Gina caminhou em uma nuvem de felicidade durante duas semanas inteiras. Harry a amava. Ah, não lhe havia dito as palavras exatas, mas lhe dizer que caminharia pelas chamas do purgatório só para agradá-la era sem dúvida suficiente prova de que a amava.
Não podia deixar de sorrir. Harry não podia deixar de olhá-la com mau humor. Era óbvio para Gina que Harry tinha dificuldades em aceitar seus sentimentos. Pensou que Harry estava esperando que fizesse ou dissesse algo para confirmar suas suspeitas de que agora era vulnerável. O amá-la o preocupava. Gina podia entendê-lo. Os guerreiros estavam condicionados a brigar e proteger. Passavam largos anos treinando para se tornarem invencíveis tanto de corpo como de mente. Não tinham tempo para o lado tenro da vida. Decidiu que provavelmente nesses momentos Harry estaria se sentindo apanhado. Com o tempo aprenderia a confiar em seu amor e a sentir a mesma sorte que Gina sentia nesse momento.
Estava acostumado a pescar seu marido observando-a quando Harry acreditava que não o notava. Parecia estar terrivelmente preocupado. Gina não o pressionou para que superasse essa estúpida vulnerabilidade, já que supunha que se zangaria se se atrevesse a utilizar essa palavra com ele. Teve paciência enquanto Harry resolvia tudo isso em sua mente.
Hagrid descobriu que Gina era boa com a agulha e fio e imediatamente lhe deu uma cesta cheia de objetos que precisava remendar. Dumbledore não estava disposto que o deixassem fora. Também deu seus objetos para Gina.
Gina fez que colocassem no grande salão três cadeiras de respaldo alto com suaves almofadas e as localizou em semicírculo em frente à lareira. Cada almofada estava coberta pelo tartán dos Maitland. Depois do jantar, Gina estava acostumado a levar a costura a uma das cadeiras e trabalhava ali enquanto ouvia as conversações que se levavam a cabo na mesa. Freqüentemente Dumbledore a chamava e lhe pedia sua opinião e pelo geral assentia para demonstrar conformidade logo que Gina lhe dava seu ponto de vista. Sempre abandonava o salão quando havia uma reunião oficial e sabia que Harry apreciava a consideração de não ter que pedir que partisse.
Gina aprendeu que ao agradar aos anciões ensinava acidentalmente como agradá-la. Uma manhã comentou que era uma lástima que não houvesse estandartes coloridos pendurando dos muros para suavizaria austeridade da pedra cinza. Dumbledore se dirigiu imediatamente a sua habitação e Hagrid à própria e ambos retornaram carregando formosos estandartes de seda e disseram a Gina que estavam acostumados a estar pendurados em suas casas.
Narcisa ajudou a pendurar os estandartes. Já resultava ser uma bem-vinda adição à casa. Com o estímulo e a ajuda do Gina, organizou as cozinhas e transformou ao torreão em um lar atrativo para todos. O aroma das especiarias, misturado com o aroma do pão assado todos os dias, estava acostumado a flutuar pelo ar e arrancava sorrisos e suspiros de contente do Dumbledore e Hagrid.
O primeiro domingo declarado dia de descanso não resultou ser da maneira que Gina desejava. A maioria das mulheres ignorou a sugestão de que fizessem a um lado o trabalho. Entretanto. Gina não se deu por vencida. Decidiu que a maneira de fazer que as mulheres saíssem e se unissem era através dos meninos. Organizou jogos para os mais pequenos e mandou ao Draco de cabana em cabana com o anúncio de que o seguinte domingo haveria um festival Maitland para todos os meninos e meninas.
Foi um grande êxito. As mães deixaram tudo para poder observar como seus filhos participavam dos jogos. Gina tinha esperado essa reação. Não tinha esperado que os homens se envolvessem. Alguns foram por simples curiosidade. Outros chegaram para ver competir a sua prole. Narcisa se ocupou de organizar a comida. Outras mães estavam ansiosas de ajudar. As mesas se levaram fora e se cobriram com bandejas de bolos de frutas, pães, geléias e ofertas mais substanciosas, como salmão salgado, cordeiro defumado e aves.
Houve só um momento embaraçoso em todo o dia. Uma menina de onze anos chamada Elizabeth ganhou a competência com o arco e a flecha. Superou a todos, inclusive a vãos meninos de treze anos.
Ninguém sabia o que fazer. Se aplaudiam à moça, não seria isso uma humilhação para os moços maiores? Gina não estava segura de como dirigir a delicada situação. Felizmente, Harry logo tinha chegado quando terminou a competência. Gina se dirigiu a ele, entregou-lhe um dos bonitos estandartes que tinha confeccionado para os meninos e lhe pediu que o entregasse ao vencedor. Não mencionou quem tinha ganho.
Seu marido não soube que uma menina tinha superado aos moços até que viu o branco. Entretanto, não lhe importou. Elogiou a Elizabeth por sua habilidade enquanto lhe prendia a parte de seda no tartán. Os pais da menina se apressaram a adiantar-se. O pai deu a todos os que estavam suficientemente perto para ouvir seus gritos que lhe tinha ensinado à menina a usar o arco e a flecha e que tinha tido bom olho desde muito terna idade.
Gina se passou a maior parte do dia reunida com tantos membros do clã como pôde. Vislumbrou ao Belatriz duas vezes, mas cada vez que tentava ir até ela para saudá-la, a parteira se dava a volta e caminhava para o outro lado. Depois de três intentos, Gina desistiu.
Hermione Jane se sentou em uma manta perto do centro da colina e observou os jogos. Gina se uniu a ela para a comida do meio-dia. Draco a seguiu colina acima e até que Gina não se sentou junto a sua amiga, não notou que todos outros meninos a tinham seguido.
