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14. Capítulo 14


Fic: IN MY PLACE - Completa


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPÍTULO 14:

Já era demais, três vezes em uma semana era um número absurdo. Afinal de contas, o idiota não sabia que ela era mãe do filho dele?! Que os dois tinham um laço eterno que os unia? Ele não podia se meter na sua família dessa maneira, por que, apesar de no momento isso não estar bem esclarecido, apesar de ela ainda relutar um pouco com a idéia, eles três formavam uma família, e aí vem um imbecil e se põe entre eles.

Mas se o espertinho pensava que ia conseguir alguma coisa com 3 almoços em um restaurante trouxa bacana estava muito enganado, ela já o tinha dispensado uma vez para ficar com ele, não ia ser difícil fazer de novo, era só faze-la enxergar que eles estavam destinados a ficarem juntos, que apesar da burrada que ele cometeu, o amor deles merecia mais uma chance.

Caminhava pelo centro de Londres a procura do endereço do restaurante, não foi muito difícil arrancar o nome do lugar de Hermione, a quem Ginny tinha contado onde Dino a tinha levado das outras duas vezes. Humf... Ainda por cima o imbecil não tinha criatividade, almoçar no mesmo lugar, três vezes seguidas... Um verdadeiro idiota, nem mesmo ele, que Mione não cansava de dizer que era “lerdo para esses assuntos”, cometeria um erro tão primário desse.

Se bem que o Thomas podia estar sendo bem mais esperto do que Harry pensava. Convidá-la para almoçar no meio da semana, sempre no mesmo restaurante, os convites sempre casuais e de última hora. “Estou indo almoçar, que tal irmos juntos?”, ele tinha conseguido ler um dos bilhetes. Tudo fazia parecer um inocente encontro entre amigos, sem segundas intenções, sem compromisso.

Na verdade, toda essa encenação só ia contribuir para o intento de Harry, já que não passava de um encontro entre amigos, que mal havia em mais um se juntar a eles para relembrar os velhos tempos?

Chegou, finalmente, em frente ao restaurante. Era um daqueles estabelecimentos com janelas amplas que permitiam que quem estivesse passando pela rua, visse os clientes que se sentavam nas mesas próximas ao vidro. Rapidamente localizou os dois, a cena que viu lhe causou um acesso de raiva. O idiota estava segurando a mão de Ginny... Que miserável! Ele ia acabar com aquilo agora mesmo.

Abriu a porta bruscamente, olhou com fúria em direção a mesa em que os dois estavam acomodados, o imbecil estava sorrindo, um daqueles sorrisos de conquistador barato, enquanto parecia traçar linhas na palma da mão de Ginny, que aparentava um leve constrangimento, mas mesmo assim sorria.

Quando fez menção de dar o primeiro passo para ir ao encontro deles, sentiu a porta se chocar contra suas costas. Virou para xingar o estúpido que entrava, mas perdeu a fala assim que viu de quem se tratava. O seu horário de almoço prometia.

-HARRYYYYYY!!!! – a voz aguda dela lhe doeu nos tímpanos – Até que enfim nos reencontramos.

-É... – respondeu desanimadamente.

-Agora você não me escapa, danadinho – viu a oriental levar uma das mãos ao seu rosto e em seguida sentiu uma beliscada na bochecha

-Venha... – a mulher segurou uma de suas mãos e passou a arrastá-lo pelo ambiente a procura de uma mesa.

-Cho... – a forçou a parar – Não quero ser indelicado, mas não posso almoçar com você hoje...

-Não, não, não. Nada disso Harry Potter – fez um gesto de negação com o indicador – Há meses espero uma visita sua em minha loja, você tinha prometido me procurar depois e até hoje nada.

-Bem... É que eu estive muito atarefado, estava reorganizando minha vida, então realmente não tive tempo de voltar ao Beco.

-Tudo bem, eu te desculpo, mas de hoje não passa, você vai almoçar comigo e pronto.

-Mas...

-Hã, hã... – novamente o gesto de negação com o indicador que foi em seguida colocado sobre os lábios do moreno – Nada de mas... Venha.

