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5. A nova professora de poções


Fic: Desejo e Reparação HIATUS


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Agradecimentos:

Juu: obrigaada amiga pelos coments, e eu perdoo o seu marketing báasico aki! hauahuahauha brigada por me aturar e por esperar ansiosamente esse capítulo no msn...desculpa qualquer coisa! ;*

Fernando: ai meu deus, qnta bajulação hein! hahahaha até parece...eh q soh agora q deu coraagem mesmo p escrever e axei o meu shipper ideal: ss/hg! e sobre akele negocio da balança...ficou tosco neh, mas q bom q gostou (frase feita d coração hein) ;*

Gi: hahahaa fiquei sim, mas fazer oq né...agora o sev não vai ficar tão sozinho como antes...;* continue leendo, adoro os seus coments :D

Dark Mell Lestrange: q bom q gostou!! hahahaha adorei tbm essa mordida da mione, akele safado merecia mais, mas nda q uma boa mordida p fzer ele calar a boca! tá q nao foi uma mordida tipo da noiva em kill bill 1, mas na proxima vez eu faço a mione morder dakele jeito! hahahaha ;*

Gabi__Granger: obrigada viu! valeu meesmo por ler a fic e continuar comentando! pois é akele zimmer é um idiota mesmo...mione tá + proxima do sev dessa vez...;*

Pathy Potter: valeeu pathy por ler a minha fic viu? ehh, agora a mione tá em hogwarts, até q enfim neh? hauhauhaa ;* e continue lendo

asabezerra: obrigada viu! como a propria jk falou, nada q uma boa bagagem de livros nao faça..hauhaua ta q ele nao falou com essas palavras, mas foi por aí.. continue leendo! ;*

Grazielle: obrigada por ler e comentar viuu! novo caap chegaando..;*

E a todos q leem mas nao comentam, continuem lendo, divulgando, etc etc! Obrigada e boa leitura! :D

Capítulo V

Hermione respirou fundo. Sabia que a qualquer hora seria abordada e teria que falar sobre o seu passado que não conseguia enterrar. Parou de andar, como todos os outros, ficando de frente para Rony. Sentiu seus pés se afundarem cada vez mais na neve, mas talvez fosse só impressão sua. Ergueu o olhar até encontrar os olhos azulados de Rony. Ele estava com uma expressão de ansiedade, aliás, todos estavam assim, estáticos, esperando por uma explicação.

- Ok..vou começar. Depois da formatura em Hogwarts, no dia seguinte, pegamos o trem para casa, certo? Pois bem...me despedi de vocês, como sempre, e fui embora com meus pais para a nossa casa. Até aí tudo bem. O problema foi que depois de um tempo, o mais óbvio aconteceu e eu não tinha pensado nisso antes, achando que tudo tinha acabado mesmo...pura ingenuidade.

- Do que você ta falando, Mione?

- Peraí Gina, deixa a Mione continuar..tá tudo bem?

- Ta Rony..só deixa eu pensar aqui um pouco...

- Continuando..- suspirou Mione- os Comensais invadiram a minha casa quando eu não estava dentro...vocês sabem que eu sempre caminhei em Hogwarts não é? Então, fui caminhar de manhã e depois passei na padaria. O que não esperava é que quando chegasse em casa ouviria minha mãe gritando e...vocês sabem.

Hermione quebrou o contato visual com Rony e ficou olhando o chão, não queria olhar para ninguém naquela hora. Sentia as suas lágrimas começando a brotar em seus olhos, e logo caiam em sua face, como se queimasse sua alma por dentro. Há tanto não pensava, ou falava abertamente sobre esse assunto, tirando os pesadelos. De fato essa ferida ainda estava aberta, e doía lentamente, sem que percebesse. Rony, percebendo que Mione não estava nada bem, puxou seu corpo contra o dele num abraço forte, protetor, e logo Gina abraçava a amiga, enquanto Harry se sentia extremamente culpado por aquele incidente.

Gina disse suavemente, enquanto olhava para a amiga e seu irmão:

- Mione..não precisa continuar..se quiser, voltamos agora para casa e não tocamos mais no assunto ok?

Hermione chorou tudo e mais um pouco, e logo se desvencilhou do abraço de seu amigo, voltando à sua postura altiva, como sempre.

- Não, eu tenho que falar, eu preciso. Até nos dias de hoje tenho pesadelos com essa cena. Preciso tirar esse fardo da minha vida o mais rápido possível.

