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16. Lar


Fic: O SEGREDO - UA - NC-Adapt Por Tonks Butterfly - Ela tinha um segredo, que jamais revelaria a ele...


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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-Gina, acordada. É hora de partir.
Harry a estava sacudindo com suavidade para despertá-la. Gina abriu os olhos e descobriu a seu marido sentado em um canto da cama. Um sozinho olhar à escura expressão de Harry e sua mente se esclareceu imediatamente.
Sentou-se, atirou das mantas a seu redor e cravou o olhar em Harry.
-Partir? -sussurrou, tentando compreender-. Vou agora?
-Sim. -Sua voz era dura e sua expressão igualmente decidida. Por que atuava com tanta frieza? Gina o agarrou um braço quando Harry tentou ficar de pé.
-Tão rápido Harry?
-Sim-contestó-. Dentro de uma hora, se for possível. -Afastou a mão dela de seu braço, inclinou-se para lhe beijar a frente e logo ficou de pé e se dirigiu para a porta.
Gina o chamou.
-Eu gostaria de me despedir de Hermione.
-Não há tempo - disse-lhe-. Prepara só uma mala. Traz aos estábulos. Verei-te ali.
A porta se fechou atrás de seu marido. Gina pôs-se a chorar imediatamente. Sabia que dava lástima, mas não lhe importava. Não podia pensar com muita claridade. Havia dito a Harry que não desejava ficar ali. O simplesmente lhe estava dando o que ela tinha querido.
Maldito seja como podia deixá-la partir? Não se dava conta de quanto o amava?
Gina se lavou e logo se vestiu com o vestido azul cobalto escuro. Penteou o cabelo, preparou sua bolsa, e quando finalmente esteve pronta para partir, jogou um último olhar à habitação.
O tartán pendurava de um gancho perto da porta. Não desejava deixá-lo. Dobrou o objeto e a pôs na bolsa.
Deixou de chorar. Também deixou de sentir pena por si mesmo. Senhor, nesses momentos estava muito furiosa. Um marido que verdadeiramente amasse a sua esposa não a permitiria deixá-lo. Precisava dizer isso ao Harry. Na verdade a amava. Não tinha dúvidas a respeito. Tampouco lhe importava que as ações do Harry fossem tão confusas para ela. Simplesmente faria que explicasse o que estava fazendo... e por que.
Não podia imaginar a vida sem ele. Gina correu pela soleira e baixou as escadas. Apertava com força a bolsa entre as mãos.
Dumbledore estava de pé na entrada, sustentando a porta. Gina podia ver a enorme multidão reunida mais abaixo no pátio.
Tentou passar junto ao ancião sem olhá-lo. Dumbledore lhe tocou o ombro para que lhe emprestasse atenção. Gina se deteve, mas obstinadamente manteve o olhar baixo.
-por que não quer me olhar, moça? -perguntou Dumbledore.
Gina levantou o olhar para os olhos de Dumbledore.
-Não queria ver seu desprezo para mim, Dumbledore. Deixou perfeitamente bem claro o que sentia para meu a outra noite.
-OH, Gina, lamento-o tanto. Não tinha intenção de te ferir. Foi só a... surpresa e estava muito furioso porque nos tinham capturado e pensei que nos tinha enganado a todos. Sinto envergonhado de mim mesmo, Gina. Pode encontrar lugar em seu coração para perdoar a um homem velho e estúpido?
Os olhos do Gina se nublaram pelas lágrimas. Assentiu com lentidão.
-Perdôo-te. Agora tenho que ir com o Harry, Dumbledore. Está-me esperando.
-Fala com ele, Gina. Não lhe permita fazer isto. Queremos que fique.
A angústia em sua voz rompeu o coração ao Gina.
-Está planejando me levar de retorno a Inglaterra - explicou-. Logo retornará.
Dumbledore sacudiu a cabeça.
-Não, moça. Não vai retornar.
-Dumbledore, tem que fazê-lo - raciocinou Gina-. É o chefe, por amor de Deus.
-Não é o chefe.
