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5. O Quarto Secreto


Fic: Portões do Inferno, hiatus


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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O sábado amanheceu sob uma forte chuva, a qual começara de madrugada, por isso os alunos que teriam a aula especial de DCAT ficaram frustrados e discutiam a questão no café da manhã, já que as aulas seriam originalmente nos jardins.

-Isso é injusto, eu já tava curioso pra saber que aula era essa e amanhece chovendo! –Rony fala indignado pra Harry e Hermione.

-Eu também queria saber que feitiço é esse, mas com essa chuva não tem como ficar lá fora, mesmo com feitiço impermeabilizante. –Harry fala também desanimado.

-Deixem de ser bobos, não vai ser uma chuvinha que vai acabar com nossa aula! –Hermione fala como se fosse óbvio, mas uma trovoada soou como se o teto fosse desabar sob as cabeças deles logo depois.

-Eu não sei quanto a você, mas eu é que não vou ao jardim com essa chuvinha . –Rony retruca sarcástico.

-E quem falou em jardim? –Hermione fala erguendo uma sobrancelha e depois fazendo um sinal negativo com a cabeça, diante da expressão confusa de Rony. –A aula deve ser transferida pra duas ou três salas de aula, afinal, como a professora McGonagall disse, ela vai ter ajuda da Tonks e do Lupin. –Hermione explica e Rony e Harry se olham espantados, porque era realmente lógico.

O correio coruja chega e alguns segundos depois Melissa pede a atenção de todos. Aos poucos todos voltam à atenção pra professora que sorri pra todos antes de se pronunciar.

-Eu serei breve, quero apenas dizer aos alunos que teriam aula hoje, que ela será realizada em três salas. Os pares serão divididos em grupos e a lista estará em seus salões comunais. Agora terminem de comer e, por favor, não se atrasem. –Melissa volta a se sentar depois do comunicado e os alunos voltam a comer, mas dessa vez um pouco mais animados.

-Espero que a gente fique com o Lupin, tem tempo que não o vemos. –Harry fala empolgado.

-E ele era um ótimo professor! –Rony acrescenta e Harry concorda.

-Mas a Tonks e a Melissa também são boas, então mesmo que não fiquemos com ele, estaremos em ótimas mãos. –Hermione acrescenta e os dois concordam, mas continuam torcendo pra Lupin.

Ao lerem as relações dos grupos, ficaram chateados ao ver que Rony ficaria no grupo 2 e Harry e Hermione no grupo 1, mas repararam que isso se devia pelo tipo de seleção. Deixaram os pares formados por alunos do sétimo ano no primeiro grupo, os que tinham alunos do sexto ano no segundo e alunos do quarto no terceiro.

A aula de Harry e Hermione seria na torre de astronomia, aonde ao chegarem, se depararam com outros pares que na maioria, assim como eles, eram formados por casais, que aproveitavam a vista pra namorar um pouco.

-Isso chega a ser torturante. –Harry comenta chateado, se virando pro lado onde, os solteiros estavam.

-É normal que os mais velhos tenham afinidades com suas namoradas e namorados, enquanto os mais novos estão entre irmãos ou amigos. –Hermione explica a Harry que a olhava como quem diz: “E o que isso me importa!”.

-Olá meus jovens, vejo que ainda faltam alguns. –Melissa acabara de entrar e estava olhando a sala como se fizesse uma contagem.

-Ainda mais essa, não ficamos com o Lupin! –Harry fala mais pra si que pros outros, mas Hermione ouve e dá uma leve cotovelada nele.

-Vamos esperar mais cinco minutos e começamos. –Melissa fala e conjura uma cadeira confortável pra esperar os atrasados.

Durante esse tempo, Harry fica olhando o céu tempestuoso, enquanto os casais namoravam despreocupados e Hermione conversava animadamente com a professora, que de tão entretida deixou os cinco minutos virarem dez.

