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11. Uma Noite a lá Slytherin


Fic: Obsessão Por Você - AVISO POSTADO!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A:Galera, esse cap é mt fofo! Por favor, comentem!!!!!

Cap.10: Uma noite a lá Slytherin

Se alguém insinuasse que aquele dia tinha sido fácil para Hermione, estava redondamente enganado.

Ela tivera que agüentar Lilá e Parvati perguntando sobre Malfoy o dia inteiro, os olhares assassinos de Rony e as brincadeirinhas que as sonserinas faziam no corredor...

“E aí Granger, que feitiço você usou para atrair o garoto mais cobiçado de Hogwarts pra você?”;

...ou...

“Ai, coitadinho do Draco, deve ter ficado seriamente míope para estar com uma sangue-ruim tão ridícula quanto essa!”.

Mas, finalmente, o dia tinha chegado ao fim. E agora, pensando em como seria bom estar debaixo de um chuveiro quentinho, Hermione esperava, a mais de 15 minutos, Draco ir jantar com ela ao lado da porta da sala de Poções. O loiro havia dito que não demoraria a voltar, que SÓ deixaria o material no dormitório e logo voltaria, mas, se tratando de um Malfoy, não era muito bom confiar naquilo. E Hermione, agora, prometia para si mesma que nunca esqueceria daquele detalhe.

Encostada na parede fria da masmorra, pela primeira vez, Hermione pensava seriamente no beijo que Malfoy lhe tinha dado. Ao se lembrar, uma sensação estranha percorreu seu corpo. Um rastro quente que passava por todo seu corpo e lhe despertava calafrios desconhecidos. Na verdade, era a mesma sensação que sentia quando Draco sorria ou tocava-a. Ela fechou os olhos, respirando mais pesadamente, e sentindo o cheiro de Draco envolve-la de uma forma alucinadora. E sem querer, desejou:

- Como eu queria sentir aqueles lábios de novo...

Abriu seus olhos. Ninguém à vista para atrapalhar seus pensamentos. Fechou seus olhos novamente, voltando a sentir aquela vontade louca de estar perto de Draco, de senti-lo novamente. Sabia que era loucura pensar naquilo, mas ela se sentia tão ligada a ele, que não podia evitar. Só de imaginar o toque dele em seu rosto...

Foi quando sentiu duas mãos agarrando-a pelo braço e sacudindo-a.

- Ai!-reclamou ela, abrindo os olhos.
- Dormindo em pé, Granger? Sabia que só os loucos fazem isso?-perguntou Draco, enquanto, segurava-a firmemente.
- Me solte! Você sabia que esse não é o tipo de coisa gentil pra se fazer pra uma garota?
- Claro. Mas você é algo muito mais do que uma simples garota! Você é Hermione Granger e é um exemplar perfeito do meu tipo de garota preferido!
- Posso saber por que você acha isso?-perguntou Hermione, tentando esconder como seu rosto estava vermelho ao começar a andar na direção do salão.
- Claro, você é bonita, é inteligente e muito teimosa, mas quando se erra em alguma coisa, fica sempre nervosa e vermelha. É, você é do tipo “Pimentão Difícil”. O meu preferido.
- Você está me comparando com um pimentão?-perguntou ela, se virando.

Draco ria, debochado.

- Malfoy!! Pare de ser idiota!
- Ai, Granger, vamos jantar, vai! Eu estou morrendo de fome!-disse ele, puxando-a pela mão.
- Ah, é? E eu estou morrendo de sono e nem um pouco a fim de comer nada.Tudo que eu quero é tomar um banho e ir pra cama, tentar dormir um pouco.
- Se você jantar comigo, prometo que te levo pessoalmente para o dormitório só pra você tomar o seu banho e dormir. Quem sabe eu não aproveito pra tomar banho e dormir junto com você?-perguntou o loiro, malicioso.
- Não banque o engraçadinho comigo, sr. Malfoy! Eu posso estar com sono, mas ainda não perdi a noção de com quem estou falando!
- Credo, está dizendo que eu não sou confiável?-perguntou Draco, se fazendo de espantado.
- Puxa, e você percebeu? Que garoto inteligente!-respondeu ela com ironia.
- Ai, Granger!-resmungou Draco, em tom baixo, preferindo não retrucar.

Retrucando, eles continuariam naquela discussão ridícula e possivelmente acabariam brigando pra valer, Hermione ficaria nervosa e pararia de falar com ele por um tempão e...aquilo não era nada bom! É, Draco não achava a idéia de ficar brigado com Hermione nem um pouco boa. Continuaram andando, Draco a arrastando algumas vezes pela mão enquanto Mione reclamava contrariada até chegarem próximos ao salão. Quando estavam á poucos passos do salão, o loiro percebeu que Hermione tinha empacado de vez e se virou.

- O que foi?-perguntou ele, vendo a cara de preocupada que a garota fazia.
- Você tem idéia que toda a escola inteira deve estar lá, reunida, só para nos ver juntos?
- Claro que sim! Afinal de contas, muitos poucos nos viram juntos...qual é o problema?
- Qual é, Malfoy! Vai estar todo mundo olhando pra nossa cara. Eu acho que não quero enfrentar isso...não hoje. Meu dia foi péssimo e tudo o que eu quero é dormir.
- Granger, se lembra do que eu te disse hoje de manhã? Que não importava o que os outros pensassem? Você sabe que precisamos ficar juntos pra solucionar tudo o que isso que está acontecendo com a gente e vamos descobrir o que está acontecendo, as pessoas gostando ou não! Agora, ande, vamos enfrentar aquele salão por mais cheio que esteja!-disse ele de forma firme.

