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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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Visualizando o capítulo:

10. Problemas, problemas...


Fic: Obsessão Por Você - AVISO POSTADO!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A:VIVA!!!!!!!! Cap novo na área FINALMENTE!!!!!!!!! Ah, gente, tô super feliz com todos os coments que vcs mandaram!!!! Mutchas gracias!!!!

+Vivi:Espero que a sua curiosidade não tenha te matado! Obrigada por acompanhar a fic e por comentar, viu? B-jus, minina!

+Ilaninhah: Hey, girl! Fic atualizada...Adorei seu nick, só pra constar!=D B-jinhos.

+NaH Potter Malfoy:Tadinha da Mi, né? Ficar meio congelada não deve ser nada legal...Mas não se preocupe, entre mortos e feridos, nossa mocinha vai se sair mutcho bem...Mas não vou falar mais nada senão vc nem vai precisar ler o cap, né? E sobre as cartas...Vou deixar vc ficar curiosa mais um pouquinho!!!! B-jocas, NaH!

+Patricia Malfoy:Tá msm escrevendo uma D/Hr?? Ah, QUE MASSA!!!!!!!!!!!!!!!!!! Tadinhu, o Rn não é idiota...Só meio xereta, né? Se der te mando o mail, mas chu mais fácil vc ver pelo site msm pq estou atualizando a fic na maior pressa...B-jocas, moça!

+Mô...:MIGA!!!!!!!!Valew pelo tok, o cap já está consertado, viu? Mais dois caps fresquinhos p/ ti...Continue lendo, linda, te adoro!!!!!!!

+Giselle Pereira:Oi, Gi! Puxa, vc tá comentando em todas as fics...BRIGADA, MININA!!!!!!!!!!!! Nesse cap em especial tem bastante D/hr, bem fofinhos....Assim q eu tiver tempo(naum vai demorar p/ vc perceber q eu naum tenho tempo p/ nada) passo nas suas fics e se der, te dou um coment, tá? B-jocas e tomara q goste dos novos caps!!!!!!

+Carol Lopes:Carolzinha, senti falta dos seus coments! EU ADORAVA AQUELAS COISAS ENORMESSSSS QUE VC ME ESCREVIA!!!!É, eu parei no cap 11 ou no 12 se não me engano...Mas não se preocupe, pois logo vou chegar lá, tá? E não parei, já estou escrevendo o cap 17...OH, COMO SOU UMA ESCRITORA RESPONSÁVEL!!! Valeu msm por comentar...B-jocas, linduska!

+Lali:Acho q vc vai gastar seus olhinhos de tanto ler a minha fic....NEM EU AGUENTO LÊ-LA TANTO ASSIM!!! Puxa, muito obrigada pelo seu carinho, viu? E sim, O B-JO NA NEVE É UMA DAS MINHAS PARTES PREFERIDAS!!!!!!!!!! Que bom que vc gostou tb...Muitos b-jos e espero que goste dos próxs caps!!!

+Patricia Malfoy:Di novo, minina! Eu peguei sua fic sim mas, q vergonha...AINDA NÃO TIVE TEMPO DE LER....SORRY1 Juro p/ ti q vou ler, tá?

+Beatriz Granger Malfoy:Os caps estão aí, please, guarda essa faca q eu tô vendo apontada pro meu peito!!!!...Dramaticidade mexicana....Sim, somos duas lerdas, p/ ler e postar...Vai ver que é por issso q vc gosta tanto da fic, né? Bom, atendendo seus pedidos, mesmo com um pouco de demora, aí estão dois caps novos...TOMARA QUE GOSTE, BIA! B-JOKITAS, NIÑA!

+Mô....:Te devolvo o beijo...Valew pela musiquinha!

+Aluadas:Vcs são duas meninas ou uma só? Enfim, q bom q vc achou a fic!!! Sim, logo, logo, vou chegar no cap em que parei lá na EH, tá? Enquanto isso, continue verificando a fic, tá? Muitas b-jokas, Nath!

+Ilaninhah:Tá louca? Te interno num hospício, hem??? B-jus, fofa!

+Thati:Minha Kawai artista!!!!!!!!!!!!!!!! SIM, O FORA FOI PHODA, NÉ???? É, A MIONE É MUITO DEZ....Pq vc acha q eu escrevo sobre ela?? =P Sim, o b-jo foi lindu, né? Não sei dá onde tirei tanta inspiração pra escrevê-lo mais fiquei muito orgulhosa de mim mesma por essa parte...Ah, e sobre eu ser uma escrita nota dez?...É, SOU MSM...Ahahahaha...Brincadeira, more, mas vc sabe....NÓS KAWAISS SOMOS D+!!!Muitos b-jus, linda!!!

+Flora2:Atendendo a pedidos, dois caps novos, tá? Espero que goste, minina! B-jinhos!

Ufa, terminei! CONTINUEM COMENTANDO....EU ADORO ISSO!!!!!! Bom, chega da Nath, vamos falar de Draco e Mione...Fiquem com os caps novos....Fui!!!!!

Cap.9: Problemas, problemas...mais ainda sim, tenho você

- HERMIONE!-exclamaram Lilá e Parvati juntas ao verem a amiga.
- Ah, meu Deus, o que está fazendo?-perguntou Parvati abrindo o boxe e puxando Hermione para longe do chuveiro.

A garota estava totalmente encharcada e gelada. Pálida, ela nada fez quando as duas meninas a puxaram com dificuldade, tentando deixa-la em pé. E meio que a arrastando, Lilá e Parvati a levaram para a cama que ainda estava cheia de pétalas de rosa mortas.