-Acho que todos já estão aqui, então vamos começar a aula. –assim que ela anuncia, todos se sentam de frente pra ela esperando as instruções. –Bom, esse feitiço que os ensinarei, é bastante complexo, mas muito útil quando se quer fugir de algum lugar em segurança. Ele permite que o par se torne algo semelhante a um espectro, como um fantasma, que pode ser tanto invisível quanto translúcido, além de oferecer a capacidade de atravessar corpos sólidos como paredes. –todos ficam excitados com aquilo e burburinhos tomam todo o lugar, até pararem ao ouvirem o pigarro da professora, chamando novamente a atenção deles pra si. –Só como aviso, quero deixar claro que o Gringotes e qualquer banco bruxo que se preze, possui feitiços protetores que impedem a entrada de pessoas usando esse tipo de magia. –esse aviso parece frustrar alguns presentes –Esse feitiço, é claro, tem um tempo de duração e, portanto, deve ser usado com cuidado, pois depois de desfeito os bruxos tendem a desmaiar, já que ele consome grande quantidade de poder mágico. A duração dele dependerá do nível de poder mágico da dupla que terá que ser nivelado com o nível do “mais fraco” por assim dizer. –algumas mãos se erguem, mas ela faz um gesto pra que esperem. –Eu ensinarei como fazer pra nivelarem seus poderes, assim como também ensinarei o feitiço, agora aqueles que ainda tiverem dúvidas podem erguer as mãos.

-Professora McGonagall, a senhorita acha que poderemos aprender um feitiço tão complicado como este? –Hermione pergunta ao ter permissão da professora.

-Sinceramente, creio que só as duplas com grande afinidade e níveis próximos de poder conseguirão, mas nada impede que continuem tentando até o dia que conseguirem, talvez até trocando de dupla diante de novas afinidades. Mas eu e minha tia estimamos que pelo menos vinte por cento dos pares consigam. Próxima pergunta. –Melissa explica tranquilamente e depois aponta uma outra mão erguida.

-Se o número é tão pequeno, porque estão ensinando? –um corvinal pergunta sem entender o porquê daquilo.

-Porque o senhor pode estar entre os vinte por cento e usar isto quando for seqüestrado ou capturado por comensais ou porque mesmo que não esteja entre os que aprenderão, certamente lhe será muito útil saber controlar sua energia mágica e trabalhar em equipe. Quero que todos se esforcem, porque além de ser um feitiço importante, trabalha pontos importantes e que podem ajudar em muitos casos, principalmente na realização de feitiços complexos e que exigem grande controle sobre sua força mágica. –Ela responde e todos parecem entender, nenhuma outra mão se levanta e ela resolve continuar. –Vamos então começar a aula, quero que todos se levantem e peguem suas varinhas, vou mostrar os movimentos que terão de executar sincronicamente.

Ela ergue a varinha e faz um movimento suave em forma de meia lua, depois um corte seco e em diagonal pra esquerda e que termina na mesma altura que a concavidade começara, fazendo uma outra meia lua e no final um outro corte seco e em diagonal, ligando o final da segunda meia lua com o início da primeira. Todos ficam um pouco apreensivos, fazer aquilo sozinho até que não era tão difícil, mas sincronizado, seria complicado, afinal alternava movimentos curvos suaves com diagonais secos.

-Agora fiquem de frente um pro outro e unam suas mãos esquerdas, pra que tenham a direita livre pra usarem a varinha. –Ela espera que todos façam e depois continua. –Agora quero que unam as pontas de suas varinhas e digam Affinitatis . –eles fizeram o que ela disse e auras amarelas e azuis passaram a circular cada um dos indivíduos das duplas. –Os que estão envoltos por luzes azuis precisam controlar o nível de energia pra abaixá-lo, até que a luz em volta de ambos fique branca, quanto mais escura a luz, maior a diferença de nível.

-E como eu faço pra baixar meu nível? –Harry pergunta a Hermione, vendo uma luz azul, razoavelmente escura circundá-lo.

-Não precisa, aliás, nem fique convencido porque acha que é mais forte que eu. –Hermione fala isso e Harry segura o riso, mas fica sério assim que vê as luzes clareando até ficarem brancas.

-Muito bom, senhor Potter, sabia que alguém tão experiente devia saber se controlar bem! Agora estão prontos pra tentar o feitiço que mostrei, a palavra mágica é Transveho . –Melissa elogia Harry depois de ver a rápida mudança de cor, eram os únicos que haviam conseguido.

-Vou deixar você ficar com a glória, mas depois terá que aprender a se controlar. –Hermione fala sorrindo cúmplice e piscando pra ele.

