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1. Inesperados Acontecimentos


Fic: O Mistério dos Sonhos.


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Capítulo 1 : Inesperados Acontecimentos

O local era escuro, frio e aterrorizador.
O teto, em tal precariedade, que dava a impressão de que cairia a qualquer momento, só com o peso das teias de aranha. Paredes desgastadas, como se arranhadas por alguma fera mortal. Que mesmo, cruel e voraz, se sentira desesperadamente, tentada a sair de um ambiente tão deprimente. O chão, de madeira velha, imitia rangidos, a cada passo que aquele indivíduo dava, e adentrava para sala vazia, coberta apenas por uma forte névoa.
Dentro do local... Havia apenas o som de uma difícil respiração. Uma respiração fraca e cansada. Mas, uma respiração que mesmo assim... Expirava poder, e transmitia... Medo.
Ele deu os primeiros passos em direção ao possuidor da respiração, endireitando a postura, e tentando transmitir um ar imponente. Não podia deixar transparecer nenhuma dúvida ou receio. Era lhe proibido sensações... Sentimentos.
Tinha que manter sua idéias e emoções, como um eterno mistério. Tinha que ser impassível, indecifrável... Tinha que fechar sua mente.
Ele finalmente se aproximou do indivíduo que a muitos inspirava terror. Observou-o por um momento, e pode perceber sua aparência cansada.
Estava em uma poltrona verde musgo, mofada e acariciava delicadamente a cabeça daquilo que seria o seu “bichinho de estimação”. Uma cobra de quase três metros de comprimento.
Parecia perdido em seus próprios pensamentos. E suas idéias lhe formavam um sorriso no rosto. Ele podia estar cansado... Mas, seu trabalho estava sendo recompensado.
Despertou-se ao ver um vulto em sua direção. Desmanchou o sorriso, e se dirigiu ao convidado.
- Estava prestes a acreditar que havia desistido Severo?
- Jamais o abandonaria Mi Lord.
Snape se curvou a Voldemort em sinal de respeito. Estava na hora de prestar contas.
- Você cuidou de tudo como eu ordenei?
- Sim, Mi Lord. Dumbledore está morto.
- Ah! – suspirou pondo se subitamente de pé. – Isso soa como música para meus ouvidos... Dumbledore está morto. – repetiu extasiado, enquanto passeava pela sala escura.
Ele se virou para encarar o servo.
- Creio, que tudo ocorreu como o planejado?
- Sim Mi Lord. – assentiu Snape.
- Então... Onde está o menino?
- Pergunta sobre o jovem Malfoy?
- É claro que é sobre Malfoy! Por quem mais perguntaria? – exclamou com impaciência.
- Ele está minha residência senhor. Pelo menos é no que acredito.
- Como assim “ é no que acredito”? – o lorde perguntou com fúria.
- Toda nossa encenação pareceu ao jovem Malfoy, muito real. Ele teme sua captura. Pedi que ficasse em minha casa, enquanto eu viesse falar com Mi Lord. E então, caso sua resposta fosse uma negação, eu o ajudaria a partir para uma aldeia trouxa. Onde pudesse se refugiar por algum tempo. Porém, creio que talvez ele não tenha me esperado...E já tenha partido. Ele não espera sua piedade Mi Lord.
- É um garoto esperto. – admitiu Voldmort. - Mas, espero que sua partida prematura, não atrapalhe meus planos Severo. – disse o Lorde, meio que em um tom de aviso.
- Não Mi Lord. Assegurei Draco, de que ele poderia contar comigo. – disse Snape em um tom confiante. - Ele deve estar em direção ao interior de Londres agora. Saberei cada passo que ele der.
- Ótimo.
O senhor das trevas, encoberto em seus mantos sombrios e despedaçados, sentou-se novamente na poltrona.
- Quando a Ordem o encontrará? – indagou à Snape.
- Creio que ao fim dessa semana. - Severo respondeu secamente. - Potter passará alguns dias na casa de seus tios. E no final da semana, os Weasley irão buscá-lo, e então passarão pela residência de Granger. Malfoy já estará por lá.
- Excelente. – sorriu. - Quanto mais rápido ele ingressar na Ordem, mais rápido poderá nos transmitir informações.
Snape remoeu-se. Tinha um receio... E tinha que o transpassar.
- Mi Lord. – chamou calmamente. - Quando pretende informar o jovem Malfoy de sua nova missão?
Voldmort o encarou com interrogação. Sentira o tom de medo na voz de Snape, e aquilo o incomodara.
- Porque me pergunta Severo?
Disfarçando seus temores, Snape respondeu de forma seca e natural.
- Estive pensando Mi Lord. – ele parou, para escolher as palavras certas. - Draco passou por momentos difíceis nos últimos tempos. Tanto que apostamos em sua fraqueza, e ganhamos. – disse com certa ironia. - Imagino, se ao se sentir reconfortado e acolhido, ele não mude de idéia, e... – ele se preparou para o impacto de tais palavras. -... se converta a Ordem.
Snape esperou preparado pela revolta. Os berros... A explosão de pragas e injurias. A fúria e a raiva do Lorde das Sombras... Mas, nada aconteceu.
Ao invés disso, o senhor da escuridão deixou apenas escapar uma fina e curta gargalhada.
- Malfoy? Se sentir acolhido por... Amigos do Potter? Oh, meu caro Severo, seria mais fácil Dumbledore ressuscitar. - disse sarcasticamente. - Lúcio pode ter me traído uma vez... Mas, fez isso por orgulho e egoísmo. É esperto. Sempre joga do lado que está ganhando. – disse pausadamente. - Se tem uma coisa que aprendi com sua traição, foi que os Malfoys são incapazes de sentir algo pelo próximo. Pois reservam tudo para seu próprio ego. Malfoy jamais se deixara acarinhar pelos membros da Ordem. Ou por mais ninguém.


