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7. A História de Théo


Fic: Antes era só um amigo...


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 7 - A História de Théo

Gina e Hermione ficaram parados sentados no chão ao lado de Rony, que ainda estava desfalecido, sem cor, mas ainda vivo. Os cortes já não sangravam mais pelo feitiço que Gina provavelvente tinha feito, mas estavam visivelmente abertos. Théo e Harry haviam ido até o balcão de atendimento solicitar maqueiros que pudessem levar Rony para o setor de emergência.
Assim que levaram Rony para dentro de uma sala que mais parecia uma UTI trouxa, Hermione se sentou em um dos bancos com lágrimas correndo livremente pelo seu rosto e Harry logo ao seu lado, o amigo a envolveu com o braço esquerdo e disse:

- Relaxa, ele vai ficar bem - no que ela limitou-se em assentir com a cabeça - Mas tem uma coisa que reamente me preocupa - continuou ele.
- O que é?
- O efeito daquele feitiço, ou o que quer que tenha acontecido com Rony, parecia muito o que tinha acontecido com Malfoy naquela vez em que nós duelamos no banheiro...
- Sectumsempra - murmurou ela, levantado a cabeça do ombro do amigo.
- Exatamente - confirmou Harry.
- Você sabe que poderia ter feito isso? - perguntou ela. E ele negou balançando a cabeça.

Neste momento Théo apareceu com quatro xícaras de chá sendo levitadas, sentando-se ao lado deles distribuiu as xícaras pegou uma pra ele e ficou com uma ainda flutuando virou-se para os outros e perguntou:

- Cadê a Gina? - olhando para todos os lados procurando a ruiva e lhe entregar a sua xícara de chá.
- Ela não quer sair da porta da UTI - respondeu Harry - Está lá, sentada no chão, não quer nem que eu fique perto dela - terminou ele meio pra baixo. Hermione viu quando o amigo afastou a lágrima solitária que teimava em correr sua face.
- Não fique assim, Harry - disse Théo em tom de consolo se levantando - Ele vai ficar bem. Mas agora, eu tenho que ir pra casa - e virando-se pra Hermione - Quer que eu leve você até em casa, Hermione?
- Realmente não é preciso, Théo - disse ela - Vou ficar aqui com Harry e Gina, eles vão precisar de apoio pra contar o que realmente aconteceu quando o resto da família chegar. Só o que eu eu realmente preciso fazer é avisar meus pais onde estou... - tirando a varinha do bolso, ela se concentrou na mensagem que queria passar aos pais[i] "Estou no hospital, vou passar a noite aqui, meu amigo Ronald Weasley vai ficar internado, e eu vou ficar pra dar apoio à família, amanhã cedo eu vou pra casa. Não se preocupem, ele vai ficar bem. Mione."[/i], pensando nisso murmurou[i] "Expecto Patronum"[/i] a lontra prateada irrompeu da ponta de sua varinha, mas ela não estava sozinha, estava acompanhada de um outro animal que saiu logo após a lontra, também da ponta de sua varinha, ela não sabia distingüir que animal era inicialmente, mas em seguida corou ao perceber que era um cão da raça Terrier, ou seja, o patrono do Rony. Quando os animais sumiram numa baforada de fumaça, ela se virou para Harry (que estava olhando pra ela com uma cara espantada) e Théo que estava agindo com muita naturalidade, já que nunca havia visto Hermione executar um feitiço do patrono.

- Realmente eu já vou indo - disse Théo olhando de Harry para Hermione - Entregue a xícara de chá dela, Harry. Amanhã cedo eu volto.
- Tchau, Théo - disseram Harry e Hermione juntos.

Quando o loiro desapareceu no girar de calcanhares e um estalo muito alto, Harry virou-se pra Hermione e disse:

- Vai me explicar o que foi aquilo? - perguntou ele com ar inquisidor, ela por sua vez resolveu se fazer de desintendida.
- Aquilo o quê? - o tom de voz dela não saiu exatamente como ela queria.
- O patrono do Rony saindo da sua varinha junto com o seu - ela já ia abrir a boca e dizer que ele estava vendo coisas, quando Gina falou atrás deles.
- Como é que é? - perguntou a ruiva - O patrono do meu irmão saiu da sua varinha?

Hermione ficou abrindo e fechando a boca sem conseguir emitir som nenhum. Nem ela sabia o que tinha acontecido.

