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37. Where From Here


Fic: The darkness Within


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Capítulo Trinta e Sete: Para onde de agora em diante?

Era o dia que Lorde Voldemort esperou que nunca chegasse. Ele sempre temeu que a verdade fosse revelada para Harry. O Lorde das Trevas sempre acalmou seus medos, sabendo que se o garoto descobrisse a verdade, ele o obliviaria e começaria tudo de novo. Voldemort sabia que se muito tempo passasse, as lembranças seriam difíceis de se apagar, mas feitiços de memórias poderiam ser usados para fazer Harry esquecer.

O que Voldemort não levou em consideração eram as emoções que iriam enchê-lo sobre o fato de Harry abandoná-lo. Quando Lucius e Bella reportaram os acontecimentos do dia, Lorde Voldemort ficou extremamente chateado. Porém, o momento foi quebrado ao ver a cena aonde o garoto destruiu a sua Horcrux. Vendo uma de suas sete Horcrux sendo destruída, por ninguém mais que seu próprio Harry, era algo que o Lorde das Trevas sempre lembraria.

No momento, Lorde Voldemort estava em pé diante de seus asseclas. Sua mão que segurava a varinha estava tremendo e o homem teve que controlar sua raiva, assim poderia dar suas ordens. Era por culpa de seus Comensais, que Harry descobriu a verdade. Como Malfoy não pode notar que estava sendo seguido? Por que eles não conseguiram obliviar o garoto e trazê-lo para casa?

Harry destruiu a Horcrux que Voldemort lhe deu com tanta confiança. Ele pagaria por sua insolência.

“Tragam-no de volta para mim.” O Lorde das Trevas comandou.

Os Comensais fizeram suas reverências e suas vozes confrimaram.

“Sim mestre.”

“Entendam isso, eu quero Harry de volta vivo!” Voldemort comandou.

Com essas palavras, os Comensais da Morte olharam-se confusos. Alguns achavam que voldemort queria matar o traidor com suas próprias mãos. Eles saíram do local. Apenas dois Comensais ficaram para trás. Quando estavam sozinhos, um deles disse.

“Mestre, você o quer de volta vivo? Eu não entendo.”

A voz de Bella soou preocupada e pesada. Ela estava com o coração quebrado por causa da traição de Harry, mas ela pertencia à Lorde voldemort. Ela nunca desobedeceria um comando direto. Bella esperava por algum milagre, um milagre aonde Voldemort pouparia a vida do garoto. Talvez se ela trouxesse Harry de volta, o Lorde das Trevas ficaria contente em apenas limpar a mente dele. Desse modo ela continuaria leal ao seu Lorde e teria o garoto ao seu lado novamente.

“Sim, Bella. Eu o quero de volta vivo. Eu gastei muito tempo o criando, o fazendo ficar forte. Eu não vou jogar tudo isso fora facilmente. Harry vai voltar para mim. Ele vai ter sua memória modificada, assim tudo poderá ser normal de novo.”

Com essa revelação, Lucius clareou sua garganta para falar, ela estava doendo de tanto que ele gritou na noite anterior. O Lorde das Trevas o puniu por não ter percebido que Harry o seguia e por falhar em trazê-lo de volta. Foi quando ele estava no chão agonizando que a lembrança do garoto destruindo a Horcrux apareceu. Não precisa nem dizer que a dor aumentou consideravelmente, aquilo foi o suficente para deixá-lo inconsciente. O loiro voltou à consciência com a ajuda de Bella, que também foi punida por Voldemort, pela primeira vez na sua frente.

“Milhões de desculpas meu Lorde, mas, e sobre a impertinência de Harry por ter destruído algo de sua posse?!”

Malfoy tremeu diante ao olhar perigoso que Voldemort lhe lançou. Ele mentalmente xingou-se por ter pensado alto. De qualquer modo, o Lorde das Trevas não lançou nenhuma maldição.

“Harry vai ser punido de acordo. Depois que ele servir seu castigo, terá sua memória apagada e modificada. Eu preciso dele nessa guerra. Eu não tolerarei que Dumbledore coloque suas mãos nele. Traga-me Harry! E traga-o logo ou prepare-se para uma dolorosa despedida desse mundo!”