~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~

Muito longe daquele lugar sombrio, e de ar e gélido.
Uma menina de cabelos castanhos crespos e cheios, se encontrava deitada em sua cama, com seus olhos amendoados, fechados em sono profundo.
Hermione Granger, dormia tranqüilamente em uma última noite de paz, em sua casa.
Passara se uma semana desde sua chegada, e na manhã seguinte, a os Weasley viriam a buscar.
O dia tinha sido estranhamente triste. Ficara o tempo todo perdida... Confusa.
Era incrível como se dava valor as pequenas coisas, quando se temia não possuí-las nunca mais. Ela se admirara com cada simples coisa que ocorrera em seu dia.
Se surpreendera com o nascer do Sol, com o sorriso de sua mãe ao acordá-la, com ronronar de Bichento, pedindo carinho...Com o beijo de boa noite do pai.
Talvez... Fosse estupidez pensar dessa maneira, mas... Poderia ser a sua última oportunidade para sentir o prazer de ter e presenciar esses momentos.
Logo, a guerra começaria, e tudo aquilo ao qual ela era acostumada... Acabaria.
Começariam se as batalhas... Os riscos... As perdas... As mortes.
Tudo isso a amedrontava.
Entretanto, não era naquilo que ela pensava naquele momento. Pois, nesse instante, apenas respirava calmamente, absorta em seus...Sonhos.

“ Ela estava só, em frente às águas do lago da Lula - Gigante.
Admirava o pôr – do – Sol, sem nenhum pensamento aparente.
Estava apenas se distraindo... Descansando. Como há tempos não fazia.
Deitou – se na grama verdinha, e sentiu o frescor do verão invadir suas narinas. Estava leve. Sentia como se daquele momento em diante, tudo fosse dar certo. Como se tudo fosse milagrosamente... Melhorar.
Mirou o céu azul e sorriu. Era incrível, como tudo parecia conspirar a favor de seu bem estar. Se sentia privilegiada. Como se a natureza decidisse do nada adorá-la.
Fechou os olhos e deixou o vento acariciar o seu rosto, trazendo-lhe paz e tranqüilidade. Porém...
Uma escuridão se apoderou do céu, causando um frio por todas as extensões.
A menina despertou imediatamente, dando de frente com a sombridão que invadira sua fortaleza. O vento antes calmo, agora era feroz. E arrancava as folhas do chão e dos galhos das altas árvores, formando um redemoinho. Que girava constantemente a procura de algo que pudesse arrastar... Ou machucar.
Não havia mais sol. Somente sombras e névoa.
Entretanto o que mais a apavorava era a visão das águas. Estavam revoltadas, e se erguiam, formando enormes ondas de água esverdeada. As ondas eram gigantescas, e podiam cobrir todo local. Com rápidos movimentos, elas começaram a inclinar, prontas para inundar o lugar. Era algo mais do que sobrenatural... Era como magia negra.
Desesperada, virou-se pronta para correr, mas foi impedida, por um baque.
Trombara em alguém, que a acolhera em um abraço. Ela cambaleara, com as pernas moles. Observou de cabeça baixa, os braços que a rodeavam. Era um menino.
Alto, corpo magro, pele branca.
Ela sentia uma certa familiaridade com a aquela figura... Mas, não sabia ao certo quem era.
Ergueu então, lentamente, o rosto para constatar quem a segurara firmemente.
Mas, quando abrira os olhos... Tudo ficara escuro.
Havia apenas um forte aperto em volta de seus corpo, e o som de um lamento, próximo aos seus ouvidos.
Sentiu a água recair sobre seu corpo... O ar lhe faltando nos pulmões... O desespero lhe batendo no peito.
Só tinha mais um suspiro... Um único sopro de vida.
Tudo iria acabar...”


