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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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12. Brigas, brigas e mais brigas


Fic: Obsessão Por Você - AVISO POSTADO!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A:ÊÊÊÊÊ!!!!!!!! Temos 51 coments, que legal! Galera, valeu msm por estarem sempre comentando msm a fic não tendo chegado até a parte que a amaioria de vcs parou de ler...OBRIGADA DE CORAÇÃO!!!! Mas, vamos lá aos tão esperados reviews, não é?

+NaH Potter Malfoy:Sim, os dois pombitos já perceberam q estão se gostando...NÃO É MT MASSA!???? Ah, o quadru?..Ah...SO MALVADA, NAUM VO CONTAR!!!!!!^^Brincadeirinha, NaH, mais o quadro é um detalhe mt importante sim, viu, mas q vc fica pra depois, tá? NÃO MORRA DE CURIOSIDADE!!!!!!! B-jus, minina!

+Morgana Pendragon:Nossa, nick legal...Valeu por comenta e aí está a atualização que vc queria, tá? Mega b-jus!

+Aninha Potter:Aninha, naum implore, a fic já tá aí, viu? Vlw pelo coment e pelos elogios...B-jão!

+Patrícia Malfoy: Vc anda sem dormir, minina? MAIS Q EXAGEROOO!!!!! Naum, naum se preocupe com essa coisa de desistência pq Obsessão por Você é minha fic preferia e eu naum pretendo desistir dela, naum...Sim, sobre o kiss...LOGO, LOGO, MAIS B-JOCAS D/Hr, tá? B-jocas p/ ti tb!

+Lana: RECORDE DE COMENTS!!!! 4 coments enormes...TUDO ISSO É VONTADE DE LER OPV? Caramba, vlw pelo carinhu, minina, eu adoru q me encham o saco com as atualizações...Por isso, continue COMENTANDO!!!!!! Ah, sobre os erritos de português, vc q manda, CHEFA!!!! E naum morra de curiosidade pq ainda tem mt coisa boa pra acontecer com o Draquito e a Mionizita, tá? Te adoru, minina!!!!!

+Flora Potter: Tá postado, Flora, espero q curta...B-jocas p/ ti!

+Mô...:Um mês sem PC? Morro se issu me acontece!!!!!!!!!!! Mas tão aí mais caps pra vc e penSa bem...Não vai precisar esperar tanto graças o pau q seu PC deu, né? Esse é o lado bom da vida...^^B-jus, miga!

Bom, é isso meu povo querido! Novamente estou pedindo para os garotos comentarem...A FIC NÃO É FEMINISTA, NÃO, TÁ?(Só um pouquito...)Ah, a Flora me perguntou se tenho MSN e minha resposta é:NÃO! Sorry, mas não vejo graça nesse troço...Mas, tenho Orkut e quem quiser me add é só anotar o nick: *N@th Kawaiss*...É é Kawaiss, sim, não estranhem, ok? Cega de falar, né, deixo vcs com mais D/Hr e espero que gostem!!!!!!!

COMENTEM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!B-jocas, Nath Malfoy!

Cap.11: Brigas, brigas e mais brigas

Draco acordou cedo naquela quinta-feira fria. Mais cedo que o normal, quero dizer. Tomou um banho rápido e desceu correndo as estufas. Estava prestes a colocar o plano que imaginara durante a noite em prática. Aquela quinta-feira seria memorável. Seria a quinta-feira em que ele começaria a fazer Hermione Granger se apaixonar por ele...E Draco não pretendia falhar!

*

- Acorda, Hermione!-gritou Lilá, pela quinta vez do banheiro.
- Lilá, vai catar coquinho! Ainda tá muito cedo!-reclamou Hermione, enfiando a cabeça debaixo do travesseiro.-Eu fui dormir tarde ontem!
- Hum, Hermione foi dormir tarde ontem!-brincou Parvati, que estava sentada na frente da penteadeira-O que será que ela esteve fazendo até tarde da noite?
- Você não pode falar nada, Parvati, cheguei mais cedo que vocês.-retrucou Mione, se sentando na cama e espreguiçando. Eram seis e meia da manhã e as duas garotas mais dorminhocas do colégio já estavam inteiramente vestidas?
- Ih, Mione, voce está atrasada! Eu e Parvati nem dormimos no dormitório hoje!-riu Lilá, animada.
- Ah, e o que vocês duas andaram fazendo, safadinhas?-perguntou Mione, sorridente, enquanto se levantava e ia escovar os dentes.
- O mesmo que você anda fazendo com o Malfoy, safadinha!-retrucou Parvati.

Hermione e Lilá riram juntas. A garota já saindo do banheiro de cara lavada, pegou um novo uniforme no malão, enquanto dizia:

- Hum, então foi bom!
- Ui, bota bom nisso! Até fiquei quente!-brincou Lilá, se abanando.
- Não o melhor é que a Mione finalmente disse que anda fazendo “coisas” com o Malfoy!-disse Parvati, animada.-Nos conte, Mione. O Malfoy é bom de cama?
- Hei!-exclamou, Mione, se trocando.
- Ah, vai, conta, Mi! Eu posso dizer que o Dino é muito bom de cama.-disse Lilá, se jogando na cama de Mione, com uma escova de cabelo para pentear os curtos cabelos loiros.
- O Sismas também é MUITO bom!-disse Parvati, se sentando ao lado de Lilá, já totalmente maquiada.- Agora, conta, e o Malfoy? O que ele faz de diferente, hem, diz!

Ela olhou para as duas, sem saber o que dizer. Para elas, ela era a incrível namorada de Draco Malfoy e sendo namorada dele, com certeza estava em plena atividade sexual. Mas a grande questão era: ela NÃO era namorada de Malfoy e nunca tinha ido pra cama com ele ou com nenhum outro cara, então...O que dizer?

- Ah, gente, eu sou meio tímida!-tentou desviar Mione, sem sucesso, enquanto se sentava na frente da penteadeira, a fim de dar um jeito no cabelo.
- Ah, qual é, Hermione. Estamos só nós três aqui, pode nos contar! E de uma forma ou de outra, nós sabemos os cochichos que rolam no colégio sobre o Malfoy.-insistiu Parvati
- É, dizem que ele é incrível debaixo dos lençóis!-concordou Lilá-Mas, nada como a palavra da namorada dele pra sabermos se isso é realmente verdade!
- Bom...-começou Hermione, vendo que não ia conseguir escapar, enquanto passava corretivo para amenizar suas olheiras-Draco é...Ele é totalmente...Totalmente...
- Ande, Hermione!-exclamaram as duas.
- Ele é totalmente inacreditável! Meninas, vocês não fazem idéia do quanto ele é bom. Sabe aquele cara que consegue fazer...Fazer exatamente o que você quer sem nem ao menos perguntar? Draco é desse tipo! E...E ele é lindo! Ele é forte! E...E ele é carinhoso e não sei...Hum...Meio selvagem ao mesmo tempo...Vocês conseguem imaginar alguém assim?-terminou ela, terminando a banca que pusera em cima do loiro.
- Oh, eu posso sim!-riu Lilá. Parvati a acertou com um travesseiro.
- Oras, parem vocês duas! Pronto, eu já falei, ok? Agora, vê se calam a boca e terminem de se arrumar para podermos descer pro café!-mandou Hermione.
- Falou a namorada de Draco Malfoy! Parvati, obedeça!
- Parem!-disse Hermione, se voltando para o espelho.

“Malfoy vai ter que me agradecer. Agora, sim, ele pode se gabar à vontade de que é o maior garanhão de toda Hogwarts!”, pensou Hermione, encarando o próprio reflexo. Sentindo-se inspirada, ela passou uma sombra num tom mais escuro que sua pele nos olhos e um batom rosado acompanhado de gloss. Quando terminou até que se sentiu bonita. E pensar que, de repente, aquela vontade doida de ficar bonita fosse só para encontrar Malfoy no café da manhã. Aquele loiro estava realmente mexendo com ela...

- Vamos, Mione!-disse Lilá, acordando-a de seus pensamentos.

A loira estava toda combinando, com pulseiras, brincos e outros acessórios em cor-de-rosa. Hermione colocou um abafador de ouvidos, tão comuns no inverno, peludinho e vermelho, tomando o devido cuidado para não estragar o cabelo solto e o cachecol oficial da Grifinória. Suas luvas estavam na mochila e ela não sentia a mínima vontade de usa-las, então desceu assim mesmo. Parvati também estava combinando, usando tons de azul em todos os acessórios.

As três desceram as escadas do dormitório até o salão comunal onde as duas garotas se encontraram com seus respectivos namorados. Hermione deixou-os a sós mais atrás e seguiu na frente. Mas foi quando o quadro da Mulher Gorda se abriu que ela teve sua surpresa. Harry, Rony e Gina estavam em cima da escada, conversando animados, e barrando a passagem. Ela empacou ao vê-los. Claro que não pretendia ter parado assim, na verdade, o pouquinho de raiva que ainda sentia dos três a tentou a mexer as pernas e atropela-los o mais rápido possível, mas a grande amizade que sentia por eles fez com que ela continuasse ali parada. Gina notou a garota parada barrando a entrada da casa e começou a dizer:

- Oi, Mio...

