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17. Fale com ela


Fic: Para sempre


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No topo da montanha, o vento soprava forte, diminuindo a intensidade da labareda que Harry tinha produzido para iluminar a cena da batalha. Rony percorreu o ambiente com o olhar. Atirados no solo, estuporados, estavam dois Comensais. E havia dois gigantes mortos.

- Sabe, Harry, esta é a nossa pior noite como aurores. Nunca me senti assim antes. Tão angustiado, tão inútil, tão fracassado. E olhe que capturamos Lúcio Malfoy. Quer dizer, você capturou.

- Rony...

- Sim?

- Cale a boca. Temos ainda muito trabalho a fazer. Estes dois devem ir para Azkaban. Já com os gigantes, eu não sei o que fazer.

- Quem se importa? - resmungou.

- É nosso dever...

- Como você pode pensar em regras depois do que aconteceu? Eu tô chocado, com vontade de... gritar... de... chutar... de esmurrar alguma coisa... Cara, que sensação horrível... ver o Arlen daquele jeito... será que ele vai... sobreviver? - disparou Rony, pálido, angustiado e com os olhos brilhantes.

Tenso, Harry se abaixou para pegar a varinha do amigo, que ainda estava no chão. Depois de entregá-la a Rony, respondeu procurando manter a voz firme:

- Ele vai sobreviver. Eu já fui atingido por um basilisco e estou aqui.

- Mas Fawkes te socorreu na hora.

- Gina e ele saíram rápido daqui. Duvido que em St Mungus não exista antídoto para isso. E a sua irmã usou aquele planta. Acho que o Arlen tem condições de ser salvo.

- Não se esqueça, Harry, que ele é diferente. Ele é muito mais sensível do que a gente. Pode ser que a ação do veneno seja mais forte em elfos... Pode ser...

- Por que você simplesmente não acredita que ele vai se safar? Por que é tão negativista? - irritou-se.

- Porque eu não sou como você, acostumado a ver tudo dar certo na sua vida, a ter tudo que você deseja, a ter sucesso. Não sou confiante como você.

Foi como um insulto. Harry se virou para Rony, com o rosto contraído de raiva.

- Tudo dar certo na minha vida? A começar por ter perdido os meus pais? A ser tratado como lixo pelos Dursley? A ser perseguido, ferido e atormentado por Voldemort? Não foi fácil, Rony. Não foi. Você pode ter sofrido por causa de algumas coisas, mas qual é?! Você tem a Hermione. Realizou o seu maior sonho. E eu? Vou ter de passar o resto da minha vida vendo outro cara roubar o MEU sonho. Entendeu? Eu NÃO tenho o que eu mais desejo. Você TEM - gritou.

Harry respirou fundo para se controlar e completou ironicamente: - Eu só tenho essa merda de... sucesso.

Rony estava mais lívido do que antes. Seu cérebro trabalhava febrilmente, tentando compreender as entrelinhas do desabafo do amigo. Por meio de magia, Harry atraía os Comensais inconscientes até onde estava, preparando-se para executar o feitiço que iria despachá-los até Azkaban.

- Gina. Você está falando da Gina. Você gosta dela.

- Certo. E daí? Anda, vamos trabalhar.

- Você viu tudo o que aconteceu entre ela e o Arlen. Assistiu tudo de perto.

- E daí?

- Viu quando ele abriu mão da imortalidade por causa dela, praticamente casando com ela. Viu os dois juntos, namorando. Os outros falando do casamento, comentando que eles formam um casal perfeito e todas essas coisas. Ouviu MEU pai dizer que ele não poderia ter genro melhor.

- Mais uma vez, e daí? Se você não tem mais nada de útil a fazer, venha me ajudar com os gigantes.

- Como e daí? Se isso tivesse acontecido comigo eu estaria arrasado!

Harry ficou mudo, mas olhou significativamente para ele. Sentia-se miserável, mas prosseguiu seu caminho até os gigantes. De costas para Rony, abaixou a cabeça por segundos, as mãos soltas ao longo do corpo. Então, ele ergueu os braços num movimento de concentração e os abaixou rapidamente, apontando a varinha para os gigantes. Raios poderosos saíram dela, desenhando uma linha branca e irregular, clareando tudo ao redor, fazendo o corpo de Harry perder os contornos devido à luz ofuscante. O feitiço envolveu as criaturas que foram transfiguradas em bonecos de madeira de meros 30 centímetros.

- Uau! Cara, como é que você conseguiu fazer isso? - disse Rony, estupefato, com os olhos arregalados e a boca aberta.

- A pergunta é: por que não pensei nisso antes? - respondeu, ainda de costas - Você está certo. Esta foi a minha pior noite como auror. Eu fui muito idiota, não estava conseguindo raciocinar direito. Estava mais preocupado com... deixa pra lá. Não adianta nada mesmo.