- Hermione...Hermione?-perguntou Parvati a sacudindo.
- Vamos, amiga, fala com a gente, por Merlin!-disse Lilá.

Hermione fechou os olhos, respirando com dificuldade. Se sentia tonta e fraca...seu corpo gelava de frio. Rapidamente, elas foram tirando a roupa de Mione até deixa-la só de lingerie e secaram seus cabelos. Parvati lançou um feitiço fazendo aquelas pétalas de rosa desaparecerem e Lilá desligou o chuveiro. Agasalharam-na e a cobriram com um cobertor na cama. Quando Mione já estava quente e segura, as duas explodiram em perguntas.

- O que deu em você, Mione?
- O que estava fazendo debaixo do chuveiro? Pode até pegar uma pneumonia!
- Você anda tão diferente nos últimos tempos, Mione, o que foi? O que está te preocupando?
- É, o que está acontecendo com você? Se abra com a gente!
- E o que aquelas pétalas estavam fazendo na sua cama?
- Fale alguma coisa, Hermione!

Ela apenas olhou para as duas, deixando uma lágrima solitária escorrer pelo seu rosto e depois fechou os olhos.

*


Olhou-se no espelho...puxa, estava com uma aparência horrível! Como tinha feito no dia anterior, lançou um feitiço para desinchar seus olhos castanhos e pegando uma base de Lilá, passou no rosto para dar-se um pouco mais de vida e amenizar as olheiras, que estavam mais pretas do que nunca. Deu uma ajeitada no cabelo, pondo uma faixa vermelha e saiu do banheiro.

Hermione teria dado um sorriso de compaixão para as duas amigas que tinham dormido em cima dela, na noite passada, se conseguisse. Mas ainda assim sentia gratidão para com elas. Ela sabia que tinha feito uma loucura na noite passada se enfiando daquele jeito debaixo da água gelada. A dor de garganta, a dor de cabeça e os espirros que já tinha dado comprovavam aquilo. Lembrou-se da carta que tinha recebido, e torcendo para que Lilá e Parvati não tivessem jogado-a no lixo se ajoelhou perto da cama procurando os pedaços dela. E os achou perto da cabeceira. Procurando restaurar a carta, ela murmurou com a varinha em punho:

- Papiros reparo!

Os pedacinhos da carta se juntaram, refazendo o pergaminho. As letras prateadas brilhavam sob a fraca luz do sol que entrava pelas janelas. O barulho que Mione fez foi o suficiente para acordar Lilá, que soltou um grito e se jogou em cima de Mione, abraçando-a.

- Ah, Mione! Você acordou!! Você está bem! Parvati acorde, Hermione acordou.
- Ah, por Merlin! Mione!-gritou Parvati, acordando e abraçando-a também.
- Gente, calma! Vocês estão me sufocando.-murmurou Mione, com aquele ataque. As duas garotas se afastaram.
- Puxa, ficamos tão preocupadas, Hermione! Você está bem?-perguntou Lilá.
- Sim, sim, estou ótima! Atchim...quer dizer, acho que peguei um resfriado, mas é só. Agora, por que eu acordei com vocês duas em cima de mim? E por que toda essa preocupação? Eu não estou...atchim! Eu não estou entendendo nada!-disse Mione, com cara de confusa.
- O que? Pêra aí! Você não se lembra do que aconteceu ontem?-perguntou Parvati.
- E tem alguma coisa para eu me lembrar?-perguntou Mione. Puxa, como detestava mentir daquela forma!
- Você se enfiou debaixo do chuveiro ontem, e vestida! Nós te achamos e te tiramos de lá!-disse Parvati, inconformada.
- É, e você tava parecendo um zumbi, Mione!-concordou Lilá.
- Desculpem, mas eu não me lembro de nada disso...só me lembro de ter ido dormir. Só isso. Mas, se aconteceu o que vocês dizem que aconteceu, eu só posso agradecer por terem cuidado de mim. Atchim!
- Não foi nada.
- Não mesmo, Mione. Agora, já que você está pronta e sentindo bem, quer ir descendo antes da gente? Passe na ala hospitalar para a Madame Pomfrey te dar algo para melhorar esse resfriado.
- Está bem. Vejo vocês duas na aula.

Hermione se direcionou rapidamente para a porta do dormitório e saiu, fechando-a atrás de si. Suspirou. Ela não queria ter mentido para Lilá e Parvati, mas tinha sido preciso. Mas agora tinha que descer e enfrentar mais quatro pessoas. Harry, Rony, Gina e Draco. Já tinha decidido o que ia fazer. Trataria os três amigos da pior forma possível...ela ainda estava terrivelmente nervosa com eles. Agora, sobre Malfoy...bom, teria que improvisar na hora, mas alguma coisa lhe dizia que com ele a coisa não seria tão fácil. Não depois de tudo que acontecera no dia anterior.

Desceu as escadas devagar, guardando a carta dentro da bolsa. Ainda era um pouco cedo e acreditava que não havia ninguém no salão comunal. Mas havia. Dois ruivos e um moreno esperavam sentados no mesmo divã da noite passada. Hermione olhou de relance para eles, xingando-os por dentro e apressou o passo, mas não conseguiu chegar nem a abertura do quadro.

