Capitulo Seis – Conquista fácil
“She believes in everything – Ela acredita em tudo”.
Lyla – Oasis
- Draco... Ele não vai ter coragem. – dizia Gina. Ela e Draco conversavam sobre a prova de Harry na sala de estar da casa dele, tarde da noite. – Mude essa tarefa, por favor.
- Não posso, Gina. – disse ele – Eu vou me vingar daquele...
- Não vai não! Se fizer alguma coisa com ele, pode ter certeza que eu nunca mais olho na sua cara.
- Não é por que você gosta dele que eu tenho que gostar. E você não agüentaria ficar nem cinco minutos longe do Draco aqui. – disse ele, se gabando com um enorme sorriso.
- Como você é engraçado... – ironizou Gina. – Não me interessa se você gosta dele ou não. Você vai mudar essa maldita prova ou eu não me chamo Virgínia Molly Weasley.
- Mais em breve o seu nome vai ser Virgínia Malfoy. Não é que combina? – disse ele.
- Se eu mudar meu nome vai ser para Virgínia Potter. Isso sim fica perfeito.
- Por que tem que me dizer a verdade na cara? Não pode fingir que eu tenho alguma chance? – perguntou.
- Exatamente: Você não tem chance. Então pare com isso, mude a prova e facilite as coisas pra mim, querido.
- O que eu ganho com isso? – perguntou Draco quando percebeu que a ruiva faria tudo para que Harry entrasse no grupo. Gina chegou mais perto dele e sussurrou em seu ouvido:
- O que você quiser.
- Atrapalho alguma coisa? – perguntou alguém, vindo do corredor. Isabel entrou, sem esperar resposta. – Gina, preciso falar com você.
- Tudo bem – disse a ruiva.
- Tudo bem, eu saio. A casa é toda sua. Boa noite, garotas. – disse o homem, deixando-as a sós e indo para o seu quarto.
– O que é Bel? – perguntou Gina.
- Eu passei a tarde com o Harry e ele me pediu para ajudá-lo com a Sangue-Ruim. – disse Isabel.
- Passou a tarde com ele? – espantou-se a outra.
- Algum problema? – provocou Isabel – Eu quero saber como posso ajudar você a convencê-la de que ela tem que ficar com ele.
- Está bem. – disse Gina – Eu também quero que ele entre logo pro grupo. Mas, por enquanto, não vamos fazer nada. Eu vou ver se convenço o Draco a mudar essa prova... A Mione nunca vai deixar o Harry chegar perto dela...
- E posso saber como você vai convencer o Draco?
- Eu tenho meus truques pra lidar com ele...
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Harry passou pela sala e disse um “Alô” para Hermione, afim de evitá-la. Foi para o seu quarto e se jogou em sua cama. Por que ele aceitara aquela maldita prova?
“Agora não terei mais paz” pensou.
“Mas, se não aceitasse, não teria Gina” lembrou.
Não muito tempo depois, a porta se abriu. Ele nem precisou olhar para a porta, pois reconheceria aquela voz em qualquer lugar.
- Está fugindo de mim ou é impressão minha, Potter? – perguntou ela. Harry sentou-se e encarou-a.
- Por que eu fugiria de você, Mione? – respondeu, cínico. Hermione sentou-se na cama dele também.
- Harry, eu quero saber o que está acontecendo com você. Eu não tinha tido oportunidade de perguntar, mas agora eu quero saber. – disse ela, séria.
- Não há nada de errado comigo. Por que haveria?
- Como você está irônico hoje. Será que foi culpa da Isabel McLagan?
- Como sabe da Isabel? – assustou-se Harry.
- O Rony me disse que ela esteve aqui hoje de manhã. A propósito, por que não nos esperou para o café da manhã?
- Eu acordei com fome. – mentiu ele.
- Foi com ela que você passou toda a tarde trancado em seu escritório sexta-feira?
- Não. Foi com a Cho. Não sabia que agora você estava investigando a minha vida.
- Não estou. – disse Hermione, levantando-se e andando pelo quarto. Harry a observou. - Não sabia que você tinha se tornado amigo da Isabel McLagan.
- A Cho me apresentou a elas.
- É por causa delas que você tem deixado o Rony e eu de lado?
- Eu não deixei vocês de lado.
- Deixou sim. Harry... Por que está tão distante? Eu te fiz alguma coisa? Você não tem idéia de como é achar que você fez alguma coisa errada... – dizia Hermione. Harry apenas fez um sinal para ela silenciar.