Hermione despertara apavorada. Seu batimento era rápido e sua respiração ofegante.
Não conseguia conter sua pressão, e suor frio que deslizava pelo seu corpo, a arrepiava ainda mais. Estava assustada... Amedrontada.
Levantou-se de sua cama, e se encaminhou até a janela, na esperança de que um pouco de ar puro a acalma-se. Abriu a janela, e se debruçou sobre o parapeito.
Não demoraria muito para o sol nascer. Já podia se ver a claridade do dia surgir devagar.
Ela suspirou. Há muito vinha tendo esses sonhos. Todos da mesma intensidade.
Primeiro a paz... A calma... A tranqüilidade. Depois, momentaneamente...O desespero... O caos... A morte.
E o menino. O mesmo menino.
Um menino que sempre aparece para ampará-la, mas nunca a salva. Um menino o qual ela não consegue ver o rosto. E que ao mesmo tempo em que é familiar... Também, é misterioso.
Ela se exaltou ao ouvir um barulho. Mas era apenas Bichento, se espichando entre os edredons, na cama da garota. Voltou sua atenção para rua. Estava deserta.
O dia estava prestes a começar, e as coisas, determinadas a mudar.

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~

Não tão distante... Também, recostado sobre um parapeito, encontrava-se um menino alto, loiro, e de olhos azuis acinzentados.
Draco Malfoy, apreciava a vista de sua nova “casa” temporária. Era a sétima da semana. Desde do ataque em Hogwarts, ele se tornara nômade. Mudava de endereço todos os dias.
Já havia se hospedado um hotel simples, próximo do bairro em que se encontrava no momento. Tinha pedido abrigo em uma casa, na noite anterior, alegando ser um estudante intercâmbista perdido. E naquele instante se encontrava em uma modesta pousada.
Era complicado, e tediante. Mas, as constantes mudanças, não eram o que mais o abalava. Estava cada vez mais pensativo, e seus pensamentos o assustavam cada vez mais. Não conseguia imaginar que tudo aquilo acontecera tão depressa.
A proposta, a adquirição da marca, a inclusão no meio dos Comensais, a missão mais importante... Destinada a ele.
O orgulho... O peso da responsabilidade. O receio da perda do único ser que realmente o amava. O medo do fim da vida... E então, o fracasso.
Ele planejara tudo. Tudo de uma forma que nunca poderia falhar. Mas na hora de executar... A única coisa que ele nunca acreditou que poderia acontecer... Aconteceu.
Ela nunca o chamara atenção. Sempre uma fora uma coisa a parte... Alguém a quem ele nunca dera ouvidos. Então, porque justamente naquela hora, ele tivera que notá-la. Para perceber que ela não era tão ruim quanto ele pensava.
Por que, naquela hora? Naquele instante? Por quê? Justo naquele dia? Por que tinha que ser naquele minuto? Por que raios ele escolhera aquele momento, para descobrir que tinha consciência?!
Ele podia lembrar como se estivesse acontecendo novamente. Podia sentir o remorso.
A culpa de colocar a vida de alguém como Dumbledore em risco. Alguém que mesmo em seu leito de morte, se preocupou com o próximo. Se preocupou em acreditar em seu assassino. Pediu clemência, a quem acreditava ser seu amigo.
Todas as vezes que se pegava pensando nisso, Draco se perguntava se poderia confiar em Snape. Um homem que negara piedade a Dumbledore. Justo a Dumbledore, que fora o único que acreditara nele no passado.
Porém, Draco havia de admitir que no estado em que se encontrava não podia se dar ao privilégio de recusar ajuda. Mesmo que vindas de um ser de caráter desconfiável como Snape.
Afinal, não tinha muita opção. As únicas pessoas em que provavelmente podia confiar eram Snape e sua mãe. E está última, ele nem sabia se estava viva.
Isso era o que mais doía. Apesar de tudo o que ele fizera... Nada adiantara.
Ele falhara. E agora, com sua fuga, sua mãe podia estar pagando por ele.
Se sentia um covarde hipócrita sempre que chegava a esse pensamento.
Se pelo menos ele tivesse notícias dela, sentiria melhor. Mais disposto a fugir... E a lutar pela a própria vida.
Ainda no parapeito da janela, ouviu o despertador dar um baixo apito, eram 09:00 a.m.
Ele ignorou a informação, e esboçou um sorriso. De todos os pensamentos que ele possuía, esse era o único que o fazia rir. Sabia que não havia graça nenhuma, em ser caçado pelos melhores bruxos do mundo. Comensais e membros da Ordem, mas, sempre que se imaginava como um bruxo procurado “altamente perigoso” caia na gargalhada.
Era engraçado pensar que todos aqueles grandes bruxos procuravam por... ele. Um menino de 17 anos, que se lamentou o ano inteiro para a fantasma mais patética do colégio e que ainda por cima, não tinha muita familiaridade com o escuro. Tudo muito bizarro em seu ponto de vista.
Malfoy desmanchou o sorriso. Precisava, por um único instante, parar de pensar. Se distrair. Pegou o casaco, e desceu as escadas do estabelecimento, ignorando o “bom dia” dado pelo porteiro da pousada. Saiu sem rumo, e sem receio de se mostrar.
Estava em um bairro de trouxas, onde a probabilidade de um deles ser um bruxo era de 00,5%. Não precisava temer e nem se esconder.
Pelo menos era o que ele achava.

