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1. Retorno para casa.


Fic: Meu 2o amor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/a: Realmente peço desculpas pela demora, eu estava viajando, e antes de viajar tinha começado a fic, porém por burrice minha não levei comigo! :x Mas mesmo assim espero que lêem, pois essa é a primeira das minhas fics que eu tento colocar capítulos bem maiores que os de antes. Só peço que comentem e dêem suas opiniões, pois eu realmente preciso dos comentários para ter um insentivo! Beijos, e espero que gostem!


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1º Capítulo – Retorno para casa.


A aurora chegou jogando seu brilho para todos os lados, e brilhando mais que nunca. Hogwarts estava calma, ninguém havia acordado ainda. Tudo estava em seu devido lugar. Elfos na cozinha cuidando do café da manhã que devia estar na mesa em exatamente 20 minutos, Mc Gonnagal em seu escritório preparando seu discurso de despedida de mais um ano letivo, alguns alunos em suas camas, debruçados debaixo de cobertas grossas e confortáveis, roncando com o maior prazer, e outros se trocando ansiosos pelo termino do ano.

Mas onde a nossa história começa não é em uma casa florida e clara como a Grifinória, mas sim em uma casa cheia de escuridão, onde não é muito mostrada a paisagem perfeita de uma aurora ou um pôr-do-sol! Estamos falando de Sonserina, a casa dos ambiciosos, pessoas de corações frios, de amantes da escuridão e sedutores da Lua.

E em um dormitório desta casa em que tudo começa. Uma garota ruiva de cabelos rebeldes e cacheados dorme tranqüilamente, com o que está sonhando? Impossível saber, pois está imóvel e com um sorriso neutro no rosto, enquanto seus olhos fechados mostravam uma imagem de paz e conforto. Sua face está pálida, não pelo motivo de alguma doença mas sim porque sua face é assim de nascença. Um cobertor verde, de veludo, lhe cobre pela metade do corpo, aparecendo seu pijama branco com estampa de ursos, o que seria muito engraçado de ver para quem não costumava vê-la assim.

E na cama ao lado um cobertor negro cobre alguém que está somente com seus pés para fora do cobertor, pés brancos como a neve e sem movimento como se tivesse um cadáver de mais ou menos dois dias de morte. Estava um pouco impossível de acordar naquele momento, era um dia perfeito para dormir pela eternidade. O quarto estava bastante escuro, somente com algumas velas quase apagadas cercando o quarto.

A porta se abre, rapidamente, quase sem fazer barulho e entra uma garota de estatura média, com cabelos negros que chegavam até a cintura, lisos perfeitos, e a pele pálida até demais, estava mais para uma vampira do que para uma adolescente. Seus olhos eram verdes, num tom esmeralda. E vestia a costumeira roupa de aluna de Sonserina o que não era muito real para o último dia de aula. Seguindo caminho à cama da ruiva ela sentou ao lado de onde a garota dormia tranquilamente.

- Vai dormir até quando Sophie?- perguntou cutucando a ruiva. Sua voz era misteriosa, mas cheia de encanto.

Então houve um movimento, e a ruiva bocejou. Virando-se com muita preguiça ela mal conseguia abrir os olhos de tão cansada. Dava para ver algumas olheiras, mas nada que uma boa maquiagem não tira. Ela mecheu em seus cabelos os tirando do rosto. Sua bochecha direita estava amassada, provavelmente passou a noite dormindo nela. E respirando fundo ela abriu a boca... Sua voz soava fracamente e cheia de cansaço.

- Nem dormi muito...- diz se espreguiçando na cama. - Que horas são Pan?

- Quase oito.
- fala a garota colocando uma mecha de seus cabelos para trás da orelha. E nesse momento ela vê a face da ruiva espantada em sua frente.

- E você me acorda agora? Logo no último dia de aula você quer que eu acorde cedo? Ah Pan, dá um tempo.- diz Sophie e se virando para o outro lado e cobrindo-se ao todo com seu lençol.