- Deixamos esse assunto pra depois - disse Gina - A curandeira disse que Rony está bem, só que ela não está conseguindo fechar os cortes completamente, disse que o feitiço que o atingiu era realmente poderoso - aqui a ruiva respirou fundo - Ou muito malígno.
- E o Rony, como está? - perguntou Harry.
- Ela disse que ele está em um estado vegetativo, que os trouxas chamam de...
- Coma - concluiu Hermione.
- Exatamente. Ela disse que ele está vivo, dormindo, e só depende dele pra acordar, ou seja, nós podemos colocar As Esquisitonas no quarto, cantando Do the Hippogrif, que se ele não quiser, não acorda. Típico do Rony. - concluiu a ruiva se sentando, e escondendo o rosto com as mãos - A enfermeira disse que nunca tinha visto nada parecido com aquilo na vida, e que se não descobrirem o contra-feitiço pode ser que os cortes nunca se fechem por completo - continuou Gina erguendo o rosto para encará-los - E nós só vamos descobrir o contra-feitiço quando descobrir-mos quem fez isso à ele e porque fez. Rony é o tipo de pessoa que não faz mal nem a uma aranha, - comentou ela pensativa - Mas isso se deve ao fato que ele morre de medo delas - um minúsculo sorriso pareceu se formar em seus lábios, mas desapareceu em um piscar de olhos - Não consigo imaginar quem tenha feito isso a ele - termionou ela, deixando cair lágrimas silenciosas pelo seu rosto.

Harry sentou-se ao lado dela e entregou-lhe a xícara de chá, enquanto a envolvia em um abraço sincero.
Hermione que até então se manteve calada, virou-se para Harry e disse:

- Já sabe o que você tem que fazer, não é? Se nossas suspeitas estiverem certas, pode ser que no próprio livro tenha o contra-feitiço...
- Pode até ser, Hermione. Mas como eu vou fazer pra entrar lá novamente? - então se fez o clarão.
- O armário - falaram Harry e Hermione juntos.
- Vocês podem me dizer o que está acontecendo? Do que é que vocês estão falando? - disse Gina interrompendo o raciocínio lógico dos dois. Então Harry desatou a contar a história já conhecida por Gina, explicando porém como ele tinha chegado a essa conclusão.

Mas Hermione já estava muito mais adiantada que eles nas "investigações", ela estava andando de um lado pro imaginado um jeito de chegar ao armário da Borgin & Burkes sem despertar o interesse do Sr. Borgin. Ela colocou as mãos nos bolsos, em uma atitude bem "Rony", e disse aos outros dois:

- Você precisa achar o Malfoy, Harry.

Ele que ainda tentava acalmar Gina, não tinha entendido o que a amiga havia falado.

- O que disse, Mione?- perguntou ele levantando o rosto.
- Eu disse que você precisa achar o Malfoy.
- Como é que é? - disse Harry exatamente como Gina a uns instantes atrás - Qual é o motivo pra eu ter que ir atrás do Malfoy? Eu não falo com ele desde...
- O dia que você salvou a vida dele, eu sei. - completou ela - Mas eu não sei como se usa o Armário do Sumidouro e acho que você também não sabe, então vamos ter que ir atrás do Malfoy pra saber como se usa o armário. E pedir a ele que distraia o Sr. Borgin enquanto você passa entre os armários para procurar o livro.
- Mas como você pode ter tanta certeza de que é realmente o Sectusempra que o atingiu? - perguntou Harry.

Ela encolheu os ombros, em outra atitude "Rony", indiferente. Mas quando fez isso sentiu alguma coisa em seu bolso que não era para estar ali. Quando ela puxou o que quer que estivesse ali, sentiu como se tudo agora estivesse fazendo sentido.

- Está aqui a prova que precisamos - disse ela a Harry, estendendo a ele a página aparententemente arrancada do livro do Príncipe, Estudos Avançados no Preparo de Poções. Exatamente a mesma página que tinha escrito à margem a Mensagem: "Sectusempra. Para inimigos". - Acho que não precisamos de prova maior.
- Mas como você conseguiu isso? - perguntou Harry encarando o pergaminho. Hermione e Gina repararam que o pergaminho continha respingos de sangue.
- Estava na mão dele. Eu reparei o papel enquanto nós estávamos nos reunindo na chave de portal - comentou ela livremente. - Então eu o coloquei no bolso, pois o que quer que fosse, podia esperar.
- Certo, então - disse Harry, que não pode continuar o seu raciocínio, já que neste momento vieram o Sr. Weasley e Jorge correndo pelo corredor.
- Cadê o Rony? Como ele está? Onde ele está? - perguntou freneticamente o Sr. Weasley. Harry absteve Gina de repetir a história que ouviu da enfermeira mais uma vez, e resolveu ele mesmo contar toda história ao Sr. Weasley. - Então ninguém sabe o que aconteceu? - perguntou ele assim que Harry terminou de narrar os fatos.
- Não - respondeu Harry, ele não havia contado ao Sr. Weasley a sua suspeita do que tenha atingido Rony. Mas agora é que realmente caía a ficha, não era essa a principal pergunta a ser feita. A pergunta certa era: Quem e por quê?
- Precisamos avisar ao Fred - disse Jorge enquanto observava o Sr. Weasley conjurar um patrono para ir avisar ao seu irmão - Mamãe ficou em casa com ele, achamos melhor dar à ela uma poção do sono.

