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2. Novidades


Fic: Desencontros


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Capítulo 2 – Novidades

- Vamos logo! – Bufou Ron, um pouco à frente dos outros três irmãos, na trilha que passava pelos fundos da igreja e da escola.

- To indo. – Reclamou a única menina do grupo. - Será que dá pra você ao menos explicar por que tanta pressa?

- É mesmo irmãozinho. A semana inteira você tem se apressado...

- Pior, NOS apressado. – George interrompeu a fala de seu gêmeo Fred.

- Exatamente! Nos apressado para chegar na escola. O que deu em você? Será a convivência? – Os gêmeos trocaram um olhar furtivo com a menina que tratou de esconder o risinho.

- Eu só não quero chegar atrasado, tá legal.

- Sei... sei... – Concluiu Fred com uma sobrancelha erguida.

Depois de alguns minutos seguindo Ron e mesmo estando num caminho que passava ao lado e andando a passos largos, a garota conseguiu divisar as estátuas angelicais que adornavam alguns jazigos do cemitério que ficava ao fundo da igreja.

- Eu detesto passar por aqui.

- Você já devia ter se acostumado Ginny. – Falou George com uma expressão penalizada. - Desde sempre a gente pega este caminho para ir pra escola.

- Acho que não vou me acostumar nunca a passar perto do cemitério.

- Vai dizer que está com medo de fantasmas? – Brincou Fred para tentar animar a irmã.

- Não! – Ginny se apressou a responder.

- Ah, vamos logo! – Gritou Ron alguns metros à frente.

- Calma apressadinho.

Calma! Tudo que Ron não tinha naquele momento era calma. Sua vida não estava calma. Ao contrário. Havia sido mexida e remexida igual aos ovos que sua mãe costumava fazer para o café. Tudo tinha saído do eixo desde que aquele garoto de Londres tinha chegado na cidade. Não que o tal Harry tivesse feito muita coisa para incomodá-lo, para ser justo. Mas precisava sentar ao lado de Hermione? Quer dizer, aquele era seu lugar, não era? Todos sabiam... Ele deveria ter perguntado se alguém costumava sentar ali... E não era um lugar nem tão bom assim realmente, ficava logo na frente e ... bem, Hermione sempre chamava atenção dos professores com aquele seu jeito e... Será que ele estava era de olho em Hermione?

Foi com alívio que viu o muro que ladeava a escola logo à sua frente. Apressou ainda mais os irmãos sem se importar em ver se eles estavam de fato próximos ou não. A passos rápidos, encaminhou-se ao portão, ignorando alguns amigos que lhe chamaram, seguindo direto para a sala de aula e tendo a grata surpresa de ver o lugar ao lado de Hermione (que neste momento já estava sentada lendo um livro) desocupado.

Com um sentimento de triunfo, se acomodou ao lado da garota antes de dizer com um largo sorriso.

- Dia, Mione.

A morena encarou-o e ao reparar no sorriso radiante que o ruivo lhe presenteara, sentiu suas faces ruborizarem ao retribuir o sorriso e o cumprimento.

- Bom dia, Ron.

A sensação de vitória que o rapaz sentia se tornou ainda maior quando viu o tal Harry entrar na sala. Trocaram um olhar firme tal como fossem dois duelistas, demonstrando respeito pelo adversário antes do embate.

--~~--~~--

Era inacreditável! Apenas porque havia se atrasado vinte minutos para o café sua tia não o tinha deixado comer nada. Só conseguira tomar uma xícara de leite porque seu primo Dudley ainda estava sentado à mesa e com o prato repleto de bolinhos, por sinal. Ainda ruminando o “eu avisei que não toleraria atrasos nas refeições” e sentindo o estômago roncar de fome, Harry decidiu caminhar. Com sorte seus passos o levariam pra longe dos Dursley, pra longe daquela cidade, pra longe de seus problemas... Resolveu seguir o curso do rio e ver até onde conseguiria chegar quando finalmente esquecesse a fome, a raiva e a saudade.

