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9. Me importando com você


Fic: Obsessão Por Você - AVISO POSTADO!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A:COMENTEM!!!!!!!!!!!!

Cap.8: Me importando com você

Malfoy saiu correndo do salão com o diário na mão, em direção a porta principal do castelo. Não foi nem o garoto sumir para o salão explodir em comentários. Com Harry, Rony e Gina não era diferente:

- Péra aí, eu sou a única que não entendeu nada do que acaba de acontecer ou tem mais alguém na mesma situação?-perguntou a ruivinha para o irmão e para o amigo.
- Não é a única, não...mas, o que acaba de acontecer aqui?-perguntou Harry.
- Eu não sei o que aconteceu, mas vou descobrir. Quero saber o que o Malfoy anda fazendo a Mione.-disse Rony, parecendo furioso. Ele tentou levantar da cadeira, mas Harry o segurou pela camisa.
- Calma cara! A gente não pode atacar a Mione dessa forma, nem sabemos o que está acontecendo, lembra?-disse ele, fazendo o amigo se sentar.
- Isso mesmo.-concordou Ginny - Mione sabe se cuidar sozinha e pelo o que ela disse ao Malfoy, parece que alguma coisa aconteceu e Hermione resolveu tirar a limpo. Mas, realmente, não deve ser nada sério.
- Mas, mesmo assim. Por que o Malfoy saiu correndo? E por que Hermione fez aquilo com ele? E que raios de livro era aquele que ela devolveu a ele, ele folheou e levou consigo?-perguntou Rony, vermelho.
- Rony, será que você percebeu que ultimamente tem sido uma máquina de “por quês”? Deixe Mione cuidar da vida dela, o Malfoy não é louco de encostar um dedo nela.-disse Gina, alterada com o irmão.
- Acalmem-se, vocês dois!-exclamou Harry - E a Gina tem razão, Rony. Se estivesse acontecendo alguma coisa de grave, Hermione teria nos contado. Agora, pare de se preocupar à toa e volta a comer, OK?
- Perdi a fome. Vou para a Torre da Grifinória. Vejo vocês depois.-disse ele, jogando o guardanapo limpo em cima da mesa e saindo.

Harry e Gina deram de ombros e voltaram a comer, sem reparar que Rony não ia para a Grifinória, e sim, para os jardins.

*


Não foi difícil encontrar Hermione nos jardins. A neve tinha sido inimiga da garota, deixando suas pegadas para Draco seguir. E ele as seguiu, até ver uma garota de touca vermelha, sentada em baixo da costumeira árvore com a cabeça enfiada no meio dos joelhos. O garoto se aproximou vagarosamente e chamou por ela, a pouco de 5 passos de distância dela:

- Granger?
- Saia daqui.-disse ela, baixinho. A voz sempre forte e segura estava vacilante, denunciando que ela estava chorando.
- Granger? O que foi? Me fala o que está acontecendo.-disse ele, baixinho, se ajoelhando na frente de Mione e pondo o diário de lado.
- Eu...eu..não tenho nada pra falar pra você...suma da...da minha frente, Malfoy....não...não piore as coisas.-respondeu a garota, levantando o rosto e fitando o loiro a sua frente.
- Você está chorando..o que houve, Granger? Por que você está assim?-perguntou ele. O som de sua voz era bastante assustado ao ver a cara vermelha e desesperada da garota.
- Não se faça de cínico, Malfoy...eu não quero papo com você...me deixe em paz!-disse ela, enquanto duas lágrimas escorriam pelo rosto dela.
- Por que está me tratando assim? O que deu em você?-perguntou ele se levantando.
- Eu vou dizer o que deu em mim...sabe o que houve, é que eu descobri que você é um santinho do pau-oco e só quer se aproveitar de mim por causa do que tenho enfrentado ultimamente! É isso que deu em mim! Está satisfeito, Malfoy?-disse ela, elevando a voz e se levantando também. Terminou a pergunta, empurrando o garoto que se desequilibrou e deu dois passos pra trás.
- Ei! Granger! Você bebeu ou bateu a cabeça na escada ou coisa assim?-gritou ele em resposta.
- E o que VOCÊ tem a ver com o que eu faço ou deixo de fazer? Hem? O QUE?-gritou ela, agora chutando na neve e atingindo Malfoy. O garoto recuava, com as mãos no rosto, sentindo a garota ataca-lo com a neve fria.
- PARA! GRANGER, PARA!-ele começou a gritar e do nada, saiu correndo e prendeu a menina entre ele e o carvalho. O loiro estava cheio de novo na capa e sobre seu cabelo, mas não se importou e olhou para Hermione.-O que você tem, pelo amor de Deus?