Lorde Voldemort saiu do local, deixando os dois Comensais petrificados e sem palavras.

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Harry aparatou mais para frente dentro da floresta, ele não sabia como conseguiu destruir a Horcrux sem sua varinha. Ele sentiu uma grande quantidade de mágica enchê-lo, junto com a sua raiva. O garoto jogou o pingente em direção aos Comensais e conseguiu transformar aquilo em poeira. Ele queria aquela Horcrux destruída. Harry percebeu que de algum jeito, seus poderes fizeram a peça pegar fogo e explodir em cinzas.

O moreno andou sem rumo entre as árvores, ele não tinha a menor idéia de onde estava. Ele viu uma pequena caverna, encaminhou-se até ela e sentou na entrada. O ar estava frio e o garoto tinha acabado de perceber que tremia dos pés a cabeça. Sua mente ainda estava viajando devido à todos os acontecimentos do dia.

Sua vida inteira foi uma enorme mentira. Lorde Voldemort queria matá-lo, quando ele tinha apenas quinze meses. Bella e Lucius estavam involvidos também. Eles nunca se preocuparam com ele, eles o colocaram em inúmeros treinamentos, o ensinaram magia negra e o fizeram matar aos dez anos. Harry colocou sua cabeça nas mãos e segurou as emoções que o perpassaram. 'Como pude ser tão estúpido?' Pensou amargurado. 'O bruxo mais temido do mundo, que tira a vida de outros facilmente. O bruxo cujo nome não pode nem ser pronunciado, por causa do medo das pessoas! Eu pensei que ele era um pai amoroso! Que ele era alguém que me protegeria.' Harry pensou consigo. O garoto sabia que tudo isso não era sua culpa. Ele cresceu no meio de mentiras, não podia esperar que pudesse ver entre o jogo de Voldemort, mas o moreno estava em um ponto aonde sua mente estava pronta para explodir, ele tinha que culpar alguém, por que não ele?!

Harry pensou sobre os Potters novamente, ele se lembrou das fotos e dos presentes. O garoto tirou uma foto de dentro do bolso de suas vestes, nela havia as faces risonhas dos Potters. James e Lily Potter. Seus pais! O moreno olhou para o rosto das duas pessoas que ele cresceu odiando, os inocentes que foram feitos de monstros. Eles o amavam, mesmo depois de Hogwarts, mesmo depois que ele tentou matar James! Ambos continuaram o amando. Harry tremeu ao pensar sobre o que teria acontecido, se Sirius não tivesse salvado o amigo naquele no precipício. Ele teria matado James Potter, seu próprio pai, sem nenhuma razão. O garoto colocou a foto dentro de seu bolso novamente. Ele tinha que descobrir o que fazer. Para onde ele poderia ir?

Harry sabia que não podia ir para Godric´s Hollow, mesmo sabendo que seus pais o receberiam de volta, ele não sabia se conseguiria olhá-los nos olhos depois de tudo o que fez. Foi muita coisa. A outra razão era porque o moreno sabia que James e Lily tentariam protegê-lo do Ministério. Ele sabia que se o pessoal do Ministério descobrisse aonde ele está, eles o levariam embora. Harry não queria ir para Azkaban, não ainda. Seus pais ficariam com mais problemas se tentassem ajudá-lo. Não, essa não era uma opção. Ele não queria que os Potters enfrentassem ainda mais dificuldades, do que já estavam enfrentando por sua causa.

O garoto não ia para Dumbledore, nem para a Ordem. Mesmo com os olhos abertos, ele ainda odiava a Ordem e o Ministério. Ambos desistiram dele há quinze anos atrás, quando ele foi pego por Wormtail. Por que agora o moreno devia fazer alguma coisa por eles?!

No momento em que esses pensamentos começaram a ir embora da mente do garoto, sua cicatriz começou a doer, mas ele já estava preparado. Ele sabia a raiva que Voldemort ia sentir, quando descobrisse sobre seu desaparecimento. A dor não era tão ruim do que quando ele usava a Horcrux em seu pescoço. Harry lembrou da teoria de Bella sobre sua cicatriz doer mais por causa da parte da alma de Voldemort. 'Acho que ela foi sincera sobre alguma coisa' o moreno pensou amargamente.