Com passos decididos focou sua mente em outro problema que o assaltava no momento: a escola. Não que tivesse sido mal recebido nela, ou a odiado fervorosamente, mas lá estavam os dois grandes causadores de sua repentina onda de raiva, o ruivo Weasley e o professor Snape. Desde que pôs os olhos em cima de Harry, o professor de matemática Severo Snape havia decidido transformá-lo em um bode expiatório. Talvez fosse algum tipo de preconceito contra forasteiros, ou pessoas de óculos, ou qualquer coisa do gênero, o fato é que já perdera alguns pontos na matéria e agora precisava mais que nunca tirar uma nota excelente na prova da próxima semana para compensar. E isso levava Harry a sentir mais raiva ainda naquela manhã, pois fora por passar boa parte da noite anterior, após o jantar, estudando para a prova que acabara dormindo demais e perdera o café.

É tinha que admitir que naquela disputa Ronald Weasley perdia feio para o professor, pois percebera que o colega também era um dos alvos preferidos do Seboso, como alguns o chamavam. O problema do ruivo era que ele era irremediavelmente um idiota. Não adiantava Hermione ou Neville falarem o contrário, pois para ele uma pessoa que trata uma preferência por um lugar na sala como uma ofensa à honra, devia ter sérios problemas.

Harry deu uma pausa no fluxo dos pensamentos ao se dar conta de que já tinha se afastado bastante da casa dos tios. Havia cruzado a ponte e em algum momento nem percebera que os trilhos do trem que também seguiam ladeando o rio haviam tomado outro caminho. Seu estômago emitiu um ronco particularmente forte e impossível de ser ignorado, fazendo-o decidir que já estava na hora de voltar e quem sabe dar um belo destino a algumas frutas que ele havia visto na despensa. Contudo ao avistar algumas maçãs numa árvore um pouco mais à frente, decidiu que não daria à tia o gosto de pedir-lhe comida. Aproximou-se e pegou as maçãs que estavam num galho mais baixo e começou a comê-los rapidamente. As árvores faziam um pequeno caminho e Harry se perguntou o que poderia encontrar por ali. Quem sabe outra macieira carregada, ou um pessegueiro? Adorava pêssegos... Romãs também não seriam de todo mal, porém já havia passado da época de romãs. Pensando em como suprir a sua recente falta de comida com os frutos que encontrasse, decidiu se embrenhar pela trilha até ver o que encontrava ou aonde chegaria.

Qual não foi sua surpresa ao avistar um belíssimo lago rodeado por frondosas árvores. Era quase a imagem do paraíso e ele já podia se imaginar ali, se refrescando, nas férias de verão. Será que as pessoas da cidade iam até ali? Duvidava muito, já que parecia ficar bem afastado, mas se iam onde estavam naquela manhã ensolarada de primavera? Não importava. Tinha certeza que ao menos Dudley não iria até ali. Era longe demais para ele conseguir chegar carregando aquele corpo todo de qualquer forma. Só isso já tornava aquele lago um dos melhores lugares da cidade.

Parcialmente saciado e depois de observar a paisagem por minutos infindáveis, Harry teve de novo seus pensamentos sugados pelos problemas que o afligiam. Não teria outra alternativa a não ser aceitar o convite de Hermione para estudar junto com outros colegas em sua casa. Não que fosse uma tortura ou algo assim, mas sabia que o Weasley iria estar lá também e isso era praticamente um sinônimo de aborrecimento.

Tacou uma pedrinha no lago e depois sentou-se encostado numa faia que estava à margem. Tinha que tentar conseguir alguma notícia de sua família, tinha que conseguir sair daquele pesadelo no qual sua vida estava se transformando. Fechou os olhos cansados e embalado pela brisa fresca deixou seus pensamentos vagarem num semi-adormecimento até que o barulho de um graveto se quebrando o despertou. Ao abrir os olhos uma figura difusa apareceu à sua frente da qual só conseguiu perceber o tom avermelhado dos cabelos graças ao fato da pessoa estar na frente do sol.