-Pode dizer que, sei lá como, foi você, eu não me importo. –Harry fala fazendo um bico que fez Hermione ter que se segurar pra não rir.

-Vamos tentar o feitiço, ok? –Hermione propõe e Harry assente. –Então primeiro tentamos sincronizar o movimento e depois tentamos com a palavra, certo? –Hermione propõe e Harry novamente apenas assente, ainda com cara de quem comeu e não gostou.

Os dois tentam por cerca de dez minutos até conseguirem uma velocidade próxima, então resolvem tentar com a palavra. Harry e Hermione batiam o pé ditando o ritmo, assim tentaram cinco vezes até que na sexta o símbolo do infinito apareceu como fogo e “laçou” os dois, que sentiram um líquido gelado descer a espinha e seus membros adormecerem.
Era como se todo seu peso sumisse e eles começassem a flutuar, carregados pelo vento. Estavam translúcidos, viam-se com dificuldade, mas para os outros estavam completamente invisíveis.

-Precisamos sair daqui e de preferência ir pra um lugar bem perto do chão! –Hermione falou se agarrando a Harry. Os dois estavam acima do telhado e ela tremia ao olhar o quão longe estava o chão.

-Calma, vamos tentar nos concentrar em ir pra baixo, talvez seja uma questão de controlar a energia pra cima, pra baixo e pros lados. –Harry fala e Hermione assente.

Os dois tentam “mandar” toda a energia mágica que tem pros pés, o que os faz descerem vertiginosamente, cruzando o telhado e os níveis da escola. Reverteram o mais rápido que conseguiram, concentrando a energia na cabeça, o que os fez subir mais dois andares antes de estabilizarem em um andar que não tinham idéia de qual era.

-Melhor tentarmos chegar até as escadas pra poder saber onde estamos. –Harry fala olhando pros lados.

-Ok, esquerda ou direita? –Hermione pergunta e Harry dá de ombros. –Então direita, mas me deixa mover a gente antes que nós disparemos outra vez.

-Ok, você tem mais prática mesmo. –Harry fala sorrindo e a abraçando.

Os dois voam pelo corredor e Harry aponta a parede como uma tentativa de fazer um atalho. Hermione mergulha na parede e eles sentem uma sensação esquisita, que os faz se desconcentrar e novamente disparar pra cima por um tempo, até Hermione os parar.

Os dois se separam cada um caído a um canto do chão, sentindo-se muito zonzos e com uma sensação estranha no corpo. Levantaram-se meio zonzos, agora podiam se ver mais nitidamente, mas ainda estavam sob o feitiço.
Olharam em volta e notaram estar num quarto, atrás deles havia uma cortina que separava o cômodo em dois, e atrás dela uma cama de casal com um criado-mudo e uma porta; a frente deles, uma estante abarrotada de livros, a esquerda dela uma escrivaninha bem embaixo da janela, a direita da estante havia uma lareira e a frente desta, duas confortáveis poltronas, e mais a direita, uma bela tapeçaria na parede e do lado oposto uma outra porta.

-Decoração feminina e conservadora, parece bem confortável e tradicional. –Hermione fala ao analisar o espaço a sua volta.

-Poderia ser o seu quarto? –Harry pergunta em tom divertido.

-Sabe que sim, eu realmente gostei. –Hermione fala observando a estante mais de perto. –Os livros estão em latim. –fala surpresa e pega um dos livros pra folhear.

-Você sabe ler latim? –Harry pergunta sem entender o porquê folhear um livro em uma outra língua.

-Mais ou menos, me interessei ao notar que a maioria dos feitiços são em latim, aliás, ainda é uma língua bem conhecida entre os bruxos mais tradicionais. –Hermione comenta e Harry fica de queixo caído diante daquela informação.

-Minha garota é mesmo incrível! –fala a abraçando e beijado no rosto.

-E você um sedutor. –fala afastando a mão dele e pondo o livro no lugar, andou mais pra direita pra observar a tapeçaria que estava na parede e se deparou com uma árvore genealógica parecida com a que havia na mansão Black. –Rowena Ravenclaw! –Hermione fala apontando o nome da bruxa na árvore genealógica.

-Será que esse quarto era dela? –Harry pergunta olhando atentamente o local, parecia limpo e bem arrumado.