Enquanto eles conversavam, o cérebro de Harry trabalhava freneticamente. "Então de qualquer ponto em que a história fosse vista, eu não preciso voltar a Hogwarts, quem quer que tenha atacado Rony primeiro foi pegar o livro. Se não, de outra maneira poderia ter conseguido a página do livro..." Quanto mais ele pensava mais absurda essa história ficava. Resolveu, então contar à Hermione tudo o que estava passando por sua cabeça.

- Harry, essa história está ficando cada vez mais absurda - disse ela, e Gina concordava com ela acenando a cabeça - Simplesmente não faz sentido. Como alguém poderia saber onde você escondeu seu livro?
- Não sei - disse Harry - É quase impossível.
- QUASE, não quer dizer IMPOSSÍVEL, Harry - comentou Gina.
- Gina tem razão - falou Hermione - Às vezes, alguém poderia ter ouvido nossa conversa no dia em que enfeitiçou Malfoy, alguém poderia ter escutado você comentando que escondeu seu livro na sala precisa.
- Mas quem? - indagou Harry a elas. No entanto as duas pareceram sem ação.

Mas a resposta para essa questão só apareceria no dia seguinte.

***

Harry percebeu que estava fazendo uma vigília tão grande quanto no dia em que tivera a visão da cobra atacando o Sr. Weasley, e quando se deu conta o dia já havia amanhecido. E como coincidência, neste mesmo instante a curandeira-chefe apareceu dizendo que eles poderiam entrar no quarto para ver Rony. Mas que não adiantava eles mandarem ele acordar, gritar, chorar, nem fazer nada do gênero, pois Rony só poderia agir por conta própria.

- Ele só irá acordar quando o subconsciente dele achar que é a hora certa.
- O que dependendo do Rony pode significar muito tempo - disse Jorge.
- Como você consegue brincar numa hora dessa? - perguntou o Sr. Weasley.
- Ora, é muito fácil papai! Quer que eu te ensine? - brincou ele de novo. No que o pai o calou somente por fechar a cara.

Quando eles entraram no quarto, levaram um choque ao ver como Rony estava. Hermione pensou que se caso ele fosse uma pessoa normal pareceria apenas que estava dormindo. Mas ele não era uma pessoa que se poderia chamar de normal. Ele estava dormindo esticado na cama, com os braços colados ao corpo. Muito pálido. E com algumas bandagens pelo rosto e corpo para tapar os ferimentos.
Eles foram andando até o leito do ruivo para vê-lo de perto. Hermione não foi ousada o suficiente para tocá-lo. Sentir sua pele pressionada à dele reacenderia a chama que ela havia apagado quando ele a tocou na noite passada. Não foi tão corajosa quanto Gina (afinal ela é irmã dele!), que afastou os cabelos ruivos de Rony do rosto dele e lhe aplicou um beijo carinhoso na testa.
Ela não iria agüentar ficar mais nem um segundo ali vendo Rony naquele estado. Já estava saindo do quarto quando ouviu a voz de Harry pedindo pra ela esperar.