Voltou a conduzi-lo pelo ambiente, estavam se aproximando da mesa do “casal”. Quem os viu primeiro foi Dino, e Harry não pode deixar de sentir satisfação, ao ver a expressão de desagrado que se imprimiu no rosto do outro homem. Seus pensamentos foram interrompidos pela voz surpresa de Ginny.

-Harry?! Chang?! – o último nome foi dito com um leve tom de desprezo.

-Weasley, Thomas! – a oriental fez um leve movimento com a cabeça e deu um rápido sorriso à guisa de cumprimento – Prazer em revê-los.

Cho já ia se retirar dali quando Harry a impediu. Até momentos antes, achava que a aparição da chinesa era inoportuna, mas agora, vendo uma clara expressão de insatisfação e o rubor tomar conta das faces da ruiva, classificou o encontro com a ex-namorada mais do que bem-vindo. Hermione podia achar aquilo infantil, mas e daí? Não seria a primeira vez que não seguia um conselho da amiga.

-Podemos nos sentar com vocês? – disse enquanto puxava uma das cadeiras vazias, oferecendo-a a Cho e se encaminhava para ocupar a outra.

-Sem problemas! – Dino tentou disfarçar sua raiva com um fraco sorriso, o que só aumentou a alegria de Harry.

Um silêncio incômodo se estabeleceu entre os quatro. Ginny de soslaio, lançava um olhar assassino a Harry e Cho, Dino tinha recostado as costas na cadeira e cruzado os braços, provavelmente segurando sua vontade de estrangular o homem a sua frente, Cho estava claramente sentida por ter perdido seu almoço a dois.

-Não é maravilhoso, todos nós estarmos aqui? – Harry nem tentou disfarçar sua felicidade – Depois de tanto tempo sem nos ver.

-Maravilhoso, com certeza – “Eu sei que você não está achando maravilhoso, Thomas”, cantarolou uma vozinha na cabeça de Harry.

-Fantástico – concordou uma emburrada Cho.

-O que faz aqui, Harry? – essa era Ginny, sempre indo direto ao ponto.
-O mesmo que você, almoçando com uma AMIGA – vibrou quando percebeu que a ênfase que deu a palavra, surtiu efeito em Ginny – Não é o que você está fazendo?

-É, Harry – respondeu a ruiva em tom seco.

-Mas, diga, Thomas, o que anda fazendo? – fingiu-se interessado.

-Trabalho em um estúdio de animação.

-Ah! Então você faz desenhos animados trouxas. NOSSO filho, Matt, adora esses desenhos não é, Ginny?

Ouviram vidro se estilhaçando.

-Filho?! – Cho ainda mantinha a mão na pose de quem segurava o copo, que agora, em cacos estava no chão.

-Nosso?! – então quer dizer que ela não tinha dito ao idiota que tinha um filho.

-Sim... – enfiou a mão no bolso da camisa e tirou a foto de Matt que passara a carregar – Ele vai fazer sete anos em poucas semanas – disse enquanto passava a foto para um estupefato Dino que foi obrigado a analisar o retrato junto com a oriental, que tinha o rosto muito próximo do papel.

Os dois estavam tão concentrados, que nem repararam quando Ginny se aproximou de Harry e sibilou no ouvido do moreno.

-O que pensa que está fazendo?

-Ora, mostrando a foto do meu filho para os meus amigos – respondeu cinicamente.

-Desde quando se considera amigo de Dino?

-Nós dividimos um dormitório durante seis anos, além do que lutamos juntos na Guerra.

-Não seja cínico, sabe muito que desde que eu e você... que nós... Ah! Desde o seu sexto ano, você não considera Dino como um amigo.

-Bobagens de adolescente, somos adultos agora – disse sem encarar a ruiva – Ele é lindo não é? – chamou a atenção dos outros ocupantes da mesa.

-Se parece muito com você, Harry... É tão bonito quanto o pai.

-Eu e Matt agradecemos pelo elogio, Cho – em outras ocasiões ficaria constrangido, mas não foi o que ocorreu naquele momento.

Ouviu um bufo de Ginny.

-Eu o achei parecido com você, Ginny. Acho que é daí que ele tirou a beleza.

Agora foi a vez de ele dar um muxoxo com o comentário de Dino. A indignação pela cara-de-pau do outro, fez com que Harry, até então, o mais animado e disposto a iniciar conversas, se calasse, e assim todos voltaram ao silêncio incômodo.