- Hermione!-chamou Gina.
- Engraçado, parece que ouvi a voz de alguém...devo estar ficando louca.-murmurou Mione, bem alto.
- A, qual é, Mione!-disse Harry, se levantando do divã e agarrando o braço dela.
- Isso mesmo. Nós precisamos conversar sobre ontem.-disse Gina atrás dela.
- Conversar? Eu não sabia que tínhamos alguma coisa pra conversar. Creio que tudo ficou muito claro ontem à noite.-disse Mione, com leve tom de sarcasmo, se desvencilhando da mão de Harry.
- Para de falar assim, Hermione! Vamos tentar conversar com calma e entender o que está acontecendo.-agora foi à vez de Rony falar. Hermione soltou uma gargalhada gostosa.
- Conversar com calma? Você está sob o efeito de que feitiço, Ronald? Porque, eu me lembro muito bem que ontem à noite você não estava com nenhuma calma pra nada, não é mesmo? O que foi que você gritou pra mim ontem? Vá pro inferno! Ah é, foi isso!
- Eu falei sem pensar, Hermione. Eu não tive a intenção, você sabe disso.
- A única coisa que eu sei é que você é um ruivo lesado que eu não quero ver na minha frente por muito tempo!-disse ela decidida, dando meia volta e saindo pelo buraco do retrato. Os três saíram atrás dela, mas se assustaram quando ela se virou e gritou-Ah, Ronald, quer saber de mais uma coisa? Não precisa me mandar pro inferno porque a minha vida já se tornou um há muito tempo!- e desceu as escadas correndo.

*


Hermione já tinha descido uns bons lances de escada, quando parou perto de uma armadura velha, se se encostando à parede e respirando fundo. Sentia uma falta de ar terrível e sua cabeça explodia de dor. A garganta arranhava de modo terrivelmente desconfortável. Estava xingando o mundo inteiro e a si mesma por dentro, de olhos fechados.

Por que tudo aquilo estava acontecendo com ela? Justo com ela.

- Ah, eu quero morrer.-murmurou ela pra si mesma.
- Não acha que é muito nova pra morrer?-disse uma voz divertida pra ela.

Hermione abriu os olhos sabendo que daria de cara com o loiro de olhos acinzentados. Ele estava na frente dela com um sorriso extremamente bonito no rosto.

- Não, na verdade, acho que estou fazendo hora extra nesse mundo. Afinal, minha vida ultimamente não tem tido sentido nenhum.-murmurou ela olhando nos olhos dele.
- Bom, já que pensa assim. Mas tem outro motivo para você não morrer agora.-a garota olhou pra ele de forma inquisidora - Quem vai me jogar montes de neve e gritar “O que?” quando estiver nervoso?
- Tenho certeza que você vai encontrar alguém que me substitua nesse cargo.-respondeu ela, com um sorriso.
- Sua tonta.-disse Draco e a abraçou, apertado.-Ninguém nunca vai me jogar neve como você joga. Eu tenho certeza.

Uma lágrima solitária escorreu pelo rosto de Hermione.

*


- Eu estraguei tudo.-disse Rony.

Ele, Harry e Gina estavam indo em direção ao salão principal tomar café. Rony estava desolado. Gina e Harry tentavam consola-lo, mas o ruivo parecia ter entrado em total depressão depois do que Mione dissera.

- Não foi sua culpa, Rony!-disse Gina.
- Mas, ela ficou chateada. Eu fui estúpido com ela ontem. E agora ela nunca vai me perdoar.
- Ah, qual é, cara! Hermione falou tudo aquilo da boca pra fora. Você vai ver que daqui alguns dias vai ficar tudo bem de novo.-disse Harry.
- Pode até ser, mas sabe o que me dói mais? É que eu tenho certeza que quem está consolando Mione é o Malfoy.
- Claro que não, Rony. Mione mesmo disse que não tinha nada com ele ontem.
- É, Gina está certa. Pode apostar que eles não estão juntos.-disse Harry, dando um tapinha nas costas do amigo.

Eles dobraram o corredor e deram de cara com a cena. Claro que aquilo não tinha nada demais, mas para Harry, Gina e (principalmente) Rony, ver Draco Malfoy abraçado a Hermione significava muita coisa. Eles arregalaram os olhos e pararam ali, atônitos. Draco olhou para eles e chamou Hermione:

- Granger?-Hermione se afastou um pouco de Draco e olhou dele para os três garotos.

Ela ficou sem ação por um momento, olhando de Draco para Harry, Rony e Gina, e vice-versa. Então olhou suplicante para Draco e disse:

- Vamos sair daqui.

Draco apenas balançou a cabeça de forma afirmativa e saiu com Hermione, com a mão em sua cintura. Hermione espirrou e disse alguma coisa baixinho para o loiro e eles rumaram pelo corredor que levava para a ala hospitalar. Quando desapareceram, Rony olhou para a irmã e o amigo com uma cara de dar dó e disse, triste:

- É, eles não estão mesmo juntos.

E foi andando na frente enquanto Harry e Gina davam de ombros por terem errado nas suposições.

*


- Oh meu Deus, srta. Granger, mas está com uma cara péssima!-exclamou Madame Pomfrey empurrando a menina pra dentro da enfermaria, e a arrancando de Draco.
- Eu não estou muito bem mesmo.-murmurou Hermione, olhando para Draco bastante desesperada, enquanto ele sorria.
- Sente-se aqui, sente-se!-disse a enfermeira, empurrando-a para uma das camas-Meu Deus, como está pálida. E magra! Quando foi a última vez que comeu?
- É, ontem...de manhã. Duas torradas, pra ser mais exata.-disse Mione.
- Mas que ABSURDO! Surpreendo-me que esteja se agüentando em pé! O que está sentido?
- Um pouco de dor de cabeça e dor de garganta e...atchim!
- Está espirrando também! É, você pegou um belo de um resfriado mesmo! Vou pegar algumas poções pra você tomar e curar esse resfriado e depois irá comer, ouviu bem? Mas tenho que ter certeza de que irá tomar um belo café da manhã. Posso confiar que vai comer direito ou terei eu mesma que dar o café para a senhorita?-perguntou a enfermeira de costas enquanto pegava algumas poções num armário.
- Oras, mas se estou aqui pra cuidar dela!-disse Draco indignado.
- Ah, Sr.Malfoy! Não percebi que senhor aqui!-disse a enfermeira, se virando para Draco e depois voltando sua atenção para as poções.