- Que foi? - perguntou ela quando Harry a alcançou.
- Nada. Só acho que esse momento deveria ser da família - disse Harry no momento em que a Sra. Weasley vinha pelo corredor parecendo um tigre prestes a atacar, puxando Fred pela orelha.
- COMO VOCÊS FORAM CAPAZES DE FAZER ISSO COMIGO? - bradava ela a plenos pulmões pelo corredor do hospital - COLOCAR POÇÃO DO SONO NA MINHA ÁGUA - Fred fazia uma careta de imensa dor, a Sra. Weasley puxava a orelha dele com tanta força que era capaz e arrancá-la fora - EU SOU SUA MÃE, SABE? - Harry nunca tinha visto a Sra. Weasley daquele jeito, ela parecia uma bomba prestes a explodir, ou uma onça prestes a atacar, não se admirava que todas as pessoas se encolhiam no canto quando ela passava bufando. Uma enfermeira com um rosto muito bondoso se aproximou dela, ainda muito receosa, enquanto ela ainda berrava. A matriarca Weasley ainda estava muito longe deles, aquele era o corredor mais comprido do quarto andar, tinha em média uns 50 metros de comprimento, e a Sra. Weasley ainda estava a uns trinta deles dois, mas parecia que estava berrando em seus ouvidos, tamanho era o eco produzido pela rugido da onça feroz. A enfermeira disse alguma coisa para a Sra. Weasley, que não pôde ser ouvido, mas logo em seguida eles souberam do que se tratava.
- FALAR MAIS BAIXO? COMO EU POSSO FALAR MAIS BAIXO? - perguntava ela à enfermeira que se encolheu no canto como muitas outras pessoas no corredor fizeram - A SENHORITA SABE QUEM É ESTE AQUI? - ela sacudiu Fred pela orelha - ELE É O MEU FILHO. O PAI DELE E O IRMÃO ME DERAM UMA POÇÃO DO SONO, AFIM DE NÃO ME DEIXAR VIR AO HOSPITAL. E VOCÊ CALE A BOCA - se dirigindo ao Fred que estava balbuciando algumas palavras incompreensíveis - E agora me diga - falou ela com uma voz macia e gelada - ONDE É QUE ESTÁ O MEU FILHO? - berrou ela mais uma vez. A enfermeira apontou o final do corredor, e aproveitou que a senhora ruiva estava olhando para onde ela apontou, saiu correndo dizendo que nunca mais voltaria aquele andar enquanto aquela família maluca não saísse dali.

Ela continuou andando com passos firmes, ainda puxando Fred pela orelha e murmurando palavras como: "Ainda não consigo acreditar!" e "Meus próprios filhos e o meu marido!". Jorge, o Sr. Weasley e Gina, pareciam ter ouvido a voz da comandante d'A Toca e saiu para dar uma espiada pela porta. Quando viram a mãe (e esposa), com uma expressão de fúria no rosto, todos arregalaram os olhos. Jorge e o Sr. Weasley entraram no quarto rapidamente, tentando se esconder. Enquanto Gina se uniu a Harry e Mione, dizendo:

- Vamos tomar um chá? - com um "quê" de súplica em sua voz. E Harry e Hermione atenderam prontamente o pedido da ruiva. Já que também não estavam certos se queriam ouvir os novos berros da mãe dela outra vez, acompanharam Gina até o Salão de Chá no quinto andar - Vocês acham que Rony vai acordar com berros da mamãe no quarto? - perguntou ela segurando a mão de Harry com uma expressão divertida no rosto.
- Acho que não - respondeu Harry com um sorrisinho estampando a face - Acho que ele vai querer dormir por mais tempo pra não sobrar pra ele - Todos cairam na risada, apesar do momento não ser o ideal.

***

Lá pela terceira xícara de chá Gina se dirige a eles e pergunta:

- Será que mamãe ja terminou de gritar?
- Acho que sua mãe foi presa por assassinato - disse Hermione, fazendo os outros rirem.
- Vou ao banheiro - disse Gina - Vem comigo, Mione?

Mas antes que Hermione abrisse a boca para responder, Harry indagou:

- Por que vocês garotas sempre têm que ao banheiro juntas? Vão se perder se forem sozinhas? - Gina amarrou a cara, mas Hermione fez uma expressão de alívio, já sabia o que Gina queria discutir no banheiro, e ela não estava afim de ouvir as brincadeirinhas dela à respeito do seu Patrono.
- Depois dessa eu vou ficar, Gina - Ela amarrou a cara ainda mais e lançou um olhar irritado à Harry. Bufando como um gatinho raivoso, ela saiu em rumo ao banheiro batendo o pé como uma criança birrenta. (N.A.: Eu sei que é muita comparação, mas a personalidade de Gina é assim mesmo)

Assim que Gina se afastou, Harry começou a dar indícios que queria falar sobre um assunto que sempre deixava Hermione corada: Rony.

- Já sabe o que vamos fazer em relação ao que aconteceu na noite passada? - perguntou Harry à ela. Mas ela estava tão distraída pensando, com saudade da sensação, dos lábios de Rony esquentando os seus. Sua mente viajou longe relembrando a noite que Rony a beijou. Ou fora ela que o beijara? Isso realmente não importava. O que ela mais queria saber era quando ela tornaria a ter aquela sensação gelada por fora e de queimação por dentro. Tudo o que tinha acontecido entre ela e Rony... Era tudo tão novo... Tudo tão gostoso de se viver... Mas também foi tudo muito rápido... Tão avassalador... Mas derrepente ela se viu voltando ao chão e se deu conta que já fazia alguns segundos que ela estava encarando Harry deliberadamente. Ele estava com uma expressão curiosa no rosto que ela não estava gostando.