Segundos depois, um som estridente rompeu o mutismo. Dino procurava alguma coisa nos bolsos do paletó que usava, até que retirou um pequeno objeto de um dos bolsos internos. Pediu licença e se afastou alguns passos da mesa, enquanto falava ao telefone, de onde estava Harry só podia ouvir som ininteligíveis, mas percebeu que o outro tinha se irritado com a ligação.

Dino voltou a mesa e se dirigiu a Ginny.

-Infelizmente, tenho que voltar para o trabalho, ocorreram uns problemas e só eu posso resolvê-los.

-Ah! Mas que pena – Dino ignorou o comentário de Harry e prosseguiu.

-Espero que não se incomode por eu não poder acompanhá-la até o Ministério.

-Tudo bem, não se preocupe, Dino.

Numa atitude extremamente ousada, na opinião de Harry, o homem se curvou e deu um beijo na bochecha, num local muito próximo a boca, de Ginny.

-Prometo que vou me redimir por essa falta. Até logo Harry, foi um prazer revê-la Cho – voltou-se para se despedir mais uma vez da ruiva – Não deixe de pensar no meu convite, tchau.

-Ok!

Que raios de convite era esse? Como ele se atrevia a fazer aquilo na frente dele? “Vá e não volte mais, Thomas”, Harry pensou enquanto via o outro atravessar a porta do restaurante.

-Também já vou indo. Até mais ver, Chang.

-Tchauzinho, Weasley – respondeu uma satisfeita Cho, provavelmente comemorando o fato de poder, finalmente, ter o seu almoço a dois.

-Espere, Ginny – ela nem se virou para respondê-lo, mas mesmo assim ele ia acompanhá-la – Cho, também tenho que ir, meu horário de almoço está acabando, tenho que voltar ao Ministério, depois agente se fala.

Falou tudo num fôlego só e não deu oportunidade para que ela retrucasse, pois se apressou em se afastar da mesa. Saiu do restaurante, olhou para um lado e para o outro, mas nem sinal da cabeleira ruiva. Entrou no beco mais próximo e aparatou. Saiu da viela buscando Ginny, mas ela já devia ter entrado no Ministério.


****


É claro que aquilo não tinha a abalado, na verdade achava muito bom que tivesse acontecido, talvez assim ele a esquecesse. Já não aguentava mais aqueles olhares arrependidos que ele lhe lançava, ou o fato de Hermione insistir que ela deveria dar uma chance a ele. Agora que ele tinha retomado a “amizade” com a Chang, todos perceberiam que o que um dia existiu entre eles não poderia voltar a ser.

Mas ela não podia deixar de pensar que pra quem há poucos dias se mostrava tão interessado numa reconciliação, ele tinha sido bem rápido em arrumar uma “amiga”. Se bem que ele pareceu ligeiramente constrangido com a situação, pelo menos até antes de se juntar a ela e a Dino na mesa que ocupavam com sua acompanhante... Mas se bem que, depois de acomodado, ele estava absolutamente confortável e ficou todo convencido quando aquela vad... mulher o elogiou, mas se bem...

-Aaaah!!! Chega disso, eu não me importo – falou para si mesma enquanto adentrava a sua sala.

Sentou-se em sua mesa e se propôs a ler um imenso relatório que estava ali há dias, mas ela ainda não tinha tido tempo, e nem paciência, para ler antes, afinal nada melhor do que ocupar a cabeça para espantar pensamentos incômodos. A questão é que como qualquer outro relatório, aquele em questão não era o que se podia chamar de uma boa leitura, por isso, depois de ler o primeiro parágrafo mil vezes, sua mente começou a vagar por um lugar realmente perigoso.

“E ele ainda dizia que ela era entediante...”, estava lembrando de uma conversa que tiveram, na qual ela o forçou a dizer como tinha sido o relacionamento dele com a chinesa. Molhado, tedioso e rápido foi como ele definiu o “namoro” deles... Humf! Talvez atualmente ela não fosse tão chata quanto antes, ou talvez ele tivesse mudado os parâmetros, e com isso ela tenha se tornado atraente para ele.

...