Suspirou pesadamente e continuou.

- Depois dos gritos, corri até meu quarto, pois estava sem a varinha. Se tivesse com a varinha no bolso talvez meus pais não teriam morrido. Quando cheguei à cozinha, eles já estavam se contorcendo no chão, sofrendo, agonizando, e por fim, morreram. Por sorte consegui estuporar os dois Comensais, e não sei com que força conjurei um Patrono para o Ministério. Após aquele dia, me fechei com o mundo, literalmente. Tive que sair de Londres, daquela casa, não agüentava mais tudo aquilo. Decidi não me comunicar com vocês e nem com ninguém porque simplesmente não queria suas lamentações, seus olhares de pena sobre mim. Não precisava disso, já tinha o fardo de ter sido tão estúpida de não ter protegido a minha casa com feitiços, achando que estava tudo bem. Acho que no fundo eu queria que tudo estivesse bem, imaginando um mundo perfeito depois da guerra. Belo engano.
- Enfim, procurei o máximo de informações possíveis sobre faculdades. Estava em dúvida entre poções e transfiguração. Mas não podia fazer as duas, ambas eram em período integral. Daí decidi por poções mesmo, vocês sabem que sempre gostei, apesar de não receber muitos incentivos do nosso professor. – quando falou em professor, tomou mais fôlego para prosseguir. – Cinco dias depois eu já estava alojada em Berlim, e também recebi apoio da faculdade pelas minhas excelentes notas em Hogwarts. Fui levando a vida como se nada tivesse acontecido, só foquei em meus estudos como sempre fiz, esquecendo das pessoas, e na verdade, esquecendo de mim mesma. Como falei antes, durante todo esse tempo tive pesadelos. Pesadelos horríveis se querem saber. Só Shanks sabe o quanto sofri com isso.

- Mas...Mione...você sabia que sempre estivemos ao seu lado, em qualquer circunstância! Devia ter nos comunicado, por Merlim!

- Fica quieta Gina, não ta vendo que a Mione não tá bem? – ralhou Rony

- Por fim, recebi uma carta da McGonagall...foi uma surpresa e tanto..ainda não descobri como ela conseguiu me encontrar. E depois veio a carta de Rony. – Hermione voltou o olhar para seus amigos.

- Harry, o que foi? – perguntou Mione.

- Eu sou um tapado mesmo! Sempre fui egoísta com os meus próprios problemas, a culpa é minha Mione, minha! Eu que te coloquei nessa situação, e os Comensais atacaram você por minha causa! Não vê que sempre sou eu que acabo atrapalhando a vida das pessoas? Sirius morreu por minha causa, se tivesse te escutado...mas não, fui teimoso, insisti, e deu no que deu! Tanta gente morreu por minha causa..! – Harry já gritava exasperado, e algumas lágrimas já irrompiam em seus olhos.

- Não Harry! Escute, as pessoas morreram por causa de Voldemort, e não por tua culpa, entenda isso de uma vez por todas! Você também tem que se dar uma chance Harry, assim como eu! Senão esses fantasmas do passado nunca mais irão nos abandonar, nos impedindo que vivamos tranquilamente! – Hermione segurou os braços de Harry, fazendo com que ele olhasse para ela. Os dois ficaram se fitando por um bom tempo, e entre lágrimas se abraçaram, enquanto Gina e Rony só observavam a cena com uma tristeza no olhar.



Bem longe dali, o antigo Mestre de poções Severo Snape bebericava seu uísque de fogo no Três Vassouras. Estava sentado em uma mesa ao lado da janela, enquanto vários bruxos comemoravam o Natal com aquelas canções típicas. Na verdade achava tudo isso uma babaquice, mas era melhor ficar ali do que trancafiado em suas masmorras. Achou bem estranho a ausência de McGonagall em Hogwarts. ‘Até aquela velha tem com quem passar o Natal, por Merlim’ – pensou Snape. Quando se deu conta, já estava no terceiro copo de uísque e Madame Rosmerta conversava com ele ao seu lado.

- Severo Snape..quem diria, você passando o Natal em meu precioso bar. Cuidado para não beber demais viu homem!

- Ora Rosmerta, poupe-me de seus comentários óbvios, onde mais passaria o Natal? Na casa do Potter é que não passaria, não é? – falou em seu tom de ironia, como sempre, e bebeu mais um longo gole do uísque, deixando o copo com a bebida pela metade.