Os pequenos eram extremamente curiosos com respeito a ela. Embora agora fosse a esposa do latifundiário, seguia sendo inglesa e tinham um milhar de perguntas para o Gina. Respondeu-as todas, cuidando-se de não ofender-se pelas coisas ultrajantes que acreditavam a respeito dos ingleses.
Hermione Jane contou a história recue como se conheceram, ela e Gina. Os meninos desejavam ouvir mais sobre o festival da fronteira, é obvio e Gina lhes contou tudo a respeito dos jogos. Ficaram pendurados de suas palavras. Alguns se penduraram dela. Um menino pequeno, que não podia ter mais recue três verões, esperava pacientemente junto a Gina. Ela não sabia o que ele desejava até que se tirou os estandartes extras das saias. Imediatamente, o pequeno caminhou para frente pavoneando-se deu volta e lhe sentou no regaço. Gina seguiu com a história e em poucos minutos o menino estava profundamente dormido.
Os meninos não desejavam que se terminasse o dia. Desejavam ouvir uma história mais, e logo outra e outra. Finalmente, Gina lhes prometeu que ao dia seguinte à tarde levaria fora a costura e se sentaria nesse mesmo lugar. Todos os que desejassem unir-se a ela seriam bem-vindos e logo contaria mais histórias.
Em conclusão, Gina sentia que as coisas partiam bastante bem. É obvio Hermione era uma preocupação e até que o bebê não tivesse nascido e sua amiga se recuperado por completo, Gina sabia que ia se seguir preocupando. Sua amiga se negou obstinadamente a confiar na Narcisa, mas estava suavizando sua atitude. Disse-lhe que seguia tendo confiança em Gina e que se pensava que Narcisa ia ajudar a, estaria bem... Sempre e quando Gina estivesse ao mando.
À Hermione só ficava uma semana para o parto, se as estimativas de Gina eram corretas. Pensou que sua amiga se via o suficientemente grande para ter três bebês. Cometeu o engano de dizer-lhe ao Ronald. Empalideceu de maneira considerável e Gina teve que apressar-se a lhe explicar que só estava brincando. Ronald lhe ordenou que jamais voltasse a brincar com ele.
Harry permanecia distante para com Gina durante o dia. Entretanto, era muito diferente pelas noites. O fazia o amor apaixonadamente quase todas as noites e sempre dormia sustentando-a nos braços.
O marido de Gina em realidade nunca perdeu a compostura ou a arrogância para com ela até a noite em que Gina conheceu o Cedrico.
Hermione acabava de entrar em salão para passar uma hora ou duas com Gina. Ronald a ajudou a localizar-se em uma das cadeiras junto ao fogo, ordenou-lhe que ficasse quieta até que terminasse um assunto importante e logo cruzou o salão para unir-se ao Harry e Sirius.
- Meu marido se está convertendo em um bobo nervoso - sussurrou Hermione.
Gina riu. Hermione estava frente à Harry e notou que este sorriu. Uns poucos minutos mais tarde, disse algo mais que Gina encontrou divertido e voltou a notar que quando Gina ria, seu marido sorria.
Pensou que era terrivelmente doce e o mencionou ao Gina. Logo, Cedrico entrou no salão com dois guerreiros mais.
Gina não emprestou atenção aos homens, Hermione sim.
- Recorda que te contei sobre o guerreiro chamado Cedrico e de quão de aparência agradável é?
Gina não o recordava.
- Joga uma olhada - sussurrou Hermione - Assim vai ver do que estou falando.
É obvio, apanhou a curiosidade de Gina. Esquadrinhou pelo flanco da cadeira para lhe dar um bom olhar ao homem. Logo, tomou ar bruscamente. Pensou que se ficou com a boca aberta, mas não podia estar segura. Ah, Senhor, era formoso. Era a única palavra que o fazia justiça ao guerreiro na mente de Gina. Supôs que descrever sua aparência a qualquer que não o tivesse visto pareceria ordinário e Cedrico era algo menos ordinário. Era perfeito. Tinha cabelo escuro, castanho-negro, olhos castanhos e um sorriso destinado a lhes causar dores de coração às damas. Nesse momento estava sorrindo.
- Notou a covinha? - sussurrou Hermione - Deus, Gina, não é magnífico?
Como podia não notar a covinha? Era atrozmente atrativo. Entretanto, não estava disposta a lhe admitir isso a sua amiga. Em troca, decidiu brincar com ela.
- Qual dos três é Cedrico? - perguntou inocentemente.
Hermione pôs-se a rir. O som atraiu a atenção dos homens. Cedrico lhe sorriu à esposa do Ronald e logo voltou o olhar para Gina.
Olharam-se fixamente durante um comprido minuto, Gina perguntando-se como alguém poderia ser tão de aparência agradável e Cedrico perguntando-se quem demônios era ela.
Harry ficou de pé e atraiu a atenção de Gina. Não se via abertamente feliz e tinha o olhar cravado nela.
Gina se perguntou o que teria feito para irritá-lo e supôs que nem bem conseguisse deixar de olhar boquiaberta ao Cedrico, teria que averiguá-lo.
Harry não estava de humor bom para esperar.
- Gina, vêem aqui - ordenou quase com um bramido.
Gina lhe franziu o sobrecenho a seu marido para lhe fazer saber que não lhe agradava esse método altivo de ganhar sua atenção. Harry não emprestou atenção ao sutil mensagem e lhe fez gestos torcendo o dedo para que se aproximasse.
