-E pare de rir!-reclamou ele, prendendo-a entre o corrimão e o próprio corpo.

Hermione parou na hora, seus sexto, sétimo e até oitavos sentidos estavam começam a gritar dentro de sua cabeça que se Draco Malfoy não se afastasse ela perderia a cabeça e o agarraria ali mesmo.

- Ótimo, isso significa que você também não precisa ir pra sua casa limpinha.
- Não fique tão certa disso. Se você tem esse complexo de querer ser morta de maneira trágica, problema seu.-retrucou Draco, saindo de perto dela.- Se quiser ficar, que fique, mas não pense que eu vou ficar aqui com você. Eu vou pra casa, Granger, e nem esse seu sentido suicida vai me fazer ficar em Hogwarts.
- Ótimo, boa viagem então.-retrucou Hermione, de volta, voltando a subir as escadas.

Draco balançou a cabeça, em negativa, e desceu os degraus que tinha descido. Foi andando, sozinho, até chegar ao lado de Salazar Slytherin. Olhando pro quadro, ele se sentia um completo lixo. Sim, ele era Draco Malfoy, rico, famoso e sangue-puro e estava se sentindo a pior das criaturas do planeta. Detestava ser grosso com Hermione, mas ela não lhe dava escolha. Detestava deixa-la magoada, mas ela parecia pedir para levar as patadas que levava dele. Mas, depois do que acontecera naquela manhã, a garota com certeza estava se sentindo muito pior do que ele.

Se Draco pensasse como pensava antes, estaria pulando de felicidade por saber que Hermione estava infeliz. Ele tinha esse poder de ficar feliz pisando nos outros. Fora criado assim. Mas já não tinha graça rir ás custas da grifinória. Ver Hermione triste fazia o loiro querer matar até mesmo Merlin(desconsidere o fato do homem já ter morrido) se ele fosse o culpado da tristeza dela. Da sua Hermione....O loiro olhou fixamente para o quadro de Slytherin e pensou se a raiva, a tristeza, o ciúme, enfim, tudo que ele estava sentindo diminuiria um pouco se ele lançasse um Incendio na pintura. Imaginou se algum dia Slytherin teria sido traído por alguma mulher.

- Acho que sim, afinal quem ia gostar desse cara pra valer?-perguntou ele, em voz alta, voltando a andar.

Só depois de já ter tomado banho e de já ter pensado em pelo menos umas 20 maneiras de matar Hermione(todas bem dolorosas) é que Draco admitiu pra si mesmo que estava com medo. Medo do tal louco aparecer e conquistar Hermione, leva-la para longe dele e depois faze-la sofrer tanto que ela acharia que Draco era o culpado. Pela primeira vez na vida, Draco teve medo de ser trocado. Draco queria Hermione só para ele, incondicionalmente. E o medo que sentiu foi tão grande que ele determinou que arranjaria um jeito de levar Hermione com ele naquela viagem, nem se fosse arrastada.

*


Hermione respirou fundo, se jogando em cima da cama. Estava furiosa, triste, machucada, com uma vontade doida de chorar.

- Sua manteiga derretida.-murmurou ela, enquanto chutava os sapatos com força dos pés, acertando um na cama de Lilá e o outro no abajur da loira.-Merlim, como dá pra sentir tanta coisa por uma pessoa só? Acho que vou explodir.-continuou Mione, mais alto, gritando a última parte.

A garota se levantou e antes que pensasse, já estava jogando tudo que tinha por perto nas paredes.

- QUE INFERNO!!

Só parou quando já tinha acabado o estoque de coisas não-quebráveis para se tacar e quando já estava sem ar.

- Depois os dramas é que são de Draco Malfoy.-riu, sozinha, depois de se acalmar.