- Você ficou louco? Por acaso já conversou com a Gina sobre isso? Cara, ela sempre gostou de você. Lembra de Hogwarts?

- Vou repetir a ladainha. E daí? Mesmo que a Gina ainda goste de mim, ela já fez a escolha dela.

- É verdade. É uma situação... ahn... complicada. Mas nada disso te impede de abrir o coração para ela.

- Você não conhece mesmo a sua irmã, hein, Rony?! A Gina é toda certinha. Desde o começo, ela deixou claro que estava com o Arlen. E o tempo todo mostrou que continuaria com ele.

- Ela nunca me disse nada parecido. A Gina é teimosa, tem uma certa mania de andar na linha... se bem que não era assim nos tempos do Fred e do Jorge...

- Rony...

- Mas isso não significa que ela não vai mudar de idéia se você contar o que sente.

- Rony...

- A Gina é romântica. Ela vai adorar se você...

- Quer parar? Eu já tentei falar com ela. E ela nunca me deu a chance de “contar o que eu sinto”. Agora mesmo, quando eu encontrei sua irmã na caverna, eu pensei que... podia dar certo. Mas foi só ver o medalhão do Arlen que tudo mudou.

- Você precisa conversar com ela...

- E tem uma coisa que você não sabe. Eles estão dormindo juntos. O Arlen teve a “gentileza” de me revelar que os dois são praticamente marido e mulher.

Foi a vez de Rony emudecer. Ficou matutando até retrucar, hesitante. - Er... bom... isso... Escuta, qual a real importância disso? Quer dizer, eu e a Hermione dormimos juntos. Você e a Claire também. Mas nenhum de nós é casado.

- Vocês ainda não são casados. E faz tempo que eu não durmo mais com a Claire. Desde aquela noite na Toca eu decidi que não dava mais. Não conseguiria depois que percebi o quanto eu gosto da Gina. Eu me sinto como se estivesse enganando a Claire. E estou. Já devia ter terminado o namoro - lamentou.

- Não é tarde para você consertar sua vida, cara.

- Não? Você, por acaso, reparou na maneira como a Gina me olhou antes de partir para St. Mungus. Parecia... um adeus - disse com a voz embargada. - Agora, vamos para Azkaban. E eu vou deixar o relatório para você, já que ficou o tempo todo nesse papo inútil.

- Fala sério. Quem é o negativista aqui?

Harry não respondeu.




*****




Uma enfermeira de cabelos brancos perambulava pelo quarto onde Arlen estava. O curandeiro tinha acabado de sair para autorizar a visitação e deixara clara a instrução de que não perturbassem o paciente. A mulher deu de ombros. O rapaz estava inconsciente e, pela sua experiência, iria demorar muito para acordar. Caso se recuperasse. Ela estava organizando as poções, anotando os horários em que deveriam ser administradas quando uma moça de cabelos vermelhos entrou.

- Quem é você? O senhor Pinkerton autorizou sua visita?

Ela se limitou a entregar um pergaminho onde a imagem do curandeiro aparecia fazendo um sinal de positivo. Embaixo se lia “Gina Weasley, noiva”. A jovem tinha sido atendida por Hermione, que tratara seus ferimentos: três costelas quebradas, uma luxação no ombro direito, joelhos ralados e arranhões múltiplos. Só não conseguira dar um jeito no coração deprimido.

Gina arrumou uma cadeira para ficar ao lado de Arlen. Segurou uma das mãos do elfo. E voltou a chorar. O curandeiro já dera o antídoto (lágrimas de fênix, uma preciosidade em St. Mungus), mas não demonstrara muito entusiasmo com a recuperação do paciente. Ela se lembrava de cada uma das palavras do bruxo. “Em todos estes anos curando pessoas, senhorita, pude comprovar os efeitos fantásticos desse remedinho poderoso que temos. É claro que as lágrimas de fênix só podem ser usadas em situações muito especiais. O que me intriga é um, digamos, detalhe. A reação dos pacientes sempre foi imediata. Mas algo acontece com este... elfo. Ele é mesmo um elfo? Bom, voltando. Talvez o remédio não seja eficiente para... elfos. Ou talvez outro problema esteja afetando o seu noivo. Tem certeza de que ele não foi atingido por um feitiço? Não? Certo. O que temos a fazer é esperar. Nada mais. Já fiz o que pude”.