Gina se tomou seu tempo em responder ao chamado. Depois de dobrar com cuidado a meia que estava remendando para o Hagrid, localizou-a na cesta e ficou de pé com lentidão.
- Acredito que seu marido está um pouco ciumento - sussurrou Hermione.
- Isso é ridículo - sussurrou a sua vez Gina.
Sua amiga lançou um bufido. Gina se obrigou a não rir outra vez. Cruzou a habitação, tomou o caminho que passava diretamente frente aos três guerreiros e se deteve frente a seu carrancudo marido.
- Desejava algo? - perguntou.
Harry assentiu. Logo a agarrou. Gina não podia imaginar o que lhe tinha passado. Harry a arrastou contra seu lado e lhe aconteceu o braço pelos ombros, mantendo-a ali ancorada.
Estava-se comportando de maneira terrivelmente possessiva. Gina teve que morder o lábio inferior para evitar rir. Hermione tinha tido razão. Harry estava ciumento. Não sabia se devia sentir-se insultada ou agradada.
Harry a apresentou aos recém chegados. Gina tomou cuidado em lhe emprestar muita atenção a cada um dos guerreiros. Desejava olhar fixamente ao Cedrico, mas não se atreveu. Harry o notaria.
Nem bem terminaram as formalidades, Gina tentou retornar com sua amiga. Harry não o permitiu. Gina se voltou para olhá-lo. Ainda a olhava com severidade e o sobrecenho franzido.
- Posso te dizer umas palavras em privado? - pediu-lhe Gina. Harry lhe deu sua resposta quando a arrastou para a despensa.
- Que desejas me dizer?
- Cedrico é extremamente de aparência agradável.
Ao Harry não agradou ouvir isso. Gina sorriu.
- Mas, bom, você também o é, marido. Entretanto, não caminharia pelas chamas do purgatório pelo Cedrico, por muito leal que ele te seja. Não o amo. Amo a ti. Só pensei que te agradaria lhe ouvir dizer isso Caminharia pelas chamas do purgatório por ti... Mas só por ti.
Harry a soltou.
- Fui tão óbvio?
Gina assentiu e Harry sorriu. Inclinou-se e a beijou. Foi um beijo suave e sem exigências que os deixou a ambos desejando mais.
- Sou um homem muito possessivo, Gina. É conveniente que te dê conta disso.
O sorriso do Gina o encheu de prazer.
- Já sabia que era possessivo - sussurrou-lhe - E ainda te amo.
Harry riu.
- Meus homens estão esperando – disse - Há algo mais que desejasse me dizer?
A arrogância do Harry estava de novo em seu lugar. Gina sacudiu a cabeça.
- Não, marido.
Não começou a rir até que Hermione e ela saíram para ter um pouco de privacidade.
Gina não tinha alardeado em vão frente à Harry. Caminharia pelas chamas do purgatório para mantê-lo a salvo, mas nunca imaginou que alguma vez na verdade teria que fazer uma coisa tão impossível.
O purgatório resultou ser a terra dos Maclean.
Gina foi posta à prova a tarde seguinte. Harry tinha partido com o Cedrico e o Sirius para terminar uma vez mais com uma disputa com os difíceis Macpherson perto da fronteira oeste, e Ronald e Dumbledore se estavam preparando para partir de caça. Dumbledore disse à Gina que também planejava fazer um pouco de pesca.
- Se houver suficiente tempo, é obvio - explicou o ancião - Ronald não quer deixar a sua esposa por mais de quatro horas devido a sua avançada condição. - Fez uma pausa para rir entre dentes. - O moço continuamente me leva a um flanco para me sussurrar que sua esposa se volta muito temerosa cada vez que desaparece de sua vista e um momento mais tarde, Hermione me leva a um flanco e me pede que me leve a seu marido de caça durante todo o dia para poder ter um pouco de paz e tranqüilidade.
- Está-a voltando louca - disse Gina ao Dumbledore - Observa-a durante cada minuto. Jura que quando se acordada pelas noites, encontra-o completamente acordado e com o olhar fixo nela.
Dumbledore sacudiu a cabeça.
- Está-nos voltando loucos a todos – admitiu - Ronald não quer ouvir razões. Todos vamos estar muito felizes quando Hermione tiver a seu menino.
Gina esteve completamente de acordo. Decidiu trocar de tema.
- Vão caçar perto das cataratas?
- Sim – respondeu - A pesca é melhor ali.
- Hermione me disse que é muito formoso.
O desejo na voz do Gina não passou desapercebido para o ancião.
- Por que não vem conosco hoje? Poderá ver por ti mesma quão formoso é todo isso.
Gina estava encantada. Fez uma pergunta a Narcisa.
- Se hoje necessitar ajuda, vou estar feliz de ficar em casa. - Narcisa esteve agradada de que a proprietária de casa tivesse tanta consideração com ela.
- Agora que Janet e Bridget fazem o trabalho pesado, não há muito trabalho para mim fora das cozinhas, milady.
- Está arrumado, então - anunciou Dumbledore - Vamos em poucos minutos. Apresse-te e te prepare moça. Narcisa, talvez traga pescado afresco para nossa comida de esta noite.
Gina correu escada acima. Trocou-se e se vestiu com as saias de montar, atou-se o cabelo na nuca com um coque e logo baixou correndo as escadas.
Ao Ronald não agradou saber que ia com eles. Gina entendia o motivo e, portanto seus sentimentos não resultaram feridos.
- Hermione vai estar bem até que retornemos - prometeu - Narcisa a vai visitar, não é verdade, Narcisa?
O ama de chaves assentiu com rapidez. Ronald ainda não estava convencido. Dumbledore teve que lhe dar várias cotoveladas para fazer que se movesse em direção dos estábulos.