- Mãe? – Uma ponta de esperança surgiu em seu peito fazendo-o conter a respiração.

- Acho que não.

A voz agradável que lhe chegou aos ouvidos, apesar de não ser a de Lílian Potter, fez com que sentisse um calor gostoso em seu peito, e a despeito da decepção que brevemente sentiu por não ser sua mãe, não pôde deixar de sorrir ao levantar-se e cumprimentar a bela garota a sua frente.

- Desculpe, eu... bem... o sol... – Corou levemente quando notou a expressão divertida com a qual ela o fitava. – Muito prazer, Harry Potter.

A garota de cabelos flamejantes tocou em sua mão ao retribuir o cumprimento e respondeu.

- Ginny Weasley.

Como não havia percebido a semelhança no momento que pôs seus olhos sobre ela? Os cabelos vermelhos, as sardas...

- Você é parente de Ronald Weasley? – Perguntou, torcendo intimamente por uma resposta negativa.

- Até a última vez que o vi, ainda era meu irmão... – Respondeu com um sorriso ao vê-lo fazer uma pequena careta. – Você é o garoto que chegou de Londres, não é? – Harry assentiu e ela continuou. – Ouvi Ron falando de você.

- O que exatamente?

- Bem... eu não teria coragem de repetir os adjetivos que ele lhe atribuiu. – Disse travessa.

Harry se limitou a dar um sorriso amarelo, concordando e voltou a sentar junto à faia, tentando ignorar a visão da garota junto ao lago. Ela parecia ser legal, não tinha aquele jeito afetado de algumas meninas, ela parecia... verdadeira. Por que então tinha que tratá-la mal ou algo assim? Por Deus! Ele não iria agir como um idiota só por causa de uma discussão imbecil. Olhou para a garota, que no momento estava distraída tacando pedrinhas na água como ele mesmo tinha feito momentos antes, limpou a garganta e falou um pouco alto para chamar-lhe a atenção.

- Conheci seu pai.

Ginny parou o movimento que fazia para tacar outra pedra sobre a superfície do lago e se virou olhando diretamente para ele com seus olhos cor de âmbar.

- É, acho que ouvi ele falando alguma coisa.

- Ele foi muito legal comigo, Ginny. – Ele sentiu um certo desconforto ao vê-la se aproximar e sentar ao seu lado sob a árvore. – É Ginny, não é?

- Ginevra. Mas eu prefiro que me chamem de Ginny.

- Ginevra. – Murmurou pensativo. – É bonito.

- Pode ficar com ele se quiser, por mim eu preferiria algo mais comum como Mary, Jane ou Lílian...

- Lílian é o nome de minha mãe...

A garota observou quando ele, depois de terminar de falar, encostou novamente cabeça no tronco da árvore, fechou os olhos e soltou um suspiro cansado. Devia ser difícil ficar longe dos pais.

- Por... – Ela hesitou por um instante até decidir colocar em palavras sua curiosidade. – Por que você achou que era ela quando me viu?

- Por causa dos cabelos. Ela também é ruiva, só que é um vermelho mais escuro. Você estava de frente pro sol aí eu me confundi.

- Você sente falta dela, não?

- Parece que faz meses que me separei deles.

- Os seus tios são legais? – Ele olhou para ela com uma expressão surpresa que fez com que ela completasse baixo. – Ouvi o Ron dizer que você estava morando com seus tios.

- Er... sem problema. – Harry se levantou, indo novamente para a beira do lago onde voltou a tacar pedras. – Meus tios... Devo estar melhor com eles do que no meio dos ataques em Londres...

- Mas? – Ela perguntou se aproximando.

- Como sabe que tem um mas?

- Não sei. Apenas sei. – Ele olhou-a com atenção. Havia conhecido a garota há apenas alguns minutos, mas pareciam anos. Nunca fora de conversar assim com ninguém, mas com ela era tão fácil.

- Mas eles fazem questão de mostrar que não sou bem vindo.