E na cama ao lado alguém se movimenta e o lençol que a cobre desce até a cintura. Uma garota de cabelos loiros e olhos acinzentados olha para o local de onde ainda a pouco estava saíndo a voz de duas garotas. Sua mão vai ao rosto, mostando-se um pouco cansada. A garota era de aparência muito bonita, era uma das garotas mais adoráveis de Sonserina.

- Logo de manhã querem discutir?- pergunta a loira já se sentando em sua cama, ela usava uma camisola vermelha que chegava até a metade da cocha, o que mostrava seu físico quase perfeito e bem definido.

A garota ‘vampira’ levantou-se e foi até a porta sem dizer uma única palavra, ela perecia muito tranquila com o que a ruiva disse e nem um pouco magoada. Já com esperanças de sair ela parou no meio do caminho e virou-se para a loira.

- Quando ela acordar pede para ela ser menos estressada quando acorda.- diz ela, com a voz mais fria e sem sentimentos possível que alguém pode achar. O que fez a loira revirar os olhos, como essa ação tinha o jeito de Pandora.

- Você sabe muito bem como ela é quando acorda, por isso não venha me perdir estas coisas.- diz ela se levantando da cama e pegando seu roupão negro que estava ao lado da cama e o vestindo por cima da camisola.

Pandora não insistiu, fingindo que nem ouviu o que a garota tinha dito, ela virou-se novamente para a porta, empinando o nariz e saiu fechando a porta com cautela.

- Obrigada...- uma voz fraca sai de baixo dos cobertores, a mesma voz cansada que tinha reclamado a poucos momentos atrás. A loira senta na cama de Sophie puxando os lençóis da mesma. Com um sorriso satisfeito no rosto. Mas isso não causa nada de bom, Sophie vira cansada e com uma face odiosa para a garota. - Se eu agradeci isso não significa nada que você pode fazer o mesmo que ela. Sai Natalli... - e tanta empurrar de algum jeito a amiga.

Mas de nada adianta reclamar. Natalli joga os lençóis ao lado da cama e depois agarra nos braços da ruiva ainda sorrino, pronta para aprontar com a amiga. E depois que a ficha cai, Sophie percebe que está sentada no chão, e seu bumbum latejando de dor. Natalli com tom de satisfação sorri mais ainda. - Bom dia Sô...- diz satisfeita passando as mãos nos cabelos um pouco embaraçados com o sono.

Sophie joga um olhar amaldiçoador para a amiga. Mas do que adianta ela brigar? Não vai adiantar em nada mesmo, pelo menos não com Natalli, que é sua melhor amiga, a irmã que ela nunca teve, a pessoa que lhe ajudou nos momentos chatos nessa escola. Se levantando chateada Sophie veste seu roupão vermelho e olha para Natalli. - Não faz isso nunca mais, isso dói...- diz ela massageando a parte afetada na queda.

- Não se preocupe com isso.- diz a loira indo em direção ao banheiro. - Aliás, tome um banho, se não alguém pode morrer no café da manhã, ou intoxicado ou levando um susto. Suas olheiras assustariam até um vampiro...- e sem ao menos tentar ouvir alguma resposta da amiga Natalli sai do quarto seguindo caminho ao banheiro.

”Tome um banho Sophie, alguém vai morrer...”- diz a ruiva imitando a voz da amiga. - Dá um tempo, parece até minha mãe, só faltava beijar os pés dos elfos para ficar igual ela...- continua com sua própria voz e vai até o espelho, se assustando com a sua própria imagem. “Talvez ela esteja certa.” pensa a ruiva coçando a nuca. E toma o mesmo caminho de Natalli, direto para a banheira.


...


O Grande Salão estava se enchendo, a cada minuto que se passava entrava alguém. Era o último café da manhã em Hogwarts para alguns, para outros somente o fim de mais um ano. Os professores estavam todos em seus devidos lugares, tomando seu chá, e comendo algumas torradas com geléia. O barulho de talheres batendo em pratos estava alto, até demais.

Sophie e Natalli não demoraram muito para descer. Sophie deu um jeito no cabelo, o prendendo em um rabo de cavalo, e seu rosto, depois de passar dez minutos lavando-o ela passou uma delicada camada de maquiagem que sua mãe lhe deu em seu aniversário de 15 anos. E Natalli estava deslumbrante com seu contumeiro sorriso malicioso no rosto e com o cabelo solto, com suas mechas loiras caíndo sobre a face.

