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7. Anthony Malfoy


Fic: Obsessão Por Você - AVISO POSTADO!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A:COMENTEM PLEASEEEEE!!!!!!!!!!!!!!!!!=DDD

Cap.6: Anthony Malfoy

Seus olhos acinzentados se abriram assustados. Draco se sentou na cama, pasmo.

O que ele estava fazendo, dormindo em sua cama? No dormitório masculino da Sonserina, em meio os roncos de seus colegas de quarto?

O garoto olhou em volta. Ele estava de pijama e as roupas que usava na noite anterior estavam jogadas no pé da cama. A noite anterior. Não, realmente acontecera, ele simplesmente não podia ter sonhado com tudo aquilo.

Fechou os olhos, esfregando-os com os dedos e se lembrou da noite anterior. Ele. Hermione Granger. Aquela visão, premonição, ou seja lá que raios eles viram. O que eles tinham visto mesmo?

Ele e Granger, se beijando e jurando se amar pelo resto da eternidade...não, aquilo era impossível. Espere, não eram ele e Hermione que faziam aquilo, mas sim, uns tais de Christine e Anthony!

Christine? Quem é Christine?

E Anthony? Quem é Anthony?

Anthony...Anthony...o garoto tinha certeza que já tinha ouvido aquele nome em algum lugar. Draco fechou os olhos novamente e se concentrou na visão. Aquele momento lhe passou como um filme...e esse filme parou quando ouviu da boca de Hermione (quer dizer, Christine) o nome Anthony Malfoy. Ele reabriu os olhos, assustado.

Anthony Malfoy?

Não aquele Anthony Malfoy! Sem pensar duas vezes, Draco se levantou, vestiu o uniforme e abriu seu malão. Começou a revirar tudo que tinha dentro dele, até achar um embrulho velho e amarelado, que só abrira uma vez. Apanhou o embrulho e o abriu. Era um livro e sua capa tinha sido apagada com o tempo. Sem pensar duas vezes, Draco pôs o livro no bolso da capa e resolveu esperara o horário do café, pois ainda eram cinco horas da manha.

Mas ele tinha certeza de uma coisa, uma grifinória iria procura-lo.

*


O despertador tocou, escandaloso e traiçoeiro, acordando as garotas no dormitório. Uma leva de barulhos e vozes penetraram no cérebro de Hermione, que parecia se recusar a acordar. Sonolenta, a garota abriu os olhos. Lilá e Parvati já tinham começado a andança do banheiro para o armário e do armário para a penteadeira, que, na opinião dela, era um completo desperdício de tempo.

Ela fechou seus olhos por um momento. Momento curto, pois logo os abriu, espantada.

- O que estou fazendo aqui???-perguntou ela alto, se sentando na cama.
- Você dorme aqui, Hermione. Acorda garota, um novo dia começou!-exclamou Lilá. Como sua voz irritava Hermione.

Hermione olhou em volta. Estava no dormitório, mas como? Lembrava-se com clareza de ter adormecido encostada no ombro de Draco Malfoy, então como podia estar ali? Sem reparar no que estava fazendo, a menina se levantou e começou a falar sozinha:

- Não, isso não é possível...eu estava ontem com ele...e eu dormi apoiada nele..
- Dormiu com QUEM, Hermione???-perguntaram Lilá e Parvati, juntas.
- O que?-perguntou ela, reparando pela primeira vez nas duas colegas - Com ninguém!! Da onde tiraram essa idéia maluca?
- Maluca, você é que é maluca, isso sim.-murmurou Parvati, voltando para sua amada penteadeira.-Você ainda está dormindo, Hermione, e sonhando.

Foi nessa hora que Hermione percebeu a burrada que quase acabara de cometer. Olhando pro chão, viu suas vestes jogadas. Sua blusa, repleta de sangue, foi logo chutada para debaixo da cama, no intuito das outras meninas não verem aquilo. Sem pronunciar nenhuma palavra, Hermione pôs seu uniforme e desceu, pensando na noite anterior. Ela só sabia de uma coisa: tinha que falar com Draco Malfoy e perguntar a ele sobre seu anel, que ainda se mostrava vivo em sua mente.