Gina estava muito aturdida para esconder sua reação. Deixou cair a bolsa e cravou o olhar em Dumbledore. Dumbledore se inclinou para recolher a bolsa. Gina tentou tira-la de suas mãos. Dumbledore a sustentou com força e lhe moveu negativamente a cabeça.
-Você votou a favor ou contra sua decisão?
Não esperou a resposta de Dumbledore. Endireitou os ombros e correu fora. A multidão se abriu quando ela alcançou o degrau inferior e se dirigiu para os estábulos.
Dumbledore a seguiu. Outros anciões formaram uma fila fora e se alinharam no degrau superior do torreão para observar sua partida.
Agora a multidão estava detrás de Gina. Abriram-se as portas do estábulo e saiu Harry, levando a semental. Ronald caminhava junto a seu irmão. Estava falando com Harry, mas não obtinha grande resposta. O rosto do Harry era impassível. Gina não se deu conta de que se deteve até que seu marido levantou o olhar, avistou-a ao longe e lhe fez um gesto para que se aproximasse.
Não se moveu. A importância do que estava fazendo a golpeou com grande impacto. Deus querido, não desejava partir. Tinha levado consigo o tartán Maitland para poder ter uma lembrança de sua felicidade ali. Certamente se envolveria no suave tecido durante as frias noites de inverno e tentaria encontrar um pouco de consolo nas lembranças de tempos mais felizes. O que desatine, pensou para si. ia seguir sendo desventurada sem o Harry e todos outros bons amigos que tinha feito nos últimos meses.
A preocupação por ser uma forasteira deixou de ser importante. Era uma Maitland e na verdade pertencia a aquele lugar. Se, tinha encontrado seu lugar e ninguém, nem sequer seu marido, ia obrigar a partir.
De repente, sentiu-se ansiosa por chegar até o Harry para poder lhe explicar sua mudança de opinião. Esperava com ardor poder convencê-lo.
Levantou a saia e começou a correr. Nimphadora a deteve.
-Gina? Eu gostarei de viver na Inglaterra?
Gina girou com rapidez para olhar a sua amiga. Estava segura de que não a tinha entendido bem.
-O que me acaba de perguntar?
Nimphadora se separou da multidão e caminhou até ficar de pé junto a Gina. Levava o seu pequeno filho nos braços. Seguiam-na as tias de Remus. Gina reconheceu a duas damas de cabelos cinza. Ambas tinham estado sentadas à mesa na cabana do Nimphadora o dia da inquisição do sacerdote.
-Nós gostaremos de viver na Inglaterra? -perguntou outra vez Nimphadora.
Gina sacudiu a cabeça.
-Não podem vir comigo. Odiariam viver ali. Nem sequer eu gosto da Inglaterra - adicionou gaguejando-. E sou inglesa.
-Nos vamos arrumar muito bem.
Narcisa fazia esse anúncio. Apressou-se a ficar de pé junto a Nimphadora. Draco estava detrás de sua mãe, sustentando uma bolsa.
Gina não sabia o que pensar das mulheres.
-Mas simplesmente não podem...
Outra mulher se adiantou. Gina sabia quem era, mas não podia recordar seu nome. Sua filha Clara tinha ganho o concurso de flecha o dia do festival. A mãe tinha estado radiante de prazer quando Harry entregou o prêmio a sua filha
-Nós também vamos - anunciou a mãe.
E logo outra e outra se adiantaram para proclamar suas intenções. Gina se voltou para olhar ao Harry e lhe pedir ajuda. Ficou sem fôlego quando viu a multidão de guerreiros alinhados detrás dele
Também iriam com eles?
Não podia entender nada do que estava acontecendo, Os meninos a rodeavam nesse momento e as mães, aferrando a bagagem nos braços, estavam de pé detrás deles.
-Vamos descansar todos os domingos na Inglaterra, não é assim?
Gina não estava segura de quem tinha feito a pergunta. Assentiu e caminhou com lentidão para seu marido. Sabia que tinha uma expressão de pasmo na face. Supôs que Harry ia ter que fazer entrar em razão a toda essa gente.