Hermione olhou pra ele e começou a chorar ainda mais.

- Ah, Malfoy...-murmurou ela.
- Se acalme, ok?-disse ele, meio preocupado e meio indignado com a atitude da garota, mas mesmo assim passando os dedos frios pela bochecha quente dela.

Hermione levantou os braços para abraçar o loiro quando os seus olhos bateram no diário de Anthony jogado na neve por Draco. Ela olhou revoltada pra Draco e o empurrou novamente, este ficou sem entender nada e a viu pegar o diário do chão.

- Olha, aqui o que me deu, Malfoy!-disse ela, novamente rude. Ela folheou o diário nervosa até as fotos e o pôs na frente do nariz dele.
- Ah, isso! Eu queria mesmo perguntar o que essas fotos estão fazendo aqui? Por que você pôs essas fotos aí?
- Eu pus? Eu não pus as fotos aí, você as roubou de mim.
- Roubei uma ova, Granger. Você me devolveu o diário com as fotos, fotos que não estavam aí quando eu o dei a você.
- Ah, e você acha que eu vou acreditar nisso? Eu realmente não sei como você conseguiu essas fotos, ou melhor, minhas fotos, mas você vai me contar como.
- Você está brincando, né? EU quero saber por que você enfiou essas fotos aí! O que foi, quis deixar uma lembrança no diário?
- Não seja ridículo, Malfoy!

Os dois pararam de discutir e olharam um para o outro, ambos nervosos. Eles ficaram daquela forma, respirando descompassadamente e olhando um nos olhos do outro por alguns minutos.

Azul no castanho.

Castanho no azul.

Se Hermione queria quebrar aquela conexão, Draco realmente não queria. E até chegou a fazer uma cara de desgosto quando a viu desviar o olhar dele para um ponto escuro perto dali, da onde tinha ouvido um barulho.

- O que foi?-perguntou ele, fechando a cara e cruzando os braços.
- Pensei ter ouvido algo...-disse ela, abaixando a cabeça e olhando para o diário que ainda estava na sua mão e vendo algo que não estava li antes - Ah, por Merlin, isso só pode ser brincadeira.
- O que foi?
- Olha.-disse ela passando o diário para ele.Draco pegou o diário e olhou para a foto que Hermione supunha ser a que Colin tinha tirado dela, mas havia uma pequena diferença nela. Havia uma pequena dedicação no canto da foto que dizia:

Para o loiro mais fofo deste mundo
Com amor,
Chris...