*


Hermione encontrou Harry e Rony no salão comunal e o trio desceu junto para tomar café. Os dois amigos perguntaram a Hermione sobre o sonho e se ela estava se sentindo melhor. Perguntas em vão, pois Hermione só respondia com monossílabos. Estava preocupada demais com a possível conversa que teria com Malfoy para prestar atenção nos amigos.

Quando os três chegaram a soleira da porta do Salão Principal, todos os olhares se voltaram a eles. Ou melhor, a Hermione. “Que ótimo, lá vamos nós de novo. Tirem esses olhares de pena de cima de mim” pensou a garota, que sabia que os olhares só fitavam seu rosto cansado e suas olheiras que não tinham deixado de ser profundas. Apenas um olhar não demonstrava aquele sentimento, era o olhar de Draco Malfoy. Ele acompanhou, com o olhar, Hermione fechar a cara para todos do salão e seguir calada com os amigos para três cadeiras vazias, reservadas pela a mais nova dos Weasley. Ela sentou. Ele pegou uma torrada, se levantou e caminhou na direção dela.

- Granger, precisamos conversar.-disse ele, frio e rápido para ela. Um leve disfarce para esconder a ansiedade que sentia por falar com a garota.

Hermione ergueu os olhos para ele e pegou duas torradas. Quando ia falar, Rony a cortou:

- E por que você precisa falar com ela, Malfoy?
- A curiosidade matou o gato, sabia, Weasley? E há de matar mais alguém daqui alguns minutos.-respondeu Draco, com um sorriso sarcástico no rosto.
- Parem vocês dois. Ande, Malfoy, não tenho todo o tempo do mundo para gastar com você.-disse Hermione, se levantando e andando na direção da porta.

Draco piscou para Gina e seguiu atrás de Mione, deixando Harry, Rony e a própria Gina surpresos.

- Mas o que a Mione foi falar com aquele pateta?-perguntou Gina a eles.

Os outros dois apenas observaram Hermione e Draco saírem do salão, lado a lado.

*


- Certo, Granger, explique-se!-disse Draco, assim que Hermione se sentou embaixo da árvore que dias antes abrigara ela, Harry e Rony para uma conversa sobre aquele mesmo assunto.
- Explique-se? Desculpe, Malfoy, mas acho que não entendi o quer dizer com essa ordem.-satirizou Hermione.
- Qual é, Granger! O que foi aquilo ontem à noite?-perguntou ele, impaciente, em um tom mais alto.
- Em primeiro lugar, Malfoy, eu não sei o que aconteceu ontem.-Draco abriu a boca para falar, mas Hermione continuou-E, em segundo lugar, para de bancar o oxigenado ignorante comigo se realmente quiser entender o que aconteceu ontem.

Draco respirou fundo e sentou do lado dela. Fitando-a, ele disse em tom baixo:

- Certo, está bem, Granger. Eu me acalmo, contanto que você desembuche.
- OK, Malfoy. Faça as suas perguntas.-disse ela, olhando nos olhos dele.
- Primeiro, por que você estava na biblioteca? Por que você está fazendo uma pesquisa sobre os Sutcliffe? O que foi aquilo que nós vimos ontem naquela sala, quando estávamos fugindo do Filch? Por que eu fui arremessado pro outro lado da sala? Por que você vomitou sangue ontem e olhou daquele jeito para minha mão? Ah, claro, por que anda tão estranha? Não tem prestado atenção nas aulas nem pelo trabalho de monitora. O que está acontecendo com você, afinal!
- Você sabia que eu não consigo assimilar todas as suas perguntas de uma vez? Diga-me qual que você quer que eu responda primeiro.-disse Hermione, nervosa. Aquela seria uma longa conversa.
- O que estava fazendo na biblioteca?
- Eu fui à biblioteca ontem durante a hora de almoço e adormeci uma meia hora depois de você ter ido embora. Acho que Madame Pince não me viu, pois eu só acordei quando você apareceu, de noite.
- Certo, por que está tão interessada nos Sutcliffe?
- Eu não sei ao certo. O que importa é que a história de Christine Sutcliffe tem me interessado e perturbado muito nos últimos tempos, e já que tenho liberdade para pesquisar sobre o assunto, pule para a próxima questão.
- O que foi que nós vimos ontem?
- Não tenho essa resposta, Malfoy. Quer dizer, eu não sei o que está acontecendo nem como eu vi aquilo, ou melhor, nós vimos. E, eu estou estranha pelo fato de estar tendo um grave problema de insônia nos últimos tempos e não tenho conseguido dormir direito. Também não tenho conseguido prestar atenção nas aulas porque minha cabeça anda cheia de problemas e ser monitora só piora as coisas. Mas afinal, por que você quer saber tudo isso? Você me dá náuseas só de falar comigo, por que quer me perturbar com todas essa perguntas?
- Depois eu que sou ignorante, né?
- Considere esse tratamento por tudo que você já fez.
- Ah é? E o que foi que eu fiz?-perguntou Draco, com cara de divertimento.
- Não se faça de cínico, Malfoy.
- Ta certo, Granger. Dá pra se acalmar?