Não conseguiram chegar até o seu devido lugar, sendo paradas por alguém. Henry, irmão de Sophie as parou no meio do caminho, sorrindo perfeitamente, o que fez Natalli corar furiosamente. Sophie revirou os olhos.

- O que você quer?- perguntou ela olhando para os lados, como se não quisesse que ninguém a visse com ele ali. Mas parece que ele reparou esse detalhe e a puxou para um abraço. ”Só pode estar querendo me humilhar...” pensa ela colocando a mão no rosto escondendo os traços que provavam que era realmente Sophie Weasley, mas seus cabelos eram a prova que ela não conseguiria esconder.

- Bom dia para você também, e então Naty, passará o verão lá em casa?- perguntou o garoto jogando um olhar charmoso para a loira. E aquela ficou mais vermelha que uma pimenta, aquilo era lógico, Natalli era caidinha por ele.

- Por que ela deveria?- perguntou Sophie continuando com a sua frieza e iguinorância observando o irmão dando suas idéias estranhas.

- Não sei...- diz Henry colocando as mãos nos bolsos e olhando para Sophie. -Talvez porque mamãe deixou Nate ir pra lá hoje, e ninguém sabe até quando ele vai ficar lá em casa, talvez até o final das férias!

No mesmo momento em que Sophie ouviu ‘Nate’ seu rosto corou fortemente, seus olhos brilharam, deixando um rastro de paixão no ar. Bem... explicando: Nate era o melhor amigo de Henry, um garoto de cabelos espetados e loiros, olhos verdes e com músculos definidos, formados pelo esforço no quadribol. Desde o primeiro ano em Hogwarts Sophie começou a sentir algo por ele e não conseguiu desfarçar nem um pouco desde o início, todos sabiam que ele era a sua grande paixão, até sua mãe e seu irmão...

Mas uma pessoa não sabia, Nate. Ele vivia no mundo da lua, era um garoto muito esperto, muito inteligente, mas prefiria sair com garotas mais velhas, e não prestava atenção na Sophie, a considerava como se fosse sua irmã.

Sophie pôs as mãos nos bolsos, um pouco desconfiada. Se Nate fosse para a casa deles neste verão, então ela ia acabar ficando isolada, e ela não queria isso. Bem, a única coisa que ela tinha a fazer era convencer a sua mãe a chamar Natalli para sua casa.

- Vou pedir da mamãe pra você ir lá para casa, não quero ficar isolada as férias todas.- diz a ruiva voltando o seu olhar para a amiga. E neste exato momento percebe um sorriso nos lábios de Natalli. - Que foi?- pergunta estranhando esse sorriso.

- Ue, eu disse alguma coisa? Nada Sô...- diz Natalli levantando as mãos querendo dizer que era inocente nesta história toda. -Só estou sorrindo porque... Bem, sabe, Nate na sua casa...- diz olhando para o teto, como se estivesse querendo desfarçar alguma coisa. Por que será que Sophie ainda não entendeu?

Sophie olha em volta, tentando achar o olhar de alguém conhecido para desfarçar, mas para sua infelicidade não o acha. Volta a olhar para o irmão e para a amiga. Meio sem graça. - Vamos comer, estou com fome.- E sem esperar a resposta da amiga se dirige à mesa de Sonserina. Seu coração estava explodindo em ansiedade, o que mais poderia vir? Que surpresa nestas férias ela teria?

Bem, claro que Nate ir passar as férias na casa dela era muito bom, até demais. Mas muito inesperado. O que ela mais queria neste momento era que a hora passasse mais rápido e eles chegassem logo em casa, para ela poder conversar com Nate o quanto quisesse, enfim, se ele vai pra casa dela, e ainda por cima a considera sua irmã, então ele não irá se incomodar nem um pouco de conversar com ela.



...



