Obs sobre o capítulo 13: aquela parte depois do que realmente aconteceu no banheiro, também é do sábado, Ok?
Então esse capítulo, o 14, é já na segunda-feira.
Obs. 2: Para quem quiser dar uma olhadinha... Estou com 2 drabbles (algo menor que shortfic) H² e um shortfic Neville e Gina...
Aqui estão os endereços:
-Gafes N/G: http://www.floreioseborroes.com.br/menufic.php?id=14575;
-Xeque H²: http://www.floreioseborroes.com.br/menufic.php?id=14574;
-Quase imperceptível H²: http://www.floreioseborroes.com.br/menufic.php?id=14571 - esta falta mais um capítulo^^
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Capítulo 14
-O que, afinal, ele disse a você – Harry indagou seriamente, cruzando os braços.
-Hey! Não me venha com esse seu ar reprovador! Eu não sou você, Potter. Eu erro. E perco a cabeça.
-Muito engraçado Malfoy - retrucou sob a ironia do loiro.
-Estava com vontade de bater em alguém e aquele otário me encarou por tempo demais – Draco retrucou com um sorriso zombeteiro.
Harry virou os olhos. – O que ele disse?
-Não faz diferença – Draco deu de ombros. – O que importa é que aquele advogadozinho de merda aprendeu do que eu sou capaz e ponderará duas vezes antes de, ao menos, dirigir a palavra a mim.
Harry ergueu a sobrancelha. – Tenho minhas dúvidas, Draco. Aquele homem não parece esse tipo de covarde – contrapôs pensativo.
Draco cruzou os braços, encostando-se à parede. - Sei o que quer dizer. Ele faz você pensar que está derrotado e, depois, inesperadamente, lhe apunha-la pelas coisas... Como Bella – o loiro falou com amargura mal-contida. – De qualquer modo – ele voltou ao seu tom natural. - Não faz diferença. É improvável que encontre esse cara outra vez – comentou com um sorriso torto. - Minha cota de caridade, pra vida inteira, gastei naquela noite. Bancando o marido da pobretona.
-Ginevra Weasley, você quis dizer, não? – o moreno corrigiu secamente.
-E quem mais eu chamo de “pobretona” por aqui, Potter? – retrucou com sarcasmo.
O moreno estudou Draco por um instante. - Percebi o quão caridoso estava sendo... – comentou maliciosamente. – Tão resoluto em agradar sua “esposa”, fiquei surpreendido. Verdade – disse irônico e balançando a cabeça, de maneira afirmativa. - Você não parecia estar fazendo tudo aquilo de má vontade ou irritado por estar em meio a “trouxas patéticos”, você sequer reclamou naquele lugar... E, incrível! Muito menos parecia lembrar que aquela a sua frente era a “pobretona”, como gosta de chamar, quando os vi dançando – Harry disfarçou o sorriso de divertimento quando observou o olhar desconsertado do loiro.
-Isso se chama “atuar”, Potter.
-Pensei que se chamava “encanto”, “arrebatamento”... Quem sabe, “paixão” – contrapôs astutamente.
Draco forçou um sorriso superior. - Paixão? Pela Weasley? Humfp! Você tomou o que antes de vir trabalhar, Harry? Diga-me, para eu nunca o comprar ou, certamente, correrei o risco de me “descobrir” apaixonado por aquela monstrenga.
-Mas, ainda assim, linda, não é Draco? – provocou.
-Vá pro inferno, Potter!
-Francamente, Malfoy, admita que sente atração pela Gina.
-Veja quem esta falando de atração! – o loiro chasqueou, sem vontade de respondê-lo. Harry ergueu a sobrancelha sob a frase. – Entrou mesmo no papel de “esposo” na festa, hm?
O homem de olhos verdes abriu a boca sem palavras por um instante. – De fato. Afinal, meu caro, estávamos representando um casal.
-Representação brilhante! – Draco bateu palmas, simulando entusiasmado. – Eu mal pude distinguir o real da farsa. Mas creio que você o fez, e bem, não é? Seria trágica a junção de ambos... – completou com uma voz falsamente preocupada. - Se bem que, se levarmos vocês em consideração... – ele levou uma das mãos ao queixo, segurando-o. Fingindo ponderar seriamente sobre o assunto. - já não saberemos bem como qualificar o que é ou deixa de ser amizade – e riu com ganas, mesmo sob o olhar de indiferença de Harry.