Naquele exato momento, o sinal da primeira aula soou e Hermione se levantou, decidida a sumir dali.

- Se você já terminou seu interrogatório, Malfoy, me de o prazer de ir embora, está bem? E não diga a ninguém o que lhe contei!-Hermione se virou e deu uns cinco passos quando Draco lhe respondeu.
- Ah, claro, vá para a sua aula, Granger! Mas não pense que eu engoli essa historia de você não saber o que esta acontecendo. Ah, também tem o fato de que você não vai saber o que eu tenho a lhe dizer sobre o anel que nos vimos ontem e quem é Anthony Malfoy.-naquele exato momento Draco tirou o livro que pegara de manhã do bolso de sua capa.

A garota gelou e respirou fundo.

- Está falando sério, Malfoy?
- Nunca falei tão serio com você, a não ser é claro quando lhe disse que você é uma sangue-ruim desprezível.
- Deixe os xingamentos de lado, está bem?-disse Hermione se virando.-Vou perder minha aula de Aritmancia com vo...O que é isso?- Draco balançava o livro na mão esquerda e tinha um sorriso misterioso no rosto.
- Um livro. Não dá pra ver?-Hermione franziu a testa e se postou na frente dele.
- É claro que eu estou vendo que isso é um livro, Malfoy. Mas, por que está mostrando-o para mim?

Draco aproximou seu rosto do de Hermione e sussurrou em seu ouvido.

- Porque este livro contém muitas respostas.

Inconscientemente, Hermione esticou o braço para pegar o livro. Draco o levantou, deixando fora do alcance da garota.

- Deixe-me ver, Malfoy!-exclamou ela, nervosa, pois Draco começara a ronda-la com o livro de forma que ela não pudesse pegá-lo.
- Não enquanto você não me contar o que está acontecendo, Granger.

Draco começou a rir do desespero que Hermione tinha de tentar pegar o livro. Hermione parou nervosa na frente dele. Draco com um sorriso divertido no rosto, a observou ficar vermelha de raiva e seus olhos castanhos se espremerem. O corpo dela emanava um estranho e delicioso cheiro de canela, embriagante. Por apenas um momento, Draco teve a louca idéia de beijar a garota que estava a sua frente. Mesmo que quisesse realizar aquele desejo, não teve tempo pois sentiu a garota pôr as duas mãos em cima do livro e puxá-lo para si.

Nem Draco nem Hermione viram mais nada naquele momento. A luz ofuscou, envolvendo-os em uma áurea sobrenatural e risos invadiram suas cabeças. Acabavam de entrar em um outro mundo...

*


- Deixe-me ver, Tony!- pedia a garota tentando alcançar o diário do loiro a sua frente.
- Não, Chris, não, haha, é particular!-respondeu ele tentando fugir da menina.

Os dois já estavam naquilo há algum tempo. Todos estavam em aula e muito a contragosto, Christine fora arrastada para o jardim pelo namorado. Os dois haviam começado a conversar até a garota perceber que Anthony carregava seu diário e a curiosidade falara mais alto, obrigando-a a tentar pegar o livro das mãos do garoto. Só não pensara que seria tão difícil...