- Até que seria uma boa idéia, Snape, afinal de contas ele não teria vencido Você-sabe-quem sem a sua ajuda. Nada mais justo que ambos ficassem mais amigáveis um com o outro. – alfinetou a mulher.

- Amigos? Não me faça rir porque hoje não estou nos meus melhores dias. Aposto que junto com o Potter, com certeza os outros dois do Trio de ouro estão passando o Natal, todos felizes e com muitos presentes, sem falar da pequena família dos Weasley.

- Isso é ressentimento, Severo? Acho que nunca a solidão te afetou tanto assim não é? Antes era só pelo seu disfarce, agora a solidão virou um fardo para você. Procure alguém, homem! Pense nisso e não beba exageradamente, era só o que me faltava ver um Severo Snape bêbado em meu bar. Vou atender os outros, com licença. – Rosmerta se retirou da mesa em que Severo se encontrava e foi pegar mais cervejas amanteigadas para os bruxos que comemoravam no outro lado do bar.

- Procurar alguém..impossível Rosmerta, simplesmente é impossível.

Severo bebeu mais um gole do uísque, acabando com todo o seu conteúdo que estava no copo. Seus pensamentos logo pairavam sobre sua ex-aluna, a grifinória mais corajosa e inteligente desde Lílian Evans. Era óbvio que ela estava com os Weasley e com o Potter. Sempre foram inseparáveis, não seria agora em uma data especial que não estariam juntos. E bem provavelmente estaria casada com um deles, ah sim. O paspalho do Weasley sempre teve uma queda por ela, mas depois daquele dia no Largo em que ouvira os pensamentos da jovem, isso seria bem improvável. Com o Potter já era outra hipótese. A verdade é que ela sempre se preocupara mais com o Potter do que com o idiota do ruivo. E após aquele dia da formatura em que estavam abraçados suas suspeitas se confirmaram. E lógico, já deviam ter um filho, e pior, com a cara patética do Potter. Ou talvez ainda não, já que Hermione sempre se preocupara primeiro com os estudos. ‘Já devia parar de pensar nela, Severo! Sempre acaba pensando nela, não vê que ela nem existe mais em sua vida?’

Cerrou os punhos com aquele pensamento e largou o copo de uísque vazio, antes que o quebrasse. Levantou dali em um movimento sorrateiro, deixou o dinheiro em cima do balcão e saiu antes que Rosmerta fizesse alguma piadinha. Já não agüentava mais ouvir aquelas musicas ridículas cantadas pelos bêbados. ‘Realmente Severo, você está cada dia pior, que nível!’. Andou rapidamente, farfalhando sua capa preta por onde passava. As ruas de Hogsmeade estavam vazias, mas todas decoradas. Chegou até o portão de Hogwarts e abriu-o com um movimento rápido, e nem se deu ao luxo de vê-lo fechar, só escutou o barulho.

Era tão confortante a idéia de uma Hogwarts inteiramente vazia. Sim, tirando os outros professores e funcionários. Andou pelos jardins da escola, e passou perto do Lago Negro, sentindo o vento frio cortar a sua face. Há tempos não observava as coisas simples da vida. Viu uma árvore perto do Lago, a mesma árvore em que estudava recostado nela em seus tempos de estudante. Também a mesma árvore que James Potter o humilhou perante toda a escola. Tratou de tirar seus pensamentos pessimistas e continuou sua caminhada pela escola. Na verdade era mais casa do que escola. Sempre que podia ficava em Hogwarts para não ver seu pai maltratar ele e sua mãe. Todas as datas comemorativas eram tristes quando era criança/adolescente. Nunca teve uma família de verdade, e até hoje não sabe por que sua mãe agüentou tanta coisa do nojento de seu pai. Uma das poucas coisas que até hoje não conseguiu entender.