- Opa! Realmente, nós temos um problema aqui, Granger!-disse Draco olhando para a foto.
- Não, isso não é possível...essa foto não pode ser de Christine. Realmente, está fora de cogitação.
- Mas, espere..faz sentido!
- O que faz sentido?
- Granger, nas visões, parece que estamos vendo nós mesmos mas estamos vendo Christine e Anthony, certo? Pensávamos que éramos nós porque Christine e Anthony são idênticos a nós.
- E daí?
- E daí que eu lhe disse que todos que conheceram meu avo dizem que sou sua copia perfeita, o que é verdade, pois eu realmente sou idêntico a ele quando ele tinha minha idade. Então, e se isso acontecer com você e Christine?
- O que?Eu ser idêntica com ela? Mas, como, Malfoy? Nós nem temos parentesco, como eu seria idêntica a ela?
- É aí que a coisa vira um problema...um grande problema.-disse ele, com cara de quem não podia fazer nada.- Mas, pelo menos, paramos de discutir. Afinal, pelo o que eu entendi, essas fotos apareceram do nada, certo?
- Bom, se você diz que não pegou essas fotos e eu não as pus aí, acho que essa é a única hipótese possível agora. Que as fotos apareceram do nada aí.-disse ela, dando de bruços.
- Bom, já que nós concordamos você não vai gritar nem jogar neve em cima de mim, né?-a resposta da garota foi revirara os olhos e voltar a se sentar na neve. Ele se sentou ao seu lado e continuou a falar-Sabe, Granger, tem uma coisa que eu preciso te falar.Uma coisa muito séria.
- Estou toda a ouvidos, Malfoy.-disse ela, olhando para o lago congelado.
- Durante o dia inteiro, eu achei cartas que me ameaçavam, sabe? Parece que alguém quer que eu me afaste da garota que gosta, mas eu não entendi nada.
- Cartas? Em um envelope negro?-perguntou ela, assustada.
- É...como sabe disso?
- Eu...eu sei porque, ai mais que merda...-disse ela tentando tirar alguma coisa do bolso de sua capa, não conseguindo tirou as luvas e tentou de novo - Eu sei porque também recebi cartas assim. Aí estão.-ela jogou pelo menos, uns dez envelopes na neve, mostrando-os a Malfoy.
- Caraca, pêra aí. Olha, a letra é igual..isso não faz sentido. O que diz nas suas cartas?-perguntou Draco, tirando a mesma quantidade de cartas negras do seu bolso e comparando as letras prateadas.
- Quem escreveu diz que me ama e diz para eu me afastar de alguém...parece até que está desesperado, sabe? Como, não sei, como se eu amasse outra pessoa. E nas cartas, ele promete matar essa pessoa.Mas por que..você não acha que..?
- Que quem escreveu essas cartas acha que estamos juntos e quer me matar pra que você o ame?-perguntou Draco.

Hermione apenas confirmou com a cabeça e voltou a chorar.

- Granger, ah, pare com isso!
- Não, ah Meu Deus, você não entende, Malfoy? Tem um maníaco, psicopata, sei lá, querendo matar você por minha causa...mas por que?-disse ela, levantando e chorando.
- E o que te importa se eu morrer? Você me detesta de qualquer forma...
- Não, eu NÃO detesto! E é claro que eu me importo se você morrer, que tipo de ser humano eu seria se não me importasse??-perguntou ela, alterada pra ele.
- Você seria...Hermione Granger!-disse ele se levantando.

Hermione simplesmente deu a volta no carvalho e continuou a falar, chorando:

- Não, o que você está falando? Olha pra mim.-Draco ficou em frente dela e começou a secar as suas lágrimas-Olha pro meu estado. Você é a única pessoa que tem se importado comigo nos últimos tempos, não sei, é uma espécie de ligação, mas mesmo que eu saiba que quando isso acabar e provarem que de alguma forma eu pirei, eu Não quero que você morra...não por minha causa!
- Isso significa que você realmente se importa com o que possa acontecer comigo?-perguntou Draco, se aproximando dela e a fitando nos olhos.
- É claro que eu me importo, será possível que você ainda não enten...

Mas Mione não chegou a terminar a frase porque Draco a beijou. A primeira reação de Hermione foi à surpresa. Ela parou com as mãos no ar e arregalou os olhos enquanto sentia o garoto aprofundar o beijo. E então, se entregou, apoiando as mãos no peito do loiro. Draco colou o corpo no dela e colocou uma mão em sua cintura e a outra no rosto quente de Hermione, que ainda estava úmido do choro. E, se não estivessem de olhos fechados viriam que tinha começado a nevar e que alguém ao vê-los daquela forma tinha saído correndo na direção do castelo.

*


Logo depois que Rony foi para a torre da Grifinória, Harry e Gina terminaram de jantar e resolveram ir pra casa também.

- Sabe, eu realmente espero que Mione esteja bem.-disse Gina ao garoto.
- Ela está, pode ter certeza. Como você mesma disse, ela sabe se cuidar e se tiver algum problema com o Malfoy, vai saber resolve-lo de letra.
- Eu sei, mas, ela tem andado tão estranha ultimamente, Harry...e cansada também. Lilá e Parvati me disseram que ela não tem dormido bem. Eu queria saber o porque.