Pelo menos aquele ataque tinha ajudado-a a se acalmar um pouco. A deixar seu coração mais leve. Só de lembrar de tudo o que tinha acontecido, Hermione se sentia afundando num lago frio e sem volta. Foi tirando o uniforme aos poucos, enquanto ia para o banho, jogando as roupas pelo chão. Quando parou na frente do espelho do banheiro, estava só de lingerie e de meias. A marca em seu pescoço ainda estava bem nítida. Pelo jeito, demoraria uns dois ou três dias para sair dali.

- Agradeço, Merlin, por transformar a minha vida numa confusão e por ser inverno, assim, tenho o cachecol pra esconder essa coisa horrível no meu pescoço.-zombou Hermione, arrancando o resto da roupa e se enfiando debaixo do chuveiro.

Tomou um banho rápido. As suas energias estavam esgotadas e ficar pensando e chorando debaixo do chuveiro não seria o melhor revigorante para curar sua fraqueza. Além disso, sentia que estava inchada. Não era á toa que andava com vontade de chorar a todo minuto. Sorrindo, Hermione se lembrou de um dia em que Gina quase batera nela por causa de uma pena e depois de dois minutos a abraçara, chorando, pedindo desculpas. Dois dias depois, Hermione descobrira que a amiga ruiva estava naqueles dias.

Lembrar de Gina fez os olhos de Hermione se encherem de água.

- Maldita TPM!-amaldiçoou Hermione, desligando o chuveiro e se enrolando na toalha.

Hermione se sentou no vaso, enquanto secava os cachos molhados com uma toalha de resto. A porta do banheiro estava aberta, mas tudo bem, ela não iria demorar e Lilá e Parvati possivelmente não voltariam aquela noite para a Torre. Mais uma vez falou com Merlim, pedindo para que Parvati não tivesse ido de uniforme para o jantar de sabe-se-lá quanto tempo de namoro que ela ia comemorar com Sismas. Ainda pensando nas colegas de quarto, Hermione se levantou, indo para o quarto. Parou no meio do caminho, na frente do espelho, ao perceber, que a toalha branca em que estava enrolada estava com uma leve mancha vermelha nas costas, aonde sabia terminar sua coluna.

- Ué, mas o que será isso?

Hermione desenrolou a toalha do corpo e quase teve um troço com o que viu. Ali, nas suas costas, quase no bumbum, estava uma tatuagem. Hermione chegou mais perto do espelho pra ver bem o desenho. Era uma espécie de folhagem verde-escura, os galhos emaranhados e desenhados de uma ponta a outra de sua bacia. No centro, uma linda fênix vermelha estava, com as asas abertas.

- Mas...Mas...-murmurou a garota, correndo para o quarto e pegando um espelho de mão médio de Parvati(que ela havia jogado no chão) e indo se olhar, agora, no enorme espelho do cômodo.

Na frente do espelho grande, Hermione pegou o espelho que estava na sua mão e o apoiou nas costas, tendo uma visão melhor do desenho. Era lindo, realmente, e cheio de detalhes. Hermione podia ver a folhagem pontuda envolvendo a fênix como espinhos. A penagem da ave também era linda. No peito dela, as penas eram mais escuras e qual foi o susto que Hermione levou ao perceber que ali era mais escuro porque um H e um S estavam desenhados. Entrelaçados, como se fosse apenas uma imagem inusitada que surgira do nada na penagem da ave. E os olhos da fênix...Eram tão perfeitos...Tão vivos! Hermione, por um momento, teve certeza de que se olhasse bem para a cara da ave a veria piscando.

Passado o primeiro momento de deslumbramento, Hermione começou a ficar assustada. Assustada, não, apavorada! O que aquilo estava fazendo no corpo dela? Tudo bem, a tatuagem era linda, mas...ELA PARECIA UMA MARGINAL COM AQUILO DESENHADO NAS COSTAS! Pensou em esfregar ou lançar algum feitiço até perceber que a tatuagem ainda sangrava um pouco, como se tivesse sido feita á poucas horas. Mas como aquilo tinha parado ali? COMO?