Depois de andar pelo colégio, resolveu ir até o antigo escritório de Dumbledore, agora de Minerva, e investigar o porquê dela não estar na escola. Foi até a gárgula, disse a senha, fazendo com que esta se abrisse, e logo adentrou na sala. Tinha os mesmos quadros de antes, Minerva não mudou quase nada. Foi até a mesa da diretora, que estava cheia de papéis e aulas preparadas em pastas separadas. Abriu uma gaveta e achou uma pilha de pergaminhos com os avanços da mulher em transfiguração para a sociedade bruxa. Sentou-se na cadeira da diretora e nem se deu conta de que era observado pelo quadro de Alvo Dumbledore. Continuou vasculhando, até que em outra gaveta viu uma fotografia daquela que perseguia seus pensamentos. Era a fotografia de sua formatura em Hogwarts. Atrás da foto havia um endereço e um número, e se não estava enganado estava escrito em alemão. Estranhou um pouco. ‘Será que ela mora na Alemanha?’. Enquanto ficou absorto em pensamentos, Alvo apareceu em seu quadro, interrompendo seu ‘menino’, como costumava chamá-lo.

- Pensando na Srta. Granger, Severo? – falou Alvo no seu tom calmo de sempre, ajeitando os óculos em seu quadro.

- Mas o que é isso, seu velho? Além de me matar de susto, deu para bisbilhotar a minha mente? – falou Severo irritadamente, guardando a foto de Hermione na gaveta em que encontrou.

- Vejo que está de bom humor hoje, meu jovem. Fique sabendo que Minerva foi passar o Natal com a Granger, se quer saber, pois sei que está curioso. E sim, ela estava morando na Alemanha, como pôde perceber.

- Mesmo atrás de um quadro continua o mesmo fofoqueiro de sempre, não é Alvo? – disse Snape, tentando disfarçar seu súbito interesse pelo paradeiro de Hermione.

- Eu tenho meus informantes, Severo. Sabe o que a Srta. Granger fazia na Alemanha? Não tem nenhuma idéia?

- Devia estar estudando, é claro. – deu um sorrisinho de canto.

- Que perspicaz você, Severo. E sabe o quê ela estava estudando?

- Hum...aulas de vôo que não são. Talvez feitiços, transfiguração, runas antigas..

- Quanta inocência, meu jovem. Pense um pouco mais, e logo nos próximos dias terá uma surpresa. Adeus Severo.

Alvo voltou a dormir em seu quadro, enquanto Severo ficou pensando, ou escondendo o pensamento mais óbvio de sua cabeça.


Depois de Harry e Mione discutirem de quem era a culpa ou não e se abraçarem, os quatro jovens andaram por mais um tempo pelo extenso jardim dos Weasley. Já estava escurecendo, e logo voltaram à Toca. Minerva ainda estava lá, conversando com Molly, e se levantou quando viu Hermione presente na sala. Molly, que não era boba nem nada, deixou as duas a sós na sala, enxotando todo mundo dali para os seus respectivos quartos. Quando todos já saíram, Minerva foi quem começou.

- Então minha querida, como está se sentindo? Quer conversar sobre o que tem passado? – disse Minerva calmamente, olhando diretamente para os olhos castanhos de Mione.

Hermione conversou tudo e mais um pouco com Minerva. Desde a morte de seus pais e até a sua atual formatura na faculdade de poções.

- Então, isso quer dizer que aceita lecionar em Hogwarts?

- Aham! Quando irei para lá?

- Hum, depois do ano novo se quiser. Passe o ano novo aqui na Toca, e já em primeiro de janeiro você viaja até Hogwarts. Poderá ficar nas masmorras se quiser, ou arranjaremos outro cômodo para você morar no castelo.

- Peraí...eu morando nas masmorras? Mas o professor Snape não mora por lá?

- De fato querida, mas creio que o professor Snape não ficará bravo em ceder metade de seus aposentos para a nova professora de poções. As masmorras possuem seus segredos, e quando chegar lá verá que são grandes o suficiente para abrigar duas salas de aula, além de dois professores.

- Ah sim.. – disse Hermione, já desconcertada com a simples situação de ter que dividir seus aposentos com Snape.

- Mais uma coisa, quando chegar, o professor Snape irá te mostrar todas as poções presentes, só para você não ficar perdida. E depois o plano de aula dele, quando ele lecionava a matéria, só para ter uma base, além do currículo obrigatório para todas as turmas. Bom, já devo ir. Dê lembranças aos meninos.

Elas se abraçaram e Hermione viu a sua antiga professora aparatar. Deu um longo suspiro, ainda processando toda a informação que acabara de receber. Entrou em casa novamente e foi ao quarto conversar com os amigos.