- Eles te maltratam?

- Eles não me prendem num armário embaixo da escada, nem me obrigam a limpar e cozinhar, se é do que está falando... Se bem que cozinhar não seria de todo mal, pois pelo menos não sentiria esta fome.

- Hã?

- Esquece... é só que... Bom, minha tia tem algumas regras e uma delas é que atrasos para refeições são terminantemente proibidos. Como fiquei estudando até tarde e perdi a hora, você pode imaginar...

- Ela não te deixou comer nada?

- Um copo de leite. Mas tudo bem eu comi algumas maçãs que encontrei por ai...

Como para desmentir suas palavras seu estômago voltou a roncar no mesmo instante, fazendo Ginny levantar a sobrancelha e sorrir.

- To vendo.

- Bom, é que já faz algum tempo que comi. – Disse sentindo as orelhas queimarem.

- Venha, eu também vi algumas frutas quando vinha pra cá.

Ginny o puxou pela mão, não dando chance para que ele recusasse a segui-la. Harry se permitiu sorrir enquanto rumava atrás da ruiva até uma árvore carregada de frutas vistosas. Sentiu um ronronar gostoso em seu peito, sem se dar conta do que estava fazendo, ao vê-la amarrar a saia do vestido entre as pernas e subir na árvore com a facilidade de quem estava acostumada a fazê-lo. Só conseguiu tirar seus olhos de cima da garota quando percebeu que ela o observava.

- Você não vai subir?

- Er... Claro.

Harry se apoiou com dificuldade no tronco quase sem sulcos. Não estava assim tão acostumado a subir em árvores e demorou um tempo considerável até conseguir sentar-se ao lado dela num dos galhos mais grossos. Foi recompensado com um sorriso e uma fruta com aparência apetitosa.

Perdeu a noção do tempo enquanto conversava com Ginny. Na verdade se sentia surpreso por estar conversando de uma forma tão franca com alguém que conhecia há tão pouco tempo, mas também não sabia se conseguiria agir de outra forma. Quando o sol estava a pino, decidiram que era hora de voltarem para casa. Harry desceu primeiro e ficou grato por ela não ter rido abertamente quando ele acabou caindo desajeitado sobre a grama.

Ginny corou ao perceber que ele estendia os braços para amparar sua descida e preferiu omitir que subia e descia de árvores desde que se entendia por gente, afinal não era todo dia que a tratavam como uma menina frágil. Seus irmãos a mimavam e a protegiam, era verdade. Contudo nunca havia recebido esse tipo de atenção de um garoto. Ainda mais um que tinha incríveis olhos verdes.

---~~~---~~

Como ela havia dito mesmo? Seguir a Rua Bingley, que era a rua da escola, até chegar na esquina com a Rua Gardiner. Andou mais alguns metros até que conseguiu avistar a casa de Hermione. Esperava que não fosse muito tarde. Bateu à porta e logo foi recepcionado pela professora Elizabeth Granger.

- Oh... Olá professora. A Hermione está?

- Claro, Harry. Ela está na sala estudando. Venha, eu te mostro o caminho.

- Obrigado, professora.

Elizabeth apenas sorriu e mostrou o corredor pelo qual ele deveria seguir. Quando chegou ao vão entre o corredor e a sala de estar, Harry pôde ver que realmente não tinha sido o único a se render à inteligência da garota. Lá estavam Neville, Dean, Lavander, Ronald e para surpresa de Harry, Ginny.

- Querida, Harry também veio estudar.

A voz da senhora Granger fez com que sua presença finalmente fosse percebida por eles, que logo o cumprimentaram (menos Ron que apenas dirigiu a Harry um olhar sério). O moreno deu um sorriso tímido e devolveu o cumprimento num fio de voz.

- Boa tarde.

- Oi, Harry. Fique à vontade e arrume um lugar para você. – Hermione disse de forma alegre. – Nós começamos a revisar geometria agora.

- Ah, perfeito. – Falou um pouco desanimado. Detestava geometria.