Caminhava calmamente pela rua praticamente deserta. E às vezes não acreditava em sua decadência. Saíra do cargo de mais novo Comensal, sangue – puro, podre de rico e respeitado... Para um fugitivo duro, caçado por todo o mundo mágico e escondido em um lugar onde “brota” sangue - ruim.
“Como é cruel o destino.”, ele pensou.
Entretanto, antes que seu pensamento se estendesse, sua atenção foi de repente tomada por um forte cheiro... Um delicioso cheiro.
Draco focou seus olhos no local de onde vinha o odor. Era uma padaria.
Seu estômago roncou. Não comia desde o almoço do dia anterior, quando a gentil senhora que lhe acolhera, servira lasanha.
Se aproximou lentamente da vitrine do local. Parecia uma visão do paraíso. Havia bombas de chocolate, quindins, pães de queijo, de milho, bolos, tortas e sonhos. Delícias atrás de delícias. Draco se sentiu tentado a entrar e comprar de tudo.
Era difícil admitir, mas a culinária “trouxa” o admirava, e era uma das poucas coisas que ele havia apreciado durante a semana. Pois, apesar de não ser tão diferente da “bruxa”, eles parecia dar um toque diferente a cada sabor. Era incompreensível.
Ele pôs as mãos no bolso, a procura de dinheiro. Até que não estava tão ruim.
Quando ele enfrentara a fila, em um local chamado “banco”, para trocar o seu dinheiro, por algo que valesse no mundo dos “trouxas”, temia que não conseguisse o suficiente para dois dias. Porém se surpreendeu ao ver o quão valoroso era o ouro para os “trouxas”. Conseguira uma boa quantia pelos seus galeões, mas não sabia, entretanto, por quanto tempo teria que se esconder. Então, por mais que se tentasse, não podia esbanjar.
Entrou na padaria, conformado e, disposto a gastar somente o necessário. Porém, mal fechara a porta e sentira um baque. Pacotes caíram, e ele ouviu uma exclamação. Trombara em alguém.
Sentiu-se envergonhado, pela sua displicência e se prepara para ajudar o indivíduo com quem colidira. Contudo, ao levantar o rosto e constatar quem era a figura a sua frente, ficou sem reação. Não podia acreditar... Não podia ser ela!

