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33. Londres


Fic: Severus - A partir de Agora (Snape/OC) NC17!! - Indicada para o Multifaceted na categoria Dark


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J











J.K. é a dona, só estou me divertindo. E não estou ganhando dinheiro com isso.




Por favor, não me processe, eu não tenho nada.




Agradeço a todos os bons autores que li. Com certeza muito influenciaram.




E como disse um deles, se você reconhecer algo, não é meu.




 




Capítulo 33
     Londres.





 
                          Você e eu jamais estaremos separados






 





 




TO LOVE YOU MORE


   
( Para amar mais você )
 
-
 
CELINE DION - 1998




 




TAKE ME, BACK IN THE ARMS I LOVE



Leve-me, de volta aos braços que amo




FEEL ME, LIKE YOU DID BEFORE



Sinta-me, como você me sentia antes




TOUCH ME ONCE AGAIN



Toque-me mais uma vez




AND REMEMBER WHEN




E relembre de quando






THERE WAS NO ONE THAT YOU WANTED MORE



Não havia ninguém a quem você quisesse mais



 




             

DON'T GO, YOU KNOW YOU WILL BREAK MY HEART




             
Não vá,
 
você sabe que vai partir meu coração



 




SHE WON'T, LOVE YOU LIKE I WILL



Ela não irá, amar você como eu irei




I'M THE ONE WHO'LL STAY



Eu sou a única que ficará




WHEN SHE WALKS AWAY



Quando ela te deixar




AND YOU KNOW I'LL BE STANDING HERE STILL



E você sabe que eu ainda estarei aqui em pé




I'LL BE WAITING FOR YOU



E estarei esperando por você




HERE INSIDE MY HEART



Aqui dentro do meu coração




I'M THE ONE WHO WANTS TO LOVE YOU MORE



Eu sou a única que pode realmente te amar assim




YOU WILL SEE I CAN GIVE YOU



Você verá que eu posso dar a você




EVERYTHING YOU NEED




Tudo que você precisa






LET ME BE THE ONE TO LOVE YOU MORE



Deixe-me ser a única a te amar tanto assim



 




             

SEE ME, AS IF YOU NEVER KNEW




             
Me veja, como se você nunca tivesse
 
me conhecido




             

HOLD ME, SO YOU CAN'T LET GO




             
Abrace-me, você não pode ir embora




             

JUST BELIEVE IN ME




             
Somente acredite em mim





             

I WILL MAKE YOU SEE





             
Eu te mostrarei







             
ALL THE THINGS THAT YOUR HEART
   
NEEDS TO KNOW




             
Tudo que o seu coração precisa saber




             

I'LL BE WAITING FOR YOU




             
Eu estarei esperando por você




             

HERE INSIDE MY HEART




             
Aqui dentro do meu coração



 




I'M THE ONE WHO WANTS TO LOVE YOU MORE



Eu sou a única que pode realmente te amar assim




YOU'LL SEE I CAN GIVE YOU



Você verá o que eu posso dar a você




EVERYTHING YOU NEED




Tudo que você precisa






LET ME BE THE ONE TO LOVE YOU MORE



Deixe-me ser a única a te amar assim



 




             

AND SOME WAY, ALL THE LOVE THAT WE HAD CAN BE SAVED




             
De alguma forma todo o amor que tínhamos pode ser salvo




             

WHATEVER IT TAKES, WE'LL FIND A WAY




             
Não importa como, nós encontraremos uma saída




             

BELIEVE IN ME





             
Acredite em mim







             
I WILL MAKE YOU SEE





             
Eu te mostrarei







             
ALL THE THINGS THAT YOUR HEART NEEDS TO KNOW




             
Tudo o que o seu coração precisa saber




      




I'LL BE WAITING FOR YOU



Eu estarei esperando por você




HERE INSIDE MY HEART



Aqui dentro do meu coração




I'M THE ONE WHO WANTS TO LOVE YOU MORE



Eu sou a única que pode realmente te amar assim




CAN'T YOU SEE I CAN GIVE YOU



Você não vê o que eu posso dar a você




EVERYTHING YOU NEED




Tudo que você precisa






LET ME BE THE ONE TO LOVE YOU MORE



Deixe-me ser a única a te amar assim





 





 



 



Londres foi uma mudança. Terrível.



Tinha ficado num hotel. Até o dia seguinte.



Quando iria ao beco diagonal retirar seu dinheiro. E trocá-lo.



Comprou um jornal. Estranhando as roupas. “Trouxas”.



Havia um pequeno apartamento no segundo andar. Mobiliado. E barato. De um casal idoso.



Que simpatizara com ela. E percebera. As marcas de tristeza.



Eles eram exigentes. Por isso o apartamento tinha ficado tanto tempo vazio.



Mas gostaram dela. Apesar da coruja que ela disse ter.



A srª. Vicent sentiu despertar seu instinto maternal.



Com vontade de proteger. Aquela jovem senhora. Que tinha brigado com o marido.



Acreditando. Que seria temporário. E que ninguém. Poderia ter um real motivo.



Para ficar longe. De alguém tão doce. E triste.



Que esperava um filho seu.



 



**



 



Ela trouxe suas coisas. Passando o resto do dia limpando. E arrumando.



Achando estranho usar de novo eletricidade. Controlando-se para não chorar a cada comparação.



Acordou. Vendo o sol entrar por entre a janela. Sem entender.



Porque o barulho dos carros a tinham incomodado tanto. Durante a noite. Apesar do cansaço.



As lembranças vieram. E ela não conseguiu conter as lágrimas. E os soluços.



Girou na cama. Abraçando-se. Prometendo a si mesma. Que seria a última vez.



Os sinais de tudo, evidentes. Em seu rosto.



Quando a Srª Vincent veio lhe convidar para o café. Mais tarde. Até que ela fizesse compras.



 



*****



 



Minerva o encarou quando chegou. Séria. A expressão fechada. Mais que o habitual.



Franziu a testa. Sentando-se devagar.
     
Nina não estava. Como sempre.



Dumbledore os olhou.



-
   
Gostaria de avisar que o arquivo agora terá um novo horário de funcionamento. – falou calmo.



-
   
A senhorita Ventur está doente de novo? – Elizabeth não conseguiu disfarçar o tom debochado.