Era uma manhã gloriosa. Gina levou a pesada capa consigo, mas realmente não havia nenhuma necessidade de um amparo extra. O vento era leve, o sol brilhava e a paisagem era tão grandiosa como Hermione havia dito que seria.
Entretanto, não alcançaram o pé das cataratas. Os Dunbar atacaram antes de que pudessem chegar ali.
Não houve nenhuma advertência. Dumbledore os guiava através do espesso e nebuloso bosque. Gina estava exatamente detrás dele e Ronald ocupava a retaguarda. Não estavam em guarda pela singela razão de que ainda estavam dentro da terra Maitland.
De repente, estiveram rodeados de pelo menos vinte guerreiros que tinham as espadas desencapadas e listas. Não levavam as cores Maitland, mas Gina ficou muito surpreendida ante a aparição para ter medo.
- Estão em nossa terra - bramou Dumbledore. Sua fúria era algo que Gina nunca tinha visto antes - Vão partir agora, Dunbars, antes de romper a trégua.
Os guerreiros não responderam à ordem. Nesse momento eram Como estátuas. Gina pensou que alguns deles nem sequer pestanejavam.
Um número considerável deles a estava olhando com fixidez. Gina levantou o queixo e lhes devolveu a arruda olhar. Não ia permitir que o inimigo a intimidasse. Tampouco ia permitir que soubessem quão preocupada estava.
Ouviu o som dos cavalos que se aproximavam justo quando Ronald empurrou seus arreios para frente. Localizou-se no flanco direito do Gina. Estava tão perto dela que as pernas se chocavam.
Estava tratando de protegê-la. Gina sabia que Ronald daria sua vida por mantê-la a salvo. Disse uma rápida prece ao Criador para que esse nobre ato não fora necessário.
Nenhum se moveu até que o estrépito dos cavalos ressonou frente a eles, abrindo acontecer com través da espessura. Então vários guerreiros Dunbar se deram volta para olhar.
Apareceram cinco homens mais. Também levavam tartán, mas não eram as mesmas cores que os dos Dunbar. Gina não soube o que queria dizer isso. Ronald sim. Deixou escapar um impropério em voz baixa.
Deu-se volta para olhá-lo.
- Quais são? - sussurro.
- Soldados Maclean.
Gina abriu muito os olhos. Deu-se volta para olhar aos homens. O líder aproximou os arreios. Gina manteve a atenção sobre ele. Havia algo vagamente familiar nele, mas não podia imaginar o que era. O guerreiro era alto, de larguras ombros e tinha cabelo ruivo escuro e intensos olhos azuis.
Dumbledore rompeu o silêncio.
- Então estão aliados com os Dunbar.
Era uma afirmação, não uma pergunta, mas o guerreiro Maclean lhe respondeu.
- Seu latifundiário tentou evitar a aliança. Também poderia ter tido êxito se não tivesse tido que lutar contigo, ancião, e com outros que governam seu clã. Quem é esta mulher?
Nem Dumbledore nem Ronald lhe responderam.
O guerreiro Maclean fez um gesto aos homens que os rodeavam. Ronald e Dumbledore não tiveram tempo de alcançar as espadas, embora tivessem sido o suficientemente estúpidos para tentá-lo. As espadas Dunbar estavam nesses momentos lhes apontando ao pescoço. Os guerreiros esperaram a que o líder Maclean lhes desse a seguinte ordem.
- Pergunto-te outra vez - disse ao Dumbledore - Quem é esta mulher? Resulta-me familiar.
Dumbledore sacudiu a cabeça. O coração do Gina começou a pulsar com violência.
- Vou falar por mim mesma - disse.
Ronald lhe colocou a mão sobre o joelho e a espremeu. Estava lhe fazendo saber que não desejava que lhes dissesse nada.
O líder deu um empurrão aos arreios e se aproximou mais de Gina pelo lado esquerdo. Cravou o olhar no Ronald durante um comprido minuto e logo voltou o olhar para Gina.
- Então fala - ordenou-lhe com arrogância.
- Me diga quem é e te vou responder suas perguntas - ordenou Gina. O apertão do Ronald no joelho se voltou doloroso.
- Meu nome é Guilherme Maclean - respondeu.
- É o comandante destes homens ou só o porta-voz? - Não emprestou atenção ao insulto.
- Sou o filho do latifundiário – disse - Agora me diga quem... Interrompeu a ordem quando notou a mudança radical na formosa mulher. A cor lhe tinha abandonado o rosto. Quase caiu do cavalo e nem sequer pareceu notá-lo. Estendeu-se e a sustentou do braço.
Estava ousando sacudir a cabeça ante ele.
- Não pode ser seu filho.
A veemência na voz do Gina o confundiu.
- É obvio que posso - replicou.
Negava-se a lhe acreditar. Um pensamento lhe irrompeu na mente. Seu pai devia ter estado casado antes. Sim, isso era, disse-se a si mesmo. Guilherme parecia vários anos maior que ela...
- Quem era sua mãe? - ordenou.
- Por que me está fazendo tantas perguntas?
- Me responda.
A luta na voz de Gina o surpreendeu.
- E se te respondo então me vais dizer quem é?
- Vou, o prometi.
Assentiu.
- Muito bem - disse com voz suave uma vez mais - Minha mãe era uma rameira inglesa. Seu acento era muito parecido ao teu. Posso recordar tanto como isso. Agora me diga quem é - ordenou outra vez.
Gina tentava desesperadamente manter a prudência.
- Quantos anos têm?
Disse-lhe e lhe espremeu dolorosamente o braço.