Ele olhou para a sala que tinha o ar aconchegante, percebendo que não haveria como ficar junto à mesa de centro, nem na mesa lateral, pois já estavam repletas de cadernos. Sobrava apenas um lugar no sofá ou a poltrona ao lado de Lavander, uma menina loira que também era de sua turma. Como sentar no sofá significava sentar ao lado de Ronald, Harry nem pestanejou antes de dar a volta e acomodar-se na poltrona.

Depois do que pareceram horas, e provavelmente haviam sido, todos se encontravam minimamente preparados para enfrentar a prova de Snape. Sabendo que eles precisavam de uma pausa a mãe de Hermione surgiu com uma bandeja repleta de sanduíches e uma grande jarra de suco de groselha, que todos trataram logo de se refastelar. Apenas nesse momento Harry teve a oportunidade de cumprimentar Ginny pessoalmente.

- Oi, Ginny. – A ruiva deu um sorriso tímido e respondeu.

- Oi, Harry.

Harry coçou a nuca com uma das mãos e depois de pensar por um instante perguntou.

- Você também veio estudar matemática? – Ginny ergueu uma sobrancelha e ainda sorrindo disse.

- O que mais eu viria fazer?

O rapaz ficou olhando a garota se afastar graciosamente e se aproximar de onde o irmão dela e Hermione estavam conversando, sentindo-se estranhamente confuso. Por um momento desejara que ela respondesse algo completamente diferente, mas nem ele mesmo saberia precisar o quê.

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Ginny se juntou ao irmão que parecia estar prestes a iniciar mais uma discussão com Hermione e por isso mesmo se surpreendeu quando percebeu que toda raiva, evidenciada pelas orelhas vermelhas de Rony, era dirigida a ela.

- Onde você conheceu esse... cara?

- No lago hoje pela manhã, na hora que eu fui dar um passeio. – Respondeu incerta.

- E você já deu liberdade a ele de te chamar de Ginny?

- Ora, Ron. Todo mundo me chama de Ginny...

- Mas você o conheceu hoje! – A expressão séria da garota demonstrava que a atitude de seu irmão já estava começando a irritá-la.

- E daí? É preciso quanto tempo antes de alguém pode me chamar de Ginny?

- Não é isso! Você não percebe?

- Perceber o que Ronald? O Harry é um garoto bem legal. Nós conversamos um pouco e foi só.

- E conversaram sobre o que, posso saber? – Contendo-se para não explodir dentro da casa de sua amiga, Ginny respirou fundo antes de responder.

- Sobre tudo Ron. A família dele, a nossa, a guerra, a cidade...

As orelhas de Rony começaram a avermelhar e seu rosto ia se tornando mais raivoso à medida que Ginny falava. Hermione que conhecia o ruivo muito bem, sabia que o jeito dele era prenúncio de briga. Pediu licença para Lavander, com a qual estava conversando depois que se afastara dos Weasley, e se aproximou do bonito toca discos que havia próximo à lareira.

- Que tal ouvirmos um pouco de música? – Com satisfação viu que os dois irmãos tinham parado de discutir e apenas mantinham as expressões sérias.

-Isso, isso! – A loira falava dando pequenos saltinhos, enquanto batia palmas rapidamente, fazendo com que Harry revirasse os olhos no outro lado da sala. – Mas coloque algo animado dessa vez.

- Bom eu tenho aquele do Louis Armstrong... – A morena falava enquanto remexia nos discos. – Ah, e esse que minha tia mandou, mas não sei se vocês vão gostar...

- Você já ouviu? – Hermione confirmou a pergunta feita por Neville que continuou. – O que você achou?

- Eu? Bem... é animado. – Respondeu com uma expressão descontente.

- Quanto animado? – Questionou Lavander.