Hermione ainda tentou fazer uma cara de vira-lata abandonado, mas não adiantou, Draco a arrastou para o salão do mesmo jeito. Andaram decididos até a porta do salão e então, pararam. Hermione tinha acertado. Parecia que Hogwarts inteira tinha combinado de jantar na mesma hora só para vê-los juntos, contando os professores que também estavam todos lá. No momento que o “casal” parou, todo o salão silenciou e ficou olhando para os dois. Draco olhou com uma cara de tremendo desprezo para as mesas da Corvinal e da Sonserina com a sobrancelha direita levantada. E sem perceber, Hermione copiou seu movimento, analisando os alunos da Lufa-Lufa e da Grifinória, também com a sobrancelha levantada. Os dois finalizaram o olhar em cima de Dumbledore, que levantou sua taça de vinho discretamente para eles. Naquele momento, o espanto no rosto de Hermione e o gosto na de Malfoy foram incríveis. Sem desviar o olhar de Dumbledore, Draco sussurrou:

- Quer dar o fora daqui?
- Com toda certeza..-respondeu ela, olhando para o loiro.

Draco a puxou pela mão e eles sumiram de vista do salão. Apesar de tudo aquilo ter sido extremamente rápido, cerca de menos de um minuto, Hermione estava tremendamente impressionada com a reação dos alunos em si. Não pensou que seria tão impactante como fora. Mas o mais engraçado fora o gesto do diretor...o que ele queria dizer com aquilo?

- Não, peraí! Três, dois, um...já!- disse Draco falando pra ela.

Quando ele terminou de contar, eles ouviram o salão explodir de comentários sobre o que acabara de acontecer. Draco riu ao ouviu toda aquela zoeira, sentando-se ao pé de uma armadura.

- Do que raios você está rindo, Malfoy?- perguntou Hermione, ao vê-lo ficar vermelho de tanto rir.
- Ah, nós somos o casal mais incrível da escola!
- Ah, Merlin, não acredito que você está rindo por causa disso!-reclamou a garota, sentando-se ao lado dele, aos pés da armadura.
- Qual é, tá todo mundo comentando, garota! Nós somos demais!-disse o loiro, inconformado pelo pouco caso que Hermione estava fazendo de toda aquela atenção.
- Ok, ok nós somos demais e como vê, não vamos jantar. Então, estou indo pra cama, ok?

Hermione até tentou se levantar, mas Draco a puxou de volta.

- Vai dormir uma ova! Eu quero comer, sabia?-resmungou o loiro, puxando-a de volta.
- Mata um homem e come, gracinha!-retrucou ela, levantando-se de novo.
- Homem? Prefiro matar uma mulher...O que você acha, Granger?-perguntou Draco, puxando-a dessa vez para seu colo, com um sorriso malicioso no rosto.
- Acho que você está muito engraçadinho hoje. Agora, me solta, anda!-respondeu ela, com um sorriso cansado.

Draco a soltou, deixando-a levantar e olhou para a garota com uma linda carinha de vira-lata abandonado.

- Que cara é essa, afinal?
- Já disse que estou com fome! Eu preciso comer alguma coisa, Granger!-reclamou o loiro.
- Oras, e por que você não vai jantar no salão?
- Qual é, eu não posso aparecer sem a minha “namorada” na frente do publico! Vamos voltar lá comigo, vai!
- Ah, não! Nem pense em me obrigar a voltar pra lá!-retrucou Mione, cruzando os braços. Draco suspirou, fechando os olhos e enfiando a cabeça no meio dos joelhos.
- Ah, meu estomago tá roncando!- reclamou o garoto.
- Está mesmo com fome, né?-perguntou Hermione, com pena.
- O que você acha? É claro que eu to, Granger.
- Ignorante desse jeito, eu não vou te dizer onde você pode jantar!
- Onde?-pulou o garoto de repente, segurando Hermione pelos braços.
- Eu te levo lá, vem!-respondeu a menina, rindo do desespero do loiro.

*


Draco estava junto de Hermione parado na frente de um terrível quadro que representava uma fruteira ridícula. Ok, ele tinha que dar uma folga já que Dumbledore não tinha o mínimo bom senso para decorar nada, mas...Aquele quadro era de um tremendo mal gosto. E o pior não era isso. Além dele estar parado na frente daquilo, Granger ensaiava alguma coisa pra dizer, como se ele fosse um pirralho de 5 anos de idade.

