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17. Epilogo


Fic: O SEGREDO - UA - NC-Adapt Por Tonks Butterfly - Ela tinha um segredo, que jamais revelaria a ele...


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Epílogo

A cerimônia e a festa que se seguiria já estavam sendo preparadas há alguns meses. Era uma linda manhã de primavera quando Gina acordou mais cedo que de costume. Antes até mesmo que Harry.

Haviam decidido que ela se arrumaria na casa de Hermione e receberia a ajuda para o arranjo do cabelo e a colocação do vestido, de sua grande amiga, de sua tia Muriel, que havia vindo para as festividades, além de Nimphadora e de Narcisa, que também haviam se convertido em amigas de Gina, assim como algumas mulheres do clã. Saiu da cama sem fazer barulho algum, vestiu o tartan e acordou Harry com um suave beijo nos lábios.

- Já está indo à casa de Hermione? – Perguntou já se levantando sobre os cotovelos.

- Sim, é melhor eu ir se não quiser chegar atrasada as nossas bodas?

- Mas ainda nem é dia direito, e nem é mais o casamento... É o aniversário de um ano de nossas bodas. Não há mais nenhuma novidade entre nós, agora tira as vestes, quero-te um pouco mais em minha cama. – Harry terminou essa frase puxando a mulher de volta para a cama pela cintura.

- Nada disso! Agora se levanta que o dia já amanheceu e logo o Ronald e os outros vão subir para te acompanharem.

- Esposa, está me dando uma ordem? – Harry perguntou franzindo o cenho em falsa indignação

- Algemo estou apenas sugerindo o que deves fazer. Nunca lhe daria uma ordem. – Gina lhe falou sorrindo de leve e lhe olhando nos olhos com firmeza.

A expressão de Harry se suavizou e ele sorriu de lado após ouvir a explicação dada pela mulher. Sim, ela estava lhe dando uma ordem. E naquele estado não seria ele quem lhe seria contrário.

Após Harry se levantar, Gina o acompanhou ao salão principal onde tomaram o desejum junto com os anciões e com tio Herbert. Conversaram sobre amenidades durante toda a refeição. Terminado o desejum Gina beijou Harry de leve nos lábios e já se dirigia as portas da entrada quando ouviu seu nome ser chamado na voz de seu marido.

- Aonde você vai?

- Vou à casa de Hermione como havíamos planejado.

- E pensas em ir sozinha nesse estado?

- E o que há nisso?

- Não vou deixar minha esposa e meu filho andando sozinhos pelas Highlands. Vou levaste até lá. – Desde o anúncio da gravidez, Harry estava se portando com cuidados demasiados a Gina. E esta, desde que atingiu determinado estágio do embaraço já não podia mais se deslocar à casa das amigas constantemente. Para ir à casa de alguma, só em raros momentos ou recebendo-as no Torreão. Os cuidados em demasia de Harry já tiravam Gina do sério em algumas ocasiões, e esta já estava rezando pelo final da gravidez. Às vezes Gina ria sozinha ao se lembrar das promessas feitas por Harry a ele mesmo durante a iluminação de Hermione.

- Mas não deves demoraste. Vais deixar-me lá e voltar com o Ronald. Não quero que me veja antes da cerimônia.

- E por que ele não deve te ver antes da cerimônia? Já está casado com você há um ano! E te viu durante todos os dias? – Perguntou Dumbledore, se manifestando pela primeira vez desde o começo da discussão.

- É só uma tradição que temos na Inglaterra, que o noivo não deve ver a noiva com as vestes do casamento.

- Mesmo após um ano convivendo conosco continua ilógica. Acredito agora que sempre o foi, e não o era por haver sido inglesa. – Declarou Hagrid.

Gina não sabia se interpretava a declaração de Hagrid como uma descortesia ou um elogio. Afinal, Hagrid acabara de declarar que a aceitava como uma Maitland. Decidiu optar pela segundo opção e sorriu de leve para o ancião.