-Deve ter sido e os elfos devem limpá-lo, talvez ninguém saiba da existência dele no castelo. –Hermione conclui e abre a porta se deparando com um belo banheiro. –Não é uma saída e a outra porta também não deve ser. –Hermione fala mordendo o lábio inferior, tentando processar as informações.

-Porque não? Afinal ela tinha que entrar e sair de algum jeito. –Harry fala indo até o quarto.

-Porque aqui não tem armário, isso deve ser um... closet. –conclui depois que ele abre a porta e se depara com várias vestes antigas e bem conservadas.

-Nossa, deve estar como ela deixou, quer dizer, se ela morreu fora daqui, ninguém achou as coisas dela. –Harry fala, observando tudo, havia até uma caixa com jóias.

-Isso é incrível, eu... –Hermione pára de falar ao sentir-se zonza, Harry também se apóia pra não cair, mas ambos acabam desmaiando.


Rony caminhava apressado, assim como Lupin e Tonks, até que chegam e rapidamente entram na sala de Melissa.

-O que houve? Porque nos chamou aqui com urgência? –Lupin pergunta preocupado.

-Alguém nas aulas de vocês conseguiu fazer o feitiço Transveho ? –Melissa pergunta em expectativa.

-Mas é claro que não, porque? –Tonks pergunta não gostando da expressão que Melissa fez.

-Porque Harry Potter e Hermione Granger conseguiram. –ela responde sorrindo nervosamente.

-Uau! Só eles mesmos pra conseguirem isso. –Rony fala com orgulho dos amigos.

-Mas algo deu errado, não foi, por isso nos chamou, Mel? –Lupin pergunta seriamente e ela assente, fazendo todos gelarem.

-Eu os chamei aqui pra me ajudarem, discretamente, a procurar os dois, inclusive, Rony, você não teria uma idéia de como acha-los? –Melissa pergunta olhando pra Rony, que se surpreende.

-O mapa do maroto, onde está? –Lupin pergunta e Rony sorri mais aliviado.

-No malão do Harry, eu vou pegar e encontro com vocês aqui. –Rony fala já saindo apressado em busca do mapa.


Algum tempo depois, ambos começam a despertar já completamente visíveis.

-Harry, Harry você está bem? –Hermione chama pelo garoto, ainda se situando.

-Estou, mas onde estão meus óculos? –fala tateando o chão a procura do objeto.

-Achei, você já percebeu que voltamos ao normal? –fala pondo os óculos no rosto de Harry, que agradece com um selinho.

-É, como vamos sair daqui agora? –Harry pergunta olhando em volta.

-Não tenho idéia. Mas estou um pouco cansada. –fala se levantando com dificuldade.

-Calma, deixa que eu cuido de você, acho que você fez mais esforço que eu e está mais fraca. –ele fala a guiando pro quarto e a deitando. –É melhor você dormir um pouquinho, enquanto procuro uma saída. –fala tirando os sapatos dela e depois a aninhando em seus braços.

-Tudo bem, mas espera eu dormir? –pede manhosamente, se aconchegando no namorado.

-Claro, amor. –fala acariciando-lhe os cabelos, enquanto olha em volta tentando pensar num jeito de sair dali.

Harry começa a percorrer o quarto, olhando os objetos e até levitando móveis pra verificar se havia alguma passagem secreta, a janela era mágica e não haveria como saírem por lá. Resolveu então esperar Hermione acordar pra pensar em algo, aproveitando o tempo livre pra vasculhar o que havia no armário e no banheiro.

Hermione acorda e nota que está sozinha na cama, senta-se preguiçosamente, olhando em volta e percebendo a bagunça que Harry fizera, levantou pra procurá-lo e se deparou com ele saindo do banheiro sem camisa e descalço.

-Não sabe se enxugar? –Hermione pergunta ao observar o dorso úmido de Harry.

-Não, você me ensina? –pergunta com o olhar falsamente inocente.

-Eu devia te azarar! –Hermione fala se virando pra se afastar, mas Harry logo a puxa pra si.

-Você devia me beijar. –sussurra perto da boca de Hermione, antes de beijá-la.

-Agora chega de gracinha, vai por sua camisa e vamos arrumar aquela bagunça que você fez. –Hermione fala se afastando.