- Bom, Malfoy, o que eu vou te mostrar é meio...Meio, bom você vai entender e...Eu nem sei como te explicar...
- Granger, sabe, eu realmente estou com fome e não sei o que nós dois estamos fazendo aqui. Diga logo o que quer, antes que eu perca toda a minha paciência, ok?
- Oras, se você for indelicado quando estivermos lá dentro depois não diga que eu não avisei! Olha, o negócio é o seguinte: (não faça essa cara de desdém para mim, Malfoy), atrás desse quadro, está a cozinha. E claro, dentro da cozinha há...
- Panelas, garfos, colheres, e principalmente comida!-animou-se Draco- Vamos entrar!
- Eu não terminei. Há elfos domésticos aí dentro, senhor Malfoy!
- Ah, claro, elfos domésticos. Os velhos e burros serviçais dos bruxos...Grande coisa, Granger, vamos entrar!-retrucou Draco, sarcástico, tentando passar por Hermione.
- Se pretende entrar ali dentro com esse tipo de atitude, vou deixar você morrer de fome.
- Ã? Mas por que, Granger? Não vá me dizer que você é aquele tipo de bruxa que faz aquelas manifestações idiotas para a libertação dos elfos domésticos e seus direitos trabalhistas?-perguntou Draco.
- Existe esse tipo de manifestação?Puxa, preciso pesquisar mais sobre elas e..
- É claro que não existe, sua doida! Nenhum bruxo tá interessado nos direitos trabalhistas dos elfos, porque eles não têm nenhum!
- Ah, mas eu tenho o F.A.L.E.! Quem sabe eu não consiga convencer mais gente a participar do movimento!-começou a falar Mione bem animada-Você não gostaria de participar, Malfoy?
- Terra chamando Granger! Terra chamando Granger! Sabe, eu sempre te achei maluca!
- Ai, deixa pra lá...Olha, tudo o que eu quero é que você seja gentil.Dizer “por favor” ou “obrigado” não mata ninguém e faz muito bem para eles.
- Pra que, Granger? Eles nasceram pra servir, não precisam de palavras gentis.
- E você também não precisa comer.Tchau, Malfoy!-Hermione deu três passos antes de sentir seu braço ser agarrado por Malfoy.
- Não, Granger.Pelo amor de Merlim, eu faço o que você pedir mas eu preciso comer.
- Mesmo?
- Mesmo!
- Tá, mas..eu tenho mais uma coisa pra dizer.
- O que, Granger?-perguntou ele, já impaciente.
- Tem um elfo muito especial ali dentro que você já conhece e...
- Que elfo?
- Dobby!
- Dobby? Aquele elfo sacana e desobediente tá aí? Eu vô matar aquela coisa cinzenta e excêntrica.
- Não! Escute bem, Malfoy, o mestre de Dobby agora é o Professor Dumbledore e se ele não quiser nos atender por eu estar com você..bom, ele está em seu pleno direito.
- Ah, é? O que mais ele conseguiu? Salário e folga todos os meses?
- Olha você adivinhou!
- E quando eu digo que aquele velho tá caduco, ninguém me ouve. Ok, Granger, eu vou ser educado, não vou tratar o elfozinho assalariado mal contanto que eu COMA, entendeu?-gritou o loiro no final.
- Me espera aqui, então. Se estiver tudo bem com Dobby eu mando você entrar.-disse ela, contando até 10 mentalmente para não explodir com o garoto e ir pra cama.

Ela se virou e fez cosquinhas na pêra que estava na fruteira. Esta imediatamente se tornou uma maçaneta, que ela abriu com cuidado e entrou no aposento fechando a porta-quadro atrás de si. A enorme cozinha se mostrava movimentada como sempre, cheia de elfos correndo daqui pra lá, colocando travessas e mais travessas de comida em cima das mesas respectivas às das casas, no andar de cima que sumiam num passe de mágica. Não demorou muito para um bando de elfos que não batiam nem na cintura de Hermione se acumularem em volta dela perguntando se desejava algo e oferecendo diferentes alimentos. Hermione recusava educadamente até que ouviu um guincho esganiçado que vinha do outro lado da cozinha.

- Senhorita Grangerr!!!-gritou Dobby, totalmente reconhecível no meio de tantos elfos.
- Dobby!!-respondeu Hermione ao ver o elfo correndo até ela.

O elfo usava meias desaparelhadas, uma vermelha com estrelinhas amarelas e uma laranja berrante com o nome do próprio Dobby escrito, mas de forma errada: Dubi. Usava também uma saia escocesa e uma camiseta roxa escrita CHEFE em letras brilhantes. O “look” terminava com um boné pink contrastando com as enormes orelhas do elfo.

- Senhorita Grangerr! Ah, quanto tempo! Dobby fica muito feliz com a visita da senhorita...Dobby e...e....emocionado ao ver senhorita, a grande amiga do grande e generoso Harry Potter e do Wezley dele!
- Obrigada, Dobby! Faz muito tempo que eu não venho aqui mesmo.
- Muito...muito tempo senhorita! A senhorita quer comer? Senta e come! Como vai o grande Harry Potter e o Wezley dele?-falava o elfo sem parar, enquanto empurrava uma cadeira para Hermione.
- Dobby, obrigada por isso. Harry e Rony vão bem...eu acho!
- A senhorita acha? Por que? Conte a Dobby o que Dobby não sabe...Aconteceu alguma coisa com o grande Harry Potter e o Wezley dele?
- Não! Não, Dobby, não aconteceu nada. É que Harry e Rony estão brigados comigo.
- Ora, mas por que, senhorita Granger?-perguntou o elfo, arregalando os enormes olhos.
- Porque, bom, Dobby, eu vou te contar. Porque eu estou namorando com alguém que eles não gostam muito.-disse a garota devagar, esperando a reação do elfo.

