Gina queria chorar quando o homem removeu as mãos de sua garganta. A recusa dele de acabar rapidamente com o seu sofrimento não a surpreendeu. Homens, pessoas em geral, pareciam gostar de vê-la sofrer. Ela era uma bruxa e não tentava disfarçar o termo chamando-se educadamente de curandeira, embora tivesse certa habilidade nessa área. Ela havia sido paga para lançar feitiços, ler a sorte, fazer partos. Sua mãe tinha sido uma bruxa e a mãe dela e assim era por séculos passados.
As pessoas evitavam Gina durante o dia, mas então iam sorrateiramente à sua cabana na vila sob a proteção da noite. Elas pediam poções para ficarem mais atraentes, a chamavam quando um parto ia mal, para inúmeras coisas, mas ela sabia muito bem que se uma colheita fosse perdida ou se o tempo se tornasse ruim, ela seria a primeira a ser culpada.
Agora, quando tudo parecia negro e desesperador, seu coração se elevou com a esperança. Ele a ajudaria... O que não fazia sentido se ele também planejasse matá-la. Gina não se importava de morrer, mas o bebê, o inocente que se formara devido ao ato sujo cometido contra ela enquanto jazia inconsciente na mansão do grande senhor, não tinha culpa pelos seus pecados, ou pelos do pai.
Ela pensara que Lorde Malfoy houvesse mandado esse homem para matá-la - para dispor da criança a fim de que ele um dia não ameaçasse a coroa – mas o estranho tinha suas próprias razões para querê-la morta. Ela aceitaria sua ajuda agora e faria as perguntas depois.
- Deslize suas mãos para dentro de mim. Encontre o bebê e o vire. Suspeito que ele esteja tentando vir ao mundo do lado errado.
Olhando para baixo por entre as pernas dela, ele estremeceu.
– Minhas mãos nunca se ajustarão aí.
- Ajustarão sim. – ela insistiu. – Não se preocupe com o dano que me causará. Se eu tiver que morrer de qualquer forma, não há porque ser gentil. A criança. Eu quero que ele viva.
O homem levantou uma sobrancelha.
– Ele?
- Um filho – ela garantiu – Na cesta ali no canto, há uma garrafa de bebida. Use-a para limpar suas mãos, mas não beba. – ela acrescentou, como se um pensamento a atravessasse. – Pelo menos não até ter feito o parto e me assassinado enquanto eu estiver deitada aqui fraca demais para me proteger. Então certamente pode celebrar sua coragem por ter matado uma mulher indefesa.
O homem franziu a testa para ela, mas se arrastou para o canto e encontrou a garrafa conforme ela o havia instruído. Gina o observou espalhar o brandy em suas mãos. Ela também o viu olhar para a garrafa com desejo, quase tão lascivo quando o olhar de um homem para uma mulher bonita. Ele colocou a garrafa de volta no cesto e se juntou a ela. O homem tirou o casaco, um casaco muito fino, ela notou, e enrolou as mangas da igualmente fina camisa.
- Pensei logo que a vi que você era corajosa – ele disse – Vejo agora que você simplesmente sofre de ignorância. Implorar-me tão lindamente pela vida de seu filho, para depois me rebaixar logo em seguida não ajuda muito sua necessidade atual.
Gina sempre teve uma língua afiada. Ela nunca foi ensinada a medir as palavras. Ela não era uma dama bem nascida, perita em boas maneiras e em como corar lindamente para encorajar um homem. Gina geralmente dizia o que pensava sem se importar com as conseqüências. Não era como se as pessoas devessem pensar bem dela. As pessoas não pensavam bem dela desde que ela nasceu.
A dor espantou seus pensamentos.
– Agora – ela arquejou. – Alcance dentro de mim e vire o bebê.
Ela sentiu a mão dele sondando-a, gentilmente no começo, então com mais urgência quando a dor a fez ofegar e lamentar. Ele estava certo, porém; apenas a presença de uma mão era quase mais do que ela podia suportar. As duas nunca caberiam.
- Eu o sinto – ele disse. – Sinto a cabeça, mas não está virada para cima.