- Não, Christine!-correu Anthony para longe, driblando a garota e fincando suas pegadas na neve.

Ela correu atrás dele rindo e tropeçando. Ao alcançar o garoto, ela pulou em suas costas e os dois caíram na neve, ambos, rindo. Ela se sentou em cima dele e estendeu a mão, com ar de vitoriosa:

- Tudo bem, você venceu, pode olhar.

Anthony pôs o livro nas mãos da garota e a puxou pra si. Eles se envolveram em um beijo apaixonado e cheio de desejo e antes mesmo de se separarem, sentiram a terra temer, uma luz forte invadir seus olhos. Os versos já conhecidos novamente gritaram e tudo rodou, rodou, rodou...para parar no mesmo lugar.

*


Hermione gritava com as mãos na cabeça. Draco abriu os olhos e viu a menina cair pra trás na neve. Em uma fração de segundo, o diário foi ao chão e Draco ajoelhou-se na frente de Hermione, sacudindo-a.

- Granger, Granger, o que você tem? Pare de gritar, pelo amor de Deus. GRANGER!-dizia ele nervoso diante do ataque da menina.

Hermione parou de gritar e olhou para ele. Alguns fios de seu cabelo estavam em desalinho, ela respirava penosamente e o sangue tingia seu rosto de vermelho. Draco observou sua expressão mudar para uma de início de choro antes dela se pendurar em seu pescoço. O garoto sem saber o que fazer, afagava o cabelo dela sentindo as lágrimas quentes em seu pescoço. Entre soluços, Hermione sussurrou no ouvido dele:

- Estou confusa.
- Também estou, Granger. Ande, pare de chorar.-Draco a afastou um pouco, visualizando os olhos inchados dela.-Vamos, Granger, me diga, o que foi aquilo que nós vimos?

Ela olhou nos olhos cinzentos a sua frente para depois procurar o diário que estava jogado a seu lado. Engolindo seco e passando as mãos nos olhos, ela perguntou, mostrando o diário a Draco:

- O que...o que é isso?
- É um diário. Um diário, Granger.
- De quem? É seu?
- Não, não é. Dá pra reparar que é bem antigo, né? Bom, esse diário pertenceu ao meu avô...ele escrevia nele quando tinha a nossa idade.- explicou Draco a ela.
- Seu avô?-perguntou, surpresa. Fez uma pausa, pensando e depois olhou novamente para o loiro - Você não quer dizer Ant...
- É, Anthony Malfoy era meu avô por parte de pai.
- Oh, Meu Deus!-murmurou ela, disse ela pondo as mãos no rosto e deixando mais duas grossas lágrimas caírem.-Como assim, do seu avô? Como assim, Malfoy?
- Calma, Granger! Não precisa ficar desesperada!
- E como você quer que eu fique?-disse ela, alterando a voz - Você me diz simplesmente que Anthony Malfoy é seu avô do nada, será que não deu pra entender que eu não sei o que está acontecendo e que você só está piorando as coisas?
- Que coisas, Granger? Que coisas são essas que você se recusava a me dizer? O que está acontecendo com você, garota?-gritou Draco ainda mais alto.

Hermione abriu a boca pra responder, mas a fechou sem dizer nada. Ela olhou apreensiva para Draco pensando se contaria a ele tudo que ele devia saber...puxa, estava tudo tão confuso!

- Está tudo tão confuso e...eu não sei se devo te contar o que está acontecendo comigo.
- Por que não experimenta? Dependendo do que for, talvez...talvez eu consiga te ajudar.-disse ele, dando de ombros.

Hermione pensou por mais um momento. Por que ela não devia contar? Ela estava realmente precisando desabafar com alguém, isso ela tinha que reconhecer. E...a única pessoa que parecia disponível pra ela no momento era Draco. Por que não? Estava na hora de deixar de ser orgulhosa...

- Está bem, Malfoy. Não sei se te contar isso vai mudar alguma coisa, mas, eu realmente preciso desabafar com alguém.