Só não esperava que o elfo desse saltinhos, abanando as enormes orelhas e batendo palmas.

- A senhorita está namorando? Puxa, Dobby fica muito feliz em saber disso, srta. Granger! A senhorita sempre tão quieta e arrumadinha conseguiu arrumar um namorado e...-de repente, Dobby parou e desfez o sorriso que tinha naquela carinha engraçada- Desculpa, srta. Granger! Dobby fala demais...Dobby mau! Dobby mau!-começou a gritar o elfo, desesperado, tentando meter a cabeça na cadeira que oferecia a Hermione.
- Dobby, NÃO!-gritou Hermione, ajoelhando e afastando-o da cadeira-Dobby, não precisa se desculpar! Você tem razão, eu sempre fui muito certinha e é meio estranho estar namorando, você só disse o que achou. Não fiquei triste, não se preocupe, tá?
- Ah, srta. Granger. Dobby muito agradecido!-guinchou o elfo, se jogando nos braços da garota.-A senhorita pode trazer seu namorado para jantar aqui se quiser. Será uma grande honra para Dobby!
- Tem certeza, Dobby? Sabe, é porque o meu namorado é o Draco Malfoy, filho de Lúcio Malfoy, seu antigo mestre.-disse ela, devagar.
- Draco Malfoy, o pequeno mestre? Ah, não, Dobby não fica feliz em saber disso.-disse Dobby, se soltando dela.
- Dobby, acredite em mim, ele mudou. Está diferente, entende? Esse ele fizer qualquer grosseria, eu juro que nunca mais venho aqui!
- Nunca mais, srta. Granger?-agora o elfo tinha os olhos marejados de lágrimas.
- Nunca mais.
- Então...Então Dobby deixa o pequeno mestre vir jantar aqui. Não tem problema.
- Ah, obrigada, Dobby eu vou chamá-lo!

Hermione se levantou e foi até a porta da cozinha, aliviada por ter convencido o elfo. Ela entreabriu o quadro e saiu, encontrando Draco sentando de frente para o mesmo.

- E aí?-perguntou ele, se levantando.
- Digamos que eu consegui!-respondeu Mione, sorrindo.
- Aé!!!! Draco Malfoy se aproxima, ele está colado na besta do Potter, e ele estica a mão e...BUM! O loiro mais gostoso de Hogwarts agarra o pomo, dando a vitória para a Sonserina...A multidão delira...AAAAAAHHHHHH!-comemorou o garoto, dando alguns saltos e se exibindo.
- O que que é isso??-perguntou ela, rindo-Acho que a fome afetou o seu cérebro!
- Anda, Granger, vamos!-exclamou Draco, empurrando a garota.

Ainda sorrindo, eles entraram na cozinha. Dobby veio correndo recebê-los enquanto outros elfos postavam um banquete digno da rainha para eles em uma mesa do lado oposto das mesas das casas. Draco até foi bastante educado com o elfo que se encheu de alegria e os guiou até a mesa. Depois? Bom, até que o jantar correu de uma forma maravilhosamente bem. O loiro conversou civilizadamente com Dobby que não saiu dali durante toda a refeição e quando se esquecia de agradecer ou pedir algo de forma educada, Hermione lhe metia um pisão no pé por debaixo da mesa. Quando a sobremesa chegou, já havia se passado mais de uma hora que eles estavam lá dentro e eles ficaram mais meia hora, já que Hermione engatou sua conversa sobre o F.A.L.E com o elfo excêntrico. Muito tempo depois o “casalzinho” conseguiu sair ilesos de tantas reverências de todos aqueles elfos (só Draco que aproveitou para pegar mais algumas bombas de chocolate para comer depois). Já do lado de fora, Hermione se sentou no chão acompanhada de Draco.

- Ah, Malfoy, muito obrigada. Você...Você foi esplendido! Nunca pensei que pudesse ser tão educado!-reconheceu ela, admirada enquanto via o garoto abocanhar umas das bombas de chocolate.
- Claro que fui, eu sou demais!-se gabou ele, depois de engolir o doce- Mas, e você? Que história é essa de F.A.L.E?
- Por quê? Você gostou da minha idéia?-perguntou ela, animada.
- É uma idéia totalmente maluca, Granger!-disse ele-Mas combina com você!
- Ah, muito obrigada pelo elogio!-zoou ela.
- De nada...Quer um pedaço?-perguntou ele, oferecendo o último pedaço da bomba.
- Não, to satisfeita.
- Melhor, sobra mais pra mim.-disse ele, engolindo o resto da bomba de uma vez.
- Você não tem jeito...Peraí, me deixe ver esse relógio.-disse ela, puxando o braço de Draco e espiando as horas em um relógio que aparentava ser caríssimo-Meu Deus, são meia noite e meia!
- E daí?
- E daí? E daí que se Filch nos pega eu corro o risco de perder o meu distintivo de monitora-chefe, Malfoy!
- Ei, você se esqueceu que você não é a única monitora aqui? Se você perder o distintivo, eu também corro o risco de perder o meu.
- Oh, grande consolo!-zombou ela novamente.
- Vem cá, Granger, você ainda tá com sono?-perguntou Draco, ignorando-a.
- Pra falar a verdade, não!
- Vamos dar uma volta por aí?
- Uma volta? Tá doido? E se o Filch nos pega?
- Se a gente ouvir alguma coisa, é só se esconder e esperar passar. É pra dar uma volta e não sair por aí batendo o pe’a fim de acordar o castelo inteiro!-Hermione fez uma cara de dúvida, mordendo o lábio inferior-Ah, vai Granger! Qual é o problema nisso?
- Ah, tá bom, vai! Mas não vamos demorar, não quero chegar tarde na torre.
- Tá, e pra onde você quer ir?-perguntou ele, já se levantando.
- Sei lá, me mostre as masmorras já que a Sonserina fica por aqui.-respondeu ela, enquanto Draco a puxava pelas mãos, ajudando-a a se levantar.
- Ok, vamos lá. Siga o mestre.-brincou Draco andando, enquanto Hermione ia atrás dele.