Depois de se despedir dos outros Gina e Harry se dirigiram, a casa de Hermione. Narcisa tinha ficado encarregada de coordenar as mulheres que fariam as comidas da festa e por isso não podia acompanhá-la a casa de Hemione, porém se encontraria na cabana com as mulheres antes da cerimônia religiosa. Tia Muriel já se encontrava na casa de Hermione. Encantada com as filhas de Hermione e sendo resolvido que Gina viria se aprontar na casa da amiga, ela resolveu passar à última noite na cabana de Hermione, que após o nascimento das gêmeas havia sido ampliada para poder comportar as filhas, e agora podia comportar também confortavelmente a visitas. Nimphadora viria também pelas primeiras horas da manhã para encontrar-se com as mulheres na cabana.

O trajeto para a casa nunca lhe pareceu tão longo. Não podia negar, estava ansiosa. A falta de uma cerimônia e uma festa adequada para suas bodas, lhe era muito mais nítida agora, após um ano da realização. O remoço que sentiu por não ter perto de si sua tia Muriel e seu tio Herbert, que a tinham tratado como a uma filha que nunca tiveram, lhe era enorme. E agora também tinha a seu irmão e a seu pai, que embora nunca pudesse compensar-lhe a falta, ele tentava. E a todo o momento demonstrava o quanto a amava e se importava. Eles tinham se convertido em família para ela. Foi retirada de seu torpor pela voz de marido junto a seu ouvido falado em tom baixo e delicado.

- Em que estas pensando? – Perguntou Harry notando o silêncio da mulher.

- Nas flores. – disse mais com um suspiro pelo cansaço, e se Harry não estivesse a abraçando enquanto caminhavam não teria escutado - Dessa vez teremos flores.

- E uma capela. – Completou satisfeito consigo mesmo.

- Sim, e uma capela. – Afirmou sorrindo.

Acreditou levar mais do dobro do tempo necessário para chegar à casa de Hermione. Estava se convertendo em uma tarefa extremamente difícil caminhar até as menores distâncias com aquele peso todo. Porém nada lhe impediria de festejar aquele dia. Disfarçou o cansaço pondo um leve sorriso no rosto enquanto olhava ao marido e agradeceu mentalmente por Harry ter se tornado cuidadoso em demasia e a estar apoiando pela cintura durante o percurso de sua casa até a de Hermione. Chegando lá encontrou sua amiga esperando por ela na porta.

- Onde estão as meninas? – Perguntou à amiga.

- Lá dentro com Ronald e tia Muriel. Não agüentei mais de ansiedade e sai para te esperar aqui. Porque demorou tanto? Vou entrar para chamar Ronald, as meninas devem estar tornando-o louco lá dentro! Graças a Deus a tia Muriel está aqui, estou tão ansiosa que não dou por conta. Estão em uma fase impossível. – acrescentou com um sorriso nos lábios e mudou rapidamente de assunto - Nimphadora já deve estar chegando, deve estar preparando o menino Teddy. Resolveu que hoje ele ficaria em companhia do pai e dos outros homens no Torreão. Ficou também de colher flores frescas e vistosas para ti. – Terminou a frase já entrando na casa e chamando pelo nome do marido.

Ao se dar conta da ausência de Hermione, Gina se permitiu rir do estado de nervosismo em que a amiga se encontrava. Procurou pelo olhar de Harry e o encontrou a admirando e rindo-se da cunhada também.

- Ficas ainda mais formosa assim.

- Assim como? Gorda e suada? – Perguntou Gina em tom de brincadeira e pondo as mãos na cintura em sinal de falsa indignação.

- Não, carregando ao meu filho e sorrindo. – Lhe respondeu enquanto pousava uma das mãos no ventre dilatado da mulher.

Gina sorriu e o beijou nos lábios. Era um beijo carinhoso, lento, delicado e amoroso. Era um beijo cheio de sentimentos e de significados. Ao se separarem notaram que Ronald já chegava à porta da cabana, pronto para sair da casa. As mulheres despediram-se de Harry e de Ronald, e tornaram a entrar na cabana. Hermione e tia Muriel já tinham preparado uma tina de água perfumada e com pétalas de flores para ela banha-se. Pouco tempo depois de entrar na tina, Nimphadora chegou à cabana com várias flores frescas para adornar o cabelo de Gina.