A notícia deixou Gina perplexa. Ela já havia trazido vários bebês ao mundo, tendo começado com a idade de treze anos. Ela estava certa de que a posição do bebê dentro dela devia ser o problema. Outro pensamento lhe ocorreu.
- Pode sentir ao redor do pescoço dele? O cordão o está estrangulando e impedindo que ele se mova?
- Cordão? Que diabos significa isso?
- Apenas encontre o pescoço – ela insistiu. A terrível dor estava começando novamente, e se ele pudesse desembaraçar o cordão do pescoço do bebê poderia levar o parto adiante. – Você sente algo aí?
- Sim – ele finalmente respondeu. – Algo parecido com uma corda, mas pegajosa.
- É isso – ela disse. – Consegue soltá-lo?
- Vou tentar.
Sua tentativa quase a matou. Gina agarrou o pedaço de madeira e o colocou entre os dentes para não gritar. O homem poderia parar se soubesse o quanto a estava machucando, mas pensando bem, por que ele pararia? Ele a queria morta. Ela suspeitou que ele nem pensasse que poderia matá-la dessa maneira.
- Consegui. – sua voz carregada de excitação. – Consegui soltar o cordão do pescoço do bebê.
E foi na hora certa. A necessidade de empurrar estava sobre ela e Gina não conseguia controlar os instintos naturais do corpo. Ela estava enfraquecida, mas se levantou sobre os cotovelos, e quando não conseguiu mais lutar contra a resposta de seu corpo ela fez força. O bebê se moveu.
Ela sentiu a diferença dentro dela, e saber que agora tinha uma chance de lutar para salvar seu filho deu a Gina uma explosão de força que ela não sabia ter. Deitando-se, ela descansou por um momento, esperando pela próxima onda de dor. Ela chegou rapidamente, quase rapidamente demais para sua necessidade de descanso.
- Empurre com mais força – o homem ordenou.
Se Gina tivesse forças, ela chutaria e estragaria o lindo rosto dele. A incomodava ter notado a beleza dele, considerando-se as circunstâncias. Mas a beleza dele era difícil de deixar passar. Ela supunha que somente uma mulher morta continuaria impassível perante aquele rosto.
Então Gina não teve mais tempo para pensar sobre a impressionante beleza do estranho. Nem nas mechas pretas dos cabelos, na sua pele quente e de tonalidade dourada, o tom esverdeado dos seus olhos, em seus longos cílios, ou no entalhe que suas covinhas produziam em seu rosto. Era hora de empurrar novamente, e Gina tentou com a pouca força que lhe restava.
- Mais força! – o homem ordenou – Faça força ou você não viverá para ver o rosto de seu filho. Empurre e eu lhe prometo que providenciarei para que ele seja bem cuidado.
A esperança tentou se libertar das ondas de seu desespero. Poderia confiar na palavra de um homem que admitiu ter vindo para matá-la? Gina queria poder. Deus, como queria.
– Prometa – ela murmurou – Prometa que tomará conta dele. Prometa que ele nunca passará fome, que sempre terá o que vestir, e que nunca ficará sem abrigo.
- Eu prometo – disse o homem. – Agora, empurre droga!
Quando a próxima dor veio, ela fez exatamente isso. Gina empurrou com tudo o que tinha.
- Eu vejo a cabeça! – o homem quase gritou. – Ele está chegando!
Gina tinha de dar à luz. A pressão era tão intensa que ela se sentiu como se estivesse sendo rasgada. Ela quase gritou, mas se recusou a usar a energia. Ao invés disso ela pressionou com mais força. Mais dois fortes empurrões e a criança deslizou de seu corpo.
- Já estou com a coisinha pegajosa; o que faço com ele agora?
Tentando recuperar o fôlego, ela instruiu.
– Segure-o pelos pés. Dê-lhe um tapa no bumbum.
Pouco depois, o mais doce som que ela já ouviu encheu a pequena cabana. Um choro de ultraje. Um choro de vida. Seu filho havia nascido. Apoiando-se nos cotovelos, Gina observou o estranho enrolar seu filho em seu refinado casaco. Ele olhava para seu filho como se nem se lembrasse que Gina existisse, os lindos traços de seu rosto marcados pelo assombro.