Eles andaram um bom tempo naquele labirinto de túneis e conversando sobre os mais diversos assuntos. Hermione explicou suas idéias sobre o Fundo de Libertação dos Elfos Domésticos e falou um pouco sobre si mesma, sobre suas idéias sobre a magia em si e algumas coisas mais e até se surpreendeu ao ver que Draco discutia os assuntos com ela normalmente dialogando de forma civilizada e totalmente ciente do que ela estava falando. Acabaram por descobrir que tinham muito comum: os pensamentos sobre o mundo, sobre as pessoas, sobre a vida, sobre a morte...Enfim, sobre quase tudo. Só não tocaram no assunto do beijo nem do psicopata que estava perseguindo-os. Parecia até um acordo que tinham estabelecido naquela noite: aqueles eram assuntos proibidos., assim nenhum dos dois se estressaria com o outro e continuariam a conversar normalmente sem discussões e com uma boa pitada de humor. Os minutos passaram rapidamente enquanto eles discutiam sobre tudo aquilo até que Draco disse:

- Ei, você quer conhecer a minha casa?
- Conhecer a Sonserina? Mas, é contra as regras, Malfoy!-disse ela, repreendendo mentalmente sua memória por se lembrar que quase invadira a Sonserina no 2ºano com Harry e Rony.
- Ah, não tem nenhum problema. Depois você pode me mostrar a Grifinória e ficaríamos quites...O que você acha?-perguntou ele, em tom de proposta.
- Ah, tá vai! Mas se formos pegos vou dizer que você me agarrou e me levou até lá a força.-brincou ela, marota.
- Até que não seria uma má idéia!-dizendo isso, Draco a pegou no colo.
- Não, Malfoy! Me põe no chão, seu besta!-esperneou ela, e Draco a colocou novamente no chão.

Rindo, ele a puxou pelo pulso e eles tomaram outro caminho na direção da Sonserina. Hermione olhava tudo em volta, interessada. Tantos anos em Hogwarts e ela nunca pensara que a escola pudesse ser tão grande daquele jeito. Aquela era uma Hogwarts totalmente diferente para ela. Era uma Hogwarts escura, fria, com cheiros, ruídos e sombras muito diferentes dos que havia nos andares superiores. E caminhar ali, ao lado de Draco, era de certa forma, reconfortante. E apesar de nunca ter andado por aqueles lados, Hermione sentia como se já conhecesse todos aqueles corredores, todas aquelas curvas. E sabia que aquelas sombras podiam ser ou amigas ou inimigas, só bastava olhar para um de seus ângulos. Aquele ar frio que circulava por ali, trazia sons passados...Vozes...Risos...Choros...Gritos...E aquelas paredes pareciam possuir um pedacinho de si mesmo e de tantas outras pessoas já (des)conhecidas que ela podia permanecer ali, ouvindo as conversas, sentindo os cheiros e respirando aquele perigoso cheiro de menta do garoto ao seu lado. Muito estranho? Talvez a alma dela já estivesse acostumada com o “estranho”, por mais perigoso que ele se mostrasse...

Mas, de repente, uma corrente fria passou pela espinha de Hermione, deixando-a alerta. Ela sabia de certa forma que de repente alguma coisa ficara muito errada por ali. Instintivamente ela segurou o braço de Draco com força, que continuava a falar sobre alguma coisa bastante animado.

- Ué, o que foi?-perguntou ele, olhando para ela, enquanto parava.
- Não é...Nada! Só senti uma coisa esquisita, não se preocupe.
- Tá, estamos quase chegando. Está demorando por que estamos andando muito devagar.-disse ele, recomeçando a andar.

Viraram uma curva, para entrar em um próximo corredor. O corredor era enorme, muito maior que os outros e bem no seu meio se mostrava iluminado. No fundo podia-se ver que o corredor seguia para o lado, mas havia um trecho de parede de pedra, lisa e úmida, bastante diferente do resto das masmorras.

- É ali!-apontou Draco para a tal parede-Granger, você está bem?
- Estou, é que estou me sentido meio esquisita.
- Quer voltar? Posso te levar até perto da Grifinória se quiser.
- Não, não precisa Malfoy. É só um...mau pressentimento!
- Então, tá! Vamos. Torça para não ter ninguém no salão comunal.-concordou ele, andando mais rápido, visivelmente animado.