Hermione Granger estava parada a sua frente, totalmente atônita e tão sem reação quanto o loiro.
Eles se encararam, na expectativa de que fosse uma ilusão. Uma mera ilusão de ótica, ou uma miragem. Causada, talvez, por excesso de pensamentos e preocupações.
Porém, não importava quão tempo eles esperassem, a visão não iria se alterar.
Malfoy se perguntara o que fazer no mínimo umas vinte vezes, em menos de cinco minutos. Estava apavorado. Por mais inofensiva, que Granger parecesse ser... Ela não era.
Fora corajosa o suficiente para lhe meter a mão na cara, simplesmente por uma ofensa dirigida por ele a Hagrid. O que não faria agora, que ele quase matara Dumbledore?
Hermione por outro lado, nem pensara nisso. Ela é quem sentia ameaçada. Malfoy, um Comensal, passeando pelo interior de Londres? Não poderia ser mera coincidência! Ainda mais, porque ele devia estar se escondendo. Então, o que ele estava fazendo ali?!
Tinha algum plano? Se tinha... Qual era?!
Eles se interrogaram pelo olhar. Tentando analisar o pensamento um do outro.
Malfoy pareceu perceber que Hermione não tinha a pretensão de machucá-lo. E se tinha... Não estava preparada para isso. Percebeu que muitas das pessoas que se encontravam na padaria, os olhavam com curiosidade. Estavam chamando a atenção.
Fez um sinal com olhar, para a castanha na esperança que ela compreendesse, que o melhor a se fazer, era disfarçar.
Ela compreendeu, mas não teve certeza se deveria confiar nele.
- Deixa que eu te ajudo com isso. – disse ele, se abaixando e pegando os pacotes do chão.
Ela o olhou, ainda com desconfiança. Porém, consentiu com a idéia de Malfoy, e tentou disfarçar.
- Não, tudo bem. Eu mesmo pego. – disse se abaixando, e pegando um dos pacotes.
Ela o encarou. Mirou as pessoas do local, e percebeu que algumas já se afastavam.
- O que está fazendo aqui? – perguntou ela em tom de ameaça.
- Ah, eu trabalhei muito nesse último ano. Decidi pegar umas férias. – respondeu ele com ironia.
- Muito engraçado Malfoy. Mas, eu não estou brincando. O que está tramando?
Ele a encarou. Era impressão sua, ou até Granger estava com medo? Abriu um sorriso, a mera menção dessa idéia.
- Do que está rindo? O que está tramando? Que diabos faz aqui Malfoy?!
- Quantas perguntas! Não marcou hora para entrevista Granger. – ele disse, já de pé. Entregando a ela os pacotes que recolhera.
Ela continuou a mirá-lo. Ele tinha um sorriso debochado no rosto, e uma expressão de displicência. O que raios ele estava planejando? E como podia estar tão calmo?
Ela era da Ordem, não é mesmo? Porque ele não ficou com medo? Ele devia estar com medo! Ela podia entregá-lo. Acabar com ele.
Foi então que ela percebeu... Ela podia acabar com ele.
Logo, logo os membros da Ordem chegariam, e Malfoy estava ali... Bem ali. Pronto para ser capturado.
- Precisa, de mais alguma coisa? – perguntou sarcástico. Despertando a garota de seus pensamentos.
- Você vem comigo. – ela disse determinada. Puxando o garoto pelo braço, para fora do estabelecimento.
Muitas pessoas a encararam, mas no momento, Hermione não estava muito preocupada com isso. Tinha que pensar em um jeito de levar Malfoy até sua casa, sem é claro, que ele desconfiasse de seus planos.
Isso era possível?
- O que pensa que está fazendo sua sangue ruim? – perguntou o loiro, se soltando das mãos da garota.
- Agora, que ninguém pode nos ouvir. Me diga o que veio fazer aqui? – disse ela largando os pacotes na calçada. E encarando o menino com um olhar ameaçador.
Ele se aproximou dela, como se fosse lhe contar um segredo. Abriu um sorriso, e disse um quase sussurro:
- Não lhe devo satisfações, Granger.
- Ora seu...
Ela levantou a mão, na intenção de meter um tapa na face do garoto.
Contudo, ele a segurou pelo pulso e a encarou dentro dos olhos.
- Olha, Granger. – disse pausadamente. - Se você está preocupada, com o “mal” que eu posso fazer a alguém. Não se preocupe. Eu não estou em estado de poder chamar atenção... Se é que você me entende. – disse sarcasticamente.
Ela soltou seu pulso das mãos do loiro, sem deixar de encara-lo.
- Se não quer chamar atenção, por que veio justamente para cá? – perguntou intrigada.
Malfoy soltou um suspiro. Se dera conta há alguns poucos instantes que Snape havia lhe enviado para uma emboscada. Tinha certeza de que ele sabia que Granger o encontraria. Era embaraçoso se dar conta de sua estupidez.
E explicar a ela, a pior sangue – ruim que conhecera, que ele tinha sido traído, e jogado em uma cilada, não era exatamente o que se podia chamar de glória.
Deu uma volta em torno da garota, que o acompanhou com olhar.
- Bem, em outra situação eu não lhe contaria... Seria vergonha demais. – disse displicente. - Mas, agora... Estou me escondendo no mundo dos “trouxas”. – ele fez uma expressão de nojo. – Já estou na lama mesmo, não faz diferença se me afundar um pouco mais.- disse com um meio riso.
- Não enrola Malfoy. – exclamou Hermione com impaciência.
Ele suspirou novamente.
- Ao que me parece Granger... Eu fui traído.
- O que? – a garota perguntou sem entender.
Ele abalançou a cabeça, em um gesto de impaciência.
- Olha, eu não acho que esse seja o melhor lugar para eu lhe contar essa história. – disse ele, transferindo os seus olhos, das pessoas que passavam para ela.
- Ah... Eu não vou cair nessa. – disse ela com um meio sorriso. – Acha mesmo que eu vou para um lugar deserto com você?
Ele sorriu. Como era medrosa. Mas, de certa forma. Isso viria a calhar.
- Bem... Nesse caso,... - disse ele se aproximando do ouvido da garota. – Nos vemos outra hora, quem sabe.
Então, se distanciou. E tomou um caminho qualquer, se afastando da menina.
Não acreditava, em sua sorte. Conseguira confundir e enganar Hermione Granger.
Esta estava parada, ainda no mesmo lugar. Sem entender exatamente o estava se passando. Ficara perdida em seus próprios pensamentos, procurando por uma explicação. Algum motivo, ou razão, que lhe explicasse a sucessão de tais acontecimentos. No entanto, ela se exaltou.
O LOIRO DESAPAREÇA DE SUA VISTA!
Como ele fizera aquilo?
Juntou seus pacotes, e tentou encontra-lo. Virou na primeira esquina que viu, e o avistou um tanto distante. Apertou o passo, até que conseguiu alcança-lo.
Assim entrou na frente do garoto, com determinação. Já sabia o que ao fazer.
Malfoy assustou-se com a nova aparição de Granger.
“ O que diabos ela quer agora? ”, pensou. “Bem... Não vou me desesperar. Se não ela pega confiança e si mesma, acaba tomando o controle. Ok, relaxa Draco”.
- Ora, ora...Vejo que mudou idéia. – disse ele com um de seus costumeiros sorriso zombeteiros. – Já sabe aonde vamos Granger? – perguntou desafiador.
- Já! – respondeu determinada.
A expressão de Malfoy mudara totalmente.
“ Como assim já? Não era para isso acontecer! Era para ela ter ficado com medo, e me deixado em paz. O que raios essa menina pretende? ”
Ele disfarçou suas preocupações, e fingiu uma expressão de naturalidade.
- Aonde vamos então? – perguntou - Espero que seja um lugar acolhedor e... - ele fez uma pausa. E então bem próximo a garota, com a intenção de assustá-la, continuou com certa malicia. -... Tranqüilo.
Entretanto, seu plano não fez efeito. Pois, surpreendente e assustadora, fora sim a resposta que ele ouviu.
- Vamos para minha casa.