Seu marido mantinha o olhar sobre ela. Tinha o braço apoiado contra o pescoço do cavalo. A expressão de seu rosto era contida, mas quando Gina se aproximou o suficiente para notá-lo, pôde ver que em seus olhos havia surpresa.
Deteve-se poucos metros dele. Nem sequer estava segura do que ia dizer até que as palavras lhe saíram da boca.
-Sabe que te amo, não é assim, Harry?
Quase tinha gritado a pergunta. A Harry não importou.
-Sim, Gina - respondeu-. Sei que me ama.
Soltou um pequeno suspiro. Harry pensou que se estava comportando como se finalmente tivesse entendido tudo em sua cabeça... e em seu coração. Parecia muito agradada consigo mesma.
Nesses momentos Gina lhe sorria e lhe nublavam os olhos.
-E você me ama - disse então, embora com um tom muito mais suave- Lembra que te disse que não viveria com um homem que não me amasse. Esteve de acordo imediatamente. Confundiu-me, porque não me tinha dado conta então do muito que me amava. Oxalá me houvesse isso dito antes. Poderia-me ter economizado uma grande preocupação.
-Você gosta de preocupar-se - disse-lhe Harry.
Não discutiu esse ponto com ele.
-O que está pensando fazer? Me levar de retorno a Inglaterra? Nenhum dos dois pertence a aquela terra, Harry. Este é nosso lar.
Harry moveu a cabeça em um gesto negativo.
-Não é tão simples, esposa. Não posso ser um mero espectador e permitir que o conselho tome decisões apoiadas na emoção.
-Porque votaram para escolher outro chefe?
-Não votamos - interrompeu Dumbledore. Deixou cair a bolsa de Gina e correu a adiantar-se-. Seu marido renunciou a seguir sendo chefe quando outros anciões não quiseram aceitar a aliança com os Maclean.
Gina se voltou para olhar para o torreão. Os quatro anciões estavam todos acurrucados, falando. Hagrid agitava as mãos em aparente agitação.
-Não vamos à Inglaterra, Gina. Vamos para o norte. É hora de partir - adicionou com um gesto da cabeça em direção ao Dumbledore.
Gina respirou profundamente. Logo deu um passo para trás, apfastando-se de seu marido.
Essa audaz ação capturou toda a atenção do Harry.
-Amo-te com todo meu coração, Harry Maitland, mas, entretanto vou ter que te desafiar.
Harry parecia estar pasmado. Gina cruzou de braços e assentiu para lhe fazer saber que o havia dito a sério.
As mulheres alinhadas detrás do Gina imediatamente assentiram para demonstrar conformidade.
-Não posso permitir que me desafiem, Gina.
Os guerreiros alinhados detrás do Harry imediatamente assentiram para demonstrar conformidade.
Gina deu outro passo para trás.
-Realmente devia te haver dado minha opinião antes que decidisse renunciar -anunciou-. Depois de tudo, sou sua esposa e devo ter opinião nos planos que me afetem. Também devo ter opinião em relação a nosso futuro.
Harry estava tratando de não sorrir. Cada vez que Gina afirmava algo, as demais mulheres assentiam para apoiá-la.
Gina tinha se considerado uma forasteira. Olhem agora, pensou Harry para si. Estava rodeada de sua própria família de irmãs Maitland. Tinha conquistado seus corações, tal como tinha conquistado o seu.
Harry sábia que não iria a nenhuma parte só com sua esposa. Senhor, o clã inteiro parecia disposto a ir com eles. Ronald já lhe tinha anunciado sua intenção de segui-lo com o Hermione e as meninas assim que ela se recuperasse do parto. É obvio, Harry tinha esperado isso. Entretanto, não tinha esperado o apoio de outros guerreiros.
Era humilhante saber que seus seguidores eram tão leais. Mas tal lealdade o punha em uma tremenda situação. Tinha renunciado como chefe e ninguém aceitava sua decisão.