Minerva apertou os lábios. Como Severus. O diretor olhou por sobre os óculos de meia lua. Sério.



-
   
Não. – levantou a cabeça – A senhorita Ventur não está mais em Hogwarts.



Todos se voltaram para o diretor.
 
Severus ficou imóvel.
  
Absorvendo. Frio se espalhando no coração.



-
   
Como assim não está mais em Hogwarts? – Sprout verbalizou o que todos queriam saber.



-
   
Ela se foi. Ontem. – Minerva completou, a expressão mais dura, a voz seca.



Ignorando o murmúrio sobre irresponsabilidade que veio de Elisabeth.



-
   
Apesar de Hogwarts ter as portas sempre abertas se ela resolver voltar. – o diretor continuou, firme – Ela preferiu partir. – suspirou – Por isso o arquivo ficará fechado. Se alguma coisa for necessária fora dos horários no aviso afixado na porta, a professora Minerva tem as chaves.



-
   
Mas porquê ela partiu assim... tão de repente? – Sibila perguntou, devagar.



-
   
Porque ela achou necessário. – Minerva a fuzilou com os olhos – Mas nós esperamos que volte.



-
   
Sim, Minerva. – Dumbledore completou, olhando para Severus por um instante – Nós queremos que ela volte. E esperaremos que não demore. – falou calmo – Agora. Eu gostaria de avisar que faremos uma reunião quinta-feira. Após o almoço.



Apesar da curiosidade. Não houve como continuar o assunto. Habilmente desviado para o conteúdo da reunião na quinta. E eles não souberam por que ela se foi.



Snape achou que já tinha mexido o suficiente com a comida no prato. Levantou. E se foi.



Sem conseguir suportar. A expressão de satisfação no rosto de Elizabeth.



E seus sorrisos. Multiplicados.



 



****




 



‘Maldição!’



A sensação ruim se intensificando. A respiração rápida. Andando.



Ela não estava mais em Hogwarts. Como Dumbledore pôde permitir?



Ali era o lugar mais seguro do mundo bruxo.



Mas ela não era uma bruxa. Lembrou-se.
  
E talvez estivesse melhor fora dali.
 
Enquanto...



‘Inferno sangrento! Não!’



Não estaria segura longe de Hogwarts.
 
Não longe dele!



Lembrou-se daquela última noite.
     
Ele a tinha afastado. Mandado embora.



A sensação piorando.



Como no outro dia. Quando se desilusionou. Indo até ela. Procurando-a.



Lutando contra o sentimento de estar sendo idiota. Ao se preocupar tanto com... uma trouxa. Quando a encontrou.
    
Dizendo a si mesmo que tinha precisava verificar se ela estava bem. Depois que tinha ido.



Após suas palavras terríveis. Naquele quarto.



Negando. Todo o tempo. Que não era só para vê-la. Estar perto dela. Sentir o cheiro de violetas.



Mesmo que o tivesse respirado. Com sofreguidão. Quando as lembranças tinham voltado.



Saindo dali. Rápido. Antes que a tocasse.



Sacudiu a cabeça. Ainda andando.



‘Inferno.’



Antes. Não a via. Mas sabia que ela estava ali. Que se ele pudesse... Se quisesse... Poderia....



Apertou as mãos. Com vontade de socar. De machucar.
 
Matar.



Tentando se controlar. Sentindo a raiva se avolumar.



Fazendo com que destruísse mais algum de seus vidros. Sem se importar.



Sem conseguir amenizar o que sentia.



 



****



 



-
   
Entre.



Viu seu mestre em poções entrar. O rosto duro.



-
   
Eu o aguardava Severus. Sente-se.



-
   
Por quê, Albus? – não se sentou, não se importou com o tom da voz – Porque permitiu que fosse?



O diretor suspirou.



-
   
Por que ela me pediu. – falava com calma – Por que me deu boas razões. – olhou-o significativamente – E porque talvez, ela esteja mais segura fora de Hogwarts. Por enquanto. – ecoou seus pensamentos.



Ele apertou os lábios. Sem conseguir dominar a fúria em si. As mãos fechadas.



Dumbledore se levantou.



-
   
Talvez não seja por muito tempo Severus. – falou devagar – E toda essa situação. Não estava sendo justo com ela. – olhou-o por sobre os óculos.



-
   
Sabe o que... – começou, duro.



-
   
Eu sei. – o diretor o interrompeu, levantando a mão, calmo – Mas ela não sabe. – sabia o que a face dura escondia – E talvez não melhorasse nada saber. – os olhos amoleceram – Ou eu teria contado. Teria impedido que ela se fosse. – falou suave.



Viu a respiração rápida. A expressão dos olhos escuros. O modo como ele tentava se dominar.



Suspirou de novo.



-
   
Ela está sob minha proteção. Estarei em contato. A vigiarei. – garantiu, tentando acalmar pretos – E ela não ficará muito tempo longe. Nós cuidaremos disso.



Olhou o diretor. Respirando. Sombras que passam por seus olhos.



-
   
Já pensou que ela pode não querer voltar? – rosnou baixo, devagar, com dificuldade.



‘Ah! Finalmente. ’



Albus sorriu. Calmo.



-
   
Não se preocupe Severus. Ela voltará. – olhou-o firme – E se isso não acontecer logo. É porque terá sido o melhor.



Mas ouvir isso não lhe deu paz.



Nenhuma.



 



*****



 



 



Não havia muito a fazer. Além de conversar com Mina. A coruja que Minerva tinha dado.



Mas a Srª. Vincent conseguiu distraí-la. Conversando sobre crianças.



Evitando falar sobre o passado. Haveria tempo. E ela ainda estava triste.



Perguntando sobre o bebê. As roupas. Os preparativos. Ajudando-a. Quando percebeu assustada. Que ela não tinha feito nada quanto a isso ainda. Horrorizada quando descobriu que ainda não tinha consultado um médico. Ou feito os exames. Para saber sobre o bebê.



Aquela semana elas visitaram as lojas. E marcaram consulta com um médico.



Nina achou que estava melhorando. Que era possível conviver com a tristeza. Exceto pelas noites.



Que ela só conseguia atravessar. Se estivesse cansada.