-Não dá, uma espécie de tinta acabou com a minha camisa, foi por isso que fui tomar banho, tem até uma mancha vermelha aqui. –Harry fala apontando a barriga.

-Mas está ardendo, coçando ou algo do tipo? –pergunta preocupada, olhando o lugar mais de perto.

-Não, mas eu é que não vou por a camisa! Aquilo não saiu nem com feitiço de limpeza. –fala indo até o sofá e se sentando.

-Pode levantar daí, vamos arrumar logo aquela bagunça antes de arranjar um jeito de sair daqui. –Hermione fala e Harry a segue até o armário.


Gina encontra com Rony no salão comunal, ele parecia cansado e preocupado.

-O que houve, Rony? –pergunta se sentando do lado do irmão.

-Harry e Hermione conseguiram fazer o tal feitiço, mas sumiram, eu tentei procura os dois com o mapa do maroto, mas mesmo com a ajuda da professora Melissa, do Lupin e da Tonks, não achamos. Ainda saímos procurando, mas até agora nada, vai ser feita uma reunião daqui a pouco na sala da McGonagall pra se decidir o que fazer. –Rony fala sem olhar a irmã, a cabeça tentando pensar em lugares possíveis.

-Calma Rony, eles não podem ter ido muito longe, disseram que o feitiço dura pouco tempo, talvez estejam só explorando o castelo ou ainda o feitiço pode não deixar eles visíveis no mapa! –Gina fala tentando achar uma explicação.

-Eu não sei, de todo jeito tenta ver se acha eles pelo jardim, eu vou pra sala da McGonagall pra reunião. –Rony fala já se levantando.

-Tudo bem, vou procurar com a Luna. –Gina fala o acompanhando até a saída do salão comunal.


Depois de vários minutos, os dois se jogam nas poltronas, cansados não só da arrumação, mas de tentar achar uma saída e não conseguir.

-Eu estou com fome! O que vamos fazer? –Harry fala olhando pra Hermione e esperando uma resposta que o agradasse.

-Deixa comigo. –Hermione faz uma seqüência de gestos com a varinha e surgem dois belos sanduíches e dois copos de suco em cima da mesinha de centro. –Pode comer. –fala olhando a cara de felicidade de Harry.

-Mione, você é incrível! –fala mordendo o saboroso sanduíche.

Eles comem em silêncio, pensando no que fariam caso não conseguissem sair dali, pois mesmo que os elfos aparecessem, eles não poderiam aparatá-los dali, e do mesmo jeito que não conseguiriam sair, as pessoas não conseguiriam entrar.

-A única solução que eu vejo, é refazermos o feitiço. –Harry fala após terminar de comer.

-É, mas pra isso é melhor esperarmos até amanhã, quando vamos estar mais descansados. –Hermione fala observando Harry se levantar e pegar um bauzinho em cima da lareira.

-Eu achei isso numa abertura secreta na lareira, quando estava procurando uma saída. –fala abrindo o baú e mostrando um pergaminho. –Parece parte um mapa, não é?

-É o mapa de uma parte de Hogwarts. Aqui está escrito Floresta Proibida, e esse relevo aqui em cima, parece com um que vi na parte reservada da professora Sprout, onde ela cultiva plantas perigosas e os alunos não tem acesso. E antes que pergunte, ela me pediu ajuda numa pesquisa. –Hermione fala apontando os lugares no mapa.

-Então aqui deveria ficar o castelo. –Harry fala pensativo, apontando o espaço diagonal ao pergaminho.

-Exato, e se está faltando o castelo, e várias outras localidades é porque isso é parte de um mapa maior. –completa o raciocínio de Harry e depois aponta uma inscrição incompleta na borda do mapa. –Não dá pra fazer uma tradução com as frases no fim ou palavras pela metade, mas é algo relativo à “Chave dos Quatro”. –fala mordendo o lábio inferior, pensando no que seria aquilo.

-Então existem outras três partes e devem estar nos quartos dos outros fundadores! –Harry conclui empolgado. –É como um mapa pra um tesouro!

-Ao qual você vai encontrar? –Hermione pergunta com uma sobrancelha erguida.

-Bom, se o que nós acharmos for alguma jóia ou algo do tipo, podemos dar a diretora McGonagall como bem da escola, mas se for algo que possa nos ajudar na guerra contra Voldemort, será nosso por direito, o que acha? –Harry pergunta extasiado.