As onze horas estavam chegando, e todos estavam a caminho do trem, a sorte era que era um dia ensolarado e gostoso de se passear pela rua, sem sentir o mínimo calor. Sophie e Natalli estavam planejando como iriam pedir de seus pais para Natalli passar algum tempo na casa de Sophie. O esquema estava todo no pergaminho que Sophie carregava na mão, e o pergaminho que ela observava com tanta atenção, e ao mesmo com tanta cautela.

- Bem, agora é só seguir todas as regras.- diz Natalli sorrindo. - E se nós pedissemos que eu passasse as férias na sua casa também?- pergunta ela olhando para a ruiva curiosa. E Sophie pára na mesma hora mudando o olhar para algo meio estranho e tirando os olhos do pergaminho, olhando para a amiga.

- E o seu pai? Vai passar estas férias todas sozinho?- pergunta ela estranhando a amiga, claro que ela não se importava de Natalli ir nas férias para a casa dela, mas ela achava que o pai era mais importante, ainda mais quando desejava tanto que seu próprio pai passasse estes tempos especiais com ela, mas somente não podia se dar esse luxo pelo simples motivo do pai estar morto, mas não era o momento para dramas agora.

A loira um pouco desiludida, tira o sorriso dos lábios, e começa a mordê-los como se estivesse processando a informação. Se ela deixasse seu pai sozinho em casa isso seria muito chato, pois o pai dela era a única pessoa que ela tinha. Mas e se? Uma idéia lhe caía em mente, mas ela não estava muito certa de que a amiga iria aceitar. Mas se não se arriscasse depois poderia ser tarde, o tempo era algo curto demais naquele momento, e ela tinha que aproveitar a chance.

Natalli coça a nuca e olha para a ruiva meio procurando a aprovação dela. - E se nós... Bem, sabe né?! Meu pai, sua mãe.- Sorri olhando desconfiando um pouco da reação de Sophie. Mas parece que a ficha não caiu na mente ruiva (nada demais, pensava Natalli).

- O quê?- porque será que ela era tão devagar? Natalli revirou os olhos, lá vinha a garota que em momentos importantes se fazia de lesa.

- Sabe... Meu pai... sua mãe... Um novo ano, as coisas mudam!- Mas de nada adiantou, Sophie a olhava como se a garota fosse retardada, e de alta classe.

- Eu sei que em cada ano as coisas mudam, mas o que seu pai tem a ver com a minha mãe? Você quer passar as férias na minha casa e mandar a minha mãe pra passar com o seu pai?

Realmente era muito difícil enfiar alguma coisa na cabeça dessa ruiva, e Natalli bufou de raiva enquanto não estava sendo entendida, isso realmente perturbava qualquer pessoa em volta que vesse a lerdeza dela. Quem conhecesse Ron Weasley diria perfeitamente que a filha dele realmente é a cópia dele, e sem nenhuma desconfiança.

- E se a gente juntasse meu pai e sua mãe? - perguntou Natalli tentando outro jeito de explicação, algo mais direto, ou muito direto... para ver se a outra captava algo.

- Pra tomar chá? - Pelo visto nem Sophie estava se entendendo, mas sua mente estava com as idéias fluindo de pouco em pouco.

- Cara, você é burra mesmo ein... O que eu quero dizer é: e se nós juntassemos sua mãe e meu pai? Como um casal, entende? e finalmente o momento da lerdeza vai embora e a ruiva entende o que a amiga quis dizer. Sophie a olha como se Natalli que fosse a retardada da turma.

- Não dava para falar diretamente? - mas pelo visto estava feliz de ouvir a idéia da amiga, pois estava com uma expressão realmente interessada no rosto. - Mas como faremos isso?- não esperava a resposta da amiga e perguntava outra coisa, o problema era que na hora do plano, ou qualquer coisa com esse tipo, a lerdeza voltava.

- Temos mais de 6 horas para decidir esse detalhe!

- Tá bom, mas estou avisando, não vai ser fácil... Minha mãe nunca amou outro homem, a não ser meu pai! - Claro que o pai sempre ficaria na memória de Sophie, e ela ainda não se conformava como a sua mãe conseguiria olhar para a cara de um outro homem, como ela conseguiria beijar outro homem a não ser Ron... E claro que esse papo de outro pai na mente de Sophie? Isso não daria certo! Mas seria alguma idéia de ser ‘irmã’ de Natalli.