E quando isso não acontecia. Fazia um chá. E via televisão. Que ela tinha redescoberto.



Sem realmente ver. Mas era uma forma. Como qualquer outra. De não lembrar.




 




*****




 




 



Não tinha ido jantar.



Foi para o laboratório.



Tentando se concentrar. Não pensar.



**



 



Quando voltou para o quarto, já era noite alta.



Estava cansado.



Esta noite. Talvez conseguisse dormir.



**



 



Mas não foi tão fácil.



E houve wiskey de fogo.



E chamas na lareira.



Hipnotizando.



Antes que cansaço o vencesse.



 



*****



 



 



Tinha conversado com a Srª Vincent. Desviando de perguntas.



Respondendo outras. Agradecendo mentalmente. Por não estar sozinha.



E que a boa senhora fosse insistente. Preocupada com ela.



Mas ela havia saído. Com o marido. Por todo o dia. Indo visitar. Amigos.



Acariciou Mina. Dando-lhe mais um pouco de pão.



-
   
Somos só nós agora, Mina. – uma sombra em castanhos.



Olhou o vazio.



Era verdade.



Não havia ninguém.



Fechou os olhos. Imóvel.



As lágrimas descendo.



 



*****



 



 



O jantar estava no meio.



-
   
Minerva?



Ela se virou para o diretor. Sem entender. Encontrou o olhar dele. Suspirou. Abaixando a cabeça.



Severus a observou. Desviou. Enquanto Elizabeth conversava com Sibila e Sprout.



-
   
Não se preocupe. – Dumbledore disse devagar – Ela está bem.



-
   
Eu sei, Albus. – suspirou de novo – Mas é que... Eu sinto falta dela.



Ele deu um sorriso pequeno. O olhar relanceando ao professor de poções. Quieto.



-
   
Todos nós sentimos. – disse suave – Todos nós.



A conversa dos outros e o tilintar dos talheres continuando.



 



****



 



Mais uma noite...



Rosnou.



Detestando-se por sentir. Irritado.
 
Por não conseguir se controlar.



Ao redor de uma... mulher!



De uma trouxa.



Ele!



Um Comensal. Um espião. Um...



Neste estado.



Por uma
 
MALDITA
 
MULHER!!



Bufou. Jogando longe os ingredientes.



Antes de se acalmar o suficiente para usar sua vara.



Em mais uma poção completamente perdida.



Amaldiçoando por se sentir mergulhado.
 
Inadvertidamente.



Inexoravelmente.



Em águas estranhas.



Negras.



Perigosas...



Desconhecidas.



Que traziam todo um inferno junto.



 



 



*****



 



Ela virou-se na cama. Com dificuldade. Olhando sem ver.



Tentando não pensar.



Fingindo não esperar. Que ele aparecesse.



E a levasse de volta.



Tentando se convencer. De que tinha sido melhor assim.



E de que ele não a procuraria mais.



De que tinha outra para consolá-lo.



Uma bruxa.



E que não sentia falta dela.



Fechou os olhos.



As lágrimas descendo.



 



*****



 



 



Estava tarde.



Esfregou o pescoço. Jogando mais um pergaminho para o lado.



Levantou-se. Indo para o quarto.



***



 



Não soube porque abriu aquela gaveta.



Mas ficou paralisado.
  
Com o que viu ali.



Vermelho.
                       
Respirou.



Levou a mão. Lentamente. Tocando o tecido. Sentindo a textura.



Recordando...



Fechou a gaveta. Com raiva. Indo até o sofá. Sentando-se. A cabeça para trás. Os olhos fechados.



As lembranças voltando.
     
Sem que ele conseguisse impedir.
 
Por mais que tentasse.



Dominando.



Tomando conta.
      
Dele inteiro.
   
Como brasas vivas.



Até que ele foi ao armário.



Agarrando um vidro azul.
 



E acabou com todas elas.



 



*****



 



-
   
Dez pontos Sr. Everest!



Os olhos negros luzindo. Verdes que não entendiam. Surpresos.



-
   
Mas Senhor...



-
   
Cinco pontos mais pela impertinência. – rosnou.



Eles ficaram em silêncio. Horrorizados.



O humor dele estava horrível.



E eles não tinham nenhuma chance.



 



****



 



 



Olhou para a lâmpada sobre sua cabeça.



Sua terceira consulta. Finalmente o ultrassom.



-
   
Relaxe, Srª... - olhou o papel sobre a mesa – Snape.



Não percebeu o rubor. Em sua paciente.



Uma mentira inocente. Que evitava muitas perguntas.



Ela escutou o barulho do coração do bebê. Emocionando-se.



-
   
Bem, bem. – o médico resmungou, olhando o visor – Sim. Uma menina.



‘Uma menina!’



-
   
E está muito bem. O coração normal. Bom desenvolvimento. – continuou olhando –
 
Vinte e seis semanas.



Ele parou de olhar o monitor e sorriu para ela. Voltou a se sentar. Olhando os exames.



Franziu a testa.



-
   
Mas a mãe precisa de mais cuidados.



Saiu dali com vitaminas e uma dieta. Além da próxima consulta marcada.



O sol bateu em seu rosto. Suspirou.



Mandaria sua coruja para Minerva e Hermione essa noite. Com as novidades.



Não. Melhor amanhã. As noites eram difíceis. E Mina parecia entendê-la quando falava com ela.



Sacudiu a cabeça. Andando pelas ruas. Devagar.



A permissão que Lupin tinha conseguido com o Ministério não se estendia a objetos mágicos.



Só a coruja foi permitida. Para que ela pudesse entrar em contato com Hogwarts.



A maioria de suas coisas. Ainda em Hogwarts.



Suspirou. O que ela ia fazer com aquelas vestes em Londres?



Abaixou os olhos. Lembrou-se do tinteiro. Que ela tinha escondido. No meio das roupas.



Imaginou se ele tinha achado. A pequena bruxa.



Os olhos arderam.
   
Entrou na primeira loja que encontrou.



Qualquer coisa.
    
Para não pensar.



 



*****



 



 



Passeava pela sala.



Olhando irritado por sobre os caldeirões. Conferindo.



Deixando os alunos ainda mais nervosos.



Andando entre eles. Em seu estado normal de impaciência.