*****




O sol já estava alto e a luz inundava o quarto quando Gina despertou. Ela tinha adormecido apenas no amanhecer. Tinha permanecido o tempo inteiro junto a Arlen. A enfermeira de cabelos brancos se movimentara tanto enquanto cuidava do paciente que a moça foi arrancada do sono. Ou melhor, do pesadelo. Sonhara que Arlen estava se afogando num mar escuro e frio. Mas depois Arlen se transformava em Harry e desaparecia sob as águas.

O elfo continuava inconsciente. Seu belo rosto estava branco. Gina desejou-lhe bom dia. Durante sua longa vigília, “conversara” com ele. Contara como Mione se assustou quando os viu chegar em St. Mungus. Como chamara o curandeiro mais especializado em poções para tratar dele. E como, juntas, mandaram corujas para todos. A jovem voltou a segurar a mão de Arlen e revelou que deveriam em breve receber visitas. Os olhos azuis estavam fechados e assim ficaram. Nenhum músculo de Arlen se moveu, nenhuma alteração na respiração, nenhum sinal de que ele a ouvia.

Durante a tarde, vieram os Weasley. Molly derramava lágrimas copiosas. Artur aconselhava a esposa a se conter, mas ele mesmo estava emocionado e com os olhos marejados. Fred e Jorge trouxeram sapos de chocolate. “Inofensivos”, ressaltaram. Hermione entrava no quarto a todo instante, verificando como Gina estava. “Tenho certeza de que Arlen vai se recuperar. O tempo de reação dos elfos deve ser diferente. Só pode ser isso”, dizia. Rony também viera. Ficara calado a maior parte da visita, mas seus gestos foram tão reconfortantes que os dois irmãos se entenderam. Antes de sair, ele abraçou fortemente a jovem. “Qualquer coisa que aconteça, fale comigo. Por favor, não tome decisões sem me procurar”, falou baixinho em seu ouvido. Gina estremeceu. Será que Rony não acreditava que Arlen conseguiria sobreviver? Ela empalideceu. Essa possibilidade a atormentava. Era como se mil lanças a atingissem. “Lanças? Que horror! Nunca mais quero ver uma delas”, pensou amargamente.

Já era de noite quando batidas na porta a surpreenderam. Ela pediu que entrassem. Se tivesse imaginado quem era, teria corrido a se esconder. Era Harry. O rapaz entrou timidamente. De longe, ele a cumprimentou. Mal se olharam. Gina mantinha a mão firmemente presa a de Arlen. Harry queria se desculpar pelo acontecido.

- Não fui suficientemente bom para evitar... toda essa complicação... em que meti você, o Arlen... Eu pediria demissão... Bom, eu pedi, mas o Shacklebolt não aceitou.

- Não foi sua culpa.

- Se tiver alguma coisa que eu possa fazer para ajudar. Qualquer coisa que você me pedir, eu me disponho a...

Novamente soaram batidas na porta. Harry estava muito nervoso e sentiu alívio por ter sido obrigado a parar. Depois, seu coração saltou. Ithriel acabava de surgir em todo seu esplendor. Usava uma túnica tão branca que iluminou o quarto. Atrás dela, viam-se enfermeiros e curandeiros assombrados com sua beleza, juventude e imponência. A senhora élfica sorriu tristemente para os dois jovens. Harry apressou-se em usar a oclumência, aflito com a idéia de que ela pudesse descobrir como se sentia dilacerado vendo Gina tão devotamente unida a Arlen. A dama da Floresta Escura lhe disse palavras carinhosas por vê-lo ali, prestando suas homenagens ao filho. Ela se aproximou de Gina e a beijou na testa. Com um andar tão suave que mal se notava, Ithriel se dirigiu a Arlen. Seus dedos tocaram o rosto branco do elfo, emanando uma luz muito clara, mas nítida. Ficou assim por alguns minutos até que se voltou aos dois jovens.

- Não se preocupem. Ele vai se recuperar.

Gina não segurou um grito de alegria. Saltou para abraçar Ithriel, aos prantos. Depois de soltá-la, debruçou-se para beijar Arlen. Segurava a mão dele junto ao coração. Harry tremeu violentamente. Ficara realmente feliz de saber que o elfo estava salvo. Mas para ele não havia salvação. Agora estava plenamente convicto do que aconteceria. Gina se casaria com Arlen. “Tenho de me conformar”, pensou.

- Gina, gostaria de conversar com você.

A voz de Ithriel trouxe Harry de volta ao quarto. Gina aprumou o corpo e olhou assustada para o rapaz.

- Será que você podia...

- Ir embora? Claro, já estou me acostumando a ser despachado por você - respondeu Harry, irrefletidamente.

Ele engoliu em seco, envergonhado. Resmungou “desculpas”, desejou melhoras a Arlen, despediu-se das duas e saiu disposto a nunca mais olhar para a Gina. Estava decidido. Iria colocar uma pedra sobre tudo.

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