Ele a olhou atônito. Pela primeira vez não conseguira disfarçar sua surpresa.
“O que ela está fazendo? Para minha casa?! Para minha casa? Ela é maluca ou o quê?” – pensou Malfoy, cada vez mais confuso. “ Espera aí... Agora estou entendendo. Ela que me armar uma cilada! Ah.. .Muito esperta Granger. Mas, não vai conseguir.”
- Anda, vamos. – disse Hermione determinada, pegando Malfoy pelo braço.
Porém, ele forçou os pés no chão. Fazendo com que o esforço da garota para puxá-lo fosse em vão.
- Acha, que sou idiota Granger? – perguntou com indignação.
Fora a vez de Hermione soltar um sorriso sarcástico.
- Quer mesmo que eu responda?
- Muito engraçado. Não vou cair na sua armadilha.
- Armadilha? De que armadilha está falando Malfoy? – disse a garota, se fingindo de desentendida.
- Não se faça de sonsa Granger. – disse o loiro, voltando a sorrir. – Ah, me desculpe. É natural da sua espécie não é?
Hermione lhe fez uma careta.
- Bem... Mas, isso não vem ao caso. – ele disse balançando a cabeça, em sinal de insignificância. – O que importa, é que eu não vou para casa de um membro da Ordem. – finalizou com um olhar significativo.
- Achei que não tivesse medo de mim Malfoy. – ela o alfinetou.
- E não tenho Granger. Só não sou estúpido. – explicou-se. - Basta uma carta sua, e a Ordem toda vem me buscar. – disse com determinação.
- Muito bem pensado. – disse ela com ironia. – Na verdade até me surpreendo, com tal hipótese ter surgido dessa sua mente limitada. Mas,... – ela fez uma pausa pensativa. E então continuou. - ...eu estava pensando. Como eu vou mandar uma carta a Ordem, se eu não tenho coruja e se eu nem sei onde eles realmente estão? Humm...Parece um tanto difícil, não? – disse zombeteira.
Malfoy a mirou por um instante, analisando-a. Parecia fazer sentido... Fazia sentindo, mas... Quem garantia que ela não estava mentindo?
- Ok, Granger. Isso faz sentindo. Mas, ainda tem suas falhas de explicação.
- Oh, Deus. O que o seu cérebro de riquinho mimado ainda não entendeu Malfoy? – ela o provocou.
- Eu não entendi, sangue - ruim de molares cumpridos,... – disse devolvendo a ofensa. – O que você ganha com isso? – concluiu sabiamente.
Ele havia a pegado. Malfoy não era tão burro como ela pensava.
“ E agora?! O que eu digo? Tipo: “- Ah, Malfoy. Assim que a gente chegar, a Ordem aparece por lá. Prende você, e eu me vingo de todas as idiotices suas que eu tive que aturar.”. EU NÃO POSSO DIZER ISSO!!! Então o que eu vou dizer? Eu preciso inventar uma mentira....Uma mentira...Preciso de uma mentira. Ah, que droga! Eu sou péssima com mentiras!”
Malfoy a olhava impaciente. Sabia que ela estava procurando uma desculpa, e estava ansioso para ouvir a asneira que ela diria.
“ Granger nunca foi muito boa com mentiras. ”, pensou divertido.
Hermione respirou profundamente. E disse naturalmente.
- É obvio não é? – fez uma pausa. – Eu vou ganhar... Segurança!
- Segurança? – o garoto riu. – Dessa vez você se superou Granger. Nunca ouvi uma desculpa tão horrível.
- Não é desculpa Malfoy. – disse ela disfarçando o nervosismo. – É lógica.
- Lógica? – disse prestes a gargalhar. – Me poupe Granger. Qual é lógica disso?
- Ora, se eu escolhesse ir para qualquer outro lugar com você. Ficaríamos só nos dois, e eu estaria sujeita a qualquer plano sujo seu. Mas, - ela disse em tom de exclamação. - ...na minha casa, tem os meus pais. Que apesar de não saberem que eu odeio você, jamais deixariam que algo de ruim acontecesse a mim. – ela pensou por um momento, e considerou. – E, além disso, em casa eu tenho minha varinha... E você está sem sua.
Ele a observou. Tentava descobrir aonde podia desmascarar sua mentira. Mas, parecia difícil. Aquela história toda, não fazia muito sentindo, mas não podia deixar de ser considerada.
Afinal, por, mas inofensivos que os Grangers fossem, Malfoy tinha certeza que Hermione tinha razão. Eles a defenderiam a qualquer custo.
Além disso, a questão da segurança fazia sentido. Qualquer um se sente mais forte dentro de casa... É quase uma lei natural.
“ O que você está pensando Malfoy? Mesmo que ela não esteja mentindo, que motivo você teria para ir ate a casa de Granger contar sua humilhante história? Ela não passa de uma sangue – ruim, que deseja sua desgraça mais do que qualquer um. Você não deve satisfações a ela.”, pensou.
- Então, Malfoy... O que está esperando? – perguntou impacientemente a garota.
Ele a observou.
“ Você não tem nada a ganhar. Mas, também não tem nada a perder.
Granger não tem como te entregar... Não sem te dar tempo suficiente para escapar.
Sua vida tem sido um tédio... Por que não mudar um pouco? Você sempre gostou de arriscar o pescoço. Por que não arriscar mais uma vez?”