Durante todo o dia enquanto se preparava para a cerimônia, sentiu o bebê se mexer e remexer dentro dela, e Gina acreditava que esse era o modo do pequeno mostrar sua felicidade e sua ansiedade pelo acontecimento que se seguiria. Sorriu e acariciou o ventre que crescia junto com a vida que havia dentro de si cada vez mais.

Depois que as mulheres terminaram de arruma-lhe, Gina olhou-se no espelho de cobre. Estava radiante o vestido era de tecidos finos e em cores brancas. Um tecido também branco e um pouco mais groso que os demais, estava atado a seu corpo como um tartan. Os cabelos estavam penteados e além de ter uma coroa de flores, ainda havia pequenas flores espalhadas pelos cachos vermelhos e soltos de seus cabelos. Gina sorriu ao terminar de contemplar o resultado do trabalho das mulheres, sentiu-se maravilhada. Um leve toque em seu ombro a tirou do devaneio, olhou para a origem e viu sua grande amiga lhe sorrindo com os olhos rasos de lágrimas. As duas se abraçaram chorando, emocionadas demais para falarem algo coerente, e felizes demais para deixarem de rir durante o choro. Foi com grande pesar que tia Muriel tirou-as do abraço chamando Gina.

- Minha menininha está tão linda. – falou a senhora nitidamente emocionada – Apressa-te. Esta na hora. Seu pai está a te esperar à porta para levaste até a capela.

- Obrigada, tia Muriel – Gina agradeceu sorrindo diante da forma carinhosa como a tia a havia lhe chamado. Era uma mulher casada, estava esperando um filho. Mas sua amorosa tia ainda a via como a menina amedrontada que ia a sua casa passar seis meses todos os anos.

- Vamos. Você esta linda! Uma verdadeira noiva, se não fosse à gravidez avançada diria que suas bodas se realizariam hoje. – Completou Nimphadora.

- Mas iram. Afinal ela não teve o apropriado da primeira vez, o terá agora! – Disse Hermione Jane sorrindo para as amigas. – Agora vamos que já é hora.

Ao chegar à porta encontrou não apenas a seu pai, mas também a seu irmão e uma verdadeira escolta a sua volta. Gina sorriu e cumprimentou a ambos os homens.

- Está linda minha filha. Parece uma rainha! – Disse Arthur emocionado.

- Claro que está papai! Ela já é formosa e tem porte de rainha naturalmente. – Adicionou Guilherme sorrindo para ela.

- Obrigada são muito gentis.

- Não o somos. Estamos apenas lhe dizendo a verdade, irmã. – respondeu Guilherme de pronto.

Gina sorriu ao ouvir o modo como o irmão se dirigia a ela. Mesmo hoje depois de meses indo e vindo das terras do pai e tendo estado em constante contato com ambos, Gina ainda não estava habituada ao adjetivo “irmã” ou ao jeito carinhoso do pai dizer “minha filha” ou “filha querida”, e sempre se comovia ao ouvi-los. Não conseguindo conter a curiosidade Gina perguntou o que se questionava desde que saiu a porta da casa.

- Pai, porque trazes tão grande escolta para vir a minhas bodas?

- Não é por falta de segurança em terras de seu esposo que trago a escolta, filha. - respondeu o senhor compreendendo os anseios não pronunciados pela filha - Não pude te entregar devidamente ao matrimônio na hora adequada, devo fazer direito dessa vez. – Terminou essa frase desviando o olhar dos olhos de Gina, e ela sentiu toda a angústia nas palavras do pai. Entendeu enfim, o pai estava tentando de alguma forma recompensá-la pela falta que sabia haver feito a ela nos anos em que viveu na Inglaterra com sua mãe. Sorriu e deu um leve beijo na face esquerda de seu pai.