- Mione? - perguntou ele franzindo a testa.
- Hun - respondeu Hermione ainda encarando os olhos do amigo.
- Onde é que você e Rony estavam quando saíram da festa no ministério? - ela corou até a raiz dos cabelos.
- Estávamos em Hogsmeade - ela respondeu com a voz de que não estava gostando do rumo daquela conversa. "Será que Rony contou alguma coisa pro Harry?" ela pensava. - Por quê? - acrescentou ela vendo que a expressão dele estava marota demais.
- Porque eu acho que sei o que vocês estavam fazendo lá - ao som dessa frase Hermione deixou cair no chão todo o seu chá. Harry riu.

Ela abriu a boca pra dizer alguma coisa, sem ter certeza do que realmente falar em uma hora dessa, a fechou de novo.

- Vamos ser diretos - falou ela por fim - Onde você pretende chegar?
- Bom - começou ele - Quando Gina saiu, você estava com o olhar vago. Do mesmo jeito que você fica quando está arquitetando algum plano maluco ou se RECORDANDO de alguma coisa.
- Não sabia que você me conhecia tanto - comentou a moça admirada.
- Eu fiquei olhando pra você e você ficou me encarando também - continuou ele como se não estivesse sido interrompido - Então de uma hora pra outra tive a impressão de estar sendo puxado para dentro da sua mente - ele estava com um tom de voz muito estranho, como o de quem pede desculpas - E vi você e o Rony... Bem você sabe, não é? Foi como se eu estivesse fazendo Legilimência em você. Agora eu me pergunto: Por que será que os meus dois melhores amigos não me contaram nada? - "Pelo menos agora eu já sei que Rony não contou nada" pensou.

Ela sorriu sem saber ao certo o que dizer à Harry, se nem ela e nem Rony pareciam querer tocar no assunto. Eles tinha um acordo subentendido para não tocarem no assunto. Foi realmente difícil olhar pra ele depois do ocorrido, mas agora ela achava que já tinha superado toda a vergonha.

- Bem, agora vejo que eu vou ter que aprender a usar a oclumência contra você - comentou ela sorrindo.
- É realmente estranho, eu particularmente nunca fiz isso.
- Agora nós descobrimos um novo dom de Harry Potter. Já pode até adotar um novo título: Harry Potter, o menino que xereta a vida alheia - disse Hermione irônica.
- É sério - retrucou ele - Vamos tentar de novo?
- O que? Deixar você invadir a minha mente de novo? Definitivamente não.
- Ah, deixa vai, Mione?
- Não.
- Suponho que Gina saiba do que aconteceu entre vocês?
- Sim - respondeu ela mal-humorada - Pensei que você já tivesse esquecido desse assunto. Eu não quero mais falar sobre isso.
- Então você contou à ela, mas não me contou. E eu que achava que nós éramos amigos.
- Se você quer mesmo saber - o seu tom de voz era muito baixo, assustava - Eu não contei nada a Gina, ela esperta foi inteligente o suficiente para deduzir sozinha. Não que você não seja.
- Agora você quer saber de uma coisa? Já tem mais de quatro anos que eu sei que vocês estão condenados a ficar juntos - disse Harry olhando pra cara perplexa que Hermione estava fazendo - Desde aquela briga de vocês depois daquele baile no quarto ano. Isso está estampado na testa de vocês dois - ele sorriu a amiga que retribuiu na mesma intensidade - Agora você vai me deixar tentar novamente?
- Tudo bem.
- Então concentre-se em uma lembrança sua, que eu não tenha visto - disse ele - Mas que agora você me deixaria saber - acrescentou ele olhando para cara que Hermione fez.

Ela se concentrou com todas as forças no dia que recebeu a carta de Hogwarts e encarou os olhos verdes de Harry, que disse:

- Se eu te conheço bem, você nesse dia devia estar achando que era alguma piada. Quem é que foi na sua casa explicar tudo aos seus pais?
- A professora McGonagall - respondeu ela sorrindo.

Neste momento Gina retornou acompanhada de todos os Weasley (Sr. e Sra. Weasley, Fred e Jorge) e Théo que estava com uma mochila nas costas.

- Oi - disse Théo à Harry e Hermione.

Eles sorriram em resposta.

- Eu estava dizendo a Sra. Weasley que eu vou ficar aqui no hospital fazendo companhia ao Ronald enquanto vocês vão pra casa comer alguma coisa, foi difícil convencê-la, mas por fim, ela aceitou - a Sra. Weasley sorriu em aprovação ao que Théo havia dito.