Foi quando seus olhos viram Weasley passar algo para uma Granger muito quieta.



Que olhava sem ver para um papel em sua mão.
 
O caldeirão esquecido à sua frente.



Bufou em desagrado. Indo até lá. Pronto para retirar pontos pela desatenção.



-
   
Srtª Granger!



Ela pareceu se assustar. Levantando a cabeça repentinamente em sua direção.



Como se só então tivesse se dado conta de sua presença.



Seus olhos pousaram no papel na mão dela. Um envelope. E o nome Hermione. Na letra conhecida.
     



Um segundo.



Deslizou os olhos para sua aluna. Vendo as lágrimas não derramadas. E a tristeza em seus olhos.



Mudou de idéia sobre retirar os pontos. Os olhos voltando ao envelope em sua mão.



Que ela discretamente tentou esconder descendo-a.



Ele parecia vazio. Mas havia uma possibilidade pequena de não estar. E era a letra dela.



Sentiu-se exasperado.



Com ela pelo deslize. E consigo mesmo. Diante da reação de seus batimentos cardíacos.



-
   
Volte ao trabalho, srtª Granger. – disse frio, contente por sua voz não trair o tumulto em si.



Estendendo a mão aberta.



Deu-lhe um olhar que a fizesse entender que teria um problema grande se não obedecesse.



Ela ainda hesitou. Antes de depositá-lo em sua mão estendida.



E voltar a se concentrar em seu caldeirão diante de sua expressão.



Recebendo um olhar de simpatia do Longbottom.



Que virou depressa para seu próprio caldeirão ao ver o modo como negros foram até ele.



Andou até sua mesa. O mais devagar que pôde. Sentando-se.



Um último olhar que varre a classe. Antes de se desviar para baixo.



Apertou os lábios ao confirmar.



Estava vazio.



 



*****



 



Os exames estavam chegando. Os alunos agitados.



A tensão aumentando.



Dumbledore tinha mandado chamá-lo. Alertando discretamente. Para o humor dele.



Cada vez pior.
  
Ele tinha ficado bravo. De encontro à calma de Dumbledore.



Que tinha lhe oferecido um chá. E dito que Nina estava bem. Em Londres.



Como se falasse do tempo.



 



****



 



Ela parou o gesto ao meio. Imóvel.



Ouvindo a música. No rádio.



“Se eu soubesse que ia ser assim...



Tudo por nada.



Te confesso que eu acreditei...



Em meias verdades.



Você nunca me disse:
  
Te amo.



Mas também não disse.



Que não.



Enquanto eu fazia.
   
Tantos planos.



Que você nunca vai saber!



Nunca vai saber...



Quando você ama alguém



Que não te quer.



Quando há um outro homem



Outra mulher...



Mesmo assim ainda.
  
Te amo.



Mesmo sabendo que eu.
  
Posso de repente.
 
Ser a outra.



Não posso te esquecer.



Não posso te perder.”



Ia desligar. Decidiu. Respirando.



Mas não conseguiu fazê-lo.



“Se eu soubesse que ia ser assim.



Desde o começo.



Não teria te procurado.



Mas bem que eu mereço...



Alguém tão diferente



Brilhava



E parecia querer



Aquilo que eu sempre



Sonhava,



E que você não soube ser!



Você não pôde ser!



Quando você ama alguém que não te quer



Quando há um outro homem. Outra mulher...



Mesmo assim ainda, te amo.



Mesmo sabendo que eu.
    
Posso de repente. Ser a outra.



Eu não consigo te esquecer.



Não posso te esquecer!”



Sentou. A mão trêmula na boca.



Controlando as lágrimas que desciam. Ao perceber de repente.



Que só tinha restado ele. Em seus pensamentos.



Só ele. E aqueles olhos escuros.



Nada mais.



 



****



 



 



Eletricidade. Computadores.



Tinha comparado magia à tecnologia dos trouxas.



Era tolo. Mas ele tinha considerado isso. Tinha...



-
   
Maldição!



Lembranças de novo.



Estava melhor antes.



Sozinho.



Sabia como lidar com isso.



Não com esse inferno de agora!



 



*****



 



 



Tempo tinha passado.



O médico a tinha advertido.



Tristeza fazia mal ao bebê. Tentou melhorar. Esforçando-se.



 



*****



 



Tomou um sorvete a caminho do consultório.



Devia estar quente em Hogwarts. Sacudiu a cabeça. Desviando o pensamento.



Entrou no prédio. Oitavo andar.



Deviam ter ficado em um andar mais baixo. O elevador lhe dava arrepios.



Ela se sentia pesada. Com vontade de ir ao banheiro a cada quinze minutos.



E isso não melhorava quando entrava num deles. Então ela preferia as escadas.



Mas oito andares era demais.



Suspirou, entrando no elevador.



 



**



 



A consulta foi normal. Ele ainda não estava feliz com os exames de sangue dela.



Ela tinha ficado curiosa e receosa no início. Mas parece que um bebê, bruxo ou não.



Tinha seu desenvolvimento normal. Mesmo que o visse franzir a testa às vezes.



Ao olhar os exames. E mandar repeti-los. Como se tivesse dúvidas sobre o que via.



Estava cansada das picadas a cada exame de sangue. Tinha ficado séria, e perguntado dura.



Se ele tinha alguma dúvida sobre a saúde dela ou sobre o desenvolvimento do bebê.



Ele não conseguiu ser claro. Balbuciando palavras e olhando os resultados à sua frente.



Ela quase teve pena dele. Tinha sorrido discretamente. Um sorriso triste.



‘Ele não sabe bebê. Não tem nem idéia.’



Disse baixinho para sua barriga. Os exames tinham parado.



‘Temos que voltar e contar para tia Alicia.’



A Srª Vicent estava sempre com ela. Ajudando-a. Suspirou.



O destino tinha sido generoso afinal. Sempre tivera boas pessoas à sua volta.



Lembrou-se de escrever para Minerva. E Hermione.



Sorriu. Um de seus muito raros sorrisos.



Ia encontrar com Remus. Na praça. Andou mais rápido.



**



 



Ela o viu de longe. Ele a estava esperando. Deslocado em meio à balbúrdia.