Mas... E os beijos que ELE, isso ela queria deixar claro até para sua própria consciência, tinha dado nela? Será que não tinham mexido com ele? Será que ele ia desistir assim tão fácil e se contentar em ter a Chang por prêmio de consolação? Logo ele que costumava ser tão persistente, tão teimoso!Ele ia desistir assim tão facilmente?

Sacudiu a cabeça para se livrar daquele redemoinho que se formava na sua mente e que estava a deixando atordoada a ponto de fazê-la ter um pensamento desses. Família. Eles nunca foram uma família e se dependesse dela ia continuar assim. É claro que Matt fazia parte da vida dela e da de Harry também, ela sabia que o filho seria um laço que os ligaria para sempre, mas isso não significava que os três formavam uma família.

Ainda mais agora... Humf! Se ele queria tanto uma família tinha toda liberdade para formar uma com a vaga... Chang, podia encher a casa de crianças com cabelos negros e bagunçados, de olhos puxados e verdes. De repente sua imaginação a obrigou a assistir a imagem de um Matt feliz de mãos dadas com a oriental e o pai, deixando a ruiva para trás.

-NÃO!!! – não conseguiu reprimir o horror que a cena lhe causava.

-Não o que? – ouviu a voz de Harry, que acabava de entrar na sala.

O susto que a voz grave lhe causou, foi o suficiente para apagar a cena que a pouco a atormentava, dando lugar à irritação assim que viu Harry parado em frente a sua mesa.

-Nada! – respondeu seca e voltou a leitura do relatório.

-Como nada?! Quando entrei aqui você parecia bem perturbada, não quer me contar o que houve? – o jeito carinhoso e preocupado com que ele se dirigiu a ela causou o efeito de aumentar seu estado de irritação.

-Já disse que nada, ao menos nada que seja do seu interesse – disse sem encarar o moreno, enquanto fingia ler os pergaminhos a sua frente.

-Desculpe, só fiquei preocupado – percebeu pelo canto dos olhos que ele voltava para a mesa dele.

Depois disso os dois se mantiveram em silêncio. Ginny tentava a todo custo se concentrar no texto, mas não conseguia. Por mais que tentasse a visão de Harry junto a oriental no restaurante lhe causou um sentimento que ela não queria nem pensar no nome, apesar de saber exatamente como chamar o que estava sentindo, por que assim era como se de alguma forma ela admitisse que sentia alguma coisa por ele.

A medida que o tempo foi passando, a raiva foi tomando conta dela. O que mais a indignava era o fato de Harry, desde que havia retornado, dar mostras de que a queria e agora já estava se envolvendo com outra pessoa. Não conseguiu segurar as palavras na boca.

-Há quanto tempo retomou sua amizade com a Chang?

A princípio o moreno a olhou como se perguntasse se ela estava falando com ele, porém, assim que pareceu computar a pergunta que lhe foi feita, um discreto sorriso se desenhou em seus lábios.

-A encontrei há uns dias no Beco – disse ele num tom displicente, mas ao mesmo tempo provocante.

-Hum... – já tinha falado demais, por isso achou que soltar um pequeno murmúrio pelos lábios fechados, era mais seguro.

-E você e Dino? Também retomaram a AMIZADE – ela percebeu o tom irônico com que ele disse a última palavra – Se bem que com a freqüência de cartas e convites para almoço que ele lhe enviou essa semana...

Ginny entendeu que a pausa que ele deu foi estratégica, ele queria que de alguma forma ela completasse a frase. Mas a ruiva, um pouco mais animada por detectar ciúmes da parte dele, se reservou ao direito de ficar calada.

-E então? Vocês voltaram a ser amigos? – sabia que Harry não ia se dar por satisfeito com o silêncio.

-Talvez – respondeu sem tirar os olhos do relatório e esperou a reação do moreno.

-Então... Vocês... voltaram a...

-Talvez.

O que não era mentira, pois depois do segundo beijo, ela tinha visto em Dino a oportunidade de se livrar de qualquer resquício do sentimento sentia por Harry. Tudo bem que até a pouco, o ciúme tinha se feito presente, mas isso não mudava nada. Estava realmente disposta a tentar um relacionamento com o ex-namorado.

De repente, uma corrente de ar fez com que todos os pergaminhos e objetos que antes ocupavam mesas e armários, fossem jogados ao chão. Olhou para a mesa de Harry, os olhos dele estavam mais escuros do que o normal e seu rosto estava vermelho. Assim que percebeu a ruiva o olhando se levantou, dando a desculpa de que tinha algo para falar com Tidwell, o chefe da seção.