- Ele é perfeito! – sussurrou.
- Ele tem tudo o que é para ter? – ela perguntou seus instintos maternos assumindo o controle.
Ele contou os dedos das mãos e dos pés.
– Sim. Um pouco avantajado em suas partes masculinas, porém.
Uma irracional necessidade de rir se apoderou dela. Apesar das circunstâncias, Gina não devia achar nada do que ele dissesse engraçado.
– É normal. Com bebês pequenos. – ela especificou. – Suponho que eles desenvolvam suas partes masculinas com o tempo. Ou suponho que em alguns casos, eles até mesmo se desenvolvam mais rápidos do que elas.
Ele olhou para ela.
– Não em todos os casos – ele lhe assegurou.
- Você deve cortar o cordão. – ela disse. – Quero segurá-lo.
A testa macia do estranho se franziu.
– Cortar? Com o que? Eu lhe disse que não tenho arma.
Era tolice confiar nele, mas que escolha tinha ela? Se ele realmente pretendesse matá-la, ela pediria para segurar seus filhos nos braços antes que ele o fizesse.
– A cesta. – Ela apontou para o canto novamente. – Dentro dela tem tudo o que preciso para cuidar de meu filho. A dor me pegou antes da hora e me jogou no chão. Não tive tempo de alcançá-la.
O estranho gentilmente colocou seu filho no chão, pegou a cesta e se ajoelhou do seu lado. Gina o instruiu sobre o que fazer como amarrar o cordão, cortá-lo de modo que o bebê não sangrasse até a morte. Havia panos limpos na cesta e ele começou a limpar a criança, enquanto Gina se cuidava.
O vestido não tinha salvação. Gina se virou de costas e não teve alternativa a não ser despir as roupas ensangüentadas. Ela tirou da cesta um vestido limpo, calcinhas limpas e trapos grossos para parar o sangramento. Enquanto o estranho estava focalizado no bebê, ela resolveu seus problemas pessoais. Ela mal havia colocado o vestido pela cabeça, à frente ainda aberta, pois não havia sido abotoada, quando ele estava subitamente ao lado dela, lhe entregando a criança.
A visão de seu filho fez Gina se esquecer de todo o resto. Ele era lindo. Era perfeito. Então Gina viu a marca sobre sua coxa e seu sangue gelou. Era a marca do pai dele – um pequeno dragão roxo. Era também a morte para a criança. O Conde Malfoy tinha laços com a coroa. Ele era primo do rei. O lorde da mansão nunca permitiria que um bastardo ameaçasse o trono da Inglaterra ou que ameaçasse tudo o que ele iria deixar a seus legítimos herdeiros. Foi por isso que ele havia ordenado a morte dela antes do nascimento do bebê.
Tendo trazido dois dos filhos legítimos de Lorde Malfoy ao mundo, Gina facilmente reconheceu a marca. Assim como qualquer um que a visse.
– Pobre bebê – ela sussurrou, pressionando a criança próxima a seus seios. O bebê chorou, girou para seus seios e finalmente se agarrou ao mamilo. A partir da primeira sugada fraca formou-se um elo.
Gina olhava para baixo para o bebê, seus olhos cheio de lágrimas, seu coração inchado de amor. Seu instinto de sobrevivência finalmente surgiu dentro dela. Subitamente um senso de proteção feroz se instalou dentro dela. Não apenas pelo bebê, mas também por si mesma. Ela olhou para o estranho por debaixo dos cílios. Ele não estava olhando para ela, mas parecia fascinado pela visão do bebê mamando em seus seios.
- Tinha me esquecido de que eles serviam para algo mais além de meu próprio prazer. – ele disse. – Talvez a fascinação masculina com os seios femininos comece no momento em que eles nascem.
O olhar dela se desviou para a faca afiada que ele havia deixado no chão ao lado do colchão.
– Quem é você? – ela perguntou.
Ainda distraído com o bebê, ele respondeu.
– Lorde Harry Potter.