Hermione fechou a cara para a ruiva e caminhou decidida na direção deles. Como se tivesse sido arranjado, era exatamente Rony que estava parado de costas para o resto da escada, ou seja, era exatamente ele, que estava barrando a passagem.

- Bom dia.-disse Hermione rispidamente para Harry e Gina e olhando fixamente para Rony ela continuou-Com licença.
- Pra quê?-perguntou Rony, rispidamente.
- Rony!-murmurou Gina.-Deixe-a passar!
- Talvez porque é hora do café da manhã e eu queira comer alguma coisa.-respondeu Hermione, ainda mais ríspida ignorando Gina.
- Você quer comer alguma coisa, ou alguém?-perguntou Rony, se apoiando na parede, decidido a não deixar Hermione passar.
- O que você PENSA que está insinuando?!-gritou Hermione para ele.

Nessa altura, Lilá, Parvati, Sismas e Dino já tinham saído do salão comunal e se ajuntaram atrás de Hermione, junto da ruiva e do menino que sobreviveu.

- Eu não estou insinuando nada, afinal é muito natural você ir se amassar com um certo alguém por aí...Afinal, de contas, você está namorando não está?
- Nossa, Rony, como você anda informando das coisas. Mas, engraçado, eu acho que não é da sua conta se eu estou namorando ou não! Na verdade, eu acho que qualquer coisa que eu possa fazer da minha vida não é da sua conta.
- Oh, me desculpe se eu pensei que a sua vida realmente era da minha conta, afinal de contas, até pouco tempo atrás eu acreditava que como um de seus melhores amigos eu tinha o mínimo direito de saber o que acontecia com você.-continuou Rony, se fazendo de desentendido.
- E você acertou no que disse, Ronald, porque até bom tempo ATRÁS você tinha direito de saber o que acontecia comigo porque eu podia te chamar de melhor amigo. Só que isso mudou né, porque você não esperou eu contar pra você o que eu tinha de errado. Não, o senhor Weasley achou que era mais fácil me seguir pra saber o que RAIOS estava acontecendo comigo!-disse ela, gritando as últimas palavras.
- Eu queria evitar que você fizesse uma besteira!- agora Rony estava gritando também.
- Uma besteira? O único que fez besteira aqui foi você quando resolveu me seguir! Você tava pensando o que, hem? Que você tinha a total permissão pra me seguir pra onde você quisesse porque eu era sua AMIGA?!-gritou Hermione, agora vermelha e totalmente descontrolada. Ela não queria brigar com Rony, jurava que não queria, mas agora já não dava pra voltar atrás.
- Hermione, calma!-disse Lilá, segurando o braço dela.
- Não me peça pra ficar calma, Lilá, porque não tem como eu ficar calma diante de um pulha desses!
- Pulha? Oh, falou a voz da sabedoria! A mais nova namorada do incrível Draco Malfoy!-zombou Rony, erguendo os braços mostrando Hermione para a rodinha que se formava ali em cima da escada.
- Oh, falou o vidente! Quem disse que eu estou namorando com Draco Malfoy?-perguntou Hermione, sem perceber o que estava falando.
- Por que? Você não está namorando com ele?-perguntou Rony, fazendo uma cara de espanto misturada com alegria.
- Mesmo que eu não estivesse, porque eu ESTOU, sim, namorando com ele, isso não é de seu interesse! Mas, também, por que você está se importando tanto, hem?-perguntou Hermione, bastante nervosa.
- É porque ele está com ciúmes, Mione!-disse uma voz sarcástica atrás de Rony.

Rony viu os olhos da garota brilharem e ele abrir um sorriso enorme. O ruivo se virou e deu de cara com ele. Draco Malfoy estava parado a dois degraus com um seu famoso sorriso malicioso.

*

Voltando alguns minutos antes desse encontro desastroso, encontramos Draco Malfoy na estufa nº 4. Cuidadosamente, ele arrombou a porta da estufa e entrou lá dentro. Draco sabia que aquela estufa só era estudada por alunos do 7º ano por possuir plantas em um nível muito avançado.

Mas não era só plantas perigosas que havia ali. Lá, havia uma espécie de rosa modificada com magia. Este tipo de rosa era totalmente idêntica a uma normal quando era apenas um simples botão, mas a surpresa aparecia quando a rosa se abria sozinha, sem auxílio de água. Se por fora, ela era totalmente vermelha como uma rosa qualquer, por dentro ela era totalmente colorida; com tons rosas, azuis, amarelos e verdes. O cheiro também era diferente, além de bem doce tinha propriedades medicinais. Era uma espécie de revigorante natural, que deixava a pessoa que a cheirava bem mais animada. E a rosa ao se abrir, ficava enorme! Simplesmente linda. Ao pensar em tudo aquilo, Draco concordou que a rosa era a cara de Hermione. Muitas garotas de Hogwarts eram doidas por aquelas rosas e muitas poucas as conseguiam, sem que a Profª Sprout soubesse. E Draco estava ali exatamente para aquilo. Pegaria apenas uma rosa para Hermione, afinal ele a conquistaria devagar, não chegaria com um buquê enorme para a garota se sentir a dona da situação. Ele que tinha de ser O dono da situação. Claro que ele gostava bastante de Hermione, mas não deixaria o gênio difícil da garota domina-lo. Tudo bem, era exatamente esse gênio difícil que o atraia mais que tudo, alem da fragilidade que ela emanava para desconhecidos. Mas não podia se sentir dominado por aquilo.

Rapidamente, Draco pegou delicadamente um dos botões de rosa e retirou seus espinhos. Saiu dali rápido, sem nem ao menos imaginar o quanto ele podia ser a isca daquela grande jogada. Na verdade, sem perceber, ele já tinha sido fisgado bem fundo por Hermione. Andou de volta ao castelo, enquanto guardava a rosa em uma pequena caixa de veludo vermelho, com as iniciais da garota em cima que ele colocara ali com um feitiço. Em seguida, guardou a caixa na cuidadosamente na mochila para Hermione não vê-la logo de cara, enquanto pensava se devia espera-la no Salão Principal ou se devia espera-la na frente da Torre da Grifinória. Achou melhor ir pra torre. Mas ele não pretendia subir, achava melhor ficar lá embaixo só pra ver a cara de satisfação de Hermione ao dar de cara com ele ali, esperando-a logo de manhã depois da noite que tinham tido. E o loiro realmente teria esperado-a descer se não tivesse ouvido depois de cerca de 20 minutos lá, parado, a garota gritar da escada:

- Oh, falou o vidente! Quem disse que eu estou namorando com Draco Malfoy?

Em resposta, ele ouviu uma voz meio animada dizer, que reconheceu na hora por ser a de sei-lá-o-quê Weasley.

- Por que? Você não está namorando com ele?

Rapidamente, Draco subiu a escada correndo, com medo de, de repente, Hermione estragar tudo. Foi quando ele ouviu Hermione responder, já a poucos passos da discussão, que ele supôs estar acontecendo na escada:

- Mesmo que eu não estivesse, porque eu ESTOU, sim, namorando com ele, isso não é de seu interesse! Mas, também, por que você está se importando tanto, hem?

Quando a garota terminou sua pergunta, ele surgiu na curva da escada em espiral se revelando para todos e disse, sarcástico, tentando não mostrar que estava meio sem fôlego:

- É porque ele está com ciúmes, Mione!

Vencedor, o loiro observou o rosto furioso da dona de seus sonhos se transformar em um lindo sorriso. Ainda melhor foi ver o tal Weasley se virar para encara-lo, tão vermelho como seus próprios cabelos.

- Oi, pobretão!-disse Draco para Rony-Oi, bando de fuxiqueiros!-disse ele agora, olhando para a pequena multidão que se amontoara em cima da escada-Oi, amor!-terminou ele, abrindo um sorriso enorme para Hermione, que ficou vermelha na hora.
- O que está fazendo aqui Malfoy?-perguntou Rony, furioso - Não devia estar aqui!
- Oh, mas é claro que não! Desculpe-me, Weasley, mas é que eu não gosto de ver perdedores enchendo o saco da MINHA namorada. E, incrível, estou vendo um da pior espécie bem na minha frente!-disse Draco, totalmente cínico.
- Ora, seu...-começou Rony pronto pra descer os degraus que o separavam e partir pra cima de Draco com todo o seu ódio, mas este foi agarrado pelas axilas por Harry e Sismas, enquanto Dino o puxava pelas vestes.

Hermione aproveitou a confusão de Rony para se esquivar dele, e descer até Draco. O loiro ria com gosto enquanto via o ruivo gritar para que o soltassem, mas se calou ao ver a cara furiosa de Hermione se aproximar dele.