O latifundiário Maclean não esperava pelo que aconteceu após receber o beijo afetuoso e dado de bom grado pela sua amada filha, fingiu um aceso de tosse e declarou:

- Apressa-te que teu algemo já te esperas à capela. E não é próprio faze-lo esperar tanto. – falou ainda sem conseguir olhar dentro dos olhos da filha.

Gina acenou com a cabeça ainda sorrindo, sabia que o pai não se mostraria emocionado ou vulnerável frente aos seus soldados, mas já o conhecia o suficiente para afirmar que aquele acesso de tosse repentino disfarçava lágrimas que queriam emergir dos olhos. Tomou-lhe a mão entre a sua e deu um leve aperto como forma de confortá-lo.

No caminho que levava a capela, Gina teve uma doce surpresa. Ele estava contornado por flores de todos os tipos, formatos e cores, e todas eram recém plantadas. Não sabia ao certo quem teria sido o autor da delicadeza, se fora idéia de sua amiga Hermione ou se fora o seu marido. Sabia apenas que agradava-a, e muito. Acompanhando por trás o caminho feito pelas flores recém plantadas estava a escolta trazida por seu pai, formava uma espécie de túnel na entrada da capela com as espadas desembainhadas e erguidas ao ar. Ao adentrar a capela adornada por flores de todos os tipos, sendo conduzida por seu pai, uma suave música vinda de flautas começou preencher o lugar. A mistura da doce música com o aroma agradável que se desprendia das flores tornava o ambiente quase mágico. Todas as pessoas pertencentes ao clã estavam lá, além é claro de sua tia Muriel e seu tio Herbert, que já haviam chegado há uma semana para as festividades, mas voltariam à Inglaterra em breve. Guilherme estava localizado numa das áreas mais próximas ao altar, junto dele se encontravam algumas poucas pessoas do clã Maclean, que ela sabia serem parentes próximos. Do lado oposto, também muito próximos ao altar, estavam Hermione, Ronald, Nimphadora, Remus e logo atrás várias outras pessoas que ela não pode reconhecer porque lágrimas de alegria lhe banhavam o rosto.

Antes de lhe entregar a noiva, Arthur num ato carinhoso tirou um lenço de dentro de suas vestes e enxugou-lhes as lágrimas, depois sorriu para a filha e deu um beijo no topo de sua cabeça. Agora de frente para Harry, o latifundiário estendeu a mão para o genro. O ato foi correspondido de pronto pelo moreno.

A cerimônia religiosa foi breve, pois o pai Bones percebeu que a noiva, as portas da iluminação, não poderia se agüentar por muito tempo em pé, em uma capela cheia e por isso pouco ventilada, entretanto foi muito bonita.

A festa se daria no pátio central do Torreão, onde havia diversas mesas grandes, forradas de tecido de cor branca, e repletas com diversas iguarias, cujo aroma já denunciavam estarem maravilhosas. Havia também algumas tendas adornadas com estandartes, para impedir que o sol incidisse diretamente sobre os convidados e sobre as mesas. Música estava sendo entoada durante a festa, porém era diferente da música do casamento. As flautas agora eram acompanhadas por diversos instrumentos, tornando a melodia muito mais animada. Algumas pessoas já dançavam animadas em uma área mais afastada das mesas e crianças corriam por todos os lados. Gina estava ao lado de seu marido recebendo os cumprimentos dos convidados.

Encerado os cumprimentos Gina se posicionou ao lado do marido que estava conversando com Sirius, Remus e Cedrico. Parou de prestar atenção à conversa que se desenvolvia entre os homens para observar os entes queridos na festa. Nimphadora, Hermione e Narcisa estavam embaixo de uma das tendas conversando e olhando as gêmeas brincarem com o pequeno Teddy. Seu pai e irmão estavam próximos às mulheres na tenda, conversando com Ronald, tio Herbert, tia Muriel. As esposas de Sirius e Cedrico, ambas inglesas, estavam um pouco deslocadas e se situavam ao lado dos seus algemos, porém pouco falavam. Gina decidiu que dentro em breve deveria fazer o possível para que elas se sentissem parte do clã. Entretanto, esse foi o último pensamento coerente que lhe ocorreu antes, do que ela identificou ser como um chute do bebê, a fez curvar-se de leve para frente e levar a mão ao ventre. Harry, por ser mais alto, curvou-se um pouco até alcançar com o próprio rosto ao rosto da mulher.