Draco olhou para Mione, pôs a língua pra fora e fez sinal de loucura, fazendo Mione sorrir meio tristemente. Ela abaixou os olhos quando Draco se aproximou. O cheiro de menta do garoto parecia ainda mais forte desde o dia anterior, cheiro que a deixava tonta e sem vontade de fazer nada. Ela sentiu o garoto acariciar suas costas levemente e um arrepio correu por sua espinha e ela só acordou quando sentiu Madame Pomfrey enfiando um líquido quente e roxo por sua garganta. Ela nem teve tempo de respirar quando terminou de beber a poção, pois teve que engolir mais quatro poções, com gostos e cheiros horríveis.

Quando terminou estava zonza e sentiu a enfermeira os enxotando da enfermaria e só não caiu porque Draco a segurava firmemente pelo braço. Ela se apoiou na parede e ouviu o loiro dizer:

- Você está bem?
- Acho que estou pior do que já estava.
- Bom, aquela enfermeira pode ser meio biruta, mas tenho certeza de que ela não te deu nenhum veneno.-Hermione sorriu em resposta.-Agora, será que você pode me explicar o que aconteceu lá em cima? Por que aqueles três patetas ficaram olhando pra gente daquele jeito? Naquele momento, eu pensei que você me enfiaria um soco na cara e diria “ele está me agarrando” e faria o maior barraco, mas em vez disso, você me pede para leva-la para a enfermaria como se fosse a coisa mais normal do mundo! O que está acontecendo?
- É que, bom, eu briguei com os meninos ontem.
- Você brigou com o Cicatriz e o Cara-de-Pamonha? Não acredito nisso! Vai fazer um calor daqueles hoje!-disse ele, brincando com Hermione e passando a mão pelo cabelo loiro.
- Não os chame assim, Malfoy! E, sim briguei com eles...e com Gina também. Foi horrível, absolutamente horrível! E estou me sentindo péssima por isso.-disse ela, colocando a mão na testa.
- Mas por que vocês brigaram?
- É que...Rony nos seguiu ontem à noite e viu tudo...ele estava furioso, sabe?-Draco arregalou os olhos para o que Hermione acabara de dizer. Ele começou a andar na frente dela nervoso, passando a mão mecanicamente no cabelo.
- Pêra aí, aquela besta ruiva nos seguiu ontem?
- Você por acaso não ouviu? Estou super preocupada, Malfoy, se Rony estiver achando que nós estamos juntos...
- Eu não vou poder fazer nada, Granger! Não tenho culpa se você não me disse que estava comprometida com o Weasley.
- Mas eu não estou! Eu e Rony não temos nada...mas, de certa forma, ele queria que tivéssemos. Ele morre de ciúmes de mim, compreende? Mas, o que que eu posso fazer? Nós não temos nada e eu nunca dei esperanças de que um dia teríamos!
- Então, quer dizer que ele resolveu lhe passar um sermão ontem como se fosse seu namorado?
- Digamos que foi exatamente isso!
- Granger, o que você quer que eu faça? Nós estamos juntos nessa história e Weasley querendo ou não, vamos até ao fim dela JUNTOS! Vamos seguir em frente como se nada tivesse acontecido.
- Mas, Malfoy, nós não podemos andar juntos! Estou brigada com meus amigos e...e eles acham que nós dois temos alguma coisa e você sabe como as coisas se espalham por Hogwarts. Se as pessoas começarem a pensar que nós estamos tendo um caso ou coisa parecida...
- E o que você vai fazer, Granger? É fato consumado que nós precisamos ficar juntos para solucionar todo esse mistério do meu avô e da Sutcliffe, agora, se todo mundo achar que nós temos alguma coisa, problema deles!(e sorte sua, porque todas as garotas de Hogwarts adorariam ter alguma coisa comigo). Afinal de contas, nós não devemos nada para ninguém. Deixe os outros pensarem o que tiverem vontade, a opinião deles não interessa e você sabe muito bem disso. Agora, se você quiser jogar tudo pra cima, eu te deixo aqui e voltamos com a nossa inimizade de sempre...o que me diz?-Draco disse tudo aquilo calmamente, pondo o peso certo em cada palavra. Ele não sabia o porque de estar fazendo tudo aquilo, em outras circunstancias sairia da situação o mais rápido possível para não ser visto em publico com Granger, mas naquele exato momento alguma coisa lhe disse que Hermione precisava dele, e ele estaria solicito para qualquer coisa que viesse pela frente.Até mesmo passar como namorado dela na frente dos outros.
- Está bem, você está certo. Não devemos nada a ninguém e por isso podemos fazer o que der na telha...se as pessoas pensarem que estamos juntos, não vamos dizer nem que sim nem que não.
- Exato, vamos ignorar totalmente. Principalmente, porque assim vou poder ficar de olho em você.
- Oras, e por que?
- Por que se você não engordar, aquela enfermeira biruta vai me esgoelar por eu não ter te vigiado direito. E, já que eu tenho essa missão a cumprir, vamos para o salão principal. Ainda é cedo, e não deve ter muita gente lá e você vai poder encher esse seu estomago com tudo que tiver na sua frente. Agora, vamos!-Draco pegou Hermione pelo braço e começou a empurra-la para o Salão.
- Mas, Malfoy, eu não estou com fome!-resmungou ela, enquanto tentava ficar parada.
- Mas vai comer do mesmo jeito...ah, e aproveita pra me contar como pegou esse resfriado, ta bom?
- Xi, é uma longa história...que você vai adorar!
- Ah, então se prepare que eu quero ouvir ela por inteiro.