-Sophie? - a ruiva havia parado no caminho e arregalado os olhos e somente notou isso quando Natalli chamou seu nome, e então balançou a cabeça saindo do transe e prestando atenção na garota à sua frente.



...



A conversa estava muito interessante, decidindo todo o plano, de com tudo será. Aquilo tinha que dar certo, e Sophie não queria perder essa chance de se tornar oficialmente irmã de sua melhor amiga desde seus 11 anos. Porém não puderam continuar seu plano. Bateram na porta, mas não esperaram a resposta entrando logo.

- Posso sentar com vocês? Ou estão muito ocupadas?- não precisava ser Deus para perceber que o coração de Sophie desparou quando ouviu esta voz. Nate Louwi, o grifinoriano, o melhor amigo de Henry, o amor platônico de Sophie. Ela rapidamente virou-se de frente para a porta de onde saía a voz do garoto.

À porta estava um garoto alto, de 17 anos, de postura perfeita e corpo definido pelo quadribol. Seus olhos verdes pareciam perfurar o olhar de qualquer garota que passava por ele, descobrindo os seus mais profundos segredos, mas isso era somente a impressão mesmo. Tinha cabelos loiros, mas um loiro acinzentado. Estava com a metade do corpo para fora da cabine, e com a cabeça e os ombros para dentro, como se estivesse somente olhando.

Quem olhasse concentradamente para Sophie perceberia um sorriso bobo no rosto dela, e simplesmente um verdadeiro clima rolar no ar, mas o único que parecia não perceber o que estava ali era Nate.

- Claro que pode Nate, sem problemas!- a voz de Sophie parecia bastante natural, o que fazia o ponto bom da situação, porém o seu sorriso dizia tudo. Natalli, sem ninguém perceber novamente revirou os olhos, como sinal de iguinorância. Ela entendia perfeitamente que Sophie amava aquele garoto, mas aquele sorriso bobo era ridículo. ( O que ela não sabia era que ela fazia o mesmo sorriso patético quando via Henry.)

- Ahn, obrigado!- diz Nate entrando e fechando a porta, ele estava sorrindo naturalmente, o seu sorriso fazia qualquer garota se derreter, não era a toa que ele era chamado o garoto mais bonito daquela escola. - Henry está passando um papo numa lufana, então eu fingi que fui ao banheiro! - ele deu uma risada como se isso fosse natural e sentou ao lado de Sophie, que considerava quase uma irmã.

O que nenhum dos dois percebeu foi a cara que Natalli fez, seus olhos rapidamente ficaram tristes, a expressão que ela fez foi de pura mágoa, mas ela sabia desfarçar isso, pelo menos achava que sabia.

- Com licença!- e antes que qualquer um dos dois olhasse para ela, Natalli saiu se dirigindo ao banheiro do trem, ela nunca foi tão sensível, mas ela gostava dele demais, e isso magoaria qualquer pessoa, até pessoas mais frias.

- O que deu nela?- Nate apontou para a porta que acabou de se fechar, fazendo um certo barulho chato. Mas Sophie desfarçou mostrando um sorriso natural, mais natural impossível.

- Deve ter ficado com cólica! Mulher tem essas coisas!- Claro que ela sabia que não eram cólicas, mas também sabia que nestas horas a pessoa magoada deve ficar sozinha para pensar nas coisas que sente, não podia contar a Nate que Natalli gostava de Henry, não trairia a confiança da amiga, mas podia fingir que nã sabia de nada.

- Ahn sim! Fiquei até assustado que fosse algo que eu disse!- e voltou a fitar o rosto de Sophie. Novamente aquele sorriso bobo surgiu em sua face, como o garoto é lindo, pensava. - Sophie… não, espera…

O que ele queria dizer com isso? Sophie não sabia, somente sabia que ele estava chegando perto de seu rosto, como se fosse a beijar, o movimento era tão delicado, que Sophie estava quase hipnotizada. Também começou a se aproximar dele.

A mão do garoto encostou no rosto da ruiva, a mão estava gelada, o que fez Sophie se arrepiar um pouco, mas era um frio gostoso de se sentir na pele. Ela fechou os olhos ainda chegando perto dele.