- Bom, é uma Big band... então é tão animado quanto pode ser.
- Ei, Big band é legal! Eu ouvi Glenn Miller quando fomos visitar Bill e Charlie em Rotherham. – Ron pareceu se esquecer da recente discussão com Ginny e se aproximou de Hermione para olhar mais de perto o disco nas mãos da garota. – Vamos ouvir!
Os acordes pulsantes e ritmados da música os envolvia, fazendo com que todos sorrissem. Lavander e Dean começaram alguns passos e logo Hermione, com a ajuda de Ron, tratou de tirar a mesa do centro da sala, dando mais espaço para aproveitarem.

Ginny, também completamente esquecida da desavença que tiveram, arrastou o irmão e juntos começaram a tentar passos simples. Hermione que não tirava os olhos de cima dos amigos deu um leve sorriso ao perceber que Rony se aproximou dela quando a primeira música acabou.

- Vem Mione, você tem que tentar.

Logo um sorriso iluminou o rosto do casal enquanto dançavam e Harry pensou que talvez não fosse má idéia arriscar alguns passos junto com Ginny contudo, antes que alcançasse a garota, Dean Thomas o fez, não restando a Harry outra alternativa que não fosse se servir de mais um sanduíche, já que Neville dançava animado com Lavander.


---~~~---

Ter passado a tarde de sábado estudando na casa de Hermione, trouxe a Harry mais benefícios do que apenas a nota boa que havia conseguido na prova de matemática. Ele agora tinha um grupo de colegas que estava propenso a virarem amigos, e até mesmo Ron parecia menos idiota que o usual. Logo as coisas começaram a entrar nos eixos e as duas semanas seguintes se passaram sem problemas e mesmo o fato de ainda não ter recebido nenhuma notícia de seus pais havia sido parcialmente superado com algumas visitas ao lago e conversas amistosas.

Parecia que finalmente a nuvem de tempestade que pairava sobre a cabeça de Harry estava começando a se afastar, isso é claro até que a sempre bem humorada professora Pomona Sprout, marcasse um trabalho em dupla (definida para desespero de todos por sorteio), para ser entregue no dia seguinte e que ele deveria fazer com Ronald Weasley.

Então ali estava ele, Harry James Potter, dentro do minúsculo quarto que lhe fora destinado, estudando junto com o único cara com quem não se dava bem além de Dudley e sua turma.

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Só poderia ser uma enorme onda de azar. Primeiro esse cara tinha aparecido do nada e “resolvido” que tomaria seu lugar. Depois parecia que tinha enfeitiçado a todos ao seu redor. Dean, Seamus e Neville queriam incluí-lo em todas as atividades e as garotas não paravam de suspirar por aqueles olhos verdes. Até Hermione, que normalmente não se impressionava com qualquer coisa, não conversava nenhum assunto sem incluir o nome Harry Potter no meio. E para coroar tinha que fazer aquele trabalho idiota de biologia com ele.

Ron olhou para o portão da casa dos Dursley, pensando se não teria sido melhor levá-lo até sua casa. Pelo menos não estaria em terreno inimigo. Soltou um suspiro resignado e bateu à porta. Aguardou durante longos e inquietantes minutos até que foi atendido pelo colega de classe.

- Olá, Potter.

- Olá, Weasley, entre.

Ron seguiu o moreno até o quarto, reparando aturdido que este era de fato, até menor que o seu, o que era incrível.Sentou-se na cama e ficou observando o cômodo ao seu redor até ouvir Harry falar.

- Vamos acabar logo com isso. O que você trouxe?

O ruivo sentiu seu rosto aquecer enquanto murmurava de forma rápida e baixa.

- Quasenada.

- Ahm?

- Quase nada. Eu nem sabia direito o que procurar, não sou muito bom em biologia, então a Hermione separou esse livro aqui para podermos pesquisar.

- Sem problema, biologia é uma de minhas matérias preferidas. Deixa eu ver o livro.

Ronald entregou a Harry o grosso volume que a amiga lhe emprestara há pouco e teve que admitir que não esperava esse tipo de reação por parte do outro. Já tinham conseguido resolver quase que totalmente o longo questionário, quando a voz grossa de Vernon Dursley ribombou nos ouvidos dos jovens.