Gina pensou que ia se deprimir. Guilherme era cinco anos maior que ela e os olhos, Deus querido, os olhos eram exatamente da mesma cor que os seus. E o cabelo também era do mesmo tom? Não, não, disse-se a si mesmo. O seu era muito mais vermelho.
Teve que respirar profundamente para evitar sentir náuseas. Desabou-se para um flanco da sela, perto do lado do Ronald.
Deus querido era verdade. Guilherme era seu irmão.
Ronald tentou colocar o braço ao redor recue Gina. Guilherme a atraiu para si com um empurrão e logo a levantou dos arreios e a localizou frente a ele.
- Que demônios lhe passa? - perguntou.
Ninguém lhe respondeu. Guilherme lançou um grunhido de frustração. Ainda não sabia a quem pertencia a mulher, mas sem dadas reconhecia ao Ronald.
- O latifundiário Maitland vai vir por seu irmão - disse a seus homens-. Vamos estar preparados para lhes dar uma adequada recepção. Tragam-nos para a terra de meu pai - ordenou com um gesto da cabeça em direção do Dumbledore e Ronald.
A quantidade recue tempo que lhes levou alcançar o torreão Maclean se cortou grandemente porque puderam cavalgar diretamente através de terra Dunbar. Ronald memorizou todos os detalhes do caminho para um futuro uso.
Gina não emprestou atenção para onde se estavam dirigindo. Manteve os olhos fortemente fechados enquanto tentava resolver na mente essa horrorosa situação.
Desejava chorar de vergonha ante a traição de sua mãe. Como pôde abandonar o seu filho? Gina se sentia tão chateada por dentro que apenas se podia concentrar em nada mais que manter o estômago tranqüilo.
Finalmente abriu os olhos. Guilherme o notou.
- O nome Maclean te aterrorizou tanto que te deprimiu?
- Não me deprimi - disse com brutalidade - Desejo montar meu cavalo.
- Eu desejo que fique aqui - replicou. É muito formosa - adicionou quase como uma ocorrência nova - Talvez dita te permitir enfraquecer minha cama.
- Isso é repugnante.
Não tinha tido intenção de ir à voz alta esse pensamento, mas não pôde mantê-lo dentro. Guilherme objetou à consternada expressão do rosto de Gina. Tomou o queixo e a obrigou a levantar o rosto para ele.
Deus querido, ia beijar-la?
- Vou vomitar - gaguejou.
Soltou-a com rapidez.
Gina respirou profundamente várias vezes para convencer o de que realmente tinha problemas e logo se relaxou.
- Agora estou melhor - mentiu.
- Todos os ingleses são débeis - disse-lhe Guilherme - Essa é outra razão mais para desprezá-los.
- Às inglesas tanto como aos ingleses? - perguntou Gina.
- Sim - respondeu.
- Sou inglesa – disse - E te contradiz. Se tanto odeia a todos nós, por que sugeriu que me desejava em sua cama?
Não lhe respondeu. Passaram uns poucos minutos antes de voltar falar.
- Me diga seu nome.
- Ginevra - respondeu.
- Por que leva o tartán dos Maitland?
- Minha amiga me deu isso. Estou aqui de visita e vou retornar a Inglaterra depois de que minha amiga tenha seu bebê.
Sacudiu a cabeça.
- Os Maitland não lhe deixariam partir. Está mentindo, Ginevra.
- Por que não me deixariam partir?
- É muito formosa como para...
- Sou inglesa. - Interrompeu-o com esse aviso. - Não os agrado.
- Não me minta - ordenou-lhe -. Diga-me a quem pertence.
- Está-te dizendo a verdade - gritou Ronald - É tina hóspede, nada.
Guilherme riu. Não se acreditava essas tolices. À Gina começou a lhe doer a cintura por onde Guilherme a sustentava. Inclinou-se para tentar lhe apartar os dedos. Então lhe viu o anel no dedo. Deixou escapar um pequeno ofego. A mão voou para o assumo, onde tinha o idêntico anel escondido de seu pai.
- Onde obteve este desagradável anel? - perguntou.
- Era de meu tio - respondeu Guilherme - Por que segue fazendo perguntas tão pessoais?
- Só tinha curiosidade - replicou.
- Pertence ao Harry, verdade? - perguntou-lhe Guilherme com um sussurro baixo.
- Não converso com porcos.
Então Guilherme riu. Era muito ignorante para saber quando o estavam insultando. Gina assim o disse.
- É um dia muito formoso para sentir-se insultado por algo – anúncio - Capturei ao Dumbledore para meu pai e a ti para mim mesmo. Sim, é um dia magnífico, sem dúvidas.
Que Deus a ajudasse, na verdade estava aparentada com esse bárbaro. Não voltou a lhe falar durante outra boa hora ou duas. Entretanto, a curiosidade superou a intenção de ignorá-lo e já que nesses momentos cavalgavam bastante diante do Dumbledore e Ronald, e não poderiam escutá-la, decidiu averiguar o mais possível a respeito de seu pai.
- Como é o latifundiário Maclean?
- Ruim.
Gina pôde ouvir a alegria na voz do Guilherme.
- E?
- E o que?
- Não importa.
- Por que está tão interessada?
- É bom saber o mais possível a respeito dos inimigos de um – explicou - Por que seu pai vai estar agradado ao ver o Dumbledore?
- Tem algo que arrumar com ele - respondeu Guilherme - O ódio se remonta há muitos anos atrás. Sim, meu pai vai estar muito feliz de voltar a ver o Dumbledore.
Não voltaram a falar até que alcançaram à terra dos Maclean. À Gina lhe permitiu ter uns momentos de privacidade. Retornou do amparo das árvores, não fez caso da mão estendida do Guilherme e alcançou seu próprio cavalo antes de que pudesse detê-la.