O ano novo foi tranqüilo na Toca. Os gêmeos prepararam vários fogos de artifício, parecidos com os que atacaram Dolores Umbridge no exame dos N.O.M.s, sem contar a farta comida que a Sra. Weasley preparou. Foi bem divertido, como tudo na família Weasley.

Primeiro de janeiro chegou, e Hermione se preparava para partir. Primeiro aparataria para seu apartamento em Berlim e de lá iria a Hogwarts, pois só estava com sua habitual mochila que sempre levava roupas de precaução.

- Mione, promete que vai escrever sim?

- Lógico Gina! Aliás, todos vocês venham me visitar em Hogwarts ok? – falou uma Hermione sorridente, que há tempos não sorria.

- E obrigada pela hospitalidade, Sr. e Sra. Weasley.

- O que é isso minha filha...você é sempre bem-vinda em nossa casa viu! – falou Molly.

- Obrigada! – Dito isso Hermione se despediu dos gêmeos, Carlinhos, Gui e Percy, além das namoradas deles. Por fim, deu um abraço apertado em Gina, Harry e Rony.

Concentrou-se em seu apartamento e logo estava lá. Só sentiu uma leve tontura, e já começou a arrumar suas coisas. Pegou seu malão dos tempos de Hogwarts e colocou tudo dentro, desde suas roupas até os enormes livros de Poções. Com tudo arrumado já, só realizou um feitiço aquecedor, não muito eficiente, mas já era alguma coisa contra o inverno rigoroso. Olhou-se no espelho e até se achou bonita. Vestia uma capa em tom rosa bebê, com um sobretudo quase no mesmo tom também, além de um cachecol branco e botas brancas. Até sorriu para seu reflexo e deu as costas ao espelho, pegando Shanks no colo, enquanto segurava o malão com a outra mão. Deu adeus ao seu apartamento e aparatou perto de Hogwarts.



Da mesma forma que Severo passou seu Natal, passou seu Ano Novo também. Pelo menos dessa vez não tinha que se arriscar servindo a Voldemort ou ouvir os gritos de sua mãe. Já estava no primeiro dia do ano e tinha que fazer seu cronograma das aulas de Dcat. Acordou cedo, e até viu os primeiros raios de sol baterem em sua janela. Apesar do tímido sol, ainda fazia frio como nunca. Tomou um banho e vestiu suas roupas, e lógico, sua capa preta. Daria tempo para fazer os cronogramas e depois tomar café da manhã junto com os professores. E os alunos, ia se esquecendo. Hoje os fedelhos voltariam ao colégio.

Preparou todos os cronogramas e guardou os pergaminhos em uma gaveta. Logo saiu de seus aposentos, andando altivamente pelos corredores, e obviamente não encontrando nenhum aluno pelo caminho. Entrou em sua portinha habitual e viu McGonagall sentada ao seu lado, mais feliz como nunca.

- Como passou o Natal, Minerva? – Severo começou no seu tom irônico habitual, enquanto comia um pedaço de bolo.

- Maravilhosamente bem, Severo. Aliás, que bom que chegou, só faltava você para cumprimentar a nova professora de Poções.

Snape quase se engasga no bolo. – Nova professorA? E desde quando arranjou uma professora de gabarito para Hogwarts?

- Ora, não seja intransigente! Não achei nenhum homem para o cargo, se quer saber. E eu aposto o meu cargo de diretora que a nova professora será a melhor de Poções que Hogwarts já teve.

- Que ofensa à minha pessoa Minerva, fiquei profundamente magoado agora. – retrucou Snape, em um tom de falso sentimentalismo.

- Oh, ela já está chegando! Seja simpático pelo menos hoje Severo, depois você irá acompanhá-la até as masmorras.

- Não me diga que...

Antes que Snape terminasse a frase, a porta principal do Salão abriu-se, fazendo com que todos os alunos olhassem para a mulher atraente que acabara de entrar. Os burburinhos aumentaram, mas silenciosamente. Todos se perguntavam quem era aquela jovem. Enquanto as meninas ficavam intrigadas ou com inveja, os meninos sem exceção já faziam comentários tipicamente masculinos. Até porque era rara a presença de uma mulher jovem no castelo.

Snape não acreditava no que via. Não podia ser. Hermione Granger, a nova professora de Poções. Além disso, iria dividir seus aposentos com ela. Só podia estar sonhando. Mas não, era tudo realidade. Engoliu em seco e fitou a jovem, que caminhava entre as mesas do salão Principal.