Hermione se levantou e disse:

- Tenho mesmo que ir pra casa. Avisei aos meus pais que estaria voltando pra casa hoje cedo.
- Não, Hermione - protestou a Sra. Weasley - Você vai pr'A Toca.
- Mas Sra. Weasley - retrucou ela - Nem roupa pra me trocar eu tenho na sua casa.
- Mas... - a Sra. Weasley já ia recomeçar a falar quando Gina a interrompeu:
- Vamos fazer o seguinte: a Mione vai pra casa dela, conversa com os pais, pega as suas coisas, e na hora do almoço ela vai lá pra casa e almoça com a gente? - a ruivinha olhou no rosto de cada um e viu que mesmo em silêncio todos estavam concordando. - Ótimo! - disse ela por fim.

Hermione se despediu de todos, e prometeu a todos que voltaria à Toca na hora do almoço. Desaparatou. Os outros Weasley e Harry ficaram no hospital por mais um tempo mas logo depois desaparataram também deixando Théo sozinho no hospital. Este no entanto se dirigiu ao quarto em que Rony estava, sentou-se na cadeira próxima a cama, retirou um livro de sua mochila pesada e desatou-se a ler.

***

No fim da manhã, quando chegou na casa dos Weasley, Hermione ocupou o antigo quarto de Gui e Carlinhos apesar das insistências claras de Gina para dividir o quarto com ela.
Já o almoço não foi uma refeição das mais divertidas que eles já partilharam n'A Toca. Estavam todos pesarosos com o acontecido na noite anterior.
Assim que terminaram, Harry, Gina e Hermione, subiram ao quarto que a morena estava temporariamente ocupando para conversarem.

- Tem uma coisa que eu ainda não contei para vocês - falou Harry assim que Hermione trancou a porta e lançou o "Abaffiato".
- O quê? - indagaram Gina e Hermione juntas.
- De qualquer ângulo que a situação for vista, eu não vou precisar ir atrás do Malfoy.
- Por quê? - perguntou Gina a ele, mas foi Hermione que respondeu.
- Porque quem quer te tenha feito isso ao Rony precisou ter tirado o livro de Hogwarts primeiro - respondeu ela retirando do bolso a página rasgada do livro.

No meio da tarde eles três retornaram ao hospital. Os gêmeos já tinham retornado à loja, o sr. Weasley ao Ministério e a sra. Weasley foi ao Beco Diagonal comprar algumas coisas que estavam faltando e assim que chegasse iria correndo ao hospital.
Logo que entraram no quarto, encontraram Rony ainda dormindo profundamente, e Théo sentado próximo a ele com um pesado livro nas mãos, que Harry e Hermione reconheceram imediatamente.

- O que está fazendo com esse livro? - perguntou Harry à Théo.
- Ah! Esse? - perguntou Théo fechando o livro e mostrando a capa dele a Harry.
- É! De quem ele é?
- Peguei emprestado com a minha irmã. Na realidade ela nem sabe que eu peguei emprestado. - respondeu Théo com simplicidade.
- Sua irmã? - perguntou Hermione - Quem é a sua irmã?
- Vocês devem tê-la conhecido, ela me disse ontem à noite que conhecia vocês da escola.
- Qual é o nome dela? - perguntou Gina.
- Lilá Brown - respondeu ele. Hermione sentiu uma ligeira pontada no estômago quando ouviu esse nome. Não, não podia ser o que ela estava pensando.

Olhando para Harry e Gina, ela viu no rosto deles a mesma expressão de perplexidade que o dela deveria estar. Desviando o seu olhar pra porta, reparou que a mesma ainda estava aberta, e a fechou rapidamente. Queria ouvir direito toda essa história.

- Théo - começou Harry - Você nunca me disse que tinha uma irmã.
- É porque nós fomos criados separados - disse Théo - Fiquei sabendo da história completa a pouco tempo, fiquei sabendo algumas semanas depois daquela festa no Ministério. Mas se você quiser eu te conto tudo. - Harry, Gina e Hermione concordaram com ele assentindo com a cabeça.

Harry e Gina se sentaram em uma pequena poltrona que havia ali, e Hermione conjurou uma poltrona pra ela muito confortável de chintz, muito parecida com a que Dumbledore usou no dia do julgamento de Harry por uso indevido da magia no quinto ano.

Capítulo 7.1 - A História de Théo ( Parte II ) - Micro Capítulo.