- Malfoy? – chamou a garota, percebendo o vôo que o garoto realizava, pela sua mente.
Malfoy acordou subitamente.
- Que caminhos pegamos? – disse ele abrindo um sorriso.


Eles caminhavam em silêncio. Algumas vezes se encaravam, meio que intrigados. Ainda era difícil de acreditar no que estava acontecendo.
Hermione ia alguns passos na frente, e raramente se virava para se certificar de que ele ainda estava lá. Era bizarro.
Ela estava levando Draco Malfoy, o ser mais desprezível que ela teve a infelicidade de conhecer... PARA SUA CASA!
Se alguém lhe dissesse, ela não acreditaria. Não conseguia acreditar agora que presenciava esse fato estranho acontecer.
Malfoy logo atrás, também se escandalizava com a idéia. Porém, parecia mais calmo e tranqüilo, do que a castanha. Observava a paisagem dos lugares em que passavam. Não estava muito preocupado. Na verdade, estava ansioso.
Como seria estranho relatar sua história para Granger. Apesar de não ter certeza, se era mesmo isso que ela queria. Desconfiava das intenções da menina, e ainda esperava uma possível cilada. Mas, de certa forma... Era o que ele queria. Um pouco de emoção.
Mirou a castanha. Ela parecia nervosa, e ele se divertia com isso.
“ Imagina as coisas horríveis que ela não deve estar temendo agora.” , pensou com um sorriso matreiro. “ Sabe... Se tudo o que ela disse for realmente verdade. Eu ainda posso me divertir um pouco com ela. Ia ser realmente engraçado ver o que ela faria se visse sozinha e indefesa comigo... Provavelmente pediria clemência.”
- Chegamos. – ele ouviu a castanha dizer, quando pararam em frente a uma linda casa.
Era uma residência de grande porte. Toda branca, com um lindo jardim, coberto de rosas. Ele mirou em uma das sacadas e avistou Bichento. Aquele deveria ser o quarto da garota.
Ela abriu a porta, e deu passagem para que o loiro entrasse. Logo estavam em uma ampla sala, com uma bela lareira e sofás com tecido de veludo.
- Até que sua casa não é um chiqueiro. – disse tentando continuar implicante.
- Obrigada. – respondeu a menina, com um falso sorriso. – Sente ai. Vou deixar essas coisas na cozinha e avisar os meus pais que cheguei.
Ela se virou em direção a cozinha e deixou o garoto sozinho na sala.
“ Oh, Deus! Consegui! Agora, e só esperar a Ordem chegar! Eu sou demais! ”, pensou ela feliz.
- Mãe! Pai! Cheguei! – disse ela gritando, enquanto entrava na cozinha. - Eu trouxe um...
Ela mirou o lugar... Não havia ninguém!
Abriu a porta que dava para a varanda, e encontrou o lugar vazio. Voltou desesperada para cozinha. Isso faria parte do plano de Malfoy?
Teria ele distraído ela para que outros fizessem mal aos seus pais? Ou para que capturassem membros da Ordem?
Olhando para todos os lados, em busca de uma resposta. Visualizou um pequeno pedaço de papel na porta da geladeira. Era um bilhete.