- Carta para você, moleque.

Harry pareceu quicar, tão rápido se levantou para pegar o envelope das mãos do tio, que mal deu tempo para o jovem agradecer e já havia desaparecido pelo corredor.

Esquecido da presença de Ron, Harry começou a ler rapidamente a carta que tão ansiosamente esperara, a carta de sua mãe. Sentiu um imenso alívio percorrer todo seu corpo ao ler a mensagem que avisava que todos estavam bem e ficou ainda mais feliz com a promessa de em breve estarem juntos novamente. Quando levantou o olhar do papel, se deparou com os olhos azuis de Ron o observando intrigado.

- Er... desculpe. – Falou o ruivo envergonhado. – Boas notícias?

- Sim... – Harry pensou um pouco antes de dividir sua alegria. – É uma carta de minha mãe.

- Legal. – Respondeu Ron amistoso, mas logo ficou curioso com a mudança de semblante no colega. – O que foi?

- É que aqui ela diz que mandou dinheiro para minhas despesas. Mas onde está?

Ronald conteve o riso com dificuldade diante da ingenuidade do outro rapaz. Então ele poderia ensinar uma coisa ou duas para o “menino da cidade”, hein? Sorriu para Harry e falou, como se estivesse diante de uma criança pequena.

- Provavelmente ela usou um vale-postal.

- Ahm?

- Ela deve ter enviado a quantia pelo correio, daí você vai até lá e tira. É assim que meus irmãos mandam dinheiro para minha família.

- Ah, certo... Eu vou perguntar pro meu tio...

- Quer que... bem... eu vá junto? Sabe para dar apoio... seu tio parece ser bem... você sabe.

- Ahm, ok.

Harry saiu apressado do quarto com a carta de Lílian na mão e seguido de perto por Ron. Pelo horário sabia que o tio devia estar em seu escritório, como sempre fazia assim que chegava do trabalho. Bateu na porta do cômodo até ouvir a voz zangada do homenzarrão mandando que entrasse.

- O que foi agora? Você já devia saber que não gosto de ser incomodado.

- Eu sei senhor. É que... – Harry olhou rapidamente para o ruivo que o encorajou a continuar com um leve movimento de cabeça. – Bem, aqui na carta, minha mãe diz que mandou um dinheiro para mim e eu...

Visivelmente enraivecido, Vernon Dursley levantou-se da cadeira que ocupava e apoiou suas mãos na mesa em frente e falou interrompendo o sobrinho.

- Você está me pedindo dinheiro?

- É para minhas despesas...

- E os gastos que temos com você? Afinal você acha que o dinheiro de sua mãe cobre todos os gastos que tivemos com você até aqui?

Harry respondeu com a cabeça que não, apesar de achar sinceramente que sim. Vernon Dursley tirou algumas notas de um grande maço em sua carteira e colocou-as bruscamente sobre a mesa em frente de Harry.

- Tome, isso é mais que suficiente para suas despesas.

- Mas...

- Sem mas, moleque! Eu já estou sendo bastante generoso com você, agora suma daqui!

O rapaz pegou o dinheiro contrariado e rumou de volta para o quarto, acompanhado de perto por Ron. O ruivo se manteve calado enquanto via Harry chutar a parede com vontade, até que perguntou o óbvio.

- Ele ficou com a maior parte, não foi?

- Isso não é nem um décimo do que ela me mandou. Para cobrir minhas despesas uma ova! – Harry grunhia inconformado ao pegar a carta de sua mãe e entregá-la a Ron. – Aí diz que o dinheiro para minhas despesas ela mandou em separado.

- Mas que meliante! – Xingu o ruivo em voz alta antes de se desculpar. - Ah, desculpe...

- Não se desculpe... – Harry sentou na cadeira que havia em frente a cômoda e afundou a cabeça nas mãos, soltando o ar que prendia nos pulmões com força. Olhou para sua cama onde o material que usavam no trabalho ainda estava espalhado e disse. – Bom vamos terminar logo com o trabalho.