- Quando eu nasci, meu pai descobriu que a minha mãe era bruxa, e... Bem, acho que ele não gostou muito da idéia, mas dirfarçou bem. Ele achava que magia era uma coisa bizarra. E não queria se misturar com 'gente desse tipo' como ele mesmo dizia. Estava destinado a tirar de mim qualquer coisa que fosse relacionada à esse mundo. Inclusive da minha mãe.
"Então, eu fiz um ano, meus pais se divorciaram, e meu pai me levou pra morar com ele.
"Em menos de um ano depois minha mãe conheceu um homem chamado Otto Brown, eles não chegaram a se casar, mas vivem juntos até hoje, e tiveram a minha irmã, a Lilá. Coisa que eu fiquei sabendo logo depois da festa.
"Durante nove anos, eu só conhecia a minha mãe por foto, e todas as vezes que eu perguntava por ela ao meu pai, ele fingia que não tinha escutado ou mudava de assunto. Certo dia, devia ter uns dez anos na época, quando eu chegava da escola, vi meu pai conversando com alguém, não sabia quem era aquela mulher mas ela me parecia estramente familiar. Me aproximei mais e meu pai se assustou e me mandou ir direto pra casa, no entanto quando cheguei em casa percebi que ela era muito parecida com a minha mãe, só que mais velha. Pela primeira vez eu percebi que meu pai havia mentido pra mim quando disse que aquela mulher era uma vizinha antiga que há muito se mudara de Surrey.
"Assim que eu fiz onze anos, eu recebi a carta de Dumstrang, aquela carta respondia muitas perguntas sem respostas, o meu pai não estava em casa quando a carta chegou, e ficou furioso quando soube que eu havia lido a carta. Depois desse dia eu nunca mais voltei a Escola Primária de Surrey. Meu pai me disse pra escolher viver como uma pessoa normal ou ser bruxo. Preferi ser bruxo. Então ele me mandou pra escola e disse que não queria saber de nada que acontecesse lá, mas que também não me trataria de uma forma diferente, já que acima de tudo, eu ainda era o único filho dele.
"Em Durmstrang, diferentemente do que acontece aqui em Hogwarts, os alunos não vão pra escola de trem, existe um grupo de funcionários que controlam os portais que se abrem para os alunos. Eles te enviam uma coruja dizendo a hora e dia que portal vai se abrir. Quando ele se abre você é transportado direto pra escola... Todos os materiais escolares são adquiridos na própria escola, assim como o fabricante de varinhas, vai até a escola pra fazer as varinhas dos alunos... Lá são muitas medidas de segurança.
"Mas pulando essa parte da história... Logo no início desse ano, meu pai ficou muito doente e veio a falecer uma semana depois da festa. No dia do enterro dele minha mãe estava lá. Então ela me contou todo o início da história que eu desconhecia, e eu vim morar na Inglaterra com ela minha irmã, que eu conheci a uns meses atrás e meu padrasto.
"E essa é toda história. Mas por que vocês quiseram saber de tudo isso?"

Harry, Gina e Hermione se entreolharam. Era a vez deles contarem a história.

Capítulo 7.2 - A História de Théo ( Parte III )

Assim que eles terminaram todo o relato da história deles, que foi bem maior que a de Théo (Já que começou no sexto ano, com o namoro de Rony e Lilá, e terminou na noite anterior quando Rony foi atacado misteriosamente).

- Já pensou em seguir a carreira de auror, Harry? - perguntou Théo admirado.
- É isso que eu vou ser, Théo - respondeu Harry com convicção - Mas o que achou da história?
- Não conheço muito bem a Lilá - começou Théo - Mas acho que ela é capaz de fazer qualquer coisa pra conseguir o que quer! - continuou ele - Imaginem só que ela tentou me azarar na noite anterior só porque...

Théo parara de falar.

- Só por que? - Gina o pressionou.
- Só porque eu não quis levá-la a Toca ontem - disse Théo olhando para o nada, admirado - Ela disse que uma pessoa como ela não precisava de convite para freqüentar qualquer lugar. Então ela pegou esse livro de cima da mesa eu subiu pro quarto dela. E agora quando eu estava lendo, percebi que estava faltando uma página dele.

Hermione retirou do bolso a página rasgada do livro, pegou o livro da mão de Théo, o abriu, colocou a página rasgada no lugar dela, e com a varinha murmurou: - Reparo! - A página parece que nunca tivesse saído do livro.

- Era essa a página que faltava, Théo? - perguntou Harry.

Théo confirmou com a cabeça.

- Nós ainda temos que encontrar o contra-feitiço - disse Gina.
- Vocês podem me deixar aqui? - perguntou Harry - Quero fazer isso sozinho.