De repente a dor aumentou, tanto que Harry soltou um grito estrangulado e caiu no chão em agonia. Sua cabeça ia explodir de dor e ele sabia que isso era porque Lorde Voldemort deveria ter descoberto sobre sua Horcrux. Mesmo com a dor intensa e com seus gritos, o garoto não se arrependia de nada. 'Eu faria tudo novamente sem pensar' Harry pensou antes de ficar inconsciente.

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James e Lily saíram da lareira do Quartel General da Ordem. Eles tiraram as cinzas de suas vestes e olharam em volta. Dumbledore havia chamado uma reunião de emergência às 9 da noite. 'O que aconteceu agora!?' Pensou Lily preocupada, enquanto ia para a sala de estar. Damien já tinha sido enviado para a Toca naquela manhã, ele ficaria com os Wealeys por alguns dias. Hermione Granger também estava por lá e planejara em fazer os meninos estudarem severamente para suas tarefas. James e Lily passaram o dia inteiro com os Weasleys também. De fato, ambos tinham acabado de chegar em casa, quando receberam a mensagem da reunião de emergência.

Lily rezou para que nada de ruim tivesse acontecido, mas ela sabia que Dumbledore nunca chamaria uma reunião a esse horário, se não fosse importante. De qualquer modo, ela não tinha idéia do quão importante era a situação, que ocorreu mais cedo naquele dia.

Lily viu que muitos membros da Ordem ainda não tinham chegado. As únicas pessoas na sala de estar eram, Dumbledore, Snape, Remus e Sirius. Ela e James sentram-se próximos ao Diretor.

“Onde está todo mundo?” Lily perguntou ao se sentar.

“Eles estarão aqui logo.” Dumbledore respondeu.

“Eu pedi para que vocês viessem mais cedo do que o resto. Creio que vocês devam saber de tudo antes.” O Diretor continuou.

Lily sentiu seu coração apertar ao ouvir essas palavras. Isso deveria ser algo sobre Harry, tinha que ser. Ela e James seguraram suas respirações e encararam Dumbledore, o apressando com o olhar para contar o que acontceu.

“Está tarde, mas a informação que tenho deve ser compartilhada imediatamente.”

Dumbledore olhou direto para James e Lily quando falou.

“Aconteceu. Harry deixou Voldemort.”

James ouviu as palavras, mas não acreditou nelas. Ele sentiu Lily agarrar sua mão e estava consciente das reações de Sirius e Remus também, mas ele mesmo não conseguia acreditar que aquilo era verdade.

“O que?” A pergunta saiu da boca de James como um sussurro.

“Eu apenas recebi as notícias há uma hora atrás. Severus veio me ver e contou que Harry esteve fora da Mansão o dia inteiro. Quando ele voltou, foi ver Bella e depois do que pareceu uma grande discussão, o garoto deixou a Mansão fulminando. Severus disse que alguns Comensais foram atacados pelo garoto. Aparentemente, Bella tentou parar Harry, mas ele não a escutou. Um tempo depois, Severus e outros Comensais da Morte, foram instruídos por Bella para seguir Lucius e ela. Eles tinham que deixar o garoto sem saída, mas sem machucá-lo.”

Dumbledore parou para observar Snape. O homem de cabelos sebosos estava sentado em silêncio. Ele parecia estar assistindo a reação de Potter.

“Quando eles encontraram Harry, ele recusou a voltar com Bella e Lucius. Pela conversa deles, parece que o garoto encontrou alguém que contou sobre a verdade de sua infância, de quando ele foi levado de Godric´s Hollow. Harry escapou e os Comensais tiveram que voltar para Voldemort de mãos abanando.” O Diretor terminou.

James sentiu como se seu coração fosse explodir, ele sentia muitas emoções no momento. A felicidade por Harry ter deixado aquele monstro, era maior que a felicidade por saber que seu filho descobriu sobre sua infância. Isso não era o que os pais queriam para seus filhos, mas ao mesmo tempo, o Auror sentiu uma grande quantidade de ansiedade para saber aonde estava Harry. Para onde Harry ia? Claro que ele iria voltar para Godric´s Hollow. Ele sabia da verdade, então por que não voltar para casa? James sentiu medo pelo seu filho. O Ministério daria uma chance de explicação? Eles dariam uma segunda chance para uma vida que já devia existir?