Draco confirmou com a cabeça e abraçou os joelhos, se preparando para ouvir. O relato dos sonhos não demorou muito. Hermione quase se atropelava ao contar tudo, sentia uma tremenda necessidade de fazer aquilo. Algumas vezes, ela se deixava chorar e acabava abraçada por Draco. De alguma forma, ela não achava aquilo estranho. Na verdade, era bastante reconfortante ser abraçada por Draco. Ele tinha um cheiro tão bom...

Quando terminou, estava ofegante. Pronto, era isso. Tinha contado tudo, desde os sonhos desde o seu medo e sua confusão com tudo aquilo. E, ao seu ver, a reação de Draco não podia ser melhor. Ele não ficara de boca aberta como Rony ficara e nem tentou dar explicações sem fundamento para o que estava acontecendo. Apenas a encarou por alguns minutos com uma expressão séria, até Hermione não agüentar o silêncio dele e dizer:

- Então? Você me acha doida?-a resposta do garoto foi um sorriso.
- Não, não acho. Isso tudo que você disse é realmente muito estranho, mas...mas, deve se haver algum jeito de descobrir o que está acontecendo.
- Esse que é o problema, Malfoy. Eu não sei o que está acontecendo! Eu não sei o porquê de estar tendo esses sonhos e essas visões, simplesmente, não sei.
- E isso não é nada bom para alguém que sempre tem resposta pra tudo, certo?-Hermione sorriu.
- Não, não é. Dá pra se ver que você entendeu tudo que eu disse.
- Lógico que entendi, Granger. Por algum motivo que vamos ignorar no momento, você está sonhando com Christine Sutcliffe, uma moça que desapareceu há décadas. E de alguma forma, quando estamos juntos nós temos visões juntos, de nós mesmos.
- Não somos nós, Malfoy! São Christine e Anthony...que pelo o que você me disse era seu avô, certo?
- Bom, é sim, Granger. Anthony era meu avô. E, todos dizem que sou idêntico a ele quando ele tinha minha idade. Talvez isso explique o fato de parecer ser eu na visão.
- Isso é um caso genético, Malfoy. Eu não tenho nada a ver com Christine Sutcliffe, por que eu teria visões e sonhos com ela? E por que ela se parece tanto comigo?
- Vá lá se saber, Granger. Estou tão confuso quanto você.
- Certo...e esse diário-disse Hermione pegando o livro do chão-era de seu avô?
- É, é uma espécie de diário. Ele não terminou de escreve-lo. Ele me deu antes de morrer.
- Seu avô está morto?
- Morreu estas férias. Pensei que soubesse, saiu em quase todos os jornais. Foi assassinado.-respondeu o garoto, secamente.
- Oh, eu sinto muito, Malfoy, eu...-disse Hermione, um pouco incerta. Podia-se ver que Draco não havia gostado de tocar naquele assunto.
- Não sinta. Foi uma grande perda, só isso. Mas, isso não vem ao caso, o fato é que o diário era dele, e por causa desse diário nós tivemos a visão.
- Agora, eu não entendi.
- O negócio é o seguinte, Granger: a visão apareceu quando você tocou o diário e eu também o estava tocando, esqueceu? E a visão mostrava exatamente a mesma situação que nós estávamos, você estava tentando pegar o diário de mim. Só que na visão, isso ocorria com Christine e Anthony. Aconteceu à mesma coisa ontem à noite. Estávamos fugindo de Filch e tivemos uma visão dos dois fugindo de Filch também.
- A única diferença é que nas duas visões eles se beijavam, certo?-perguntou Hermione. Draco ficou vermelho.- E, pareceu que os dois eram...
- Namorados?-perguntou Draco. Dessa vez, foi Hermione que enrubesceu.
- É, namorados. Mas, Malfoy, você acabou de dizer que o diário foi o motivo de termos tido a visão, como se quando o tocássemos, revivêssemos lembranças de seu avô. Mas, na noite passada, não estávamos tocando nada que pertencia a seu avô, então, sua teoria está errada.
- Para de sentir a sabe-tudo uma vez na vida, Granger! Eu tinha em mãos uma coisa que pertenceu ao meu avô e quando eu te toquei no ombro, essa coisa entrou em contato com você.-Draco levantou a mão direita à altura dos olhos castanhos da garota-Este anel.