Recomeçaram a nadar e quando chegaram na metade do corredor, Hermione pode ver da onde vinha àquela luz. Naquele espaço, a parede do corredor dava uma recuada, deixando um amplo espaço. Nesse espaço havia algo que mostrava que aquele era território da Sonserina: um enorme quadro de Salazar Slytherin se mostrava. Hermione parou diante daquela espécie de altar, iluminado por dois enormes archotes. O quadro era assustador naquela luz tremulante das chamas e mostrava o fundador da Sonserina sentado em um enorme trono, acariciando uma cobra negra de olhos brilhantes, que jazia enrolada no seu colo. O homem, vestido em trajes elegantes num verde escuro e tons de roxo, estava de capuz e luvas de couro, e mostrava-se com uma expressão bastante indecifrável e terrivelmente maldosa. Hermione olhou profundamente naqueles olhos negros, no mesmo tom da barba e se sentiu enojada. Atrás de Salazar, havia uma grande tapeçaria com o símbolo da Sonserina. Ela se soltou de Malfoy e caminhou até o quadro. Draco foi atrás dizendo:

- Gostou? Esse quadro foi colocado aí no início do ano. Um monte de sonserinos o adoram.
- Esse quadro já estive aqui antes.-disse Hermione baixinho, enquanto tocava o quadro. A tinta parecia pesada.
- Como sabe?-perguntou Draco, se postando agora ao lado dela.
- Eu não sei...Só sei.-murmurou ela, passando os dedos agora sobre a cobra. O quadro era grande demais para que sua mão chegasse além dali.
- Granger...você está bem? Tá, sei lá, vendo alguma coisa?-perguntou Draco, tocando de leve a mão que ela mantinha sob o quadro, assim como seus olhos.

Hermione virou de repente seus olhos castanhos em cima dos de Draco e confirmou levemente com a cabeça. Sim...E tudo começou a girar, envolta em uma luz cegante...

*


Ela estava parada mais uma vez, na frente do quadro. Ele disse que não ia demorar e ela já estava esperando há quase meia hora! Se fosse uma sonserina, pelo menos estaria sentada lá dentro na frente da lareira, mas como era uma grifinória, estava congelando encostada naquela parede de pedra fria.

E estava em frente ao quadro. Ela nunca soubera como Ele achava que podia se encontrar ali, sem ser interrompido. Não soubera até aquele dia. Ele novamente tinha lhe enviado uma daquelas malditas cartas com apenas três palavras: Rei das Serpentes...Agora ela sabia o que Ele queria dizer quando queria se encontrar com ela ali...E ela estava ali, mas não usaria aquelas palavras. Nunca as usaria.

Também não contara nada a Anthony...Não queria deixa-lo mais preocupado do que estava. Ele não podia mais arranjar, podia perder até o distintivo de monitor-chefe e ela não queria que aquilo acontecesse. Desencostando da parede, ela caminhou decidida até o quadro, pousando uma de suas mãos nele. Percorreu-o devagar, sentindo a tinta grossa e aquele frio na barriga que sentia quando se aproximava dali. Fechou os olhos, respirando pesadamente, sentindo o gosto de sangue na boca...De repente, sentiu uma vontade imensa de dizer...

- Rei das...-começou ela, baixinho.
- Chris? O que houve?-perguntou alguém atrás dela.
- O que?-Christine se virou, sorrindo para Anthony-Não houve nada, querido.
- Que bom, você sempre fica esquisita quando fica perto desse quadro.-respondeu, Tony, envolvendo a cintura dela com os braços fortes.
- Vamos sair daqui, sim? Estou morta de fome!-brincou ela, procurando manter o sorriso para o namorado.
- Eu também...Demorei?-perguntou o loiro, puxando-a para longe dali.
- Ah, imagina, senhor Malfoy! Meia hora não é nada...-riu ela, enquanto batia-lhe no braço.
- Você se vinga de mim no próximo baile, ok?-perguntou ele.

Anthony continuou falando e nem percebeu, quando estavam virando o corredor, Christine dizer baixinho...

- Serpentes.

...Enquanto olhava fixamente para o local iluminado em que estavam á pouco. Então, tudo começou a girar e uma explosão de luz cegou-os...

*


Hermione se desequilibrou, totalmente tonta, e caiu em cima de Draco que a segurou, rapidamente. Ela começou a tossir no pescoço do garoto, cuspindo sangue pela boca.

- Granger...Ai, Granger!-dizia ele devagar, enquanto sentia-a fraquejar, escorregando.

Foram os dois para o chão. Draco pegou o rosto dela com as duas mãos. Hermione estava totalmente pálida, e vomitava muito sangue, manchando a si mesma e ao loiro, enquanto tentava dizer alguma coisa para ele.

- Calma, depois você fala o que quiser. Mas, fique quietinha, tá?-disse ele, meio desesperado, enquanto tirava um lenço do bolso e passava sobre a boca dela.
- Mal....Malfoy, eu...-tentava dizer ela, enquanto tossia.
- Fique quieta, Hermione!-ralhou Draco, chamando-a pelo primeiro nome.-Escute, sabemos o que houve. Revivemos uma lembrança da Christine, foi isso; mas discutimos isso depois. Fique quieta, está bem?