Ronald continuamente tentava aproximá-lo suficiente para falar com ela. Os Dunbar não o permitiam. Esses guerreiros partiram quando mais soldados Maclean os rodearam; estavam obviamente empenhados em retornar a sua própria terra.
Gina sabia que Ronald desejava que ficasse em silêncio. Não desejava que os Maclean soubessem que tinham capturado à esposa do latifundiário para utilizá-la como anzol para atrair ao Harry. Guilherme só tinha estado surrupiando a verdade quando tinha sugerido que era a mulher do Harry. Não podia estar seguro até que alguém que conhecesse a verdade o verificasse.
Nada disso importava. Harry viria de todos os modos. Certamente Ronald se daria conta disso. Os dois irmãos sempre tinham cuidado um do outro e Gina disse a si mesma que Harry iria a auxílio do Ronald embora ela não estivesse envolta.
Poderia haver um banho de sangue. Gina não tinha nenhuma dúvida a respeito. Harry não seria razoável ao vingar-se e só o pensar no que aconteceria fazia que lhe doesse o estômago.
Não desejava que ninguém morresse. Não sabia o que podia fazer para evitar a guerra, mas estava decidida a tentá-lo.
Podia tentar ter a seu pai a sós e lhe dizer quem era. Logo suplicaria por sua misericórdia. Se resultava ser compassivo, talvez permitisse que Dumbledore e Ronald partissem antes de que Harry chegasse por eles.
Gina nunca tinha suplicado por nada e em seu coração duvidava de que de todos os modos resultasse. Não pensava que seu pai lhe daria um bom recebimento. Não se tinha incomodado em ir atrás dela ou sua mãe... Por que teria que trocar sua atitude nesse momento?
E se lhe dizia quem era indubitavelmente perderia tudo. Harry nunca a perdoaria. Não podia culpá-lo. Deveria lhe haver contado a verdade, deveria ter insistido em que a escutasse.
Pensou em todas essas noites cálidas e escuras quando se abraçaram e sussurrado os pensamentos um ao outro... Ah, sim, poderia haver-lhe dito então.
É obvio, tinha tido muito temor e tudo porque no fundo de seu coração sabia que Harry não poderia amá-la mais.
A mente do Gina tinha estado tão consumida por seus temores que não se deu conta de que tinham entrado em pátio do torreão Maclean. Levanto o olhar e avistou a maciça estrutura de pedra e imediatamente endireitou os ombros... E a determinação.
Deu-lhe um nome à terra Maclean: Purgatório.
Guilherme tentou ajudá-la ao meio desmontar. Gina lhe chutou a mão. Tentou agarrá-la do braço depois de que alcançou o chão. Separou-lhe de um empurrão se deu a volta e subiu os degraus.
Seu porte era tão régio como o de uma rainha. Dumbledore a seguiu Estava tão orgulhoso da conduta do Gina que sorriu. Ronald também o fez. Os guerreiros Maclean ficaram adivinhando por que os Maitland estavam de humor tão festivo. Sacudiram as cabeças e se apressaram a entrar para ver a reação do latifundiário ante os presentes de seu filho.
O latifundiário Maclean fez que todos o esperassem durante três largas horas. À Gina a mantiveram em um extremo do gigante salão e aos outros cativos no extremo oposto. Ronald e Dumbledore tinham as mãos atadas por detrás das costas.
Gina não se podia ficar quieta. Passeava-se diante da larga mesa. Quanto mais levavam esperando, mais ansiosa se voltava. Principalmente estava preocupada com Hermione Jane. Sua amiga começaria com o trabalho de parto quando lhe dessem a notícia de que Ronald tinha sido feito cativo? Deus querido, não ia estar ali para ajudá-la.
O coração do Gina voou para o do Ronald. Sem dúvidas, tinha exatamente os mesmos pensamentos apreensivos nesse mesmo instante.
A marcha de Gina deveu ter tornado loucos aos guerreiros Maclean. Um deles se estendeu para agarrá-la. Gina ficou muito surpreendida pela audaz ação para lutar contra ele até que o guerreiro a atraiu para seus braços.
Ronald deixou escapar um rugido de fúria e se lançou ao ataque através do salão. Guilherme chegou correndo da entrada. Gina recuperou o engenho antes de que nenhum dos dois homens pudesse alcançá-la. Golpeou violentamente o joelho contra a virilha do ansioso soldado. Este deixou escapar um rugido de cólera (e de dor, notou Gina com agrado) antes de dobrar-se e estelar se contra o piso.
Gina estava completamente satisfeita. Então Guilherme lhe atraiu a atenção. Agarrou-a para apartá-la do soldado que se retorcia no chão. Ronald não estava impedido pelo fato de ter as mãos atadas por detrás das costas. Utilizou o ombro para golpear ao Guilherme e apartar o do Gina.
Guilherme saiu voando para a parede de pedra. Gina saiu voando com ele. Teria se golpeado a parte posterior da cabeça contra a pedra se Guilherme não tivesse colocado primeiro a mão, protegendo-a.
Ronald tentou golpear outra vez ao Guilherme. Entretanto, Gina ainda estava no passo. Guilherme lhe deu um empurrão para tirara-la do caminho e logo se lançou para o cunhado de Gina.
- Não te atreva a golpeá-lo - gritou Gina - Tem as mãos atadas, maldito seja. Se desejares golpear a alguém, golpeie a mim.
- Fique fora disto, Gina - rugiu Ronald.
- Suficiente.
O bramido chegou da entrada. Todos se deram volta para ver quem tinha arrojado a ordem.