“ Querida Mione;

Recebemos uma carta, daquela coruja bonitinha do, seu amigo Ron.
Aparentemente, houve alguns problemas por lá. E eles só viram buscá-la amanhã de manhã.
Dessa forma, seu pai e eu decidimos ir para consultório e só tirar folga amanhã.
Para poder receber seus amigos.
Um dos pacientes marcou canal para hoje, então só voltamos no jantar.
Tem canelone na geladeira, e só colocar no microondas para esquentar.
Descanse. A noite estamos em casa.
Beijinhos...

Mamãe. ”


- Ah, claro. Era justamente disso que eu estava precisando. – resmungou a garota.
- Algum problema? – perguntou Malfoy.
O loiro aparecera de repente, recostado na porta da cozinha, com sua pose de poder.
Hermione sobressaltou-se, mas logo se recuperou do susto.
- Não... Não, é que... Parece que meus pais não estão em casa. – informou com o tom de voz murcho.
- Isso diminui sua segurança? – o loiro questionou divertido.
- Não. Não diminui. – ela respondeu azeda, com uma careta irônica.
- Ótimo. Não gosto de covardes.
- Ah, poupe me Malfoy. Você é um covarde. - alfinetou a garota. - Ou se esqueceu que está se escondendo?
Ele fez uma careta para ela, mas ficou em silêncio. Doía admitir, mas ela tinha razão.
- Vá sentar na sala, que eu vou guardar isso e já vou.
- Não quer ajuda? – ele perguntou simplesmente sem querer.
Ela o mirou desconfiada. Draco Malfoy estava lhe oferecendo ajuda?
Nem ele mesmo tinha notado as palavras saírem de sua boca. Quando percebeu, desconversou.
- Quer dizer...Você não precisa, né? E mesmo que precisasse sabe que eu não ajudaria.
- Eu sei Malfoy... Eu te conheço. – respondeu firmemente. – Agora vê se me espera lá na sala! – ela exclamou em alto tom.
O garoto a encarou com indignação.
“ Quem ela pensa que é para gritar comigo?”, pensou.
- Olha... Eu só não vou brigar com você, porque estou na sua casa e isso seria deselegante.
Hermione suspirou, demonstrando que não estava muito interessada em ouvi-lo.
Malfoy, então, virou-se de modo impaciente e se encaminhou até a sala.
“O que será que aconteceu com o Ron? Por que não pode vir hoje? Espero que ele esteja bem.” , a castanha pensou aflita.
Ela guardou tudo o que havia trazido da padaria. Recostou-se sobre a pia, e suspirou.
“ Malfoy está me esperando na sala. Em que situação eu já me imaginei dizendo isso? Ah... Deixa eu ver... NENHUMA! Eu estou fazendo tudo errado! Eu nunca reagiria dessa forma... Por que estou fazendo as coisas, do jeito que estou fazendo? Como detê-lo agora que o Ron não vem? Não posso segura-lo até amanhã de manhã.”, ela refletia nervosa. “Ok, Hermione. Você tem que fazer alguma coisa. Vamos lá.”
Ela respirou profundamente, e foi em direção a sala de cabeça erguida. Tentando convencer a si mesma, de que estava confiante.
Assim que entrou na sala, o viu. Ele estava de pé, observando um de seus retratos. Parecia distante, e demorou um razoável tempo para perceber a presença da garota.
- Estava visitando Krum? – perguntou ele, mostrando a foto.
Hermione aprecia sorridente abraçada ao búlgaro, debaixo de flocos de neve. Ambos envoltos em grossos casacos.
- Estava. – disse ela se aproximando do garoto e tomando-lhe o retrato. – Mas, não foi para isso que você veio.
- Nossa... - exclamou diante a rudez da menina. - Está mesmo muito interessada em minha história. Por quê? – perguntou com um sorriso malicioso e curioso.
Hermione ficara envergonhada. E pensara no que dizer. Por sorte encontrara um bom motivo... Um motivo, que ela não tinha a mínima idéia do porquê esquecera.
- Harry, nos disse que viu tudo o que ocorreu na sala de Dumbledore naquela noite. – lembrou com dor. – Disse que viu você lá... E se surpreendeu com suas atitudes. Mas, não nos explicou direito o porquê. Não se sentia muito a vontade para falar sobre o assunto.
Malfoy percebeu a tristeza que invadira a garota. Pensou por um momento de devaneio, em consola-la. Mas, percebeu a tempo, o quão estupidamente bizarro isso seria.
- Bem... Não sei ao certo com que o Potter se surpreendeu. Afinal, ele não me conhece para descrever minhas ações. Mas... - ele disse em um tom mais suave. -... Se você quiser, posso te dizer o que aconteceu, para tirar suas próprias conclusões.
Ela o observou. Passou as mãos no rosto, tentando desmanchar a aparência triste.
Sentou- se em um dos sofá, e olhou para Malfoy, dizendo com o olhar, que ele podia começar.

Fim do Capítulo.



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