Assim que o homem atravessou a porta, pisando duro, ela sorriu. Ela podia não querer nada com ele, mas fez muito bem ao seu ego saber que ele se descontrolou por causa dela.


****


Ainda não conseguia acreditar. Como ela tinha sido capaz de uma coisa dessas?! Definitivamente ela tinha mudado muito nesses últimos anos. Estava prestes a fazer o que ia fazer e ainda agia como se aquilo fosse natural, como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Ele estava se sentindo terrivelmente incomodado com a atitude dela, ela devia se sentir no mínimo constrangida na frente dele, devia ao menos parar de agir tão, tão... normal. Ah! Se ele pudesse... Com certeza lhe diria o que pensava sobre aquilo, mas tinha prometido a amiga que não falaria nada, isso podia complicar as coisas entre as duas, afinal só Hermione estava sabendo, além dele, é claro.

Escutou batidas na porta da sala, antes de um rapaz vestindo o que parecia um uniforme, abrir a porta e pedir licença antes de atravessar a sala carregando um enorme buquê de margaridas. O garoto entregou as flores para a ruiva que estava ligeiramente surpresa com a entrega, em seguida estendeu um pequeno envelope e se retirou da sala.

Harry ficou observando a ruiva enquanto ela abria o cartão. Viu que ao fim da leitura ela deu um pequeno sorriso para em seguida conjurar um vaso com água, acomodar as flores ali e depois voltou a se concentrar no que fazia antes de ser interrompida. Aquilo irritou mais ainda o moreno.

Mesmo agora, Ginny não parecia envergonhada, continuava com aquela atitude de que tudo era muito normal. Isso ele não podia agüentar.

-Belas flores! – sua voz saiu de forma que seu desagrado com a situação ficou bem evidente.

-São mesmo – ela disse sem olhá-lo.

-Posso perguntar quem é o seu admirador? – é claro que ele sabia quem era, mas queria ouvir da boca dela.

-Na verdade não – a ruiva disse enquanto mantinha a cabeça baixa.

-Foi o Thomas quem lhe mandou isso, não foi? – insistiu.

-Harry, minha vida pessoal não é do seu interesse.

-Como não? É claro que é! – afirmou indignado.

-Leia os meus lábios – agora ela o encarava - Eu não lhe devo satisfações da minha vida!

-Claro que deve, eu sou o pai do seu filho!

-Sim. Mas não é MEU pai, ou seja, não se meta, volte a trabalhar e pare de me perturbar.

-Eu tenho que saber com que tipo de gente você anda se metendo, para saber, consequentemente, com que tipo de gente meu filho vai ter contato.

-Bem, na verdade quem vai ter CONTATO sou eu, se é que me entende?! – ela tinha tomado àquela postura desafiadora que ele tão bem conhecia – Além do mais, sei muito bem discernir se a presença de alguém é ou não saudável para o MEU filho.

-NOSSO filho – a corrigiu, antes de continuar – Pode ser que o que você considere saudável, não valha pra mim.

Viu ela se levantar em um rompante e vir em direção a sua mesa com a face vermelha de raiva.

-Eu não reclamo da possibilidade do meu filho ter contato com a sua amiguinha Chang, uma presença mais nociva do que essa, impossível.

-Não mude de assunto – ele também tinha se levantado e agora seus rostos estavam a apenas milímetros de distância.

-O assunto é o mesmo, queridinho – Harry abriu a boca para retrucar, mas Ginny não lhe deu oportunidade – Na verdade, isso não me interessa, você faz da sua vida o que quiser, sai com quem quiser, só não venha se meter na minha vida - dizendo isso a ruiva pegou a bolsa e saiu bufando da sala.

Como ele não ia se meter? Ela estava namorando aquele galanteador barato do Thomas, ele não podia deixar que seu filho fosse obrigado a conviver com aquele mala, além do mais, não podia permitir que alguém se interpusesse entre eles.

O expediente já estava quase no fim, com a cabeça quente não ia conseguir produzir mais nada, resolveu ir para casa.