Ainda nua, Hermione se sentou de costas pro espelho, pra ficar espiando a fênix até ter um estalo. O banho, o louco. E se talvez tivesse sido ele que pusera o desenho nela? Como uma forma de aviso, ou lembrança...Se fosse isso, então ele era muito prepotente. NÃO BASTAVA SÓ O CHUPÃO! Balançando a cabeça, Hermione se levantou e se vestiu. Depois, com um feitiço, fez tudo voltar ao seu lugar, para ninguém perceber que um furacão Granger passara por ali derrubando tudo. Tudo meio roboticamente, sem prestar real atenção ao que estava fazendo. Hermione estava muito mais preocupada com a nova marca em seu corpo.

Só quando foi se deitar que Hermione reparou num envelope negro em cima de seu travesseiro. Abriu-u, já sabendo de quem era. E confirmou suas suspeitas.

Minha querida Christine,

Ah, meu amor como estavas tão linda hoje. Claro que me preocupei quando a vi desmaiando, e quando viu a tristeza nos seus olhos. Não sabes a vontade louca que se apossou de mim quando a vi nos braços daquele sujeito...Se sabes que me matas quando o vejo com ele, porque insiste em ter sua presença por perto?
Hoje, durante a manhã, foi tão maravilhoso...Tão mágico. Tu finges, eu sei. Finges não me ver, finges não me amar. Mas, hoje...Hoje, minha querida, tu confirmaste o contrário. Pude sentir a cada suspiro teu que me amas, que eu sou o único em tua vida...E me fazes o homem mais feliz do mundo por isso. E por causa disso, meu humor não foi totalmente abalado pelo resto dos acontecimentos do dia.
E claro, tu me deste mais uma alegria no dia de hoje. Eu vi logo de manhã e fiquei tão feliz por ti! Enfim, ganhaste a marca! A marca de uma bruxa capaz, a marca que se que desejas a tanto tempo. Como é a sensação? Creio que só a descobriste agora, pois não terias como vê-la durante nosso banho e nem depois, pois tu ficaste muito abalada com nosso encontro. Mas agora já deves te-la visto. E é tão bom poder compartilhar de sua felicidade!
Tu não me esperes amanhã, meu bem, pois eu não irei. Sei que te deixei uma marca que demorará para desaparecer, e peço-te desculpas por isso. Mas a tenha como prova do meu amor por ti, e tudo ficará bem. Quanto a mim, não se preocupe, não demorarei a voltar a ti, logo estaremos totalmente juntos, fundidos num só para todo o sempre.

Amo-te...Já me esquecia de dizer-te: estou preparado seu presente de Natal, não se esqueças do meu. Tu sabes bem o que quero...


Quando terminou de ler, Hermione tinha certeza de que já tinha morrido de falta de ar. Então, ele sabia da tatuagem e estava feliz...Mas por quê? O que poderia ser de tão importante para tanta felicidade?

- Tenho que mostrar isso pro Draco o mais rápido possível!-disse Hermione para si mesma, mas logo se corrigiu-Não, não vou mostrar nada. Nem a carta, nem a tatuagem...Isso já ultrapassa o nosso...Ah, o nosso maldito trabalho profissional. Eu vou esperar um pouco. Quando as coisas estiverem mais claras eu conto pra ele...Agora, o que raios esse pirado quis dizer com presente de Natal? “Não se esqueças do meu. Tu sabes bem o que eu quero...” O que isso significa?

Merda, estava com medo. Hermione odiava ficar com medo. O medo a paralisava de tal maneira que não conseguia pensar nem agir nem fazer nada direito. E agora aquela carta...Ela preferia aquelas em que ele dizia que iria matar Draco ou coisa assim. Deixar aquela dúvida no ar era horrível. Era como se ele soubesse de algo que Hermione não sabia, mas que Christine deveria saber. Merda de novo.