Hermione não gostava de ser o centro das atenções, mas não podia escapar daquela situação. Já enfrentara coisa muito pior em sua vida, aquilo era fichinha comparado com tudo que viveu. Caminhava com uma postura de modelo, os cabelos cacheados balançando a cada passo que dava, seu perfume que arrancava suspiros dos garotos, seu olhar fixo na direção de Minerva McGonagall, que já estava sorrindo para ela. Percebeu o olhar fixo de Severo Snape em sua direção, mas por enquanto não iria olhar para ele. Por enquanto.

Subiu até o local em que os professores comiam e já estava ao lado de Minerva. Essa sorriu e abraçou Hermione enquanto todos do salão observavam a cena. Minerva falou baixinho:

- Fez boa viagem? Logo logo você irá aos seus aposentos.

- Fiz sim..ah ok.

Minerva foi para frente com Hermione discursar para os alunos.

- Desculpem a interrupção, antes de tudo, sejam bem-vindos novamente. Agora, quero lhes apresentar a última professora do corpo docente de Hogwarts: Hermione Granger, nova professora de Poções. Irá ministrar as aulas nas masmorras, como todos sabem. Espero que recepcionem bem a srta. Granger em nossa escola.

Terminado o discurso, Hermione só deu um sorriso tímido a todos aqueles jovens e sentou-se em seu lugar, ao lado de Minerva. Na hora que sentou, seu olhar cruzou com o de Severo Snape, que sentava do outro lado da diretora, e assim ficaram se fitando por minutos, até que Minerva interrompeu.

- Coma Hermione, após o café Severo irá te acompanhar e não se preocupe, as aulas começarão só no dia seguinte.

- Ah..sim Minerva. – falou Hermione quase que sussurrando, bebendo um gole de seu chá, totalmente desconcertada com a troca de olhares que acabou de ocorrer.

Severo saiu de seu transe e voltou-se para si mesmo. Agora sim, era a mais pura realidade. Não sabia se ficava feliz ou triste em rever a jovem. Jovem mulher, só se for. Ela está mais bonita do que nunca, se tornou uma mulher muito atraente por sinal. Percebeu os olhares daqueles muleques sobre ela, quase que comendo com os olhos. Mas tudo bem, agüentaria quieto enquanto puder. Comeu calmamente seu bolo que estava pela metade, e resolveu puxar algum assunto com Minerva, enquanto Hermione recebia os cumprimentos dos outros professores.

- Era por isso que estava tão feliz, Minerva? – falou enquanto fitava os alunos de sua casa, que estavam olhando não tão disfarçadamente assim a nova professora.

- Adivinhou a tempo, hein Severo? Ela concluiu a faculdade de poções em Berlim como a melhor da turma.

- Mas que novidade... – falou como se não importasse, mas já estava um pouco irritado com os alunos de sua casa.

- Por favor, nada de ironias pra cima dela hein? Se mexer em um fio de cabelo dela, vai se ver comigo Severo. E não estou brincando.
- Fiquei com medo de você agora, diretora. – falou com um sorriso malicioso de canto.

- Que bom que ficou, agora leve-a para as masmorras, e mostre a ela tudo que lhe falei. Vou para o escritório.

E saiu sem falar com ninguém, deixando os outros professores comendo e conversando. Agora Hermione e Severo não tinham um empecilho no meio, e sempre evitavam olhares. Até que Severo se levantou em sua direção.

- Com licença Granger, creio que terei que mostrar o caminho para as masmorras.

- Quanta delicadeza professor. Vamos então?

E assim os dois saíram pela portinha que Severo costumava usar. Caminhavam lado a lado pelos corredores, em absoluto silêncio.

- Agora que somos colegas de trabalho, não fica bem a senhorita me chamar de professor. Só Snape já basta. E seja bem-vinda Granger. – falou Severo, olhando para frente, sem encarar a jovem.

- Obrigada, Snape. – e deu um sorriso sincero, olhando para frente também. Nenhum dos dois se atrevia a encarar um ao outro.

Chegaram às masmorras. Severo abriu a porta e deixou Hermione entrar primeiro. Estavam na sala de Dcat.

- Como pode ver Granger, essa sala é a que eu leciono. Logo ali, atrás daquela porta estão meus aposentos. Creio que terei minha privacidade, não é?

- Ora, é óbvio que sim, não sou tão curiosa a esse ponto. – falou no mesmo tom sarcástico dele, observando toda a sala.