“Harry está agora em uma posição muito mais vulnerável do que antes. Não só o Ministério e a Ordem estão atrás dele, mas Voldemort e seus Comensais da Morte também. É extremamente necessário agora, que nós o achemos para mantê-lo a salvo. Assim que ele estiver conosco, nós podemos fazer um acordo com o Ministro. Porém, temo que agora, Fudge não irá escutar uma única palavra do que eu disser.” Dumbledore disse baixinho.

“Eu sei que isso é difícil para vocês dois, para todos vocês. Mas, por favor, não vejam isso como uma retrospectiva. Isso é uma coisa maravilhosa, Harry descobriu a verdade, ele não vai mais ser usado por Voldemort. Assim que ele estiver de volta conosco, nós poderemos arrumar tudo. Nós precisamos apenas pegá-lo, antes que outra pessoa o faça.” Dumbledore disse direto para James e Lily. Remus e Sirius estavam lá sentados em silêncio, tentando digerir a informação.

“Quem... Quem foi? A pessoa que contou à Harry da verdade. Você sabe quem foi?” James perguntou baixinho.

Dumbledore olhou para ele por um momento e respondeu.

“Foi Peter Pettigrew.”

Quatro cabeças viraram imediatamente.

“Peter!” Sirius cuspiu o nome como se fosse uma praga.

“Sim Sirius, foi Peter quem contou à Harry sobre a verdade. Onde e como ele fez para convencê-lo, eu não sei. Porém, de acordo com um comentário feito por Lucius, Wormtail falou com Harry.” Dumbledore respondeu.

Snape ficou sentado em silêncio, enquanto os outros discutiam Harry, ele não sabia nem por quê estava sentado nessa mesa. Dumbledore estava fazendo um ótimo trabalho contando sobre suas descobertas. Porém, Snape sabia que assim que a reunião realmente começasse, suas memórias seriam usadas para mostrar tudo para a Ordem.

Logo os membros da Ordem chegaram e as memórias de Snape foram exibidas para mostrar o confronto entre Harry e Lucius. Vários membros da Ordem se engasgaram ao ver quando o garoto retirou a Horcrux e a destruiu. James e Lily não se moveram ao verem seu filho parecendo completamente devastado. Eles podiam ver raiva e magoa brilhando em seus olhos quando o mesmo olhou para Bella. Eles podiam ver as mãos dele tremendo quando jogou a Horcrux no ar, o moreno não sabia o que estava fazendo. Ele estava muito confuso, isso era visível. James sabia que o mundo de Harry estava desmoronando a sua volta e desejava que pudesse encontrá-lo. Ele queria confortar seu filho, queria fazê-lo se sentir seguro, uma coisa que o garoto não sentia há algum tempo.

No final da reunião, as reações foram as esperadas. Alguns membros estavam prontos para achar Harry e capturá-lo para a Ordem, outros, como Alastor Moody, estavam convencidos de que a memória não era nada mais do que um truque de Harry e Bella. Um truque para parecer que o garoto havia se rebelado, um truque com o intuito de confundir os Aurores.

“Vamos lá Albus, você não pode ver entre essa charada?! Harry está convencido de que há um espião entre os Comensais de Voldemort, ele não confia em Snape! Isso é bem óbvio desde quando o garoto esteve em Hogwarts. Você não acha, que talvez tenham colocado uma armadilha para que Snape contasse tudo à você, aí você dá as ordens para não machucar o garoto, mas capturá-lo sem nenhum arranhão. Isso significa que os Aurores o estariam capturando e não o matando. Isso faria Harry nos enganar de novo, assim como fez em Hogwarts.” Moody disse alto.

“Alastor, eu acho que você está analisando isso demais. Harry não tem nenhuma razão para temer os Comensais, Voldemort deu uma sentença similar para ele. 'O beijo em sua captura', ainda assim, Voldemort não se importa em se esconder ou parar seu reino do terror. O garoto não teme sua sentença. Seja o que for verdade na memória de Snape.” Dumbledore tentou convencer Moody.