Nem sequer sua esposa.
Nesse momento, Harry cravou o olhar em Dumbledore. Conhecia a tortura pelo que devia estar passando o ancião. Seus seguidores o estavam abandonando. Estavam dando as costas aos velhos costumes.
Tentou pensar em alguma maneira de salvar o orgulho do ancião. Seria uma dura humilhação para o Dumbledore que partisse com todo o clã. Dumbledore tinha sido como um pai para ele. Não podia envergonhar o dessa maneira.
Tampouco podia tornar-se atrás. O tema era muito importante.
-Gina, não posso trocar o que já está decidido - anunciou Harry.
-Isso não é o que me disse - raciocinou Gina.
Harry negou com a cabeça. Gina pensou que talvez não recordasse a conversação que tiveram no dia em que passearam pelo cemitério. Decidiu recordar-lhe
-Eu estava protestando contra as injustiças do mundo, e lembro com todos os detalhes tua sugestão. Disse que se não me agradava algo, devia lutar por trocá-lo. Um sussurro, agregado a milhares de outros, converte-se em um rugido de descontente, recorda-o? - agregou com um gesto da cabeça-. Essas foram suas palavras para mim. Trocaste de opinião, então?
-Gina, é... Complicado - disse Harry.
-Não, não é complicado - murmurou Dumbledore-. Não é outra coisa que os velhos contra os jovens. E essa é a verdade do assunto.
O coração do Gina voou para o do ancião. Parecia tão derrotado.
-Não - negou-. Não é absolutamente os velhos contra os jovens.
-Gina...
Ela não prestou atenção ao tom de voz de advertência de Harry. Aproximou-se mais de Dumbledore. É obvio a amostra de aliança para o ancião era deliberada, já que na mente do Gina Harry não era o único que necessitava que aliviassem seu orgulho. Nesse momento os guerreiros estavam todos alinhados detrás de Harry. O orgulho de Dumbledore era outro assunto. Gina estava decidida a encontrar uma maneira de ajudá-lo a ceder sem perder a honra ou a dignidade.
-Acredito que é a experiência e a sabedoria guiando aos jovens - disse ao ancião-. Seguro que você entenderá isso, Dumbledore.
-Há algo de verdade no que diz - concordou.
Gina respirou profundamente.
-Eu gostaria de falar diretamente com conselho - disse impulsivamente. Um forte murmúrio de aprovação ressonou detrás do Gina. A expressão de Dumbledore era como se acabassem de lhe rasgar a garganta. Ficou sem palavras.
-E o que lhe vais dizer ao conselho? -perguntou Harry.
Gina manteve o olhar sobre o Dumbledore enquanto respondia a seu es-poso.
-Começarei dizendo aos conselheiros quão negligentes foram em suas obrigações com os membros mais importantes deste clã. Deixaram fora às mulheres e os meninos. Sim, assim é exatamente como começarei.
Dumbledore teve que esperar até que as mulheres detrás do Gina deixassem de darem vivas.
-Como as deixou fora?
-Não permite a nenhuma a ir até vós para pedir conselho-respondeu Gina-. Nossos problemas deveriam ser exatamente igualmente importantes que os problemas dos guerreiros. Deveríamos poder expressar em voz alta nossa opinião respeito a assuntos importantes.
-Gina, todas as mulheres são importantes aqui.
-Então, por que não podem ir ante o conselho?
Dumbledore nunca se encontrou com ninguém que o desafiasse daquela maneira. Esfregou a mandíbula enquanto pensava na resposta.
-Quando tiver um problema que deseje que tratemos, deve levá-lo ante seu marido - aconselhou finalmente.
Parecia agradado consigo mesmo por ter chegado a aquela solução. Inclusive conseguiu sorrir.