A garota já tinha se ajeitado debaixo das cobertas quando se lembrou de outra parte da carta...

“Quanto a mim, não se preocupe, não demorarei a voltar a ti, logo estaremos totalmente juntos, fundidos num só para todo o sempre.” E, poucos minutos antes de adormecer, Hermione desejou, ardentemente, que aquilo nunca acontecesse. Aquilo que lhe parecia com a morte.

E desejou do fundo de seu coração que Draco estivesse ali com ela, porque ela sabia de alguma forma, independente da quantidade de feridas que o sonserino tivesse, ele faria exatamente o que o outro tanto queria. Estar sempre junto dela.

N/A: AH, muito fofo o final, né? Na discussão dos dois, a fala da Hermione "Há um oceano entre nós..." é a minha parte favorita da música do Capital..Quem escutou, aprovou, né?

Bom, como sou mt malvada, o cap 16 só vai vir daqui duas semanas pq acabei de lembrar q vou estar viajando e não vou poder posta-lo aqui...MAS, pra matar um pouco da curiosidade, lá vai um trecho do próx. cap:

"Droga, teve que prender a respiração pela terceira vez naquele dia. Draco estava completamente molhado; as gotas de água escorriam por todo o seu tórax molhado e paravam na toalha em sua cintura. Hermione corara furiosamente ao acompanhar uma dessas gotas, deixando o queixo cair alguns centímetros. Ela desviou o olhar ao perceber que Draco a olhava, divertido. Por mais que estivesse envergonhada, Hermione o estava secando deliberadamente...Ah, se estava!

- O que foi? Algum problema?-perguntou ele, com uma voz inocente, enquanto afastava uma mecha de cabelo castanho que caíra sobre os olhos de Hermione.
- Não, é, eu...-tentou Hermione, atrapalhada em não conseguir parar de olhar para o corpo de Draco. O loiro, por sua vez, tentava não rir da confusão dela.-É só que...É está muito calor aqui dentro...Por causa do vapor, claro! Você estava tentando se afogar debaixo do chuveiro?

Draco deu um de seus meio-sorrisos e se afastou deixando a garota no comum estado beta. Sumiu atrás dos armários, murmurando um “menininha”."

Pra quem gostou da capa, please, passe no meu flog
bruxinhamalfoy.gigafoto.com.br. Lá tem mais capas e quem precisar de capas pras próprias fics...ESTOU A DISPOSIÇÃO!!!!!!

E, agora vamos aos reviews:

+Jéssy Granger Black Potter: Oi, Jéssy!!!!! Primeira da lista pq foi a primeira a comentar! Naum fique com raiva do Draco por querer ficar com a Agatha, vc sabe, né? ELE É UM MALFOY=LINDO, MAS SAFADO!^^E eu sou má, sim, mas nem tanto, viu? Não quero matar ninguém de curiosidade(bom, talvez um pouquinho KKKKKKKK) E...SIM, A CAPA FICOU MEGA LINDA, NÉ??? Em breve, vou por uma nova! Vlw por estar sempre comentando, minha LEITORA FIEL! B-jocas, Jéssy!

+Flora Potter: FLORINHA, NAUM FIQUE ENCIUMADA!!! Tb te doru, linda, E ADORU SEUS COMENTS!!!!!! Tomara q vc goster do cap tanto quanto gostou da capa...Pottercast? SEI LÁ Q É ISSO! É um site, mas pra q serve...MAS THANKS POR ME INDICAR!!!!!!!!!!!!! Mega BINHUS p/ ti!!!!!!!!!

+Humildemente Ju: JUUUU, MIGA SUMIDA!!!!!!!!!!! Claru q ter avisei dos caps, avisei pelo Orkut!! Ah, vc achou q eu esfriei? Mas é q a Gin e o Harry tinham q aparecer, né? E a Agatha tb, ela é mega importante na fic!(Alerta: Nath falando demais, falando demais...). Vc se sentiu max pq te dediquei o cap? VOU ME SENTIR MT MAIS MAX QND VC ATUALIZAR RITUAL! Cadê o últmo cap, minina??????????????To de olho, viu? B-JOCAS CHEIAS DE SAUDADES!!!!!!!!!