“A cada dia, as coisas entre esses dois – senhor ‘cicatriz’ Potter e senhorita ‘sabe-tudo’ Granger - ficam menos platônicas, mas, ainda assim, ambos insistem em intitulá-las como ‘amizade’” Draco virou os olhos “Cegos estúpidos”.
-Não tente nos entender – Harry disse aparentemente indolente aos comentários maldosos do colega. – Nossa amizad-
-Você continua chamando aquilo de amizade? – Draco o interrompeu sem acreditar. - Vai dizer que estava sendo muito amigo quando estava agarrando a Granger?
Harry rolou os olhos. – Se eu disser que nunca antes daquela festa havia beijado Hermione? Se eu disser, também, que sim. Fui muito amigo dela enquanto a estava “agarrando”, como gosta de chamar. E se eu disser, ainda, que não fui para a cama com ela àquela noite nem nunca, você iria acreditar? – indagou já sabendo a resposta, dando de ombros sobre o olhar incrédulo do loiro.
-Algumas vezes... Você me surpreende sendo mais bizarro que o Weasley caçula. O que é um fato impressionante, devo ressaltar.
-Vai trabalhar, vai Malfoy... É a melhor coisa pra tua mente – disse sentando-se e pegando uma pequena pilha de pergaminhos, que encontravam sobre sua mesa, para analisá-los.
-Por que as garotas não gostam daquelas mulheres? Das suas próprias amigas – Draco indagou sem se mover.
Harry riu. – Você não reparou o caráter duvidoso daquelas mulheres? Nem se incomodavam de estar na presença de seus maridos enquanto lançavam olhares, tocavam em nós.
-Pensei que fosse natural, estando perto de mim – Draco contrapôs, rindo-se em seguida. – Mas, Potter, não posso negar que, mesmo sendo trouxas e, desse modo, inferiores, eram – o homem estreitou os olhos e com as mãos desenhou no ar o “corpo” de um violão. – Wow!
-Eu sei – Harry retrucou com um sorriso maroto enquanto fazia uma anotação no roda-pé do pergaminho que acabara de ler.
-Quase posso considerar um fato infeliz não reencontrá-las mais.
Harry o observou por cima dos óculos. - Cuidado Malfoy. Mais umas saídas dessas e você será um adorador de trouxas nato.
Draco lhe ofereceu um sorriso safado. – Se eu tivesse trouxas daquelas a minha disposição, poderia pensar no caso.
-Apenas não deixe “sua esposa” saber disso. Gina mataria você antes que pudesse realmente aproveitar os benefícios. O orgulho dela vence até o suposto asco que detém a você em casos como esse – o loiro o encarou confuso. – É como se fosse um adultério – Harry simplificou dando de ombros.
-Mas eu não sou esposo dela!
-A questão é que aquelas mulheres acreditam que sim. E Gina, definitivamente, enfartaria se tivesse uma delas contando vitória as suas custas. E advinha em quem ela irá jogar toda sua frustração?
-Pois ela que se atreva! – retrucou em revolta, antes de se despedir.
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-Vê se olha por onde anda, idiota!
-Não me enche! – gritou enquanto seguia seu caminho cego pela indignação.
Gina estreitou os olhos perigosamente as costas dele. Malfoy bem-dizer a atropelara quando ia sabe-se lá para aonde com uma pressa e irritação palpáveis. – O que é Malfoy? É meio tarde para tirar o pai dar força, não? – indagou mordaz, o loiro se voltou para ela com velocidade.
A ruiva por um momento vislumbrou choque e dor em seus olhos e, por um instante, achou que havia ido longe demais. Lembrando-se, entretanto, da pessoa que estava a sua frente, acreditou que Draco merecia um pouco de seu próprio veneno.
-Ah. É você – falou com seus olhos faiscando em rancor. – O que quer, Weasley? Do que irá me acusar agora?
-Não me venha bancar a vítima. Conheço você.
Draco riu com desdém. – Se me dá licença, tenho coisas mais importantes para fazer que estar discutindo com – ele a olhou de cima a baixo. – você – retrucou olhando-a com desprezo.
-Não me detenha esse olhar – disse cerrando os dentes.
-De que outro modo poderia olhar para você, pobretona? – indagou fingindo surpresa. – Faça-me o favor, Weasley! A quem você pensa assustar com esse olhar? – ele riu lhe dando as coisas, seguindo seu caminho.
Antes que ponderasse sobre o que fazia, Gina tinha a varinha em mãos. Com um feitiço não-verbal, ela o trouxe para o seu lado (ou perto disto...). Rindo-se sob a confusão dele. – Hora de aprender com quem está lidando, caríssimo.