- O que há? – Perguntou lhe fitando nos olhos assustado.

- Apenas o bebê que está impaciente hoje. Não é nada, já vai passar. Quero apenas me sentar um pouco, estou cansada. – Gina disse tentando parecer calma, porém com a cor lhe abandonando um pouco o rosto.

Harry a encarou um pouco descrente, mas assentiu e pediu a Sirius, que lhe trouxesse uma cadeira e que a posicionasse em baixo de uma das tentas à sombra.

Gina sentou-se e tomou um sorvo de uma taça com água que lhe foi servida pela esposa de Sirius. Era uma mulher alta e de traços bonitos, tinha os cabelos dourados como o Sol, lisos e compridos, e os olhos intensamente verdes.

- Obrigada, Patrícia. – Agradeceu com um doce sorriso. Sabia como era se sentir uma intrusa, uma forasteira. A mulher lhe sorriu de volta e começou a fazer perguntas a Gina sobre a gravidez. Não demorou muito para se aproximarem da tenda, Hermione, Nimphadora, Narcisa e Jane, mulher de Cedrico. Uma mulher de altura mediana, traços joviais, cabelos castanho, lisos e compridos, e olhos expressivos e castanhos escuros. Logo que chegaram as mulheres trataram de adentrar na animada conversa.

Já havia anoitecido a muito, as tochas já haviam sido acesas e uma grande fogueira queimava ao centro para que as festividades tivessem continuidade noite adentro. Mas Gina, de repente, sentiu como se o Sol brilhasse a sua frente, e compreendeu que o que ela acreditava se tratar de movimentos agora mais agressivos do bebê, se tratavam na verdade de contrações. Sentiu-se indignada. Como aconteceu o caso dela, uma parteira experiente, não consegui perceber os sinais que a criança dava de que iria nascer? Depois a irritação começou a dar lugar ao medo e a apreensão. Hermione percebeu a mudança no comportamento da amiga, e ficou angustiada quando percebeu que Gina perdia a cor da face gradativamente. Não chamou a atenção das outras mulheres para o fato, mas já estava quase a sacudi-la quando Gina, por fim, resolveu que de nada adiantaria se ficasse ali calada sentindo medo e raiva de si mesma, acordou do torpor e chamou por Harry.

Ao ouvir seu nome ser chamado na voz de sua esposa, Harry virou para ela, notou o olhar estranho que Gina lhe dirigia e apressou o passo até ela. Abaixou-se até ficar com o rosto na mesma altura que o da esposa e lhe perguntou em um tom baixo, para que só ela pudesse ouvir.

- O que há Carinho?

- Seu filho quer vir às festividades. – Respondeu no mesmo tom para que só ele a ouvisse.

Harry franziu o cenho tentando assimilar as informações, quando a compreensão o abateu, Harry lhe lançou um olhar incrédulo.

- Mas já? Ainda falta uma Lua. Tendes certeza disto?

- Já estava chegando à hora, não é mesmo. Parece-me que a criança puxou a você, e não quer aceitar a Lua que nos previmos para a chegada dela. – Gina completou com um largo sorriso no rosto.

Harry também sorriu, lhe beijou o topo da cabeça e a ajudou a se levantar. Chamou pelas mulheres que a rodeavam para que o acompanhassem até a antecâmara do casal enquanto explicava a situação. Depois de acomodar Gina na cama do casal, desceu e pediu discretamente a tia Muriel que entrasse no Torreão, procurasse por Nimphadora e que com ela subisse até a antecâmara do casal. Diante do olhar questionador da mulher Harry se adiantou dizendo que lá ela explicaria tudo. Em seguida pediu silêncio aos músicos e aos presentes e anunciou.