-Gostei do seu raciocínio. Mas então é melhor nós descansarmos pra sair daqui amanhã bem cedo e deixemos a exploração do castelo pros fins de semana. –Hermione propõe estendendo a mão pra Harry.

-Fechado! –fala segurando a mão dela, mas ao invés de apertar, ele a puxa, fazendo-a cair no colo dele e a beijando. –Enquanto o dia não vem, o que acha de relaxarmos um pouquinho? –fala a abraçando mais apertado.

-Tudo bem, aproveitemos nosso sábado e quem sabe no domingo a gente não acha outra parte de mapa? –Hermione pergunta com um sorriso maroto.

-Adorei a idéia. Mas quanto tempo você acha que nós vamos ter pra procurar? –Harry pergunta a Hermione.

-Se nós baixarmos um pouco nosso nível de energia, acho que conseguimos meia hora. –Hermione fala e Harry assente antes de beijá-la de novo.


-E aí, vocês viram eles? –Rony, que descia a escada, pergunta a Gina e Luna que estavam no hall de entrada, vindo dos jardins.

-Não, aliás, ninguém viu. Mas o que os professores disseram? –Gina pergunta ansiosa.

-Eles se reuniram e concluíram que o vento forte da tempestade pode tê-los jogado pra floresta proibida ou até na direção de Hogsmeade. –Rony fala preocupado.

-Mas se o feitiço era tão instável, porque ensinaram num dia de tempestade? –Gina pergunta indignada.

-O prof. Slughorn fez a mesma pergunta e a resposta é simples, ninguém deveria conseguir fazer esse feitiço! –Rony fala como se fosse óbvio.

-Mas era a senhorita sabe-tudo e o menino-que-sobreviveu! –Luna fala no mesmo tom de Rony.

-A Luna tem razão, era a Mione e o Harry, e todos sabem que os dois costumam fazer feitiços avançados! –Gina fala balançando a cabeça negativamente.

-Eles começaram as buscas agora, também acionaram a ordem, agora é esperar. –Rony fala se sentando no degrau, pondo a cabeça entre as mãos.

-Bom, então eu vou pro salão comunal, tenho um monte de matéria pra pegar das aulas que faltei por causa do Malfoy. –fala com a expressão contrariada e subindo as escadas. –Qualquer notícia me avise. –fala já em cima, depois de ouvir Rony concordar.

-Não fica assim Rony, eles estão bem, afinal nem você-sabe-quem conseguiu pegar o Harry! –Luna fala passando a mão pelas costas dele, confortando-o.

-Eu espero, Luna. –Rony fala aceitando o abraço da amiga.

Algum tempo depois, Rony acompanha Luna até a entrada do salão comunal da Corvinal, onde pára pra se despedir.

-Boa noite, Luna, e obrigado pela força que me deu. –Rony fala com um sorriso agradecido.

-Não tem o que agradecer, é um prazer te fazer companhia. –Luna fala um pouco sem jeito e depois se aproxima devagar e o beija suave e breve mente. –Boa noite, Rony! –fala e depois se afasta, dizendo a senha pra entrar em seu salão.

Rony apenas fica estático e quando volta a si, ela já havia ido. Ele então balança a cabeça tirando aqueles pensamentos confusos da mente, voltando a pensar nos perigos que os amigos poderiam estar enfrentando.


Harry pega um morango na bandeja sobre o criado-mudo, coloca parte em sua boca e prendendo-o delicadamente nos dentes, o leva até à boca de Hermione, deitada ao seu lado, quase embaixo de si.
Após o contato dos lábios, eles se beijam ternamente, trocando caricias suaves e parecendo não querer deixar o beijo acabar, sustentando-o por vários minutos.

-Desse jeito vou querer dar essas escapadinhas sempre. –Hermione fala acarinhando o rosto de Harry, que estava bem próximo ao seu.

-Opa, é só marcar, que eu fujo com você pra onde quiser! –fala charmosamente, tocando a testa na dela.

-Isso quer dizer que eu estou sendo uma namorada melhor? –pergunta buscando os olhos verdes.

-Esquece o que falei, eu estava com ciúmes, as vezes penso que tenho que ser sua prioridade. –fala parecendo sincero.