A garota ficou quieta, a visão martelando em sua cabeça sem parar. Draco a pôs para tossir no lenço, enquanto pegava outro para limpar seu pescoço, pouco se importando se ela estava tossindo em cima dele ou não. Alguns minutos depois, a crise de Hermione diminuiu consideravelmente e ela ficou respirando ruidosamente, sentada no colo do garoto. Quando o loiro percebeu que ela já respirava normalmente, disse, em tom baixo:

- Ei, você dormiu por acaso?-Hermione respondeu balançando a cabeça negativamente.-Já está mais calma? Acha que dá pra ir pra Grifinória?
- Acho...Acho que sim.-respondeu ela, se afastando do loiro para olha-lo nos olhos.
- Acho melhor eu te levar até lá, não é? Você não está me condições de voltar sozinha.-dizendo isso, ele se levantou, levantando-a junto-Vem, vamos, é melhor você tomar um banho e ir pra cama.

Draco a segurou firmemente pela cintura, sustentando-a. Hermione se sentia terrivelmente fraca, e não disse mais anda enquanto o loiro praticamente a arrastava pelas masmorras. Uns dez minutos depois, eles chegaram à escada que levava ao Salão de Entrada. Tiveram que parar um pouco porque ela voltou a tossir em cima do lenço de Draco. Este preocupado, dividia suas atenções com ela com o castelo, aguçando os ouvidos para ver se ouvia alguma coisa. Depois de alguns minutos, eles voltaram a andar, Hermione agora dizendo por onde ele devia ir. Quando chegaram ao pé da torre, a garota já se sentia bem melhor e disse:

- Malfoy, volte para a Sonserina. Posso continuar a partir daqui.
- Vou voltar uma ova! O seu salão comunal fica na torre?-retrucou Draco, apontando a escada que levava ao alto da torre com a cabeça.
- Fica.-respondeu ela.
- Então, vou te levar até lá em cima.-disse o loiro, decidido.
- Malfoy! Eu já estou bem! É assim, mesmo, eu fico um pouco ruim, mas depois melhoro, posso subir sozinha.-teimou ela.
- Não pode, não. Só vou voltar quando souber que você está bem. Agora, vamos!

De cara fechada, Hermione se deixou agarrar por Draco e subiu as escadas com a ajuda dele. Ela já estava melhor, apesar de sua cabeça doer alucinada. Quando chegaram lá em cima, o loiro olhou em volta e disse:

- Qual é a entrada?
- É atrás do quadro da Mulher Gorda, mas você não vai me levar até lá dentro, ouviu? Posso me virar sozinha a partir daqui.-disse ela.
- Puxa, quanta gratidão.-zombou ele, mas sem largar da cintura dela.
- Malfoy, me desculpe, mas é perigoso você ficar andando sozinho por aí há essas horas. Só volte para a Sonserina o mais rápido possível, tá?-disse ela, se desculpando, enquanto o abraçava.
- Tá, eu vou...Vai ficar bem sem mim?-perguntou ele, enquanto Hermione se soltava parcialmente a fim de olha-lo nos olhos.
- Eu acho que consigo me arranjar. Depois conversamos...Só tome cuidado com aquele quadro, tem alguma coisa errada ali. Tenho certeza disso!
- Tá, vai diz logo a senha. Só saio daqui depois que te ver entrar.-insistiu ele.

Hermione revirou os olhos para cima e se virou na direção do quadro da Mulher Gorda.

- É, será que a senhora podia acordar?-perguntou Hermione para o quadro, dorminhoco, em tom baixo.
- EI!-falou Draco alto, que estava agarrado a ela, pelas costas com os braços envoltos em sua cintura.
- Ah!?O que foi?-perguntou a Mulher Gorda, acordando assustada-Oras, mas o que vocês dois estão fazendo fora da cama uma hora dessas?-perguntou ela, severa.
- Será que a senhora só podia abrir a porta pra mim? Por favor, sem perguntas!-perguntou Mione, toda educada.
- Claro, querida. Mas que aparência horrível!O que andou fazendo?...Oh, desculpe, sem perguntas!Diga-me a senha, então.
- Viracocha!-disse Hermione.

A Mulher Gorda, fazendo um gesto exagerado abriu o quadro para ela. Hermione se soltou de Draco, e deu alguns passos na direção do quadro dizendo:

- Tchau, Draco!
- Ei, que despedida mais sem graça é essa?-perguntou o loiro, se fazendo de indignado e puxando-a com força pelo braço.

Hermione girou e parou colada ao peito de Draco, a poucos centímetros da boca rosada de Draco. Ela olhou dos olhos cinzentos dele para aquela boca desejosa, se sentindo estremecer invonlutariamente. E antes que pudesse pensar em dizer alguma coisa, o loiro diminui a distância entre as bocas dos dois, dando-lhe um beijo doce, sem língua, com um estranho gosto quente de chocolate misturado com sangue. Logo depois a soltou.

- Isso que é uma despedida de respeito.-disse ele, sorrindo de forma marota.
- Você não toma jeito.-disse Hermione, com uma expressão brava.-Agora, me deixe ir.
- Ok. Boa noite!-disse ele, beijando-lhe a testa e soltando em seguida.

A garota então se encaminhou para o quadro, mas se virou antes de entrar, sorrindo para ele:

- Boa noite, Malfoy!

E então entrou. Draco soltou um “Yes!” baixinho e se despedindo da Mulher Gorda, que já estava bocejando, desceu as escadas.