- Oi!-disse o loiro, pronto pra ouvir as reclamações dela.
- O que pensa que está fazendo? Vai, desce e me espera lá embaixo!-ordenou ela para o garoto apontando para baixo da escada.
- Mas, Hermione...-começou Draco.
- Vai!-disse ela, mais alto chamando a atenção dos grifinórios que estavam lá em cima, entretidos em segurar um tal ruivo furioso.
- Mas...-tentou Draco, mas ao sentir o olhar fuzilante dela em cima dele, viu que não podia fazer mais nada além de obedece-la.
- Isso, Malfoy, obedece que nem um cachorrinho assustado com o rabo entre as pernas!-gritou Rony, achando graça da situação.
- Bem que você gostaria estar no lugar do cachorrinho, né, Weasley? Pena que a minha dona não tem a intenção de adotar um vira-lata sarnento que nem você!-atacou Draco, em reposta, enquanto se virava pra descer a escada.
- Ai, pra mim CHEGA!-gritou Hermione-Estou de saco cheio de vocês dois. Vê se me esquecem!

Ela desceu a escada correndo sem esperar por Draco ou sem ouvir um único pio de Rony. Na verdade, todos os presentes ali estavam assustados demais com sua reação pra pensar em qualquer coisa pra dizer. Rony ficou tão sem ação que foi solto pelos garotos atrás de si. Draco foi o que se recuperou primeiro e disse, para Weasley:

- Tá vendo o que eu vou ter que enfrentar por sua causa, inútil?
- Boa sorte.-respondeu Rony, divertido.
- Escute aqui, seu vermezinho, porque vai ser a primeira e única vez que vou falar isso pra você: se afaste de Hermione. E não fique tentando tirar satisfações dela dessa maneira porque não vai conseguir nada. A conhece a tempo suficiente pra saber o quanto ela é cabeça-dura. Espere que ela venha te você. Mas se eu te pegar mais uma vez enchendo o saco dela ou enchendo-a de perguntas, juro que vou acabar com esse seu cérebro de merda antes que você consiga dizer Avada Kedavra.-ameaçou Draco, aproximando seu resto perigosamente do de Rony.
- Vou esperar sentado, Malfoy.-respondeu Rony.

Draco se virou pra descer a escada, mas se voltou pra dizer uma última coisa:

- Ah, só mais uma coisa, idiota! Ela não queria realmente estar brigada com você.- e então desapareceu pela curva.
- O que ele quis dizer?-perguntou Rony, desconfiado, mais pra si do que para os outros.
- O óbvio né, Rony? Que a Hermione não gosta de brigar com você, dã!-respondeu Gina, descendo as escadas-Dá licença, viu! Vai ser lerdo assim na China!
- Mulheres!-reclamou o ruivo vendo a irmã sumir pelas escadas.
- Homens!-retrucaram Lilá e Parvati, atropelando-o e descendo as escadas correndo prontas para espalhar todo aquele babado para Hogwarts inteira.

Atrás das duas, desceu a pequena multidão que acompanhara toda a discussão, comentando animada o ocorrido. Por fim, depois que todos tinham descido, Harry, Sismas e Dino resolveram descer, seguidos por um Rony furioso que agora, xingava Malfoy com todos os nomes que vinham à sua cabeça. Ao ouvi-lo reclamar, Harry pensou:

“Esse aí realmente arranjou uma bela dor-de-cotovelo”.Mas era melhor ele ficar quieto, antes que a erupção na sua frente se voltasse contra ele. E mentalmente, também desejou que tudo aquilo terminasse logo e que a velha Hermione, que detestava Malfoy mais do que qualquer coisa, (estivesse onde estivesse) voltasse logo para tomar o seu lugar naquela nova Hermione, que agora parecia se importar com o mesmo Malfoy mais do que com qualquer outra coisa. Mas o moreno de olhos verdes não sabia o quanto à velha Hermione ainda estava ali, apenas mais confusa...Ou mais apaixonada...

*

Draco desceu as escadas e olhou em volta, sem ver Hermione em lugar algum. Suspirando, ele passou as mãos pelo cabelo fino tentando impedir que este caísse em seu rosto. Sem sucesso com os fios dourados rebeldes, ele se limitou a perguntar em voz alta:

- Mas onde raios aquela garota nervosinha se enfiou?
- Eu estou aqui, só não me manifestei ainda porque estou tentando me acalmar pra não enfiar um tabefe nessa sua cara.

Draco se virou pra direita, da onde vinha a voz de Hermione e a encarou. A garota estava sentada ao pé de uma estátua de Úrico, o Excêntrico em um corredor curto que se abria para uma escada ao lado esquerdo. A imagem até não seria bizarra, se não fosse o fato de Úrico, o Excêntrico, ter sido representado apenas com um calção de bolinhas e uma vassoura na mão, onde um agoureiro pousado nela. Draco sabia que pássaro era aquele. Um bichinho preto-esverdeado que tinha um canto baixo e soluçante, que há muito tempo atrás, era considerado presságio de morte. Depois se descobrira que o bicho cantava daquele jeito anunciando apenas a chuva. Não haveria nada demais naquela estátua se não fosse o fato de Úrico, um bruxo totalmente pirado, que ao dormir com 50 agoureiros se convenceu que estava morto e tinha virado um fantasma, se dedicando a “tentar” atravessar paredes, que renderam numa concussão que durou dez dias, segundo fontes mais precisas. E ao ver Hermione sentada ali, com o maior bico do mundo, o loiro não pode evitar rir.

- Háháhá!-ria Draco com gosto, àquela distância da garota.
- Posso saber do que raios você está rindo?-perguntou Hermione, meio nervosa, meio espantada com a reação do garoto.
- Desculpa..Ai...Que ridículo!-falava o loiro em pausa, tentando recuperar o fôlego, caminhando na direção dela-Pelo menos você me esperou-continuou ele, ajoelhando na frente dela e depois, perguntou com a maior cara de que nada tinha acontecido - E então, dormiu bem?
- Oras, não me venha com essa cara de vira-lata abandonado como se você não tivesse feito nada!-reclamou ela, desviando os olhos do enorme sorriso que o loiro lhe dava, para não fraquejar.
- Mas o que foi que eu fiz?-perguntou ele, em um falso tom indignado.
- O que foi que você fez? Você não fez nada além de esfregar na cara do Rony que foi você que ganhou a mão da donzela!...Ah, pelo amor de Deus, Malfoy!
- Oras, eu não disse isso!-exclamou Draco, mas se explicou ao ver a cara da menina-Quer dizer, não com essas palavras!
- Você o chamou de perdedor, Malfoy!-exclamou ela, indignada.
- Mas ele é mesmo um perdedor!-se defendeu Draco.
- Malfoy!-exclamou ela alto. Dali ela podia ver uma pequena multidão descer as escadas da torre, provavelmente animadas com o ocorrido.
- Ok, eu retiro o que disse, tá, estressadinha? E tire esse olhar assassino de cima de mim!-reclamou Draco, fazendo chantagem emocional com ela. Hermione desviou os olhos novamente, para não ser obrigada a sorrir.
- Bom mesmo!...Afinal, o que você estava fazendo lá em cima? Você é um sonserino, não pode ir me esperar na porta da Grifinória!
- Além de sonserino, eu sou monitor-chefe da Sonserina, lembra?-perguntou ele, apontando para o próprio distintivo que reluzia em seu peito.
- Isso não te dá poder algum, gracinha! E para de fazer chantagem, Malfoy!-reclamou ela, mas depois disse em um tom mais baixo olhando o garoto nos olhos-Você sabe muito bem que vamos nos ferrar se alguém contar que o namoradinho da Granger foi busca-la na porta da casa hoje de manhã! E não vamos nos safar da bronca, mesmo sendo monitores-chefes de nossas casas.
- Mas eu não ia subir! Eu ia ficar aqui embaixo te esperando, todo comportado. Mas, a culpa é minha se me desesperei quando ouvi você dizer alto: ”Quem disse que estou namorando Draco Malfoy?” -se defendeu ele, imitando a voz de Hermione e fazendo-a bufar-Eu não podia esperar você por tudo a perder por causa de uma discussão boba com aquele estorvo do Weasley, então, eu subi, oras! E, fala sério, minha entrada foi triunfal, não foi?-terminou ele, se animando.
- Triunfal, uma ova! Você não tinha que ter se metido. Eu não ia perder o controle e estragar tudo!-negou Hermione.
- Humf! Duvido!
- Pois, duvide se quiser. Você não tinha que ter aparecido e dito com todas as letras: “Você perdeu, Weasley, eu que ganhei o troféu!” -insinuou ela.
- Tá se achando a última cerveja amanteigada do deserto, né, Granger? Mas, confessa, você tá adorando ser o “troféu” da disputa, vai!-riu Draco.
- Ah, claro, e meu nome não é Granger, é Lilá Brown! Prazer, gatinho!-disse Hermione, melando a voz - Ah, qual é, Malfoy! A única coisa que me agrada é que você está cumprindo com o seu papel.
- Oras, que papel?-perguntou ele, deixando-a espantada.
- Oras, que papel! Eu não sabia que nós dois tínhamos terminado. Ah, vai! O seu papel de meu namorado, criatura! Mas eu preferia que você não desse uma de ciumento pra cima de mim!
- Mas eu não estou dando uma de namorado ciumento. Eu SOU ciumento!-disse o loiro, simplesmente-Eu só to defendendo o que é meu, oras! Não posso, não? Ah, por falar nisso, mandei o Weasley ficar longe de você! Aquele moleque é muito folgado pro meu gosto!-terminou ele sobre a cara indignada de Hermione.
- Ei, como assim MANDOU ele se afastar de mim?-perguntou Hermione, nervosa-Você não tem esse direito!
- Claro que eu tenho! Já disse, to cuidando do que é meu!
- Oras, seu convencido, eu não sou sua!-disse ela, se levantando bruscamente, irritada e saindo andando.
- Ei, pera aí!-chamou Draco se levantando e correndo atrás dela.