Hermione revirou os olhos, sorrindo. Só aquele garoto para faze-la rir!

*


Draco ria descontrolado, enquanto Hermione o olhava, meio surpresa, meio divertida. Eles estavam sentados na ponta da mesa da Grifinória, depois que Hermione se recusara terminantemente se se sentar à mesa da Sonserina, o loiro tinha resolvido fazer sua vontade e se sentaram na ponta da mesa, bem à frente da mesa dos professores. Ela tinha lhe contado tudo o que acontecera na noite anterior para ele (desde os versos alucinantes que tinha ouvido pela segunda vez, até Lilá e Parvati a tirando debaixo do chuveiro), e agora o garoto ria com a idéia de imaginar Hermione debaixo do chuveiro, toda vestida.

- Malfoy, pelo amor de Deus! Para de ser escandaloso.-repreendeu a menina, cruzando os braços.
- Ta, ai...desculpa. Ah, eu preciso respirar.-disse ele, totalmente vermelho e então enfiou a cabeça entre os braços, respirando ruidosamente.
- Estão todos olhando. Fique quieto, por favor.-pediu Hermione, choramingando, enquanto olhava ao redor.

Não havia quase ninguém no Salão. Só um casal de namorados na mesa da Corvinal trocando beijos e olhando surpresos para os dois, um grupo de garotas se maquiando na mesa da Lufa-Lufa, parecendo bastante divertidas, e tentando chamar a atenção do belo loiro que agora se acalmava e Harry, Rony e Gina que já estavam lá desde que os dois tinham chegado. Estes estavam no meio da mesa da Grifinória, e não pareciam muito satisfeitos de ver Malfoy na mesa. Hermione desviou seu olhar deles e se concentrou nas lufa-lufas que ainda tentavam chamar a atenção de Draco.

- Bando de idiotas.-murmurou Hermione.
- O que foi?-perguntou ele, virando pra trás. As meninas ficaram vermelhas e deram risinhos, acenando para ele.-É, são mesmo um bando de idiotas.-terminou ele voltando a olhar para Hermione, que bebericava o suco de uva com desgosto.

O prato de comida dela estava totalmente limpo.

- Você não vai mesmo comer, não é?-disse Draco, ficando sério.
- Já disse que não estou com fome. Estou totalmente enjoada. Não vou colocar nada na minha boca, porque senão vou vomitar tudo pra fora!
- Credo, precisa ser tão específica desse jeito? Não precisa se entupir de comida se não quiser, mas por mim, coma alguma coisa, ou vou ser obrigado a fazer aviãozinho com você.-então, pegou uma colherada enorme do mingau que estava comendo e colocou na frente dela.-Vamos lá, bebê, abre a boquinha...
- Não, Malfoy, seu tonto, pare! Tudo bem, eu como uma fruta contanto que você me deixe em paz.-disse ela, pegando uma maçã, enquanto ficava vermelha e sentindo Rony a fuzilar com os olhos.
- Ta bem, mas não sabe o que está perdendo.-e então, enfiou a colher de mingau na boca enquanto Hermione metia uma dentada na maçã-Agora, sem brincadeiras, você disse que entrou debaixo do chuveiro porque recebeu uma carta do nosso doido, certo?
- Exatamente. Quer dizer, antes eu ouvi os versos da tal música. Sabe, parecia que alguém tinha ligado um rádio no ultimo volume e que estava com um fone de ouvidos ligado a ele. Foi horrível. E então simplesmente passou. E foi quando eu vi a cama cheia de pétalas de rosa mortas e com o envelope negro. Eu nem me lembro muito bem do que se passou na minha cabeça para eu ter entrado debaixo do chuveiro.-explicou ela.
- Certo, me deixa ver a carta, então...

Mine tirou a carta de sua bolsa e entregou pra Draco. O garoto se concentrou para ler a carta. Mas, naquela altura, já era hora dos alunos começarem a descer para o café e logo o Salão começou a se encher. Hermione fazendo cachos nas pontas do cabelo, observava o loiro ler e reler a carta várias vezes, fingindo não ligar para os olhares e os murmúrios direcionados para os dois.

- E aí?-perguntou ela, já ficando nervosa com a demora do loiro.
- Bom, essa carta mostra que a nossa hipótese de que o doido acha que você é Christine e eu, meu avô, está certa. Você percebeu que ele te chama de Christine na carta, não percebeu?
- Você pode ser um pouquinho devagar pra perceber, mas eu já vi isso há muito tempo.-disse ela.
- Muito engraçado, senhorita!-Hermione respondeu mostrando a língua pra ele.
- Oras, eu não tenho culpa se você é meio lerdinho, mas também, você é loiro.
- Eu sou muito inteligente, viu, sabe-tudo? E sou um loiro muito do gostoso, e se você não está vendo é porque é míope!
- Eu não sou míope, você que é muito do convencido, seu loiro aguado!-atacou Mione, sorrindo.
- Loiro aguado??? Realmente, acho que não foi muito bom você se enfiar debaixo do chuveiro, a água fria atrofiou os seus miolos.-disse ele, com uma cara extremamente séria e colocando a mão direita sobre a testa dela.
- Como você consegue ser tão sarcástico? Eu simplesmente não consigo entender como você pode ser assim.
- Sendo ué, mas o que você pode fazer? Continua me amando, não é?