-Isso está muito bem -replicou Gina-. As esposas e os maridos sempre deveriam falar de seus problemas o um com o outro. Mas, e o que tem que as mulheres que não têm maridos? A quem podem recorrer em busca de conselho? Estas mulheres deixam de ter importância? Se Narcisa tivesse tido problemas com seu filho, deveria poder ir a ti ou ao Hagrid, ou a qualquer outro ancião, para pedir conselho, mas não teve essa oportunidade. Quando seu marido morreu, converteu-se em uma forasteira.
-Eu teria estado encantado de resolver seus problemas -replicou Dumbledore.
Gina tentou ocultar sua exasperação.
-Narcisa não necessita que ninguém resolva os problemas - replicou-. Nenhuma de nós o necessita. Só queremos poder falar desses problemas, ter outro ponto de vista... desejamos ser incluídas no clã, Dumbledore. Narcisa tem uma mente sensata. Pode resolver seus próprios problemas. Agora o entende?
-Também está Débora - recordou Narcisa ao Gina-. Mencione ao contar como são as coisas por aqui.
-Sim, Débora - concordou Gina. Narcisa acabava de lhe contar coisas sobre as mães grávidas-. Débora vai ter a seu bebê o mês que vem. Seu marido morreu em uma excursão de caça só umas semanas depois de haver-se casado. O conselho deveria ser sua família agora. Não deveria estar sozinha. Certamente os anciões quererão fazer algumas mudanças... para o bem das mulheres e os meninos.
Dumbledore não pôde evitar inclinar-se ante a validez daquele raciocínio. Os anciões tinham ignorado às mulheres.
-Fomos negligentes - admitiu.
Naquele momento isso era tudo o que estava disposto a dar. Era suficiente. Gina se voltou para Harry. Agora era seu turno de ceder em algo.
-Minha mãe é inglesa e meu pai é o chefe Maclean, e não posso trocar isso. Você é o chefe aqui, Harry, e acredito que tampouco pode trocar isso.
Harry franziu o sobrecenho
-Gina, não pressione para obter uma aliança só porque Maclean fora seu pai. A verdade é que meus homens poderiam atacar a uma legião de Maclean e sair vitoriosos. Estão mais bem treinados que qualquer outro grupo de Escócia. Entretanto - adicionou com um significativo olhar em direção ao Dumbledore-. Os Dunbar unidos aos Maclean ultrapassariam simplesmente em número. Como chefe, é meu dever proteger a todos e cada um dos membros deste clã. Simplesmente não posso obter isso como conselheiro. O cargo está vazio sem poder. Mas como, esposa, já não é aceitável para mim.
-Não é aceitável tal como está agora - modificou Gina.
-Tal como foi sempre - corrigiu Harry.
-Até que o troque.
Harry avançou até ficar de pé frente a Dumbledore.
-Não me vou ficar como conselheiro. Quero o poder de atuar.
Transcorreram uns instantes enquanto uma vez mais Dumbledore refletia sobre a petição do Harry. Voltou-se para olhar aos anciões antes de voltar sua atenção para Harry.
E ainda vacilava.
-Poder absoluto...
Gina fez um intento de interromper e logo se deteve. Pensou para se mesma que era muito mais delicado tratar com homens que com mulheres. O orgulho para assoluções mais razoáveis.
-Tem que responder de seus atos, filho - disse Dumbledore. Tinha um aspecto gasto. Gina pensou que já se decidiu contra a mudança e que estava lutando por aceitar o inevitável.
E logo lhe ocorreu a solução.
-Que magnífica idéia, Dumbledore - disse. Sorriu ao ancião, assentiu quando este lhe dirigiu tina olhar perplexo e logo correu a ficar de pé junto ao Harry. Deu-lhe uma pequena cotovelada no flanco-. Não é um plano magnífico, marido?
Harry não sábia do que estava falando.
-Gina, se cada uma de minhas decisões é questionada...
-Possivelmente uma vez ao ano - interrompeu Gina-. Ou seu plano inclui lhe dar seu voto de confiança ao chefe com maior freqüência? -perguntou-lhe ao ancião.