Hermione se virou, amplamente irritada.

- Ok, eu errei o tempo verbal. Estou cuidando de algo que SERÁ meu.
- Ah, só faltava isso mesmo!-disse ela - Eu nunca conheci alguém tão convencido como você.-Draco se aproximou dela, com um lindo sorriso no rosto-E eu estou falando sério, Malfoy!-Draco continuou avançando-Pare de me olhar desse jeito! Mas o que deu em você, afinal?-perguntou ela, encostando-se à parede.
- Ah, vem cá, estressadinha!-disse Draco, carinhosamente, puxando-a de repente pelo cachecol e prendendo-a em seus braços.

A garota prendeu um ”Ah!” de surpresa e sentiu ser abraçada gentilmente pelo loiro. Desesperadamente, ela ainda tentou se soltar dele, mas não deu certo já que Draco a apertou mais forte, tirando-lhe o ar. Devagar, ela se deixou render por aquele abraço carinhoso e bastante possessivo, passando os braços em volta do pescoço do loiro. Draco, ao ver que ela finalmente cedera, comemorou mentalmente e sussurrou da maneira mais sensual que conseguiu encontrar no ouvido dela:

- Não vou perder você pra aquele ruivo imbecil, ouviu bem? Agora que eu te descobri, não vou deixar nem o Ministro te tirar de mim.
- Ok, Malfoy! Vou fingir que acredito em você!-respondeu Hermione, já ficando tonta com o cheiro de menta que Draco emanava.
- Eu to falando sério!-disse Draco, indignado, soltando dela o suficiente para olhar dentro de seus olhos castanhos.-Você vai ver! Você vai virar minha namorada em poucas semanas, e depois vamos nos formar e teremos encontros calientes em nossas casas, já que já não estaremos mais morando com os nossos pais. Aí, numa manhã ensolarada ou chuvosa, você que escolhe, eu vou aparecer com um buquê enorme de flores e com duas alianças e vou te pedir em casamento. E você vai ficar tão emocionada, -nessa parte, Draco fez uma fingida cara de choro que fez Hermione rir e continuou, com uma voz chorosa - que vai começar a chorar e vai dizer um Sim cheio de paixão. Aí nós vamos nos casar, e ter uns três Malfoyzinhos. Aí nossos filhos vão casar e nós vamos viver felizes para sempre até a morte nos levar.-terminou ele, sorrindo animado pra ele como se acabasse de contar que tinham tirado um “Excepcional” em um dever complicado de Poções.
- Hum, muito bonito, mas... Você não acha que está tudo muito perfeito, não?-perguntou Hermione, rindo debochada.
- Ah, pode estar um pouquinho, mas eu acho que dá pra dar certo!-respondeu ele, com uma terrível cara séria.
- Ah, claro! E seremos um casal mais perfeito que A Bela e a Fera!-zombou Hermione, soltando de Draco e começando a andar pelo corredor, decidida a ir tomar seu café da manhã.
- A Bela e a Fera? Quem são esses?-perguntou Draco, indo atrás dela enquanto se ocupava em abrir a mochila.
- Depois eu te conto, Malfoy.- disse Hermione, parando ao vê-lo tirar uma fina caixa de veludo vermelho, sem nem imaginar o que essa continha.-Anda logo, eu quero chegar antes do correio-coruja, sabia?
- Credo, um monte de corujas é mais importante que ganhar um presente?-perguntou o loiro, estendendo a caixa pra Hermione.
- Ai, gracinha, você estava bastante desesperado ontem pra jantar, se a minha memória não falha!-zombou Hermione-Mas, como assim presente?-perguntou ela, aceitando a caixa.
- Oras, presente...Não me diga que aqueles seus amigos imprestáveis nunca te deram um presente!
- Para com isso!-repreendeu ela, voltando sua atenção para o bordado na caixa-É linda, Malfoy! Obrigada!-sorriu ela, em resposta enquanto passava as mãos sobre as letras H e G bordadas em dourado, de uma maneira linda-Mas, sinto em te informar uma coisa.
- O que?
- Minhas inicias não são H.G; elas são H.J.G! Meu nome completo é Hermione Jane Granger.-explicou Hermione.
- Tudo bem. Eu conserto.-respondeu Draco, arrancando a caixa das mãos dela e colocando-a de volta na mochila.
- Não! Eu quero saber o que tem dentro!-pediu Hermione, pegando a caixa de volta.
- Oras, então veja!-disse o loiro, já impaciente, colocando a mochila de volta as costas.

Hermione ainda deu um sorriso divertido para ele, enquanto abria o fecho dourado da caixa vermelha. Ela a abriu e encarou a o botão de rosa posto de comprido, com algumas folhas em seu caule pousado sobre o veludo que havia dentro da caixa. Ela olhou com os olhos arregalados o botão, visivelmente espantada. Podia esperar qualquer coisa menos aquilo. Levantou os olhos brilhantes pra Draco e simplesmente não conseguiu falar. Sem resposta, ela sorriu e Draco aproveitou pra se vangloriar:

- Eu sei, eu sou demais!
- Ai, você não perde uma!-disse Hermione, recuperando a fala.
- É, pra me criticar, você sempre tem palavras na ponta da língua, mas pra agradecer...
- Desculpe, Malfoy! A rosa...Ela é linda! É que não esperava encontrar uma rosa assim..Fiquei...
- Espantada? Maravilhada? Emocionada?-perguntou Draco, achando uma incrível graça na reação dela.
- Eu fico com a primeira opção só pra não te dar crédito, ouviu?-retrucou Hermione, fechando a caixa em seguida, e colocando-a devagar dentro da bolsa.
- Ué? Nem vai perguntar da onde a rosa veio?-perguntou Draco, espantado com a falta de perguntas de Hermione.
- Não me importa de onde veio, contanto que o presente tenha sido de coração.-respondeu Hermione, sorrindo.

Draco sem conseguir se conter, sorriu para a garota. De repente, ele percebeu o que ele estava tentando conquistar. Só pela maneira simples em que ela tinha falado já mostrava bem que tipo de garota Hermione era. E ai dele se acabasse tratando-a da maneira que tratava outras garotas! Só acordou de seu sorriso meio besta quando Hermione o puxou pela manga, reclamando que não conseguiriam chegar a tempo para pegar o Profeta Diário trazido pelo correio. Eles começaram a andar, enquanto Draco se vangloriava de como tinha tirado a rosa da estufa nº4, até que ela o cortou dizendo:

- Hum, grande coisa, Malfoy! Você não fez nada mais que a sua obrigação!
- Como assim, obrigação?-perguntou o loiro, meio confuso.
- Na verdade, essa rosa não foi um presente, foi um prêmio!-brincou Hermione.
- Conta, Granger! O que você quer dizer?-perguntou Draco, animado, parando mais Hermione continuou andando e lê foi atrás.
- Eu quero dizer que contei pro colégio INTEIRO como você é incrível debaixo dos lençóis.-disse Hermione.

O loiro parou estupefato olhando pra ela, com olhos arregalados. Hermione parou também, rindo da expressão de Draco.

- Como assim pro colégio INTEIRO? Não me diga que aquela discussão com o Weasley foi pior que eu estava achando?-perguntou o loiro, meio desesperado.
- Não, ano foi nada disso! Anda, Malfoy!-reclamou Hermione, dando as costas e continuando a andar.
- Não, sério, como assim?-perguntou Draco, pegando com uma mão na cintura de Hermione ao ver um grupinho de sonserinos mais à frente no corredor em que eles estavam andando.
- Foi o seguinte. Quando eu cheguei ontem de noite, minhas colegas de quarto, Lilá Brown e Parvati Patil não estavam. Claro que já estava bem tarde, mas como eles estão namorando nem em preocupei. Então, hoje de manhã eu acordei e elas já estavam arrumadas!-terminou Hermione, agora os dois dobrando o corredor sobre os olhares curiosos do grupinho.
- E o que isso tem demais?-perguntou Draco, sem entender.
- Malfoy, aquelas duas são as garotas mais dorminhocas e lerdas de toda a Hogwarts e estavam arrumadas e maquiadas em plenas seis e meia! Isso é realmente estranho e claro que eu não achei normal. Então, elas me contaram que nem tinham dormindo lá. Elas tinham passado a noite fora com os namorados fazendo...-Hermione terminou com uma cara divertida para Draco, que iluminou o rosto na hora.
- Fazendo algumas brincadeirinhas pervertidas, você quer dizer?-perguntou Draco, rindo. A essa altura, eles estavam perto da escada do Saguão de Entrada.
- É, assim dizendo. Mas elas insinuaram que elas só estavam fazendo que eu andava fazendo com você e tudo o que eu respondi foi “Ah, então foi bom!”! O resto dá pra adivinhar, né?-perguntou ela.
- Elas te obrigaram a dizer o que eu e você “fazemos”?-perguntou o loiro, rindo.
- Não chegaram a esse extremo, graças a Merlin! Mas elas perguntaram COMO você era...Em atividade. E, então eu disse!-disse Hermione, dando de ombros.
- E o que você disse exatamente?-perguntou Draco, visivelmente animado.
- Pêra aí, me deixe ver se me lembro!-disse ela, devagar fazendo um esforço mental pra se lembrar, enquanto eles desciam as escadas principais sobre os olhares de alguns alunos-Olha foi mais ou menos assim: Ai ele é inacreditável. Meninas, ele é muito bom! Tipo aquele cara que faz tudo o que você quer sem nem ao menos perguntar e...Ele é carinhoso e meio selvagem! Ai, ele é demais!”Ou alguma coisa desse tipo! -terminou ela, rindo assim que chegaram ao pé da escada.
- Você disse tudo isso mesmo?-perguntou ele, parando e pegando Hermione pelos ombros.
- Disse! Eu não tinha o que fazer, então...Botei a maior banca em você, sabia? Você devia me agradecer!-disse Hermione, rindo.
- Vou ser grato por você o resto da vida! O resto, entendeu?-riu Draco, feliz, dando um beijo na bochecha dela e a puxando pra dentro do Grande Salão.-Vem...Você não queria pegar o jornal? A gente vai perder o correio!