Gina havia ouvido o nome dele antes, ou melhor, o sobrenome. Mesmo nas vilas a fofoca sobre os altos círculos da sociedade londrina eram assuntos muito comentados. Ela achava que teria sabido que ele era nobre de nascimento mesmo que ele não tivesse tido seu nome. As roupas, a fala, suas maneiras, tudo indicavam alta posição de vida. Gina tinha ouvido sobre os Selvagens Potter’s de Londres. Diziam que eram amaldiçoados com a insanidade. Não era verdade, ela compreendeu. Eles eram amaldiçoados com algo muito mais escuro. Mas o que isso tinha a ver com ela?
- Por que está em busca de vingança? – ela perguntou. – Não o conheço, nem você me conhece.
Talvez relembrá-lo de suas intenções não fosse à coisa mais sábia a se fazer, ela percebeu, tarde demais. O olhar dele se moveu do bebe para o rosto dela. Seus olhos, de repente, tinham um brilho que não possuíam pouco tempo atrás. Pela primeira vez, Gina percebeu que ele estava ferido – o sangue que manchava o ombro de sua fina camisa, uma boa quantidade de sangue, ela notou.
- Conheço o seu tipo – ele respondeu sua voz amarga. – Há uma charada. Devo enfrentar meu maior inimigo e sair vitorioso. Foi uma bruxa que nos amaldiçoou cem anos atrás. A morte de uma bruxa poderá nos libertar.
Nem todas as de sua espécie eram más e amaldiçoavam homens. Gina era uma bruxa branca, como sua mãe a chamava. Ela não podia lançar feitiços maus ou fazer maldades com sua mágica. Ainda assim, uma má ação contra alguém era sempre mais fácil de ser relembrada do que uma boa. Gina tentou demonstrar coragem.
– Percebo. – disse – Devo parecer ameaçadoramente perigosa para você, deitada aqui semimorta pela perda de sangue e com um pequenino e inocente bebê agarrado aos seios. Pretende-se me matar, o que está esperando?
Ele olhava para o outro lado e não parecia estar ouvindo.
– Eles estão vindo.
Confusa, pois não ouviu nada além de um estranho silêncio, ela perguntou.
- Quem está vindo?
O perfil dele era magnífico. Cada traço em seu lindo rosto era nada mais que perfeito. Mesmo a forte linha da mandíbula e o sensual formato dos lábios não estavam em contraste, mas em perfeito e mútuo acordo. Suas sobrancelhas e cílios eram escuros comparados ao cabelo queimado de sol. Mesmo a sombra de sua barba era escura. Escuro e claro. Ele era um homem de contrastes e ela sentia que isso era mais profundo do que apenas sua pele. E ainda, o rosto dele nunca havia conhecido a violência. Não havia cicatrizes para manchar seu lindo rosto.
Se ele notou que ela o observava, não demonstrou. Ele estava sentado bem quieto, sua atenção obviamente focada sobre algo além da compreensão dela. Enquanto ele estava distraído, Gina vagarosamente moveu a mão em direção à faca, Ela agarrou o cabo e puxou a arma para perto.
- Os habitantes da vila – ele finalmente respondeu. – Eles estão me caçando. Caçando-me como se eu fosse um animal!
O coração de Gina disparou. Os aldeões estavam atrás dele? Ele os trouxe à sua porta? Lorde Malfoy tinha colocado um preço sobre sua cabeça para ter certeza de que ninguém lhe daria abrigo na vila. Se Harry Potter não a matasse, um dos capangas de Lorde Malfoy certamente o faria assim que ela fosse entregue em troca da recompensa.
- A noite está chegando. – Ele disse as palavras calmamente, mas sua voz soou diferente da de um momento atrás. – Você e seu bebê estão em perigo perto de mim, e eles também.
Pela própria admissão dele, Gina estava em perigo desde o momento em que ele entrou na cabana. Ela havia sido obrigada a se esconder nesse patético barracão todos esses meses. As condições foram difíceis para ela. Temeu morrer de fome e que o pobre bebê dentro dela fosse tão pequeno que não teria chances de lutar pela vida.