A surpresa do Dumbledore era evidente. Finalmente entendeu o que Gina estava sugiriendo. Assentiu com rapidez. Também sorrio.
-Sim, uma vez ao ano estaria bem. Por Deus, seus atos vão ter que ser explicados então. Poderíamos te desaprovar, Harry.
Deixou a vazia ameaça pendurando no ar. Todos sabiam que isso nunca aconteceria. O poder lhe acabava de entregar ao chefe. Todos também entenderam isso.
-Será um magnifico equilíbrio de poder - anunciou Dumbledore, agora com a voz forte pela convicção-. É obvio, o conselho se reunirá uma vez ao mês para ouvir petições dos membros. Também lhe daremos conselhos a ti, Harry, cada vez que assim o desejarmos.
-O conselho ouvirá petições de todos os membros? Das mulheres também? -pressionou Gina.
Dumbledore assentiu.
-Sim, moça - concedeu-. Especialmente das mulheres. As mantivemos em silencio durante muito tempo. É hora de ouvir suas vozes.
-Nada se decide até que outros membros do conselho aceitem-Recordou Harry a Dumbledore.
-Agora vou lhes apresentar a questão - disse o ancião-. Terá o voto em favor ou em contra dentro de uma hora.
Só fez falta a metade desse tempo para que os anciões saíssem outra vez e anunciassem o acordo unânime de apoiar o inovador plano de Dumbledore.
As vivas ressonaram através das colinas. Harry estava rodeado de seus seguidores. Golpearam-no profusamente no ombro. Buscaram um pequeno barril de vinho, as taças circularam e se fizeram brinde.
Os anciões não se isolaram. Passeavam entre a multidão e participaram da espontânea celebração.
Quando por fim Harry se pôde separar das pessoas que lhe desejavam boa sorte, tentou encontrar a sua esposa. Desejava levá-la a algum lugar afastado e celebrar em privado com ela.
Avistou-a caminhando pelo atalho que levava colina abaixo e tentou chegar até ela. Diggle e Horácio o interceptaram. Ambos os homens desejavam falar sobre o ardiloso plano de Dumbledore. Falavam interminavelmente, e Harry não pôde ir atrás de sua esposa durante uns bons vinte minutos.
Logo Cedrico e Sirius o pescaram justo quando se dirigia colina abaixo.
-Viram Gina?
-Está com o Hermione e Ronald - respondeu Cedrico-. Harry, já não está zangado porque me neguei a me tornar o chefe em seu lugar, verdade?
-Não - respondeu Harry.
-Temos algo que falar contigo - atravessou Sirius-. Não lhe roubaremos mais que um minuto de seu tempo.
O minuto de Sirius se converteu em uma hora inteira. Harry também riu bastante ante sua estranha petição. Entretanto, ao final acessou. Inclusive lhes desejou boa sorte.
Para quando Harry chegou à cabana de seu irmão, Gina já havia saido. Hermione e as meninas estavam profundamente dormidas, e Ronald também parecia necessitar urgentemente de uma sesta. Bocejou ao assinalar a direção que Gina havia ido.
Harry a encontrou uns poucos minutos mais tarde. Gina havia se oculta-do em um grupo de árvores perto de um arroio pouco profundo.
Parecia estar relaxada. Tirou os sapatos e havia sentado no chão com as costas contra uma árvore. Tinha os olhos fechados e as mãos cruzadas modestamente sobre o colo.
Harry se sentou junto a ela.
-Abandonou a celebração devido à bebida?
Não abriu os olhos. Entretanto, sorriu.
-Não. Só desejava passar uns poucos minutos com o Hermione e logo encontrar um lugar tranqüilo onde descansar... E pensar. É extremamente difícil encontrar um pouco de privacidade por aqui, não é verdade?
-Sim, assim é - concordou com tina risada-. Você insistiu em ficar aqui.
-Sim, é verdade - concordou Gina-. Entretanto, a falta de privacidade pode ser irritante.
-Poderia ir à capela quando desejar estar a sós.
Então, Gina abriu os olhos.
-Harry, não temos uma capela - recordou-lhe.