Uma calça jeans e camisa de gola alta. Quase sorriu.



Precisava lhe dizer que aquilo não se usava há algum tempo.



Pensou em tampar seus olhos e pedir que ele adivinhasse quem era.



Mas abandonou a idéia. A barriga estava grande demais. E ele nunca se deixaria apanhar distraído.



O pequeno sorriso morreu. Havia uma guerra. Mesmo que ela fizesse questão de fingir que não.



Ele se virou. Atento. Sorriu para ela. Os olhos indo até sua barriga.



-
   
Maior a cada vez que a vejo.



-
   
Bom, você não queria que eu diminuísse. – amenizou o que disse com um sorriso conformado.



Ele não tinha culpa dela estar ficando enorme.



Eles conversaram. Evitando cuidadosamente alguns assuntos.



O que dificultava bastante.
         



Houve silêncio.
 



Não conseguiu segurar a língua. O coração disparado.



-
   
Como estão... todos? – murmurou, sem deixar de olhar a grama.



Ele hesitou.



-
   
Bem. – falou devagar – Na medida do possível.



Era uma resposta. E ela não ia estendê-la.
  
Ele lhe diria se houvesse alguma mudança.



Ou se houvesse alguma coisa que merecesse ser dita. Suspirou.



A velha dor que não a deixava. Mesmo que tudo parecesse distante. Quase irreal.



Não era assim. Era real.



E havia Voldmort.



Recusou-se a deixar que o nome dele a incomodasse.



Lupin lhe contou sobre a bruxa. “Sua” bruxa como a chamava. E os problemas que tinham às vezes.



Vendo que o que ele tinha com a bruxa era também “pele”. Desejo. Mais real.



Como ela e Severus.



Desviou a cabeça.



-
   
Nina?



Voltou o rosto para ele, tranqüilizando-o.



Um pesar ao perceber que o estava... já o tinha perdido para a outra.



Como Severus.



-
   
Não se preocupe. Vai dar tudo certo. – ele disse para ela.



Viu os olhos doces. Preocupados. Percebeu que tinha ficado em silêncio muito tempo.



Suspirou.
 
Ele hesitou.



-
   
Talvez você devesse... contar.



-
   
Isso não é da sua conta! – ela fuzilou-o com os olhos.



Ele suspirou.



-
   
Há coisas... Que você não sabe. – tentou de novo – Razões para...



-
   
Não. – sacudiu a cabeça – Elas podem existir. Mas não importam mais. E eu não quero saber. – falou decidida, tentando se controlar.



Não ia chorar. Não de novo.



Nada mudaria o que tinha sido feito. O que tinha sido dito.
     
Explicaria. Sem justificar.



Então não queria saber. Não faria diferença.



Sentiu um aperto no coração.



Não. Não ia pensar mais nele. Ele não era mais dela. Nunca fora. Não a tinha procurado.



E não a procuraria.



Mordeu o lábio. Sem conseguir se controlar. Controlar o que sentia.



Tentou não lembrar dos braços dele.



Tinha perdido noites de sono. Lembrando das palavras de Dumbledore.



Mesmo que Elizabeth fosse uma comensal. E que ele estivesse com ela. Pela Luz.



Tinha que ter havido outro jeito. Ele tinha que ter tentado de outra maneira.



Lupin a olhou. Quase bravo.



-
   
Nunca tinha percebido o quanto você é... teimosa.



Ela o olhou em surpresa.



‘Eu, teimosa?’



Desviou os olhos. Fingindo que não tinha escutado. Quieta.



Sem conseguir se
 
impedir de lembrar. Alguém que realmente era teimoso.



Que estaria com ela. Se a amasse. Se a quisesse de verdade. Se...



E de todos os “se”. Que podiam ter tornado tudo o que estava acontecendo.



Diferente.



Disfarçou olhando os passantes. Controlando.



Para não deixar que as lágrimas descessem.



Dizendo a si mesma. Que precisava deixar de se importar.



Definitivamente.



 



*****



 



 



Mais uma sexta-feira.



A pena escorregou de sua mão.



Quando tocou o antebraço esquerdo.



Em dor.



Respirou.



Tentando aliviar a mente.



E se concentrar. No pouco tempo que ainda tinha.



Olhou para a porta.



Sacudiu a cabeça.



Furioso. Consigo.



Ela não estava lá.



Não viria.



E não o ajudaria
  
na volta.



Levantou-se.



 



***



 



 



Não estava bem. Encostou na porta.



Tocou a barriga. Lembrou da consulta da semana.



‘Bem, bebê, acho que você não será um aborto.
 
Apesar de sua mãe. ’



Seu lábio tremeu.



‘Seu pai é um bruxo poderoso.’



Respirou. Voltou a andar. Tentando afastar a tristeza.



A televisão ligada. Ou o chá. Nem mesmo Mina.



Não. Nada resolveria.



Faltava-lhe ar.



Havia angústia.



E o medo.



Gemeu.



Indo até a janela.



Olhando a noite.



Sentiu um chute. Colocou a mão no ventre.



Encostou a testa na madeira.



Rezando. Sem parar.



Até que as lágrimas vieram.



Perdendo a noção do tempo.



Implorando.



Pela vida dele.



Mais lágrimas escorreram.



Sem trazer conforto.



Decidiu.
   
Escreveria a Dumbledore.



Não se importou.



Precisava saber.



 



*****



 



 



Conseguiu. Finalmente.



Bebendo dos vidros. Sem ajuda.



De volta ao normal. Pensou amargo.
      
Sozinho.



Arrastou-se para a cama. De qualquer jeito. Com a mesma roupa. Suja.



Tentando esquecer.
   
Lembrando.



Sábado.



Amanhã seria sábado.



Fechou os olhos.



Um último pensamento.



Em castanhos...
      
E mãos.
   
Que não tinham estado ali.



Para ele.



 



*****



 



-
          
Bom dia, Severus. – Elizabeth cumprimentou.



Um resmungo. Em resposta.



Azuis ficaram frios. Ela tinha escutado. Nos corredores. Sobre o humor dele.



Apesar de não haver nada em sua face. Como sempre.



Ele cairia. Era só uma questão de tempo. Seria dela.



Pensou com asco. Em como tinha sido possível. Que ele tivesse se permitido tocar...