****

Antes ele não era tão imbecil. Quem ele achava que era para se meter na vida dela assim?! Ser pai de Matt não dava a ele o direito de querer tomar satisfação do que ela fazia.

-Ginny, meu amor, você está bem? – a voz de Dino interrompeu sua sessão de xingamentos.

-Estou sim.

-Você parece estar chateada – sentiu ele lhe fazer um leve carinho no rosto.

-Não é nada, tive alguns problemas no trabalho – o que não deixava de ser verdade – mas nada que eu não possa superar – pôs a mão sobre a dele que ainda acariciava sua bochecha.

-Pare de pensar em trabalho, tente relaxar um pouco, vou pedir algo para bebermos.

Dino olhou em volta e com um discreto aceno de mão chamou um dos garçons. Acompanhou a discussão entre os dois sobre os vinhos do menu, quais deles mais se adequaria ao prato que ele pesava em pedir para os dois. Ginny não podia deixar de se sentir encantada pela sofisticação do homem a sua frente.

A liberdade com que discurssava sobre os vinhos e aqueles pratos chiques que haviam no cardápio do restaurante em que tinham ido aquela noite, conseguiam exercer um fascínio sobre ela. O jeito simples, mas elegante como ele se vestia o tornava ainda mais atraente.

Aquela era a primeira vez que saiam à noite e como namorados. Em um dos almoços, há uma semana atrás, ele tinha desistido da pose de amigo e a surpreendido com um beijo, no início ela não correspondeu, mas resolveu que nada melhor do que um novo relacionamento, para dar um fim definitivo a um antigo. Tudo bem... Ela tinha plena consciência que isso não era verdade, mas na falta de algo melhor, resolveu arriscar.

O vinho chegou, o garçom serviu um pouco em uma taça e a ofereceu a Ginny. Depois de a ruiva beber um gole do vinho e aprová-lo (Hermione havia lhe ensinado que era assim que tinha que se portar), o homem completou as duas taças que estavam na mesa e se retirou. A ruiva bebeu um gole e se deliciou com o sabor da bebida, adorava vinho.

Dino começou uma conversa muito interessante sobre pintores trouxas, ela adorava arte. Quando voltou dos Estados Unidos e adiou por mais um ano sua entrada no curso preparatório de auror por conta de Matt, Hermione, que sabia do seu talento para pintura, a levava para visitar galerias de arte e museus de Londres sempre que tinha uma folga no curso de curandeira. A cunhada sugeriu que ela fizesse alguns cursos e assim Ginny conheceu a arte trouxa.

A medida que Dino ia expressando seu fascínio pelas obras de Leonardo da Vinci, ela o escutava interessada e ingeria em goles pequenos o seu vinho. Acontece que a comida estava demorando a chegar e enquanto isso, ela não se cansava de beber o conteúdo da sua taça, que sempre que esvaziava era prontamente preenchido pelo atento garçom. À partir de determinado momento sua mente passou a ficar embotada. Por Merlin quando a comida ia chegar?!

De vez em quando, Dino se curvava levemente sobre a mesa e fazia com que seus lábios encontrassem os dela em um beijo carinhoso, ele era tão encantador. Tão diferente daquele idiota! Argh... Como ela tinha sentido raiva da ousadia dele. Como é que ele se atrevia a se meter na vida dela? E daí que ela estivesse namorando com Dino? Ele não tinha nada a ver com isso. Ser pai do filho dela não lhe dava direito nenhum sobre ela.

Alguém encheu sua taça mais uma vez. Ah! Ele merecia ouvir umas verdades. Então quer dizer que ele depois de ir embora e passar anos fora perambulando por aí, sabe lá Merlin por onde e com QUEM! Com quem sim, por que ela duvidava que ele tivesse passado esse tempo todo sozinho, ele era bonito demais para isso, é lógico que deve ter se envolvido com alguém, agora ela sabia que ele estava saindo com aquela vad.., vagab... com a Chang.

Relembrando a cena de mais cedo, percebeu que tinha perdido uma boa oportunidade de lhe dizer umas coisinhas. Sentiu uma mão apertar a sua, tentou se concentrar para conseguir entender o que Dino estava dizendo... Algo sobre ir conhecer o apartamento dele, mas ela não tinha muita certeza. Ouvir música, claro, ela adorava. Queria ir ao banheiro, se levantou. Nossa! É... ela estava meio tonta.