Hermione riu até entrarem no salão. O lugar onde eles sentavam-se à mesa da Grifinória estava vago e eles se encaminharam pra lá, animados, sob os olhares da maior parte dos alunos. O que surpreendeu Hermione foi o fato de os professores estarem todos reunidos no café. Mas, Draco agora falava que em vez de se casarem no futuro, eles só precisavam juntar os trapinhos e ter as noites calientes sem precisar assumir um compromisso tão sério. Acabaram por se sentar, enquanto Hermione discordava de tudo que ele falava. Foi então que Hermione viu Lilá e Parvati levantando da mesma mesa e indo à direção deles. Draco se curvou pra ficar com o rosto perto do dela e sussurrou:

- Essas aí que são colegas de quarto?
- É. -foi tudo o que deu pra responder porque as duas amigas chegaram naquele exato momento.
- Oi, Mione!-disseram as duas juntas, fazendo-a sorrir-Oi, Draco!
- Hum...Oi!-respondeu o loiro olhando pra Hermione com a maior cara de “Quem essas doidas pensam que são?”.

Hermione sorriu ao ver a cara de Draco, mas ficou em silêncio. O loiro também ficou quieto, tentando mostrar que não estava a fim de conversar.

- Ah, então, acho melhor a gente ir indo, né, Parvati?-perguntou Lilá, dando uma cotovelada na amiga.
- Ah, claro! A gente só veio dar oi mesmo. Bom, tchau então pra vocês dois!-disse Parvati, com um sorriso enorme.

As duas deram um tchauzinho com a mão que Draco e Mione corresponderam e saíram. Draco olhou pra cara de Hermione rindo, e só aumentou o riso ao ver as duas comemorarem quando estavam alguns passos longe e irem correndo para um grupinho da Corvinal, contar a novidade.

- Que bando de doidas!-disse Draco, depois que elas já estavam bem longe.
- Eu não posso fazer nada!-desculpou-se Hermione, sorrindo e dando de ombros.
- E nem eu quero que você faça nada! É divertido!-riu Draco, jogando uma uva na boca.

Naquele momento, uma coruja solitária entrou no salão. Logo depois, entraram mais duas. Em poucos segundos, o salão estava lotado de corujas por todos os lados, entregando correspondências aos alunos afoitos. Tanto Hermione quanto Draco receberam seus jornais, e o loiro também recebeu um pacote de casa, que enfiou de qualquer jeito dentro da mochila, sem nem olhar o que era. No começo, a garota até estranhou, mas ficou quieta depois de perceber o que aquele gesto queria dizer. No começo daquele ano, ocorrera uma rebelião catastrófica em Azkaban, onde os dementadores soltaram todos os comensais e sugaram as almas dos outros criminosos que não quiseram se juntar a Voldemort. Nessa fuga, claro, Lúcio Malfoy também foi solto e desde o início do ano, estava foragido junto com os outros comensais e Voldemort. Os aurores os procuravam constantemente, correndo atrás de qualquer pista que pareci à verdadeira, mas até agora não haviam obtido sucesso. Hermione por fontes próprias e diretas sabia que a Ordem da Fênix era a que mais trabalhava no momento, mesmo sem sucesso. Juntando os fatos, talvez Draco estivesse revoltado com a fuga do pai ou talvez até soubesse onde este se encontrava. Podia ser uma boa se ela tentasse tirar alguma coisa do filho do comensal mais próximo do Lorde. Considerando a idéia de especular alguma coisa sobre aquilo, Hermione, pois o jornal do lado para prestar atenção no diretor que se levantara a fim de comunicar algo.

- Bom dia, meus queridos alunos sonolentos!-disse Alvo Dumbledore, com sorriso no rosto e os olhinhos azuis-elétrico brilhando.
- Ah, não! Esse velho gagá já vai encher o saco logo de manhã!-exclamou Draco, alto.
- E um pouco estressadinhos também!-continuou Dumbledore, sorrindo animado para Draco e Hermione-Quero dar a vocês uma notícia muito boa e inédita me todos esses anos de Hogwarts. Como todos sabem, hoje é dia 10, uma linda quinta-feira de início de um inverno rigoroso e falta apenas 15 dias para o Natal e uma semana para as f’rias de Natal e...Oh, temos algumas corujas atrasadas hoje!-riu Dumbledore, olhando para o alto.

Todos os alunos olharam pra cima e entenderam o que Dumbledore queria dizer. Quatro corujas pardas traziam uma enorme cesta cheia de rosas vermelhas dentro. As quatro foram perdendo altitude e começaram a descer, meio desajeitadas, na direção onde Hermione e Draco estavam sentados. Rápido, os dois afastaram as travessas que estavam à sua frente e então, as corujas pousaram colocando a pesada cesta na frente da garota. Hermione ficou sem fala enquanto Draco observava as corujas saírem voando cansadas e Dumbledore voltou a falar:

- Bom, agora que a entrega surpresa já foi realizada, acho que posso voltar para o assunto inicial: as férias de Natal. Como estava dizendo...

Mas Hermione não ouviu mais nada além daquilo. Ela olhou para aquela cesta grande e incrivelmente funda e se sentiu feliz. Claro que ela estava feliz com aquela cesta cheia de rosas! Meu Deus, Malfoy não tinha lhe dado uma rosa, ele só tinha feito aquilo pra lhe dar várias depois! Ela procurou vê-lo por cima da cesta, mas não conseguiu. As rosas ocultavam sua visão, obrigando-a a ficar de joelhos sobre a cadeira. Draco também estava de joelhos, olhando ora pra Dumbledore, ora para as rosas mexendo nelas de leve. Ela olhou direto para Hermione, e a viu sorrir.

- Obrigada! São lindas, Malfoy!-agradeceu ela, sussurrando para não ser ouvida, mas de repente percebeu que o loiro estava muito sério-Ué, o que foi? Por que você está com essa cara?-perguntou ela.
- Porque não fui eu que te mandei essas flores, Granger.-sussurrou Draco em resposta, ainda mais sério.
- Mas...-Hermione tirou o sorriso do rosto na hora e encarou o loiro, confusa-Mas, que estranho! Será que tem algum cartão?-perguntou ela, mexendo agora nas rosas que estavam a seu alcance.
- Granger, melhor você na o mexer. Depois a gente as joga fora, tá? Depois!-disse Draco, segurando as mãos de Hermione, aparentando estar nervoso.
- Bobagem, Malfoy!-disse Hermione, voltando a procurar algum cartão no meio das flores.

Do outro lado da cesta, um envelope preto caiu. Draco o apanhou e o abriu, meio nervoso. Nele, havia um pedaço pequeno de pergaminho preto que logo revelou ter palavras escritas em uma tinta prata:

Rei das Serpentes...

O loiro arregalou os olhos e olhou para Hermione, que agora enfiava as mãos fundo dentro da cesta.

- Granger, não...Granger!-sussurrou Draco, ouvindo o salão festejar a notícia que Dumbledore dera.

E foi naquele momento que Hermione sentiu algo frio e escamoso tocarem suas mãos. Ela arregalou os olhos e olhou pra baixo, afastando devagar as rosas de cima daquela superfície. E foi então que viu, algo totalmente preto e imóvel. Devagar, ela começou a levantar as mãos, respirando devagar. Os sons dos alunos começaram a cessar em seus ouvidos, mas ela não se deu conta. Alguma coisa lhe dizia que aquilo não era uma boa coisa.

- O que foi?-sussurrou Draco, ao ver a cara assustada de Hermione.

Ela ergueu os olhos para ele e voltou a abaixa-los a tempo de ver dois enormes olhos vermelhos em forma de fenda abrirem e a encararem, frios.

- Ai, meu...-começou Hermione.

E dentro da cesta, saiu de uma só vez, uma enorme cobra negra avançando na direção da garota.