Um Sonserino como ele!
                 
Em uma trouxa.



Apressou o passo. Acompanhando-o. Um brilho mal nos olhos.



-
          
Não o
 
vi este fim de semana. – comentou fingindo inocência.



Ignorou.
      
Até que viu azuis. E o que havia ali. Num relance.
     
Sem ter certeza. Se ela sabia.



Estreitou os olhos.



-
          
Estive ocupado. – disse simplesmente.



Ela sorriu.



-
          
Espero que não esteja... ocupado. Todo o tempo. – sussurrou em seu ouvido.



Ele apressou o passo.
  
Torcendo os lábios.



Sem se preocupar em esconder.



 



*****



 



Mina voltou. Trazendo a resposta. De Dumbledore.



Ele estava bem.
   
Seu coração disparou. Ao ler. As mãos tremendo.



‘ “Sua ida não fez bem ao humor dele.” ’



Sentiu o rosto molhado.



Fechou os olhos.



 



****



 



 



Elizabeth não estava. Ele se sentou.



-
   
Eu respondi a carta de Nina esta tarde. – Dumbledore falou para Minerva, casualmente.



Ele ficou imóvel. McGonagall relanceou os olhos até ele. Que forçou-se a pegar o garfo.



-
   
Eu não sabia que ela tinha escrito. – Minerva olhou para o diretor.



-
   
Sim. – pegou a comida – Ela parece ter achado que havia... algum motivo para se preocupar. – levantou o garfo, parando antes de colocá-lo na boca – Mas eu a tranqüilizei.



Ela tinha sentido!



O coração mais rápido.



Ela soube.
  
Mesmo em Londres.



Franziu a testa. Era estranho.
           
Havia algo que teve que se lembrar.



Mas o quê?



Percebeu contrariado, Elisabeth chegando. Exigindo atenção.



Perturbando seus pensamentos.



 



*****



 



Quase um mês.



De Elisabeth.



De estudantes infernais.



E mais dois chamados. Do Senhor das Trevas.



Que tinha estado especialmente cruel.



Decidindo. Que as ações de Arthur eram o bastante.



E tinha exigido.



Mais poções.



E mais vidas.



Estava começando. De novo.



Como há mais de dez anos.



A sensação de estar preso. Sem saída. Sem esperança. Aumentando. Retornando.



Precisava fazer-se mais duro.



Ou não agüentaria.



 



*****



 



Tinha encontrado.



O peso de papel. A pequena bruxa. Enfeitiçada.



Como diabos tinha ido parar...



Soube a resposta.



Jogou de volta.



Respirando.



Pegando outro pergaminho.



Fingindo que não a tinha encontrado.



Relendo a linha diante dele.



Pela terceira vez. Segurando um rosnado.



Detestando-a com todas as suas forças.



Por ainda poder fazer isso com ele.



Estando longe.



 



*****



 



 



Ela sentiu de novo. A insatisfação. A saudade.



Movendo-se na cama. Sem encontrar um jeito.



As costas doendo.
 
Suspirou. Cansada.



Levantou-se. Para ir ao banheiro. Contrariada.



Pela quinta vez!



E voltando. A se deitar. Olhando seus seios.



Percebendo de repente. Como tinham crescido. Tanto. E em tão pouco tempo.



Lembrou das mãos masculinas. Tocando-a. Talvez ele tivesse gostado.



Xingou. Brava. Colocando o travesseiro no rosto.



Tinha que parar de pensar.



Tinha que parar de lembrar.



E de sentir.



 



*****



 



 



Mais uma noite.



A cabeça recostada no sofá. Um copo no chão. Vazio. Não usado.



E que não teve o destino dos anteriores.



Enquanto ele se permitiu. Finalmente.



Deixar-se dominar pelas lembranças.



Dormindo. Exausto. Sem vestígio de poções. Ou álcool.



Acordou. Horas depois. Dolorido. Da posição ruim. Esfregando o pescoço.



Refletindo que não devia.
 
Não podia. Continuar com isso.



-
   
Incêndio!



Mas não conseguiu se parar.



De pensar.



Enquanto olhava as chamas.



 



****



 



Agradeceu. Que a maldita veela não o tivesse incomodado.



E que ele tivesse conseguido. Ir e vir. Para a Ordem. Sem que ela percebesse.



Lembrou-se. Do que tinha acontecido.



Trouxas!



Os idiotas.
     
Não entendiam nem mesmo quando alguém pensava em sua segurança.



Como ela.



Inferno!



Como ela!



 



*****



 



-
          
Maldição! – jogou o líquido na lareira, aumentando as chamas, levantando-se exasperado.



-
          
É apenas um inferno de trouxa!! – o copo voou estilhaçando-se – Apenas uma maldita de um inferno de trouxa!! – disse alto para o nada.



Fechou os olhos.



Permitiu-se apoiar a cabeça na lareira. Furioso consigo mesmo. Por sentir falta.



Com uma vontade imensa.
 
Insana.
 
De assassinar alguém.
  
Talvez ela!



Rosnou.
 
Recusando-se a pensar... lembrar...
   
Levantou a cabeça.



Isso não era produtivo.
   
Respirou.
   
Controlando-se.
    
E havia trabalho. A ser feito.



Moveu-se. Atravessando a porta. Rápido. Até o escritório.



Sentou-se. Os lábios apertados.



Pegando um pergaminho. Dentre os muitos. Que tinham se acumulado.



Corrigindo-o. Exasperado.



 



**



 



Ouviu baterem na porta.



Lembrando. Não havia detenções esta noite.



Que a afastavam.
       
Torceu os lábios. Em desagrado. Sentindo o gosto do whiskey neles.



Bateram de novo.



-
   
Entre! – falou entre os dentes.



Havia um sorriso. Azuis. E cabelos prata. Enquanto fechava a porta.



-
   
Boa noite, Severus. – disse macia.



Resmungou em resposta. Continuando a corrigir.



Ela se aproximou. Devagar. Olhou-o. Sentando-se.



-
   
Vejo que seu humor não melhorou muito.



Sua pena não hesitou.
 
Mas sentiu o aviso na voz.



-
   
Fim de semestre. – dignou-se a olhá-la – E... obrigações. – levantou uma sobrancelha, atento.