- Ótimo. – sorriu de canto e fez um feitiço desconhecido em uma parede. Na verdade era uma passagem para a outra parte da masmorra. – Acompanhe-me por favor.

- Agora, essa aqui é a minha antiga sala de poções, deve-se lembrar não é? Pois bem, logo ali – fez mais um feitiço – são os seus aposentos. Sua bagagem já está lá dentro.

Severo continuou andando pelo ambiente, com Hermione atrás dele, observando tudo muito atentamente.

- E aquela porta, o que é? – perguntou Hermione.

- Ah, aquela porta é a minha biblioteca. Agora sua também. Só peço que não bagunce os meus livros, por favor.

- Eu sou muito organizada, para a sua informação, Snape. – falou Hermione em um tom zombeteiro.

- Excelente. Odeio pessoas desorganizadas. Agora por aqui. – E cruzaram a sala de Poções, dando espaço para um laboratório espaçoso e logo ao lado um estoque de ingredientes.

- Aqui – apontando para o laboratório – você irá corrigir as poções dos alunos e trabalhar nas poções para a Pomfrey. Já ali – apontando para o estoque – como pode ver é o seu estoque que usará nas poções que fizer. Nas primeiras vezes eu lhe acompanharei até a Floresta Proibida para coletar ingredientes. Depois você irá sozinha, como eu sempre fui. E isso – realizou um Accio não verbal, fazendo com que uns pergaminhos voassem até suas mãos – são os meus cronogramas de quando eu lecionava poções. Só para você não ficar muito perdida. Qualquer dúvida é só me chamar Granger, estarei na minha sala.

Quando Severo estava saindo, Hermione disse subitamente.

- Snape! Posso fazer uma pergunta?

- Mas não perde o hábito, não é mesmo? Diga.

- Posso colocar meus livros na sua biblioteca? – disse receosamente.

- Se a biblioteca é nossa, você pode fazer o que quiser. Se preferir conjure uma estante nova para os seus livros. Ah – fitou Hermione por uns minutos – boa sorte Granger, sei que você é capaz.

Assim Severo Snape saiu para a sua sala, deixando uma Hermione confusa e feliz ao mesmo tempo. ‘Snape gentil? Não pode ser...realmente as coisas mudam...’. Hermione tratou de ir ao seu quarto, que era bem espaçoso com uma decoração de cores neutras, e tirou sua capa, ficando com o sobretudo. Pegou os livros e foi à biblioteca. Não sabia se gritava de felicidade ou tristeza, por ter descoberto a biblioteca só agora, que não estudava mais em Hogwarts. Havia livros de cima em baixo, até o teto praticamente, com livros de todos os assuntos. Com um aceno de varinha, conjurou uma nova estante e colocou seus livros em ordem alfabética. Sentou-se na poltrona e começou a ler os pergaminhos de Snape. Quase teve um ataque quando leu aquele texto.

‘Ao novo professor de poções.

Sei que não é qualquer um que tomará meu antigo cargo, ocupado durante tantos anos, e não é porque sou Mestre que me acho mais importante do que os outros, mas é a pura realidade que ensinar poções em Hogwarts não é tão fácil quanto parece. Boa sorte e que não coloque a vida dos alunos em risco como fez aquele velho idiota.

ps: posso parecer frio e insensível, mas pessoalmente não sou assim.

S.S.’


Hermione leu e releu aquele texto, até que ficou desgastado, dando origem a outro texto escrito com letras menores. Aproximou mais os olhos do pergaminho e leu.

‘Granger, mesmo sem saber que realmente era você a nova professora de poções, já imaginava que seria. Aquele velho do Dumbledore abriu os meus olhos em relação a isso, e sabia que era questão de tempo até você chegar a Hogwarts. Como é a sensação de ser a insuportável sabe-tudo até na faculdade? Meus parabéns pelo diploma com mérito e honra. E peço desculpas por não incentivar você quando era minha aluna. Vejo agora que fiz um ótimo trabalho. S. S.’

Hermione ficou paralisada, segurando o pergaminho na mão. Era tudo irreal, realmente Severo Snape havia mudado. Agora só faltava saber como seria a sua convivência com seu antigo professor, ainda mais dividindo os mesmos aposentos.


{continuaa...cap grandinho neh? Hahaha espero q tenham gostado..bjoos}

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