No final, muitos membros da Ordem concordaram com Moody. Outros estavam incertos, se aquilo era mesmo um truque em cima dos Aurores para evitar o 'beijo', ou se era genuíno. James e Sirius, literalmente, lutaram com Moody fora do Quartel General por causa de suas palavras.

A única coisa que estava na mente dos três marotos era achar Harry, antes que alguém o fizesse.

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Já fazia três dias desde a revolta de Harry contra Voldemort e ainda não havia o menor sinal do garoto. Snape disse que os Comensais da Morte não tiveram sorte em capturá-lo também. Não havia nenhum sinal dele. Era como se Harry tivesse desaparecido do mundo.

James e Lily estavam ficando mais e mais agitados com todo mundo em volta deles. Eles não podiam entender para onde Harry tinha ido. Por que ele não voltou? Eles decidiram contar tudo à Damien. Desde o episódio da penseira, James e Lily explicavam tudo ao menino.

“Ele não entrou em contato com você?” James perguntava todo dia ao seu filho mais novo.

“Não, pai! Se ele entrar em contato, eu prometo que irei te contar, ok?!” Damien respondeu em um tom agitado.

Era em volta de umas seis da tarde depois de uma reunião da Ordem e todos os três Potters estavam em Godric´s Hollow. Damien estava sentado, com todas as lições que Hermione lhe deu no dia anterior, Lily estava ocupada preparando o jantar e James estava conversando com Sirius sobre o próximo passo para achar Harry.

De repente, o telefone tocou e Sirius pulou ao escutar o som.

“Merlin! Lily, por que você insiste em ter uma máquina, que causa um ataque do coração, nessa casa?” Sirius perguntou ao massagar seu peito no local aonde seu coração estava.

“È só um telefona, Padfoot.” Lily respondeu da cozinha.

“James, por favor, atenda para mim.” Lily gritou, enquanto continuava preparando a comida.

“Para quê? Você sabe que a única pessoa que liga é sua irmã. Ela provavelmente vai dar um piti se eu atender.” James respondeu.

Era verdade. A única razão para os Potters terem um telefone trouxa em casa, era por causa da irmã de Lily, Petunia. Ela tinha jurado que nunca entraria em contato de modo mágico. Se Lily quisesse conversar com Petunia, ou se quisesse que sua irmã entrasse em contato com ela, a mulher teria que comprar um telefone. Lily concordou com a idéia, apenas para manter tudo na paz. Petunia era sua única irmã. Depois que seus pais morreram, a mulher ruiva prometeu que cuidaria dela. Ela pensava que ao menos tendo um telefone, podia ver como Petunia estava.

Era estranho Petunia estar ligando nessa época do ano. A única data aonde a mulher telefonava, era no Natal ou no aniversário de Dudley. Já que março não era tempo de nenhum dos dois, Lily ficou surpresa.

“Apenas atenda!” Lily disse irritada.

“Tá bom.” James suspirou e levantou-se da mesa, indo em direção ao telefone.

“Se for Hermione, diga à ela que eu estou quase terminando!” Damien gritou para seu pai.

“Sim senhor.” James brincou, enquanto atendia o telefone.

“Alô, residência dos Potter.” James disse ao atendê-lo.

Não houve resposta. James esperou escutar uma resposta, mas ninguém disse nada. Estava claro que havia alguém, já que o homem escutava sons de movimento do outro lado da linha.

“Alô? Alô?” James repetiu olhando confuso para o telefone. Ele sabia que estava usando a coisa do jeito certo, como foi demonstrado por Lily e honestamente, nem era tão difícil assim.

“Alô, tem alguém aí?” James perguntou de novo, um pouco irritado agora.

“Quem é?” Lily perguntou da cozinha.

“Não sei, ninguém responde.” James respondeu.

James estava quase desligando o telefone, quando ouviu uma voz respondendo. Era o som que nunca pensou em ouvir, não assim.

“Pai.”

James sentiu seu coração parar ao ouvir a palavra sendo dita. Foi num tom baixinho e o homem pode ouvir magoa na voz. Ele segurou o telefone contra o peito, seu coração batia acelerado.