- Certo.

Ron ficou olhando para o moreno com os olhos estreitos. Tinha que admitir que estava surpreso. Harry Potter não era o cara esnobe e idiota que insistia em imaginar. Na verdade era um garoto esperto e prestativo, que apesar de saber a matéria havia explicado item por item a Ron, conseguindo que ele finalmente compreendesse as Leis de Mendel. E mais, Harry podia até ser rico em Londres, mas ali em Bourghill era tão pobre quanto ele, pior até, pois ao menos os Weasley não roubavam o dinheiro uns dos outros.

- O que foi? – Harry perguntou ao perceber que Ron havia parado de escrever e o olhava com uma cara engraçada.

- Sabe, até que você não é tão idiota quanto eu pensei.




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N/B: Olá pessoal, olhem eu aqui betando esse capítulo Paty Black, é tem que se identificar porque a Pri é muito chique, tem DUAS betas hihihihihi... bem, como meu primeiro comentário dessa fic, gostaria de dizer que a amo desde o início, desde quando a Pri apareceu com essa idéia de UA, completamente viciante é o que posso dizer! Muito linda e as vezes revoltante, como agora, o pobrezinho do Harry sem dinheiro aff... que tio é esse? Tudo bem, veremos como as coisas vão se sair rsssss... ai e o encontro dele com a Gi? Tudo, tudo, tudo de bom, a conversa deles tão amigável e doce, amei isso e espero que você poste logo o próximo capítulo Pri, um grande beijo mana e continue sempre!!!

N/A: Oi de novo. E aí o que estão achando??? Muito ruim? Muito boa? Mais ou menos? Dá pro gasto?? Comentem pra eu saber se estou no caminho certo, ok. Bjks especiais pras minhas betas Paty e Pamela Black, e pros meus consultores Sally e Bernardo. Daqui a pouco o Be vira co-autor de tanto que me ajuda, hahaha. Gente outra coisa, eu e a minhas betas estamos com um projeto novo jutno com mais duas pessoas queridíssimas, Morgana Black e Sonia Sag, que é o fórum Lumus Maximum. Quem quiser dar uma passadinha pra conhecer fique à vontade, certo? O endereço é www.lumusmaximum.com. Bjks da Pri


Mayana Sodre - Pode ficar tranquila que a Changalinha não aparecerá jamais. É só pra ficar bem claro o quanto ela é facilmente esquecida, hahaha. Ah aquela junto com a Mione era a Lilá... A luna vai aparecer, mas mais pra frente, ok? Bjks

Bernardo C Silva - Beeeeeeeeee, meu co-autor!!! E aí, ficou dentro do que você esperava???? Bjks querido

Morgana Black - Que bom que você gostou!!!!!! Só espero continaur agradando, hahaha Bjks

Pamela Black: Manaaaaaaa!!! O que você achou??? Beta amada, irmã querida!!!! Te amo, bjks

Luluh Black - Olha nós de novo!!!!! Lu eu também me amarro em histórias da Segunda Guerra,e Hp nem se fala hahaha. Bjks querida.

MarciaM - Ah, Marcia vai dizer que vc nunca defendeu um cara que vc tinha acabado de xingar!!! hahaha Sou os confusos hormônios da adolescência... Bjks

Sonia Sag - Pronto, taí o capítulo, não chore... Entra em acordo com a Paty e a Pam pra ser a beta substituta, hahaha. Espero que tenha gostado. Bjks

Sally Owens - E aí consultora, tá tudo nos conformes??? Espero que sim e principalmente que você tenha gostado. Não a consultora, a amiga. Bjks

Gina W Potter - Viu nem demorou. A Ginny não poderia aparecer de qualquer jeito. Ela merece uma entrada triunfal! Bjks

Paty Black - Manaaaaa!!!! Obrigada por tudo. Pela rapidez com que atendeu ao meu chamado e por betar esse capitulo. Te amo. Bjks

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