Hermione pegou na mão de Draco e passou o dedo sobre o anel.

- Claro, só pode ter sido isso...desculpe, isso significa que talvez sua teoria esteja correta.
- Você detesta dizer que está errada, não é? Bom, este anel era de meu avô. É uma tradição das famílias sangue-puro. Todos usam um anel que os identifica como um membro sangue-puro, e com a família Malfoy não é diferente. Na minha família, quando a pessoa completa 11 anos, ela recebe seu anel.Temos um joalheiro que cuida somente desse assunto. Assim, a pessoa escolhe o anel que mais combina com ela. Quando um Malfoy se casa, a noiva recebe além da aliança, um anel que a identifica como um membro de nossa família. Quando eu completei 11 anos, meu avô deu-me seu anel.
- É uma tradição besta, não é? Se eu quiser usar uma pedra na mão e vestir roupas elegantes, também posso passar por uma “sangue-puro” tranqüilamente.
- Interprete do jeito que quiser. O negócio é que vimos aquela visão porque em uma ocasião, meu avô e Sutcliffe se encontraram em uma situação parecida com a nossa, estavam fugindo do zelador.-conclui Draco, como se tudo fosse muito simples.
- Malfoy, não estamos discutindo uma técnica de jogada para quadribol. As coisas não são tão simples assim.
- Claro que não são essa é só a minha hipótese do que está acontecendo. E, eu acho que você não tem nenhuma melhor.

Hermione cruzou os braços e fechou a cara. Draco tinha no rosto o seu famoso sorriso de triunfo. E a garota sabia que não tinha o que fazer, ele tinha razão, não havia explicação melhor para tudo aquilo. Ela pensou alguns minutos, ora olhando a neve, ora para o céu, que tinha um azulado descomunal, mas sem nenhum vestígio de sol; então se levantou, passou as mãos no rosto e disse:

- Eu vou acatar a sua idéia, Malfoy, mas quero ficar com esse diário.
- Posso saber por que?-perguntou ele se levantando. Por que ela simplesmente não dizia que ele estava certo?
- Porque eu quero saber se você está realmente falando sério comigo, além de querer saber mais sobre esse seu avô. Então, me dê o diário.
- Hahaha! Mesmo falando sério com você Granger, por que você acha que eu vou te dar o diário de mão beijada? Eu posso te dar o diário sim, só que com uma condição.-disse o garoto, com um sorriso malicioso no rosto.
- E qual é essa condição?-perguntou ela, desconfiada. Não gostava nem um pouco quando Draco dava aquele sorriso.
- Oras, Granger, você pode estar parecendo uma morta-viva com essa palidez e as olheiras, mas eu não posso negar que você mudou muito nos últimos anos. E, para melhor, eu tenho que admitir. Então, eu acho que mereço um beijo, certo?
- Há, vá confiando nessa Malfoy! Eu sabia que você devia ter algum propósito atrás de toda essa compaixão por mim. Dê-me isso aqui.-disse ela arrancando o diário da mão dele.-Você não tem chances comigo.

E antes mesmo de Draco conseguir responder, Hermione saiu andando de volta ao castelo com o diário na mão e sua mochila na outra. Sorrindo, Draco gritou:

- Sabe, eu acho você doida assim. Agora, pode ficar deprê.
- Eu só não respondo de forma mal educada, por que acabo de aprender que isso não adianta com você, Malfoy. Vá catar coquinho.

O garoto riu e observou a garota desaparecer atrás da porta principal do castelo. Parecia que tinha conseguido animar a grifinória um pouco. Ele ainda não entendia o porque de estar fazendo tudo aquilo para ela, mas ao pensar no beijo que daria naquela boca cor de cereja bastou como motivo para o loiro naquele momento. Havia começado a nevar e despertando, ele xingou:

- Putz, ninguém merece esse frio, cara!

Draco foi correndo para o castelo, com o intuito de se sentar na frente de uma lareira e tirar um cochilo. Mas ele não sabia que seu desejo não seria realizado...uma surpresa o esperava.

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