Ela olhou surpresa pra ele e começou a rir.

- É, né, Malfoy, o que você pode fazer se precisa saber que eu te amo para viver?-perguntou ela rindo ainda mais.
- Hei, não preciso não! Posso viver muito bem sendo rejeitado por você.-reclamou ele, dessa vez rindo também.
- Não, não pode. Precisa dos meus ataques para sobreviver.
- É mesmo! A minha vida seria um tédio sem eles. Sem eles...e sem você.

Hermione ficou vermelha e deu outra dentada na maçã, dando de ombros. Pronto, ela já tinha perdido toda a preocupação. Afinal, de que adiantava ficar incomodada se as pessoas estavam olhando para os dois juntos? Ela tinha coisa pior para deixa-la preocupada. Foi quando viu o grupinho de garotas do sexto e sétimo ano da Sonserina entrando no Salão. Todas elas viviam grudadas em Pansy Parkinson, e saíram correndo a sim que viram Malfoy e a sangue-sujo juntos, conversando amigavelmente.

- Vamos ter problemas.-disse ela.
- Mais do que já temos?
- Bom, vamos ter um ataque de ciúmes pra ser mais exata. Sabe as amigas da sua namoradinha? Bem, elas foram correndo contar pra ela que nos viram juntos.
- O que? As amigas da Parkinson? Ah, dane-se, o que ela vai poder fazer a você comigo perto?
- Você vai entrar na minha frente se ela me lançar um Crucio?-perguntou Hermione, descrente.
- Eu já não disse que preciso de você para a minha vida não ficar tediosa? Então, entraria até na frente de um Avada Kedavra para não te deixar morrer. Agora, é melhor irmos conversar em outro lugar. Estive pensando em algumas coisas que você vai gostar de ouvir e também estou cansado de sentir o Weasley olhando pra minha cara daquele jeito.-disse Draco se levantando.
- Essa é a melhor coisa que você me disse hoje.-disse ela, sincera. Levantou-se e Draco pegou as duas mochilas, tanto a sua quanto à de Mione.

Os dois se puseram a nadar na direção da porta do Salão. Já estavam quase chegando na porta, vigiados pelo trio, quando Pansy apareceu com suas amigas do clã e gritou para Draco:

- O que significa ISSO?

Tanto Draco quanto Hermione se assustaram com o ataque da morena. E ela continuou:

- Responda, Draco! O que você está fazendo com essa filha da puta?
- O que?-dessa vez foi Hermione que gritou.-Como ousa sua...
- Granger, deixa pra lá. Parkinson, não é uma boa hora, ok? Depois eu falo com você.-respondeu o loiro puxando Hermione pelo braço.
- Aonde você pensa que vai com essa aí?Draco, volte aqui!!-gritou ela, histérica.
- Olha aqui, garota, por que eu vou falar só uma vez: NÃO ENCHE! Qual é, eu não tenho nada com você, entendeu? Agora, vê se vai tomar seu café e nos deixe me paz! Vamos, Granger.
- Bom apetite, Parkinson.-terminou Hermione, enfiando o resto de sua maça na mão aberta de Pansy.

Eles saíram rápidos e deram tempo de ouvir o último grito furioso da garota no jardim. Começaram a rir, divertidos, até se sentarem debaixo do carvalho, sobre a neve fofa. Hermione ria com gosto e estava vermelha, quando Draco parou e começou a observa-la sorrindo.

- O que foi, Malfoy?-perguntou ela, ao perceber o que ele estava fazendo.
- Nada. Sabia que você fica muito bonita quando ri? Devia fazer isso mais vezes.
- Continue me dando motivos e vou passar a rir sempre.-respondeu ela, se recompondo e ao ver que Draco ainda a olhava daquela forma, disse em seu jeito mandão-Agora, pare de me olhar desse jeito e me diga logo o que queria dizer.
- Eu queria saber como você consegue mudar de humor tão rápido, sabia? Bom, eu estive lendo as nossas cartas ontem já que você as largou aqui e saiu correndo, e o diário do meu avô e reparei que ele andava exatamente com a mesma turma que eu ando enquanto estudava: Crabbe, Goyle, Parkinson, Zambine e a Bulstróide.
- Eu já tinha reparado nisso também. Na verdade, eu queria ter falado isso ontem, mas...bom você já sabe o que aconteceu.-disse ela, ficando vermelha.
- Se você for ficar vermelha desse jeito sempre que falarmos sobre o nosso beijo de ontem à noite, vamos precisar conversar sobre isso também, afinal de contas não fizemos nada demais. Agora, voltando, eu também reparei que Christine andava com um Weasley e um Potter.
- Também já tinha reparado nisso. E na verdade, até cheguei a perguntar ao Rony sobre o avô paterno dele e ele me confirmou que era exatamente o tal Alex Weasley do qual seu avô escrevia no diário. Possivelmente, Mark Potter é o avô do Harry, mas ele não sabe sobre nada sobre a família e não vai adiantar de nada eu perguntar. Mas, o que isso tem demais? Eu também achei estranha a coincidência e até queria falar sobre isso, mas não vejo nada que possa nos ajudar no caso do “doido”.
- Ah, é? Pois siga o meu raciocínio, Granger. Eu conheço a minha turma de amigos desde pequeno e a família deles também e posso confirmar o fato de todos serem netos dos amigos de meu avô, com exceção da Pansy. Rúbia Parkinson, se não me engano, é a tia-avó dela, mas isso não vem ao caso. O que importa é que o meu avô andava com os avós de meus amigos e os avôs do Potter e do Weasley andavam com Christine, portanto...-disse ele, como se esperasse que Mione entendesse o que ele queria dizer.
- Portanto...ainda não entendi o que você quer dizer, Malfoy. Não dá pra terminar a frase?-perguntou ela.
- Portanto, Granger, Christine podia ser sua avó também!-disse o loiro, bastante entusiasmado.
- Você surtou!-respondeu ela, se levantando-Ela não pode ser minha avó, simplesmente não pode.
- Claro que pode! Tipo, faz sentido, entende? Christine era idêntica a você quando tinha a sua idade, da mesma forma que meu avô era idêntico a mim quando tinha a minha idade. Lembra-se quando me perguntou porque tudo estava acontecendo com você se não tinha nenhuma relação com ela? Bom, essa relação só pode existir se você for neta dela. É óbvio!
- A única coisa que é óbvia aqui, Malfoy, é o fato de você ser loiro, ok? Eu não sou neta de Christine Sutcliffe! Já disse, não posso ser! O que você está sugerindo? Que eu seja ADOTADA?-perguntou ela, gritando.
- Não precisa ficar indignada!-respondeu ele, de volta, se levantando também-Olha, é muito normal as pessoas serem adotadas hoje em dia, você não é a única. E, bom, você é uma bruxa brilhante. Brilhante por demais por ser uma nascida trouxa. Se você raciocinar comigo, vai perceber que talvez eu esteja certo.
- Mas você NÃO está certo, ouviu bem? E eu vou te provar de que sou filha do meu pai e da minha mãe.-retrucou ela, se ajoelhando e abrindo sua mochila que Draco deixara no chão.