O latifundiário Maclean estava de pé no centro da entrada. Gina ficou rígida ante a visão desse homem tão grande.
As mãos do latifundiário estavam sobre os quadris e tinha um desagradável sobrecenho franzido no rosto.
- Tirem a esse soldado daqui - ordenou.
Guilherme assentiu. Ajudou a ficar de pé ao soldado que Gina fazia cair e lhe deu um empurrão para a entrada.
O latifundiário assentiu com satisfação e logo entrou em salão. Passou junto à Gina sem olhá-la e continuou até que alcançou o outro lado da mesa. Tomou assento em uma cadeira de respaldo alto que estava no centro.
Uma mulher entrou correndo ao salão. Parecia ter dez anos mais que Gina. Tinha cabelo escuro e liso, era corpulenta e tinha uma expressão presumida no rosto. Deteve-se para olhar com fixidez à Gina antes de apressar-se para a mesa. Gina decidiu odiá-la.
Retornou a atenção para seu pai. Não desejava que fora de aparência agradável. Contudo, era-o. Parecia-se um pouco com Guilherme... E a ela, supôs, com a alma nos pés. É obvio, tinha a pele mais curtida que a de seu filho e tinha profundas rugas ao redor dos olhos e a boca. O cabelo ruivo estava rajado de cinza e lhe dava uma aparência distinguida.
Era aparente que não sabia quem era Gina, mas quando o olhar caiu sobre o Dumbledore, sorriu com um sorriso desagradável e vil.
Guilherme deu um passo para frente. Gina tentou lhe fazer uma rasteira quando passou junto a ela. Guilherme a agarrou e a empurrou junto a ele.
-Tenho um presente de casamento para ti, pai - disse Guilherme - Não posso estar seguro, mas tenho a sensação de que esta fera pertence ao Harry Maitland.
Gina o chutou porque a tinha insultado. Logo, a plenitude do que Guilherme havia dito lhe penetrou na mente.
Um presente de casamento para seu pai... Não, não podia ser. Não pôde ter entendido isso.
- Seu pai não vai se casar, verdade?
Ouvia-se como se se esteve estrangulando com algo. Guilherme se deu volta para olhá-la.
- Sim, vai se casar e Senhor, realmente faz as perguntas mais estranhas para ser uma cativa.
Gina sentiu os joelhos débeis. Guilherme teve que sustentá-la. Na verdade, acreditava que não ia poder suportar mais surpresas. Primeiro descobria que tinha um irmão e agora averiguava que seu pai estava a ponto de converter-se em bígamo.
- Acredita que vai casar se com essa mulher? -perguntou enquanto agitava a mão em direção da mesa.
Guilherme assentiu. A companheira do latifundiário se ofendeu.
- Tirem a daqui – disse - Ofende-me.
Gina deu um passo para a mulher. Guilherme lhe apertou o braço. Gina pensou que talvez lhe tivesse quebrado o braço. Soltou um involuntário grito de dor e se separou dele. Produziu-se um amplo rasgão na manga do vestido.
Guilherme tinha uma expressão consternada no rosto.
- Não quis te machucar - disse-lhe com um sussurro baixo que só Gina podia ouvir - Por favor, fica aquieta. Não te vai servir de nada o brigar.
O latifundiário Maclean soltou um forte suspiro.
- Parte-te - ordenou a sua companheira - Não necessito sua intervenção.
Tomou seu tempo em obedecer. Outra vez olhou para Gina com ira quando passou junto a ela. Gina a ignorou.
- O latifundiário Maitland está subindo pelo atalho - gritou um soldado da soleira.
Gina sentiu que o coração deixava de lhe pulsar. Harry estava ali.
- Quantos montam com ele? - gritou o latifundiário Maclean.
- Está completamente sozinho - informou o soldado - Cavalga pela colina muito prazenteiramente.
O latifundiário Maclean rio.
- O moço tem valor, aceito-o – comentou - Arrumado a que tampouco traz armas.
- Não, não traz armas - replicou o soldado.
Gina desesperadamente desejava correr fora para seu marido. Tentou fazer isso, mas Guilherme a apanhou. Aferrou ainda mais ao machucado braço de Gina e a aproximou dele.
- Não vais maltratar a uma mulher, Guilherme, por muito que esta te provoque. Desejo ao Harry, não a esta mulher.
- Pelo amor de Deus, suplico-lhe que entre em razões, latifundiário Maclean. Detenha isto antes de que haja um banho de sangue. - O pai Bones gritou seu rogo da entrada.
Gina se deu volta justo quando o sacerdote entrava correndo ao salão.
Deteve-se com rapidez quando chegou junto ao Gina.
- Está bem, moça?
Gina assentiu.
- Pai, veio aqui para ouvir como o latifundiário Maclean dava suas promessas de matrimônio?
- Sim, Gina - respondeu cansadamente o sacerdote - E, espero, para fazer entrar em razões a estes homens antes que seja muito tarde.
Gina sacudiu a cabeça.
- Posso-lhe prometer que não haverá bodas - disse-lhe com um sussurro.
- Tira as mãos dela, Guilherme - ordenou o sacerdote - Olhe o que lhe fez no braço. A pele já lhe está voltando púrpura pela inflamação. Está-a machucando.
Guilherme obedeceu com rapidez a ordem do sacerdote. Gina aproveitou por completo sua liberdade. Correu para a soleira da porta. Guilherme tomou pela cintura e a arrastou para trás justo quando Harry entrava.
Não se deteve avaliar a situação ou as probabilidades em seu contrário. Só seguiu caminhando. Gina jogou um olhar à expressão de Harry e fechou os olhos. Estava a ponto de matar a alguém. Pensou que Guilherme bem poderia ser o alvo.