- DEUS!-gritou ela, caindo da cadeira.
- Caralho!-gritou Draco, me resposta também caindo da cadeira.

A cobra saiu totalmente da cesta, derrubando e deixando umas poucas rosas caírem no chão. O salão inteiro se levantou e começou a gritar. Os professores sacaram suas varinhas e deram a volta na mesa, ouvindo às ordens de Dumbledore. O bicho ressabiou, sibilando para alguns grifinórios que estavam perto e depois se virou na direção de Hermione, descendo devagar da mesa. Ela recuou quase subindo na mesa da Lufa-Lufa, enquanto procurava sua varinha no bolso.

- Ai, Merlin!-murmurou Hermione, respirando pesadamente.

A cobra se levantou, majestosa, mostrando ter mais de dois metros e se abaixou rápido, com as presas à mostra pronta pra atacar Hermione. E ela foi...

- AI!!-gritou a garota, fechando os olhos.
- Olha pra cá, bicho nojento!-gritou Draco, do ouro lado jogando sua mochila na cobra.

Confusa, a cobra voltou-se pra trás, já a poucos centímetros de abocanhar Hermione e sibilou para Draco, avançando agora na direção do loiro.

- Merda!-disse Draco correndo de costas, atropelando cadeiras e mochilas abandonadas ali.

A cobra avançava rápido, sibilando e mostrando as presas sem ver os professores tomando posição atrás dela sob comando de Dumbledore. Hermione, por sua vez, tentava chegar até Draco, mas Snape a segurava pelos braços enquanto Hagrid procurava controlar os alunos que gritavam e subiam em cima das mesas a fim de ver melhor o que estava acontecendo. Draco tropeçou em uma cadeira e foi com tudo para o chão, perdendo a varinha que caiu debaixo da mesa da Sonserina. Se arrastando, ele tentou chegou até lá, mas acabou encurralado na parede. Atrás da cobra, Dumbledore, McGonogall, Sprout e Flitwich ergueram suas varinhas de uma só vez.

A cobra empinou e foi de uma vez pra cima de Draco, com a boca aberta pronta pro bote. O loiro encarou aquelas presas vindo na sua direção e ergueu os braços, tampando o rosto. Entre estes porem, ele ainda pode ver aqueles olhos vermelhos onde o seu medo estava refletido. E então ele entendeu, que aquele bicho estava ali exatamente pra aquilo. Pra mata-lo...E ele ia morrer! A morte acabava de sorrir pra ele...

Então a voz de Dumbledore soou em seus ouvidos:

- AGORA!!!!

A cobra congelou em pleno ar, já a poucos centímetros dos braços do loiro apavorado, que agora tinha fechados os olhos com a maior força possível, e tombou pro lado, morta. Draco abriu um olho e tirou os braços do rosto, se levantando e olhando assustado para o bicho. Mas, a cobra começou a se mexer como se estivesse tendo convulsões e começou a se desintegrar. Primeiro as escamas e depois o próprio corpo, até que virou uma fumaça terrivelmente fedorenta. O loiro continuou estático olhando para aquele fenômeno, quando sentiu algo se jogar em cima dele. Era Hermione que tinha conseguido se soltar de Snape e saíra correndo na direção dele. Devagar, ele pôs as mãos nas costas dela ainda meio assustado.

- Draco, ai...Draco, você está bem?-perguntou Hermione, se soltando dele, com o rosto lavado de lágrimas.
- Eu...Eu...Cara, que que foi aquilo?-perguntou Draco, olhando com os olhos arregalados pra ela.

Naquela hora, os professores os cercaram, enchendo-os de perguntas.

- Oh, Merlin! Os senhores estão bem?-perguntou Flitwich, pulando no meio de seus colegas para tentar ser escutado.
- Era um feitiço! Um feitiço!-disse a Profª Sinistra, bastante descontrolada.
- Meu Deus! Minha melhor aluna correndo perigo!-gritou a Profª Vector, de Aritmancia.
- Chega! Se controlem, por favor!-disse Dumbledore, bastante sério-Professores, vão para suas salas e esperem pelos alunos. Minerva, por favor, leve o Sr. Malfoy e a Srta. Granger para o meu escritório e deixe-os lá. Agora...-Dumbledore saiu do círculo e disse alto para os alunos, fazendo-os ficar em silêncio-Alunos, meus caros alunos, tudo está sob controle, está bem? Não fiquem nervosos, por favor! Vão para suas aulas e se aclamem! O Sr. Malfoy e a srta. Granger estão bem...
- Oras, quem se importa com a sangue-ruim? Quero saber se o meu Draquinho está bem!-gritou Pansy, da onde estava, ou seja, em cima da mesa da Sonserina.
- ...E vocês podem ficar tranqüilos porque está tudo sob controle. Agora, por favor, vão para as salas de aula!-pediu Dumbledore, lançando um olhar indecifrável para Pansy, que desceu da mesa.

Devagar, os alunos começaram a sair, mas, ainda muito agitados com tudo que tinha acontecido. Abrindo espaço entre eles, Hagrid e McGonogall tiraram Draco e Hermione dali. Hermione, deve-se observar, estava tremendamente perturbada. Ela já não chorava, mas, se agarrava a Draco bastante nervosa olhando pra baixo. O loiro por sua vez, segurava-a pela cintura, tão preocupado com ela com o que tinha acontecido. Quando já estavam quase cruzando a porta do Salão, Harry, Rony, Gina e mais uma penca da Grifinória apareceram tentando falar com Hermione.

- Hermione! Hermione!-gritou Neville, preocupado.
- Oi, Draco!-gritaram Lilá e Parvati juntas, acenando.
- Hermione...Hermione, ai, como você está?-perguntou Harry, tentando passar por McGonogall.
- Sr.Potter, ela está bem! Depois você fala com ela!-retrucou McGonogall.
- Mas, professora, é a Hermione!-exclamou Rony, ainda tentando passar pela professora.
- Sr.Weasley, sei do que estou falando!-exclamou McGonogall, segurando o ruivo pela manga-Hagrid, leve os dois sim!
- Certo, professora! Por favor, pessoal, nos dê licença! Opa! Licença, licença!-concordou Hagrid, avançando entre a multidão de alunos que tentava sair e sumiu pelo Saguão de Entrada.
- Mas, professora!-reclamaram Harry e Rony juntos.
- Professora, só queremos saber como Hermione está!-pediu Gina, quase suplicando.
- Sim, eu entendo srta. Weasley, mas a srta. Granger está muito perturbada e precisa se acalmar. Quando ela estiver melhor, tenho certeza que irá procurar vocês!-disse McGonogall, prestando especial atenção aos alunos de sua casa que agora já eram muitos.
- Mas pra ela se acalmar, tem que estar perto de nós!-choramingou Rony.
- Creio que ela vai ser muito bem cuidada pelo Sr. Malfoy, que está com ela no momento.-retrucou a professora.
- Malfoy não é o indicado para cuidar da Mione! Ele é um canalha!-gritou Rony, agora se descontrolando totalmente.
- Escute aqui, Sr. Weasley. Não me interessa o que o senhor acha do Sr. Malfoy contanto que não perca o respeito por ele. Ele está com a srta. Granger, e ela está bem assim. Agora, vão para suas aulas antes que eu perca o resto de paciência que me resta!
- Mas, professora....-ainda tentou Gina.
- Vão AGORA! Não respondo por mim!-exigiu McGonogall, apontando para a porta do salão.

Cabisbaixos, eles saíram da frente da professora. Gina desceu para as masmorras e Harry e Rony se encaminharam para a terrível aula de Adivinhação na Torre Norte, torcendo no fundo para que McGonogall tivesse razão e para que o responsável por toda aquela situação fosse pego o mais rápido possível.

*

- Sente-se, Hermione.-pediu Hagrid, sentando-a em uma poltrona à frente da mesa do diretor-Tome essa copo d’água, sim! Acho que o profº Dumbledore não vai demorar a chegar.

Ela, com as mãos tremendo, aceitou o copo que o amigo lhe oferecia, sem responder nada.

- É bom mesmo que ele chegue! Aquele velho é o responsável por isso!-disse Draco, nervoso, andando de um lado pro outro do escritório.
- Não fale assim de Alvo Dumbledore, garoto! O que houve hoje foi um acidente!-retrucou Hagrid, fechando as mãos instintivamente.
- Se não me engano, o diretor mandou nos deixar aqui. Você não precisa ficar aqui que nem um guarda-costas de dois metros de altura. Agora, quem cuida da Hermione sou eu!-retrucou Draco, desafiando Hagrid.
- Se não soubesse que foi exatamente isso que Dumbledore disse, pode ter certeza que eu ficaria!-disse Hagrid, agora se voltando para Hermione-Fique bem, ok? Tenho certeza de que o Harry e o Rony estão preocupados com você. Vai ficar tudo bem!

E então saiu, olhando bravo para o loiro que agora tinha os braços cruzados e estava encostado na parede. Mas foi a porta bater, anunciando que o gigante agora estava do outro lado da mesma, que ele correu para Hermione, ajoelhando na frente dela.

- Granger! Granger, por favor, me diga que você está bem!-pediu ele, pousando suas mãos nos joelhos dela.