Ela sorriu. Em resposta. Para negros.
 
Vendo-o voltar a corrigir.



-
   
Eu sei.



Como se fosse um segredo. Agradável.



Ele apertou os dentes. A face não moveu um músculo.



-
   
E também sei. – continuou baixo – Que não haverá... obrigações. Esta semana. – a voz ronronou.



Estreitou os olhos. Levantou a cabeça.



Azuis. Triunfantes.



Impediu-se de esganá-la.
    
Mas isso era importante.



Ela tinha acesso. A fontes influentes. No círculo dos comensais.
    
Era perigosa.



Fingiu não se importar. Com o que tinha ouvido. Levantou uma sobrancelha.



-
   
E o que quer aqui, Srtª. Parker?



Ela fingiu surpresa. Concentrando-se em seu encanto. Usando sua vantagem. Sobre os homens.



A trouxa não seria mais problema. Ela tinha cuidado disso. Os olhos brilharam. Uma questão de tempo.



Olhou-o. Mesmo que ele não fosse um homem comum. Era um homem. E ela era parte veela.



Tinha decidido.
      
Essa noite.



-
   
Eu pensei que já tivéssemos passado dessa fase. Severus. – disse doce.



Não respondeu. Sentindo algo. Que vinha dela. Vendo o modo como ela se apoiou. Em sua mesa.



Desviando os olhos. Sem querer. Para o decote. Generoso. Voltando rápido.



A tempo de perceber. O olhar de vitória. Em azuis.



-
   
E quanto ao que eu quero. – disse insinuante, apoiando-se mais – Você já sabe. – murmurou em pretos, séria.



Jogos. Outra vez!
   
Controlou a raiva.



E se levantou. Inquieto. Exasperado.



-
   
Eu penso...



Percebeu seu erro. Assim que o fez.
    
Ela o tinha acompanhado. E estava em pé.



- E eu penso. – interrompeu-o, movendo-se até ele – Que sua... insatisfação... – os olhos ficaram frios só por um momento – Está demorando demais. – murmurou perto.




 
Só um músculo pulsou. Pretos gelados.



-
   
Não importa o que você pensa que sabe. Não é problema seu. – rosnou baixo.



-
   
Você está enganado. – encarou-o – E já lamentou tempo demais. – a voz estava diferente, mais rouca, enquanto ela se aproximava mais dele – Desnecessariamente...



-
   
Talvez esteja tirando conclusões excessivas. – avisou por entre os dentes, duro – E fazendo considerações demais.



Ela usou seu encanto. Distraindo-o. Para deixar que o corpo roçasse no dele. Enquanto falava.



-
   
Pelo contrário. Estou sendo bastante... branda. – sua sobrancelha se moveu, irônica, suave – Quase generosa.
 
– murmurou.



Notou contrariado. Seu corpo começar a reagir. Ao morno dela. Contra sua vontade.




‘Maldito whiskey!’



Respirou. Buscando algum controle.



-
   
Perde seu tempo. Não preciso da... generosidade. – rosnou nela – De ninguém.



Ela sorriu. A face resplandecente. O corpo perto. Como se exalasse. Sensualidade. Intoxicando.



-
   
Tem certeza Severus? – sussurrou para ele, azuis hipnotizavam – Tem certeza de que não precisa... – levantou a cabeça, perto demais – De nada? – os lábios muito próximos, insinuantes, o encanto veela, agindo, forte.



Percebeu.
  
Amaldiçoou-se. Por seu deslize. Permitindo. Que ela chegasse tão perto.



Ele sentiu o hálito morno. Algo impreciso. Atordoante. E o corpo quente.



Que tinha encostado no seu. Sem que ele percebesse. Fazendo-o reagir mais. Sem poder se controlar.



Segurou os ombros dela. Para afastá-la. O calor chegando através de seus dedos. O corpo macio...



Sentindo-se inebriado. De repente. Sem saber se era o whiskey. Ou ela.



Quando ela passou os braços por seu pescoço. Colocando os lábios nos dele. Colando o corpo.



Provocando-o. Enquanto o beijava. Sem permitir que ele a afastasse.



Percebendo vago. O quanto ela era forte. Os lábios doces. Exigentes. As mãos nele.



E em seus cabelos. Ansiosas. Como antes. Perturbando.



Movendo os quadris. Da mesma forma. Que ele se lembrava.



Fazendo-o sentir. Algo... E confusão. Até que deixou-se levar. Recordar...



O corpo com saudade. Do que tinha tido. Lembrando. Que fazia muito tempo. Desde a última vez.



‘Nina...’



E então. Ela estava na parede. Enquanto ele a apertava. Desviando a boca. Os olhos fechados.



Em desejo. Os lábios em seu pescoço.
       
E jasmim.



‘Jasmim?’



Respirou.
 
Impreciso.
 
Buscando controle. Resistindo. Tentando desanuviar a mente.



Levantou os olhos. Pesados.



Não eram castanhos.



‘Inferno.’



Viu desejo. Em azuis.



Controlou um gemido. Ao ver quão longe tinha ido. Num equívoco.



Colocou a testa na dela.
Para impedí-la d
e procurar seus lábios. Exigindo beijos.



Que ele já não estava disposto a dar.



Buscando. Uma saída.



Até que ela o olhou. Sem entender.



Houve um barulho.



Que ele agradeceu. Mentalmente. Tentando se controlar.



Afastando o corpo. Desviando os olhos.
 



-
   
O que é Barão?



-
   
Não sabia. – a voz mais dura, do que sempre – Que tinha visitas.



Fingiu acreditar.
   
Soltando-a.
     
O Barão a desprezou.
  
Completamente. Sem se desculpar.



-
   
Há uma... situação.
 
– continuou para o professor de poções, ignorando-a.



-
   
Muito bem. – virou-se para ela, levantando uma sobrancelha – Tenho certeza de que entende.



Afastou-se. Devagar.
 
Não havia necessidade de enfurecê-la. Ainda mais.



Ela moveu os olhos frios ao Barão. Como se lutasse.



-
   
É claro que sim. – disse gelada, enraivecida



Voltou o rosto. Chegando perto. Ele controlou para não recuar.