- Meu filho está nascendo!

Um grito de alegria tomou o silêncio antes estabelecido, e agora todos estavam festejando não só as bodas de Harry e Gina, mas também esperando a iluminação. Arthur e Guilherme se aproximaram de Harry querendo saber mais noticias e querendo permissão para esperar a chegada do neto e sobrinho. Harry assentiu ao pedido dos dois homens e se dirigiu ao interior do Torreão.

A criança parecia que não queria cooperar. A madrugada já ia alta quando Harry não agüentou mais e entrou na antecâmara. Dirigiu-se a cama, sentou-se ao lado de Gina, que estava rodeada pelas mulheres, e beijou-lhe o topo da cabeça, num gesto carinhoso. Percebeu que ela já tinha tomado banho e trocado as vestes de festa por uma camisola de algodão branca com bordados delicados em forma de flores nas cores rosa e amarela, um presente de Hermione.

- Me ocorre agora que a criança também tem um pouco de ti na personalidade. – Declarou enquanto a ajudava a caminhar num intervalo entre as contrações, que ainda não estavam tão fortes.

- E por que diz isso, marido?

- Todos estão prontos para conhecê-la e agora só para nos provar um pouco ela se demora.

Gina riu diante da provocação do algemo. Durante o tempo de matrimônio, ele havia se convertido em um homem amoroso e companheiro para ela. Enquanto os outros estariam na festa bebendo e dançando, ele estava na antecâmara secando-lhe a face e ajudando-a a caminhar. Ainda se recusava a sair do lado dela quando as contrações começavam a se mostrar mais intensas e próximas, só se permitiu ser retirado da antecâmara quando Gina, por fim, soltou um grito estridente e Narcisa declarou que a iluminação estava próxima.

Após a saída de Harry o bebê parecia a Gina mais exigente, com contrações mais fortes e freqüentes. Gritava e falava impropérios culpando a todos os homens por nunca sofrem aquilo. Depois de uma contração mais forte resolveu que a culpa era toda de Harry por torná-la grávida. Nesse momento Narcisa a aconselhou a sentar-se a cadeira de parto. Gina atendeu de pronto, visto eu na cadeira a criança nasceria e ela deixaria de sentir as dores.

Do lado de fora, Harry andava de um lado ao outro na porta da antecâmara. Logo já seria dia e a criança ainda não havia nascido. Não entendia o porquê de tanta demora, afinal. Ouvia a todo o momento os sons proferidos por Gina. Alguns como ela diria “pouco dignos de uma dama”. Parou ao cruzar o olhar com o de seu irmão.

Ronald estava em pé perto da antecâmara a algum tempo, junto ao Harry. Mas este não lhe prestava a menor atenção Ronald inclusive suspeitava que ele ignorasse a sua presença ali. Suas suspeitas se confirmaram quando seus olhares se cruzaram e ele pode notar a expressão surpresa de Harry ao lhe encarar nos olhos.

Superada a surpresa de encontrar seu irmão parado junto a ele frente a porta da antecâmara Harry perguntou:

- Estas aqui há algum tempo não?

- Sim, e como julgava você não o tinha notado até agora. Entretanto não queria lhe incomodar e julguei melhor esperar que você notasse a minha presença. – respondeu Ronald ao irmão.

- Não entendo por que de tanta demora? – Cedendo as suas aflições, Harry abandonou a disciplina e confessou com um suspiro ao irmão.

- O é normal. Já esquecestes quanto tempo demorou a Hermione chegar a iluminação? – Falou Ronald em tom protetor e com um leve sorriso nos lábios, se compadecendo da angústia sentida pelo irmão e já vivenciada por ele.

- Sim, lembro-me, mas acontece que o caso em questão eram duas crianças. Esqueceste desse detalhe? – Perguntou Harry que já se sentia um pouco mais calmo ante a presença consoladora do irmão.