- Já, tirei!- a mesma pergunta surgiu na mente de Sophie: o que ele quis dizer com isso? E abrindo os olhos novamente ela viu ele sorrindo e segurando um cílio no dedo indicador, aquele sorriso faria Sophie se encantar, mas não naquele momento. Henry entrou com um sorriso enorme no rosto, e Sophie se emburrou cruzando os braços e serrando os dentes.

- Ela é linda demais!- tinha que ser o irmão para atrapalhar aquele momento, tá bom que não era a cena perfeita, mas era algo legal! - Tinha que ver como ela me olhava!

Nesta hora Natalli estava entrando na cabine, e Henry do jeito que estava feliz foi abraçá-la de felicidade. Por um lado Natalli gostou, pois ele estava a abraçando, por outro lado foi chato, afinal ele estava feliz por causa de uma outra garota. Sophie sorriu, pelo menos a amiga estava se dando bem naquele momento.








O barulho do trem parando fez muitos tamparem os ouvidos com as mãos, um barulho que era bastante desagradável aos ouvidos. Natalli e Sophie eram as primeiras a sair, não sabiam onde Henry e Nate haviam se metido depois de saírem da cabine delas, mas tinham a certeza absurda de que estavam paquerando as garotas de outras casas, o que deixava as duas de braços cruzados.

- Por que os homens são tão safados?- perguntava Sophie inconformada com a cara que Nate fez quando estava saíndo dali onde elas estavam, e Natalli que estava começando a pegar as suas coisas olhou para ela com uma sobrancelha arqueada.

- Você que tem um irmão, para quem pode perguntar tudo e você tá perguntando para mim?- as vezes Sophie não entendia a amiga, ou sendo mais realista, muitas vezes não entendia, mas esse era o valor da amizade delas, que uma não entendia a outra, e muitas vezes era grudada à outra por esta exata dúvida do que a amiga queria dizer com a tal pergunta ou afirmação.

- Esquece!- a questão não era de ela ter um irmão, pois ela sabia que podia perguntar tudo ao irmão, mas a questão era que o irmão não respondia a este tipo de coisas, e quando ela perguntava a ele este tipo de perguntas ele dizia: Você está entendendo tudo errado!

Finalmente o trem parou no local desejado, fazendo todos abrirem sorrisos imensos e mergulharem na felicidade de verem os pais. Todos estavam saíndo, fazendo parecer uma parede, que andava.

- Sophie...- uma voz muito conhecida aos ouvidos da ruiva, e a voz mais amada por ela. Ela virou o olhar para a mãe, assim como abriu um enorme sorriso jogando as coisas no chão e correndo para abraçar a mãe.

A saudade era imensa, fazendo com que ela se sentisse a pessoa mais amada do mundo, aqueles braços que lhe carregaram muitas vezes na infância estavam de volta.

- Oi mãe... Estava com saudades!- foi a única coisa que ela conseguiu antes de ouvir uma voz ao seu lado, uma voz masculina, grossa e séria, e ao mesmo tempo mais gelada que um cubo de gelo. Mas aquela voz não lhe causava espanto, já que ela mesma era de sonserina.

- Sophie, onde está Natalli?- Claro, era a voz de Draco Malfoy. Sophie largou da mãe virando para o homem. Era bem mais alto que a garota ruiva, e para alguém que não conhecesse a personalidade dele diria que parecia ser alguém de alta etiqueta, o que já seria muito difícil de dizer para Hermione.

O que Sophie não percebeu era que a mãe fechou a cara quando viu aquele homem se aproximando, e cerrou os dentes de puro ódio. Hermione nunca proibiu Sophie de andar com a garotinha Malfoy porque ela lembrava muito bem como eram as críticas que vinham a ela e a Ron por andarem ao lado de Harry Potter, um garoto alucinado, claro que antes de ele vencer Voldemort e todos se calarem.

Neste tempo Draco mandou um rápido olhar para ela, e ele não parecia nem um pouco feliz com a presença dela ali, e tinha certeza que caso a Weasleyzinha não fosse a melhor amiga de sua filha, ele nunca seria gentil com elas duas.