-
   
Continuaremos em outra... ocasião. – falou insinuante. – Boa noite. – ronronou nele.



Moveu-se para a porta.



Não se dignou a responder. Enquanto ela saía.



Travou a porta. Com feitiços.



Voltou-se para o Barão.
 
Agradecido.



Mas o Barão estava sério. Encarando-o. Franziu a testa.



-
   
Algum... problema?



-
   
Talvez. – levantou a cabeça – Aquela trouxa...



Sua expressão se fechou. Olhando o Barão.



-
   
Eu não penso... – começou por entre os dentes.



-
   
Tem razão. – continuou arrogante – Você NÃO PENSA. Esteve perto dela. E não percebeu.



Não estava gostando do rumo da conversa. E do tom da voz.



-
   
Não percebi o quê Barão? – pediu perigoso.



-
   
Que ela era uma mulher. Que esteve com você. Que não era uma bruxa. E mesmo assim. Sabia quando você era Chamado. – pairou mais perto – Sentia isso. Dentro de si!



Esperou que ele absorvesse.



Snape estreitou os olhos. Muita coisa passando por sua mente. Num relance.



Até que...



‘Não...
     
Simplesmente não é possível.’



Mas era.
 



Sentou-se. Pálido.



Era o suficiente. O Barão estava atravessando a parede.



Quando ouviu o rugido.



 



 



***********



 



Rita – Para você e todas as outras que perguntaram: apesar de meu alarme falso a fic não acabou. Ainda.



Maki – Meus filhos (eu também) ficaram encantados com a bonequinha que dá beijinhos. E eu acho que infelizmente você ainda vai gastar alguns lenços de papel.



Framboesa/Suu-chan
 
– Acho que eles não pensam que ela vai estar mais desprotegida em Londres. E eu concordo, a Minerva e a Mione realmente estão sendo a sustentação da Nina neste momento. Mesmo longe. E agora você já sabe o sexo do bebê. Quanto à Tonks, à Diana e ao Lupin, bem eu acho que a Nina ainda está tentando se manter reservada, não dar muito trabalho e
esquecer sobre a guerra e tudo que a lembre de Severus. (como se ela pudesse esquecer...). E pare de adivinhar o que eu pretendo! Risos.



Yne-chan/Carol – Obrigada por revisar. Eu gostei muito de suas palavras amáveis. Você também escreve, então sabe do valor de um review para um escritor. São nosso alimento. Aquilo que nos anima continuar.



Miru – Eu espero que você tenha gostado apesar das lágrimas (quase chorou mesmo 5 vezes?!). “..."Inferno Sangrento!" XD”. Risos. E não vamos matar a Elisabeth (ainda) senão como é que a fic continua? “Vc eh "A MULHER"! trabalha, filhos, marido e eh uma escritora MUITO BOA de fics...poxa... Eu quero ser a ananinasnape
quando eu crescer! XD” Isso sim foi elogio!!!!!!!!!!. Risos. Nyo!!!



Amanda – “eu não quero nem pensar em como vai ser quando ele souber da criança!” Nem eu!!



“puxa, vc conseguiu msm mudar o rumo das coisas!! agora eu fico aqui, morrendo de ansiedade de ler o resto!” Ai me conta onde?!! Eu fico super curiosa para saber o que pensa que lê. E obrigada por este prato completamente saboroso. Eu adorei.



Elisabete Ferreira – Não fica triste. Ainda tem muita coisa pra acontecer. Quanto a dar o seu nome “à estúpida professora de DCAT?” Eu te disse. Não é por maldade... Se você for no índice vai ver que já estava resolvido desde o início. E eu tenho outros motivos para o nome. Por favor não

fique chateada. Não era minha intenção. “descansada que da minha parte já não serás

amaldiçoada.”Que bom!! Menos uma. Precisa ver a quantidade de ameaças que

eu recebo...



Elisabete Ferreira – Espaço especial pra me desculpar... Eu pensei que tivesse enviado o comentário que fiz sobre sua fic há muito tempo. Mas aqui vai: Você escreve muito bem. Então não fique como algumas amigas minhas daqui que não importam o quanto boas sejam ficam hesitando em publicar. Parabéns!



Jenny – Oi! Obrigada pelas palavras gentis. JK!! Nossa! Valeu. Espero que tenha conseguido entrar num acordo com seu filho pelo uso do micro. Precisa ver eu com meus TRÊS!



Madame Min – Exagerada. Risos. Mas eu ADOREI! Espero não decepcionar você e nenhuma outra que lê a fic. Vou realmente tentar manter o nível até o final. E este sim (o final) vai ser um problema...



Granger – Tia é a vovozinha! Risos. Fiquei contente de vc ter voltado. Mesmo que ainda
 
não tenha respondido meu e-mail e o que eu postei no grupo! Seja bem vinda de volta.



Sett – Sua desertora! Ainda estou te esperando. Mas como eu também estou te devendo... Risos.



Gabrielle Briant – Ah, Gabrielle (nome bonito, posso usar em algum lugar?) não chore. Esse é o problema com essa fic. Vai acabar com as árvores. Mesmo que as fábricas de lenço de papel (eu falava Klenex mas alguém brigou) gostem. A Sett disse que eu trabalho pra elas. Não é verdade! Eu não tenho a mais remota ligação com nenhuma fábrica
de lenços de papel!



Ka – Você tem razão eu li Whole Again – Severus. É muito bonita. Eu adorei. Foi uma das que mais marcaram. Obrigada pelo review. E seja bem vinda.



Amanda – Este aqui é para vocês que mandam e-mail pra tudo quanto é lugar! Risos. E que eu adoro. E o nome é Anna. Quanto à Granger... Nem eu a estou encontrando ultimamente. Mas tenta no grupo.



 
 



 



Lessa – Estou esperando ansiosa. E te agradeço sinceramente.
 



Muitos agradecimentos à Lessa Phoenix (Alessandra Bosco) pela tradução da fic para o inglês!!!







Alguém me postou no Mania de Escrever. Só posso dizer uma coisa? Obrigada! Mas eu não ligo se me avisar antes. Risos.



Acreditam que só agora acabei de revisar?



 



Ananinasnape@yahoo.com.br



 



 



 



 



 



 



 






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