- Eles chegarão a qualquer momento. – O estranho olhar de Harry voltou-se para Gina. – A noite chegará para mim mais rápido do que os pés deles os trarão aqui. Se eu matar você agora, isso pode terminar para a minha família.
O bebê dormia aninhado contra os seios nus dela. Vagarosamente, Gina o deitou ao lado. Ela agarrou a faca apertada contra o punho. A visão dos olhos brilhantes de Harry a deixava nervosa. Os olhos e o modo como eles eram atraídos para baixo para seus seios nus. Ele a desejava. Não era uma expressão desconhecida para Gina.
Ela poderia usar a fraqueza dele contra ele, se precisasse, pois Gina duvidava que conseguisse esfaqueá-lo sem o elemento surpresa do seu lado.
Foi preciso muito mais coragem da que possuía para sussurrar.
– Toque-os. Toque-me. Se for para morrer, me dê prazer junto com a dor.
Novamente, os estranhos olhos brilhantes dele levantaram-se para o rosto dela. Ele não a tocou, mas inclinou-se para ela. Ela se surpreendeu pela faísca que se originou quando a boca dele tocou a dela. A fez pular e sacudir, mas então Gina respirou fundo e se inclinou para frente, pressionando os lábios contra os dele. A fagulha ainda estava lá, apenas sombreada por emoções muito mais escuras. Ele tomou o rosto dela nas mãos e gentilmente abriu sua boca.
A caricia da língua dele dentro de sua boca fez o pulso dela disparar e espalhou borboletas em seu estômago. Ele também a usou para acalmar as marcas das mordida que ela havia dado no lábio inferior. Ela teria resistido à influência dele se ele não tivesse feito isso. Se ele não tivesse mostrado esse pequeno sinal de compaixão para com ela. Compaixão era uma experiência tão nova para ela como dar um beijo, ao invés de ter algum roubado à força. As mãos dele se enroscaram nos cabelos dela. Ele inclinou a boca de um modo que os trouxe mais perto de alguma forma, permitindo um acesso mais profundo.
Era demais para os que os seus sentidos normalmente entorpecidos conseguissem lidar. Ele era demais. Muito masculino. Muito habilidoso. Muito perigoso. Apesar de tudo o que ela havia sofrido e de tudo o que ele pretendia fazê-la sofrer, a fome cresceu dentro de Gina, o desejo – ambas as coisas que ela nunca havia experimentado com um homem, mesmo sendo uma mãe agora.
A vida dela nunca foi de galanterias. Era grosseira e frequentemente vulgar. Qualquer beijo que lhe roubaram à força no passado era sempre igual. Esse homem, essa fera, esse provável assassino, sabia como beijar uma mulher. Como podia um lábio ser firme e gentil? Doce como um purê de maçã, mas forte como o vinho de maçã? Ele a sugava como um redemoinho com um beijo, e agora ela girava sem ajuda rodando e rodando a mercê da água.
Ele a afogava em sentimentos desconhecidos e indesejados, e como uma mulher que se afogava, Gina lutava para voltar à superfície e respirar novamente. Seus braços deslizaram ao redor do pescoço dele. Timidamente ela tocou a língua dele com a sua. Ele fez um som profundo na garganta que vibrou bem no centro dela. Ela o desprezava por fazê-la sentir essas emoções, se desprezava por sentir outra coisa além de ódio pelo homem que planejava matá-la. Os olhos dele estavam fechados e desse modo não viu a faca que estava na mão dela. Bem devagar, Gina ergueu o braço, estabilizou a lâmina e a trouxe para baixo nas costas dele.
Quem bom que vocês gostaram da adaptação. Bom ta ai mais um capítulo, esse bem cheio de emoções. A Gina dessa fic é bem diferente das outras. Acho que já deu pra perceber como ela é só nesses dois capitulos. Bom chega de escrever, senao acabo contando toda a fic. Só pra avisar que essa é maior que as outras são 32 capítulos + Epílogo, ou seja enorme. Os capítulos são razoaveis, alguns grandes outros menores, esse aqui por exemplo é enormeee.
Bjokas e Obrigada a todos.
26-01-2008
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