Os outros três saíram da sala, deixando Harry e Rony sozinhos no quarto.

***

Já estavam no início da noite e nada do Harry sair do quarto. Hermione e Gina já estavam impacientes andando de um lado pro outro no corredor do hospital quando viram a sra. Weasley se aproximando e Harry saindo do quarto com um sorriso cansado no rosto.
Ele tinha conseguido.
Gina, Hermione e Théo logo se apressaram para cima dele perguntando se Rony havia acordado.

- Bem, - começou Harry - Machucado ele não tá mais. Mas o coma persiste. Tem que haver alguma coisa pela qual Rony acordaria! Alguma coisa pela qual ele queira acordar! - exclamava Harry exasperado.

Todos pareceram pensativos. Mas o momento de pensar passou rápido. A sra. Weasley tinha acabado de alcançá-los.

- E como está meu filhinho?

Harry explicou a ela o quadro geral de Rony. E ela logo entrou no quarto para ver o filho.

- Nós agora temos que avisar ao ministério tudo o que aconteceu, incluindo as nossas provas e suspeitas - disse Théo.
- Você está disposto a delatar sua irmã ao ministério, Théo? - perguntou Gina.
- Estou disposto a delatar qualquer um que esteja contra a lei - disse Théo convicto, assombrando aos outros três - Por outro lado, eu tenho certeza que Lilá não vai pra Azkaban, pela idade, ela só vai pegar alguns serviços comunitários. Ela vai odiar fazer isso! - terminou ele com um sorriso mau brincando no rosto.
- Então vamos ao ministério agora e depois vamos pr'A Toca! - disse Harry.
- Vão vocês - falou Hermione - Eu vou passar a noite aqui!

Os outros a olharam com um grande assombro e Gina lançou a ela uma sorriso malicioso. Juntos eles desaparataram para o ministério, deixando Hermione sozinha no corredor.

***

Depois que todos já haviam ido embora, Hermione se viu sozinha com Rony no quarto do hospital. Ela não conseguiu pregar os olhos a noite toda, ficou acariciando a mão dele e murmurando coisas como: " Por favor, Rony, acorde...".
Quando o dia amanheceu, ela se levantou da poltrona que havia conjurado na tarde anterior, para tomar café no salão de chá e seguir para A Toca, já que Harry logo chegaria para ficar em seu lugar no hospital. Ela deu um último aperto na mão de Rony e se abaixou para sussurrar em seu ouvido:

- Por mim, Rony.

Ela inclinou-se um pouco mais para beijar a face do ruivo, quando ele moveu a cabeça para o lado e roçou seus lábios nos dela. Hermione se afastou assustada e encarou Rony, que estava com os lindos olhos azuis bem abertos a encarando também.

*Som de passos ao longe no corredor.*

Rony sentou-se e viu que Hermione estava com os olhos cheios de lágrimas e disse:

- Por você, Mione. Só por você.

Pouquíssimos segundos depois que Hermione começou a chorar e se atirou nos braços de Rony, Harry abriu a porta do quarto e viu seus dois melhores amigos abraçados e bem acordados. Rony viu Harry também, e com um olhar chamou Harry para participar daquele abraço comunitário de muito carinho.

***

Logo, todos estavam sabendo que Rony havia acordado, e com a garantia do curandeiro que Rony teria alta no mesmo dia, a sra. Weasley foi pra casa pedir a Dobby que a ajudasse a organizar a festa de boas vindas. E, assim que ela foi embora, o curandeiro pediu para que todos fossem também, já que Rony precisava dormir um pouco antes de ir pra casa. Mas foi interrompido por Gina:

- Dormir? - perguntou ela incrédula - O senhor tem noção que ele acabou de acordar?

Todos os Weasley que estavam na sala riram, incluindo Harry, Hermione e o curandeiro. Mas Gina não se deixou abater:

- Ele dormiu por quase três dias! - exasperou ela.
- Agora, por favor, Srta. Weasley - disse o curandeiro - Ele realmente precisa descansar.

Eles sairam da sala deixando Rony para trás. Hermione se deixou demorar um pouco mais a porta para poder trocar um último olhar com ele antes que voltasse a Toca.
Seus olhares se encontraram, e Rony lançou a ela um sorriso morno que ela prontamente retribuiu. Fechando a porta, ela imaginou que esse sorriso poderia trazer grandes mudanças para os dois. Era só deixarem eles terem tempo pra conversar, o que todos sabiam que não iria acontecer tão cedo, já que a sra. Weasley, como uma mãe coruja, não iria deixar Rony sair de perto enquanto não achasse que ele estisse bem do ponto de vista dela.

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