- E elas me deixam esquecer que são duas? Acha que tenho sossego com aquelas duas? Ou melhor, com as três? – Incluiu Ronald em tom de brincadeira e conseguindo fazer Harry sorrir um pouco junto a ele.

Logo após o som das risadas dos dois homens foi substituído por outro som mais agudo e estridente na forma de um choro de criança. Harry parou de rir e alargou o sorriso com um brilho nos olhos, sendo retribuído pelo irmão. Daí em diante, o tempo voltou a correr normalmente para Harry pareceu-lhe que poucos minutos depois a porta se abriu dando passagem a todas as mulheres e por último a Hermione que se dirigiu ao Harry com uma voz extremamente doce e baixa.

- Vai conhecer a teu filho. - Em seguida se retirou levando Ronald pela mão e dando passagem para o cunhado entrar no cômodo.

Ao entrar na antecâmara, Harry fechou a porta atrás de si e se dirigiu a cama de casal onde se encontrava Gina, com o semblante cansando e sorridente, com um pequeno embrulho em suas mãos envolto em um manto com as cores do clã, que seria seu filho. Beijou a esposa de leve nos lábios.

Gina viu Harry se aproximar da cama em que estava com um largo sorriso, ela retribuiu o beijo carinhoso do marido e em seguida, afastou um pouco as mantas para que Harry pudesse ver o filho.

Se lhe pedissem ele não saberia descrever a sensação que lhe percorria o corpo, só saberia falar que era a mais maravilhosa de todas. O pequeno era forte, com uma fina penugem de cabelo escuro lhe cobrindo a cabeça, a pele tão branca quanto à de Gina e pelo grito vigoroso que ouviu quando o pequeno nasceu não havia dúvidas de que tinha saúde. De repente, como se percebesse a presença do pai, o menino voltou a abrir os olhos revelando-os ser do mesmo tom que os da mãe.

- Quer pegá-lo no colo? – Perguntou Gina. Harry se limitou a balançar a cabeça positivamente em resposta à mulher. Sabia que não conseguiria dizer nada sem que a voz lhe tremesse. Gina o ajudou a pegar o pequeno nos braços e depois de tê-lo, Harry sorriu para a mulher e a beijou. Dessa vez um beijo mais carinhoso que o anterior. Ao afastarem os lábios Harry sussurrou para Gina:

- Amo-te

- Também te amo, esposo.

Naquela cama rodeada pelo seu marido e filho, Gina percebeu o quanto à vida que levava na Inglaterra lhe parecia longe e surreal, e o quanto havia ganhado. Quando se lembrava de tudo que viverá antes de chegar as Highlands parecia que pensava na vida de uma outra pessoa, triste e temerosa. Havia vindo as Highlands, em auxilio de sua amiga, a quem tinha grande apreço e confiança. Esperava levar-lhe conforto durante a iluminação. Tinha também a leve esperança de ver ao longe ou quem sabe até encontrar-se com seu pai. Não esperava ganhar tudo o que tinha agora. Era amada. Tinha o amor do seu pai, a quem ela sempre acreditou tê-la abandonado, do irmão, o qual não sabia existir e, principalmente, do homem ao qual amava. Tinha uma nova família.

FIM.



Na.: Prmeramente, o eplogo fo escrto pela minha maravilhoa amigona do coracao - Clara Magalhaes. graeco de coracao (reparm que estou sem o cedlha ok?)

Bom, minha primeira fic que chega ao fim...e 'e muito triste isso, tando que ja estou sortenado o proximo livro a ser adaptao espero que voces tamb gostem...

Queria agradecer a todas que acompanharam a fic, especialmente a Clara, Jana, Carol, Cala, A tonks ...e a todas mais (como disse nessa fic reina as meninas hehe)

Um grande beijo e ate a proxima.

Quem nao acompanha tenho outra fic em andamente.
Harry potter e o ultimo dragao - UA

espero voces comentando la tamb.


Bjus...


Tonks Butterfly

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