Tentou dar o primeiro passo, mas quase caiu, alguém veio em seu socorro... É, é melhor irmos embora. É, talvez um banho lhe faça bem... Seu apartamento? É, pode ser. Sua mãe não podia a ver assim, não, não, não, nem pensar! E Matt, como ia explicar seu estado para o filho?! Pensou no filho e imediatamente veio à sua mente uma imagem do pai dele. Ah! Ele precisava ouvir umas coisinhas.

Sentiu um leve desconforto na barriga.

-Ginny!? – ela tentou caminhar, novamente trocou os pés, mas dessa vez foi de encontro ao chão, começou a rir, alguém lhe estendeu a mão para ajudá-la a levantar.

-Obrigada, Dino!

****

Abriu os olhos, mas os fechou imediatamente em seguida, a claridade a incomodou mais do que o normal, a cabeça latejava. Respirou fundo, afim de recuperar a consciência que a dor e a claridade tinham a feito perder, tentou lembrar da última noite.

Como tinha chegado em casa? Por que ela estava em casa, não estava? Bem, ela estava deitada numa cama. Mexeu o corpo um pouco... Não, definitivamente essa não era a sua cama. Percebeu um peso em sua cintura, como ficou com receio de uma nova onda de dor e fotofobia, apenas tateou o “peso”.

Era um braço, definitivamente era um braço.

“Meu Merlin, o que foi que eu fiz?!”.


****


N/A: Ok, ok, não vou nem tentar me desculpar, mas vou dizer uma coisa: Estou tentando escrever e postar os capítulos o mais rápido possível.

Agora um comentário para a Ginny: tsc, tsc, tsc, o que o álcool faz com uma pessoa hein?!

E aí o que vocês acham que vai acontecer, ou melhor, o que aconteceu? *entra música de suspense típica de novela mexicana* Cenas do próximo capítulo, hehehe...



Carol Lee: Obrigada pelo elogio, a intenção era essa mesma, quando escrevi o capítulo estava inspirada pelo espírito natalino (que ao que parece visitou a Ginny também). Quanto as piadas e comentários engraçados que ocorreram durante o diálogo entre o Rony e o Harry, bem.. eu seria bem definida com a seguinte frase: ela perde o amigo, mas não perde a piada. Além disso, quando eu li os livros, o Rony que eu captei, é um cara bem engraçado, então no fim das contas, sem sentir (eu juro) o diálogo saiu assim, que bom que você gostou. BJOS, não deixe de ler o próximo viu?!

Penny Lane: A cena da neve me consumiu um bom tempo, eu queria que ela passasse uma imagem bem família mesmo, ler o seu comentário (Foi L-I-N-D-A), foi muito bom, me deu a sensação de missão cumprida. Espero que tenha gostado deste capítulo, aguardo seu comentário. BJOS

Danielle Weasey Potter: Valeu pelo elogio e desculpe por, infelizmente, não ter conseguido atender ao seu pedido de não demorar a atualizar. Bem, tomara que o esse capítulo compense a espera. BJOS e continue acompanhando.


Mari Black: Ah então quer dizer que meu capítulo fez você se atrasar? Isso quer dizer que você não conseguia parar de ler o que consequentemente quer dizer que você gostou, certo? Tomara que este capítulo tenha te agradado também. BJOS e comente.

Dessa Potter: Sim, você precisa dizer que adorou o momento família, afinal do mesmo modo que você fica ansiosa para ler os capítulos (assim espero) eu fico ansiosíssima para ler os comentários, hehehe... E quanto a Mione: lembre-se, ela é uma garota inteligente e sabe o que faz... A dúvida sobre como construir um boneco de neve, eu compartilho com o Harry e a Ginny, eu sempre me pergunto como eu faria para colocar uma bola sobre a outra sem desmanchar ao menos uma delas. Enfim, espero que você tenha gostado desse capítulo também. BJOS e não deixe de comentar.

Tonks & Lupin: Aqui está a atualização, após muito tempo, é verdade, mas aqui está. BJOS.


Bem, é isso, comentem, isso é muito importante para mim.

Até o próximo capítulo, quando todos nos saberemos o que foi a que a Ginny fez.


BJOS.

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