*


Hermione saiu do chuveiro quente, mexendo o pescoço, de olhos fechados. Ela abriu os olhos para seu reflexo, enrolada na toalha. A cor já tinha voltado ao seu rosto e o gosto da boca de Draco ainda estava na sua, da mesma forma que o cheiro dele estava em seu corpo.

Dando um meio sorriso, ela colocou as vestes sujas no cesto de roupas do banheiro, e voltou para o dormitório que se encontrava vazio, já que Lilá e Parvati ainda deviam estar namorando com Dino Thomas e Sismas Finnigan. De repente, se sentiu feliz por estar pensando no que as colegas de dormitório deviam estar fazendo com os namorados já que fazia muito tempo em que ela não pensava em algo que qualquer adolescente de sua idade estava acostumada a pensar Se jogou na cama, pensando em Draco. Ela sabia que não devia querer pensar nele, mas ela queria e queria muito! Aquela espécie de ligação entre eles estava se tornando ainda mais forte e Hermione agora pensava seriamente se aquilo já não podia estar se tornando algum sentimento diferente do que aqueles que ela sentira a vida inteira por ele.

Conversar com Draco era bom. Ouvi-lo falar era bom. Ser abraçada por ele era bom. Vê-lo sorrir era bom. Estar com Draco era bom. Sentir os lábios do loiro então...Era muito bom! E pensar que ele era tão especial assim, chegava a causar uma espécie de medo. Mas era aquele medo do perigo bom, aquele medo que você gosta de sentir. Aquele era um perigo, um risco, que ela gostava de sentir. Estar com Draco Malfoy, por mais estranho que pudesse parecer, era incrivelmente bom!

E o que era mais estranho ou engraçado era que ela passara a conversar com ele há tão poucos dias e, assim, do nada, ela sentia que o conhecia inteiro. Por dentro e por fora. Isso era algo totalmente inexplicável, mas...Quem disse que tudo precisa ter uma resposta lógica? Hermione sabia que antes pensava assim, mas, agora, com tudo o que estava acontecendo ela começara a duvidar muito dessa tal palavra que não significa nada: lógica! Antes melhor seguir seus sentimentos do que a lógica...A magia não era lógica! A vida não era lógica! A mente não era lógica! O sorriso de Draco Malfoy não era lógico!

Não era lógico, mais era perfeito! E pensando em tudo isso, Hermione vestiu um pijama e escovou os dentes. Quando foi se deitar que viu que ainda estava com o lenço de Draco. Lançando um feitiço, ela fez com que o lenço voltasse a ficar limpo, sem manchas de sangue. Iria devolver o lenço para ele no dia seguinte e agarrada a aquele pedaço de pano, ela se deitou e fechou os olhos, sentindo o cheiro de menta do loiro a envolver de uma forma alucinadora, causando calafrios, causando calores. E assim ela adormeceu para uma noite sem sonhos.

*


Enquanto Hermione estava a pensar sobre Draco, o próprio senhor Draco Malfoy andava rapidamente pelo castelo, voltando para as masmorras. Pegando alguns atalhos, ele não demorou muito a chegar ao seu destino. Mas apesar de seus pés estarem indo automaticamente aonde ele queria, sua mente estava muito longe, exatamente nela, que agora tomava banho: Hermione.

Hermione Granger...Sem querer, aquele nome vinha mexendo muito com ele nos últimos dias. Era estranho, ele sabia, pensar em Hermione daquela maneira, mas, o que podia fazer? Na noite anterior ele chegara a sonhar com ela. Sonhara que a beijava, que eles se amavam, mas as cenas não seguiam uma ordem. Algumas apareciam como na época em que eram apenas crianças e se detestavam. Então, se mostravam em plena adolescência, rindo, conversando...Tinha sido um sonho confuso, sim, mas um sonho maravilhoso, na opinião de Draco. Ele já não conseguia não pensar nela, já não conseguia ficar sem vê-la, sem senti-la, sem respirar aquele irresistível cheiro de canela que emanava daquele corpo lindo e frágil...

E já não podia ficar sem contar a ela tudo aquilo. Muitas vezes no dia se perguntava o porquê daquilo tudo. As horas que passavam longe dela passavam se arrastando e ele já não conseguia prestar atenção em anda que não fosse ela. Ficar com ela agora se mostrava a prioridade de sua vida. E ele ia ficar com ela! Ele não sabia o porque de querer tanto aquilo, mas sabia que agora que a tinha perto de si, complicada do jeito que era, não deixaria ninguém mais tira-la de si. Talvez aquilo fosse resultado das visões, ou das conversas, ou dos olhares, ou dos abraços, ou de qualquer outra coisa, mas ele sabia que não podia mais ficar distante dela. E sabia que seria capaz de passar por cima de tudo para vê-la feliz e com ele.

Qual não foi a surpresa de Draco ao se ver novamente na frente do quadro de Salazar Slytherin. Pela primeira vez, ele olhou direito para aquele quadro e pela primeira vez, sentiu algo estranho percorrer seu corpo. Uma raiva imensa o atingiu de repente e como ele queria ter força para destruir aquele quadro com suas próprias mãos... Por que estava sentindo aquilo? Olhando pela última vez no quadro, ele se encaminhou para a entrada secreta a da Sonserina. Disse a senha (Puro-Sangue) e entrou, sem reparar em um par de olhos brilhantes observando-o do outro lado do corredor.

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