“Harry?” James sussurrou, incapaz de aumentar a voz. Depois de um momento, o garoto respondeu.

“É, sou eu.”

James sentiu seu joelhos enfraquecerem, ao ouvir a voz de seu filho. Harry soava tão cansado e tão exausto, o Auror queria dizer muitas coisas. O homem queria perguntar se seu filho estava bem, como ele estava, mas tudo o que James conseguiu foi fazer uma pegunta baixinho.

“Harry! Você está bem?”

O garoto levou uns momentos para responder, parecia que ele estava sem saber o que falar.

“Eu... eu estou bem. Eu apenas quero dizer que... que eu... eu sinto muito!”

James ficou alerta. Senti muito! Senti muito por quê?! Por que Harry estava se desculpando? Ele não fez nada errado. Não era culpa dele ter sido levado por Wormtail anos atrás. Foi culpa dele mesmo por ter deixado Peter entrar em sua casa e levar seu filho embora. Antes que James pudesse perguntar por quê Harry estava se desculpando, o garoto falou novamente.

“Eu deveria ter te dado uma chance. Eu... eu deveria ter escutado você. Desculpe por nunca ter te dado uma chance. Desculpe por tudo! Por tudo o que disse e fiz para você.”

James entendeu o que Harry estava falando. Seu filho estava se sentindo culpado por causa do acidente no precipício. Ele tentou matá-lo. Se Sirius não tivesse salvado James, o homem teria morrido naquele dia. 'Provavelmente é por isso que Harry não voltou para casa, ele deve estar com vergonha!' O Auror ponsou consigo. Honestamente, James tinha esquecido sobre o incidente. Depois de descobrir o conteúdo da penseira de seu filho, com a busca por 'Alex' e com a descoberta dos Longbottoms, o homem esqueceu completamente sobre o que aconteceu entre ele e seu filho naquele dia.

“Harry, escute. Você não precisa se desculpar. Eu não culpo você. Você não sabia da verdade.” James tentou comfortar o garoto.

Harry não respondeu, mas pelo som de sua respiração, James podia dizer que o moreno de olhos verdes estava desfalecendo.

“Harry, onde está você? Me diga onde você está e eu irei buscá-lo.” O Auror disse urgente. Nesse ponto Sirius, Lily e Damien já estavam a sua volta. Eles escutaram o nome 'Harry' e correram para escutar a conversa.

“Não.” O garoto respondeu baixo, mas desafiante.

“Harry, por favor, você não entende. Você está em perigo! Deixe-me ajudá-lo.” O homem disse desesperado.

“Você não pode me ajudar.” Harry respondeu, sua voz estava mais grave agora, mas James ainda conseguia ouvir a magoa.

Eu não quero que vocês tenham mais problemas. Eu não posso voltar para casa e esperara que todos me deixem em paz. Isso não vai acontecer! Se eu voltar para casa, o Ministério vai querer me capturar e vocês terão que me entregar.” Harry disse baixo.

“E você acha que nós faríamos isso?” James perguntou.

“Você não vai ter chance nenhuma. Se não me entregar, eles vão jogá-lo em Azkaban também. Você não pode se envolver. Damien precisa de você. M-mamãe precisa de você!”

James sentiu seu coração doer ao ouvir seu filho chamar Lily de 'mamãe'.

“Harry...” James começou, mas o garoto o cortou.

“Eu apenas liguer para me desculpar. Se houvesse outro jeito, eu já estaria em casa. Porém, eu estraguei tudo quando fugi de Hogwarts. Ninguém vai me dar outra chance. Não importa o que você diga à eles.”

“Harry! Não! Você está enganado. Você terá outra chance! Harry, por favor, diga-me onde você está. Você precisa ficar a salvo, todo mundo está atrás de você. Você não pode ir contra os Comensais e os Aurores!” James tentou convencê-lo desesperadamente a aceitar sua ajuda.

“Não se preocupe, pai. Eu sou muito bom em me esconder.” Harry disse e James imaginou um pequeno sorriso maroto no rosto de seu filho.

“Harry, não faça isso, por favor!” James implorou.

“Tchau pai. Não se coloque em mais problemas por minha causa.”

“Harry, não! Não...” James parou de falar ao ouvir a linha sendo desconectada.