Ela ergueu os olhos, olhando dentro dos olhos azuis-acizentados do loiro. Não pode reparar se eles estavam preocupados ou angustiados porque seus próprios olhos castanhos se encheram de lágrimas e ela caiu em cima de Draco, o abraçando com força, já soluçando. Draco a deixou chorar, retribuindo o abraço enquanto afagava de leve seus cabelos perfumados. Alguns minutos depois, ela se acalmou e se afastou dele, esfregando os olhos vermelhos e inchados de tanto chorar, acentuando ainda mais suas olheiras.

- O que nós vamos fazer?-perguntou ela, com um fio de voz-O que nós podemos fazer diante disso?
- Diante do que, Granger?-perguntou Draco-Escuta, nós vamos sair dessa, você sabe que vamos sair.
- Não vamos, não! Você quase morreu hoje! Como pode estar tão calmo assim?-perguntou ela, indignada enquanto se levantava do chão.
- Estou calmo por que eu estou aqui, saco! Eu estou vivo, não estou? Era só um feitiço!-reclamou Draco, levantando também.
- Só um feitiço? Era uma merda de feitiço que quase matou você! Como não consegue enxergar isso?-gritou Hermione, as lágrimas se formando novamente em seus olhos.
- Não consigo enxergar porque estou preocupado demais com você! Estou preocupado com o seu bem-estar! Merda, antes eu estivesse morto contanto que você ainda estivesse viva! É isso que importa! Que você fique bem!-gritou o loiro em resposta, pegando nos ombros de Hermione e sacudindo-a-Escutou? Eu só quero que você fique bem! É isso que importa!
- Por que você fez aquilo? Por que você jogou aquela maldita mochila naquele bicho? Meu Deus, você tem idéia do risco que correu fazendo aquilo?-perguntou Hermione, sentindo as lágrimas quentes caírem de seus olhos e caminharem até sua boca.
- E você tem idéia do risco que você estava correndo? Foi idéia daquele lunático! Aquele maldito que enviou aquela maldita cobra pra você!
- O que?-perguntou Hermione, sem entender.-Como assim?...Você que dizer...Como você sabe disso?
- É exatamente isso que eu quero dizer. Isso!-disse Draco, tirando o cartão preto todo amassado do bolso e pondo-o na frente de Hermione-Olha, lê o que está escrito aí!

Hermione pegou a carta das mãos de Draco e olhou para aquelas três palavras...E abriu o berreiro de vez.

- Ai! Estamos perdidos! Esse doido vai acabar matando a gente!-disse ela, desabando novamente na poltrona em que estava sentada antes.
- Ei, não vai, não. Você sabe que somos mais fortes, Granger. Qual é! Você precisa ser forte como sempre foi, exatamente como era a Hermione que eu conheci aos seis anos!-disse Draco, encostando-se à mesa do diretor, em frente a ela enquanto tentava encoraja-la.
- Chega! Chega de ser a Hermione forte, chega de ser a Hermione responsável, a Hermione certinha, a MALDITA HERMIONE EDUCADA!-gritou ela, acordando alguns quadros de antigos diretores que reclamaram.
- Oras, calem essas MALDITAS bocas!-gritou Draco, fazendo a agitação aumentar-Granger, por Merlin, me escuta! Eu não sei o que isso quer dizer, nem tive tempo de pensar no que esse maluco de bosta está pretendendo com isso, mas a gente precisa se controlar, por**! Desse jeito a única coisa que a gente vai conseguir é se estressar!-exclamou o loiro alto, batendo com a mão na mesa.
- Então NÃO fale assim comigo!-reclamou Hermione, enquanto passava a mão no rosto tentando secar as lágrimas.
- Ai...Desculpa! Desculpa, Granger!-disse Draco, abaixando o tom da voz e se ajoelhando novamente na frente dela.-Mer**, eu to nervoso. Me desculpa, eu só não quero que você fique assim! Eu quero que você enfie nessa cabecinha que nós vamos conseguir. A gente não pode fraquejar, entendeu? Nós temos que nos manter fortes pra superar essa, viu??-disse ele, mais suave, enquanto passava a mão nos grandes cachos do cabelo castanho de Hermione.
- Tá.-murmurou ela, dando um sorriso pequeno pra ele.
- Eu não ouvi direito!-reclamou Draco, sorrindo pra ela.
- Tá bom, Malfoy!-falou Hermione, fechando a cara e cruzando os braços, impaciente.
- Ai, tá bom, Malfoy!-riu Draco, imitando a voz dela e fazendo ficar vermelha.

O loiro puxou-a de leve e lhe deu um beijo na bochecha vermelha, perigosamente próximo da boca cor-de-cereja de Hermione. A garota ficou mais vermelha ainda e desviou os olhos dos de Draco, sentindo um calor gostoso percorrendo seu rosto e suas pernas, onde Draco estava com as duas mãos pousadas. Ela passou as mãos no rosto, um pouco desconfortável, tentando esconder sua vergonha e ao mesmo tempo, ocupando-as para não fazer a besteira de puxar o loiro pelo colarinho e colar sua boca na dele.

- É melhor guardar esse bilhete. Se aquele esclerosado ver, vai acabar querendo saber o que é. -disse Draco, voltando a atenção da garota para ele.
- É, tem razão.-concordou Hermione, guardando-o no bolso da capa.
- Você quer falar sobre o que está acontecendo pra ele?-perguntou Draco, segurando agora as mãos de Hermione.
- Eu...Eu acho melhor não. Se nem a gente sabe direito o que está acontecendo, como nós vamos explicar para Dumbledore?-perguntou ela, dando de ombros.
- Bom, se você acha isso..Eu fico quieto.-concordou Draco.

Naquele momento, eles ouviram a porta do escritório abrir e se levantaram, encarando o diretor. Alvo Dumbledore sorriu para eles, e disse calmo:

- Espero que já estejam mais calmos depois de tudo o que aconteceu. Mas, sentem-se, por favor, vamos conversar sobre isso.

Draco e Hermione se sentaram, cada um em uma poltrona de frente para a mesa do diretor. E o próprio bruxo se sentou em sua poltrona de frente para eles.

- Creio que vocês queiram me fazer algumas perguntas sobre o ocorrido.-disse o professor, olhando para os dois e analisando a expressão perturbada mais determinada de Hermione e a cara debochada de Draco-Srta. Granger?
- Hum...Bom, profº Dumbledore, o que foi exatamente aquilo? Quer dizer, não era uma cobra de verdade, mas...
- Parecia ser real.-completou Draco, olhando diretamente para Dumbledore.
- Bom, srta. Granger, a cobra não era real, é verdade, mas parecia ser real por ser um feitiço de Magia Negra.
- Magia Negra?-perguntou Hermione, olhando de Draco que se mexeu desconfortavelmente para Dumbledore, sério.
- Exato, srta. Granger.
- Mas...Se é Magia Negra, deve ter vindo de algum bruxo fora de Hogwarts.-concluiu Hermione.
- Infelizmente não, srta. Granger!-retrucou Dumbledore.

Ele pôs as mãos com aparência idosa em cima da mesa e respirou fundo, antes de continuar.

- É um feitiço de estágio inicial de Magia Negra, mas mesmo assim precisa de muito poder para ser feito...E, pelas circunstancias como ele foi mandado naquela cesta, só pode ter sido de alguém daqui de Hogwarts.
- Pêra aí...Você quer dizer que alguém aqui dentro que enviou aquela coisa para Hermione?-pergunto Draco, indignado.
- Desconfio que sim, Sr. Malfoy.-concordou Dumbledore.
- Mas isso é um absurdo!-exclamou ele, se levantando-Como alguém pode ter praticado Magia Negra aqui dentro/ E como você não sabe quem foi?
- Draco!-chamou Hermione, assustada com a reação do loiro.
- Como o senhor acha que foi, sr. Malfoy? Creio que pode nos dar uma pista...-disse Dumbledore, calmo até demais por estar mandando uma indireta.
- Eu...Eu não faço a mínima idéia.-respondeu o loiro devagar, se sentando novamente sobre o olhar espantado de Hermione.
- Certo. Eu também não tenho idéia de quem pode ter sido, Sr. Malfoy.-respondeu Dumbledore olhando para ele-Mas, acho que um de vocês dois devem saber o porquê de terem recebido aquela entrega...De repente, esteja acontecendo alguma coisa que pode ter ligação com o que aconteceu hoje.Srta.Granger?-perguntou Dumbledore, olhando diretamente para Hermione, deixando sobressaltada.

Hermione olhou para Draco pelo canto do olho, antes de responder com a voz um pouco forte pro momento.

- Eu não sei porque alguém faria um feitiço de Magia Negra para mim ou para o Draco... Não teria razão para alguém fazer isso conosco.
- Pelo menos não que nós saibamos, por isso não faça acusações. Se estivesse acontecendo alguma coisa de sério já teríamos contado para um dos professores.-respondeu Draco, ríspido enquanto cruzava os braços.
- Certo. Entendo isso, realmente foi algo muito estranho aquele feitiço.Mas, por favor, fiquem atentos.-disse Dumbledore olhando de Hermione para Draco-Os dois! E prestem atenção se acontecer lago de estranho...Qualquer coisa, está bem?
- Certo, diretor.-respondeu Hermione, sorrindo.
- Humf.-murmurou Draco, jogando os cabelos loiros pra trás em sinal de impaciência.
- Bem, devido o que ocorreu, os deixarei com a primeira aula livre. Claro que, se quiserem, não precisam comparecer as aulas de hoje, só comuniquem para um dos professores diretores de suas casas.
- Obrigada, professor.-agradeceu Hermione, doida pra sair dali.