- Me solte – sussurrou - Vai-te matar se não o faz.
Seu irmão foi o suficientemente inteligente para fazer o que Gina lhe sugeria. Gina correu imediatamente para Harry e se lançou em seus braços. Afundou o rosto no peito dele.
- Está bem? - perguntou-lhe Harry - Não lhe machucaram?
Gina podia sentir como tremia. Levantou o olhar para ele. A expressão do rosto lhe disse que o medo não era a causa dessa reação. Não, era a fúria.
- Ninguém me machucou - disse-lhe Gina - Na verdade, trataram-me bem.
Harry assentiu. Deu-lhe um pequeno apertão e logo a obrigou brandamente a colocar-se detrás de suas costas.
Caminhou para frente para enfrentar a seu inimigo. Gina o seguiu. Dumbledore e a Ronald lhes deu liberdade de avançar. Localizaram-se a ambos os lados do Gina.
Os dois latifundiários se olharam com fixidez durante um comprido momento, cada um formando a opinião do outro. Maclean foi o primeiro em romper o silêncio.
- Parece que conseguiu um problema, Harry Maitland. Capturei a sua mulher e não estou de todo seguro respeito a que desejo fazer com ela. Atreveu-te a formar uma aliança com os Dunbar enquanto que me mandava um emissário com o mesmo propósito. Acreditava que podia fazer que nos puséssemos um em contra do outro?
- É um idiota velho - replicou Harry com a voz tremendo pela fúria - Eram os Dunbar os que estavam fazendo esse jogo.
Maclean golpeou o punho contra a mesa.
- Formei uma aliança com os Dunbar. Atreve-te agora a me chamar idiota?
Harry não vacilou.
- Sim.
O latifundiário Maclean respirou profundamente em um intento por controlar a crescente fúria. Inclinou a cabeça a um lado enquanto cravava o olhar em Harry. Logo sacudiu a cabeça.
- Está-me provocando com deliberação – comentou - Pergunto-me por que. Todos conhecem a provisão que faço das relações familiares. Sim, minha aliança com os Dunbar tinha muito sentido. Deve saber que a segunda prima do latifundiário Dunbar, Eunice, está casada com meu irmão. Sim, foi uma união familiar, Harry Maitland, e a família está antes que qualquer outra consideração. E, entretanto me chama idiota porque sou leal? É muito ardiloso para me incitar deliberadamente a que lhe mate. Tem muito que perder. Qual é seu jogo?
Harry não respondeu com suficiente presteza para agradar ao latifundiário.
- Esta mulher é sua esposa?
- Sua relação comigo não é teu assunto.
Maclean sorriu.
- Poderia ficar a entregar-lhe a um de meus homens - alardeou, em um intento por fazer que o latifundiário Maitland se zangasse o suficiente para perder a compostura - Guilherme? Quê-la em sua cama?
- Sim - disse Guilherme.
A afronta tinha chegado muito longe. Os dois latifundiários eram como touros, com as cabeças investidas. Gina se dirigiu ao lado de seu marido.
- Não vais ficar comigo - disse.
Os olhos de seu pai se esgotaram.
- Não me agrada seu atrevimento - rugiu.
- Obrigada - replicou Gina.
Harry quase sorriu nesse mesmo momento. Podia sentir que Gina tremia. Entretanto, Maclean não tinha nem idéia de quão atemorizada estava em realidade, e esse fato agradava muito Harry.
-Tem voz de mulher inglesa - comentou Maclean - E parece ser tão ignorante como seu marido. Será que nenhum dos dois se dá conta do perigo? - Centrou o olhar em Gina. - Ou é que a possibilidade da morte de seu marido te resulta atraente?
Nem Gina nem Harry responderam ao latifundiário. A paciência do Maclean chegou a seu fim. Começou a lhe gritar com Harry. Harry não demonstrou nenhuma reação externa ante as ameaças que seu inimigo lhe estava fazendo. A expressão de seu rosto era tão controlada que era como se a tivessem esculpido em pedra. Na verdade, parecia estar francamente aborrecido.
O latifundiário tinha rosto vermelho e lhe faltava ao fôlego para quando terminou de vomitar as represálias.
- Sim, tem um problema – balbuciou - Já que ninguém me chama idiota. Ninguém. - reclinou-se na cadeira, com a decisão tomada. - Vou te matar, Harry, só por esse insulto.
- Não - gritou Gina enquanto dava um passo para frente.
Harry a agarrou pela mão e a obrigou a não dar um passo mais.
- Tenho que falar com ele – sussurrou - Por favor, entende-o.
Soltou-a. Gina se tirou a corrente do pescoço e escondeu o anel no punho. Logo caminhou para frente para enfrentar seu pai.
O salão ficou em silêncio enquanto todos esperavam ouvir o que ia dizer.
- É verdade que capturou à esposa de Harry - começou.
Maclean bufou. Gina abriu a mão e deixou cair o anel sobre a mesa em frente a seu pai.
Maclean simplesmente cravou o olhar na jóia durante um comprido momento antes de pega-la. Sua surpresa era muito evidente. Voltou o olhar Gina e franziu o sobrecenho, ainda sem entender.
Gina respirou profundamente.
-Sim, capturou à esposa do Harry -disse outra vez-. Mas está casado com sua filha.
N/A.: Tá ai Galera outro capitulo direto do forno para vocês!!!!! Comentem muito!!!!!!!!!!!!
(PS. Este capitulo foi postado e revisado pela super Clara. Brigadão flor pela super ajuda que vc me dá...beijao Tonks)
Beijao
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