+Princess Láh: Mestiça adorada!!!!!!!! Finalmente resolveu ler, hem??? SIM! Menta é 100000000000000000000000000 de vezes melhor do q desodorante com suor! APOIADO! APOIADO! Está se derretendo por causa do romance? MERLIN, FIZ UM MILAGRE!!!! SOU UMA BRUXA CONSAGRADA!!!!!!!!! É, a Agatha é demais, né? Kpeta perfeita!!! B-joquitas, japa, té nossa viagem!!!!

+Thati: KAWAI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Eu se, eu sei, demorei p/ caramba p/ atualizar mas...FICOU BACANA, NÉ???? É, a kpeta tá se sentindo msm princesa...Fazer o quê, né? Esse povo de imaginação fértil...KKKKKKKKKKKKKKKK!!!!!!!!!!! Gostou do cap novo? Depois me conta, tá? Te vejo domai, coelha! TI DORÚ!!!!B-JUS!!!!!!

+Leaysa:KAWAI LINDA, JÁ ATUALIZEI!!!!!!! Vc gostou, gostou, hem??? Caps novos em brevem, depois de MG...COMO VC FOI NA OLIMPÍADA??? Leaysa rumo ao PÓDIO!!!!!!! É assim mesmo, orgulho besta da amiga escritora para a amiga gênio em mat...B-JOCAS, JAPITNHA!!!!!!!

+Ilaninha: DEZZZZ COMENTS!!!!!!!!!!!!! Minha cabeça numa bandeja???? MEU DEUS, CRIEI UMA OBCECADA!!!!!!!!! Pelo menos tá na fic certa, né, minina...Obsessão por Vc!^^ SIM, SIM, EU AMO FANTASMA DA ÓPERA!!!!!!!!! A MÚSICA DELES É LINDA!!!!!!!!A história é mega perfect...Da onde vc acha q eu peguei o nome Christine??? Pra sua alegria vai ter vários elementos na fic relacionados com o FANTASMA...ATÉ NO BAILE VAI TER!!!!!!!!!!!(Alerta: Nath falando demais DE NOVO!) Por favor, naum fique irritada comigo por causa da demora da atualização! Eu tenho um dia cheio e preciso de pelo menos uma semana pra escrever um cap todo e mais uma pra revisá-lo...NAUM FAÇO DE PROPÓSITO!!!!!!! NAUM ME MATE!!!!!!!!!! Naum gostou da Agatha? Pq? Ela é minha criação mais querida! Ah, dorei o seu coment comentando o meu coment =D e vc ficou acima da média da escola em mat??? QUE BOM, AGORA É SÓ CONSEGUIR A DUA SUA MAMY!!!!!! Fadinha, b-jocas mega carinhosas p/ ti!!!!!

+Fernanda Leal: Oi, Nanda! Brigada por comentar, viu? É, eu sei q esse cap não teve binhos...MAIS O PRÓX VAI TER UM MONTE!!!!!!!!B-jocas!

+Hiorrana: Atendendo a pedidosm está aí a fic atualizada! Nossa, q bom q vc tá comentando, já ouvi falar mt bem de ti...VC É MIGA DA ANGY, NAUM É??? B-jocas mesmo só no próx cap, mas ele ta quase terminado, viu? Prometo não demorar pra atualizar...B-jus!

PUXA, ACABOU! Galera, mt obrigada pela atenção de sempre e...ATÉ O CAP 16!!!!!!!!

BINHOSSSSSSS, Nath Malfoy!^^

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Enviado por Lalala em 04/08/2017
Nota: 5

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