-A teremos - explicou-. Para o próximo verão como último prazo. Tem que estar pronta para o dia de nosso primeiro aniversário de bodas.
-Por quê?
-Para que possamos ter uma missa adequada para celebrar nossa união - explicou. Sorriu ante o sobressalto que causou ao Gina aquele anúncio e lhe deu um pequeno empurrão para afastá-la da árvore. Ocupou seu lugar e quando esteve cômodo, levantou-a e a colocou sobre seu colo. Inclinou-se e lhe beijou a face-. Com flores, Gina - disse-lhe em um sussurro rouco-. Encherão a capela. Prometo-lhe isso.
O sorriso do Gina era radiante.
-Estou casada com um homem muito considerado. Não necessito flores, Harry. Tenho tudo o que alguma vez pude desejar.
-Haverá flores - resmungou ele, agradado com suas ferventes palavras de louvor.
-Por que deixou a celebração?
-Queria estar a sós contigo.
-Por quê?
Harry tomou seu rosto entre as duas mãos e se inclinou para frente. Cobriu a boca de Gina com a sua. O beijo era doce, sem exigências, cheio de amor.
Afastou-se com lentidão. Gina deixou escapar um suspiro e se desabou contra ele. Acreditava que nunca se sentido tão sortuda e feliz.
Passaram largos minutos em silêncio.
-Harry?
-Sim amor?
-O que vamos fazer com respeito a meu pai?
-Agüentá-lo, suponho.
Seguiram falando da família de Gina durante comprido momento. Gina decidiu que realmente desejava voltar a ver seu pai e também a seu irmão, e Harry lhe prometeu que a levaria a território Maclean no dia seguinte pela tarde.
O bate-papo girou por volta dos acontecimentos do dia. Era uma conversação indolente. Os olhos do Gina estavam fechados e logo não prestava mais atenção ao que Harry dizia até que mencionou que Sirius e Cedrico foram sair de caçada.
Ouviu a alegria na voz do Harry. Despertou sua curiosidade.
-Por que está tão alegre? -perguntou.
-Vão a uma caçada na Inglaterra - respondeu com uma risada entre dentes.
-Por quê? -perguntou Gina, totalmente confundida.
-Aqui não puderam encontrar o que estavam procurando. Estão seguindo meu exemplo.
-Harry, do que está falando? Exatamente, o que foram a caçar?
-Esposas.
Gina se pôs-se a rir. Pensou que seu marido estava brincando com ela. Aconchegou-se contra ele e pensou em seu estranho senso de humor.
Harry não se incomodou em explicar que não estava brincando. Gina descobriria que tinha estava dizendo a verdade quando Cedrico e Sirius retornassem com esposas.
Envolveu os braços ao redor de sua doce esposa e fechou os olhos.
O vento, doce pelo perfume do verão, flutuou pelo regato ao redor do casal.
Gina se aproximou mais de seu marido, e refletiu com assombro a respeito das bênções que Deus lhe tinha dado. Agora formava parte de uma família. Era amada, respeitada e valorizada.
Finalmente tinha chegado em casa.


FIM


Na.: Acabou. Pois bem, pessoal este foi o ultimo capitulo, espero que quem esteve acompanahndo a fic tenha curtido muito, e quem por acaso ler a fic depois de comleta também tenha gostado.

Não vou agradecer a todos aqui...por que?

POR QUE TODOS NOS AMAMOS A CLARA!!!

(ok a tonks enlouqueceu de vez...)

A clara linda, amada do emu coração, desocntente com o final do livro disse:
TONKS, FALTA UM EPILOGO, E VE SE TU ESCREVE!!!

O que eu iria dizer: Não? Sou desastrada, esquecida, mas nao louca - eu disse SIM!!!

Mas dai a clara nem deixou eu escrever, ela escreveu - o epilogo mais lindo que poderia existir, eu so vou revisar com ela e postar ASAP!!!!

Enato o livro da Julie Garwood termina aqui, mas nossa fic nao.

Entao pessoal - deixaremos as lagrimas de adeus para amanha -

Aquele iper beijo

Tonks

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