O loiro a observou revirar a mochila nervosa e se surpreendeu, quando ela virou-a de cabeça pra baixo fazendo todos os livros, penas e pergaminhos caírem na neve. Ela pegou uma carteira que tinha caído junto do resto de seu material e se levantou, abrindo-a.

- Olhe, Malfoy, e me diga que esses não são os meus pais.-e mostrou uma foto que estava lá dentro.

Era uma foto trouxa, parada, onde o Sr. e a Sra. Granger, apareciam bem de perto com os rostos colados, bem sorridentes. É, Draco tinha que admitir, sua hipótese estava errada. Hermione era incrivelmente parecida com o pai, que era moreno e tinha os olhos azuis, bastante parecidos com os de Draco só que um pouco mais escuros. Da mãe, ela tinha os olhos e os cabelos cacheados, e também o belo sorriso que fazia com que o loiro sorrisse intimamente.

- Vai, seu sem-graça, tente dizer que eu sou adotada.-disse ela ironicamente, cruzando os braços e olhando para o garoto a sua frente.
- Ok, eu pensei uma grande besteira, me desculpe. Só não precisa me olhar com essa cara, poxa!-reclamou ele, enquanto devolvia a carteira para a garota que tinha uma cara vitoriosa.
- Ótimo, tire essa idéia da cabeça! Agora, me ajude a arrumar tudo isso que eu joguei no chão.

Draco começou a ajuda-la, pensando pela primeira vez que Hermione parecia ser bem mais louca do que a primeira vista...e aquilo ia ser um grande problema para ele.

*


- Como ela pôde esfregar aquela besta loira na minha cara daquele jeito?-perguntou Rony para Harry, enquanto se encaminhavam para a primeira aula do dia: Feitiços. Gina os tinha deixado para ir pra aula de Transfiguração do quinto ano.
- Sabe, Rony, acho que a Mione não fez de propósito.-disse Harry.
- Como assim não fez de propósito? Só faltou o Malfoy olhar pra minha cara e dizer: “Você perdeu, retardado!”! O que foi que deu na Hermione pra se interessar por um cara daqueles?
- Isso Rony, pode ser denominado como três coisas: ciúme da Mione, inveja do Malfoy ou uma baita dor-de-cotovelo.-disse Harry, divertido.
- Você não está ajudando em nada, Harry!-exclamou o ruivo, quando chegaram na sala de aula e se sentaram.
- Rony, você tem que entender que a Mione está chateada com você por que te seguiu e até acabou descontando em cima de mim e da Gina que não tínhamos nada a ver com a história. Mas você tem que ver que ela está feliz, antes de qualquer coisa.
- Feliz? Como assim feliz?
- Feliz, oras! Você não viu como ela estava conversando com o Malfoy lá na mesa? Deve ter visto, estava observando cada gesto que os dois faziam.
- Eu não reparei, não...estava mais preocupado em como matar o Malfoy ainda hoje, mas ainda estou indeciso sobre um veneno no suco de abóbora ou se simplesmente o molho com água fria e o deixo amarrado em uma árvore lá no jardim, de noite, pra vê-lo virar picolé. O que você acha, Harry?
- Acho que seu caso de “namorado traído” não passa de uma grave dor-de-cotovelo, Rony.

Rony ia retrucar quando Hermione entrou, bastante vermelha e guardando suas luvas no bolso. Malfoy as tinha devolvido antes de se despedirem. A garota sorriu pra si mesma ao se lembrar da despedida difícil que foi, já que Draco a obrigou a pegar outra maçã ao perceber que ela tinha “dado” a sua pela metade para Parkinson. Naquele momento, ela carregava uma enorme maçã na outra mão (Draco tinha tido o prazer de pegar a maior que encontrou pra ela) e foi se sentar entre Lilá e Parvati, ignorando os olhares raivosos de Rony.

A aula até que foi bastante tranqüila, apenas com o ligeiro problema de Lilá e Parvati terem bombardeado-a com perguntas sobre Malfoy durante toda a aula. Hermione sabia perfeitamente que na hora do almoço todos já saberiam do novo e mais improvável casalzinho de namorados do colégio: Draco Malfoy e Hermione Granger.