- Você não fez nada. Eu é que acabei esquecendo os amigos depois de... tudo. - disse ele. Acabara de ter um plano para conseguir entrar no grupo. Até ele ficou surpreso com a sua criatividade.
- Tudo o quê? – perguntou Hermione, intrigada. Harry fingiu estar arrependido.
- Depois que você começou a namorar o Rony eu meio que pirei. – disse – Eu achava que era um ciúme entre amigos, mas não era.
- Está querendo dizer o quê?
- Nunca passou pela sua cabeça que eu poderia gostar de você de outro jeito que não fosse amizade?
- Mas você não gosta de mim de outro jeito...
- É triste perceber que você não está nem aí pra mim. – disse ele. Harry se levantou e abriu a porta do quarto, fazendo sinal para ela sair. Hermione foi até lá e fechou a porta.
- Me explica isso direito. – pediu ela.
- Eu percebi no quinto ano, quando eu fiquei com a Cho. Ela não era o que eu queria, mas eu continuei ficando com ela pra te fazer ciúmes – inventou Harry. Estava se segurando para não rir. Sua história estava ficando cada vez mais brilhante. Hermione o olhava atentamente.
- Supondo que isso seja verdade...
- É verdade. Por que não acredita em mim?
- Não disse que não acreditava. – suspirou Hermione – O que eu quero saber é o que isso que está me falando tem a ver com o fato de ter se afastado de mim e do Rony. Nós somos seus melhores amigos.
- Eu simplesmente não suporto ver vocês se beijando... Eu seria capaz de começar a espancá-lo. Por isso eu me afastei... Já que eu perdi, eu tenho que assumir a derrota e deixar você ficar com quem quiser. – finalizou olhando o chão. Se olhasse para ela, com certeza, iria gargalhar.
- Não sabia que gostava de mim, Harry. Juro que se eu soubesse eu não namoraria o Rony... – “Parece que ela acreditou”. pensou Harry.
- Tudo bem...Se você gosta dele eu só posso continuar chorando. – disse Harry. - Você não achava que ele beija mal? – perguntou, lembrando-se da conversa dela com Gina que ele ouvira.
- A Gina te disse? – assustou-se Hermione.
- Disse. – assumiu. Hermione corou violentamente ao lembrar-se do que disse aquele dia. – Eu até fiquei um pouco esperançoso quando você disse que me achava... gostoso. Mas você pareceu namorando o Rony na semana seguinte...
- EU VOU MATAR A GINA! – berrou Hermione. – Como ela diz uma coisa dessas a você... Ah, meu Merlin, o que ela tem na cabeça...?
- Hermione, ela sabe que eu gosto de você. – disse Harry.
- Mesmo assim, ela vai me pagar. – disse ela. – Mas, que mal lhe pergunte, desde quando você confia mais nela do que em mim? Desde quando se tornaram íntimos? – perguntou. Harry começou a suar frio. Teria que confessar que também estava beijando Gina...
- Ergh... Desde que fomos namorados aquela vez. Nós mantemos contato, sabe. – respondeu.
- Contato físico, você quer dizer. – disse Hermione.
- Também – disse Harry e riu.
- Eu não acho graça no que está fazendo.
- O que eu estou fazendo?
- Está enganando três mulheres, porque, se você gosta mesmo de mim, nenhuma delas tem chance com você.
- Eu já disse, elas sabem que eu não gosto delas.
- A Gina que eu conheço não deixaria o garoto que ela está ficando sair por aí beijando outras.
- Mas ela também “sai por aí” beijando outros, se você quer saber.
- Duvido.
- Mione, acredite ou não, eu a conheço melhor do que você. Mas o assunto aqui não é a Gina.
- Tem razão. O “assunto aqui” é o porquê de você estar fazendo essas coisas... Meu melhor amigo não ficaria fazendo sei lá o que com a Cho ao invés de trabalhar, nem enganaria ninguém como você está fazendo.
- Você não entendeu uma palavra do que disse. Então eu vou te explicar... – disse Harry. – Eu estou ficando com quatro garotas ao mesmo tempo porque eu não tenho mais o que fazer da minha vida e esse é o único jeito de parar de pensar em você. Quando elas estão comigo eu esqueço que você está com o Rony.
- Isso é verdade. Hoje à tarde você não parecia nem lembrar que eu existo enquanto comia morango com chantilly.