Draco levantou junto dela e já estava indo para a porta quando o velho diretor o chamou:

- Por favor, Sr. Malfoy, será que posso falar a sós com o senhor por alguns minutos?
- Mas...-começou Draco, indignado.
- Só alguns minutos, sim?-insistiu Dumbledore, lhe lançando um olhar firme por detrás dos oclinhos em formato de meia-lua.
- Bom, eu te espero lá embaixo.-disse Hermione.-Com licença, diretor.
- Toda.-disse Dumbledore, sorrindo amigavelmente para ela.

Hermione saiu, fechando a porta atrás de si. Draco se virou, encostando as costas na porta e com os braços cruzados e perguntou, visivelmente irritado:

- O que é, Dumbledore?
- Sente-se, Sr. Malfoy. Temos muito o que conversar.-respondeu Dumbledore, com um tom sério que não usara enquanto Hermione estava lá.

Invocado, Draco se sentou novamente em sua cadeira e resmungou:

- Estou ouvindo.
- Certo, Sr. Malfoy, vamos direto ao assunto. Eu sei que você está escondendo algo de mim...E de Hermione.
- O que?-perguntou o loiro, se levantando.
- Sente-se, por favor, eu não terminei.-disse o professor, com voz dura e fazendo-o sentar novamente.-Você entendeu o que eu quis dizer, não entendeu?
- Não, não entendi! O que você quer dizer com isso? O que eu estaria escondendo de Hermione?
- Sr.Malfoy, o senhor explicou a ela o que era realmente aquele feitiço?-perguntou Dumbledore, sério.
- Como assim?...-perguntou o loiro, vagamente.
- Você sabe que esse tipo de feitiço só é feito a partir de um único motivo: causar ferimentos ou algo mais em alguém. E a pessoa que realiza esse feitiço...
- ...O faz pensando exatamente no dito cujo que pretende mandar pra cucuia, em termos populares.-completou Draco, sorrindo inocentemente.
- E a cobra foi pra cima do senhor, Sr. Malfoy.
- É verdade...E posso saber o que isso tem a ver com Hermione?-perguntou Draco, se irritando.
- Poderia ter colocado-a em perigo.-respondeu Dumbledore, enquanto seus olhos faiscavam.
- Mas EU a salvei do perigo antes de você e seus professorzinhos de merda terem sequer mexido um dedo!-berrou Draco, jogando a cadeira no chão com violência. O diretor nem levantou as sobrancelhas.
- Não se vanglorie com esse tipo de atitude, se sabe que agiu por impulso, Sr. Malfoy.-repreendeu Dumbledore.-Agora, pegue a cadeira e sente-se.
- PARE DE ME DIZER PARA SENTAR!-gritou Draco.-Escuta aqui, eu nunca colocaria Hermione em perigo e eu NÃO sei quem foi o maluco que mandou aquele feitiço pra mim!
- Tem certeza, Sr. Malfoy?-perguntou Dumbledore, ainda mais calmo.
- O que pensa que está insinuando?-perguntou Malfoy, ameaçadoramente.
- Nada, Sr. Malfoy, mas gostaria que o senhor não estivesse fazendo uma escolha errada. Espero que a morte de seu avo não tenha sido em vão...
- NÃO FALE DO MEU AVO!-gritou o loiro, ficando pálido.-VOCE NÃO TEM O DIREITO DE FALAR DELE!
- Concordo que não tenho esse direito, Sr. Malfoy, mas sei do que estou falando. Só peço que não cometa os mesmos erros que um dia seu avo cometeu.-disse Dumbledore se levantando e indo até a porta.
- Que erros? O que quer dizer com isso?-perguntou o loiro sem entender, ainda mais pálido.
- Pode ir, Sr. Malfoy. Nossa conversa já durou o suficiente, não quero prende-lo por mais tempo.-disse o diretor, abrindo aporta e oferecendo a saída para Draco, que não se mexeu.
- Não, eu...Quero que me diga.O que quer dizer com isso?-perguntou o loiro.
- Creio que a srta. Granger já esteja impaciente de tanto esperar. E não fique assim, descobrirá tudo mais cedo ou mais tarde. Retire-se, sim?

Draco, ainda atônito foi até a porta e quando já estava descendo o segundo degrau, Alvo lhe disse:

- Não comente nada com a srta. Granger. Ela não está bem e ficará pior se souber sobre o que conversamos.

O loiro se preparou pra responder, mas o diretor já tinha fechado a porta.

*

Hermione fechou a porta do escritório atrás de si bastante desconfiada...O que será que Dumbledore queria dizer em particular para Malfoy? E por que ela estava com uma sensação de que alguma coisa a mais estava pra acontecer?

Ao pé da escada, estavam as mochilas dos dois. Talvez tivessem sido deixadas ali. Hermione abriu a sua e pegou a caixa fina d emadeira que continha rosa multicolorida. Ficou aliviada ao ver que esta ainda estava lá, intocada e inteira! Voltou a fechar a mochila e pegando a de Draco também saiu da escada, para o hall iluminado pela luz natural do dia frio. Ela se encostou a uma parede, colocando as duas mochilas no chão e se pôs a esperar, enquanto observava a gárgula pular de volta para seu lugar e voltar a ser uma estátua.

E esperou...Um minuto...Dois...Cinco...Dez minutos! Ao olhar pro relógio pela quinta vez seguida, ela viu a gárgula ganhar vida novamente e de trás dela surgir um loiro invocado.

- Puxa, finalmente!-reclamou Hermione ao vê-lo, logo percebendo sua palidez continuou-O que houve, Malfoy? Você está mais pálido do que o costume!
- Não enche!-respondeu Draco, pelo canto da boca pegando sua bolsa do chão e saindo andando, com passos duros.
- Malfoy, o que foi?-perguntou Hermione espantada com aquela reação. Será que aquele Draco era o mesmo que a estava consolado a cerca de 20 minutos atrás?-Aconteceu alguma coisa séria lá em cima?
- Não, Granger. Não aconteceu NADA!-retrucou o loiro, sem olhar pra trás.
- Pois não parece...O que foi que Dumbledore disse?-perguntou Hermione interessada.
- Não te interessa!-retrucou Draco.
- Hei! Eu não te dei o direito de falar assim comigo!-reclamou Hermione.Mas o que raios estava acontecendo com o garoto?
- Ah, é? Grande porcaria! Eu não preciso da sua autorização pra te tratar do jeito que eu bem quiser!-retrucou Malfoy, virando e encarando-a.
- Mas o que houve?!? Por que está me tratando desse jeito?-perguntou Hermione, também ficando nervosa.
- Oras, você pode descontar sua raiva quando bem quiser me mim, não pode? Pois bem, estou te devolvendo na mesma moeda!
- Não pode fazer isso!É...É infantil!É ridículo!-reclamou ela, levantando as mãos pro céu-O que pensa que está fazendo?
- Não pense que pode me dizer o que fazer, ok? Ninguém pode! NEM VOCÊ NEM AQUELE VELHO ESCLEROSADO!-gritou Draco, ficando ainda mais pálido enquanto seu pescoço começava a ficar cheio de manchas vermelhas.
- Te enxerga, eu não falei NADA!-gritou Hermione em resposta.
- Então continue sem FALAR!-gritou o loiro, dando as costas para ela.

Hermione soltou o ar pela boca e foi atrás dele...O que aquele moleque tinha na cabeça afinal?

- Hei!-ela puxou Malfoy pelo braço, fazendo-o olhar para ela-Quem você pensa que é pra me tratar desse jeito? Tá pensando o que? Que é superior a ponto de me usar e depois me jogar fora como se fosse qualquer coisa?
- E quem VOCÊ pensa que é pra ainda estar na minha frente?-gritou o loiro, apertando o braço da garota-Se toca, garota! Em primeiro lugar, é LÓGICO que eu sou superior a VOCÊ! E em segundo, NÃO pense que VOCÊ é algo tão importante assim a ponto de eu me importar se estou te tratando direito ou não!
- Me solta! Você está me machucando!-rosnou Hermione, sentindo que a ferida era agora muito mais profunda.

A contra gosto, o loiro a soltou de forma violenta. Hermione massageou o braço, de olhos baixos, tentando não sucumbir na frente do garoto. Por que raios ele estava lhe tratando daquele jeito, Merlin?

- Vê se desaparece da minha frente, Granger! Da minha vida!-disse Draco.
- É! Tá bom, Malfoy!-respondeu ela, olhando-o nos olhos-Não se preocupe, vou desaparecer com o maior prazer! Mas, não me peça pra reaparecer depois.

E sem olhar mais para o loiro, saiu andando até sumir pela curva de um corredor.

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