*


E não é que ela acertou...

Na hora do almoço, o rebuliço feito por aquela notícia quente já devia ter chegado na Conchinchina. Toda escola correu pra ir almoçar de uma vez só pra ver se eles apareceriam juntos, mas ficaram totalmente decepcionados com a ausência do casal. Hermione e Draco pareciam ter adivinhado o que poderia acontecer se fossem almoçar e por isso foram para a Torre Norte, observar a paisagem e sentir o vento frio no rosto. Já estavam lá em cima a um bom tempo e estava nevando fraquinho. Draco não estava gostando nem um pouco de ficar lá em cima, sentia que seus ossos estavam congelando, mas Hermione parecia não notar o frio eminente. Depois de vários minutos de silêncios, a garota quebrou o gelo:

- Sabia que a minha estação favorita é o inverno?
- Sabia que a minha estação favorita é o verão?-retrucou Draco, aquecendo as mãos desprotegidas.
- Isso foi um trocadilho muito sem-graça, Malfoy.
- Granger, vamos sair daqui. Estou congelando.
- Claro que está, já que só está se preocupando com o frio. Olhe a sua volta, garoto, e veja como tudo isso é lindo.
- Só estou vendo um monte árvores lotadas de neve em suas copas. Será que agora não podemos procurar uma lareira quentinha e aconchegante?-perguntou Draco, em tom de súplica.
- Você é totalmente míope, Malfoy. Não consegue enxergar toda majestade que essa paisagem tem? Olhe com atenção. Pare de se importar tanto com o frio e preste mais atenção no ar, nos cheiros, nas cores. Vamos, preste atenção.-disse Hermione, empurrando Draco bem para a mureta alta do alto da torre e se pôs mais atrás.
- Granger, por favor!-reclamou ele enquanto era empurrado sem relutância.
- Só um instante, Malfoy. Feche os olhos e respire devagar.
- Isso é realmente necessário para que eu sobreviva?
- É, faça o que estou dizendo e pare de ser teimoso.

Draco resmungou e fechou os olhos, na mesma hora em que cruzava os braços, impaciente.

- Certo, agora respire fundo e tente sentir a atmosfera a sua volta...

Draco respirou fundo diversas vezes, sentindo o ar frio entrar em seu corpo. Frio e...refrescante. Foi ficando mais calmo, sentindo vento bater de leve sobre os seus cabelos loiros.

- Agora, ouça os sons, Malfoy. Devagar, tente identifica-los...

Aos poucos, o garoto começou a ouvir aqueles sons. Ouviu o farfalhar de uma coruja por perto, o uivo do vento por entre as árvores da Floresta Proibida e até mesmo um pouco de gelo se desprendendo das margens do lago.

- Certo, agora abra os olhos.

Draco os abriu e fitou os olhos castanhos de Hermione a sua frente. Ela sorria, timidamente diante do garoto e perguntou baixinho:

- O que sentiu?
- Uma espécie de paz interior. Até o frio deixou de ser intenso.
- Agora você já sabe o porque de eu gostar tanto do inverno. É tudo tão diferente, tão tranqüilizador.-então ela se virou de costas pra ele, apoiando as mãos na mureta.- A neve e o gelo refletindo o sol fraco. O céu colorido de tons em azul e roxo. E claro, a fumacinha saindo da chaminé da cabana do Hagrid. Esse é o tipo de imagem que eu nunca vou esquecer, entende? É como se eu pudesse esquecer de tudo e entrasse em contato com a natureza na sua forma mais bonita.
- Talvez você tenha razão, mas está se esquecendo de um detalhe.-disse Draco, as suas costas.
- O que?-perguntou ela, que agora estava de olhos fechados sentindo o vento gelado no rosto.
- Eu estou aqui.-sussurrou ele no ouvido de Mione, a abraçando pela cintura e encostando o rosto gelado no dela.

Hermione se sentiu prender a respiração com aquele contato tão íntimo. Sem nem pensar, colocou seus próprios braços em cima dos de Draco, ainda de olhos fechados, respirando aquele irresistível cheiro de menta.

- Por que fugiu de mim ontem?-sussurrou o loiro mais uma vez.
- Eu não sei. Acho que me assustei um pouco com a idéia do que aconteceu...é, fiquei meio assustada.-sussurrou ela em resposta.
- Vai fugir de novo?
- Eu não sei. Não acho que seria o mais prudente já que só tenho você agora.-dessa vez, Hermione abriu os olhos e virou o rosto fitando o de Draco. Ele olhava para a floresta e não pra ela.
- Também acho que é melhor não. Eu também só tenho você agora.
- Então, me promete uma coisa?-perguntou ela, olhando para a floresta também.Draco não respondeu, como se a encorajasse a continuar.-Promete que vai estar comigo quando tudo isso terminar?
- Prometo. E prometo mais. No dia 25 de Dezembro, no Natal, tudo vai terminar bem. Nós vamos estar juntos, quando um com uma taça de vinho e eu vou te dizer três palavras que eu vou repetir durante toda a eternidade.
- Ah, é? E o que você vai me dizer?-perguntou ela, pensando no que poderia ser.
- Hum...”Você é doida!”!
- Malfoy!-Hermione, reclamou se soltando do loiro e o fitando, com uma cara nervosa.
- Ande, vamos arranjar uma lareira para eu aquecer as mãos!-disse ele rindo, puxando-a pela mão.

Hermione bufou em resposta enquanto Draco a puxava pela mão, a fim de achar uma lareira para passar os últimos 20 minutos da hora do almoço.

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