O Auror soltou o telefone e ficou encarando o objeto.

“James! O que aconteceu? O que Harry disse? Onde está ele? Como ele está? James! Me responda!” Lily gritou ao tentar tirar respostas de seu marido.

“Prongs?” Sirius perguntou, enquanto James se jogava no sofá.

O homem olhou para as três faces pálidas que o encaravam. Levou vinte minutos para que contasse a conversa que teve com o filho. No final, todo mundo estava chorando.

“Ele não pode se esconder! Onde ele vai ficar? Onde ele vai dormir? Como ele vai sobreviver sem comida? Não! Harry não pode sobreviver desse jeito! Você tem que achá-lo, James. Nós temos que achá-lo.” Gritou Lily histericamente.

“Bem, ao menos ninguém sabe de uma coisa.” Sirius disse pensando. Os três Potters o olharam.

“Harry não está no mundo mágico. Ele está no mundo trouxa. Por isso que ele usou um telefone, o garoto sabe que os sistemas mágicos podem ser monitorados. Ele não quis arriscar, portanto deve estar no mundo trouxa.” Sirius terminou sua explicação.

“Mas aonde Harry consegiu um telefone para ligar?” Damien perguntou.

“Boa questão! Eu acho que é hora de procurarmos por 'Alex' novamente.” Sirius disse baixinho.

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“Eu acho que você está louco!” Gritou Draco ao olhar seu amigo intensamente.

“Draco, não há outro jeito.” Harry replicou calmo.

“Sim, existe! Faça o que eu estou dizendo. Saia daqui!” Draco disse de novo.

Harry suspirou e sentou. Os dois garotos estavam em um pequeno prédio, que sempre foi o lugar secreto favorito deles para brincar. Ficava a uma boa distância da Mansão Riddle e da Mansão Malfoy, Harry tinha certeza de que ninguém sabia aonde era. O moreno apenas ficou ali por algumas noites, ele já tinha arranjado um outro lugar para ficar. Era muito perigoso estar no mundo mágico, ao menos no mundo trouxa, poucas pessoas o reconheceriam.

Harry ficou chocado ao ver Draco aparecer ali naquela tarde. O garoto pensou que nem o loiro seria capaz de descobrir aonde ele estava.

“Escute Harry! Você não pode ficar aqui.” Draco tentou novamente.

“Eu sei, estarei saindo daqui hoje.” Harry respondeu e sem perceber esfregou sua cicatriz dolorosa.

“Não, eu não quis dizer isso. Digo, você não pode ficar aqui, nesse lugar! Você tem que deixar o país, ir embora. Ir para qualquer lugar que seja bem longe daqui.”

“O que eu ganharia com isso? Voldemort me encontraria em qualquer lugar, Draco. Deixar o país não é uma opção!” O moreno disse nervoso. Eles estavam discutindo isso por, ao menos, uma hora.

“Então, o que você vai fazer? Se esconder para o resto de sua vida?! Tentar ficar há um passo a frente do Lorde das Trevas?! Por quanto tempo você acha que consegue antes que alguém te capture? Se não um Comensal da Morte, então um Auror vai pegar você. Harry, companheiro, você tem que abrir seus olhos. Você está morto se ficar aqui. Meu pai disse que o Lorde das Trevas vai executar uns planos bem cruéis em você, quando conseguir te pegar.” O loiro disse temeroso.

“Bem, ele vai ter que me pegar primeiro!” Harry disse amargurado.

“Harry, o que você está planejando em fazer para o resto de sua vida? Fugir dele e do Ministério?” Draco perguntou para o moreno.

Harry olhou para seu amigo, seus olhos esmeralda fixos nos cinzas.

“Vida? Minha vida foi tirada de mim, quando me separaram da minha família, Draco. Voldemort tirou tudo de mim, minha infância, meus pais, minha família, meu futuro, minha vida! Eu vou tirar tudo dele. Voldemort tirou o que me era mais importante, agora, eu vou tirar o que é mais importante para ele!”

“O que?” Draco perguntou baixinho ao ver os orbes esmeralda queimando com vingança.

Harry sorriu de lado antes de responder.

“Sua imortalidade.”

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