Harry olhou pra ruiva, pensando se devia ou não contar a ela sobre os sonhos que Mione andava tendo, mas, se a própria garota não tinha contado a ela então era melhor ele ficar quieto. Eles andaram em silêncio até chegaram até o salão comunal, que estava se esvaziando. Harry viu Neville subir as escadas para o dormitório masculino e resolveu perguntar onde Rony estava:

- Neville! Ei, Neville!-chamou Harry com Gina ao lado.
- O que? Ah, oi Harry. Oi, Gina.-nessa hora, o garoto ficou vermelho e Gina desviou o olhar.
- Neville, você viu se o Rony veio pra cá?
- Rony? Não, ele não veio. A última vez que o vi, ele estava saindo para o jardim.-e rapidamente, subiu as escadas e se fechou no dormitório.
- Ah, não. Ah, como o Rony é cabeça-dura. Ele foi atrás da Mione, Harry!-disse Gina.
- E se Mione ver que ele foi atrás dela, não vai gostar nem um pouco...você sabe como ela é independente.
- Sabe de uma coisa? É melhor ficarmos aqui em baixo e esperar Ron voltar, assim podemos evitar que ele de uma de namorado ciumento pra cima da Hermione.
- Fazer o que, né?Ué, cadê o Neville?-disse Harry, olhando para os lados.
- Ele subiu.-disse Gina, simplesmente e depois foi até um divã vermelho que ficava próximo a lareira e se sentou. Harry a seguiu.

Eles ficaram ali conversando sobre as mais variáveis coisas por cerca de uma hora. E quando o salão finalmente se esvaziou, caiu um silêncio mortal e desconfortável sobre eles durante longos minutos.

- Então!-exclamaram os dois, juntos. Gina riu.
- Pode falar, Gina. Estou todo a ouvidos.
- É, eu sei que não é da minha conta, Harry, mas...como anda a sua relação com a Chang?
- Cho? Ah, a gente não tem se visto ultimamente...ela ainda tem raiva pelo o que aconteceu ano passado com a Marieta, entende?
- Mas...você ainda gosta dela?-naquela hora, Harry arregalou os olhos pra Gina.
- Bom, eu não tenho certeza, acho que não. Cho não era tudo aquilo que eu pensava dela, sabe? Mas, esqueça ela, quero saber sobre você e Dino. Como vai indo a relação de vocês?
- Dino? Dino é passado. Terminamos logo quando voltamos pra aqui. Ele é legal e tudo mais, mas eu realmente não gosto dele, entende? No momento, eu estou solteira.
- Sério?-perguntou Harry surpreso. Gina sorriu pra ele.- Mas, como?
- Como o que? Como estou solteira? Ah, Harry, eu quero ficar com alguém que eu goste de verdade, entende? É realmente deprimente ficar com alguém simplesmente por...ficar!
- Mas é que eu achei estranho você estar sozinha, afinal, você é...é bem bonita.-naquela hora, por mais sincero que Harry estivesse sendo e por mais que Gina tivesse consciência de que era muito bonita, os dois coraram furtivamente.
- Você acha mesmo? Puxa, obrigada, Harry. Você também não fica atrás com esses olhos verdes e o cabelo rebelde, viu?-disse ela, divertida, passando a mão no cabelo negro de Harry.

Os dois riram mais um pouco e antes que o silencio chato pudesse voltar, o buraco da Mulher Gorda se abriu repentinamente e Rony entrou estupefato e vermelho.

- Rony! Aonde você est..-começou Gina.
- Onde eu estava? Eu vou dizer onde eu estava! Eu fui atrás de Mione pra saber o que estava acontecendo com ela e Malfoy. E sabe o que está acontecendo? Eles estão se amassando!-cuspiu o ruivo, furioso.
- O QUÊ? Como assim, cara? Mione e o Malfoy?-perguntou Harry sem entender.
- Isso mesmo! Sabe, eles estavam embaixo do carvalho em que a gente se senta. Primeiro, eles começaram a discutir. Mione jogou neve pra cima dele gritando o que ele tinha a ver sobre sei lá-o-que, então ele a prendeu contra a árvore e começou a falar baixinho. Então, ficaram se olhando por um tempo, Mione mostrou um livro pra ele. Malfoy ficou com cara de besta, eles se sentaram no chão e colocaram uns papéis na neve. Então, Mione começou a chorar e a dizer que era claro que ela se importava se ele morresse e então ele a beijou. E eles tão lá, engolindo a língua um do outro.-descreveu Rony.
- Não, isso não é possível, Ron. Você deve ter visto errado. Hermione não beijaria Malfoy.-disse Gina.
- Ela não beijaria, mas está beijando nesse instante!-disse ele alto e depois se jogou numa poltrona em frente o divã.
- Hermione te viu, Rony?-perguntou Harry.
- Não, eu acho que não.
- Bom, de qualquer forma, vamos esperar ela voltar e vamos tirar isso a limpo. Mas não vá discutir com ela, Rony, porque mesmo se ela estiver beijando o Malfoy, isso não te dá o direito de cair em cima dela.
- Isso mesmo, Hermione tem o direito de beijar quem ela quer, Rony, lembre-se disso.-disse Gina.
- Merda!-exclamou Rony baixinho, com as mãos no cabelo vermelho.