-Me ponha no chão, agora!
-Com o maior prazer... – retrucou, quebrando o feitiço e, assim, fazendo-o despencar de uma altura que beirava os dois metros.
-Você enlouqueceu!? Sua-
-Hã-hã-hã – o interrompeu enquanto balançava perto de seu rosto o dedo indicador de modo negativo. – Agora presta atenção – disse perigosamente calma, aproximando-se dele com a varinha apontada para seu peito. - Accio varinha - e no segundo seguinte a varinha de Draco estava na sua outra mão.
-O que quer Weasley? – o homem indagou arrogante, mesmo enquanto espaçava-se dela.
A mulher riu. – Eu? Nada... – continuou andando até que o encurralara. – Estou te fazendo vacilante? - indagou em seu ouvido. - Porque é bom começar a implorar...
-Eu não tenho medo de você, pobretona – redargüiu segurando seus ombros e afastando-a.
A mulher ergueu a sobrancelha, fitando-o. – Mas você mente tão mal, Malfoy...
-Pirou de vez ou o que?! – perguntou descrente.
-Estou apenas pagando na mesma moeda – retrucou numa piscadela. – Não se deve brincar com fogo, sua mãe não ensinou? – disse perpassando seu dedo pelo rosto dele. – Pois vou lhe mostrar.
Draco a fitou. – Mostre-me pequena, estou a sua disposição – falou com um sorriso cheio de escárnio. – Mas faça bem feito porque, se eu ainda puder me levantar, vai se arrepender de ter nascido.
Gina sorriu fazendo pouco-caso. – Isso é uma ameaça?
-Pague para ver.
Ela chegou bem perto de seu rosto. – Você é fraco demais para me assustar com ameaças. - comentou pungente.
-Posso dizer o mesmo de você – contrapôs mordaz. – Por falar nisso, vai demorar muito? Porque, desse modo, posso me sentar, sabe? Estou começando a cansar aqui de pé...
-Está desarmado, sob a mira de uma varinha e ainda age como se fosse dono da situação... Como consegue ser tão prepotente?
-Era pra eu começar a chorar agora? – indagou fingindo curiosidade. – Então, espera um minutinho aí. Calma... – ele olhou para o teto um minuto. - Desculpe, as minhas lágrimas secaram há uns doze anos atrás. – Disse lhe ofereceu um sorriso sarcástico.
Gina virou os olhos. – Você me envergonha.
Draco o olhou dos pés a cabeça. - A recíproca é completamente verdadeira, bemzinho. E mais, você me enoja.
A ruiva estreitou os olhos, um sorriso pequeno e torto formando-se em seus lábios. - Veremos – replicou antes de mordiscar o lábio inferior dele e invadir sua boca. Draco estava deveras entretido para interrompê-la... -Impedimenta – ela murmurou assim que seus lábios se afastaram, fazendo a cabeça do loiro bater com força contra a parede, deixando-o desacordado. – Bons sonhos. – Falou jogando a varinha do homem no chão e, com um sorriso cheio de maldade, deixando um galeão sobre ele.
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Ele sorriu ao encontrá-la no sofá. – Como foi o seu dia? – ela indagou sem levantar ao menos os olhos de sua leitura.
-Normal – disse retirando o sobretudo e afrouxando a gravata , observando-a. – Não houve muito que fazer. E você? – ela levantou por um momento o livro que tinha em mãos. – Não me diga que passou o dia inteiro aqui... Você ao menos comeu? – a morena deu de ombros. Harry estreitou os olhos, ela fazia aquilo para preocupá-lo?
O moreno fechou seu livro, fazendo-a encará-lo irritada. – O que?
-Quantas vezes eu disse que não gosto quando faz assim? – indagou olhando-a seriamente.
-Olha Harry, preciso mesmo ler aquele livro, então, se não se importa...
-Eu me importo – retrucou lhe interrompendo. – primeiro meu beijinho de “olá” – disse beijando-lhe levemente os lábios.
Hermione suspirou quando se afastaram. – Agora posso voltar a minha leitura? – indagou de modo sarcástico.
-Hoje não pegará mais em livro algum, carinho – Harry murmurou ao pé de seu ouvido, beijando em seguida o local.
Hermione balançou a cabeça lentamente. – Eu... eu preciso. Tenho que terminá-lo ainda hoje. Harry, Por favor... – pediu afastando-se enquanto ele preguiçosamente acariciava sua nuca.