-Mas você é, só que eu tenho outras, muito menos importantes, mas tenho. Você entende? –Hermione pergunta, explicando com cuidado o que pensa. Harry apenas faz que sim com a cabeça e depois ela o beija, dessa vez mais apaixonadamente.


Na manhã seguinte, Harry e Hermione acordam, tomam um rápido café da manhã e começam a se concentrar pra fazer o feitiço que os levou e tiraria dali.

-Eu já pus o relógio pra despertar, teremos meia hora pra procurar outro mapa, agora vamos fazer o feitiço pra nivelar as energias e então a magia pra sairmos. –Hermione fala e Harry assente.

Os dois fazem o primeiro feitiço e depois de alguns minutos, Harry consegue baixar sua energia, até o nível em que Hermione estava. Rapidamente tentaram o outro feitiço, errando por duas vezes antes de conseguirem realizá-lo.

-Melhor você guiar a gente. –Harry fala e Hermione concorda. –Vamos até as masmorras, o quarto de Salazar deve ser por lá. –ela concorda e os dois começam a descer, já que as masmorras ficavam no nível mais baixo do castelo.

Eles desceram rápido, mas em velocidade o suficiente pra contar os andares até chegarem ao hall de entrada, observando bem a posição e depois se dirigindo as masmorras, atravessando as paredes próximas e vasculhando todo o lugar, até chegar a um quarto de mármore negro, com um sofá verde escuro a frente de uma lareira. O quarto ainda possuía alguns bustos e quadros adormecidos, cortinas verdes musgo de seda separavam o quarto em dois como no de Rowena, também havia uma tapeçaria, cujo último nome era o de Tom Riddle, o que fez Harry sair o mais rápido possível de perto, havia um banheiro também muito luxuoso e uma escrivaninha, ladeada por uma estante com livros de artes negras.

-Agora precisamos procurar a outra parte do mapa. –Hermione fala e consulta o relógio –Temos vinte minutos.

-Certo, vou olhar o armário e você olha por aqui. –Harry fala se dirigindo pra porta em frente a uma luxuosa e confortável cama.

Eles vasculham todo o cômodo, tiram os objetos de lugar, procuram até no banheiro, mas não encontram nada. Faltando cinco minutos pra acabar o tempo, os dois estavam pensativos próximos à lareira.

-Não entendo, deveria estar por aqui. –Harry fala bagunçando ainda mais os cabelos e atirando-se no sofá.

-É claro! Como somos burros. –Hermione fala batendo a palma da mão na testa.

-O que foi? Você achou? –Harry pergunta se levantando.

-Harry como se abria a câmara secreta? –Hermione pergunta a Harry que sorri, acompanhando o raciocínio dela.

-Deixa comigo. –Harry fecha os olhos e se concentra na imagem do basilisco, ainda bem viva em sua memória, então dá a ordem em língua de cobra. –Deu certo? –Harry pergunta olhando em volta.

-Deu. –Hermione fala ao ouvir um barulho de algo se movendo e se virando pra ver a estante de livros se adiantar cerca de meio metro, abrindo passagem pra outra sala. –Uma sala pra ele fazer todas as experiências secretas dele, bem que desconfiei da ausência de um caldeirão! –Hermione conclui olhando os interessantes objetos a sua volta.

-Outra hora você estuda, agora temos que ir. -Harry fala com um bauzinho igual ao achado no quarto de Rowena, pegando o pergaminho que estava dentro e indo até a namorada.

Imediatamente os dois saem do quarto, atravessando as paredes pra chegar ao hall de entrada, onde ao pararem, desmaiam já afetados pela falta de poder pra sustentar o feitiço.

N/A:Oi, obrigada a todos que me desejaram melhoras, ainda to me recuperando e por isso o atraso do Cap, mas ele está aí e finalmente começa a esquentar fic.

N/A²: Como vocês viram surgiu um mapa que os levará a algo que mudará muito a rotina deles e fará uniões inesperadas surgirem.

N/A³: As próximas fics a serem atualizadas serão o sucessor e RH ou PdA (não sei qual vem primeiro), pra quem ainda não sabe estou com uma fic nova que escrevo em parceria com a Pink, o nome é: O Príncipe de Avalon! É uma fic UA que será atualizada todo fds.

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