*


Quando Draco e Mione pararam de se beijar, estavam ambos vermelhos e sem fôlego. Respirando pela boca, Draco acariciava o rosto de Mione com os dedos frios. Ele tomou fôlego enquanto a garota simplesmente o mirava e começou:

- Granger...
- Se afaste de mim.-disse Hermione, baixo.
- O quê?-perguntou ele, dando um passo pra trás e soltando Hermione.

A garota ainda deu mais uma olhada nele antes de sair correndo na direção do castelo, ignorando o chamado de Draco. Quando ela entrou, Draco deu um chute na neve e foi recolher as cartas que ele e Hermione tinham deixado no chão. Ele pegou tanto as dele quanto as dela, o diário de Anthony e um par de luvas cinza que ela tinha esquecido ali. E se xingando por dentro, voltou para a Sonserina.

*


Hermione correu até chegar ao quadro da Mulher Gorda. Estava ofegante e vermelha. Por isso, parou um pouco, respirou fundo e sacudiu a neve de sua roupa. Ajeitou os cabelos e disse a senha ao quadro, que se abriu a ela. Ela entrou e foi direto para a escada que levava ao dormitório feminino, só queria dormir e esquecer tudo aquilo, mas foi chamada de volta quando pôs o pé no primeiro degrau.

- Hermione?-chamou Gina.
- Ah, vocês ficaram me esperando?-perguntou ela, ao ver os três amigos sentados no divã.Harry estava no meio dos dois ruivos, e olhavam pra ela de forma inquisidora - Algum...problema?
- Não, imagine, não há problema nenhum, Mione! E o seu problema com o Malfoy, você conseguiu resolver?-perguntou Rony, com tom irônico.
- Rony!-sibilou baixinho, Gina.
- Por quê está falando assim comigo?-perguntou a garota, sem entender.
- É, Hermione, vejo que você aprendeu rapidinho como se fazer de cínica...o Malfoy é um ótimo professor, não é?-continuou Rony, se levantou.
- Mas, o que houve, Ron?
- “Mas o que houve, Ron?”-disse Rony, imitando-a-Hermione, o que deu em você? Por que o beijou?
- O que? Ah, espere um instante, vocês me seguiram?-perguntou ela, inconformada.
- Êpa, pêra aí. Acho que todo mundo ta tirando conclusões precipitadas demais. Eu e Gina viemos pra torre depois do jantar, Ron que foi atrás de você.-disse Harry, se levantando.
- Isso não interessa...VOCÊ foi atrás de mim. Por que foi atrás de mim?-perguntou Hermione pra Ron.
- Porque sei que Malfoy não é confiável e estava preocupado com você!
- Eu sei me cuidar muito bem sozinha, Ronald!
- Acalmem-se! Não vamos chegar a lugar nenhum dessa forma!-disse Gina.-Escute, Hermione, Rony disse que você estava discutindo com o Malfoy e que depois vocês se beijaram...isso não é verdade, é?
- Acho que Rony está vendo coisas demais, Gina! E vocês ainda mais por estarem ouvindo as besteiras que ele diz.
- Não são besteiras, Hermione. Você estava beijando Malfoy, eu vi!
- Não interessa o que você viu ou deixou de ver! Não tinha o direito de me seguir!
- Sou seu melhor amigo, te segui por quero o seu melhor e você não vai conseguir isso com o Malfoy!-disse Rony.
- Mas eu não tenho NADA com o Malfoy! E muito menos com VOCÊ, Ronald!
- Pode não ter nada comigo, mas se não tem nada com o Malfoy, por que o beijou?
- Isso é ridículo! Não te interessa o que eu faço ou deixo de fazer, Ronald! A vida é minha e você não tem o mínimo direito de se intrometer nela. Quando eu quiser uma opinião sobre como eu devo levar a minha vida, eu peço para alguém mais competente!-gritou ela, na direção dos três.
- HERMIONE!-ralharam Gina e Harry juntos.
- E isso vale pra vocês dois também.-disse ela para eles e subiu as escadas.
- Quer saber? Vá pro INFERNO!-gritou Rony.