- O quê? – exaltou-se Harry. Como Hermione sabia o que ele tinha feito?
- Eu vi quase tudo o que aconteceu. Tomei a liberdade de te seguir e pegar sua capa emprestada pra ver o que vocês faziam pelo buraco da fechadura do banheiro. – disse ela enquanto fazia uma cara de “quero-ver-você-sair-dessa”. Ele realmente ficou alguns instantes só olhando para ela.
- Você viu e ouviu tudo? – perguntou ele.
- Eu achei que já tinha visto o suficiente quando ela “terminou” de te “limpar”. Devo dizer que ela é uma bela de uma...
- Não é pra tanto, Mione. – interrompeu-a Harry - A Cho e a Kris são bem piores.
- Kris? Tem mais uma? – perguntou Hermione, olhando feio. Harry confirmou com a cabeça. – Ah, pelo amor de Merlin – disse Hermione. Ela foi até o parapeito da janela e olhou para fora. - Só queria saber onde você aprendeu a fazer tudo aquilo. – continuou depois de um tempo.
- Não é uma questão de aprender... É uma questão de prática. – respondeu.
- Ah... Então você já praticou bastante?
- Não. Eu ainda nem “peguei” alguma delas literalmente.
- Sabe, eu fico um pouquinho constrangida em te dizer isso, mas... – Ela estava realmente corada, muito mais do que antes. – Eu te achei ainda mais, ahn, gostoso quando te vi com a Isabel. Adorei o que vocês fizeram. Eu queria que eu fosse ela naquela hora...
- O QUÊ? – gritou Harry. Como assim? Ele não estava entendendo nada...
- O Rony é meio lerdo... Nós nos beijamos há anos, mas só agora ele me pediu em namoro. E ele nem tenta alguma coisa mais séria, entende? Acho que ele têm medo de encostar em mim, mas eu adoraria se ele fizesse isso porque eu sinto um desejo de saber como é ser tocada...
- E eu sinto um desejo de te tocar... – disse Harry. – Por que não unir o útil ao agradável?
-Eu não sei. Não quero faze isso como Rony. Não quero terminar com ele. – disse ela.
- E quem falou em terminar?
- Traí-lo nem pensar. Se bem que as circunstancias estão quase me levando a cometer uma loucura...
- Então, Mi... Pense nisso. Garanto que vou fazer o possível pra te satisfazer.
- Eu sei que vai... É que... Ah, não sei...
Ele foi se aproximando cada vez mais dela até beijá-la. Abriu a boca devagar e aprofundou sua língua cuidadosamente. Era diferente de beijar as outras garotas, pois Hermione era sua melhor amiga e ele sentia alguma coisa por ela. Harry gostava muito de Gina, mas o beijo dela não provocava essa sensação de bem-estar que ele sentia agora...
- Harry... – sussurrou ela, afastando-se. - Quero que saiba que gosto muito de você e não quero te magoar. Não se sente mal por me ter só na cama?
- Não me importo. Desde de que eu posso ter você pertinho assim... – disse ele, sorrindo antes de beijá-la novamente. – Nem que seja só na cama.
- Mais uma coisa. – disse ela.
- Dá pra calar a boca e me deixar te beijar?
- É que eu não sei se quero perder a virgindade com você...
Harry ficou encarando-a como se ela fosse louca. Ele tinha conseguido e agora ela dizia que não queria mais... “Nunca vou entender as mulheres!” pensou ele. Mais ele tinha que convencê-la. Talvez com o tempo ela deixasse...
- Tudo bem. – disse Harry, com cara de cachorro sem dono.
- Obrigada. Agora eu sei que você gosta de mim de verdade. Mas quem eu gosto mesmo é o Rony. Se ele fosse um pouco mais rápido... – desabafou ela olhando para o chão. Harry não sabia o por quê, mas sentiu um aperto no peito.
- Pode me encontrar hoje de madrugada na sala? – perguntou Harry, pensando no plano perfeito.
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N/A: Qru lembrar alguns desavisados q essa fic não fala só sobre sexo. Pra ter noção a frase da fic eh “O prazer não é o único prazer”... Então, não precisa ter NC td cap. obrigatoriamente...
O acharam do cap? Os H/Hr d plantão devem tar dando pulos d alegria a essa hora... Ou não.
BjO pra minhas maninhas, Pink, Binha... e pah TD mundo q eu AMO pq COMENTA na minha FIC!!!
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