- Ela estava aqui perto, deve ter ido conversar com alguém!- diz Sophie sorrindo para o homem, e ele retribuiu o sorriso para ela, mas aquele sorriso era cheio de maldade, de iguinorância, que Sophie entendeu como a natureza de um sonserino puro.

- Obrigado!- disse Draco já se dirigindo para ir procurar a filha, mas ele foi interrompido por Sophie que o segurou pela mão.

- Sr. Malfoy, Natalli pode passar as ferias lá em casa?- perguntou querendo logo aquela resposta que ela esperava ser positive, mas pelo visto o Malfoy não gostou nem um pouco desta história, pois o seu sorriso frio mudou para algo mais frio ainda, algo que somente Hermione entendeu, era o famoso papél de pai ciumento, o papél que todos os homens adoram apresentar quando se tem uma filha, ou a única filha.

- Isto não vem ao caso agora…- a voz de Natalli ecoou naquele momento e ela abraçou o pai com um sorriso enorme no rosto. - Oi pai…- a sua voz soou muito carinhosa, o que Hermione apreciou em poucos segundos, mas Sophie achou estranho. A loira abraçou o pai com todas as forças, lhe dando um forte beijo na bochecha.

Hermione, por mais que ela odiasse os Malfoys, colocou a mão no ombro de Sophie, sabendo muito bem que ela estava invejando a amiga naquele momento, a vontade de ter um pai era fundamental para qualquer garota, e Sophie não seria a excessão.

- Eu tou bem mãe, sério!- diz ela sorrindo, lembrando perfeitamente do plano dela e de Natalli. Estava olhando para a mãe com um sorriso meio bobo, ela era uma horrível atriz, isto todos já notaram, mas a mãe não ligou para a estranheza.

- Sophie, depois a gente conversa! Vou te mandar uma coruja mais tarde!- a loira não se demorou depois do que disse, acenou para Sophie e para Hermione e se foi no meio da multidão com o pai. Estava ali somente Sophie e a mãe quando vinha mais vozes conhecidas.

- E ai mãe? A senhora tá mais bonita a cada dia!- este comentário fez Henry levar um belo e merecido tapa no ombro, mas ele riu e abraçou a mãe, quando veio mais uma voz.

- Mas é verdade sra. Weasley!- cada vez que alguém chamava Hermione de Sra. Weasley ela lembrava de sua sogra, o que a fazia sorrir de canto. - A senhora está uma beleza!

A voz de Nate fazia qualquer pessoa acreditar, mas não Hermione, ela estava cansada destes elogios sem graça. Então preferiu mudar de assunto, jogando um olhar para Henry e Nate.

- Cuidaram da minha menina?- ela perguntou com um olhar severo nos olhos, o que fez os dois sorrirem que nem bobos e Sophie revirar os olhos da pura verdade de ser ridicularizada.

- Claro, trocamos as fraldas todos os dias, damos chupeta para ela dormer, cantamos canções de ninar! Tudo que a senhora queria…- estas palhaçadas claramente foram herdadas dos gêmeos Weasley, mas Hermione não citou isso neste momento, pois sua filha estava passando vergonha.

Ela olhou severamente para Henry, aquele olhar não continha nenhum tipo de amor, e sim de defesa, uma forte defesa que ela criava para a sua filha.

- Tá mãe, se quer a verdade… Acho que ela sabe muito bem se cuidar sozinha, e quando a senhora menos esperar ela que cuidará que você, e não você dela!- isto soou tão óbvio, tão ensaiado, que por um momento Sophie pensou que o irmão sabia de seu plano com Natalli, mas como podia saber? Era impossível! Isso estava certamente escrito na cabeça da ruiva e ela nem se quer olhou direito para o irmão.

- Não sei não!- na verdade Hermione não sabia do que o filho estava falando, e nem se ocupou em tentar descobrir o assunto. Aquele plano estava na ponta da língua daquelas duas garotas de 15 anos, e elas conseguiriam juntar os pais, nem que tivessem que enfeitiçá-los, elas conseguiriam…

Sim, conseguiriam…

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