Hermione não respondeu, apenas bateu a porta com toda a força que podia.

- Vocês viram como ela tratou a gente? Que absurdo!-disse Ron.
- Você também não teve nenhum pouco de tato, Rony.-criticou Gina.
- Mas ele tem razão, Gin! Nunca vi Mione daquela forma...parecia possuída por alguma coisa. O que será que Malfoy disse a ela?
- Eu não quero nem saber...quero mais que ela se fo...
- Rony!!! Ah, pelo amor de Deus! Hermione está passando por uma fase difícil, isso está na cara. Vocês não podiam querer que ela simplesmente dissesse o que se passou entre ela e Malfoy. E você, Ron, não tinha o mínimo direito de se meter na vida dela dessa forma, eu ficaria tão irritada como ela numa situação dessas.-disse Gina - O melhor que nós podemos fazer agora é esperar que o ânimo dela esfrie e quando estiver disposta, venha conversar com a gente. Se Mione anda se sentindo mais protegida com Malfoy do que conosco, é porque ele não fica fazendo interrogatórios nem a mandando ir pro inferno. Pensem nisso! Boa noite.-despediu-se Gina e sumiu escadas acima.
- Por que”pensem nisso”? Eu não fiz nada!-exclamou, Harry.
- Ah, cale-se!-sibilou Ron, indo para o dormitório também.
- Stress mata, viu?-perguntou Harry, subindo atrás do amigo.


Hermione bateu a porta com força e levou as mãos à cabeça, chorando. Ela escorregou pro chão, tonta, com uma música alta. A música a deixava surda e cega.

O futuro refletirá
No passado de seus ancestrais.
Sua vida voltara,
Toda pra trás.


Ela tinha vontade de gritar com toda a força dos seus pulmões, mas a voz simplesmente não saía. Desesperada, Mione caiu no chão. Ela só queria que aquilo parasse...todo aquele inferno tinha que desaparecer. Aos poucos a música começou a desaparecer, e em um instante, acabou. Ela continuou ali, caída, por alguns minutos, respirando devagar e chorando. Então, levantou os olhos e olhou pra sua cama.

- Ah, não! Só pode se brincadeira!

A cama da garota estava coberta de pétalas de rosas podres, que exalavam um cheiro horrível. E também havia uma carta, em um envelope preto. Engatinhando, Hermione chegou a sua cama e pegou o envelope. O abriu, pedindo a Deus que não fosse de quem achava que era. O pedaço de pergaminho começou a se encher de linhas numa tinta prateada, que diziam:

Minha querida,

Sei que estas passando por um momento difícil e escrevo para te confortar nem que seja um pouco. Sei que recebeu minhas cartas hoje, também, pois sempre aqui estou, te acompanhando, te observando. E ainda assim, finges que não me vê...Por que? Por que fazes isso com minha pobre alma? Por que me torturas tanto se só quero o seu melhor? E por que continua a beijar e amar alguém que não sou eu? Por que sofres por aquele maldito infeliz?
Queria tanto aí estar, para secar suas lágrimas e acariciar-te. Mas você não quer, não deixa...Mas eu sei que isso há de mudar, tu vais ser minha. Apenas MINHA!
Estou esperando, venha ao meu encontro, minha querida Christine, venha para mim!

Deste que sempre vai te amar.


Hermione estava extasiada. Não podia ser possível. Ela não era Christine, então por que raios esse louco a estava perseguindo? Por que não a deixava em paz? Era tão difícil entender aquilo?

Desesperada, ela rasgou a carta em pedaços, chorando ainda mais e foi pro banheiro. Entrou debaixo da água gélida do chuveiro de roupa mesmo. O impacto foi na hora. Ela podia não estar vendo, mas o corpo dela por dentro perdeu temperatura e ela se sentou, desfalecida no piso. E ali ficou por muito tempo, sem forças para se mexer, totalmente parada.

Congelada...

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