-Sabe que faço isso para seu bem - sussurrou enquanto beijava o ponto abaixo de sua orelha direita.
Hermione o fitou completamente incerta. Aquela frase não poderia estar certa, não quando Harry a fazia ficar daquele modo. – Achei que era para me enlouquecer.
O moreno riu. – Isso também - retrucou, inclinando-se sobre ela. De modo que a mulher fosse obrigada a deitar-se no sofá tendo-o sobre ela.
-Ok. Eu já entendi. Pode me soltar agora – ela disse sem vontade de estar sob Harry. Não queria acordar aterrada na manhã seguinte com sonhos nada fraternais com ele. E, depois, perceber que, na verdade, era apenas um sonho.
-Não é tão simples assim, Mione. Além do mais, eu mando aqui – retrucou maliciosamente enquanto deslizava as mãos dos ombros, para os braços dela, segurando firmemente quando chegou aos pulsos. Depois os ergueu, estando estes acima da cabeça da amiga.
-Odeio quando faz isso – disse sem ao menos tentar afastá-lo, como sempre fazia.
-Eu discordo. Se odiasse, tomaria juízo e faria o que eu sempre mando.
A morena virou os olhos. – Francamente Harry. Como se perder um dia fosse me matar...
-Não importa, morena. Você me preocupa fazendo isso – retrucou fitando-a. – Qual é seu prazer em me deixar assim?
-Superprotetor – ela disse apenas.
-Devoradora de livros inconseqüente – contrapôs lhe dando língua. Hermione riu e o abraçou ao perceber que ele soltara seus braços; soltara talvez porque percebera que ela não faria mesmo qualquer esforço aquele dia para se livrar dele.
-Não se preocupe - ela murmurou. Fechando os olhos enquanto sentia seu alento em seu pescoço.
-Como eu posso não o fazer? Se a senhorita insiste em me dar motivos.
-Me desculpe, senhor Potter – pediu em motejo.
-Estou falando sério, Hermione! – disse em um tom perto do reprovador.
-Sabe, Harry, deixe-me lembrá-lo: você não é meu pai – comentou rindo.
O moreno a encarou com um pequeno sorriso. - Graças a Merlin – retrucou. Hermione ergueu a sobrancelha sob a resposta. – Quando, sendo seu pai, eu poderia fazer isso? – indagou mordiscando o lóbulo de sua orelha.
-É, certamente não o faria - ela retrucou num murmúrio.
–Ou isso? – continuou, desta vez cheirando e beijando-lhe algumas vezes o colo. Hermione apenas ronronou em resposta. –E isso? – murmurou beijando-lhe rapidamente sua boca. – hmm? – tocou seus lábios novamente, afastando-se em seguida. – Ou isso, outra vez? – e a beijou mais uma vez.
Calculando, desta vez, errado e ficando por um tempo maior que o suficiente com os lábios dela sob os seus. Ela observou de modo interrogativo os orbes verdes dele, mas o moreno não deu indicação que percebera seu olhar...
Harry roçou levemente os seus lábios sobre os dela e a morena sentiu como se seu ar fugisse por seus poros quando correspondeu a leve pressão.
Hermione entreabriu a boca, fechando, por fim, os olhos. O gosto de Harry lhe distraído sobre qualquer ponderam. Harry expirou, o gosto de Hermione lhe fazendo segurar seu rosto com firmeza, beijando-a mais fortemente do que qualquer código, mentalmente estabelecidos entre eles, permitia...
-Tem razão, sendo meu pai, de modo algum poderia e faria isso – a morena contestou sem ar e ferina, sorrindo torto.
Harry ergueu a sobrancelha e saiu de cima da amiga. – Vamos jantar.
-Estava apenas esperando você chamar – comentou levantando-se. – Eu ponho a mesa e você faz a comida.
-Que divisão injusta!
-Não retruque. Estou debilitada – contrapôs ironicamente.
-Apenas nestas horas a senhorita se lembrar da debilidade, hm? Muito conveniente - Harry sorriu a abraçando de lado, dirigindo-se à cozinha.
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(Continua)
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Olá!
Queria agradecer muitãoooo pelos comentários. E me desculpar em igual proporção pela demora...
Bom, desculpem os erros daqui...
E aí, gostaram? ^^ XD Até que fui boazinha, né? Hehe (isso foi maquiavelicamente planejado para não correr o risco de desaparecer “inexplicavelmente” XP).
Gostaram da nova capa? Espero que sim, uma montagem básica minha...
Beijoks gente! |